sábado, 24 de julho de 2010

Em linha com a qualidade


A escolha acertada da linha para cada tipo de costura é decisiva para a qualidade do produto final, proporcionando eficiência e redução nos custos


Talvez pelo fato de as linhas de costura responderem por apenas 2% a 3% do total do custo da produção – uma porcentagem pequena se comparada à de outros materiais que compõem uma peça –, confeccionistas e faccionistas dão pouca atenção a elas na hora da compra e acabam utilizando linhas em desacordo com o tecido, o tipo de costura, o maquinário e a lavagem, entre outros aspectos.

O que muitos empresários se esquecem de considerar é que linhas oriundas de substratos mais baratos ou inadequados ao tecido geram uma série de custos diretos, entre eles as quebras, falhas e má aparência de pontos, franzimento, pontos danificados e/ou encolhimento da linha. Isso sem falar nos custos não apurados, tais como a energia elétrica gasta no arranque dos motores e o aumento dos custos de manutenção das máquinas, desgastes dos equipamentos, além da insatisfação das costureiras e dos mecânicos com a baixo rendimento da costura.

É claro que problemas como esses podem não ocorrer em função da linha. Podem ser ocasionados também por produtividade baixa, máquinas desreguladas, uso de agulha não ideal para a linha ou outros fatores. “Mas o importante é estar tudo em acordo, desde a entrega e a escolha das matérias-primas à satisfação do funcionário”, atenta Renato Libonati, o diretor-operacional da Libofio, fábrica de linhas e fios de poliéster sediada em São Paulo.

Ou seja, todos os fatores têm importância na qualidade final da costura, mas é bom dar especial atenção às linhas, principalmente por serem um insumo que representa tão pouco no custo e que, se mal escolhido, pode ocasionar em diferenças significativas na produtividade e na qualidade final do produto.

Opções de escolha

Mas, antes de pensar em qual tipo de linha escolher, é preciso analisar a necessidade de cada máquina a ser utilizada e com quais tecidos se vai trabalhar, além dos processos pelos quais esses tecidos (e linhas) passarão até estarem prontos para a venda. Pois de nada adianta utilizar uma linha de ótima performance num maquinário simples, pois isso pode resultar em prejuízo.

Basicamente, são quatro níveis de linhas: de poliéster, de algodão, mista e de poliamida; e, a partir dessas, existem as variações: mista poliéster algodão e poliéster/poliéster, 100% poliéster fiado, 100% algodão, 100% poliéster multifilamento contínuo brilhante trilobal, 100% poliéster filamento contínuo texturizado, poliéster filamento contínuo e, por fim, a de poliamida.

“Observamos que, atualmente, existe uma tendência de migração da linha de dupla torção para a mista, por conta da construção que esta última tem: uma mistura de filamento contínuo de poliéster de alta resistência com uma cobertura de fibras descontínuas de algodão ou poliéster, o que gera maior resistência e ótima qualidade na produtividade”, diz Libonati. Segundo ele, o cliente, principalmente as pequenas confecções sem muita experiência e/ou que não pesquisam muito sobre linhas, não sabem diferenciar linha mista da de dupla torção – e o mercado acaba abusando dessa desinformação para vender a mista, cujo preço pode chegar a três vezes ao da linha de dupla torção. “Faltam credibilidade e informação aos vendedores, que não são técnicos, querem mais é vender e acabam pecando nisso. Cria-se um buraco na comunicação entre a parte técnica e o cliente confeccionista’, atenta Libonati.

Tudo em acordo

Portanto, conhecer, pesquisar e saber as vantagens, desvantagens e aplicações adequadas para cada tipo de linha fazem com que a costureira atinja um nível de produção que potencializa o investimento nela e no maquinário.

Para Flaviano do Carmo Rocha, gerente-comercial da fabricante Linhanyl Paraguaçu, de Minas Gerais, escolher o tipo correto de linha depende, efetivamente, do tipo de matéria-prima do tecido. “Para costura de tecido 100% de algodão que seja posteriormente tingido, deverá ser usada uma linha também de 100% algodão, que absorverá o mesmo tom do corante utilizado”, exemplifica. “Já na costura de lingerie, em que as peças apresentam bastante elasticidade, o ideal são as linhas de construção mista, que proporcionam melhor formação do ponto, redução de problemas de franzimento, além de possibilitarem a utilização de agulhas mais finas e costuras mais estáveis, com aparência mais regular”, completa.

É preciso ainda eleger o tipo de linha adequado para o tipo de ponto que será empregado. Fios texturizados proporcionam maior alongamento e toque e são indicados para operações com loopers em máquinas galoneiras, overloques e interloques com alta produtividade; linhas mistas oferecem melhor equilíbrio na proporção entre resistência e espessura; linha de poliéster, atualmente a mais utilizada pelas confecções, tem um processo produtivo mais simples, com menor custo de produção, e é empregada amplamente nas malharias e em jeanswear.

Evitando prejuízo

Nas calças jeans, sobretudo, um dos maiores custos “escondidos” é o reprocesso, efetuado após lavagens/acabamentos industriais, que em muitos casos alcança até 40% da produção de determinados modelos. “As linhas de costura podem ser uma das principais causas desses retrabalhos, pois, se sua qualidade for inferior à do denim, pode sofrer mais com as lavagens e outros processos”, explica o manual técnico de calça jeans da Coats Corrente, fabricante de linhas para costura, bordado, crochê, tricô, zíperes, entretelas e acessórios.

Para evitar esses custos desnecessários, há linhas com maior resistência que reduzem sensivelmente o índice de reprocessos, ao proporcionarem redução de pontos rompidos e danificados, o que minimiza os custos com retrabalhos, mão-de-obra e evita atrasos nas entregas de pedidos. Além desse, outro fator que causa bastante prejuízo ao confeccionista é a ruptura da linha de costura (veja box).

Ruptura da linha: problemas e soluções

1- A linha não desenrola do cone: verifique se o guia superior está discretamente acima do pino do cone, 2,5 vezes a altura do cone. Use um coxim de espuma ou similar para impedir a trepidação do cone;

2 – Enrolamento da linha ao redor das guias: recoloque e repasse a linha pelas guias;

3 – Tensão excessiva: regule corretamente a tensão;

4 – Superfície áspera da chapa da agulha, caixa da bobina, lançadeira: recomenda-se polir as superfícies ásperas ou substituir as peças;

5 – Linha desfiada na agulha: utilize agulhas com diâmetro adequado à bitola da linha; procure utilizar sempre agulhas de qualidade reconhecida pelo mercado;

6 – Superaquecimento da lançadeira: verifique se há suprimento adequado de óleo. Examine a folga entre a agulha e a lançadeira;

7 – Linha de má qualidade: troque o material por outro de qualidade melhor e acabamento correto;

8 – Bordas afiadas do olho da agulha ou ponta cega: troque a agulha;

9 – Ajuste incorreto da agulha na barra: realinhe a agulha;

10- Aplicação incorreta de lubrificação na linha: use linha com acabamento

Fonte: Flaviano Rocha – Linhanyl Paraguaçu



Box – Linha x tecidos elásticos: como não errar

■Utilize linhas de construção mista, como a linha de filamento contínuo de poliéster recoberta com fibras de algodão ou linha de filamento contínuo de poliéster, conhecidas como poli/poli;
■As construções mistas permitem que a costura não se rompa quando submetida aos esforços inerentes à grande elasticidade do tecido strech ou power strech, devido à resistência e ao alongamento do núcleo da linha;
■A grossura (titulagem) das linhas de costura deve ser compatível com a gramatura do tecido;
■Para o conforto na utilização da peça costurada, recomenda-se o uso de grossuras (titulagens) diferentes entre a linha da agulha e a linha do looper;
■A obtenção do melhor balanceamento dos pontos (amarrações) deve-se à combinação entre a grossura da linha da agulha e a linha do looper;
■A definição do número de pontos por unidade de comprimento (densidade) é fator fundamental;
■A regulagem da tensão das linhas na máquina deve ser adequada ao tipo de ponto;
■Durante o processo de costura, não é recomendado esticar ou puxar o tecido, para não ocorrerem variações no ponto ou distorções na peça.




Fontes: Coats Corrente e Têxtil Canatiba

Planejamento do produto: como melhorá-lo?


Atrasos na produção e na entrega, defeitos nos produtos, erros na confecção dos artigos. Problemas como esses, comuns para muitos, têm origem antes mesmo do desenvolvimento – no planejamento das coleções –, o que acaba gerando custos adicionais e desprestígio junto ao cliente. Para evitá-los, a consultora técnica, professora do Senai Vestuário de São Paulo e da Universidade Paulista (Unip)

Hanna Carolina Kramolisck dá os caminhos:


1) Siga um calendário - esse é o ponto inicial para o desenvolvimento. O calendário abrange todas as atividades de uma confecção, desde o desenvolvimento do produto até a entrega.

2) Tenha um cronograma de atividades para todos os processos e todas as etapas, desde a pesquisa da coleção até a entrega do pedido.

3) Saiba qual é o tempo hábil para se confeccionar uma coleção.

4) Tenha o processo produtivo organizado e em dia.

5) Todo o desenvolvimento de produto necessita ter começo, meio e fim. Nada de ficar aumentando o mix a toda a hora, o que prejudica o cronograma e faz com que o desenvolvimento se arraste, não acabe nunca. Para poder aumentar o seu mix, é preciso um estudo antecipado para saber se seu público vai aceitar essa nova linha de produto e se a área produtiva tem capacidade para absorvê-la.

6) Lead time: é preciso saber quanto tempo sua empresa leva para produzir cada peça e definir qual a capacidade de produção. Que quantidade de peças sua empresa consegue produzir por coleção ou no ano sem se perder?

7) Trabalhe com pequenas coleções, escolha um tema central e, a partir dele, crie subtemas, que serão introduzidos aos poucos no ponto-de-venda.

8) Conheça seu público-alvo, o consumidor final. Tenha foco num determinado cliente – nada de um ano produzir para jovens, no outro para senhoras – e apure quem é ele (sexo, classe social, o que gosta de fazer, tipo de trabalho desenvolve, carreira, estilo), para que se torne fiel à sua marca.

9) Mix de Produto – determine as linhas com que vai trabalhar: parte de cima, de baixo ou acessórios. É fundamental que o mix atenda seu público-alvo.

