domingo, 18 de julho de 2010

Pastelaria do Charlão x Logistica


PASTELARIA DO CHARLÃO X LOGÍSTICA


A Pastelaria do Charlão entende de Logística como ninguém. Sempre que vou buscar umas dessas delícias para comer em casa fico admirado pela complexa operação que acontece simultaneamente.

Enquanto aguardo lá fora devido ao grande problema de espaço que ele tem, agravado pelo entra e sai de clientes, fico observando o caminhão de entrega de materiais primas (massas de pastel, frios, pães para lanches, sorvetes, refrigerantes) executando a logística inbound da pastelaria. Há um gerente de Logística conferindo a carga (o que julguei ser a mãe do Charlão). Enquanto os clientes estão fazendo pedidos ao gerente de produção, o próprio gerente dá um simples giro de 180º e está de frente para a chapa onde hambúrgueres estão soltando a gordura e fazendo aquele barulhinho (o mesmo que faz quando se abre uma latinha de cerveja: ttttsssss). A sua direita está o tacho de óleo quente para fritar pastéis e logo abaixo um gabinete refrigerado com os pastéis preparados conforme a demanda que ele sabe em sua planilha Excel que fica dentro do seu cérebro sobre o que vende mais em que dia e qual é a quantidade, bem como os picos de venda em determinados horários conforme o horário de ônibus no ponto que fica em frente a sua pastelaria.

Parece uma confusão danada, mas é bem assim que a Logística dele funciona e que muitas organizações não conseguem executar. Ao girar do balcão de atendimento para a chapa quente e o taxo de óleo, vejo um exemplo fantástico de Lean Manufacturing (tudo ao alcance das mãos). Uma simples abertura de portas e lá está o pastel no sabor, na quantidade, no tamanho padrão e no tempo mínimo que o cliente quer e está disposto a pagar. Ahhh… mas ele não é uma indústria que tem setup! Engane-se você que não percebeu a abertura de troca de óleo, bastando-se colocar um tambor ao lado do tacho e o óleo cai por gravidade no tambor (aproveitamento dos recursos disponíveis como gravidade são alternativas excelentes para a geração de energia).

O cliente sai satisfeito, pega seu ônibus de barriga cheia, cheirando à gordura, mas feliz pelo bom atendimento e ainda diz: “Eita pastel gostoso!”.

Finanças recebe à vista. Aquele que tem boa frequência e fidelidade costuma ter carteira de créditos para pagar por semana/mês. Você fica sabendo das novidades da cidade e ainda sai com a fome saciada.

É a logística que sempre existiu vista de ângulos diferentes: e quando peço alguma ação simultânea no meu almoxarifado ainda dizem: “Ele pensa que aqui é pastelaria”. Penso sim que deveria ser, infelizmente ainda não temos toda a versatilidade das pastelarias, mas ainda vamos aprender com eles.



FONTE:ogerente.com.br

sábado, 17 de julho de 2010

Vai uma nota de 100 dólares aí?


Todo profissional espera ser reconhecido pelos resultados que alcança. Cabe ao líder incentivar o profissional a alcançar e a superar suas metas. Qual a forma adequada??


Recentemente, uma entrevista na revista Exame me chamou a atenção. Fiquei horrorizado com a maneira que o americano David Novak, presidente da rede Yum!, dona da Pizza Hut, usa para incentivar e motivar seus empregados. Chamado pela publicação de Silvio Santos do fast food, anda com o bolso cheio de dinheiro e a cada oportunidade dá uma nota de 100 dólares para premiar seu funcionário.


Isso, na verdade, é corrupção. É levar o funcionário humilde à situação de pedinte, que faz tudo para ganhar um trocadinho. Afinal, estamos diante de empregados, funcionários e colaboradores ou de feras domesticadas que se apresentam no circo, que se fizeram corretamente o que o domador ensinou, ganha um amendoim?


Não é isso que motiva um funcionário e sim o respeito, o reconhecimento ao seu trabalho, ao seu desempenho. O famoso agrado está lá no finalzinho da lista. Não seja um empregador que mais se parece com um domador de feras e, sim, um motivador.


Uma pesquisa feita pela Cia de Talentos no Brasil, na Argentina e no México revela que os principais motivos de escolha da empresa dos sonhos pela geração Y são: bom ambiente de trabalho, desenvolvimento e crescimento profissional. O fator remuneração só foi citado por apenas 5% dos 35 mil jovens entrevistados, com idade média de 24 anos.


Ou seja, mais do que um ótimo salário, as pessoas querem ser relevantes, reconhecidas. Salário é um prêmio ao seu esforço e dedicação, aos resultados alcançados. Para isso, o líder precisa entender que o caminho não é "comprar" o funcionário com migalhas. Que exemplo Novak pensa dar ao distribuir gorjetas entre os empregados, frangos de borracha, dentaduras de plástico e outras aberrações como essas de brinde?


A matéria da revista diz que o executivo tem uma obsessão por reconhecer o desempenho dos melhores funcionários. Será mesmo? Não consigo imaginar que o uso de métodos nada convencionais como esses sejam realmente eficazes. Todo mundo quer ganhar dinheiro, mas não é a principal meta. Quem dirá, então, trocados como recompensa ao seu bom trabalho.


Não é à toa que passada a crise, as pessoas estão ávidas por trocar de emprego. Um estudo do Hay Group, realizado com 120 mil pessoas, aponta que 59% dos profissionais buscam uma nova colocação. Esse cenário não é só resultado de salários congelados, mas também de promoções adiadas para evitar demissões durante a crise.


Se antes os funcionários eram gratos por terem seus empregos mantidos, diante do reaquecimento do mercado começam a mostrar o quanto tiveram de sucumbir. Prova disso é que repensam suas perspectivas de carreira, o que pode ser muito ruim para organizações que não conseguiram tomar as medidas necessárias para implementar programas eficazes de engajamento durante os tempos difíceis.


Agora, sejam sinceros: seu talento merece ser recompensado com notas de míseros 100 dólares?



Fonte:administradores.com.br!

Acertar o tamanho do Sutiã


Com menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido a receber o tamanho correcto e o aconselhamento adequado na compra de um sutiã, retalhistas e marcas partilham os seus conhecimentos sobre algumas das questões essenciais em torno das normas para lingerie e roupa de banho.


Retalhistas e marcas, incluindo M&S, Next, Tesco, George, Playtex e Wonderbra, uniram-se numa tentativa de melhorar as normas de ajuste dos sutiãs e reduzir o volume de negócios perdido com as devoluções das clientes. Os retalhistas foram levados a partilhar os seus conhecimentos, depois de um recente relatório da organização de consumidores Which? ter descoberto que menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido recebeu o tamanho correcto e o aconselhamento adequado quando comprou um sutiã.

A pesquisa “Bra Fitting? No it isn't” descobriu que, de um total de 70 provas numa equipa de voluntárias, avaliadas em relação a um conjunto de critérios mensuráveis como ajuste correcto da base do sutiã e da copa, 18 receberam nota zero.

A resposta da indústria foi um seminário para procurar formas de se envolver num debate mais amplo para alcançar uma norma adequada, que dê às clientes o que elas querem. «Não só o tamanho médio do busto das mulheres no Reino Unido aumentou 30% desde 2003, de um tamanho padrão 34B para uma copa actual 36D, mas 80% das mulheres estão a usar o tamanho errado de sutiã», revelou Julie King, directora do departamento de moda e têxteis na De Montfort University.

Presidindo ao seminário “'Shaping up for lingerie & swimwear - defining the challenges, exploring the solutions”, Julie King observou que o aumento nos seios maiores e um aumento de 31% nos procedimentos cirúrgicos de implantes mamários nos últimos anos «representam um verdadeiro desafio para os fornecedores de lingerie darem às mulheres o suporte fundamental e certo que elas precisam»

Ed Gribbin, presidente da Alvainsight, uma divisão da Alvanon e uma autoridade mundial em tamanho e vestir, concorda que «85% das consumidoras queixam-se de que não conseguem encontrar um sutiã que se ajuste correctamente». Mas alertou que o “servir” é uma questão complexa quando se trata de sutiãs e roupa de banho com copa.

Os grupos de foco de consumidores têm mostrado que o conforto, suporte e funcionalidade são responsáveis por apenas 30% da percepção de “servir” das mulheres, enquanto 70% acham que “servia” se tornasse a sua aparência mais atraente. «As consumidoras vão aguentar a dor se lhes der boa aparência», afirmou Gribbin. Segundo o presidente da Alvainsight, o dimensionamento não é uma questão linear e aumentar um tamanho padrão 34B linearmente não vai funcionar – na realidade é aqui que se origina muita incoerência no dimensionamento, na medida em que diferentes fornecedores usam diferentes regras de classificação.

Existem também dificuldades comerciais na produção de um sutiã para tamanhos maiores, num clima económico onde o custo relativo do vestuário está a diminuir. «Isso não corresponde à quantidade de conhecimentos, trabalho e recursos que são necessários para produzir um sutiã até ao tamanho de copa K», explicou Pat Conway, especialista em estilos grandes na Acestyle, um dos maiores produtores de vestuário íntimo em Hong Kong. Os projectos de sutiãs bem sucedidos para pessoas mais fortes dependem da compreensão dos problemas encontrados pelas mulheres com busto maior e «o que fica bonito num 34B pode parecer incongruente numa copa G».

Conway pediu aos designers para irem às compras com uma amiga ou modelo com copa G+ e participarem em diversas sessões de prova, para ser possível determinar o que funciona e o que não. A criatividade pode ser alcançada através da escolha certa de tecido e acessórios, evitando «um monstro acolchoado». No final, Conway sublinhou que «queremos conseguir “firmeza” e não “tensão” com um ajuste consistente».

O fabricante de vestuário íntimo DB Apparel UK baseia todo o design e desenvolvimento dos seus sutiãs para marcas como Playtex, Wonderbra e Shock Absorber no feedback que recebe dos seus grupos de foco de consumidores. Linda Bentley, gerente de contas nacionais para encomendas postais na empresa, disse que a sua pesquisa mostra que, para além de possuir 15 sutiãs em média, as senhoras em geral compram sutiãs para diferentes necessidades.

«Mas, apesar do design estar correcto», considera Jochen Balzulat, director de digitalização corporal em 3D na Human Solutions, parceira de tecnologia da Assyst Bullmer, «ao fim e ao cabo, o lucro é a razão pela qual fazemos o que fazemos». Usando os dados de medição de scanners corporais e integrando-os com as tecnologias CAD e CAM, as empresas de lingerie podem melhorar a velocidade, eficiência, vestir e a comunicação em toda a cadeia de aprovisionamento.



