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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Veja a Trajetória da Lingerie Feminina Antes do Fio Dental



A lingerie passou por diversas modificações, de acordo com os momentos históricos, sociais e comportamentais. A peça que surgiu como vestimenta para cobrir o corpo, por pudor, se tornou um elemento fundamental para a mulher sensual contemporânea

Segundo a professora de moda Débora Caramaschi, o primeiro registro de preocupação da mulher em cobrir o seio acontece entre os séculos 3 e 4 antes de Cristo. Nesta foto, Helena de Tróia usa uma túnica em 1.100 A.C
Na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, surgiu uma túnica com cordões, segundo Valeska Nakad. Também existia um corpete que era amarrado nas laterais ou nas costas e costurado à saia, chamado de Bliaud. "Ainda havia o soquerie, uma cota muito justa conhecida como guarda-corpo"
Entre os séculos 15 e 16, houve a valorização do ventre, de acordo com professora de história da moda da universidade Santa Marcelina, Miti Shitara. "As mulheres usavam bandagem para achatar os seios e enchimento no ventre", disse ela. Até então, elas usavam uma túnica de alças por baixo das roupas e não havia calcinha
O espartilho se espalhou pela Europa no século 16, segundo Miti Shitara. "A cintura ideal na época era de 40 cm a 45 cm de diâmetro", disse ela. A rainha Elizabeth usou o traje em 1580
Até 1820, as mulheres usavam vestidos com armação de crinolina, no entanto, esta armação começou a ser feita de metal. Segundo Miti, a saia já não ficava tão maleável e as mulheres precisavam levantá-la para passar por determinados lugares, quando apareciam as pernas. Por conta disso, elas adotaram o uso das calças masculinas
As calças usadas a partir de 1820 iam até o tornozelo,eram amarradas à cintura sob o corset. A vestimenta tinha uma fenda entre as pernas para facilitar quando a mulher fosse ao banheiro, segundo Débora Caramaschi. "A calça podia durar de três semanas a três meses", disse ela
Em 1908, o estilista francês Paul Poiret propôs o fim do uso dos corsets e destacou a importância do conforto
"O sutiã existia como um bustiê que dividia os seios desde o século 20, mas só foi patenteado em 1914 pela norte-americana Mary Phelps", afirmou Miti Shitara
Com a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), a mulher trocou os vestidos pesados por roupas mais simples e confortáveis. Foi a primeira vez em que elas mostraram as pernas, com isso, a calça se transformou em bermuda
Na década de 1920, as mulheres substituíram o espartilho por uma espécie de camisola com alças. Para cobrir a genitália, usavam a calça curta, que já havia perdido a fenda entre as pernas
Entre as décadas de 1940 e 1950, o sutiã ficou mais anatômico e ganhou o bojo, segundo Miti Shitara
As calcinhas da década de 1950 eram como o modelo atualmente conhecido como calçolas, usadas pelo público da terceira idade
Em 1970, a cultura de corpos torneados colocou a exibição do corpo em foco. As lingeries se tornaram trajes para serem mostrados
A lingerie feminina começou, em 1950, a acompanhar a moda de roupas de banho, segundo Miti, e ao longo dos anos ficou cada vez mais ousada
Em meados da década de 1970, surgiu o modelo tanga, inspirado na moda "beach wear", afirmou Miti Shitara
Em 1980 surgiu a calcinha fio dental, segundo Miti. Daí por diante o guarda-roupas de peças íntimas da mulher só ganhou variedade de modelos, com tamanhos e cores diferentes

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Veja a Trajetória da Lingerie Feminina Antes do Fio Dental



A lingerie passou por diversas modificações, de acordo com os momentos históricos, sociais e comportamentais. A peça que surgiu como vestimenta para cobrir o corpo, por pudor, se tornou um elemento fundamental para a mulher sensual contemporânea

