sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hipermercados lançam moda e marca própria em vestuário


SÃO PAULO - As grandes redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, números maiores e linha fitness com a expectativa de aumentar em torno de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro das lojas. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil representa, em média, 5,5% da receita bruta de uma grande rede do setor.

No Walmart, as ações buscam dar impulso ao segmento e são voltadas ao potencial de compra dos consumidores que não acham alternativas em shoppings. "Nosso grande diferencial são as roupas de tamanhos alternativos, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo diretor de Vendas do Walmart.

As marcas próprias no setor têxtil são apontadas pelo executivo como diferencial na hora de escolher entre lojas em shoppings e hipermercados. Com relação às importações, hoje, o Walmart importa até 20% de todo produto vendido. "Não dá para falar com precisão quanto importamos, fica sempre na casa dos 15% a 20%", afirmou.

A variedade de roupas e produtos de cama, mesa e banho cresceu 48% em 2009 com relação a 2008, de acordo com pesquisa divulgada em agosto pela Nielsen; para 2010 o objetivo é manter a projeção de crescimento.

Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro, ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem competitiva, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimento de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini. Com mais variedade, a venda de têxteis vem crescendo a taxas de dois dígitos na rede. "Nossa primeira estratégia foi mudar a percepção do público em relação às roupas de supermercado. Investimos no visual de merchandising da loja e em desenvolvimento de produtos em termos de qualidade e tendência de moda", disse Abreu.

No Walmart, a estratégia de mudança no conceito de compra de roupas do consumidor também foi feita com alterações físicas na loja. "Para desassociarmos a estrutura de hipermercado normal, criamos ambientes especiais com decoração diferente", afirmou Roxo. Sem anunciar os números, o executivo afirmou apenas que além das vendas em tamanhos especiais, o carro-chefe deste ano, tem sido a linha infantil e a surpresa positiva foi a linha fitness. "Essas duas são segmentos superbem vendidos.

Para Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcar Próprias (Abmapro), o brasileiro aprendeu a comprar marcas próprias recentemente, mesmo com esse tipo de produto ter mais de 20 anos. "O crescimento das marcas próprias prova que o consumidor busca a relação custo-benefício", diz.

Essa relação, de acordo com o especialista em consumo Roberto Meir, pode gerar 15% de economia e soma no valor agregado do produto. "A escolha por marcas próprias não é uma tendência é uma solução. Muitas vezes o cliente encontra marcas em que a qualidade é equivalente dentro dos hipermercados e passa a ser um cliente fiel", disse.

Mesmo com essa possibilidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Shoppings (Alshop) não vê os supermercados como um risco de concorrência. "Talvez seja um pouco concorrente nos shoppings mais populares, mas não acho, pelo tratamento do cliente no shopping, que essa troca aconteça", disse ele.

Mercado

Conforme o diretor presidente do Iemi, Marcelo Prado, o setor de roupas dentro dos hipermercados representa 6% do faturamento do setor têxtil - R$ 4,5 milhões por ano. "O mercado tinha potencial para crescer há alguns anos, chegou a simular um crescimento, mas parou", estima,

Redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, além de roupas de números maiores e de novas linhas de produtos para fitness, com a expectativa de aumentar em cerca de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro de suas lojas.

"Nosso grande diferencial são as roupas de tamanho alternativo, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo, diretor de Vendas do Walmart. De acordo com ele, as marcas próprias do setor têxtil são o diferencial na hora de escolher entre lojas de shopping e hipermercado. O Walmart importa atualmente até 20% dos produtos que vende nesse segmento.



Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimentos de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini.


Fonte:dci.com.br

Brasil Imparável


Com uma força laboral de 1,6 milhões de pessoas distribuídas por mais de 30 mil empresas, o Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo. Apesar da grande maioria dos produtos têxteis e vestuário ser produzida para o mercado interno, as empresas brasileiras estão a colocar mais ênfase no mercado de exportação.



A indústria têxtil e de vestuário brasileira está a registar uma evolução surpreendente, assumindo a liderança entre os países da América do Sul.

Outrora concentradas na satisfação das necessidades do mercado interno, as empresas do país estão a conquistar novos mercados e a moda brasileira é já uma referência internacional.

Actores globais no mercado de vestuário
Diversas empresas brasileiras encontram-se entre os melhores actores no mercado global de vestuário. A Vicunha Têxtil, por exemplo, é o maior produtor de denim do continente americano, segundo a directora de informação da empresa, Thais Camargo. «Apesar do consumo ter-se retraído em todo o mundo, o nosso crescimento internacional manteve-se forte nos mercados da Argentina, América do Sul e Europa, através do desenvolvimento de produtos que satisfazem as necessidades de cada mercado», explica Camargo.

A Vicunha Têxtil possui mais de 2.000 clientes activos no Brasil e mais de 700 clientes noutros países. No entanto, a directora de informação da empresa admite a existência de muitos obstáculos para as empresas brasileiras: «O Brasil é um grande produtor têxtil e também um mercado importante para o sector. Mas, como todos os outros, tem as suas dificuldades, como a falta de acordos comerciais com os EUA e a Europa, volatilidade da moeda que nos impede de estabelecer estratégias de negócio a longo prazo e a fragilidade da cadeia de produção»

Entre as principais empresas têxteis do Brasil encontram-se também a Tavex e a Coteminas e no sector de vestuário estão a Marisol, Osklen, Poko Pano e Lucidez. Fernando Pimentel, director da ABIT, refere que «a última década tem sido muito dinâmica para a indústria têxtil e de vestuário brasileira e poderíamos dizer que foi um período para que as empresas se adaptassem ao novo cenário mundial, onde não existem mais quotas têxteis. A nossa moeda, o real, tem valorizado e cada situação deve ser bem controlada para que possamos manter a competitividade em qualidade e ética». Pimentel observa ainda que existem muitos desafios a serem enfrentados no futuro: «o Brasil tem muitos problemas macroeconómicos, como elevadas taxas de juros, custos laborais e muitos impostos elevados sobre a produção. Para a próxima década, o desafio será o de inovar mais e trabalhar com os governos a fim de incentivar a produção e reduzir os impostos».

Confiança no retalho
Olhando especificamente para a procura e o retalho, apesar da confiança do consumidor brasileiro ter caído uns expressivos 21 pontos entre o segundo semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009, recuperou 20 pontos na segunda metade de 2009, regressando aos 108 pontos, de acordo com o índice global da confiança do consumidor da Nielsen, tornando a confiança dos consumidores na quinta maior do mundo.

A empresa AT Kearney avaliou o Brasil como o número um em desenvolvimento no mercado de vestuário no mundo, devido às suas grandes vendas de roupas, os gastos com o vestuário per capita (nos 490 dólares em 2009), a população jovem (60% abaixo dos 29 anos de idade), o aumento do nível de rendimentos, o aumento do poder de compra dos consumidores influenciado por maiores salários e o maior acesso ao crédito e ainda devido à sua robusta taxa de crescimento do consumo de 20% entre 2005 e 2009.

Underwear e nightwear apresentaram o maior crescimento em 2008, segundo a Euromonitor. As vendas de vestuário para bebé e criança também aumentaram e espera-se ver um crescimento mais elevado do que no vestuário adulto.

O sportswear é um excelente nicho de mercado porque os brasileiros são frequentemente activos, estando geralmente envolvidos em muitas actividades desportivas. Mas, apesar da exuberância brasileira nas praias, o local de trabalho ainda é muito conservador e o vestuário formal é sempre bem sucedido. O vestuário casual está apenas a começar a progredir no mercado.


O mercado de retalho no Brasil é muito fragmentado, constituído principalmente por pequenos retalhistas locais. No entanto, hipermercados e cadeias têm expandido extensivamente – o gigante norte-americano WalMart abriu 32 lojas em 2009 e as suas vendas subiram 4,3% ao longo do ano e a C&A opera actualmente 150 lojas no Brasil.

Segundo o Euromonitor, a procura está a aumentar mais nas classes média e baixa, que procuram produtos de moda a preços acessíveis. As marcas internacionais, como Diesel, Ralph Lauren, American Apparel, Lacoste, Zegna e Guess estão a crescer no mercado. No entanto, Sophie Dewulf da Stylesight afirma que «as marcas nacionais ainda dominam, porque têm mais a mão no pulso do gosto e necessidades brasileiras. As empresas estrangeiras são mais propensas a cometer erros ao nível de apresentar propostas de moda para as quais os brasileiros não estão prontos. O mercado da moda brasileira é mais lento na absorção».