10)Pesquise tendências – as fontes podem ser: a própria sociedade, revistas, filmes, exposições de arte, música, cadernos de tendências, sites, blogs etc.

11)Temas: em primeiro lugar, conceitue o tema para depois desenhar a coleção (e não o contrário). Utilize as informações da pesquisa tendo em mente seu público-alvo e o tema que será desenvolvido para a coleção.

12)O profissional de desenvolvimento de produto, melhor que ninguém, é quem deve direcionar o estudo do tema, o desenvolvimento do produto, a ficha técnica, sempre tendo em mente o público-alvo.

13)Ficha Técnica – é o documento que identifica o produto. As informações devem conter, no máximo, duas folhas, para não dificultar o entendimento e precisam ser compatíveis às das peças pilotos. Nada de tirar foto de uma peça e colocá-la na ficha e fazer observações.


Fonte:Oconfeccionista.com.br

Para onde e como crescer?


Ampliar vendas implica em incremento de produção (e de custos) e cumprir novos prazos de entrega. É preciso planejar o crescimento desde o início e manter foco no que seu cliente deseja

“Confecciono artigos excelentes, mas meu mercado ainda é restrito. Como crescer? Para onde expandir?” Essa dúvida certamente tira o sono de muitos confeccionistas ansiosos por ampliar vendas. “Mas por onde começar? Como crescer sem errar?”, questionam temerosos.

Se isso serve de consolo, lá vai: “Não há uma receita infalível”, afirma o consultor de marketing do Sebrae-SP, João Abdalla. “Até grandes multinacionais cometem erros de percurso”, diz. O que toda empresa, desde o início, deve ter definida é a estratégia de vendas a ser adotada, isto é, para quem quer vender e como. Qual é o meu mercado, quem é meu consumidor, que produto esse mercado deseja consumir são as primeiras respostas a serem buscadas, segundo o diretor-executivo do SindivestuárioSP, Pedro Fortes. Feito isso, a próxima questão a ser respondida é: “como vou produzir?”.

Quem deseja ampliar vendas tem de ter em mente que isso implica em incremento de produção, o que exige capital para investir, alerta o consultor de inteligência empresarial da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (Abravest), Claudio Rizzo. Além disso, crescer demanda estratégias que assegurem que os pedidos cheguem aos destinatários. “Não adianta vender e depois não entregar”, ressalta o consultor.

É possível optar por um misto de canais de venda, mas, para escolher o mais adequado a seus objetivos, é preciso conhecer as características de fornecimento para as diversas opções que se apresentam: lojas próprias, multimarcas, lojas de departamentos e outras, pois cada uma delas tem as suas peculiaridades e exige estrutura e habilidades específicas para serem atendidas”, acrescenta Abdalla, do Sebrae.

Portanto, antes de decidir por esse ou aquele canal de venda, o fabricante tem de avaliar se tem ou não habilidades para desenvolver sua marca e seu produto e atender determinados canais”, reforça o consultor Elias Frederico, especialista em Negócios de Moda e professor no curso de Marketing da USP e da FGV, em São Paulo.

“Todos os canais podem ser bons, mas, além de exigirem uma estratégia definida, devem proporcionar lucratividade ao industrial”, ressalta Fortes, do Sindivestuário. E o mais importante: de nada adianta ter um ótimo produto se o mercado não o absorve, não o deseja. “É preciso fabricar o que o consumidor quer e usar de criatividade para ser diferente da concorrência. Aí o sucesso virá”, assegura. Para isso, o produto tem de atender aos mandamentos do Marketing: ser bom, ter um bom preço etc.

Avaliar cada canal

O consultor Elias Frederico cita o caso de uma confecção que quebrou ao trocar o fornecimento para grandes redes pela distribuição pulverizada em varejos multimarcas. “Era uma empresa sólida, que fabricava cerca de dois milhões de peças anuais, com décadas de relacionamento junto às grandes redes varejistas. Após desenvolver a sua marca própria, passou a atender exclusivamente esse novo canal. Mas, por não atentar às particularidades do varejo multimarca, sofreu com a complexidade e fragmentação da operação, com a inadimplência de seus clientes e com a dificuldade de cobrar os créditos devidos – e teve de fechar as portas”, conta.

Muitos dos fabricantes que fornecem para as grandes redes varejistas adquirem competência em gerenciar sua marca, preocupam-se demais com o produto e a comunicação e passam a atender os pequenos mercados sem se dar conta das distinções na operação.

“Se por um lado as margens de venda ao pequeno varejo são maiores, o custo desse atendimento pode aumentar em demasia”, diz Frederico. “Há o incremento de custos decorrentes do fracionamento dos lotes, do aumento do contingente da equipe de vendas e de representantes, do aumento das transações e das rotinas de avaliação de crédito, pedido e pagamento, sobretudo pelo fato de o relacionamento ser indireto e mediado pelo representante comercial, o que torna muito mais complicado o processo de coordenação do canal”, explica.

Apesar de os fabricantes, na maioria das vezes, serem de porte menor que uma loja de departamentos, conseguem ter interação direta com quem tem o poder de decisão nessas empresas, o que possibilita exporem seus pontos de vista e influenciá-lo. Ao optar pela distribuição para o pequeno varejo, o fabricante não tem esse controle e capacidade de interação, que passa às mãos do representante comercial. “É fundamental, então, que esse representante seja carismático, hábil, proativo, motivado e preocupado não somente em vender mas em encontrar varejistas adequados ao posicionamento da marca. Será que existe um representante assim?”, questiona o consultor.

Vender para lojas de departamentos, no entanto, implica em ter escala e produtividade, além de rigidez no cumprimento dos prazos. “Os padrões de qualidade exigidos são maiores que no atacado e em hipermercados, pois o fabricante produzirá a marca do varejista”, diz Frederico. Isso requer agilidade e maior habilidade no desenvolvimento de novos produtos, na organização e infraestrutura.

Além disso, a dependência mútua é maior, mesmo que o fabricante seja pequeno, mas ofereça um produto com algum diferencial. “As lojas de departamentos precisam de fornecedores confiáveis para não comprometerem o posicionamento de suas marcas e investem muito tempo no desenvolvimento de fontes estáveis de fornecimento e, em função disso, não podem trocar de fornecedor com facilidade”, salienta o consultor.

As condições de pagamento também devem ser levadas em conta. “As das grandes lojas de departamento são um pouco melhores que as do atacado e dos hipermercados”, diz. “As vantagens desses canais são os pedidos de grandes lotes, mas a contrapartida é a dependência, o poder de barganha do cliente em relação ao preço e as condições de negociação.”

Em relação ao varejo multimarca, Elias Frederico enumera alguns pontos fundamentais que o confeccionista deve considerar antes de ativar ou expandir esse canal:

1 – O posicionamento da loja é compatível com minha marca? Como assegurar isso se a loja é distante e somente o representante a visita?

2 – Tenho condições operacionais de entregar nesses locais? Quais os impedimentos logísticos e de gostos locais?

3 – Minha marca é conhecida e desejada na região ou a venda se dará somente por preço?

4 – Vale a pena arcar com os custos de proliferação de produtos se for necessário aumentar o sortimento para atender a uma nova região?

5 – Como recrutar e motivar os representantes? Como avaliar o esforço da venda?

6 – Como viabilizar a cobrança dos créditos vencidos?

7 – Se o mercado for muito pequeno, qual o risco de queimar a marca ao intensificar a distribuição numa praça?

8 – Será que a expansão não vai gerar mais problemas para a empresa? Muitas vezes, a venda para a base atual de clientes só não é maximizada por problemas de operação (atrasos, cancelamentos e falhas de produção). Aliás, trabalhar a base de clientes atuais é uma grande oportunidade!

Dica 1:

Antes de tomar qualquer decisão em relação a expandir a base de clientes ou de canais de venda, cabe ao confeccionista:

- Avaliar a sua lista atual de clientes

- Analisar se ela está consolidada, ou seja, se você está extraindo o máximo do potencial de relacionamento com os clientes atuais.

- Avaliar que custa muito mais caro trazer um novo cliente do que estreitar o relacionamento com os clientes atuais.

- Na maior parte das vezes isso não ocorre, e custa muito mais caro trazer um novo cliente do que estreitar o relacionamento com os clientes atuais.

Fonte: Elias Frederico

Dicas 2

Antes de entrar no mercado, o ideal é definir aonde quer chegar, senão a chance de o negócio não dar certo aumenta. Logo no início da empresa, portanto, é preciso saber:

1) Quem será o meu cliente? O usuário final, o pagante ou o comprador? Se optar por lojistas, o alvo é o comprador. Se decidir por loja própria, será preciso investir em marketing.

2) Onde está esse cliente? Como fará para atendê-lo, para chegar lá? Está preparado para atendê-lo? Como recrutar representantes locais?

3) Quantos são os clientes? Vou vender para os usuários? Quantos milhões existem por aí?

4) Quem são, quantos e onde estão meus possíveis concorrentes em cada segmento? Vale a pena entrar num mercado extremamente competitivo? O que vou agregar de diferente?

Fonte: João Abdalla

Quadro

1) Fornecimento para o atacado e os hipermercados:

Requisitos: Para atender esse segmento de mercado, é necessário ter escala e produtividade.

Vantagens:

■não é necessário desenvolver e gerenciar sua própria marca (branding)
■não é necessário ter equipe de vendas grande
■o atendimento pode ser direto do dono com a equipe de compras
■os lotes de pedidos são grandes
Desvantagens:

- dependência

- poder do distribuidor

- preço e condições de negociação

2) Fornecimento para lojas de departamentos:

Requisitos: escala e produtividade e maior rigidez no cumprimento dos prazos. Padrões de qualidade maiores que no atacado e em hiper. Agilidade e maior habilidade no desenvolvimento de novos produtos. Organização e infraestrutura de trabalho condizentes.

Vantagens:

- não é necessário desenvolver e gerenciar sua própria marca (branding)

- não é necessário ter equipe de vendas grande

- o atendimento pode ser direto do dono com a equipe de compras

- os lotes são grandes

- condições de pagamento um pouco melhores que atacado e hipermercados

- dependência mútua é maior

Desvantagens:

- é preciso estar bem estruturado para produzir para o canal

- as quantidades são espetaculares, mas o preço pago pode deixar a desejar e não cobrir os custos do produto. Avaliar se o faturamento realmente representa um ganho em termos de custos operacionais.

- Mesmo tendo prejuízo, é preciso continuar entregando, pois há um contrato a cumprir.