Fonte:.portugaltextil.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bahia vai sediar Encontro estadual e Seminário Nacional da Moda


Com representantes governamentais e de destaque no setor, Encontro estadual e Seminário Nacional de Moda serão realizados respectivamente em agosto e setembro, em Salvador. Reunião no dia 13 de julho, a partir das 14h30, reúne representantes governamentais e do setor envolvidos na organização do evento.

Reconhecer a moda como cultura, identificar a cadeia produtiva, pensar e criar políticas públicas para o setor. Esses são os principais objetivos do 1º ENCONTRO DE MODA E CULTURA DA BAHIA e SEMINÁRIO NACIONAL DE MODA. O Encontro acontece em 27 e 28 de agosto de 2010, e o Seminário será no mês de setembro.

Iniciando o processo de discussões sobre os temas desses eventos, especialistas, designers e artesãos de moda que coordenam a organização do Encontro estarão reunidos nestaterça-feira, dia 13/07, a partir das 14h30, no plenário da CDL - Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador. Na reunião estarão presentes a chefe de representação Nordeste do Ministério da Cultura, Tarciana Portella, a jornalista e consultora de moda, Cristina Franco e representantes da Secretaria de Cultura do Estado, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, SEBRAE, CDL, SENAI, dentre outras instituições que apóiam as iniciativas.

Além de iniciar o processo coletivo de elaboração de propostas para políticas públicas que abordem, por exemplo, a identidade cultural na moda, o mercado local, o ensino de moda ou para ultrapassar gargalos como o da difusão do design de moda como diferencial de valor para nossos produtos, o 1º ENCONTRO DE MODA E CULTURA criará um Colegiado Setorial de moda para a Bahia e definirá os representantes locais para o também inédito SEMINÁRIO NACIONAL DE MODA, que acontecerá em setembro em Salvador.


Fonte:jornalfeirahoje.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Faltou na nossa seleção, não deixe faltar na sua equipe


Faltou na nossa seleção, não deixe faltar na sua equipe


Tentando aproveitar para aprender com a participação brasileira na copa do mundo, tem muita gente listando um punhado de atitudes ou escolhas que consideraram erradas nessa seleção. São muitos, mas não vamos polemizar. Queria comentar apenas um aqui e fazer um paralelo com a vida corporativa.

Na minha opinião, um dos erros claros na derrota do Brasil para a Holanda foi a falta de comando em campo. Dentro da equipe, no momento de dificuldade, não houve um jogador ou grupo de jogadores que chamou a responsabilidade para si e comandou uma retomada. O grupo se abateu de forma homogênea. Sumiu. Kaká, o líder natural, se escondeu. Robinho, pela liderança e pelo primeiro tempo jogado, também sumiu. Júlio César e Lúcio, que vinham liderando o time por muitas vezes, não tiveram forças. Faltou alguém brilhar e reeditar o espírito do futebol brasileiro. Precisava ser o capitão? O mais velho? O mais famoso? Não.

Em situações de crise, como o caso desse jogo, ou em situações atípicas, é interessante observar a liderança. Em muitos casos, os mais experientes e preparados são os que puxam a fila, mas isso não é regra, muitas vezes alguns jogadores que não estão no primeiro escalão mas que passam por um bom momento no jogo, podem e devem fazer este papel, de chamar o grupo, chamar atenção, corrigir posicionamentos, buscar jogadas, etc.. Foi o que faltou ao nosso time. E essa reação é em cadeia, o comportamento positivo de um contagia o colega.

Nas empresas temos situações correlatas também, como em projetos específicos ou em situações fora de rotina, sejam de crises ou não, quando surgem oportunidades para pessoas que não estão também no primeiro time de liderança da empresa de dar um passo a frente e comandar a situação, projeto, situação. Vejam no post anterior que é estes são bons momentos para praticar e observar liderança. Nesses momentos, a omissão é o maior problema, o achar que o outro vai fazer, e o projeto ou comitê andar de lado e não progredir. A atitude certa é puxar a fila, mostrar iniciativa, e tirar o melhor proveito da situação.

No futebol ou nas empresas, puxar a fila e mostrar o caminho ainda faz muita diferença. Sorte que nas empresas não precisamos esperar 4 anos pra tentar de novo, não é mesmo?


fonte: vocesa.abril.com.br

A importância do líder comunicador


No ambiente corporativo, a comunicação é o fator essencial na hora de atingir metas e alcançar resultados. A boa comunicação entre a equipe favorece o andamento das atividades e o líder comunicador tende a sustentar com maior facilidade um grupo estruturado e eficiente.


Uma recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvido pelo Project Management Institute Brasil (PMI), comprovou que em 76% das empresas pesquisadas, o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. A pesquisa também aponta que fracassar em um empreendimento é perder muito dinheiro, pois, para 46% dos empreendimentos o investimento foi de 1 a 10 milhões de reais no setor de projetos.


Esses dados refletem um problema que, por parecer simples, quando deixado de lado, pode se tornar o motivo da queda de uma organização. A maioria das empresas ainda sofrem com grandes falhas na comunicação, e o problemas nem sempre estão ligados às ferramentas utilizadas para trabalhar com os colaboradores internos.


Muitas vezes, o modo como essa comunicação é trabalhada por seus lideres e gestores é o principal fator que declina a qualidade da troca de informações para otimizar o trabalho dentro de uma organização.


Lembre-se que as formas de comunicação podem ser expressivas, verbais e não verbais e, se expressada de maneira entendível, é possível que essa troca de informações gere um relacionamento mutuo com o próximo. Por isso, o primeiro conceito fundamental de importância no sucesso da comunicação, ligado a idealização de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional do interlocutor.


É importante lembrar que o nosso corpo também fala. A linguagem corporal é uma ferramenta que pode deixar a troca de informações mais natural. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa escutar um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica e não há nada de errado com isso, pois os seres humanos são seres emocionais.


Portanto, para liderar uma equipe com sucesso, é fundamental que o líder tenha uma comunicação eficaz, do contrário, a empresa correrá o risco de seu planejamento não sair do papel. Sobretudo, o líder tende a exercer influência sobre a sua equipe, e, para isso, a habilidade em comunicar e fazer-se entender é essencial para o sucesso do grupo.


É muito importante saber e estar consciente daquilo que "tornamos comum" e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal, ou seja, a maneira como nos comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento. Assim, ao utilizar a comunicação de forma eficaz, sua empresa possivelmente passará longe do índice de negócios que não deram certo pela falta de clareza em suas trocas de informações.



Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, Editora Gente, disponível em Audiolivro – Ed. Nossa Cultura.


Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hering é a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME


São Paulo - A Hering foi escolhida a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. Criada há 130 anos em Blumenau (SC), a empresa conseguiu equilibrar, em todos esses anos, o desafio de uma estabilidade assombrosa com mudanças radicais. A empresa continua sob o controle da mesma família e atuando no mesmo ramo - o têxtil. Seus produtos vestem os consumidores brasileiros há pelo menos três gerações.


Para continuar crescendo, a empresa apostou em uma mistura de moda, marketing agressivo e preços compatíveis com o bolso da classe média. No ano passado, a companhia faturou 513 milhões de dólares - 31% mais que em 2008. A empresa também investiu em uma rede de lojas próprias e franqueadas, que deve encerrar 2010 com 325 unidades. Os planos são de superar 400 pontos de venda antes de 2013.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (5/7), em São Paulo. O prêmio foi recebido pelo presidente da empresa, Fábio Hering, das mãos do presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.

Em seu discurso, o empresário relembrou a trajetória pioneira da companhia, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880. Além de ser a primeira malharia brasileira a exportar seus produtos - na década de 1960 -, a empresa também soube se reposicionar para continuar no gosto dos brasileiros. "Nos últimos anos, reinventamos nossa essência ao nos voltarmos para o varejo", afirmou.

Hering tomou o prêmio como "um presente" aos 6.000 funcionários da companhia, seus fornecedores e acionistas. "Com 130 anos, temos muita história para contar, mas, acima de tudo, temos muito mais história para realizar", afirmou.


Fonte:portalexame.abril.com.br

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os três mosqueteiros da gestão de pessoal: motivar, reconhecer e recompensar


A construção de líderes é um processo gradativo e de consciência. O gestor de pessoal é uma ponta fundamental no sucesso das estratégias da empresa. Sem um bom líder, não há motivação, tampouco produtividade e muito menos reconhecimento. Esses três pilares são capazes de tornarem uma ação ou simples evento em sucesso pleno.


A ambição de atingir mercados, metas e abocanhar concorrentes tornam a empresa tão cega que os erros aparecem na base, na estrutura, na gestão pessoal. Portanto, quem ainda não percebeu que a estratégia das vendas e do negócio dependem da motivação está perdendo alguma fatia do mercado ou patinando em ações erradas. Pois, o discurso da empresa não está calcado apenas no planejamento e na criação de metas. É preciso incorporar a alma nas ações. Primeiro credibilizar a equipe e ela o produto. Isso quer dizer, legitimar no sentido de mostrar quão ela é capaz de promover avanços.


Esse gerenciamento deve estar alinhado com uma boa gestão pessoal. Mas por quê? A resposta é simples: o ser humano é impulsionado pelo estímulo. Qualquer organização é composta de pessoas capazes. Algumas são mal gerenciadas, nem gerenciadas são. É nessa fluida engrenagem que o negócio é sustentado e executado. Portanto, senhores do mercado, mãos a obra e olhos voltados à equipe.


Pois bem, se a motivação é a base da produção e o único estímulo que você dispõe é o salário do funcionário, ele automaticamente vai produzir de acordo com o que você paga. O endomarketing está na mesa para trazer resultados, não só para comunicar. A comunicação é fundamental, principalmente aquela direcionada à valorização do quadro efetivo. Mostrar que a equipe também é parte da mensagem é algo genial, e hoje em dia fator de mudanças.


Não adianta fidelizar o consumidor, isso já descobrimos como fazer. A questão é comprometer o público interno para que a imagem da corporação não tenha ruídos, e todos que lá trabalham sejam realmente felizes e produtivos. Ao invés de primeiramente cobrar metas, estimule o empenho.


Muitas apostam em premiações como viagens, bônus e prêmios em geral para quem alcança a meta. Não é um erro. A questão, não é só entregar o prêmio ao funcionário. O ideal seria reconhecer pessoalmente cada um que superou suas metas individuais. Essa habilidade do gestor é o que chamamos de corpo a corpo. Isso se faz sem gerar custos à organização. Um gesto de aperto de mãos, uma salva de palmas, uma placa comemorativa ou uma notinha no jornal interno, custa quanto? E significa quanto em retorno?