Importações
As importações para o Brasil (não incluindo a fibra de algodão) foram, segundo a ABIT, de 3,776 mil milhões de dólares (2,76 mil milhões de euros) em 2008, comparados com os 2,883 mil milhões de dólares em 2007,.

A China é, de longe, o mais importante fornecedor do Brasil nas importações de produtos têxteis e vestuário, fornecendo 312.760 toneladas de produtos têxteis no valor de 1,404 mil milhões de dólares. A Indonésia ocupa um distante segundo lugar (168.530 toneladas no valor de 441,98 milhões de dólares), seguida pela Índia (113.600 toneladas e 270,36 milhões de dólares), Estados Unidos da América (44.430 toneladas e 210,59 milhões de dólares) e Argentina (46.670 toneladas e 196,02 milhões de dólares).


Fonte:portugaltextil.com

Santana Textiles terá fábrica nos EUA


Fabricante investe US$ 180 milhões em unidade no Estado do Texas com capacidade para produzir 60 milhões de metros de denim


A cearense Santana Textiles, uma das maiores fabricantes nacionais de denim, tecido de algodão usado na produção de jeans, está investindo US$ 180 milhões na construção de uma fiação e tecelagem na cidade de Edinburg, no Estado do Texas, nos Estados Unidos. Mais da metade do investimento (60%) está sendo bancada pelo governo dos EUA e fornecedores internacionais.


Na tentativa de atrair o investimento e ampliar a geração de emprego, a administração da cidade de Edinburg usou uma prática comum entre os Estados brasileiros na guerra fiscal: redução de impostos e oferta do terreno para erguer a construção.

Segundo o diretor da companhia, Marcos José dos Santos, pelos próximos dez anos a empresa estará isenta de imposto predial, imposto sobre valor agregado, imposto de renda e taxas. Só com benefícios fiscais, a multinacional brasileira vai deixar de gastar US$ 25 milhões no período.

Além disso, por criar 800 postos de trabalho numa cidade de 150 mil habitantes, na divisa do EUA com o México, o governo americano vai dar para a companhia US$ 3 mil para treinar cada trabalhador. A empresa brasileira será a maior empregadora da cidade. O desemprego, hoje na casa de 10% nos EUA, é a grande preocupação do governo americano. "Os Estados Unidos estão ficando pobres", brinca o executivo, fazendo referência ao grande volume de benefícios.

Ele diz que o local preferido para estabelecer a nova planta seria o México, pois as confecções de jeans ficam na América Central. Mas as vantagens oferecidas pelo governo e a proximidade da matéria-prima, sendo o Texas o maior produtor de algodão, levaram a empresa a optar pelos EUA. "O mercado do Nafta, que engloba EUA, Canadá, México e Caribe, tem 500 milhões e está entre os maiores consumidores de denim do mundo." O executivo observa também que, com a produção de fio e tecido nos EUA, a empresa escapa do imposto de importação sobre o denim, que é de 16%.

Internacionalização. A nova unidade do grupo cearense será a sexta fábrica da empresa, que tem duas unidades no Rio Grande do Norte e as outras três espalhadas entre Mato Grosso, Ceará e Argentina. O primeiro passo dado pela companhia rumo à internacionalização foi em 2007, com uma fábrica na Argentina, na região do Chaco, onde é plantado o algodão.

O início da construção da fábrica nos EUA foi anunciado oficialmente ontem, com direito a comemoração: por um dia, o nome da cidade de Edinburg será Denimburg, para lembrar a chegada da nova empresa. A expectativa é de que confecções se estabeleçam no município.

A nova planta vai ocupar uma área de 145 mil metros quadrados e terá capacidade de 60 milhões de metros lineares de denim por ano. Ela vai começar a funcionar em setembro de 2011. Hoje, com as cinco unidades em operação, a empresa familiar de capital fechado, que está há 46 anos no setor, vai produzir neste ano 100 milhões de metros de denim. O faturamento deve chegar a R$ 550 milhões. No ano passado, foi de R$ 400 milhões.


PARA LEMBRAR

Crise amplia ida ao exterior de grupos do País


Apesar da crise, 38% das empresas brasileiras aumentaram o índice de internacionalização em comparação a 2008, segundo pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral.

O ranking, elaborado desde 2006, leva em consideração as vendas, os ativos e o número de funcionários - o total e a participação das subsidiárias. Com a combinação dessas informações chega-se a um índice que mostra quão internacionalizada é a empresa.

A explicação dos responsáveis pela pesquisa para esse avanço é que a crise fez com que as empresas repensassem suas estratégias globais para ganhar posições no mercado em relação aos competidores
O grupo brasileiro mais internacionalizada é o JBS Friboi, seguido pela a siderúrgica Gerdau, com mais da metade dos ativos fora do Brasil.


Fonte:estadao.com.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O fim do limite entre o que se faz em casa e no escritório


Existe um homem novo na redação que ocupa uma mesa logo atrás da minha. Na maior parte dos dias ele chega cedo, assim como eu, e enquanto folheio os jornais, ouço um som farfalhante e o retinir de metal em porcelana, seguidos de um ruído de mastigação. Vejo que ele colocou o teclado do computador de lado e segura uma caixa da Fruit 'n Fibre nas mãos. Ele está comendo seu cereal com ar compenetrado, de olho na tela do computador. Em seguida, ele se levanta, leva sua tigela até a cozinha, lava e retorna para sua mesa.

Vinha observando o ritual que ele faz para tomar o café há algumas semanas e agora recebi um e-mail de um leitor dizendo que, no banco onde trabalha, as gavetas das mesas de seus colegas não têm mais arquivos. Estão cheias de caixas de cereais. "O que está acontecendo?". É uma pergunta interessante. Não faz sentido comer cereais no trabalho. É preciso cerca de 90 segundos para preparar e comer uma tigela de Bran Flakes em casa. A geladeira está à mão, assim como a lavadora de pratos. No trabalho é preciso fazer uma caminhada até a geladeira e você mesmo tem de lavar a tigela.

O fato de os trabalhadores contornarem essas dificuldades para comer Cheerios em suas mesas sugere que a barreira mental entre o tipo de coisas que fazemos em casa e as coisas que fazemos no trabalho entrou em colapso. Ao longo da última década tem havido uma marcha progressiva e constante de objetos, atividades e emoções dos lares para as baias, de modo que hoje quase nada pertence mais totalmente ao lar. Os trabalhadores de escritório modernos podem realizar todos os seus rituais matinais mais íntimos no trabalho. Eles aparecem de calças de ginástica, tomam uma ducha, escovam os dentes e colocam a maquiagem.

Os escritórios servem também de guarda-roupas e lavanderias, com toalhas úmidas, roupas reservas e sapatos cuidadosamente colocados pelos cantos. Na chapeleira atrás de mim há um paletó risca de giz, duas camisas, uma calça de algodão cáqui e camisetas para uma semana pertencentes ao novo funcionário.

Terminados os cuidados com a aparência, as pessoas se acomodam em suas mesas, onde são recebidas por brinquedos empalhados, tapetes, buquês de flores e, é claro, fotografias dos filhos e animais de estimação. Mesmo essas evidências da vida doméstica não são suficientes. Agora, os próprios filhos aparecem no escritório regularmente e algumas companhias permitem até mesmo cachorros.

As diferenças entre o que vestimos e como nos comportamos em casa e no trabalho vêm diminuindo consistentemente. Podemos ser ainda um pouco mais educados no trabalho, mas chorar e gritar já são coisas perfeitamente aceitáveis, assim como os jeans e as sandálias de dedo. É até mesmo normal dormir no trabalho - isso recebe o nome de power nap (algo como cochilada revigorante) e uns poucos escritórios instalaram camas ou cápsulas para dormir para facilitar as coisas para nós.

Sexo, drogas e rock 'n'roll também fazem parte da vida no escritório. O primeiro e o segundo são oficialmente proibidos, mas mesmo assim são praticados quando ninguém está olhando. O rock 'n'roll pode agora entrar abertamente no trabalho graças ao iPod, que nos permite passar as horas chatas na companhia de Mick Jagger ou algo parecido.

A tecnologia também torna mais enevoada a divisão de outras maneiras: assistimos televisão em nossas mesas, ficamos sabendo quem fez o quê na noite passada pelo Facebook, fazemos nossas compras pela internet e recebemos os talões de prestação confortavelmente pelo correio. Não sobra nada que ainda fazemos em casa, mas não fazemos no trabalho? Procurei com afinco e encontrei menos de meia dúzia de coisas. Ainda existe um tabu com a nudez no escritório e não me lembro até hoje de ter visto alguém trabalhando de pijamas. Também nunca vi ninguém pintando um quadro no trabalho, embora quase ninguém mais faça isso em casa também.