3) Fornecimento para lojas especializadas

Vantagens: as margens são maiores que nas lojas de departamentos

Desvantagens: o custo pode ser alto, em função do fracionamento dos pedidos, das entregas, e o processo de coordenação desse canal é mais complicado que nas lojas de departamentos; distanciamento dos clientes, pelo fato de a relação ser mantida pelos representantes.

Representantes – São a extensão de sua empresa. Para crescer regionalmente, é preciso procurar um representante da região. E ter cuidado para ele não detonar a sua marca. Ver com que clientes da área ele trabalha e tentar obter as mesmas condições de venda.

3) Fornecimento para loja de fábrica

Requisitos: esse é um bom negócio para quem tem uma pequena ou média confecção, mas é preciso saber promover a loja, fazer propaganda, o que pode esbarrar no orçamento. Preços competitivos, voltados ao popular, não devem ser sinônimo de lojas feias, com tudo amontoado em balcões. O cliente popular também gosta de conforto, do que é bonito.




Fonte:Oconfeccionista.com.br

Vencerrmos nós mesmos


Vencer nós mesmos,é tarefa árdua que requer muita auto disciplina e comprometimento contínuo na busa de melhores resultados.Queira pessoais ou profissionais.Gostaria de deixar aqui o resistro da frase de um mecânico na corporação que trabalho."O que precisamos é vencer nós mesmos e nos ultrapssarmos e não tentar fazer algo para superar algúem".Lincando ainda mais,disse que muitas empresas não querem encontrar facções que possam ser parceiras das corporações,muitas delas e a que trabalhamos não é diferente, não querem que costurem roupa,precisam que costurem uma obra de arte na roupa".


Fonte:Claeir-Salinas

Sua empresa é uma fábrica de sonhos?


Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos

A velocidade da informação, proporcionada pelo avanço da tecnologia, nos mantém imersos em um constante e abundante fluxo de notícias, casos, dados e, principalmente, anúncios. Publicidades de produtos e serviços nos rodeiam todo o tempo, o consumo não se resume mais ao simples ato de adquirir algo, e passa a fazer parte das nossas vidas e aspirações. As marcas são mais do que simplesmente referência de compras, elas ocupam um grande espaço na rotina dos consumidores, são parte dos sonhos da população. A questão então é como, em meio a todos esses inúmeros e repletos anúncios, promoções e ofertas, destacar a sua marca, a sua empresa, e fazer parte dos sonhos do seu cliente?

Acima de tudo, é preciso que se estabeleça uma relação de confiança entre seu negócio e sua clientela e, além disso, transformar esse relacionamento em duradouro e sustentável. A sua marca pode se transformar na ligação entre a atual realidade e o projeto ao qual seu cliente aspira. A confiança na sua empresa é capaz de alimentar o plano de futuro dessas pessoas, e é de extrema importância que seu consumidor perceba o investimento da sua companhia nos sonhos dele.


Muitos empresários pensam que preço baixo é um gerador automático de confiança, o que certamente não é verdade. A agressividade na competição pelo menor custo, por meio da diminuição da qualidade, seja dos produtos ou dos serviços, é uma estratégia que pode até elevar o número de vendas, mas não reforça em nada a relação cliente/empresa, ainda mais no que se refere à lealdade. Se o seu objetivo é fidelizar seus clientes, não se esqueça: qualidade é fundamental.


Para investir e fazer parte das aspirações mais ambiciosas dos seus consumidores é preciso estar presente, manter o canal entre as duas partes aberto, ou seja, saber que a comunicação é fator decisivo. Estar na mídia agrega credibilidade e valor ao seu produto ou serviço, reforça a personalidade da sua empresa, confere simpatia à marca e, principalmente, instiga a curiosidade dos compradores. Os que já conhecem, querem se aprofundar no que você oferece e, quem ainda não ouviu falar, gostaria de conhecer aquilo que se destacou em meio a tantos outros similares.


Na busca pelos próprios arranjos, na atualmente tão subjetiva aldeia global, necessitamos de tempo para sonhar, tempo para executar nossos ideais, tempo para cuidar do que construímos. Estamos sempre em busca do melhor serviço, pelo menor preço, no menor tempo possível. Oferecer visibilidade daquilo que o consumidor quer, precisa ou deseja, acompanhada de qualidade e dedicação, é economia de tempo para o cliente, acréscimo de confiança para o empresário, e um reforço de extrema importância para o realce de sua marca nesse mundo tão segmentado e, ao mesmo tempo, tão único.


Gilberto Wiesel - empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa.


Fonte:administradores.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

São José supera Chapecó entre as melhores cidades catarinenses para se fazer carreira. Florianópolis e Itajaí seguem na liderança


POSIÇÕES DAS CIDADES CATARINENSES ENTRE
AS MELHORES PARA SE FAZER CARREIRA

Cidade
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010

Florianópolis
10
20
11
14
14
14
15

Itajaí
20
76
38
48
25
23
22

Joinville
63
57
49
57
58
50
55

Blumenau
38
61
48
58
54
53
56

São José
-
-
98
88
71
81
71

Chapecó
-
68
65
84
83
76
87

Criciúma
55
96
99
-
92
94
90

São Bento
do Sul
-
-
-
87
-
-
-
Sete cidades de Santa Catarina estão entre as 100 melhores do país para fazer carreira, de acordo com o ranking 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira divulgado na edição de julho da Revista Você S/A. Florianópolis e Itajaí seguem na liderança estadual. A capital ocupa a 15ª posição no comparativo nacional, a pior desde 2005. Itajaí subiu um degrau e agora está em 22º lugar. Joinville caiu cinco posições (55ª) e já tem o terceiro lugar ameaçado por Blumenau, que mesmo com a perda de três postos encostou na maior cidade do Estado – é a 56ª colocada. São José (71ª), Chapecó (87ª) e Criciúma (90ª) completam o time de representantes catarinenses no ranking.

A lista deste ano não trouxe surpresas em relação a 2009. Florianópolis e Itajaí continuam com folga na liderança. Vinte e três cidades separam Itajaí, vice-líder do Estado, de Joinville, a terceira colocada. São José protagonizou a única mudança ao superar Chapecó e assumir a quinta posição no ranking estadual. O município da Grande Florianópolis teve o melhor desempenho entre os catarinenses. Ganhou dez posições. Criciúma subiu quatro e Itajaí uma. Todas as outras perderam espaço.

O levantamento, coordenado pelo professor Moisés Balassiano, da Fucape, escola de negócios com sede em Vitória (ES), leva em conta três indicadores: vigor econômico, oferta de cursos de graduação e pós-graduação e oferta de serviços de saúde.

A reportagem publicada pela Você S/A destaca o bom momento econômico do Brasil, com expansão de todas as regiões. Sobre Santa Catarina, a revista destaca o potencial portuário, com ênfase ao Porto de Navegantes, responsável pela maior parte das exportações da Região Sul e segundo colocado no ranking nacional de movimentação de contêineres.

LINHA DO TEMPO

Quando o assunto é oportunidades para deslanchar na carreira, Florianópolis mantém a hegemonia em Santa Catarina. Desde 2004 a cidade é a primeira catarinense no ranking nacional. No entanto, naquele ano, ocupava a décima posição, cinco posições acima da atual.

A segunda colocada Itajaí também já esteve melhor, apesar de ter melhorado duas posições na edição deste ano. Em 2004, estava na 20ª colocação, três acima do atual posto. Blumenau e Joinville têm travado uma dura batalha pela última vaga no pódio. A cidade do Vale chegou a ocupar a 38ª posição no ranking nacional, mas foi superada por Joinville nos últimos dois anos.

SC NO SUL

Se consideradas as melhores cidades para fazer carreira na região Sul, Florianópolis e Itajaí perdem apenas para Porto Alegre e Curitiba. Joinville (11ª), Blumenau (12ª), São José (15ª) e Chapecó (20ª) figuram no top 20. Criciúma aparece na sequência, na 21ª colocação.

ITAJAÍ ENTRE AS DEZ DO INTERIOR

Das 21 cidades que estão à frente de Itajaí no ranking nacional, 12 são capitais. As capitais levam pequena vantagem no comparativo, já que normalmente abrigam as sedes ou escritórios de grandes empresas e, por isso, atraem mais investimentos. Se fossem levadas em conta apenas cidades do interior, Itajaí apareceria na liderança da região Sul e na décima posição no país.


Fonte: Revista Você/SA

Com custo baixo, Bangladesh tira fábricas Têxteis da China


A estrada de oito pistas na direção de Dhaka estreita nos últimos 50 quilômetros próximos da capital, com os carros entrando numa via lamacenta, ladeada por mangues e pequenas lojas.

Mas a região não é um fim de mundo rural. Trata-se de uma localidade onde as manufaturas estrangeiras poderão se instalar no caso de a demanda por salários cada vez mais altos na China levá-las a buscar mão de obra barata em outros lugares.


Nessa área de Bangladesh já existem fábricas, onde, por trás dos portões de aço e altos muros de concreto, milhares de operários passam o dia costurando camisetas, calças e suéteres para Walmart, H&M, Zara e outras varejistas ocidentais.


Uma das empresas é a DBL Group, que emprega nove mil pessoas na produção de camisetas e outros tipos de malhas.


Os negócios têm sido tão bons que a companhia está terminando a construção de um novo prédio de 10 andares, com salões do tamanho de um campo de futebol, repletos de máquinas de costura. "Nossa família precisava de dinheiro, assim viemos para cá", disse Maasuda Akthar, 21 anos.


Precários. Como os custos subiram na China, que por muito tempo foi a grande oficina têxtil do mundo, os chineses estão lentamente perdendo trabalho para países como Bangladesh, Vietnã e Camboja - pelo menos nos setores de roupas, brinquedos e produtos eletrônicos simples, que exigem muita mão de obra, não necessitam de operários alfabetizados e que conseguem tolerar sistemas de transporte e redes elétricas precários.


Li & Fung, empresa de Hong Kong que opera com distribuição e fabricação de roupas para empresas como Walmart e Liz Claiborne, viu sua produção em Bangladesh saltar 20% no ano passado, enquanto a China, sua maior fornecedora, registrou uma queda de 5%. "Bangladesh está se tornando bastante competitiva", disse a analistas o diretor do grupo, William Fung.