Ousar no mercado pode ser um risco, mas ousar internamente buscando o comprometimento do setor pessoal jamais será arriscado. O marketing de incentivo, portanto, não está baseado tão somente em premiações em valores, mas também em inter pessoal. É normal encontrar funcionário que é top de vendas. Ele recebe todo mês o bônus de recompensa. Mas o direitor mal sabe o nome dele. Talvez, com ele valeria trocar o prêmio em papel, pelo abraço do chefe diante da equipe, ou um jantar entre colegas.


Por isso, ao pensar em gerenciar o setor de recursos humanos, preste atenção nas pessoas. Estão nelas as chaves do desempenho, o valor da empresa. Os resultados tendem a aparecer com as novas técnicas na rotina do RH. Ouse, credibilize, venda mais!


* Sueli Brusco é sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento. Também é socióloga e psicóloga, especialista em Programação Neurolingüística, psicodrama, psicologia comportamental, marketing pessoal, marketing político e automotivação. É oradora motivacional de cursos e workshops sobre Desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Fonte:administradores.com.br

Moda x profissionalismo


Como as marcas em ascensão se preparam para encarar a concorrência do mercado
O que é estar na moda? Bom, para muitos é questão de personalidade, mas para estilistas e empresários significa negócios. Tecidos errados, acabamentos mal feitos a até mesmo acessórios inadequados numa coleção podem acabar com o trabalho de uma marca. Ser "fashion", mesmo que a confecção seja modesta, é estar atento ao mercado.

Para ter sucesso no setor é preciso encará-lo com profissionalismo. Da pequena à grande empresa cabe a tarefa de pesquisar e identificar no cliente o que é mais adequado dentro do seu público alvo. Não importa se o produto for um vestido de festa, uma calça jeans ou um camiseta de algodão. Tudo deve ser pensado uma, duas ou três vezes. Ao final do processo, é um cliente que se ganha.

Na 39 edição do Encontro de Moda, em São Paulo, 130 marcas de oito estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul) apresentaram a lojistas o que estará nas prateleiras na temporada primavera/verão.

O que se viu não foi um festival de grifes, como as participantes do Fashion Rio ou da São Paulo Fashion Week, eventos já consagrados na indústria da moda. Quem passou pelo Expo Center Norte conferiu o que é moda para marcas pouco conhecidas nos grandes centros.

Da empresa com artigos tradicionais do Ceará à grife mineira, nada escapou dos olhos atentos de compradores de todo o país. E o que eles estavam procurando? Qualidade. Segundo Carlos Vaintraub, organizador do Encontro de Moda, a feira credencia os expositores para o mercado mais competitivo, já que para garantir um estande é preciso provar que a marca atende às exigências do setor.

Nos estandes, não há lugar para amadorismo, afinal as peças são reviradas de todas as maneiras à procura dos detalhes de acabamento e modelagem. E para que o trabalho seja satisfatório tudo passa pela assessoria de parceiros como Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Profissionais atentos ao mercado dão dicas fundamentais, que vão desde à estrutura da empresa, público-alvo e tendências de moda. O trabalho é árduo, mas ao final de mais uma coleção o resultado se traduz em vendas.

Na última edição do Encontro de Moda, cerca de R$ 15 milhões em negócios foram firmados na feira. Os números de 2010 ainda não foram fechados, mas estima-se um resultado ainda melhor, já que na edição passada São Paulo registrou inúmeros problemas causados por inundações, o que teria prejudicado o evento.

Para janeiro, quando ocorrerá a nova edição da feira, o Encontro de Moda promete focar no jeans, além de apresentar aos lojistas novas marcas e etiquetas selecionadas.

Tendências

Nas araras e prateleiras das marcas participantes do Encontro de Moda, o que se viu foram saias e bermudas de cintura alta, macacões de malha com detalhes em metal, a volta da renda dentro de um visual mais gótico e roupas com o aspecto "detonado".

Algumas marcas preferiram apostar em trajes mais estruturados, trazendo vestidos com várias camadas de tecidos. Casaquinhos e boleros româmticos também foram vistos, além da volta do body, hit da década de 90.

As estampas florais vieram para ficar, e as grifes apostaram nesta tendência. Elas aparecem em vestidos, principalmente os longos, e nas blusas. Para arrematar o look, são aplicados bordados e detalhes em crochê.

As roupas étnicas ganharam uma nova cara, agora com estampas de cobras com variações de cores (até o azul ganha espaço). Os looks também apresentam referências muitos bolsos utilitários, inclusive em saias.

Outra referência encontrada nos estandes do Encontro de Moda é a roupa com estampa de folhagens e bichos, imprindo imagens tropicais ao visual. Segundo Marcelo Pedrozo, do Senac, esta deve ser a tendência mais difundida na temporada primavera/verão.

Fonte:clicrbs.com.br

domingo, 11 de julho de 2010

A importância de investir no marketing pessoal


Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e as exigências aumentando proporcionalmente, é cada vez mais complicado destacar-se em meio a tantos candidatos, mesmo que se invista em cursos de idioma, especialização, pós-graduação, mestrado e viagens internacionais. Do mesmo modo, é difícil entender como pessoas com admirável capacitação e conhecimentos ficam tanto tempo em busca de emprego, ou sequer conseguem uma promoção na empresa onde estão. Afinal, o que de fato é apreciado pelos selecionadores?

Podemos definir esse diferencial esperado pelas empresas como Marketing Pessoal.

Marketing é o conjunto de ferramentas que uma organização utiliza para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados. Portanto, o Marketing Pessoal segue basicamente a mesma linha de raciocínio, mas nesse caso, o profissional usa suas qualificações em beneficio da própria carreira. Em um mercado com concorrentes e qualificações tão semelhantes, algumas características podem ser decisivas durante o processo de seleção ou promoção na empresa.

Para Mario Persona, palestrante, consultor e professor de estratégias de comunicação e marketing, o marketing pessoal deve ser realizado com muita cautela para não se tornar algo negativo. “O marketing pessoal traz os mesmos fundamentos do marketing institucional, de marca ou produto. Como em qualquer outra situação, seu planejamento envolve detectar, analisar e atender necessidades e desejos de pessoas, agregando valor e gerando lucratividade”, define. “Enquanto no marketing empresarial quem planeja é uma segunda entidade, e não o próprio produto, no marketing pessoal o produto é o próprio ser humano, com suas habilidades, capacidades e conhecimentos. Isto torna o marketing pessoal muito mais sensível às consequências de uma abordagem mal feita, pois não é possível tirar esse tipo de produto do mercado por falta de qualidade ou substituí-lo por outro, como é feito com produtos convencionais”.

“O modelo de sociedade em que vivemos dita padrões de competitividade extremamente elevados em praticamente todas as áreas. Tanto em aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, quanto em outros aparentemente secundários, pequenas diferenças podem determinar o sucesso ou o fracasso.”, complementa Magna dos Santos, gerente de RH do grupo Pão de Açúcar. “Marketing Pessoal pode ser definido como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes, do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E esse reconhecimento é fundamental para diferenciar e situar um indivíduo no contexto social em que vive, e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal”.

Construir uma imagem positiva é importante dentro e fora do ambiente corporativo. É fundamental ser notado, sem parecer inconveniente, por exemplo, ou conquistar naturalmente a simpatia sem ser visto como "bajulador". Do mesmo modo, estabelecer relações de confiança por meio de ações e atitudes admiradas pelo mercado, buscar o aperfeiçoamento constante, tanto na aparência quanto no conhecimento, e adquirir experiência, são qualificações necessárias ao bom profissional.

Viviane Lauren Negrelli, master practitioner com foco em negociação e vendas com PNL, acredita que a imagem seja importante desde que sustentada por outros atributos, como o bom relacionamento com as pessoas. “A imagem que a pessoa passa só será importante se for congruente com os seus atos. É importante que haja um equilíbrio interno para que isso aconteça, assim como a relevância de outros fatores que também contribuem”, explica. “As qualificações são importantes, mas a habilidade de se relacionar com o outro gerando maior sintonia entre a equipe, as áreas e a direção é o grande diferencial”

Para Mario, a aparência é apenas algo complementar, já que, em grande parte das vezes, é passageira. Ele acredita que um conjunto de fatores, como conteúdo e bagagem de conhecimento, faz com que o profissional seja reconhecido e desejado pelo mercado. “No marketing pessoal, o que vale é a impressão que a pessoa causa em outras pessoas. Ao contrário do que muitos pensam, cuidar de seu marketing pessoal não se trata de tomar um banho de loja ou andar na última moda. Também não se trata apenas de fazer propaganda de si mesmo. O mais importante no contexto do marketing pessoal é criar devedores”, ensina. “Quando somos ajudados por alguém, ficamos com essa marca em nossa memória e sempre que surge uma oportunidade falamos bem dessa pessoa, voltamos a comprar dela ou a indicamos a outros clientes. É principalmente sobre isso que repousa o marketing pessoal: produzir formadores de opiniões favoráveis a nosso respeito.”

Timidez x Marketing Pessoal

Uma organização é constituída por diferentes tipos de profissionais, o que não define absolutamente que aquele mais extrovertido seja o melhor, ou que o mais calado seja o menos capacitado. A qualidade do profissional costuma ser avaliada por meio de atitudes do dia a dia e pela competência demonstrada; mas, para isso, é importante que todos possam enxergar o trabalho realizado e os resultados conquistados.

Viviane acredita que um profissional mais introvertido também possa desenvolver seu marketing pessoal, desde que isso não cause um incômodo ou acabe prejudicando sua atuação na empresa. “Um profissional tímido pode sim ter um marketing pessoal bom, porém, se o fato de ser tímido o incomoda, tem que buscar uma forma de mudar essa situação, procurando uma evolução pessoal, potencializando seus recursos internos e alinhando seus comportamentos, ações e reações em prol do que deseja”.

Mario também concorda com essa visão, e aposta mais no desenvolvimento dessas pessoas no que de profissionais que exageram no modo de agir e falar. “A timidez não é necessariamente um impedimento para o marketing pessoal. Tímidos também são capazes de agregar valor à vida das pessoas com as quais interagem, e é isso o que importa. É preferível ser um tímido que está sempre disponível e disposto a ajudar, do que um falastrão que fala pelos cotovelos e não move uma palha pelo benefício das pessoas e da empresa. Timidez na comunicação é uma coisa, timidez na ação é outra. Podemos ser tímidos para falar, mas não devemos ser tímidos para agir”, conclui.

