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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Sutiã - Necessidade ou Vaidade?


No meu Trabalho de Conclusão de Curso, venho levantar essa questão, o sutiã é uma necessidade ou uma vaidade da mulher atual?
Na atual sociedade a mulher usa o sutiã por necessidade e ao mesmo tempo por vaidade. Temos vários tipos de corpos onde uns com mais, outros com menos seios diferenciam o uso dos sutiãs. Há quem diga que essa peça de lingerie causa desconforto e usa apenas quando necessário. Entretanto há mulheres que não conseguem ficar sem.
O sutiã veio como uma pratica da sociedade que induz as mais jovens a usá-lo, por pudor, por estética e mais pra frente por vaidade. Quando chega a fase adulta a mulher usa o sutiã como forma de sedução, de modelar seu corpo e se sentir mais valorizada. Nessa fase quem tem pouco seio, recorre aos sutiãs que fazem maravilhas como aumentar, juntar, levantar ou vão às mesas de cirurgia plástica colocar, levantar e fazer seios que atendam ao seu sonho de estética perfeita. No mercado há inúmeros modelos de sutiã, com cores, tecidos e formatos diferentes para tentar agradar a todas as mulheres. Assim as que têm seis grandes e usam sutiã por necessidade, também pode usar o mesmo por vaidade, para que se sintam mais bonitas, mesmo que diante do espelho, transformando seu corpo, mesmo que por baixo de uma roupa, fazendo-a mais bonita.
Após cem anos da criação do sutiã - completados em 2007- reconhecê-lo como uma importante peça de vestuário é mais que classificá-lo apenas como roupa intima, é reconhecer que ele sustenta ate hoje um grande público, as mulheres e, além disso, é um dos alicerces a vaidade da sociedade, que vê nele uma forma de beleza e sensualidade.
Deona Wright, em um texto visualisado na internet, afirma que os sutiãs variam do funcional, que são os de sustentação e conforto, a á moda, com sutiãs feitos para despertar um clima de romance e de paixão. Tendo um papel duplo de função e forma.
 Conforme  TAWERET ( 2008, apud BRANCO, 2009 p. 31)
[...] é uma sustentação, né, pros seios, eu acho que protege, na verdade. Eu, por exemplo, como trabalhei toda vida com Educação Física, eu tinha que usar, né, porque, prá jogos, prá corrida, prá atletismo, enfim, tinha que fazer demonstração... E daí eu acho assim... Mesmo quando era bem moça, ra uma proteção, né?

Podemos ver como é relatado o uso do sutiã por uma mulher de 70 anos de idade. Ela que viveu no período de transformação do sutiã: de peça de proteção e sustentação em um ícone de vaidade e sensualidade, não acompanhou essa evolução na pratica, tendo em mente apenas a importância dada quando ainda era bem moça. Portanto a pessoas que nasceram em décadas passadas vêem o uso do sutiã de maneira bem diferente de uma jovem que esta hoje comprando o seu primeiro. Mulheres que passaram a sua juventude em um período de repressão sexual têm cabeças bem mais fechadas que as atuais. Onde jovens hoje em dia encontram facilmente peças intimas em exposição em grandes lojas e de fácil acesso. Mostrando a abertura de um novo e crescente mercado. Antes escondido embaixo das roupas e hoje exposto sem nenhum pudor.

Se puderem me ajudar com a minha pesquisa, me mandem um e-mail que estou enviando de volta um questionario para ajudar nesse dilema atual. meu e-mail: lucbabcal@hotmail.com
Obrigada a todos

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sutiã de pano

Deus, quando fez a mulher, adornou suas linhas com belos seios, mas eis que a sociedade pós-moderna resolveu que eles deveriam ser grandes e duros. Será?

A estética partiu para a violência das cirurgias plásticas que obedeceram a “tendência” da moda. Seios redondos, bem servidos, duros e bicudos pipocaram com as mais abastadas que puderam fazer a cirurgia, mas a violência não parou ai. As mulheres de peito pequeno e sem grana estavam excluídas do pacote estético da Boa Forma e então surgiram os sutiãs com bojo, enchimento, E.V.A (?), e acabaram de vez com a sensualidade.

É raro hoje ver uma mulher que fuja desta atrocidade, mas quando elas aparecem são um verdadeiro colírio para os olhos de quem ama o corpo feminino. Como é gostoso perceber a liberdade das mulheres de peito (metaforicamente) ao desfilar ao vento suas curvas que obedecem a lei da gravidade de forma sutil e desenvolta. É lindo perceber que por baixo do sutiã de pano, os bicos podem desflorar com o frio e o vento, que as passadas apressadas podem fazê-lo subir e descer com a graça de uma bailarina. Que um debruce pode deixar a mostra a curva sinuosa e insinuante de um pequeno e maduro peito.

Esta ode ao sutiã de pano é mais um apelo que uma crítica. As mulheres não devem ficar presas ao passado e se manterem fora da moda, mas devem saber que os homens que gostam de mulher como elas são, preferem vê-la in natura. Nua, mesmo quando vestidas.