Há apenas uma coisa que as pessoas escolhem fazer em casa mas não no trabalho: dar à luz, muito embora logo isso também possa acontecer. Recentemente, uma amiga me mandou um e-mail sobre um problema de trabalho enquanto estava sendo conduzida para a sala de parto. Portando, ter um filho no trabalho parece ser o próximo passo lógico. Há uma atividade, porém, que fazemos cada vez menos no local de trabalho - trabalhar. Mas isso faz sentido: não há por que trabalhar no escritório quando podemos fazer isso com toda conveniência em casa.

Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira


Fonte:valoronline

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Malwee instala nova fábrica em Pacajus


Mais uma indústria de confecção de grande porte chega ao Ceará. Há 42 anos no mercado, a Malwee Malhas - uma das maiores indústrias de confecção do Brasil instala-se na próxima segunda-feira, dia 06, a sua sexta unidade fabril. Com a nova fábrica, que será inaugurada no município de Pacajus, a cerca de 50 quilômetros de Fortaleza, a Malwee amplia ainda mais seu parque industrial, composto, atualmente, por quatro unidades em Santa Catarina - incluindo a matriz e a Malharia em Jaraguá do Sul , e duas filiais em Pomerode e Blumenau - , além da unidade em Camacan, no Estado Baiano.

O parque fabril de Pacajus inicia as atividades com 80 funcionários diretos. As contratações continuarão, segundo a direção da empresa, em ritmo acelerado, completando mais 2.400 empregos diretos na região, nos próximos três anos, até 2013. Esses novos funcionários serão agregados aos mais de 7.200 atuais. Com a nova fábrica, a capacidade produtiva total terá incremento anunciado, em torno de 25%.

Produção

A forte atuação da Malwee no País pode ser traduzida em números: são mais de 20 mil pontos de venda, três marcas que somam um total de 12 linhas de produtos e cerca de 50 milhões de peças produzidas ao ano.

O caráter inovador marca a trajetória da Malwee, a partir da pesquisa constante das tendências da moda internacional, que são adaptadas à brasilidade, trazendo a cada coleção um pedacinho do Brasil.

Fonte:diariodonordeste.globo.com

sábado, 4 de setembro de 2010

Roupa deve ficar mais cara no fim do ano


Boa parte das grifes de moda não comenta, mas a forte alta do preço do algodão - que só este mês subiu 23% - deverá causar impacto sobre o varejo de vestuário a partir do fim do ano. "Não houve aumento na coleção de verão que já está nas lojas, mas haverá nas de alto verão, que chegam ao mercado no fim do ano", diz Janaina Machado, diretora comercial da Le Lis Blanc, grife que faz parte do grupo Artesia.

A executiva afirma que os preços das peças de algodão ficarão entre 5% e 8% mais altos. Isso se deve, diz Janaina, ao aumento no valor dos artigos de algodão principalmente no mercado internacional. A Le Lis Blanc importa da China e da Índia cerca de 15% de suas peças prontas. "Para o inverno acredito que o aumento será maior." A Le Lis Blanc possui 45 lojas e deverá fechar o ano com 49.

Alexandre Iódice, coordenador de estilo da Iódice Denim, confirma a tendência do mercado. "Nossa coleção já foi vendida para as multimarcas há três meses. Por enquanto, não houve aumento", afirma o executivo. A grife paulistana, focada em jeanswear, comercializa suas peças em 750 pontos de venda no Brasil e possui 12 lojas (sendo a metade franquia). O desafio agora, diz Iódice, é negociar com os fornecedores de denim para não precisar reajustar os preços da roupa pronta para o inverno. "Sabemos que o tecido vai subir. O que podemos fazer é economizar na engenharia de produto", diz. Ou seja, cortar custos com aviamentos e, sobretudo, no processo de lavanderia, etapa que pode encarecer o custo de uma calça jeans.

Outra que aguarda pelo reajuste nos preços dos tecidos é a grife de jeanswear Damyller, de Nova Veneza (SC), com 31 anos de mercado e confecção própria. "Temos estoque de tecido até dezembro. Para o ano que vem ainda não sabemos como ficarão os preços, mas nossos fornecedores estão comentando que haverá aumento", diz Damylla Damiani, consultora de moda e uma das proprietárias da grife. Com produção de 120 mil peças por mês, a Damyller está no varejo nacional com 76 lojas próprias. "Queremos chegar ao fim de 2010 com 80 lojas", diz a empresária. A grife não lança coleções por estação, preferindo colocar novos produtos nas lojas todos os dias.

Apenas no último ano, o preço do algodão, pela cotação da bolsa de Nova York, passou de 50 centavos de dólar por libra-peso para 85 centavos de dólar, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). "Houve diminuição da plantação de algodão, que foi substituída pelo cultivo de alimentos na China", diz Ivan Bezerra Filho, vice-presidente da Abit.

Segundo a Abit, o Brasil não é autossuficiente em algodão: produz 1,2 milhão de toneladas por ano, consome 1 milhão e exporta 400 mil. A partir de dezembro, vai começar a faltar algodão no mercado interno, que precisará ser importado.

Para o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, a saída seria o governo abaixar a alíquota de importação de 200 mil toneladas de algodão em pluma para equilibrar o mercado. "Do contrário, vai haver aumento e os grandes magazines vão deixar de produzir no Brasil para comprar peças de algodão de fornecedores estrangeiros", diz Chadad. Dessa forma, as duas pontas perdem: a indústria têxtil, que venderá menos tecido, e a de confecção, que produzirá menos. Segundo o empresário, o verão é a grande temporada de consumo de vestuário no Brasil. "Enquanto no inverno se produz 80 milhões de peças por ano, no verão esse volume chega a 6,6 bilhões."

A chegada do verão vai trazer jeans mais leves e superdesbotados para a Iódice Denim. "Além disso, teremos peças de sarja tinturadas de branco", diz Alexandre Iódice. A coleção Nice da Santana Textiles traz tecidos com 6 onças - sendo que o jeans normal costuma ter cerca de 10 onças - e tingimento próprio para fazer peças com efeito "délavé", processo de lavanderia que dá um aspecto desbotado ao jeans. A empresa também investiu em tecidos com 2% de elastano, para fazer as calças no estilo "fuseau", bem justas.


Fonte:valoronline

Você não precisa de superpoderes para ser um herói


Nos últimos textos vimos como o ambiente influi negativamente nas pessoas, levando-as a cometer maldades. Mas será que não existe a influência positiva? Conheça agora a Imaginação Heróica


Em qualquer transporte coletivo do mundo é incomum encontrar uma pessoa disposta a ceder seu lugar a uma outra - que dirá sua vida.


Em 2 de janeiro de 2007 Wesley Autrey, um operário da construção civil de 50 anos de idade, esperava o metrô junto com suas duas filhas pequenas numa estação no Harlem, Nova Iorque.


Não muito distante, Cameron Hollopeter, um estudante de 20 anos, começou a ter uma crise epiléptica e caiu da plataforma, atravessado sobre os trilhos, no momento em que uma composição se aproximava.


Enquanto uma centena de outros passantes assistia paralizada, Autrey entregou suas filhas a um estranho e se jogou atrás do rapaz. Numa fração de segundos, ele colocou-o no vão entre os trilhos e deitou-se sobre ele, esperando pelo pior.



Wesley Autrey e suas filhas
Um sobre o outro, Autrey e Hollopeter somavam 51 centímetros. O trem de 370 toneladas passou a 53 centímetros do solo, apenas dois centímetros acima da cabeça de Autrey*.


No dia 8 de novembro do mesmo ano, num bairro de classe média baixa da cidade de Palmeira, Santa Catarina, uma pequena casa começou a pegar fogo por causa de um curto-circuito.


Desesperada, Lucilene dos Santos, 36 anos, saiu à rua gritando por socorro para sua filha, a pequena Andrielli de apenas um ano e dez meses, que dormia em seu quarto.


Um vizinho que passava pela rua, Riquelme dos Santos, acalmou-a dizendo para não se preocupar pois ele salvaria a criança. Dito isso, entrou na casa em chamas e, momentos depois voltou com a menina nos braços, sã e salva. Sem dúvida um feito heróico por si só, mas ainda mais impressionante pelo fato de, na ocasião, Riquelme ter apenas cinco anos de idade† e estar vestido como seu herói favorito: o Homem Aranha.