O fluxo de empregos para países mais pobres como Bangladesh começou mesmo antes dos recentes protestos trabalhistas verificados na China, que resultaram em grandes aumentos de salários para muitos operários de fábricas no país - e antes das mudanças na política monetária chinesa, que também vão elevar os custos das exportações do país. Para os economistas, a migração dos trabalhadores mal pagos da China deve acelerar.


Apesar de os operários em Bangladesh e outros países em desenvolvimento também estarem reivindicando melhores salários - o que provocou choques entre a polícia e manifestantes no início da semana num centro de produção de roupas fora de Dhaka -, eles ainda ganham muito menos do que os trabalhadores das fábricas chinesas.


Menor salário do mundo. Bangladesh paga os menores salários do mundo, afirmam defensores dos direitos trabalhistas. Maasuda Akthar, um operário relativamente bem pago pelos padrões locais, ganha US$ 64 por mês. Na China, a remuneração paga nas regiões industriais situa-se entre US$ 117 e US$ 147 mensais.


"As empresas chinesas que começam a ter dificuldades são as da área têxtil, fabricantes de calçados de borracha e coisas desse tipo", diz Barry Eichengreen, professor de Economia na Universidade da Califórnia. "Muitos países no Sul e Leste da Ásia ou na América Central gostariam de preencher esse espaço."


Mas Bangladesh tem seus próprios desafios para enfrentar. Na China, a combinação de uma enorme população de trabalhadores - muitos quase analfabetos- com rodovias, ferrovias e uma rede elétrica modernas nas províncias industrializadas oferece condições que países como Bangladesh não podem proporcionar. Pequim também fornece empréstimos a baixo custo e incentivos, que outros países não têm condições de oferecer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Fonte:br.noticias.yahoo.com

Moda paulistana começa a explorar o filão das coleções ‘plus size’


A moda tamanho grande recebe destaque na passarela do Brás.
Lojistas perceberam que as 'cheinhas' querem ficar mais bem vestidas.



A coleção nova logo chega às vitrines. Hora de trocar as roupas das manequins, normalmente magrelas. Para quem tem uns quilinhos a mais, não é fácil encontrar roupa.

Esta dura realidade não deve resistir por muito tempo. Nas passarelas, as modelos desfilam as tendências da coleção primavera-verão com exuberância e estilo. Em uma loja do bairro do Bom Retiro, a especialidade é o jeans tamanho grande, com detalhes especiais.

Quem veste manequins maiores não precisa ficar fora de moda. A primavera-verão traz algumas tendências: o romântico, com bastante renda, o estilo mais casual, a roupa para trabalho, o estilo náutico e as estampas. Em uma das fábricas, a coleção já está praticamente pronta e os manequins vão do 44 até o 60.

A confecção treina os funcionários para deixar as mais "cheinhas" na moda. “Quando você usa uma roupa mais curtinha, mais ajustada ao corpo, fica mais moderna. A roupa larga deixa a silhueta muito grande e aumenta muito as proporções”, afirma a estilista Renata Valido.

Há quase 50 anos, a mãe de Antônia Koulioumba começou a trabalhar com manequins especiais. A loja só vende roupas do tamanho 50 ao 60 e deixa modelos de várias idades bem vestidas e com estilo. “Tudo o que a magrinha pode usar, a gordinha também pode usar, tendo um bom corte”, explica.

Fonte:g1.globo.com

Veja como turbinar sua produtividade e desempenho no trabalho


Atire a primeira pedra o profissional que nunca, em algum dia de trabalho, obteve um rendimento abaixo do esperado em suas atividades.


A verdade é que existem alguns dias que parece que acordamos com o "pé esquerdo" e não conseguimos render exatamente aquilo que somos capazes. Mas, o problema é quando esse dia passa a ser uma constante na vida do profissional e a queda de produtividade começa atrapalhar e interferir completamente na rotina da pessoa, dentro do trabalho e fora dele.


Motivos para esse marasmo improdutivo podem ser os mais variados. De acordo com a diretora executiva da SimGroup, Sueli Brusco, que é especialista em psicologia comportamental e automotivação, esses fatores podem estar vinculados diretamente às atividades exercidas pelo profissional na empresa. "Os motivos podem ser devido à gestão (liderança), ausência de metas, de transparência, e de falta de reconhecimento da equipe".


O consultor Carlos Contar, da Business Partners Consulting, aponta outras razões que também atrapalham o desempenho. "Os vilões no rendimento de um funcionário podem estar vinculados a falta de foco na atividade e do pleno entendimento de sua missão dentro da estrutura da própria organização. Além disso, podem estar ligadas ao relacionamento interpessoal com os colegas de trabalho".


Por outro lado, há aspectos ligados ao próprio colaborador que, por estarem passando por algumas patologias ou problema pessoal, podem prejudicar esse rendimento. "Muitas vezes temos problemas em áreas de nossa vida, como a financeira, intelectual, emocional, relacionamento familiar, relacionamento íntimo, ou lazer e acabamos direcionando essas outras insatisfações para área profissional" indica Daniela Lago, consultora em Recursos Humanos e professora em cursos de MBA da FGV.


E agora, como melhorar meu rendimento?



Especialistas e consultores em gestão pessoal, entrevistados pelo Portal Administradores, são unânimes em dizer que o profissional que passa por uma situação de rendimento abaixo do esperado nas tarefas, antes de tudo, deve buscar identificar qual é o problema que o atinge, para então, tomar a iniciativa na resolução do que causa essa constante improdutividade.


"Conheci várias pessoas que clamavam por ajuda e não eram ouvidas. Então elas reclamavam e não faziam nada para reverter a situação. Colocavam a culpa no chefe, na empresa, na cultura, no país. Passavam o dia olhando somente os erros dos outros e culpando todos pelos seus problemas. Nesses casos, se deve primeiro pensar por que isso está acontecendo. Será que é somente o trabalho ou existe outra área de sua vida que não está bem?", relata a consultora em Recursos Humanos, Daniela Lago.


Para a psicóloga comportamental Sueli Brusco, a dica é fazer um check-up pessoal para avaliar as habilidades e ter em mente como o empenho gerou tais resultados negativos. "A auto avaliação é uma maneira de perceber as nossas falhas, os pontos fracos e fortes quando desejamos superar barreiras. Sem essa auto análise, os erros podem persistir, ou os resultados virem com muito desgaste".


A busca pelo retorno à produtividade pode estar também ligada diretamente a motivação e auto estima do profissional. Às vezes, uma reciclagem como cursos, especializações e novas atualizações para a carreira, pode ajudar a elevar o rendimento no trabalho. "Por isso, o profissional deve estar sempre em busca de mais conhecimento e de aperfeiçoamento, além de outras ações que o motivem para desempenhar seu papel dentro da organização", destaca a consultor Carlos Contar, da Business Partners Consulting.


Mas quando se perceber que o problema da má produtividade é de cunho pessoal, falar com o chefe pode ser uma boa saída. "Converse com seu líder para que, se necessário, possa tirar uns dias de folga para resolver. Somos seres humanos, passíveis de erro e não é sempre que conseguimos entrar na empresa e 'desligar' dos problemas pessoais", relata a consultora Lago.




Estresse, o vilão invisível


O excesso de cobrança no trabalho, carga excessiva de atividades, prazos cursos, nível de instabilidade no emprego e a competição exagerada no ambiente corporativo, geralmente, fazem parte da vida dos profissionais e, em algumas situações, até funcionam para ampliar a capacidade de adaptação da pessoa no trabalho. Só que essas exigências podem afetam o ritmo físico e psicológico do indivíduo, gerando as chamadas "doenças de trabalho".


O estresse é um dos problemas mais comuns nesses casos e que também se torna um vilão quando o assunto é produtividade. Além de afetar o rendimento, esse mal pode ser percebido pela manifestação de alguns sintomas físicos: como fadiga, dor no pescoço e na cabeça, irritabilidade, sensação de angústia, insônia, falta de concentração e dificuldades na visão.




Para a especialista Sueli Brusco, "o estresse deve ser combatido desde os níveis iniciais, quando ele ainda não está comprometendo o desempenho. Quanto mais tarde deixar para tratar qualquer patologia, mais visível ela pode se tornar diante da equipe e causar um ambiente desfavorável na produtividade e junto aos colegas de trabalho".


Fernando Montero, Diretor de Operações da Human Brasil, empresa especializada na seleção e recrutamento de talentos, recomenda e destaca quatro fases para o funcionário seguir em momento de estresse. "Analise e conheça o que ocorre, tome a iniciativa (re) definindo objetivos, planeje a rotina de tarefas e, siga o plano (pré)-estabelecido".


E desorganização, influencia no rendimento?


Acúmulo de papéis, mesa desordenada, dificuldade na localização de documentos no momento necessário. Segundo a professora em cursos de MBA da FGV, Daniela Lago, a desorganização influencia sim no rendimento e esse pode ser o grande problema de perca de produtividade para muitos profissionais. "A organização de suas atividades contribui, definitivamente, para que o funcionário seja produtivo, afinal ele organiza seu tempo para as tarefas, planeja e faz com antecedência aquilo que é de sua responsabilidade. Vale ressaltar que apenas ser organizado ao planejar suas atividades não basta, é preciso partir para ação e gerar resultado".


O coach Carlos Contar relata que "o profissional mais organizado possui uma maior noção de prazos, tarefas a serem feitas e seus respectivos impactos, bem como, tem uma maior agilidade na rotina do dia-a-dia".


Uma medida prática para organizar está relacionada com o adequado manejo das interrupções no trabalho.

Fernando Montero, Diretor de Operações da Human Brasil, relata um desses modelos. "É conveniente se programar para uma hora de tranquilidade diária (melhor pela manhã), onde normalmente não estamos para ninguém. Este momento tem por objetivo possibilitar-lhe se dedicar nas tarefas importantes e na organização de sua mesa com tranquilidade absoluta".


Quero minha motivação e produtividade de volta!


A melhor forma para aumentar o rendimento nas atividades é fazer o que gosta, com dedicação e domínio sobre o assunto. Essa relação de aumento na produtividade está muito ligada com a motivação, por isso, buscar realizar com satisfação e prazer às tarefas diárias é muito vantajoso para alcançar os melhores resultados.


Mas se você está realizando um trabalho que não lhe agrada ou não lhe satisfaz há algum tempo, então, deve pensar seriamente sobre o rumo que sua carreira está tomando e se não é à hora de buscar novos caminhos para a sua profissão. Talvez uma atividade nova, uma mudança de foco numa tarefa ou na área. Se isso não resolver, talvez seja o momento de pensar em mudar de empresa.