O calor chegando, o amor florescendo, e as regatas, vestidos, os decotes enfim, não merecem ser amparados pelo tecido sintético e agressivo, e sim pelas curvas e formas verdadeiras dos seios com suas texturas e cores diferentes. Nem sempre quanto maior melhor, o segredo do sucesso é ficar à vontade, se libertar das amarras que achatam ou machucam e deixá-los livres para voar no pensamento de quem admira a mulher como ela é.
 


Fonte:casscouto.blogspot.com



sábado, 17 de julho de 2010

Acertar o tamanho do Sutiã


Com menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido a receber o tamanho correcto e o aconselhamento adequado na compra de um sutiã, retalhistas e marcas partilham os seus conhecimentos sobre algumas das questões essenciais em torno das normas para lingerie e roupa de banho.


Retalhistas e marcas, incluindo M&S, Next, Tesco, George, Playtex e Wonderbra, uniram-se numa tentativa de melhorar as normas de ajuste dos sutiãs e reduzir o volume de negócios perdido com as devoluções das clientes. Os retalhistas foram levados a partilhar os seus conhecimentos, depois de um recente relatório da organização de consumidores Which? ter descoberto que menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido recebeu o tamanho correcto e o aconselhamento adequado quando comprou um sutiã.

A pesquisa “Bra Fitting? No it isn't” descobriu que, de um total de 70 provas numa equipa de voluntárias, avaliadas em relação a um conjunto de critérios mensuráveis como ajuste correcto da base do sutiã e da copa, 18 receberam nota zero.

A resposta da indústria foi um seminário para procurar formas de se envolver num debate mais amplo para alcançar uma norma adequada, que dê às clientes o que elas querem. «Não só o tamanho médio do busto das mulheres no Reino Unido aumentou 30% desde 2003, de um tamanho padrão 34B para uma copa actual 36D, mas 80% das mulheres estão a usar o tamanho errado de sutiã», revelou Julie King, directora do departamento de moda e têxteis na De Montfort University.

Presidindo ao seminário “'Shaping up for lingerie & swimwear - defining the challenges, exploring the solutions”, Julie King observou que o aumento nos seios maiores e um aumento de 31% nos procedimentos cirúrgicos de implantes mamários nos últimos anos «representam um verdadeiro desafio para os fornecedores de lingerie darem às mulheres o suporte fundamental e certo que elas precisam»

Ed Gribbin, presidente da Alvainsight, uma divisão da Alvanon e uma autoridade mundial em tamanho e vestir, concorda que «85% das consumidoras queixam-se de que não conseguem encontrar um sutiã que se ajuste correctamente». Mas alertou que o “servir” é uma questão complexa quando se trata de sutiãs e roupa de banho com copa.

Os grupos de foco de consumidores têm mostrado que o conforto, suporte e funcionalidade são responsáveis por apenas 30% da percepção de “servir” das mulheres, enquanto 70% acham que “servia” se tornasse a sua aparência mais atraente. «As consumidoras vão aguentar a dor se lhes der boa aparência», afirmou Gribbin. Segundo o presidente da Alvainsight, o dimensionamento não é uma questão linear e aumentar um tamanho padrão 34B linearmente não vai funcionar – na realidade é aqui que se origina muita incoerência no dimensionamento, na medida em que diferentes fornecedores usam diferentes regras de classificação.

Existem também dificuldades comerciais na produção de um sutiã para tamanhos maiores, num clima económico onde o custo relativo do vestuário está a diminuir. «Isso não corresponde à quantidade de conhecimentos, trabalho e recursos que são necessários para produzir um sutiã até ao tamanho de copa K», explicou Pat Conway, especialista em estilos grandes na Acestyle, um dos maiores produtores de vestuário íntimo em Hong Kong. Os projectos de sutiãs bem sucedidos para pessoas mais fortes dependem da compreensão dos problemas encontrados pelas mulheres com busto maior e «o que fica bonito num 34B pode parecer incongruente numa copa G».

Conway pediu aos designers para irem às compras com uma amiga ou modelo com copa G+ e participarem em diversas sessões de prova, para ser possível determinar o que funciona e o que não. A criatividade pode ser alcançada através da escolha certa de tecido e acessórios, evitando «um monstro acolchoado». No final, Conway sublinhou que «queremos conseguir “firmeza” e não “tensão” com um ajuste consistente».

O fabricante de vestuário íntimo DB Apparel UK baseia todo o design e desenvolvimento dos seus sutiãs para marcas como Playtex, Wonderbra e Shock Absorber no feedback que recebe dos seus grupos de foco de consumidores. Linda Bentley, gerente de contas nacionais para encomendas postais na empresa, disse que a sua pesquisa mostra que, para além de possuir 15 sutiãs em média, as senhoras em geral compram sutiãs para diferentes necessidades.

«Mas, apesar do design estar correcto», considera Jochen Balzulat, director de digitalização corporal em 3D na Human Solutions, parceira de tecnologia da Assyst Bullmer, «ao fim e ao cabo, o lucro é a razão pela qual fazemos o que fazemos». Usando os dados de medição de scanners corporais e integrando-os com as tecnologias CAD e CAM, as empresas de lingerie podem melhorar a velocidade, eficiência, vestir e a comunicação em toda a cadeia de aprovisionamento.



Fonte:.portugaltextil.com