O que essas duas histórias têm em comum, além do fato de representarem inspiradores atos de bravura? Elas mostram pessoas comuns agindo de forma incomum em situações extraordinárias.


Pessoas que, como a maioria das outras que observavam impassíveis à mesma cena, poderiam ter optado por permanecer imóveis, assistindo ao desenrolar de mais uma tragédia.


Este comportamento, estimulado pelo que Philip Zimbardo batizou de Imaginação Heróica representa, para ele, a cura para o chamado Efeito Lúcifer.


A tese defendida pelo psicólogo americano é que algumas situações têm o poder de fazer três coisas: inspirar a maldade em uns; atos heróicos em outros; ou ainda, a indiferença.


Pois a mesma situação que pode fazer com que sejamos cruéis ou bondosos, indiferentes ou zelosos, destrutivos ou criativos, vilões ou heróis. A mesma situação.


Para Zimbardo nós precisamos instilar na população o sentimento de que podemos fazer a diferença em ocasiões especiais. Ele acredita que o heroísmo é o melhor antídoto para a maldade. Ao promover a imaginação heróica, especialmente nas crianças, queremos as pessoas pensando: "Eu sou o herói adormecido e estou esperando aparecer a situação onde agirei de forma heróica".


Heróis são pessoas comuns cuja ação social é incomum, que agem em meio à passividade alheia, que abdicam do egocentrismo em nome do sociocentrismo. As chaves para o heroísmo são, portanto, agir enquanto os outros estão passivos e fazê-lo em nome da sociedade e não em benefício próprio.


Zimbardo ainda contrapõe sua idéia de Imaginação Heróica ao conceito de Banalidade do Mal, cunhado por Hannah Arendt em sua obra Eichmann em Jarusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Quando a escritora alemã descreveu Adolf Eichmann, o arquiteto do Holocausto, como uma pessoa comum que apenas recebia ordens, ela foi contra todos os que viam nele um monstruoso sociopata - além de causar revolta na comunidade judaica. Arendt classificou Eichmann como um indivíduo normal que, em situações extraordinárias, tomou decisões erradas.



Hannah Arendt
No outro extremo estariam, para Zimbardo, as pessoas que tomam as decisões certas: os heróis. Mas, ainda segundo ele, os modelos que temos de heróis são equivocados - e, talvez por isso, a idéia ainda pareça estranha à leitora.


Quando pensamos em heróis, idealizamos figuras como Gandhi, Mandela e Luther King, mas estas são pessoas extraordinárias, raras exceções na raça humana e que sacrificaram suas vidas em nome daquilo que defendiam.


Tampouco servem os heróis infantis, uma vez que são dotados de super poderes, distanciando-se bastante da pessoa comum.


Os heróis de Zimbardo são pessoas comuns, como eu e você. São os Riquelmes e Auters que habitam em nós - embora o pequeno herói não tivesse noção do risco que corria, pelo perigo da situação ou por não contar, de fato, com os poderes do alter-ego de Peter Parker. São os anônimos heróis do dia-a-dia esperando, adormecidos, sua grande chance de fazer algo diferente (e que não necessariamente representará algum risco de morte).


Porque a chance para se tornar um herói pode vir uma única vez na sua vida. E se você deixá-la passar, saberá disso para sempre.


A IMAGINAÇÃO HERÓICA E A ADMINISTRAÇÃO


Quantas vezes em nossas vidas presenciamos maldades, injustiças e covardias, sem tomar atitude alguma? Ou ainda, quantas vezes você sofreu maldades, covardias ou injustiças e ficou indignada porque ninguém fez nada? E qual a diferença entre as duas situações? Como você pode cobrar uma atitude das outras pessoas se você mesma não as toma?


A Imaginação Heróica, tal como descrita por Zimbardo, expõe essa inconsistência do nosso comportamento, ao mesmo tempo em que a sugere como antídoto para o que batizou de efeito Lúcifer.


Quantas vezes presenciamos essas atitudes negativas em nosso dia-a-dia? E por que jamais enxergamos isso como oportunidades de fazermos a diferença na vida de alguém? Por que temos sempre que racionalizar estes momentos e pensar sempre no que arriscamos perder, em vez de nos dar conta de que alguém pode estar perdendo tudo o que tem?


Nos exemplos citados, tanto Autrey quanto Riquelme arriscaram suas vidas. Por que nós não podemos arriscar nossos empregos ou relacionamentos em momentos onde isso se faz necessário. (Claro, vamos guardar as devidas proporções aqui porque, afinal, espero que no seu trabalho você não presencie pessoas morrendo todos os dias.)


Mas quando você se omite ao presenciar tais situações, está deixando o caminho livre para a proliferação do efeito Lúcifer. Além de perder uma ótima oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém. Ou mesmo na sua.


* A passagem do trem manchou de graxa seu adorado boné com o logotipo da Playboy, mas rendeu-lhe uma assinatura vitalícia da revista, oferecida pelo próprio Hugh Hefner.


† Na média, um menino dessa idade mede 107 centímetros e pesa pouco menos de 19 quilos, ao passo que uma menina de um ano e dez meses mede cerca de 80 centímetros e pesa 11 quilos. Ou seja, o herói era um palmo e meio maior do que Andrielli e carregou-a no colo, apesar de ela ter quase 60% do seu peso.


Fonte:administradores.com.br

Marcas apostam no marketing digital


Têm sido dois anos atarefados para os comerciantes de moda que procuram estabelecer uma presença digital forte. À medida que as marcas de moda começam a perceber como tirar vantagem desta plataforma, elas estão na realidade a começar a inovar no domínio do marketing digital.


No início da era digital, as marcas de moda foram significativamente lentas a arrancar quando se tratou de desenvolver as suas marcas on-line. Houve algumas excepções notáveis, como Diesel e Nike, mas a maior parte das marcas, especialmente as de luxo, estava relutante em ceder o controlo e investir em algo diferente.

Se um par de anos é muito tempo na moda, no mundo digital é uma eternidade e os últimos dois anos foram palco de algumas das mudanças mais dramáticas. A explosão das redes sociais, a blogosfera em constante expansão e um festim de poderosas novas plataformas para consumir conteúdos contribuíram para um novo tipo de web. Uma web que os comerciantes não podem ignorar.

Na esfera da moda, um dos primeiros sinais de transformação foi a súbita evolução nas marcas para sacrificarem os lugares da primeira fila na passerelle, normalmente reservados à elite da moda editorial, em favor de uma nova espécie de ambiciosos recém-chegados. Marcas como D&G e Dior ajudaram a transformar em celebridades diversos bloguistas influentes como Tavi, Boy Bryan e Scott Schuman.

Outro sinal de que as empresas de moda começaram a levar a sério a era digital foi a chegada das grandes marcas às redes sociais. Desde 2009 que uma presença no Facebook e no Twitter se tornou quase obrigatória.

Inicialmente as marcas lutavam com o conceito de plataformas sociais. Permitir aos clientes que expressassem as suas opiniões e capacidades criativas publicamente não eram ideais a que a indústria da moda aspirava. Mas hoje em dia, as marcas de moda estão a ficar cada vez mais confortáveis com os média sociais.

À medida que a compreensão e a aceitação dos média sociais evoluem, também as marcas começam a perceber como podem fazer estas plataformas trabalhar em seu proveito. E, à medida que a sua confiança cresce, também nós estamos a testemunhar, pela primeira vez, as marcas de moda a começarem efectivamente a inovar no domínio do marketing digital.

O recente lançamento pela Levi's da experiência de shopping social é um bom exemplo. Menos de duas semanas se passaram desde o momento que o fundador do Facebook Mark Zuckerberg anunciou a sua cruzada para fazer uma web onde o “padrão é social” até ao momento em que a Levi's começou a tirar partido disso.

A nova loja da Levi’s integra uma série de novas funcionalidades sociais do Facebook, permitindo que este tire partido dos gráficos sociais dos seus utilizadores. Trata-se um projecto muito bem executado e um forte sinal das coisas que estão por aparecer.

Outra marca de moda com visão de futuro é a Burberry que, sob a supervisão de Christopher Bailey, foi pioneira num novo tipo de pensamento digital para as marcas de moda de luxo. A empresa chegou recentemente aos cabeçalhos dos jornais com o lançamento da “Art of the Trench”, uma compilação de imagens apresentadas pelos seus fãs em homenagem à clássica gabardina.