Só que a especialista Daniela Lago faz uma advertência. "Vale a ressalva de que é fundamental saber o que realmente se quer da carreira antes de sair mudando de empresa. Pois não adianta nada você mudar de ambiente e levar junto sua insatisfação com o trabalho, pois os problemas na nova empresa tendem a se repetir".


A chave contra o marasmo improdutivo e a queda de produtividade deve partir de cada um, para que assim seja possível almejar sempre a melhor performance dentro da carreira.


Veja os seis pilares da auto-estima a ser praticado para reverter o quadro de desmotivação no trabalho e ser uma boa influência com os colegas, indicados pelo consultor Fernando Montero.


a) Viver conscientemente.
b) Aceitar a si mesmo.
c) Responsabilizar-se pelas próprias ações.
d) Auto afirmar-se.
e) Viver com propósito e assumir desafios.
f) Atuar com integridade e ética em suas ações.



Fonte:administradores.com.br

domingo, 18 de julho de 2010

Como saber se os clientes estão mesmo sendo bem atendidos?


A contratação de “espiões” ajuda a detectar falhas no relacionamento com os consumidores.
Um cliente um tanto estranho visitou, no ano passado, 40 lojas de móveis modulados da Todeschini no estado do Rio de Janeiro. Conversava com os funcionários, analisava com cuidado os produtos, pedia projetos e orçamentos, mesmo sem nenhuma intenção de trocar a mobília de casa. Os vendedores não sabiam, mas tratava-se de um “cliente oculto”, enviado pela fábrica para avaliar os serviços de seus revendedores — e também os da concorrência.

A estratégia se repete, em média, duas vezes por ano em algumas das 330 lojas da rede no país. Com base nos relatos dos “espiões”, a empresa já adotou várias medidas, como a padronização do formato de orçamentos e a criação de cursos para que os funcionários ampliem os conhecimentos técnicos sobre os produtos e aprendam a usar melhor o software para elaboração de projetos. “Os clientes ocultos apontam oportunidades de melhorias que poderíamos não enxergar de outra forma”, afirma Nereu Conzatti, gerente geral de vendas da Todeschini.

Os espiões de Conzatti são enviados por uma consultoria especializada. Para ditar o rumo da pesquisa, ele informa o que pretende avaliar logo ao contratar o serviço — normalmente, são fatores como o desempenho dos vendedores, a decoração das lojas e as formas de negociação do pagamento. Conforme o objetivo, muda o perfil do comprador secreto. Para avaliar o conhecimento técnico dos funcionários, por exemplo, arquitetos fazem as vezes de consumidores.

A Todeschini tem acesso aos resultados dos levantamentos por meio de relatórios. Mas há empresas que preferem receber imagens captadas por câmeras ocultas portadas pelos compradores secretos. Essa opção é mais barata porque exige menor quantidade de visitas aos pontos de venda, segundo Eduardo Macedo, diretor da consultoria especializada em varejo Gouvêa de Sousa & MD — que costuma cobrar de R$ 20 mil a R$ 25 mil pelo pacote de dez filmagens. Para aqueles que não podem gastar tanto, Macedo sugere duas estratégias. “Uma boa ideia para os lojistas é se unir em grupos para que cada um relate o que viu na loja do outro”, diz. Outra possibilidade é recrutar “espiões” entre os clientes e remunerá-los com vales-compras.

Mas de nada adianta recorrer aos clientes ocultos sem adotar medidas para corrigir as falhas detectadas, como, por exemplo, treinamentos ou padronização de formas de trabalho. E é bom lembrar que, para manter alta a motivação da equipe, não se deve expor os funcionários flagrados no erro. “É preciso deixar claro que os problemas são de todos, não de um ou outro empregado”, orienta Macedo. Mas como avaliar se todo o processo deu mesmo resultado? Chega a vez de novos espiões entrarem em ação


Fonte:revistapegn.globo.com

COSTURAR É ARTE


Conheça o dia a dia do trabalho da costureira e saiba porque o trabalho é importante para as confecções.


A arte de costurar é antiga. Segundo dados do site Wikipedia, foram encontradas agulhas primitivas feitas com ossos e marfim, datadas de mais de 30 mil anos. Há anos foi descoberta a cidade de Çatal Hüyük e junto foi revelado que ela abrigou a primeira civilização que se preocupou com roupas por motivos estéticos, valorizando a costura. Antes se acreditava que os sumérios e os egípcios tivessem sido os primeiros a terem esse tipo de preocupação.
Ao longo dos anos, a profissão foi se desenvolvendo e apesar das dificuldades que vem enfrentando nos últimos tempos, a costureira continua sendo e sempre será peça-chave para o setor confeccionista e não é a toa que Lela Barbosa Torre, sócia da marca de moda infantil Chicletaria diz que elas são a alma do negócio. "Queremos roupas que vistam bem e tenham acabamento impecável. Nossas costureiras não são só profissionais, são pessoas qualificadas que fazem parte da história da marca, haja vista que temos costureiras que estão conosco desde o nosso início, há 30 anos!", conta.
Para Pedro Eduardo Fortes, diretor executivo do Sindivestuário (Sindicato da Indústria do Vestuário de São Paulo), a costureira é fundamental para qualquer confecção, pois sem ela não é gerado o produto. Mas como nem tudo é flores, essa profissão que é bem vista na cadeia produtiva e que leva consigo boa parte da responsabilidade sobre a qualidade do produto, não está sendo seguida pelas novas gerações. "As principais dificuldades para a contratação de costureiras é a falta de profissionais no mercado, pois a cada ano menos profissionais se voltam ao setor, procurando atividades menos desgastantes. Na confecção o trabalho é constante, intermitente, que exige qualidade, produtividade, e se outro setor oferece condições financeiras iguais, a costureira prefere mudar de ramo. Formamos profissionais, principalmente no SENAI, mas não é suficiente para atender a demanda das industrias", explica Fortes.

Qualificação profissional
Escolas em todo o país investem em cursos voltados para a área de costura, buscando o aperfeiçoamento da profissão. Um dos exemplos é a Escola de Moda Sigbol Fashion, que oferece os cursos de Piloteira e de Costura e Acabamento em vários níveis. "De um modo geral, em todos os cursos da área de Modelagem e Costura, o aluno aprende a costurar peças de acordo com o objetivo do curso. Buscamos fazer com que o aluno entenda o processo de fabricação da peça do vestuário do princípio ao fim, além de se familiarizar com os aparelhos e acessórios de máquinas, que possam facilitar e agilizar a produção, proporcionando qualidade na costura", conta Aluízio Freitas, diretor da escola.
Aluízio acredita que quanto melhor qualificado o profissional, maior a possibilidade de obter uma vaga na hora da contratação. "É importante que a costureira, além de saber costurar, conheça também tecidos, máquinas e seus respectivos acessórios, montagem das peças, e até mesmo a modelagem, pois isso certamente fará a diferença numa trajetória profissional".
O SENAI de Santa Catarina também oferece cursos profissionalizantes voltados para quem tem interesse em ingressar na profissão ou se atualizar. Evelina Bauler, diretora adjunta do SENAI em Blumenau, acredita que a principal dificuldade das costureiras é com o passar dos anos, já que as profissionais estão se aposentando e os jovens que estão iniciando suas profissões não querem mais ser costureiros ou costureiras, ou seja, para eles é mais importante dizer que são secretárias ou balconistas, do que serem costureiros.
Santa Catarina conta com 6.415 confecções de artigos de vestuário e acessórios e 49.250 operadores de máquinas para costura de vestuário, segundo fontes do MTE - RAIS 2008. Diante deste cenário, a proposta do SENAI no estado é oferecer condições de competitividade ao setor industrial e de empregabilidade aos trabalhadores. "Se há demanda por determinado profissional, como é o caso das costureiras, nós realizamos os cursos. É um benefício para empresas e trabalhadores", diz Bauler.
O Sindvest Maringá também se preocupa com a formação de suas costureiras e realiza mensalmente cursos, palestras e treinamentos, visando o crescimento das indústrias e a profissionalização do setor na região. "Contamos com uma parceria com o SENAI de Maringá e com a Prefeitura para a qualificação gratuita de mão de obra", enfatiza Carlos Roberto Pechek.

O que dizem as peças-chave das confecções?
Geralmente trabalhar com costura surge de uma necessidade financeira ou até mesmo por puro hobby. Um grande exemplo é a costureira Maria Edna Leite Machado, que trabalha com costura há 20 anos e há 4 possui sua própria oficina. "Sempre tive vontade de aprender a costurar e ficava curiosa quando via os outros costurando. Eu adoro costurar e quero me aperfeiçoar mais, por isso estou fazendo um curso de Corte e Modelagem na Sigbol, aos sábados". O dia a dia de trabalho de Maria Edna é sempre corrido. "Retiramos nas confecções do Brás com quem trabalhamos os tecidos já cortados, e quando as peças ficam prontas, entregamos para eles. A oficina funciona das 7h00 às 17h00, mas eu sempre fico um pouco mais, até finalizar o serviço do dia. Além de costurar, ainda cuido de casa e das crianças". Apesar da correria, a costureira não esquece da qualidade. "As confecções buscam numa costureira perfeição nas peças, a costura não pode ser malfeita e o local de trabalho tem que estar sempre limpo".
Maria de Fátima Araújo Barroso, costureira e gerente da confecção Yinveja, trabalha como costureira há 30 anos. "Não foi uma escolha, na verdade comecei como ajudante numa empresa de costura e no segundo dia de trabalho o proprietário me passou para a função de costureira e aí fui aprendendo aos poucos". Fátima, que não gosta muito de costurar, diz que fica satisfeita quando vê o resultado de seu trabalho. "Tem dias que trabalho muito e outros que são mais calmos. Trabalho de segunda a sexta-feira e costuro o dia todo, pois a roupa já vem cortada. Quando passo o dia todo costurando, à noite ainda sonho que estou trabalhando e no outro dia já acordo cansada".