Características apreciadas pelas empresas

É difícil definir quais são as principais qualificações exigidas pelas empresas. Com certeza, existem algumas pré-estabelecidas, mas, no entanto, outras variam de acordo com o porte e segmento da organização, ou até mesmo com o cargo que será ocupado. Para uma secretária, por exemplo, é importante ser organizada e ter uma imagem impecável; já para um cargo de supervisão, a liderança e visão são características mais importantes. Tudo depende das necessidades estabelecidas em cada situação.

Segundo Magna, o que realmente importa é agregar valores positivos à organização. “As empresas buscam profissionais cujas características somem resultados ao negócio. Percebe-se uma busca por pessoas com bom nível de auto-motivação e auto-confiança, gestão de pessoas e recursos, criatividade, bom humor, capacidade de produzir conhecimentos, relacionamento interpessoal, entre outras”.

Mario ainda cita outras características, e explica a importância de cada uma. “Acredito que dinamismo seja importante. Pessoas dinâmicas fazem as coisas acontecer, são proativas e assumem riscos na tomada de decisões e resolução de problemas. As pessoas com maior probabilidade de sucesso na carreira são aquelas de iniciativa, que deixam uma marca positiva por onde quer que passem.”, explica. “Outra qualidade importante é a vontade de enfrentar desafios, pois profissionais assim não fogem de problemas. Ao contrário, costumam correr atrás deles e consideram um desafio solucioná-los. E vontade de aprender e flexibilidade são outras qualidades importantes. A empresa quer que o profissional transforme o que aprender em valor.”

“Bons profissionais vão deixando um rastro de satisfação por onde passam e isso acaba se transformando em seu melhor argumento de venda. O melhor dos mundos é quando você para de se vender e passa a ser vendido por seus clientes satisfeitos. Então não é você quem procura por clientes, mas é procurado por eles. Você deve conhecer pessoas que não fazem qualquer esforço para terem a agenda cheia, mas é bom saber que essas pessoas também nasceram peladas como você, e precisaram construir essa roupagem que agora atrai tantas oportunidades”, finaliza ele.



Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 390ª Edição

O equilíbrio entre a vida profissional e pessoal


Vida agitada e falta de tempo, duas características muito comumente associadas ao perfil de grande parte dos trabalhadores do mundo atual. De um lado, a dedicação profissional, reuniões, busca por resultados, reconhecimento, promoção. De outro, a vida pessoal, cuidar da família, arrumar a casa, acompanhar o desenvolvimento dos filhos e lembrar de pagar todas as contas. Administrar o tempo parece simples, mas com tantas responsabilidades, muitas vezes o trabalho acaba em casa ou os problemas do lar são resolvidos no ambiente corporativo.

O homem moderno está cada vez mais ligado à vida profissional, e as empresas realmente exigem essa dedicação. Para alcançar sucesso na carreira, é fundamental abraçar os objetivos da empresa e trabalhar o tempo que for necessário para resolver problemas ou buscar melhorias. No entanto, para que tudo ocorra de maneira saudável é necessário que os dois lados da vida estejam em sintonia.

Para a coaching Evania Vieira, não há como separar por completo a vida pessoal da profissional já que estamos ligados a elas o tempo todo. “Se imaginarmos que as organizações são estruturas cuja base é formada por indivíduos, com pensamento, sentimentos e vontade, podemos inferir que a separação da vida pessoal e profissional não se dará como um ato de girar um botão que as transformam instantaneamente em ora profissionais, ora indivíduos. Porém, é necessário que o profissional tenha em mente que vivemos num mundo moderno, dinâmico e com transformações constantes e rápidas. Esse dinamismo exige que desempenhemos diversos papéis em diferentes espaços”, explica.

O grande problema é realmente perceber quando há uma sintonia entre o profissional e o pessoal, e em que momento é necessário ter mais dedicação com um ou com outro. Apesar de manter os dois lados em equilíbrio, algumas vezes é preciso cancelar um jantar com a família para terminar um projeto, por exemplo, ou adiar um relatório simples para cuidar do filho pequeno que está doente. No entanto, há como saber qual é a hora certa para essas escolhas?

“As situações aceitáveis são aquelas que abalam completamente a estrutura física e emocional de uma pessoa como, doença pessoal e familiar, falecimentos ou perdas patrimoniais. As prejudiciais são aquelas que fazem o profissional se esquecer das suas responsabilidades, funções e tarefas, tornando o ambiente de trabalho um espaço para resolver suas questões pessoais, como problemas conjugais e afetivos, usar o telefone da empresa sem a concordância e de forma excessiva ou faltar e chegar constantemente atrasado por causa de pendências pessoais”, conclui Evania.

Além de prejudicar sua imagem na empresa, o profissional que costuma levar problemas de casa para o trabalho pode ter o rendimento comprometido. Embora algumas vezes seja difícil deixar um conflito de lado e focar apenas no trabalho, é importante que em situações 'menos relevantes' o profissional procure resolver cada coisa em seu momento adequado.

Nelson José Rosamilha, diretor executivo da Six Sigma Brasil, acredita que existem algumas formas de amenizar o problema pessoal para que ele não atrapalhe na execução das tarefas. “Sem dúvida nenhuma, um familiar doente, um processo de separação no casamento ou dívidas financeiras, por exemplo, são problemas que comprometem o rendimento de qualquer profissional e tornam a busca por “separar” os assuntos muito difícil. É importante, neste momento, ter alguém com quem compartilhar seus problemas, no horário do almoço ou mesmo em um happy hour, pois o fato de conversar sobre o assunto já alivia muito. Conheço pessoas que reservam, religiosamente, uma vez por semana para almoçar com esposa ou filhos”, exemplifica.


Postura Profissional

Um profissional com problemas pessoais pode contornar essa situação sem deixar uma imagem negativa na empresa, para isso basta tomar as atitudes corretas e mostrar comprometimento, apesar das dificuldades. A imagem que demonstra na organização terá grande influência no seu futuro dentro da empresa. Em casa, a solução deve ser semelhante, pois apesar de haver maior flexibilidade, muitas vezes a ausência com os filhos ou companheiro podem resultar em chateações, portanto é fundamental tomar cuidado com as coisas que combina ou se propõe a fazer.

“Uma postura que considero importante é exatamente manter a consciência ativa de quem você é e onde está. O profissional deve ter em mente que o local de trabalho é um ambiente hierárquico, onde as relações podem e a gente espera que sejam pautadas por princípios democráticos, mas isso não dissolve a hierarquia. Logo, as relações que se estabelecem ali diariamente são entre chefes, subordinados e colegas de trabalho. O modo como o profissional se comporta, independente do cargo que ocupa na estrutura organizacional, deve ser levado em conta neste ambiente, não para se manter no lugar em que está, mas para mostrar maturidade para galgar outras funções dentro da organização, se tiver interesse”, define Evania.

Para Nelson, a disciplina é uma das características mais importantes para a organização das atividades, seja no ambiente familiar ou corporativo, o importante é fazer as coisas certas, na hora certa. “A palavra mágica aqui é disciplina espartana, hora de jantar, hora da ginástica, hora da novela, tudo na sequência correta, apenas casos extremamente críticos devem ser tratados como exceções”, afirma.

E nessa constante disputa entre o profissional e o pessoal, podemos entender que um não funciona sem o outro, e por isso, os interesses devem caminhar sempre juntos, para que não haja conflito em nenhum dos lados. Estar realizado não significa apenas ser bem remunerado, ou viver para cuidar da família, significa encontrar um ponto de equilíbrio, onde conseguimos ponderar nossas atitudes e realizar os compromissos de forma saudável, sem que ninguém seja prejudicado e todos saiam ganhando.


Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 392ª Edição

sábado, 10 de julho de 2010

50 Maneiras de cortar custos


Confira a seguir ideias de como reduzir despesas em todas as áreas da empresa: gestão estratégica, recursos humanos, compras, tecnologia, marketing, vendas, tarifas bancárias, impostos, linhas de crédito, produção, frota, logística, material de escritório, contas de água, telefone e energia. Um melhor uso dos recursos significa produtos ou serviços mais competitivos, ganho no posicionamento de mercado e margem de lucro mais alta.

Na medida
Rosana Sperandéo, sócia da multimarcas virtual OQVestir, analisa os gastos mensalmente e já reduziu despesas com energia elétrica, horas extras e suprimentos




GESTÃO


1>>> FAÇA UMA ANÁLISE DOS CUSTOS
Quando se veem em um momento de apuro, muitas empresas começam a reduzir custos sem avaliação prévia e acabam limando recursos importantes para os resultados da companhia. Por isso, a regra é elencar todos os custos da empresa e manter um histórico deles, realizando cortes naqueles que têm menos participação no lucro. Na multimarcas virtual OQVestir, as sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros reúnem-se mensalmente com a área financeira para analisar as despesas. “Cortamos aquilo que não afeta a produtividade e o bem-estar dos funcionários”, afirma Rosana.

2>>> DEFINA METAS DE REDUÇÃO
O planejamento estratégico da empresa deve incluir não só as metas de aumento de vendas como também as de diminuição de gastos, obtidas com o estudo dos custos. Assim é possível definir os caminhos para alcançar os índices determinados.

3>>> ENVOLVA A EQUIPE
Os funcionários são protagonistas da redução de custos e a comunicação interna deve ser reforçada para que os colaboradores façam parte dessa causa. Uma maneira de otimizar os cortes é envolver a equipe na definição de metas e usar parte da economia para premiar o time quando elas forem atingidas, sugere Luís Lobrigatti, consultor do Sebrae-SP. Essa estratégia pode ser aplicada na redução de itens como material de escritório, energia e manutenção de equipamentos.

4>>> CUIDE DO ATENDIMENTO AO CLIENTE
Ao planejar quais custos devem ser diminuídos, é preciso manter a atenção na qualidade e na eficiência do atendimento, para que o corte não cause uma percepção negativa nos clientes. Uma padaria que reduz a iluminação no salão, por exemplo, pode causar incômodo aos fregueses e, com isso, perder vendas.




RECURSOS HUMANOS


5>>> OTIMIZE A JORNADA DE TRABALHO
Quando o horário de trabalho é bem aproveitado, o funcionário passa menos tempo na empresa. Ganham a companhia, que economiza com hora extra e energia elétrica, e o trabalhador, que tem mais qualidade de vida. Essa foi a aposta da OQVestir. As sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros orientam os empregados a não acessar redes sociais durante o horário de trabalho e a moderar nas pausas para almoço e cigarro. “Em vez de trabalhar por longas horas, fazemos um período mais compacto e eficiente”, afirma Rosana.