Mas a Burberry reivindicou mais uma novidade para a moda. Durante a transmissão ao vivo do desfile da sua colecção de Primavera/Verão 2011, à medida que as modelos desciam a passerelle, os utilizadores podiam clicar em várias peças, adicionando-as ao seu lookbook e discutindo as colecções ao vivo via Facebook e Twitter.

Também a Uniqlo tem proporcionado excelentes exemplos de criatividade digital e a sua campanha mais recente foi genial. A publicidade Lucky Switch envolveu uma componente inteligente de tecnologia que transformava instantaneamente as imagens de qualquer website em bilhetes de lotaria. Foi ainda disponibilizada uma aplicação aos proprietários dos blogs, permitindo-lhes partilhar a oportunidade de premiar os participantes e promover a iniciativa junto dos seus utilizadores. A iniciativa gerou mais de 3 milhões de cliques e contribuiu para um aumento de 120% nas vendas.

O que faz estas marcas destacarem-se no universo digital? Infelizmente não existe uma fórmula mágica para uma estratégia digital bem sucedida. Mas uma linha comum entre estas e outras iniciativas bem sucedidas de marketing digital é que estes retalhistas colocaram o digital no centro da sua estratégia de marketing. Para estas marcas, o marketing digital não é apenas algo mais, é o elemento de marketing mais importante.

Fonte:portugaltextil.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mundo fashion alinhado com o meio ambiente


Em Nova York, mostra Going Green prova que existe um figurino verde que não sacrifica o estilo nem a ecologia


Com centenas de coleções despejando novas tendências para o ano que vem, os fashionistas são chamados a pensar no que é que suas botas ou seus jeans têm a ver com o futuro do planeta na exposição Eco-Fashion - Going Green, que o Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, exibe até 13 de novembro. Ela lembra um aspecto da moda invisível nas passarelas e vitrines: o impacto do seu ciclo de produção no meio ambiente.


Eco-Fashion intercala métodos contemporâneos de moda verde (definida como ética) com práticas usadas desde o século 18. Do item mais antigo em exibição, um longo de brocado feito por volta de 1760, a exemplares de coleções deste ano, são cerca de cem peças de vestuário, acessórios e tecidos escolhidas pela curadoria para tocar em temas como extinção de animais, processos de fabricação e reaproveitamento de tecidos, questões trabalhistas e de saúde relacionadas à moda.

Antes uma mercadoria reverenciada, hoje a roupa é, muitas vezes, tida como descartável. Calcula-se que 4 bilhões de pessoas, a parte dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta que pode gastar dinheiro em moda, consumam 250 bilhões de peças/ano. Um volume impossível de ser sustentado se a fast-fashion continuar prevalecendo sobre qualidade, manufatura e durabilidade. Uma das maneiras mais responsáveis de fazer moda ecológica é a reutilização de tecidos.

No caso de um vestido de seda do acervo do FIT e criado por volta de 1840, seu valor está na seda tecida à mão. Para um terno criado em 1960 pela Cifonelli, famosa alfaiataria europeia, usou-se o avesso de um xale com estampa de caxemira. A transformação de echarpes, suéteres e meias em jaquetas ou vestidos do belga Martin Margiela e do malinês Lamine Kouyaté são exemplos mais recentes do que os franceses chamam de "recup" e os anglófonos definem como "upcycle".

Fibras naturais, principalmente o algodão, são cultivadas com enorme quantidade de químicas - uma das primeiras razões para que a necessidade de mudanças começasse a ser reconhecida nos anos 60. O look "natural" dos hippies era associado a ambientalismo e vários elementos do guarda-roupa paz e amor, como tons terrestres, fibras de cânhamo e patchwork, são protótipos da eco-fashion de hoje.

Mas foi-se o tempo que o figurino verde era na base de túnicas e batas largas de pano cru. É possível produzir moda ecologicamente correta sem sacrificar o estilo. Além do algodão orgânico, tecidos produzidos a partir do bambu - que cresce mais rápido e é mais barato para cultivar que o algodão - e lã orgânica - em substituição à de carneiros submetidos a banhos ou injeções de pesticidas - são preferidos por designers como o norueguês Per Åge Sivertsen, o dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella McCartney.

O tingimento, que passou a ser feito com tintas sintéticas em meados do século 19, é um grande colaborador na poluição da água e do ar, causando desde irritação na pele a envenenamento por inalação de pó ou gases. Para evitar esses riscos, Eco-Fashion destaca a tecnologia AirDye, que usa ar em vez de água para fazer o corante penetrar nas fibras. Inspirando-se na antiguidade, quando as cores eram extraídas de plantas e animais, a americana Katie Brierley tingiu a seda de um longo que criou no começo deste ano com corante feito a partir da raiz de garaça, planta da mesma família que o café. E a inglesa Jennifer Ambrose usa ervas para tingir toda a sua linha de lingerie.

Crueldade. Cruel para os animais, o uso do couro natural também é nocivo para os humanos. A pele dos bichos é curtida com cromo, metal pesado que não se decompõe na natureza, e sulfetos altamente tóxicos. Mesmo o sal, usado no processo, não tem filtragem fácil e prejudica o ecossistema. Por sua vez, a opção sintética para o couro é produzida com petroquímicos, que também não são biodegradáveis. Uma alternativa sustentável nesse caso é o couro falso de microfibra com que são fabricados os sapatos da americana Charmoné, por exemplo, que tem parte da sua produção feita no Brasil.

Um longo de brim orgânico plantado na Tunísia da etiqueta Edun, fundada pelo roqueiro Bono, e outro criado pelo brasileiro Carlos Miele, de seda com fuxicos feitos pelas mulheres da Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca), lembram aspectos menos visíveis no alinhamento da moda com a ética e as questões ambientalistas. É o respeito aos trabalhadores dessa indústria globalizada - do cultivo de fibras ao transporte de peças prontas -, e a valorização de ofícios tradicionais como o de costureiras e bordadeiras.

Para desenvolver um padrão de consumo sem desperdícios, os eco-designers apontam ainda o investimento em alta qualidade e produtos duráveis. Moda ecologicamente correta pode seguir o que aconselhava a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato."

Fonte:estadao.com.br

Como funciona a engrenagem da moda


Mesmo trabalhando com os mesmo produtos, a moda se renova


As vitrinas começam a exibir nas lojas as tendências para o verão. Mesmo trabalhando com os mesmos produtos, a moda sempre se renova. Muitos leitores escrevem com a curiosidade de saber como acontece esse processo que resulta coeso, criativo e sedutor a cada nova temporada.

O percurso da moda, desde o momento da concepção como tendência até chegar às vitrinas, é longo. Um estilista chega a ter 200 colaboradores, por isso a moda não nasce ao acaso. É fruto de uma pesquisa incessante em cima do que pode virar consumo. O mecanismo é complicado e requer pelo menos três anos para chegar até a loja. O processo começa filtrando correntes que vêm das ruas, sentimentos, acontecimentos, anseios e desejos, transformando esse caldeirão cultural em tendências que unem em estilo e cores os lançamentos da temporada.

- Elaboradas as tendências, indústrias poderosas saem em pesquisa de matéria-prima. Interesses políticos, econômicos e sociais muitas vezes definem mais a moda que a criatividade de um estilista.

- A falta ou abundância de alguns pigmentos determinam as cores, mas é importante mudar, não importa o tom.

- Concluídas as pesquisas e localizada a matéria-prima, entra no circuito o chamado CCIMM, organismo que centraliza essas decisões e se comporta como um centro internacional de negócios voltado ao mercado de moda. Os "bureaux de style" (escritórios onde são elaboradas e organizadas as cores e volumes) começam a preparar os tons e as texturas de fios em diversos materiais para serem apresentados em feiras especializadas.

- Conhecidas as tendências para os fios, são desenvolvidos tecidos e estampas, tudo com base na tendência da temporada.

- Seis meses são gastos pelos estilistas para o beneficiamento dos tecidos, transformando ideias em modo de vestir. Nas passarelas, muitas vezes desfilam roupas que precisam de bula para serem decifradas, ou peças tão absurdas que fazem com que o mundo pergunte em coro: quem usará tal loucura? O motivo desse alarido é porque roupas banais não rendem manchete ou primeira página. De olho nesses preciosos espaços editoriais espontâneos, que podem revelar um nome de um dia para o outro, estilistas se permitem desvarios em troca de notícias. A roupa pode não vender, mas populariza o criador e possibilita faturar com perfumes, cosméticos e outros babados.

- Os novos estilistas internacionais, que aparecem do nada, são patrocinados por grandes indústrias têxteis japonesas, alemãs e italianas, e têm três anos para rechear com suas ideias os blocos de pedidos. Se não pintar negócios, o estilista mesmo genial fica desacreditado e pode ser substituído. Como um técnico de futebol.