O que as confecções esperam do profissional da costura?
A cidade de São Paulo conta com cerca de 4.500 confecções, sendo 87% de micro e pequeno porte, tendo até 50 profissionais em seu quadro de funcionários. Entre elas estão a Chicletaria, a Yizzia e a Ynveja, que conhecem bem as dificuldades em encontrar profissionais, já que com a falta de procura, cresce a demanda. Lela Barbosa Torre, sócia da Chicletaria, grife de moda infantil, procura costureiras caprichosas e atentas aos detalhes, já que costuras bem acabadas e elaboradas costumam encantar os clientes. "Somente com peças bem costuradas é que nós conseguimos nos diferenciar de outras confecções, portanto a costureira é importante para o sucesso de uma marca". Lela ainda diz que a dificuldade está exatamente em encontrar profissionais com esses traços de personalidade, ou em treinar as demais para que primem pelos detalhes e acabamento perfeito. "Só profissionais totalmente comprometidos conseguem cumprir essa exigência".
Laura Chang, diretora da Yizzia, espera das costureiras que trabalhem com ela, carinho e cuidado especial em relação à marca. "Só consigo trabalhar com bom relacionamento com elas e principalmente com muito respeito. O que nós buscamos são profissionais que trabalham para elaborar peças perfeitas, reunindo estilo, beleza e qualidade, já que são muito importantes no processo".
Ronildo Pereira de Araújo, sócio-proprietário da confecção Ynveja espera das suas costureiras mão de obra de qualidade, com bom acabamento, serviço limpo e bem feito, além de rapidez na entrega. "A principal dificuldade que enfrentamos hoje é encontrar costureiras. Pelo que tenho observado, a costureira está em extinção. Os jovens não se interessam pela profissão".
O representante das cerca de 1.200 indústrias confeccionistas de Maringá e região, no Paraná, através do Sindvest Maringá (Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá e Região), Carlos Roberto Pechek, presidente da entidade e proprietário da Chek Confecções e da Zapp Confecções, afirma que as confecções necessitam de profissionais que conheçam, pelo menos, o básico da costura, como colocar linha na máquina, saber manusear mais de um maquinário e, principalmente, gostar da profissão e ser comprometido. "O setor é carente de mão de obra qualificada. Desta forma, uma costureira capacitada não encontrará dificuldade em arrumar emprego". Hoje Maringá e região contam com aproximadamente 18 mil costureiras. Apesar disso, ainda existem em torno de 2 mil vagas para o cargo de costureira nas cidades.

Representante em São Paulo
Representante de peso da profissão, o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, que surgiu como uma associação de trabalhadores que atuavam na indústria de costura de São Paulo, e em 17 de setembro de 1952, recebeu a Carta Sindical oficializando a entidade como Sindicato, defende os interesses da categoria. Eunice Cabral, presidente do Sindicato, é também presidente da CONACCOVEST/Brasil (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, de Vestuário, de Couro e Calçados); vice-presidente da Força Sindical; vice-presidente das Américas da International Textile, Garment & Leather Workers Federation; entre outros cargos importantes. "O Sindicato oferece cursos de qualificação; orientação na questão de saúde e segurança no trabalho; palestras; orientação quanto aos direitos e deveres do trabalhador; encontros mensais no Sítio Escola, em Mogi das Cruzes; e assistência médica", conta Cabral.
Em São Paulo, conforme Lei nº 14485, da Câmara Municipal de São Paulo, sancionada em 19 de julho de 2007, o Dia da Costureira é comemorado em 17 de setembro e não no dia 25 de maio, como diz o calendário nacional. Eunice Cabral diz que o Sindicato está lutando para tornar a data em setembro reconhecida nacionalmente.

Pisos salariais em São Paulo e em Maringá
Em São Paulo, os pisos salariais das costureiras são: Entrante R$ 520,00; Não Qualificado R$ 583,15; Qualificado R$ 766,12; e Diferenciado, que engloba as funções de costureira piloteira, riscador, encaixador, operador de máquina de corte, operador de CAD/CAM, estilista e modelista, R$ 850,65. "Hoje o piso da categoria Costureiras é um dos maiores do país e o nosso piso em São Paulo, do Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, no setor, é o mais alto do Brasil", destaca Eunice Cabral.
Pedro Fortes acredita que a profissão é valorizada. "Procura-se dentro do possível, dentro da realidade do mercado, prover de remuneração compatível com outras categorias, procura-se estender benefícios, desde que o custo seja compatível com o preço a ser absorvido pelo mercado".
Em Maringá, segundo a convenção coletiva do setor, o piso salarial da profissão é de R$ 600,00.






SAIBA ONDE ESTUDAR A ARTE DA COSTURA:

São Paulo
Sigbol Fashion - (11) 5081-6361
SENAI Vestuário - (11) 3361-3787
Instituto da Costura - (11) 3842-7060

Minas Gerais
SENAI MODATEC - (31) 3484-9902

Santa Catarina
SENAI SC - (48) 3231-4100

Pernambuco
Escola Técnica SENAI Caruaru - (81) 2103-2775

Paraná
Escola Técnica de Corte e Costura Kaefer - (41) 3222-0291
SENAI Paraná (Umuarama) - (44) 3626-8478

Goiás
Escola de Corte e Costura Exato - (62) 3941-0118
Fatec Senai Roberto Mange (Anápolis) - (62) 3902-6200

Rio de Janeiro
Esca (Escola de Costura e Artesanato) - (21) 3826-1847
SENAI / CETIQT - (21) 2582-1001

Pastelaria do Charlão x Logistica


PASTELARIA DO CHARLÃO X LOGÍSTICA


A Pastelaria do Charlão entende de Logística como ninguém. Sempre que vou buscar umas dessas delícias para comer em casa fico admirado pela complexa operação que acontece simultaneamente.

Enquanto aguardo lá fora devido ao grande problema de espaço que ele tem, agravado pelo entra e sai de clientes, fico observando o caminhão de entrega de materiais primas (massas de pastel, frios, pães para lanches, sorvetes, refrigerantes) executando a logística inbound da pastelaria. Há um gerente de Logística conferindo a carga (o que julguei ser a mãe do Charlão). Enquanto os clientes estão fazendo pedidos ao gerente de produção, o próprio gerente dá um simples giro de 180º e está de frente para a chapa onde hambúrgueres estão soltando a gordura e fazendo aquele barulhinho (o mesmo que faz quando se abre uma latinha de cerveja: ttttsssss). A sua direita está o tacho de óleo quente para fritar pastéis e logo abaixo um gabinete refrigerado com os pastéis preparados conforme a demanda que ele sabe em sua planilha Excel que fica dentro do seu cérebro sobre o que vende mais em que dia e qual é a quantidade, bem como os picos de venda em determinados horários conforme o horário de ônibus no ponto que fica em frente a sua pastelaria.

Parece uma confusão danada, mas é bem assim que a Logística dele funciona e que muitas organizações não conseguem executar. Ao girar do balcão de atendimento para a chapa quente e o taxo de óleo, vejo um exemplo fantástico de Lean Manufacturing (tudo ao alcance das mãos). Uma simples abertura de portas e lá está o pastel no sabor, na quantidade, no tamanho padrão e no tempo mínimo que o cliente quer e está disposto a pagar. Ahhh… mas ele não é uma indústria que tem setup! Engane-se você que não percebeu a abertura de troca de óleo, bastando-se colocar um tambor ao lado do tacho e o óleo cai por gravidade no tambor (aproveitamento dos recursos disponíveis como gravidade são alternativas excelentes para a geração de energia).

O cliente sai satisfeito, pega seu ônibus de barriga cheia, cheirando à gordura, mas feliz pelo bom atendimento e ainda diz: “Eita pastel gostoso!”.

Finanças recebe à vista. Aquele que tem boa frequência e fidelidade costuma ter carteira de créditos para pagar por semana/mês. Você fica sabendo das novidades da cidade e ainda sai com a fome saciada.

É a logística que sempre existiu vista de ângulos diferentes: e quando peço alguma ação simultânea no meu almoxarifado ainda dizem: “Ele pensa que aqui é pastelaria”. Penso sim que deveria ser, infelizmente ainda não temos toda a versatilidade das pastelarias, mas ainda vamos aprender com eles.



FONTE:ogerente.com.br

sábado, 17 de julho de 2010

Vai uma nota de 100 dólares aí?


Todo profissional espera ser reconhecido pelos resultados que alcança. Cabe ao líder incentivar o profissional a alcançar e a superar suas metas. Qual a forma adequada??


Recentemente, uma entrevista na revista Exame me chamou a atenção. Fiquei horrorizado com a maneira que o americano David Novak, presidente da rede Yum!, dona da Pizza Hut, usa para incentivar e motivar seus empregados. Chamado pela publicação de Silvio Santos do fast food, anda com o bolso cheio de dinheiro e a cada oportunidade dá uma nota de 100 dólares para premiar seu funcionário.


Isso, na verdade, é corrupção. É levar o funcionário humilde à situação de pedinte, que faz tudo para ganhar um trocadinho. Afinal, estamos diante de empregados, funcionários e colaboradores ou de feras domesticadas que se apresentam no circo, que se fizeram corretamente o que o domador ensinou, ganha um amendoim?


Não é isso que motiva um funcionário e sim o respeito, o reconhecimento ao seu trabalho, ao seu desempenho. O famoso agrado está lá no finalzinho da lista. Não seja um empregador que mais se parece com um domador de feras e, sim, um motivador.


Uma pesquisa feita pela Cia de Talentos no Brasil, na Argentina e no México revela que os principais motivos de escolha da empresa dos sonhos pela geração Y são: bom ambiente de trabalho, desenvolvimento e crescimento profissional. O fator remuneração só foi citado por apenas 5% dos 35 mil jovens entrevistados, com idade média de 24 anos.


Ou seja, mais do que um ótimo salário, as pessoas querem ser relevantes, reconhecidas. Salário é um prêmio ao seu esforço e dedicação, aos resultados alcançados. Para isso, o líder precisa entender que o caminho não é "comprar" o funcionário com migalhas. Que exemplo Novak pensa dar ao distribuir gorjetas entre os empregados, frangos de borracha, dentaduras de plástico e outras aberrações como essas de brinde?


A matéria da revista diz que o executivo tem uma obsessão por reconhecer o desempenho dos melhores funcionários. Será mesmo? Não consigo imaginar que o uso de métodos nada convencionais como esses sejam realmente eficazes. Todo mundo quer ganhar dinheiro, mas não é a principal meta. Quem dirá, então, trocados como recompensa ao seu bom trabalho.