Segundo a professora de moda Débora Caramaschi, o primeiro registro de preocupação da mulher em cobrir o seio acontece entre os séculos 3 e 4 antes de Cristo. Nesta foto, Helena de Tróia usa uma túnica em 1.100 A.C
Na Idade Média, entre os séculos 5 e 15, surgiu uma túnica com cordões, segundo Valeska Nakad. Também existia um corpete que era amarrado nas laterais ou nas costas e costurado à saia, chamado de Bliaud. "Ainda havia o soquerie, uma cota muito justa conhecida como guarda-corpo"
Entre os séculos 15 e 16, houve a valorização do ventre, de acordo com professora de história da moda da universidade Santa Marcelina, Miti Shitara. "As mulheres usavam bandagem para achatar os seios e enchimento no ventre", disse ela. Até então, elas usavam uma túnica de alças por baixo das roupas e não havia calcinha
O espartilho se espalhou pela Europa no século 16, segundo Miti Shitara. "A cintura ideal na época era de 40 cm a 45 cm de diâmetro", disse ela. A rainha Elizabeth usou o traje em 1580
Até 1820, as mulheres usavam vestidos com armação de crinolina, no entanto, esta armação começou a ser feita de metal. Segundo Miti, a saia já não ficava tão maleável e as mulheres precisavam levantá-la para passar por determinados lugares, quando apareciam as pernas. Por conta disso, elas adotaram o uso das calças masculinas
As calças usadas a partir de 1820 iam até o tornozelo,eram amarradas à cintura sob o corset. A vestimenta tinha uma fenda entre as pernas para facilitar quando a mulher fosse ao banheiro, segundo Débora Caramaschi. "A calça podia durar de três semanas a três meses", disse ela
Em 1908, o estilista francês Paul Poiret propôs o fim do uso dos corsets e destacou a importância do conforto
"O sutiã existia como um bustiê que dividia os seios desde o século 20, mas só foi patenteado em 1914 pela norte-americana Mary Phelps", afirmou Miti Shitara
Com a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918), a mulher trocou os vestidos pesados por roupas mais simples e confortáveis. Foi a primeira vez em que elas mostraram as pernas, com isso, a calça se transformou em bermuda
Na década de 1920, as mulheres substituíram o espartilho por uma espécie de camisola com alças. Para cobrir a genitália, usavam a calça curta, que já havia perdido a fenda entre as pernas
Entre as décadas de 1940 e 1950, o sutiã ficou mais anatômico e ganhou o bojo, segundo Miti Shitara
As calcinhas da década de 1950 eram como o modelo atualmente conhecido como calçolas, usadas pelo público da terceira idade
Em 1970, a cultura de corpos torneados colocou a exibição do corpo em foco. As lingeries se tornaram trajes para serem mostrados
A lingerie feminina começou, em 1950, a acompanhar a moda de roupas de banho, segundo Miti, e ao longo dos anos ficou cada vez mais ousada
Em meados da década de 1970, surgiu o modelo tanga, inspirado na moda "beach wear", afirmou Miti Shitara
Em 1980 surgiu a calcinha fio dental, segundo Miti. Daí por diante o guarda-roupas de peças íntimas da mulher só ganhou variedade de modelos, com tamanhos e cores diferentes
Fonte:|http://moda.terra.com.br/fotos/0,,OI168642-EI1119,00-Veja+a+trajeto...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Novas tendências na lingerie

As novas tendências da roupa íntima feminina parecem apontar para um regresso à lingerie de corpo inteiro, à semelhança das pin-ups que marcaram a década de 1950 e em sintonia com o reavivar do burlesco.

Os spotters de tendências no Salão Internacional da Lingerie evidenciam uma tendência global no sentido da lingerie de corpo inteiro, à semelhança das pin-ups da década de 1950. «O que foram os anos 1950? Foi um período pós-guerra», explicou Caroline Le Grelle, consultora de moda para a Eurovet, organizadores da feira internacional da lingerie em Paris. «As mulheres estiveram sujeitas a um período de dificuldades, elas queriam divertir-se. Desta vez não experimentámos uma guerra, mas atravessámos uma crise económica. É exactamente o mesmo sistema de coisas. Queremos varrer tudo para o lado e divertirmo-nos. Daí este regresso ao retro».

Desta forma, é o fim da tanga minimalista e dos sutiãs push-up de meia copa e o regresso dos sutiãs em forma de bala e das calcinhas de cintura alta, principalmente em preto, que Le Grelle chama «a cor de referência para a sedução».

A pin-up Bettie Page da década de 1950 e a sua contraparte moderna Dita Von Teese, aprovam certamente as tendências, e Le Grelle reconhece efectivamente o renovado interesse no burlesco como um factor motivador por trás das preferências de hoje em lingerie. Outro factor, na opinião de Le Grelle, é uma aceitação crescente por parte das mulheres das suas curvas naturais, depois de anos a preocuparem-se por não serem suficientemente magras. «Os corpos das mulheres evoluíram consideravelmente», referiu Le Grelle. «Em poucos anos, as mulheres conquistaram alguns centímetros na cintura e no peito. A lingerie tem sido obrigada a aceitar essa morfologia em mudança».

Mas existem mais novidades na lingerie e as marcas internacionais estão a apostar em novas linhas de produtos, mais adequadas aos tempos que correm. A Triumph International, o maior fabricante mundial de lingerie, que comemora o seu 125.º aniversário este ano, apresentou uma linha de luxo com preços acessíveis, baptizada de Essence. A marca quer também impulsionar fortemente a sua linha Shape Sensation, que utiliza tecidos elásticos ultra-leves para promover o que o fabricante chama de “efeito forma”. «Não é um produto adelgaçante. Trata-se de moldar o corpo», revelou Emilie Kauffmann, gerente de marca e marketing para a Triumph em França.