6>>> CALCULE OS CUSTOS DA DEMISSÃO
Antes de demitir funcionários, coloque no papel os custos da rescisão de contrato. Devem-se somar a isso os gastos com contratação e treinamento de novo pessoal no futuro, quando as condições permitirem. Se o plano for trocar empregados antigos por mais jovens, também se deve considerar o tempo que estes levarão para chegar ao nível de expertise daqueles demitidos. “E, se os processos de trabalho não forem bem registrados, aqueles que deixam a empresa poderão levar embora o conhecimento construído”, diz Liana Bittencourt, diretora de marketing do Grupo Bittencourt.

7>>> ADOTE O BANCO DE HORAS
Uma alternativa para reduzir os gastos com horas extras é registrar o tempo excedente de trabalho em um banco de horas, sugere Lobrigatti, do Sebrae-SP. O empregado pode recuperar as horas trabalhadas a mais em folgas, emendas de feriados ou férias mais longas. Entretanto, a empresa deve fazer essa compensação no ano corrente. Caso contrário, é preciso remunerar o funcionário pelas horas extras, alerta Sônia Mascaro Nascimento, doutora em Direito do Trabalho pela USP.

8>>> CONSIDERE A TERCEIRIZAÇÃO
A terceirização pode ser uma maneira de economizar com pessoal, desde que as funções não incluam a atividade-fim da empresa. Profissionais requeridos esporadicamente, como especialistas em seleção e recrutamento, podem ser retirados do quadro fixo e contratados somente quando necessários, diz Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (ProCED/FIA). Se alguns serviços terceirizados forem muito procurados, poderá ser mais barato manter um profissional para a função.

9>>> REVEJA A CESTA DE BENEFÍCIOS
Diversas empresas gastam mais do que o necessário com benefícios pouco utilizados pelos colaboradores, aponta Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. A solução é reavaliar o que é oferecido, calibrando os itens de acordo com o perfil do quadro de funcionários. Se são jovens, dão mais importância a subsídio para cursos, por exemplo. Já os mais velhos querem plano de saúde completo e previdência privada. Antes de fazer essa mudança, verifique quais benefícios fazem parte de acordo sindical.

10>>> DÊ FÉRIAS COLETIVAS
Se houver necessidade de uma redução acentuada na produção, considere dar férias coletivas aos funcionários. Isso pode ser feito no final do ano ou quando há sazonalidade na demanda pelos produtos ou serviços. Assim, a empresa economiza com as despesas de manutenção da infraestrutura, como luz e água. “O período pode ou não ser descontado das férias normais dos empregados”, diz a advogada Sônia Nascimento.

11>>> OTIMIZE OS PROCESSOS
Ao fazerem um diagnóstico do negócio, os donos da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco, verificaram que faltava visão dos funcionários nos processos amplos do negócio. “Cada um se concentrava mais no seu departamento, e o fluxo de trabalho muitas vezes empacava na dependência de uma pessoa”, diz Daniel Cossi, diretor administrativo. Com a troca de parte dos colaboradores e a reciclagem de outros, foi possível otimizar processos, ganhar qualidade e reduzir o tempo — e, portanto, o custo — da operação.




Comunicação enxuta
Maria Amélia Arruda e José Roberto de Arruda Filho, sócios da JR&M Assessoria Contábil, optaram por cortar custos em telefonia, impressão de documentos e logística



12>>> ATENTE ÀS FORMAS DE CONTRATAÇÃO
A empresa deve sempre tomar cuidado com as formas de contratação dos funcionários para evitar despesas com multas e processos trabalhistas. “É comum contratar quem é empregado como prestador de serviço e vice-versa”, afirma Sônia Nascimento. Dependendo da situação, a pessoa pode trabalhar como autônoma, com contrato eventual, como celetista, como temporária e por prazo determinado. Verifique se a sua empresa faz isso de maneira correta.
INFRAESTRUTURA


13>>> CORTE NAS PEQUENAS COISAS
Alguns itens, isolados, não representam um custo muito grande, mas quando somados podem pesar bastante nas finanças da empresa. Desde que foi inaugurada, a sede do site OQVestir passou por algumas mudanças: a cafeteira sofisticada, cujos sachês custavam R$ 130 por mês, foi trocada pelo clássico sistema de coador, e o gasto, reduzido a R$ 30 mensais. O material de limpeza, que era adquirido em um hipermercado, passou a ser comprado a granel.

14>>> DIMINUA A FROTA DE CARROS
Possuir uma frota de veículos gera custo com manutenção mecânica, seguro, IPVA e depreciação. Considere a possibilidade de trabalhar com carros alugados ou com uma frota gerenciada por uma empresa terceirizada, que se encarrega da manutenção e dos demais cuidados. Outra opção é o leasing, em que se paga pelo uso do produto e é possível comprá-lo ao final do contrato.

15>>> ECONOMIZE NO TELEFONE
Após ter constatado um custo de telefonia elevado, José Roberto de Arruda Filho, sócio-diretor da JR&M Assessoria Contábil, instalou um software que, ligado à central telefônica, registra quais funcionários falam mais ao telefone e quais clientes demandam mais ligações. Com isso, foi feito um programa de conscientização e se obteve uma economia de 35% na conta do telefone. Outra opção para reduzir essa despesa é negociar com a empresa de telefonia um pacote mais ajustado ao perfil das ligações da empresa.

16>>> REDUZA PERDAS NA PRODUÇÃO
Para economizar no processo produtivo, minimize as perdas. Além de investir em máquinas mais modernas, é preciso conscientizar e qualificar os profissionais da linha de produção. A alta rotatividade dos funcionários colabora para a perda de qualidade de produtos de maior valor agregado, destaca Fernando Macedo, CEO Brasil da Expense Reduction Analysts.

17>>> INVISTA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Quando as máquinas da empresa estão defasadas ou lentas demais, geram gastos com manutenção e com horas extras dos funcionários. “Muitas vezes, vale a pena considerar um financiamento para adquirir equipamentos novos”, diz Dariane Castanheira, do ProCED/FIA. Os bancos oferecem linhas de crédito subsidiadas, como o Finame.

18>>> OTIMIZE O GASTO COM ENERGIA
O gasto com energia elétrica pode ser reduzido a partir de mudanças na estrutura da empresa, nos equipamentos e nos hábitos. Na sede da OQVestir, para aproveitar melhor a luz natural, foram abertas duas janelas. As luminárias velhas foram trocadas por modelos que usam lâmpadas mais eficientes e têm espelhos para refletir a luz. A geladeira foi substituída por uma que gasta menos energia. Além disso, os funcionários são orientados a desligar a luz quando saem de um ambiente. A economia tem sido de R$ 60 mensais, mesmo com a chegada do verão, quando o ar-condicionado fica ligado constantemente.




Logística enquadrada
Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da FastFrame/Moldura na Hora, que reduziu o número de motoristas e passou a usar o serviço de entrega dos fornecedores


19>>> REAVALIE A LOGÍSTICA
O transporte de funcionários e o serviço de entrega de materiais podem ser administrados por uma mesma empresa terceirizada. Assim, o número de viagens é otimizado e o gasto, reduzido. Essa foi a solução encontrada pela JR&M Assessoria Contábil para organizar a logística do negócio. Na FastFrame/Moldura na Hora, um dos três motoristas foi cortado, e a rede passou a utilizar mais os serviços de entrega de fornecedores. “Eles absorveram os custos”, afirma Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da rede.

20>>> TERCEIRIZE A GESTÃO DOS PAGAMENTOS
Em empresas em que há gastos excessivos com combustível, uma solução é contratar um serviço de controle de frota. Essa foi a iniciativa da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco. A firma costumava pagar o combustível quando o funcionário apresentava notas fiscais, mas se deparava com oscilação de custos e dificuldade para justificá-los aos clientes. Com a contratação do Ticket Car, os funcionários receberam cartões com créditos pré-definidos. A economia com combustível foi de 36%, segundo Daniel Cossi, diretor administrativo da NGO.

21>>> DIGITALIZE DOCUMENTOS
Para reduzir o consumo de suprimentos, como papel e toner de impressora, a JR&M Assessoria Contábil incentiva a digitalização. “Temos muita emissão de relatórios, então adotamos o formato PDF”, afirma Arruda Filho. Há ainda um ganho em segurança, pois os documentos ficam em rede, e não só em um arquivo físico.

22>>> CONSIDERE A VENDA DE ATIVOS
Empresas que são proprietárias de prédios podem vendê-los para, além de economizar com manutenção e impostos, colocar dinheiro no caixa. De acordo com Macedo, da Expense Reduction Analysts, esse capital extra pode ser investido para atualizar a linha de produção, por exemplo, o que tem impacto positivo direto no resultado.

FINANÇAS

23>>> VERIFIQUE O REGIME TRIBUTÁRIO
É possível diminuir a quantia gasta com impostos verificando se a empresa está no enquadramento tributário adequado. Os regimes de Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional têm alíquotas diferentes, além de créditos e deduções próprios, e vale simular, com um contador, em quais enquadramentos a empresa poderia entrar e quanto pagaria neles.

24>>> RENEGOCIE DÍVIDAS
Se a empresa tem dívidas, uma maneira de honrá-las economizando é renegociá-las com os credores e tentar obter a menor taxa de juros possível. É preciso, no entanto, calcular a real capacidade que a empresa tem de pagar esse débito nas condições pleiteadas, levando em consideração o prazo de pagamento e as parcelas.

25>>> ANALISE O FLUXO DE CAIXA
Para não ter de recorrer ao endividamento, faça uma análise do fluxo de caixa dos últimos 12 meses e verifique em quais períodos há baixa de vendas e necessidade de capital. Com isso, negocie com os fornecedores um remanejamento dos prazos de pagamento, propõe Liana Bittencourt, do Grupo Bittencourt. O segredo é fazer isso com antecedência – se o remanejamento é pedido em cima da hora, quando o fornecedor já aguarda o pagamento, as chances de conseguir uma prorrogação são menores.

26>>> PLANEJE O ENDIVIDAMENTO
O endividamento pode ser um trampolim para o crescimento da empresa, mas deve ser planejado. Organize-se para pagar juros menores, evitando as opções de acesso mais fácil, porém com taxas mais altas, como o cheque especial. Compare as condições de financiamento em diversos bancos.