Não é à toa que passada a crise, as pessoas estão ávidas por trocar de emprego. Um estudo do Hay Group, realizado com 120 mil pessoas, aponta que 59% dos profissionais buscam uma nova colocação. Esse cenário não é só resultado de salários congelados, mas também de promoções adiadas para evitar demissões durante a crise.


Se antes os funcionários eram gratos por terem seus empregos mantidos, diante do reaquecimento do mercado começam a mostrar o quanto tiveram de sucumbir. Prova disso é que repensam suas perspectivas de carreira, o que pode ser muito ruim para organizações que não conseguiram tomar as medidas necessárias para implementar programas eficazes de engajamento durante os tempos difíceis.


Agora, sejam sinceros: seu talento merece ser recompensado com notas de míseros 100 dólares?



Fonte:administradores.com.br!

Acertar o tamanho do Sutiã


Com menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido a receber o tamanho correcto e o aconselhamento adequado na compra de um sutiã, retalhistas e marcas partilham os seus conhecimentos sobre algumas das questões essenciais em torno das normas para lingerie e roupa de banho.


Retalhistas e marcas, incluindo M&S, Next, Tesco, George, Playtex e Wonderbra, uniram-se numa tentativa de melhorar as normas de ajuste dos sutiãs e reduzir o volume de negócios perdido com as devoluções das clientes. Os retalhistas foram levados a partilhar os seus conhecimentos, depois de um recente relatório da organização de consumidores Which? ter descoberto que menos de uma em cada três consumidoras no Reino Unido recebeu o tamanho correcto e o aconselhamento adequado quando comprou um sutiã.

A pesquisa “Bra Fitting? No it isn't” descobriu que, de um total de 70 provas numa equipa de voluntárias, avaliadas em relação a um conjunto de critérios mensuráveis como ajuste correcto da base do sutiã e da copa, 18 receberam nota zero.

A resposta da indústria foi um seminário para procurar formas de se envolver num debate mais amplo para alcançar uma norma adequada, que dê às clientes o que elas querem. «Não só o tamanho médio do busto das mulheres no Reino Unido aumentou 30% desde 2003, de um tamanho padrão 34B para uma copa actual 36D, mas 80% das mulheres estão a usar o tamanho errado de sutiã», revelou Julie King, directora do departamento de moda e têxteis na De Montfort University.

Presidindo ao seminário “'Shaping up for lingerie & swimwear - defining the challenges, exploring the solutions”, Julie King observou que o aumento nos seios maiores e um aumento de 31% nos procedimentos cirúrgicos de implantes mamários nos últimos anos «representam um verdadeiro desafio para os fornecedores de lingerie darem às mulheres o suporte fundamental e certo que elas precisam»

Ed Gribbin, presidente da Alvainsight, uma divisão da Alvanon e uma autoridade mundial em tamanho e vestir, concorda que «85% das consumidoras queixam-se de que não conseguem encontrar um sutiã que se ajuste correctamente». Mas alertou que o “servir” é uma questão complexa quando se trata de sutiãs e roupa de banho com copa.

Os grupos de foco de consumidores têm mostrado que o conforto, suporte e funcionalidade são responsáveis por apenas 30% da percepção de “servir” das mulheres, enquanto 70% acham que “servia” se tornasse a sua aparência mais atraente. «As consumidoras vão aguentar a dor se lhes der boa aparência», afirmou Gribbin. Segundo o presidente da Alvainsight, o dimensionamento não é uma questão linear e aumentar um tamanho padrão 34B linearmente não vai funcionar – na realidade é aqui que se origina muita incoerência no dimensionamento, na medida em que diferentes fornecedores usam diferentes regras de classificação.

Existem também dificuldades comerciais na produção de um sutiã para tamanhos maiores, num clima económico onde o custo relativo do vestuário está a diminuir. «Isso não corresponde à quantidade de conhecimentos, trabalho e recursos que são necessários para produzir um sutiã até ao tamanho de copa K», explicou Pat Conway, especialista em estilos grandes na Acestyle, um dos maiores produtores de vestuário íntimo em Hong Kong. Os projectos de sutiãs bem sucedidos para pessoas mais fortes dependem da compreensão dos problemas encontrados pelas mulheres com busto maior e «o que fica bonito num 34B pode parecer incongruente numa copa G».

Conway pediu aos designers para irem às compras com uma amiga ou modelo com copa G+ e participarem em diversas sessões de prova, para ser possível determinar o que funciona e o que não. A criatividade pode ser alcançada através da escolha certa de tecido e acessórios, evitando «um monstro acolchoado». No final, Conway sublinhou que «queremos conseguir “firmeza” e não “tensão” com um ajuste consistente».

O fabricante de vestuário íntimo DB Apparel UK baseia todo o design e desenvolvimento dos seus sutiãs para marcas como Playtex, Wonderbra e Shock Absorber no feedback que recebe dos seus grupos de foco de consumidores. Linda Bentley, gerente de contas nacionais para encomendas postais na empresa, disse que a sua pesquisa mostra que, para além de possuir 15 sutiãs em média, as senhoras em geral compram sutiãs para diferentes necessidades.

«Mas, apesar do design estar correcto», considera Jochen Balzulat, director de digitalização corporal em 3D na Human Solutions, parceira de tecnologia da Assyst Bullmer, «ao fim e ao cabo, o lucro é a razão pela qual fazemos o que fazemos». Usando os dados de medição de scanners corporais e integrando-os com as tecnologias CAD e CAM, as empresas de lingerie podem melhorar a velocidade, eficiência, vestir e a comunicação em toda a cadeia de aprovisionamento.



Fonte:.portugaltextil.com

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bahia vai sediar Encontro estadual e Seminário Nacional da Moda


Com representantes governamentais e de destaque no setor, Encontro estadual e Seminário Nacional de Moda serão realizados respectivamente em agosto e setembro, em Salvador. Reunião no dia 13 de julho, a partir das 14h30, reúne representantes governamentais e do setor envolvidos na organização do evento.

Reconhecer a moda como cultura, identificar a cadeia produtiva, pensar e criar políticas públicas para o setor. Esses são os principais objetivos do 1º ENCONTRO DE MODA E CULTURA DA BAHIA e SEMINÁRIO NACIONAL DE MODA. O Encontro acontece em 27 e 28 de agosto de 2010, e o Seminário será no mês de setembro.

Iniciando o processo de discussões sobre os temas desses eventos, especialistas, designers e artesãos de moda que coordenam a organização do Encontro estarão reunidos nestaterça-feira, dia 13/07, a partir das 14h30, no plenário da CDL - Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador. Na reunião estarão presentes a chefe de representação Nordeste do Ministério da Cultura, Tarciana Portella, a jornalista e consultora de moda, Cristina Franco e representantes da Secretaria de Cultura do Estado, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, SEBRAE, CDL, SENAI, dentre outras instituições que apóiam as iniciativas.

Além de iniciar o processo coletivo de elaboração de propostas para políticas públicas que abordem, por exemplo, a identidade cultural na moda, o mercado local, o ensino de moda ou para ultrapassar gargalos como o da difusão do design de moda como diferencial de valor para nossos produtos, o 1º ENCONTRO DE MODA E CULTURA criará um Colegiado Setorial de moda para a Bahia e definirá os representantes locais para o também inédito SEMINÁRIO NACIONAL DE MODA, que acontecerá em setembro em Salvador.


Fonte:jornalfeirahoje.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Faltou na nossa seleção, não deixe faltar na sua equipe


Faltou na nossa seleção, não deixe faltar na sua equipe


Tentando aproveitar para aprender com a participação brasileira na copa do mundo, tem muita gente listando um punhado de atitudes ou escolhas que consideraram erradas nessa seleção. São muitos, mas não vamos polemizar. Queria comentar apenas um aqui e fazer um paralelo com a vida corporativa.

Na minha opinião, um dos erros claros na derrota do Brasil para a Holanda foi a falta de comando em campo. Dentro da equipe, no momento de dificuldade, não houve um jogador ou grupo de jogadores que chamou a responsabilidade para si e comandou uma retomada. O grupo se abateu de forma homogênea. Sumiu. Kaká, o líder natural, se escondeu. Robinho, pela liderança e pelo primeiro tempo jogado, também sumiu. Júlio César e Lúcio, que vinham liderando o time por muitas vezes, não tiveram forças. Faltou alguém brilhar e reeditar o espírito do futebol brasileiro. Precisava ser o capitão? O mais velho? O mais famoso? Não.

Em situações de crise, como o caso desse jogo, ou em situações atípicas, é interessante observar a liderança. Em muitos casos, os mais experientes e preparados são os que puxam a fila, mas isso não é regra, muitas vezes alguns jogadores que não estão no primeiro escalão mas que passam por um bom momento no jogo, podem e devem fazer este papel, de chamar o grupo, chamar atenção, corrigir posicionamentos, buscar jogadas, etc.. Foi o que faltou ao nosso time. E essa reação é em cadeia, o comportamento positivo de um contagia o colega.

Nas empresas temos situações correlatas também, como em projetos específicos ou em situações fora de rotina, sejam de crises ou não, quando surgem oportunidades para pessoas que não estão também no primeiro time de liderança da empresa de dar um passo a frente e comandar a situação, projeto, situação. Vejam no post anterior que é estes são bons momentos para praticar e observar liderança. Nesses momentos, a omissão é o maior problema, o achar que o outro vai fazer, e o projeto ou comitê andar de lado e não progredir. A atitude certa é puxar a fila, mostrar iniciativa, e tirar o melhor proveito da situação.

No futebol ou nas empresas, puxar a fila e mostrar o caminho ainda faz muita diferença. Sorte que nas empresas não precisamos esperar 4 anos pra tentar de novo, não é mesmo?


fonte: vocesa.abril.com.br

A importância do líder comunicador


No ambiente corporativo, a comunicação é o fator essencial na hora de atingir metas e alcançar resultados. A boa comunicação entre a equipe favorece o andamento das atividades e o líder comunicador tende a sustentar com maior facilidade um grupo estruturado e eficiente.


Uma recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvido pelo Project Management Institute Brasil (PMI), comprovou que em 76% das empresas pesquisadas, o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. A pesquisa também aponta que fracassar em um empreendimento é perder muito dinheiro, pois, para 46% dos empreendimentos o investimento foi de 1 a 10 milhões de reais no setor de projetos.


Esses dados refletem um problema que, por parecer simples, quando deixado de lado, pode se tornar o motivo da queda de uma organização. A maioria das empresas ainda sofrem com grandes falhas na comunicação, e o problemas nem sempre estão ligados às ferramentas utilizadas para trabalhar com os colaboradores internos.