Outro grande nome, a Wacoal, lançou uma inovadora linha de calcinhas feitas de uma microfibra impregnada com cafeína, vitaminas A e E e aloé vera para supostamente combater a celulite. A Wacoal afirma que, após 28 dias, a sua linha de produtos Beauty Secret pode adelgaçar a coxa em dois centímetros e que 67% das mulheres que experimentaram o produto relataram sentir-se melhor nos seus jeans. No entanto, Tabard Marie-Dominique, porta-voz da Wacoal, advertiu que os resultados não compensam uma alimentação desregrada.


Fonte:portugaltextil.com








sexta-feira, 9 de julho de 2010

Setor de lingerie investe na produção


Otimista com o crescimento do poder de consumo das brasileiras, as maiores fabricantes de lingerie do país investem em design e tecnologia. E estão mais próximas das consumidora, investindo também no varejo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve crescimento de 11% no faturamento do setor em 2009, que atingiu R$ 5 bilhões. Este ano, as cifras devem manter o mesmo ritmo.

A carioca DeMillus espera um crescimento de 20% no faturamento neste ano, para R$ 400 milhões. Para sustentar a expansão, a empresa já contratou 500 pessoas e até o final do mês deve ampliar o quadro de funcionários com mais 125 trabalhadores.

De acordo com o presidente da DeMillus, Abdalla Haddad, só no primeiro semestre a empresa já obteve um aumento de 28% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2009. Hoje são produzidas cerca de 140 mil peças por dia e há uma expectativa de ampliar esse volume em 30%.

Abdalla diz que há uma percepção de que as peças com maior valor agregado ? com bordados e rendas ? ganharam mais atenção por parte das consumidoras. "A lingerie está saindo do mercado mais básico e atraindo mais a atenção das consumidoras. Ela deixou de ser uma figurante e muitas vezes é pensada até para ser vista", diz o empresário.

A preocupação em fabricar peças que saiam do básico também atinge os tamanhos grandes ? acima do número 50. "Há uma demanda das mulheres que vestem tamanhos 52 e 54 por peças mais sensuais. Estamos atentos a isso", disse o presidente.

A DeMillus tem uma fatia de cerca de 20% do mercado nacional de sutiã e 10% de calcinha. São 4.483 funcionários na DeMillus e 845 funcionários em empresas coligadas.

As projeções da Duloren também são otimistas. A empresa investiu R$ 4 milhões em duas novas máquinas que vão acelerar a capacidade de lançamentos. É a possibilidade de colocar a lingerie no mercado de "fast-fashion".

Segundo Roni Argalji, presidente da Duloren, a empresa atua com 100 modelos tradicionais e 100 rotativos. Com o investimento, Roni diz que vai ser possível entrar no mercado com um número maior de coleções menores. "É como se fosse uma pequena fábrica dentro da grande", explica. Essa rotatividade faz com que a Duloren ganhe em exposição da marca.


O investimento permitirá à Duloren ampliar em 10% a produção de lingerie, que atualmente é de cerca de 1milhão de peças por mês, e contratar mais 250 trabalhadores. A empresa emprega, hoje, 2 mil pessoas. Segundo Roni, a expectativa é crescer de 8% a 9% no faturamento, que está na casa dos R$ 120 milhões.

Com a ajuda de Gisele Bündchen, a Hope também tem expectativa de crescer em 2010. A garota-propaganda imprimiu um efeito imediato nas vendas. Elas estavam empatadas até maio, em relação a 2009. Em junho, cresceram 15% sobre junho de 2009. A informação é da diretora de marketing da Hope, Sandra Chayo.

De acordo com ela, a Hope já investiu R$ 4,2 milhões em melhorias na fábrica este ano. A aposta da marca é em tecnologia de acabamento que permite o efeito "nude" (nu, em inglês) nas peças - ou seja, sem costuras visíveis. "É uma tendência mundial", diz Sandra.

Segundo ela, 75% dos modelos têm maior durabilidade e ficam em produção de um a quatro anos. E 25% das coleções acompanham tendências de moda, sendo alteradas para despertar o interesse da consumidora. "A cada duas semanas há novidades nas nossas lojas", diz a executiva.

Sandra explica que há dois tipos de consumidora de lingerie: as que consomem de maneira básica e aquelas que estão sempre em busca de novidades. É para esse tipo de consumidora que a indústria investe na rotatividade de modelos.


Fonte:valoronline