- A moda não acontece se não houver divulgação. A imprensa é fundamental para que novas ideias sejam disseminadas. Por isso a importância de certos jornalistas, que acabam definindo junto a seus leitores o que pode virar consumo.

- Até bem pouco tempo atrás as blogueiras de moda eram ignoradas pela indústria da moda. Esse novo movimento consegue criar vínculos com as leitoras de uma maneira muito pessoal e as blogueiras já se transformaram em poderosas formadoras de opinião.


Fonte:clicrbs.com.br

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fibras naturais são apelo na criação das melhores lingeries


A Fruto do Pano já está colocando 17 mil peças da coleção 2011 nas estantes das lojas. São quase 3 mil a mais que o volume da coleção de inverno. Para a confecção, que nasceu dos sonhos de Beatriz Campos, então uma jovem estudante de moda, esse é um marco importante, uma vez que as vendas são concentradas em lojas especializadas, fora das grandes redes e grandes magazines.

A história dessa pequena confecção, hoje conhecida em vários Estados como sinônimo de lingerie bem modelada em tecidos planos (algodão, principalmente), começou ainda no curso de moda da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis. Beatriz tinha ideias e queria levar suas criações ao mercado.

Logo após ter-se formado, fez um curso de lingerie, no Senac de SP, que apenas consolidou a ideia e definiu o segmento onde pretendia atuar.

A mãe da Beatriz, Cláudia Borges, tinha uma loja e experiência em comércio. E uniu-se à filha para colocar em prática o sonho de montar a empresa. Em 2004, criaram a Fruto do Pano. No começo, levaram os desenhos para serem executados por outras confecções. E acabaram desistindo ao constatar que, além de produzir a quantidade solicitada, a confecção "aproveitava" o desenho e fazia, por conta própria, mais umas tantas peças.

A cópia, ainda que trouxesse prejuízo, era um bom indício: sinal que o produto podia fazer sucesso. Mas, para ter maior controle, acabaram comprando as máquinas para produzir as peças acabadas. Para isso fizeram um financiamento no Banco do Brasil.

Há um ano e meio deram mais um passo arriscado: transformaram as empregadas em parceiras. Cederam as máquinas e cada uma delas se instalou em casa, prestando serviços. Ganham por produção. Parece ter sido um bom negócio: a empresa tem um custo menor, mas as faccionistas recebem mais do que antes. E mesmo sem exigência de exclusividade, têm mantido a fidelidade.

O fato de Florianópolis não ser um polo de confecção cria dificuldades adicionais para a contratação e manutenção de mão de obra especializada, que o arranjo parece ter resolvido.

Ao mesmo tempo em que as questões operacionais da empresa eram resolvidas, Beatriz especializou-se em peças que não usam elastano ou poliamida, mas apenas tecidos naturais como algodão, malha de algodão e renda de algodão. Ela buscava uma modelagem moderna e bonita, para fugir da imagem conservadora da lingerie de algodão. Hoje produzem pijamas, lingerie e camisolas tendo como foco o conforto das fibras naturais e a beleza.

Michela Braga, dona das lojas Flores de Algodão no Shopping Iguatemi e em Jurerê Internacional, ambas em Florianópolis , considera os produtos da Fruto do Pano como uma espécie de "carro chefe" das suas vendas. "Eles têm uma clientela que não é muito grande, mas é muito fiel, um público seleto que sabe valorizar qualidade, durabilidade e beleza", afirma Michela. A vitrine da loja do Iguatemi mostra, desde 20 de agosto, a nova coleção de verão.

Animada, Michela diz que "uma das vantagens dos tecidos planos sobre o poliéster é a variedade de cores e padronagens".

O problema da cópia, que tinha sido uma preocupação nos primeiros tempos, agora retorna, de uma forma um pouco diferente: algumas peças das últimas coleções foram copiadas por grandes confecções. Ainda que seja, sem dúvida, uma demonstração do sucesso do desenho, acaba sendo frustrante ver a apropriação da ideia sem qualquer remuneração por isso, dizem as empreendedoras.

Ainda que Cláudia, a mãe, tivesse experiência em comércio e Beatriz, a filha, fosse a responsável pela criação, os papéis nem sempre foram muito definidos, na atuação da dupla. Uma dá palpites no que a outra faz, trocando ideias e experiências. No final, acabam trabalhando como líderes de uma equipe que, desde 2004, tem feito a empresa ganhar mercado e crescer.


Fonte:valoronline

Liderança, liderança, liderança. Afinal, o que é isso?


Atributo está entre os mais valorizados pelas empresas, mas as definições sobre o que ele realmente significa são as mais variadas possíveis


Os resultados do Benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil – 2009, organizado pelos 13 chapters existentes no país do Project Management Institute (PMI), realizado com 300 organizações das áreas pública e privada, apontou como habilidade mais valorizada em um gerente de projetos, a "liderança", que foi mencionada por 50% das organizações participantes da pesquisa.


Tanto se tem falado de liderança, mas, afinal, o que é liderança? É algo genético? É algo que pode ser aprendido e desenvolvido? De forma sucinta e contundente, a Professora Sylvia Constant Vergara define liderança como sendo "a capacidade de exercer influência sobre indivíduos e grupos". Há várias teorias que discutem o tema. A própria professora em seu dialogado livro "Gestão de Pessoas" (Editora Atlas, 8ª. edição, 2009) apresenta as três mais tradicionais: a dos traços, a dos estilos e a contingencial.


A Teoria dos Traços, também chamada de Teoria das Características, baseia-se na ideia de que a liderança é decorrente de traços físicos, intelectuais e/ou sociais. Observando-se alguns líderes (Bill Gates, Lula, Gandhi, Obama, Hitler, Maradona, por exemplo), pode-se refutar imediatamente esta teoria, considerando-se a diferença existente entre as pessoas.


A segunda é a Teoria dos Estilos, que tem como alicerce os tradicionais modelos: autocrático (autoritário), democrático (que ouve seus liderados) e laissez-faire, que é o "deixa rolar". Em geral, imagina-se que o democrático é invariavelmente o melhor estilo, porém, nem sempre se tem "tempo suficiente" para ouvir seus liderados e tomar a decisão, lembrando que uma decisão é do líder e não resultado de votação ou consenso obtido com o grupo.


Finalmente, a terceira teoria é a contingencial, ou Teoria Situacional. Esta teoria diz que a liderança depende de três fatores: líder, liderados e tipo da tarefa, por isso, é chamada de situacional, pois depende da situação. Há ainda outras teorias, como: das competências (conhecimento e habilidades), de resultados e da marca.


Os autores norte-americanos Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman, especialistas na área de liderança, no livro "O código da liderança: cinco regras para fazer diferença" (Editora Bestseller, 2009), apresentam resultados de seus estudos, experiências e pesquisas de campo que realizaram para identificar a "fonte" da liderança, daí, o título do livro "O código da liderança", no sentido de se decifrar a essência da liderança.


Os autores criaram então, cinco regras da liderança: (1) Visionário (preparar o futuro), (2) Executor (fazer acontecer), (3) Gestor de talentos (engajar o profissional talentoso), (4) Fomentador de capital humano (formar a próxima geração) e (5) Investidor (investir em si mesmo: autoconhecimento, saúde, energia, etc.). As regras 2 e 3 são de curto prazo, as 1 e 4 são de longo prazo, enquanto a regra 5 é contínua.


Ulrich, Smallwood e Sweetman afirmam que todos os líderes têm pontos fortes e fragilidades em cada uma destas cinco áreas, por isso ratificam que o autoconhecimento possibilita que a pessoa se desenvolva e cresça nas dimensões mais carentes. Os checklists apresentados no livro possibilitam que o leitor avalie rapidamente sua condição nas áreas mencionadas.


Ainda segundo os três autores, o somatório destas cinco áreas representa cerca de 70% do código (essência) da liderança. E os outros 30%? De onde vêm? Aí, são as particularidades da pessoa que pode englobar traços físicos, intelectuais, sociais, força de vontade, capacidade de comunicação, ambição, carisma, estilo, simpatia, determinação, etc.


Deixo aqui uma sugestão de leitura para aqueles que querem saber mais sobre liderança, que não deixem de ler o "Código da Liderança", livro objetivo e claro para interessados e estudiosos sobre o tema. A mensagem dos autores é clara: todos nós podemos desenvolver nosso potencial de liderança!