Muitas vezes, o modo como essa comunicação é trabalhada por seus lideres e gestores é o principal fator que declina a qualidade da troca de informações para otimizar o trabalho dentro de uma organização.


Lembre-se que as formas de comunicação podem ser expressivas, verbais e não verbais e, se expressada de maneira entendível, é possível que essa troca de informações gere um relacionamento mutuo com o próximo. Por isso, o primeiro conceito fundamental de importância no sucesso da comunicação, ligado a idealização de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional do interlocutor.


É importante lembrar que o nosso corpo também fala. A linguagem corporal é uma ferramenta que pode deixar a troca de informações mais natural. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa escutar um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica e não há nada de errado com isso, pois os seres humanos são seres emocionais.


Portanto, para liderar uma equipe com sucesso, é fundamental que o líder tenha uma comunicação eficaz, do contrário, a empresa correrá o risco de seu planejamento não sair do papel. Sobretudo, o líder tende a exercer influência sobre a sua equipe, e, para isso, a habilidade em comunicar e fazer-se entender é essencial para o sucesso do grupo.


É muito importante saber e estar consciente daquilo que "tornamos comum" e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal, ou seja, a maneira como nos comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento. Assim, ao utilizar a comunicação de forma eficaz, sua empresa possivelmente passará longe do índice de negócios que não deram certo pela falta de clareza em suas trocas de informações.



Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, Editora Gente, disponível em Audiolivro – Ed. Nossa Cultura.


Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hering é a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME


São Paulo - A Hering foi escolhida a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. Criada há 130 anos em Blumenau (SC), a empresa conseguiu equilibrar, em todos esses anos, o desafio de uma estabilidade assombrosa com mudanças radicais. A empresa continua sob o controle da mesma família e atuando no mesmo ramo - o têxtil. Seus produtos vestem os consumidores brasileiros há pelo menos três gerações.


Para continuar crescendo, a empresa apostou em uma mistura de moda, marketing agressivo e preços compatíveis com o bolso da classe média. No ano passado, a companhia faturou 513 milhões de dólares - 31% mais que em 2008. A empresa também investiu em uma rede de lojas próprias e franqueadas, que deve encerrar 2010 com 325 unidades. Os planos são de superar 400 pontos de venda antes de 2013.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (5/7), em São Paulo. O prêmio foi recebido pelo presidente da empresa, Fábio Hering, das mãos do presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.

Em seu discurso, o empresário relembrou a trajetória pioneira da companhia, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880. Além de ser a primeira malharia brasileira a exportar seus produtos - na década de 1960 -, a empresa também soube se reposicionar para continuar no gosto dos brasileiros. "Nos últimos anos, reinventamos nossa essência ao nos voltarmos para o varejo", afirmou.

Hering tomou o prêmio como "um presente" aos 6.000 funcionários da companhia, seus fornecedores e acionistas. "Com 130 anos, temos muita história para contar, mas, acima de tudo, temos muito mais história para realizar", afirmou.


Fonte:portalexame.abril.com.br

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Os três mosqueteiros da gestão de pessoal: motivar, reconhecer e recompensar


A construção de líderes é um processo gradativo e de consciência. O gestor de pessoal é uma ponta fundamental no sucesso das estratégias da empresa. Sem um bom líder, não há motivação, tampouco produtividade e muito menos reconhecimento. Esses três pilares são capazes de tornarem uma ação ou simples evento em sucesso pleno.


A ambição de atingir mercados, metas e abocanhar concorrentes tornam a empresa tão cega que os erros aparecem na base, na estrutura, na gestão pessoal. Portanto, quem ainda não percebeu que a estratégia das vendas e do negócio dependem da motivação está perdendo alguma fatia do mercado ou patinando em ações erradas. Pois, o discurso da empresa não está calcado apenas no planejamento e na criação de metas. É preciso incorporar a alma nas ações. Primeiro credibilizar a equipe e ela o produto. Isso quer dizer, legitimar no sentido de mostrar quão ela é capaz de promover avanços.


Esse gerenciamento deve estar alinhado com uma boa gestão pessoal. Mas por quê? A resposta é simples: o ser humano é impulsionado pelo estímulo. Qualquer organização é composta de pessoas capazes. Algumas são mal gerenciadas, nem gerenciadas são. É nessa fluida engrenagem que o negócio é sustentado e executado. Portanto, senhores do mercado, mãos a obra e olhos voltados à equipe.


Pois bem, se a motivação é a base da produção e o único estímulo que você dispõe é o salário do funcionário, ele automaticamente vai produzir de acordo com o que você paga. O endomarketing está na mesa para trazer resultados, não só para comunicar. A comunicação é fundamental, principalmente aquela direcionada à valorização do quadro efetivo. Mostrar que a equipe também é parte da mensagem é algo genial, e hoje em dia fator de mudanças.


Não adianta fidelizar o consumidor, isso já descobrimos como fazer. A questão é comprometer o público interno para que a imagem da corporação não tenha ruídos, e todos que lá trabalham sejam realmente felizes e produtivos. Ao invés de primeiramente cobrar metas, estimule o empenho.


Muitas apostam em premiações como viagens, bônus e prêmios em geral para quem alcança a meta. Não é um erro. A questão, não é só entregar o prêmio ao funcionário. O ideal seria reconhecer pessoalmente cada um que superou suas metas individuais. Essa habilidade do gestor é o que chamamos de corpo a corpo. Isso se faz sem gerar custos à organização. Um gesto de aperto de mãos, uma salva de palmas, uma placa comemorativa ou uma notinha no jornal interno, custa quanto? E significa quanto em retorno?


Ousar no mercado pode ser um risco, mas ousar internamente buscando o comprometimento do setor pessoal jamais será arriscado. O marketing de incentivo, portanto, não está baseado tão somente em premiações em valores, mas também em inter pessoal. É normal encontrar funcionário que é top de vendas. Ele recebe todo mês o bônus de recompensa. Mas o direitor mal sabe o nome dele. Talvez, com ele valeria trocar o prêmio em papel, pelo abraço do chefe diante da equipe, ou um jantar entre colegas.


Por isso, ao pensar em gerenciar o setor de recursos humanos, preste atenção nas pessoas. Estão nelas as chaves do desempenho, o valor da empresa. Os resultados tendem a aparecer com as novas técnicas na rotina do RH. Ouse, credibilize, venda mais!


* Sueli Brusco é sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento. Também é socióloga e psicóloga, especialista em Programação Neurolingüística, psicodrama, psicologia comportamental, marketing pessoal, marketing político e automotivação. É oradora motivacional de cursos e workshops sobre Desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Fonte:administradores.com.br

Moda x profissionalismo


Como as marcas em ascensão se preparam para encarar a concorrência do mercado
O que é estar na moda? Bom, para muitos é questão de personalidade, mas para estilistas e empresários significa negócios. Tecidos errados, acabamentos mal feitos a até mesmo acessórios inadequados numa coleção podem acabar com o trabalho de uma marca. Ser "fashion", mesmo que a confecção seja modesta, é estar atento ao mercado.

Para ter sucesso no setor é preciso encará-lo com profissionalismo. Da pequena à grande empresa cabe a tarefa de pesquisar e identificar no cliente o que é mais adequado dentro do seu público alvo. Não importa se o produto for um vestido de festa, uma calça jeans ou um camiseta de algodão. Tudo deve ser pensado uma, duas ou três vezes. Ao final do processo, é um cliente que se ganha.

Na 39 edição do Encontro de Moda, em São Paulo, 130 marcas de oito estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul) apresentaram a lojistas o que estará nas prateleiras na temporada primavera/verão.

O que se viu não foi um festival de grifes, como as participantes do Fashion Rio ou da São Paulo Fashion Week, eventos já consagrados na indústria da moda. Quem passou pelo Expo Center Norte conferiu o que é moda para marcas pouco conhecidas nos grandes centros.

Da empresa com artigos tradicionais do Ceará à grife mineira, nada escapou dos olhos atentos de compradores de todo o país. E o que eles estavam procurando? Qualidade. Segundo Carlos Vaintraub, organizador do Encontro de Moda, a feira credencia os expositores para o mercado mais competitivo, já que para garantir um estande é preciso provar que a marca atende às exigências do setor.

Nos estandes, não há lugar para amadorismo, afinal as peças são reviradas de todas as maneiras à procura dos detalhes de acabamento e modelagem. E para que o trabalho seja satisfatório tudo passa pela assessoria de parceiros como Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Profissionais atentos ao mercado dão dicas fundamentais, que vão desde à estrutura da empresa, público-alvo e tendências de moda. O trabalho é árduo, mas ao final de mais uma coleção o resultado se traduz em vendas.

Na última edição do Encontro de Moda, cerca de R$ 15 milhões em negócios foram firmados na feira. Os números de 2010 ainda não foram fechados, mas estima-se um resultado ainda melhor, já que na edição passada São Paulo registrou inúmeros problemas causados por inundações, o que teria prejudicado o evento.

Para janeiro, quando ocorrerá a nova edição da feira, o Encontro de Moda promete focar no jeans, além de apresentar aos lojistas novas marcas e etiquetas selecionadas.

Tendências

Nas araras e prateleiras das marcas participantes do Encontro de Moda, o que se viu foram saias e bermudas de cintura alta, macacões de malha com detalhes em metal, a volta da renda dentro de um visual mais gótico e roupas com o aspecto "detonado".

Algumas marcas preferiram apostar em trajes mais estruturados, trazendo vestidos com várias camadas de tecidos. Casaquinhos e boleros româmticos também foram vistos, além da volta do body, hit da década de 90.

As estampas florais vieram para ficar, e as grifes apostaram nesta tendência. Elas aparecem em vestidos, principalmente os longos, e nas blusas. Para arrematar o look, são aplicados bordados e detalhes em crochê.

As roupas étnicas ganharam uma nova cara, agora com estampas de cobras com variações de cores (até o azul ganha espaço). Os looks também apresentam referências muitos bolsos utilitários, inclusive em saias.

Outra referência encontrada nos estandes do Encontro de Moda é a roupa com estampa de folhagens e bichos, imprindo imagens tropicais ao visual. Segundo Marcelo Pedrozo, do Senac, esta deve ser a tendência mais difundida na temporada primavera/verão.

Fonte:clicrbs.com.br