27>>> APRESENTE BONS PROJETOS AO BANCO
Os planos de negócios não servem só para dar início à empresa. Quando tiver projetos de expansão, estruture-os antes de ir ao banco. Com uma boa proposta, conseguem-se condições melhores de pagamento dos empréstimos.

29>>> NEGOCIE AS TARIFAS BANCÁRIAS
Uma boa fatia da receita da empresa é usada para pagar tarifas bancárias. “Elas podem chegar a quase 1% do faturamento”, diz Dariane Castanheira, do ProCED/FIA. No entanto, as tarifas podem ser renegociadas com o banco. Para conseguir uma redução, é necessário ter controle do caixa e estar em dia com os pagamentos.



FORNECEDORES

29>>> COMPRE EM VOLUME E ALUGUE
Uma proposta de redução de custos para os franqueados da rede FastFrame/Moldura na Hora proporcionou o aumento da procura por novas unidades. O investimento inicial na franquia, que era de cerca de R$ 150 mil, caiu 30% quando a franqueadora propôs alugar aos franqueados os equipamentos de oficina, como serras e máquinas de corte de vidro, em vez de vendê-los. Comprando com volume maior, a franqueadora consegue bons preços nas máquinas, que são alugadas por valores de mercado. Segundo Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da FastFrame/Moldura na Hora, 90% dos novos franqueados optam pelo aluguel.

30>>> DIVERSIFIQUE OS FORNECEDORES
Manter um só fornecedor pode significar preços mais altos e risco de faltar produto no estoque. Faça uma busca constante de outros produtores no mercado e avalie novas mercadorias, que possam substituir as que você já vende, a um custo menor, aconselha Lobrigatti, do Sebrae-SP.

31>>> PEÇA REDUÇÃO DE PREÇO DA MATÉRIA-PRIMA
Com o objetivo de aumentar a margem de lucro, a Tijol-ECO, que produz tijolos de solocimento por um processo ecológico, em São Pedro (SP), decidiu diminuir os custos. Para isso, renegociou o preço das matérias-primas com os fornecedores, após ter feito uma pesquisa no mercado, e reformulou o layout industrial, para otimizar o fluxo de materiais. “Conseguimos uma redução de custo de cerca de 15%”, conta Roberto Claudio Pereira, sócio-gerente da empresa. Pelos cálculos de Lobão, da Fundação Dom Cabral, a renegociação com os fornecedores costuma trazer uma economia entre 13% e 30%.

32>>> UNA FORÇAS PARA TER PREÇOS MELHORES
A parceria com empresas concorrentes ou complementares para compras conjuntas permite diminuir o valor unitário do produto e dividir custos de logística. A Rede Construalto, associação formada por 24 varejistas de material de construção com sede em Mogi das Cruzes (SP), realiza bolsões de compras – cada loja faz seus pedidos de um produto, e a rede negocia os melhores preços com os fornecedores.

33>>> REDUZA O ESTOQUE QUE NÃO TEM GIRO
Tanto a indústria como o varejo têm perdas financeiras com estoque parado. O capital aplicado no produto que não girou não rende e, além disso, há custos de armazenamento e possível redução de preço se o produto fica deteriorado ou obsoleto. Para reduzir as perdas, a quantidade no estoque deve ser calculada de acordo com a demanda de cada ponto de venda, lembrando que lojas diferentes de uma mesma rede têm giros variados e pedem quantidades proporcionais.


MARKETING E VENDAS


34>>> INVISTA NAS REDES SOCIAIS
Como exigem baixo investimento, as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, podem ser suportes para a divulgação do produto e de promoções. É preciso, no entanto, adaptar a comunicação para as novas mídias, levando em consideração o tamanho e o formato da mensagem e o público que terá acesso a ela. Quando usar essas ferramentas, monitore a receita que ela traz. “Mesmo que o custo seja zero, a estratégia tem de gerar resultado”, afirma Lobrigatti, do Sebrae-SP.

35>>> DÊ PRÊMIOS CASEIROS
Em vez de adquirir itens de outras empresas para premiar vendedores ou clientes, a empresa pode utilizar os produtos fabricados por ela como bonificação em campanhas internas, para estimular a equipe de vendas, ou em promoções externas, para fidelizar clientes. Além de economizar, a iniciativa estimula a propaganda boca a boca sobre o produto.

36>>> SEJA AMIGO DO REVENDEDOR
Para divulgar os produtos e aumentar a receita sem ter de investir mais em marketing, aproxime-se do revendedor e crie soluções conjuntas. As promoções no ponto de venda, como os eventos de degustação ou a distribuição de amostras gratuitas, têm baixo custo. É possível também criar um programa de incentivo a vendas do seu produto, envolvendo a equipe do revendedor.

37>>> ENCONTRE UMA MARCA PARCEIRA
Uma maneira de gastar menos com publicidade e marketing é unir-se a outra marca e dividir custos. Fabricantes de hardware e software, por exemplo, podem fazer uma venda conjunta. A sugestão, nesse caso, é atentar à sinergia entre as marcas e investigar se não há nenhuma antipatia do consumidor em relação ao seu parceiro, diz Marcos Sardas, sócio-diretor da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza.

38>>> CONCENTRE-SE NO ESTRATÉGICO
Se a opção for reduzir verba de marketing, não faça cortes horizontais, com a mesma porcentagem de redução para todos os produtos. Calcule quais itens contribuem mais para o lucro da empresa e corte no orçamento dos produtos marginais, que são responsáveis pela menor parte do lucro, sugere Sérgio Santos, coordenador da área de marketing da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Alguns itens, acrescenta, podem até receber investimento em marketing, o que irá garantir as chamadas “vacas leiteiras” da empresa.

39>>> MONITORE PELA INTERNET
Utilize seu site para obter informações sobre o perfil e as preferências do consumidor de maneira econômica. Adote sistemas que monitorem os acessos e as compras e determine as linhas prediletas de cada cliente. Quando houver novidades ou promoções, use o e-mail para avisar os que podem se interessar pela compra, sugere Sardas, da GS&MD - Gouvêa de Souza. Mantenha abertos os canais de comunicação on-line entre empresa e consumidor e receba os feedbacks.

40>>> ECONOMIZE NO SHOWROOM
Showrooms e mostruários montados por indústrias em lojas clientes pedem investimentos significativos. Como são uma vitrine importante para os produtos, não devem ser totalmente cortados. Há, contudo, maneiras de economizar. A sugestão de Sardas, da GS&MD - Gouvêa de Souza, é investir nas lojas que têm maior demanda pelos produtos e desenvolver catálogos eletrônicos ou em papel, para que o consumidor continue a ter acesso à sua linha de produtos.

41>>> APOSTE NOS CONSUMIDORES LEAIS
Diante da necessidade de cortar custos, mantenha o foco nos grupos de clientes mais leais à marca ou que têm maior potencial de efetivar a compra e reduza o investimento em nichos inexplorados ou em consumidores que não conhecem o produto.

42>>> LIBERE A CRIATIVIDADE
No desenvolvimento de campanhas de marketing de baixo custo, vale usar a criatividade. Uma possibilidade é dar ao consumidor a responsabilidade de criar um vídeo sobre a marca — assim como envolver o cliente na criação ou na customização do produto. É preciso ter em mente, no entanto, que essas campanhas devem ter continuidade, com respostas imediatas aos participantes, e que ferramentas de internet podem também virar um fórum de críticas à empresa, alerta Lobão, da Fundação Dom Cabral.

43>>> AUTOMATIZE A FORÇA DE VENDAS
Recursos tecnológicos cada vez mais variados — e baratos — são bons instrumentos para economizar nas vendas, sobretudo quando se tem uma equipe que passa a maior parte do tempo na rua e utiliza muito transporte e telefone. Para cortar despesas, vale recorrer à comunicação por Skype, e-mail, rádio e internet via celular. A comunicação eletrônica por escrito também diminui o risco de erros em pedidos, pois as informações ficam registradas nos e-mails.



TECNOLOGIA

44>>> ALINHE TECNOLOGIA E ESTRATÉGIA
Um hábito comum na escolha de produtos de tecnologia da informação é comprar o que há de mais desenvolvido ou o que está na moda, sem haver necessidade real para isso. É preciso alinhar a compra de equipamentos à estratégia da companhia. “Alguns negócios têm de estar na fronteira da tecnologia, porque isso precisa ser visível para o cliente. Outros devem usar uma tecnologia já testada”, diz Fernando S. Meirelles, professor titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

45>>> PESQUISE OS PREÇOS
Quando for adquirir equipamentos, faça uma pesquisa exaustiva nos fornecedores. “Alguns podem oferecer o mesmo equipamento pela metade do preço”, diz Meirelles, da FGV. Deve-se levar em conta também que o hardware não é o que mais pesa. Software e serviços chegam a 90% do preço, ressalta Meirelles.

46>>> GASTE NOS APLICATIVOS QUE IMPORTAM
Invista mais em programas que alavancam o negócio — e menos nos que não são tão cruciais. Softwares de gestão de estoque, por exemplo, têm preços que podem variar de R$ 50 a R$ 50 mil. O montante gasto nesse aplicativo precisa ser proporcional à importância que o estoque tem para o negócio. Se esse quesito é crítico, vale investir nos mais seguros e confiáveis.

47>>> PONDERE O SOFTWARE LIVRE
Softwares livres significam menos custos com licenças, mas podem exigir gastos com suporte. Por isso, é preciso avaliar quanto será preciso investir em assistência para o seu sistema. Na FastFrame/Moldura na Hora, os bancos de dados foram baseados na web com ferramentas de código livre. Em parte da rede, no entanto, foi mantido o sistema Windows.

48>>> SISTEMATIZE OS PROCESSOS
Para diminuir o desperdício e as horas extras, a JR&M Assessoria Contábil desenvolveu um sistema que compila as normas e os procedimentos adotados pela empresa. A ferramenta fica na intranet e, consultada pelos funcionários, encurta o tempo dos processos e minimiza os custos.

49>>> INSTALE PROGRAMAS DE COMUNICAÇÃO
Em empresas que têm filiais ou unidades interligadas, como franquias, as ferramentas de voz sobre IP, como o Skype, podem aproximar os membros da rede de maneira mais barata, cortando ligações telefônicas. Essa foi uma solução adotada pela FastFrame/Moldura na Hora para se comunicar com as 50 unidades — entre próprias e franqueadas — que a rede tem no país.