Armando Terribili Filho (PMP) – é diretor de projetos na Unisys Brasil, doutor em Educação pela UNESP, mestre em Administração de Empresas e docente na Faculdade de Administração, na Faculdade de Informática e na pós-graduação na FAAP. Atua como professor da pós-graduação da Universidade São Judas Tadeu. É autor do livro "Indicadores de gerenciamento de projetos: monitoração contínua", que foi lançado em 2010 pela M. Books.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 29 de agosto de 2010

Carlyle compra dono da TriFil


Fundo adquire o controle do grupo Scalina por cerca de R$ 400 milhões; esta é a terceira aquisição desde o início do ano


O fundo de private equity Carlyle deve anunciar hoje a aquisição do controle do grupo paulista Scalina, dono das marcas TriFil e Scala. Segundo o Estado apurou, o negócio foi fechado por cerca de R$ 400 milhões. O pagamento deve ser feito em dinheiro. O objetivo do fundo americano é fazer uma grande expansão da fabricante de meias e lingeries no Brasil.


Hoje, a Scalina conta com uma rede de 95 lojas e a intenção é chegar a 300. Essa é a terceira aquisição feita pelo Carlyle no Brasil desde o início do ano. Em julho, o fundo comprou 42% do grupo de saúde coletiva Qualicorp por cerca de US$ 850 milhões (o equivalente a R$ 1,5 bilhão). Em janeiro, adquiriu o controle da maior operadora de turismo do País, a CVC, por um valor estimado em R$ 700 milhões.

No negócio fechado com a Scalina, ficou acordado que os dois sócios fundadores, Ronaldo e Bruno Heilberg, permanecerão na gestão da empresa, mas será contratado um novo presidente executivo. O banco de negócios BR Partners e o escritório de advogados Pinheiro Neto assessoraram o fundo no processo de aquisição, que já vinha sendo negociado desde o início do ano. Do lado da Scalina, a operação foi feita pelo banco Credit Suisse e pelo o escritório de advocacia Souza Cescon. Procurado, o fundo Carlyle preferiu não comentar o negócio.

A Scalina faturou no ano passado em torno de R$ 400 milhões. A empresa detém 40% de mercado no segmento de meias calças e outros 10% em lingerie. Além disso, produz peças para a marca de surfe Mormaii e para a linha Turma da Mônica.

Começo. O grupo controlado pela família Heildberg nasceu no bairro do Cambuci, em São Paulo, no ano de 1963. Na época, a pequena indústria de meias revolucionou o mercado com a confecção de meias em teares de três fios - por isso o nome TriFil. Mais recentemente, a Scalina lançou no mercado uma nova marca de lingerie, a Scala, que vinha crescendo até duas vezes mais que a própria TriFil. No ano passado, a novata foi responsável por 20% do faturamento do grupo.

Antes da negociação com o grupo Carlyle, a Scalina havia anunciado um plano de expansão mais modesto. A empresa pretendia chegar a 150 lojas nos próximos dois anos. Além de franquias, os produtos da fabricante são comercializados em cerca de 13 mil postos de vendas no País e no exterior. Do total de 120 milhões de peças produzidas por ano, cerca de 5% são exportadas.

De olho no Brasil. O grupo Carlyle, segundo maior fundo de private equity do mundo "estreou" no Brasil em janeiro deste ano, com a compra de 63,6% da CVC. Em todo o mundo, o Carlyle Group administra ativos avaliados em US$ 90 bilhões, distribuídos em 67 fundos, em 19 países.

Em conjunto, as empresas do portfólio do Carlyle somam mais de US$ 84 bilhões em faturamento e empregam quase 400 mil pessoas. Desde a fundação, em 1987, o grupo investiu US$ 60 bilhões em quase mil transações.


Fonte:estadao.com.br

Uso do boné como acessório de moda passa pelo público feminino, afirma Alexandre Herchcovitch


“Quando descobri que o boné não servia somente para me proteger do sol, e que os óculos tinham a mesma função de fazer sombra aos olhos, comecei a encarar o boné como um acessório de moda. Hoje está mais do que provado que o boné pode ser usado por todas as faixas etárias, por todas as idades, nas mais diferentes ocasiões. Tornou-se um acessório democrático”, afirmou Alexandre Herchcovitch, durante talk show na quarta edição da Expoboné - (Feira Nacional dos Fornecedores de Matérias Primas para a Indústria de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares) que está sendo realizada em Apucarana/PR até sexta-feira, dia 27.

Segundo ele, as empresas fabricantes de bonés precisam investir mais no público feminino, que é muito mais consumidor que o masculino. “Nos Estados Unidos, país onde o boné é muito usado, é muito comum as mulheres comprarem vários modelos. No Brasil, o boné ainda tem um conceito atrelado ao masculino, mas isso precisa mudar. Acredito que os estilistas tenham um papel importante na ponte entre a indústria e o mercado. O crescimento do boné aliado ao consumo de moda pode estar associado à maior presença dos estilistas nas indústrias do setor”, salienta.

De acordo com Herchcovitch, a tendência americana em eleger o boné como acessório vem do mundo esportivo, altamente incentivado. “Mas hoje o acessório é usado por todas as tribos. Os públicos feminino e infantil são muito mais consumidores de moda. Por isso, para o uso do boné crescer no Brasil associado à moda, é necessário investir em uma mudança de comportamento, e os estilistas podem ter um papel importante e estratégico neste contexto. Eles são a ponte com o mercado para trazer as informações de moda para as industrias”.

Sobre a presença do boné na criação de moda, Herchocovitch disse o acessório, muitas vezes, o ajuda a explicar melhor o sentido das coleções. “Nas passarelas, a cabeça é considerada em todos os momentos. E o boné pode contextualizar bem o que queremos passar para o público. Volto a dizer que se trata de um acessório extremamente democrático”, avaliou.



Fonte:paranashop.com.br

sábado, 28 de agosto de 2010

Moda esportiva com tecidos elásticos recupera musculatura


Peças ajudam a reduzir fadiga depois da atividade física e acelerar a recuperação da musculatura nos momentos de descanso


As roupas de compressão voltam à cena. Depois de seduzir atletas com a controversa promessa de aumentar o rendimento no esporte, elas caíram novamente no gosto de esportistas profissionais e amadores.

Peças em tecidos elásticos, que ficam praticamente coladas ao corpo, ressurgem associadas a outros benefícios: o de reduzir a fadiga depois da atividade física e o de acelerar a recuperação da musculatura nos momentos de descanso.

O mercado tem meias, polainas, leggings, bermudas, camisetas, tops e macacões em tecidos especiais.

Agora é moda, mas o princípio é antigo. São roupas desenvolvidas a partir do conceito daquelas meias de compressão medicinais para varizes, que atuam sobre o sistema circulatório periférico, aumentando o retorno do sangue venoso e promovendo uma maior oxigenação celular nos músculos.

A influência das roupas compressivas no desempenho esportivo começou a ser estudada em bermudas, e entre os jogadores de vôlei, basquete e futebol. Logo depois vieram polainas, leggings e macacões para atletas de endurance, como triatletas, ciclistas e corredores. Agora, já estão circulando nas academias.

Após uma sessão de exercício intenso, sempre vem aquele desconforto que os especialistas chamam de dor muscular tardia, porque se manifesta de 24 a 48 horas depois da atividade.

Esse desconforto é um sintoma dos microtraumas causados nas fibras musculares que foram trabalhadas no exercício físico.

Pois o que essas vestimentas fazem é colocar ainda mais pressão sobre o corpo enquanto ele se movimenta, com a promessa de aliviar a dor muscular que virá depois e apressar a recuperação.

"Noventa por cento dos ciclistas do Tour de France já adotam essas roupas. No triatlo, o uso também é cada vez mais frequente", diz o triatleta Ricardo Hirsch, também diretor técnico da assessoria esportiva Personal Life.

O próprio Hirsch tem uma meia compressiva, importada: "Suo para colocar, mas depois passo o dia inteiro com ela sob a calça e nem percebo. Sinto uma melhora na fadiga", afirma.

MAIS SUSTENTAÇÃO

Um estudo que avaliou esse efeito foi feito pelo Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a pedido da Santaconstancia - empresa brasileira de desenvolvimento de tecnologia têxtil, que está investindo nesse filão.

"Durante a atividade física, a compressão dá maior sustentação à musculatura, o que reduz a sua vibração, preservando mais as fibras dos microtraumas", explica o fisiologista do esporte Turíbio Leite de Barros, que coordenou o estudo.