50>>> ADOTE UM SOFTWARE DE GESTÃO INTEGRADA
Em vez de manter diversos softwares para gerenciar estoque, finanças, recursos humanos e outras funções da empresa, considere o uso de um sistema ERP (Enterprise Resource Planning), que faz a gestão integrada do negócio. Segundo Luis Augusto Lobão, da Fundação Dom Cabral, o ERP ajuda a reduzir perdas nos processos, otimiza o uso da mão de obra, calcula a quantidade de suprimentos e auxilia na relação com o cliente.




Fonte:revistapegn.globo.com

Libere talentos provocando criatividade e paixão


O mundo passou por grandes transformações, saímos do "fazer automaticamente" e entramos na Era do Trabalhador do Conhecimento. A excelência das organizações de todos os setores – governo, empresas, instituições educacionais, culturais ou sem fins lucrativos – depende mais do que nunca de fatores como paixão pelo que se faz e a utilização de nossos melhores talentos a serviço de objetivos significativos.


Em primeiro lugar, na Era Industrial, o mercado contratava "mão-de-obra", hoje as pessoas devem ser tratadas como pessoas completas. A expressão "mão-de-obra" já denuncia que lidávamos com gente do mesmo modo que lidávamos com objetos. Ora, as pessoas não darão o seu melhor pelos objetivos da organização enquanto continuarmos a tratá-las como "coisas". Por isso precisamos despertar nos colaboradores a paixão pelas ações desenvolvidas no dia a dia profissional. Muito além de um funcionário, a pessoa precisa se sentir parte do processo criativo, da engrenagem e, acima de tudo, que faz a diferença para o produto final.


Stephen Covey, criador do Best-seller 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes criou a expressão "Paradigma da Pessoa Completa" e explica que no fundo, há um único e simples problema, que engloba todas as outras razões que justificam o alto nível de insatisfação das pessoas no trabalho: Como os líderes muitas vezes trabalham a partir de um paradigma incompleto da natureza humana, encontram grande dificuldade para estimular os melhores talentos, o gênio e a criatividade de seu pessoal, sem jamais alcançar a excelência e a sustentabilidade.


A realidade fundamental é que seres humanos não são coisas, nem necessitam de permanente motivação e controle. São seres com quatro dimensões principais: corpo, mente, coração e espírito. E a essas quatro dimensões podemos ligar as quatro necessidades básicas de todo ser humano: viver (e sobreviver), amar (desenvolver relacionamentos fortes), aprender (crescimento e desenvolvimento) e deixar um legado (sentido e integridade). Consciente ou inconscientemente, as pessoas decidirão o quanto de si dedicarão ao trabalho, dependendo de como são vistas e tratadas, e das oportunidades de usarem as quatro partes de sua natureza.


É muito comum subestimarmos a dificuldade de executar, mas sempre que uma nova meta é estabelecida, alguém, em algum lugar, precisa fazer algo que nunca havia feito antes — sem isso, não há execução. A execução requer uma mudança de comportamento. E mudar um comportamento talvez seja um dos maiores desafios do mundo. Isso explica perfeitamente por que a maioria das organizações tem uma lacuna em seu processo de execução. Portanto, uma organização pode ter pessoas talentosas e estratégias fabulosas e ainda assim fracassar.


Há quatro razões principais para a falha de execução: 1) As pessoas não conhecem a meta; 2) As pessoas não sabem o que fazer para atingir a meta. 3) As pessoas não mantém um placar. 4) As pessoas não são responsabilizadas pelas atividades que levam à conquista da meta.


Por isso, as empresas precisam focar ações na formação de lideres, na organização das metas e consequentemente no sucesso da execução. O que acredito é que liderança não é controle, é liberação de talentos a serviço de metas significativas, porque embora possamos comprar "as mãos" ou "as costas" de alguém, não podemos comprar a excelência. A excelência é fruto de grande energia e dedicação voluntária para a obtenção de resultados excepcionais, e isso significa fazer mais e melhor, bem melhor do que pede uma descrição de cargo.


O líder precisa conhecer seus liderados e ajudá-los a crescer, provocar o seu potencial. Se for hábil o suficiente para escolher as pessoas certas e conciliar as metas arrojadas da empresa com o maior potencial e paixão dos colaboradores, assistirá verdadeiros milagres, e o crescimento contínuo de seu pessoal, preparando também a linha sucessória em todos os níveis.



*Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal, é especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.

Fonte:administradores.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Setor de lingerie investe na produção


Otimista com o crescimento do poder de consumo das brasileiras, as maiores fabricantes de lingerie do país investem em design e tecnologia. E estão mais próximas das consumidora, investindo também no varejo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve crescimento de 11% no faturamento do setor em 2009, que atingiu R$ 5 bilhões. Este ano, as cifras devem manter o mesmo ritmo.

A carioca DeMillus espera um crescimento de 20% no faturamento neste ano, para R$ 400 milhões. Para sustentar a expansão, a empresa já contratou 500 pessoas e até o final do mês deve ampliar o quadro de funcionários com mais 125 trabalhadores.

De acordo com o presidente da DeMillus, Abdalla Haddad, só no primeiro semestre a empresa já obteve um aumento de 28% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2009. Hoje são produzidas cerca de 140 mil peças por dia e há uma expectativa de ampliar esse volume em 30%.

Abdalla diz que há uma percepção de que as peças com maior valor agregado ? com bordados e rendas ? ganharam mais atenção por parte das consumidoras. "A lingerie está saindo do mercado mais básico e atraindo mais a atenção das consumidoras. Ela deixou de ser uma figurante e muitas vezes é pensada até para ser vista", diz o empresário.

A preocupação em fabricar peças que saiam do básico também atinge os tamanhos grandes ? acima do número 50. "Há uma demanda das mulheres que vestem tamanhos 52 e 54 por peças mais sensuais. Estamos atentos a isso", disse o presidente.

A DeMillus tem uma fatia de cerca de 20% do mercado nacional de sutiã e 10% de calcinha. São 4.483 funcionários na DeMillus e 845 funcionários em empresas coligadas.

As projeções da Duloren também são otimistas. A empresa investiu R$ 4 milhões em duas novas máquinas que vão acelerar a capacidade de lançamentos. É a possibilidade de colocar a lingerie no mercado de "fast-fashion".

Segundo Roni Argalji, presidente da Duloren, a empresa atua com 100 modelos tradicionais e 100 rotativos. Com o investimento, Roni diz que vai ser possível entrar no mercado com um número maior de coleções menores. "É como se fosse uma pequena fábrica dentro da grande", explica. Essa rotatividade faz com que a Duloren ganhe em exposição da marca.


O investimento permitirá à Duloren ampliar em 10% a produção de lingerie, que atualmente é de cerca de 1milhão de peças por mês, e contratar mais 250 trabalhadores. A empresa emprega, hoje, 2 mil pessoas. Segundo Roni, a expectativa é crescer de 8% a 9% no faturamento, que está na casa dos R$ 120 milhões.

Com a ajuda de Gisele Bündchen, a Hope também tem expectativa de crescer em 2010. A garota-propaganda imprimiu um efeito imediato nas vendas. Elas estavam empatadas até maio, em relação a 2009. Em junho, cresceram 15% sobre junho de 2009. A informação é da diretora de marketing da Hope, Sandra Chayo.

De acordo com ela, a Hope já investiu R$ 4,2 milhões em melhorias na fábrica este ano. A aposta da marca é em tecnologia de acabamento que permite o efeito "nude" (nu, em inglês) nas peças - ou seja, sem costuras visíveis. "É uma tendência mundial", diz Sandra.

Segundo ela, 75% dos modelos têm maior durabilidade e ficam em produção de um a quatro anos. E 25% das coleções acompanham tendências de moda, sendo alteradas para despertar o interesse da consumidora. "A cada duas semanas há novidades nas nossas lojas", diz a executiva.

Sandra explica que há dois tipos de consumidora de lingerie: as que consomem de maneira básica e aquelas que estão sempre em busca de novidades. É para esse tipo de consumidora que a indústria investe na rotatividade de modelos.


Fonte:valoronline

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lidere a si mesmo, antes de pretender liderar os outros


Muito se escuta sobre como um líder deve comandar sua equipe, mas será que você está preparado para liderar a si próprio antes?


Lembra quando você está angustiado por que não consegue integrar os membros da sua equipe e alcançar os resultados desejados? Ou quando não consegue obter de outro departamento o que ficou combinado e sua área está prejudicada? Quando seu filho parece andar fazendo tudo para lhe contrariar? E, ainda por cima, você não está conseguindo equilibrar sua vida profissional com a tão sonhada qualidade de vida?


O que está em questão é a sua competência como líder. Mas quando se pensa em Liderança, a maioria da literatura e dos programas de treinamento parte do princípio que temos de nos capacitar para liderar ... os outros! Ensina-se a como comandar os outros, como motivá-los, como ser um chefe melhor, como se relacionar melhor com pessoas difíceis, com os filhos, etc. Sempre os outros, como se o foco da liderança residisse nos liderados.


Nada de errado em tentar liderar melhor os outros. O problema é que técnicas e receitas de liderança não surtirão o efeito desejado se você não adquirir uma competência fundamental para o seu sucesso como líder: antes de pretender liderar os outros, aprender a liderar a você mesmo.


Importante que você adquira a atitude de liderar-se. Isso implica em liderar suas emoções, seus ímpetos, suas deficiências e saber suplementá-las com pessoas de sua equipe ou com parceiros na sua vida pessoal. Mas isso só será possível se você tiver uma elevada dose de auto-conhecimento.


Exemplo


Por exemplo, se você se conhece bem e já sabe que é do tipo executor, que não planeja muito as ações e de certa forma atropela as circunstâncias no afã de realizar os resultados que deseja, nada melhor que ter em sua equipe uma ou duas pessoas que sejam mais do tipo planejadoras e contrabalancem essa sua característica pessoal.


Mas, se, pelo contrário, você for um líder que prima mais pelo planejamento detalhado e não está conseguindo realizar as metas que são esperadas de sua equipe, contrate pessoas mais realizadoras, do tipo "artilheiro", aquelas que fazem gols e garantem os resultados do time, mesmo que não sejam tão qualificados como você gostaria.


O líder precisa aprender a liderar a si próprio também no que diz respeito a suas emoções. Isso se revela com clareza na hora de dar feedback a membros de sua equipe ou a familiares. Se você tem o chamado pavio curto e explode com facilidade quando algo não está indo de acordo com o que deseja, importante ter consciência disso e se disciplinar para avaliar desempenho dos outros ou para tentar ajustar o comportamento dos seus liderados, em vez de simplesmente dizer tudo que vem a cabeça e destruir a auto-estima dos que o cercam. Aprenda a reconhecer o que outros fazem de correto, valorize suas pequenas vitórias, use o seu ímpeto e arroubos emocionais mais nos momentos de feddback positivo, quando couber.


Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas. Atitudes perante outros, mas também perante a si mesmo. A disciplina 1.0 da Liderança deveria ser: Antes de Liderar os outros, aprenda a liderar a si mesmo. Mas isso não se ensina apenas em escolas...


César Souza (cesarsouza@empreenda.net) Consultor, autor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria nas áreas de Estratégia, Mkt e RH


Fonte:administradores.com.br

Empresas entram em campo para a Copa de 2014


SÃO PAULO - A seleção brasileira se despediu da Copa da África do Sul na sexta-feira após uma sofrida derrota para a Holanda. Tristeza na torcida, agitação nos negócios. Agora os holofotes globais estarão voltados para a Copa do Mundo do Brasil em 2014. E muitas empresas já estão escalando seus times para entrar em campo.

Grandes companhias criaram departamentos e gerências para identificar as oportunidades geradas pelo mundial de futebol e pela Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016. Outras empresas mobilizaram pessoas de várias áreas. São nomes de peso como Oi, IBM, Siemens, Dow Química, Dupont e General Eletric.

Domingues (de gravata), da DuPont, e equipe já estão mostrando produtos que vão de construção civil à segurança/ Foto: André Lessa/AE

Essas e muitas outras empresas estão de olho nos R$ 142,39 bilhões adicionais que vão girar na economia brasileira entre 2010 e 2014, conforme estimativa das consultorias Ernest Young e FGV Projetos.

Algumas adotam o estilo do técnico Dunga e mantêm a estratégia em segredo, com medo do ataque adversário. Outras, no entanto, toparam abrir seu treino para o público e contam ao Estado o que oferecem para ajudar o Brasil a transformar o sonho do mundial em realidade.

As novidades vão desde um aeroporto que "monta e desmonta" até banheiros de plástico "à prova de grafite". Surgem produtos específicos para enfrentar ataques terroristas - um problema fora do radar do Brasil, mas presente em eventos desse tipo.

Correndo por fora. Em janeiro, Pedro Almeida foi nomeado para a recém-criada diretoria de Cidades Inteligentes da IBM Brasil. Sua missão é "correr por fora". A Copa já tem fornecedores de tecnologia, mas o que interessa à empresa são os inúmeros projetos que rodeiam o evento. "O mais importante é o legado para as cidades", disse Almeida.

Um dos projetos da empresa é a "sala de situação", que foi feita na África do Sul para os jogos, mas também funciona em Chicago e Nova York. Como nas séries de TV, câmeras e dispositivos de filmagem carregados por policiais capturam milhares de imagens em todos os pontos dos estádios e enviam aos monitores instalados na sala.

"Os dados são analisados de maneira inteligente pelos computadores. Temos um algoritmo matemático que treina o olho da câmera para alertar para situações de perigo", diz Almeida.

Outro ponto forte da IBM será o transporte. A companhia promete criar rotas para os jogos, envolvendo ônibus, metrô e até bicicletas. O torcedor utilizaria o mesmo bilhete - ou seja, não gastaria tempo com filas, nem carregaria dinheiro. Os horários de ônibus e metrô seriam sincronizados para facilitar o deslocamento de tanta gente ao mesmo tempo.

A inovação deve estar presente em todos os lances da Copa. Estima-se que a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, tenha gerado um tráfego de 15 terabytes de dados, o equivalente a 100 milhões de livros. Desde então, a internet só cresceu.

Como patrocinadora do mundial, a Oi será responsável por administrar esse tráfego. A empresa faz mistério e diz que desenvolverá "um minucioso projeto" de soluções adequadas para o evento, cujos detalhes serão divulgados "oportunamente".

A operadora vai levar para as cidades-sede da Copa um modelo-padrão da infraestrutura. Ela acredita que o fato de ter uma cobertura nacional será um trunfo. Em São Paulo, vai prover o serviço por meio de parcerias com outras empresas e por sua rede própria.

Estudo recente da Ernest&Young mostra que tecnologia da informação é apenas uma das áreas beneficiadas pelos jogos. "Não temos dúvida de que os ganhos para o País serão vultosos", disse José Carlos Pinto, sócio da consultoria, que comanda uma equipe de 20 pessoas voltadas só para a Copa. No auge dos preparativos dos jogos, ele espera contar com 200 consultores.

Conforme o levantamento, os setores mais beneficiados serão construção civil, alimentos e bebidas, serviços, TI e turismo e hotelaria. A construção está no topo da lista, com um ganho adicional faturamento de R$ 8,14 bilhões entre 2010 e 2014.

É uma área ampla, que não envolve apenas construtoras. Fornecedores de vários tipos de produtos querem garantir seu espaço. Segundo informações de mercado, uma multinacional está fazendo lobby para que os bancos dos estádios sejam feitos de alumínio em vez de cimento.

Vitrine. A Dupont é uma das empresas mais bem preparadas para ganhar com o evento. Com produtos que vão da construção civil à segurança, promete jogar em qualquer posição. Desde setembro de 2009, a equipe de Julio Domingues, gerente de novos negócios da área de construção, está concentrada nos jogos.

"A Copa é uma vitrine muito importante, com um nível de exposição enorme dos produtos para o mundo", disse o executivo. Um dos produtos da empresa - um material sintético, que é uma combinação de minerais naturais e acrílico - foi usado em dois estádios da África do Sul.

Com esse material, é possível fazer tampos e cubos para as pias dos banheiros e divisórias para os vestiários dos atletas. O material é quase "anti-grafite", porque pode ser limpado facilmente - uma vantagem para evitar as pichações comuns nos estádios.

Domingues conta que já começou a fazer o "corpo a corpo" com escritórios de arquitetura para apresentar os produtos. Ao serem contratados pelas construtoras, os arquitetos serão os responsáveis pela escolha dos materiais.

Outra área da Dupont dedicada à Copa é a de segurança. Marcio Manique, gerente de vendas para segurança pública da empresa, enxerga grandes oportunidades. Ele conta que, no Brasil, a preocupação é a violência urbana, com bandidos disparando tiros nos faróis. Mas em um evento de massa que atrai a atenção do mundo, o País vai enfrentar outra ameaça: terrorismo.

A Dupont está desenvolvendo um colete à prova de balas mais resistente a fragmentos provenientes de explosões e vai trazer uma nova linha de roupas e tecidos para proteção de armas químicas e biológicas. São macacões brancos e amarelos de contenção de doenças como os que aparecem nos filmes de ação.

Outra novidade é um tecido para roupas de bombeiros que aumenta sua resistência ao fogo conforme a temperatura sobe.

"Desde que soube que ia ter a Copa no Brasil, estou trabalhando para trazer esse novo portfólio de produtos", conta Manique. "Já estamos em contato com a Polícia Federal e com os aeroportos para explicar a tecnologia", completa.

Ainda faltam quatro anos para a bolar rolar na Copa do Mundo do Brasil. Mas, para as empresas, os próximos meses serão a fase mais disputada do jogo. É a hora de colocar o time em campo, porque, quando os turistas chegarem, os vencedores do torneio empresarial já estarão definidos.


Fonte:economia.estadao.com.br

Veja quais são as 10 “empresas dos sonhos” e os 10 líderes mais admirados dos jovens brasileiros


Pesquisa realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados no país aponta ranking com os 10 nomes e marcas mais lembrados. Roberto Justus e Google ficam no topo


Foi divulgada recentemente a 9ª edição da pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados do Brasil, que revelou o ranking com as marcas e os líderes mais admirados pelos jovens.


O estudo realizado pelo Grupo DMRH (consultoria na área de seleção e desenvolvimento de jovens) em parceria com a TNS Research International (instituto global de pesquisa de mercado), foi gerado a partir de pergunta aberta, na qual, os entrevistados apontaram espontaneamente as empresas e os lideres que mais apreciam.


Na preferência entre os líderes mais admirados pelos jovens brasileiros, o nome mais citado foi do empresário Roberto Justus, CEO do Grupo Newcomm. O executivo ganhou uma posição em comparação à pesquisa realizada em 2009.


Na segunda posição apareceu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido do presidente Lula (terceiro lugar). Completando a lista dos cinco líderes mais lembrados estão o presidente executivo da Apple, Steve Jobs e o empresário brasileiro Eike Batista.


Google é eleita entre 2.500 marcas


Jovens universitários e recém formados do Brasil também apontaram quais as empresas mais desejadas para trabalhar. Dentre cerca de 2.500 marcas citadas pelos brasileiros, a Google foi a mais frequente. A empresa também conquistou posições de destaque entre os vencedores da pesquisa feitas na Argentina (segunda colocação) e do México (quarta).


A pesquisa revelou que a Google vem se fortalecendo nas aspirações dos jovens brasileiros como empresa empregadora, uma vez que surgiu no ranking das dez empresas dos sonhos dos jovens em 2007, quando conquistou a sétima posição. Em 2008 e no ano passado, obteve a segunda colocação.


Além da Google, as empresas que foram mais lembradas pelos jovens e completam a lista das cinco primeiras são: Petrobrás, Unilever, Vale, Nestlé.


Motivos da escolha dos jovens


Na pesquisa desse ano, entre os motivos mais citados pelos jovens brasileiros para a escolha da empresa dos sonhos foi "ambiente de trabalho agradável". Essa escolha demonstra que a nova geração dos profissionais está valorizando cada vez mais uma atmosfera cordial no local de atuação.


Completando os cinco motivos mais citados pelos jovens do Brasil estão, respectivamente, à possibilidade de desenvolvimento profissional, qualidade de vida, crescimento profissional e boa imagem da empresa no mercado.
De acordo com Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH, "a pesquisa revela movimentos que devem ser considerados pelas organizações na elaboração de suas estratégias de gestão de pessoas, se desejarem ser fortes e inovadoras no futuro próximo".


Confira abaixo a lista com os 10 líderes mais admirados as 10 empresas dos sonhos eleitas pelos jovens brasileiros:




Sobre o estudo


A pesquisa foi realizada durante o mês de abril por meio de questionário distribuído pela internet. No Brasil, mais de 35 mil respostas das cinco regiões do País foram consideradas válidas. Seu objetivo é oferecer subsídios às empresas para atração, seleção, integração, desenvolvimento e retenção dos jovens dentro de sua cultura organizacional e modelo de negócios.

Fonte:administradores.com.br