Para conseguir esse efeito, a recomendação é, depois de uma hora de intervalo do exercício, o uso contínuo da peça de roupa por seis a oito horas por dia.

"A compressão ajuda a conter um tipo de edema que se forma na musculatura em função do processo inflamatório, diminuindo assim o desconforto pela maior circulação sanguínea na região. A compressão reduz o diâmetro das veias superficiais, aumentando o fluxo", afirma o fisiologista.

Para chegar a essa conclusão descrita por Turíbio Barros, o estudo monitorou, em cinco ciclistas vestindo bermudas compressivas, a concentração de creatina-quinase (CK) - enzima decorrente do processo inflamatório, que funciona como um marcador da fadiga muscular.

Os ciclistas foram levados à exaustão em 30 minutos.

Nos testes de sangue realizados 24 horas, 48 horas e 72 horas depois da atividade, verificou-se uma redução de 26% na concentração de CK.

APENAS PERCEPÇÃO

Alguns desses novos produtos apregoam uma capacidade de prevenir ou diminuir as cãibras, mas isso é mais que improvável: não é verdade. "As cãibras têm origem metabólica, muitas vezes são causadas pela desidratação", afirma o fisiologista.

A compressão parece ser mais eficaz em atividades de longa duração. "Corri 24 km com o macacão e, no dia seguinte, não tinha dor na panturrilha", testemunha o triatleta Marcelo Butenas.

Sua assessoria esportiva, voltada para a praticantes amadores que buscam alta performace, é patrocinada pela marca Speedo, que fornece aos 300 alunos os macacões de compressão.

"Da experiência desses usuários, coletamos as informações para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das roupas", informa o diretor da marca, Renato Hacker.

Apesar da constatação de alguns benefícios da compressão e do aumento do mercado dessas roupas, os parâmetros para seu uso ainda são pouco claros.

Não há, por exemplo, um padrão entre as marcas ou a definição sobre qual o nível mais adequado de pressão para cada caso ou região do corpo. A escolha e o uso das roupas supostamente terapêuticas ainda são baseados na percepção de quem as veste. Pura subjetividade.

Uma dificuldade é a variação nas medidas corporais de cada pessoa, como a circunferência da perna, por exemplo. Quem tem uma coxa mais grossa sofrerá uma compressão maior.

"Uma tendência para breve da indústria de vestuário esportivo é uma oferta mais ampla de tamanhos e formatos, para se aproximar mais da realidade de cada usuário", afirma o consultor e engenheiro têxtil da Santaconstancia José Favilla.

SÓ PRESSÃO

Nos tecidos, a medida de pressão é feita em milímetros de mercúrio (mmHg). "Até 20 mmHg, a compressão é considerada terapêutica e não precisa ser informada nos produtos, diferentemente do caso das meias medicinais, que chegam a 40 mm Hg", informa Favilla.

As peças esportivas fabricadas no Brasil são de baixa compressão: situam-se na faixa que varia de 6 mmHg a 15 mmHg.

"Não há interesse em produzir roupas mais fortes por uma questão estética. Os moldes são menores, elas marcam muito no corpo, fica feio. Em função disso, não há restrição ou risco de segurança no uso dessas roupas para os consumidores", afirma o engenheiro têxtil.

Muitos esportistas brasileiros, no entanto, trazem do exterior peças com nível de compressão bem mais alto -isso quando não usam as próprias meias medicinais.

No mercado, também já há uma oferta maior de roupas de compressão importadas, como as da marca americana CX-W, que têm nível de compressão de 20 mmHg.

A nutricionista Luciana Bruno, 37, trouxe um par de meias compressivas dos EUA, depois de ver uma amiga usando. Comprou para experimentar nos seus treinos longos, mas diz que nem sabe o nível da pressão.

"A meia não mudou em nada o meu rendimento, mas sinto menos dor, ficou mais gostoso treinar", afirma.

O doutor em cirurgia vascular pela USP Guilherme Yasbek diz que uma pressão acima de 30 mmHg só é indicada para quem tem problemas circulatórios. "O excesso de pressão tem o efeito de um garrote e pode causar prejuízos para a recuperação, ao invés de benefícios", diz.


Fonte:gazetaweb.globo.com

Levi’s lança marca para jovens asiáticos


O que podemos aprender com uma empresa que tem mais de 150 anos de mercardo, 11.400 empregados, que criou um dos produtos mais consumidos da história, e em 2008, faturou mais de US$4 bilhões? A resposta é simples: se reinventar a cada dia, saber quem é seu público e ter visão de mercado.

A Levi Strauss & Co. lançou a dENiZEN, uma nova marca global para o mercado asiático. Segundo a empresa, além do tradicional jeans de qualidade, sua nova marca oferece um caimento perfeito, para a nova geracão desse mercado em ascensão.

Demonstrando conhecimento do público, os jeans da dENiZEN vão ter as medidas da cintura, do cós e o comprimento das pernas menores do que os modelos tradicionais. Outro atrativo é que normalmente uma calca jeans Levi’s é vendida na China por mais de US$ 100, mas os modelos da dENiZEN serão vendidos por volta de US$ 40 e US$ 60. Mesmo assim, o preço ainda é entre 10% a 15% mais alto do que o praticado pela concorrência local.

Pela primeira vez na história da Levi’s, a empresa cria uma marca fora dos Estados Unidos. A sede da dENiZEN é localizada em Hong Kong. Assim ficará mais fácil para a marca penetrar não apenas na segunda maior economia mundial, a China, já que até o final do ano a grife pretende abrir 50 lojas no país, mas também em outros mercados emergentes, como Índia, Singapura e Coreia do Sul.


Fonte:papodeempreendedor.com.br

Roupa alivia tensões emocionais


Na semana passada, o Fator Estilo contou para você sobre o jeans que promete um verdadeiro efeito “spa”, combatendo até mesmo a celulite. Dessa vez, a tecnologia avançou ainda mais.

Pesquisadores da Universidade de Concordia, no Canadá, e da Universidade de Londres, na Inglaterra, criaram uma roupa com uma promessa maior ainda: a qualidade de vida do usuário, aliviando as tensões do dia a dia.

Tal proeza é possível porque, de acordo com os pesquisadores, as roupas combinam inovação com têxteis interativos, partindo da ideia de que é possível arquivar a vida da pessoa para lhe oferecer uma nova forma de ativar a memória.


Funciona assim: alterações corporais, como os batimentos cardíacos, temperatura, freqüência respiratória e resposta galvânica da pele (transpiração) são medidas através de dispositivos multimídia e sensores que as peças possuem. Uma vez que essas alterações são detectadas, os sensores disparam conteúdos reconfortantes, aliviando a tensão do indivíduo.





O nome da linha desenvolvido pelo Hexagram (instituto de pesquisa em arte eletrônica e tecnologia da Universidade de Concordia) é sugestivo: “wearable absence”, “vazio para vestir” em tradução livre. A linha inclui casaco, jaqueta, vestidos e agasalhos.

O casaco é uma das peças mais “completas” na tecnologia detectora de emoções: ele projeta fotos, textos, arquivos sonoros e vídeos que são armazenados em um banco de dados pelo próprio dono da roupa. Músicas e mensagens de voz são emitidas em alto-falantes acoplados no capuz ou nos ombros; já os textos são apresentados por sistema de LEDs que está no tecido. Todas as informações ficam em um smartphone alojado no bolso do casaco, o que significa que para funcionar o tecido inteligente precisa de bateria. Já o vestido é mais simples: ele responde à luz do ambiente, mudando conforme o que o usuário sente.

Por enquanto, nenhumas das tecnologias desenvolvidas serão comercializadas. A confecção do tecido inteligente ainda é um processo trabalhoso e demorado – algo em torno de 100 horas de trabalho manual



Fonte:fatorestilo.com

Coteminas não pode ser incluída em lista de trabalho escravo


O Tribunal Superior do Trabalho manteve a cautelar que suspendeu a inclusão da Coteminas na lista de empregadores que mantêm funcionários em condições análogas à escravos.

 O caso teve início quando fiscais da Delegacia Regional do Trabalho em Florianópolis identificaram desrespeito à legislação trabalhista e situação degradante de 26 funcionários de empresa terceirizada que atuavam em propriedade rural da Coteminas.

A prestadora de serviços Ambitec colocava à disposição mão de obra na exploração de madeira utilizada como combustível das caldeiras instaladas no complexo fabril da Coteminas. 

A fiscalização verificou a responsabilidade solidária por parte da Coteminas nas supostas irregularidades e sugeriu sua inclusão no cadastro de empregadores que mantém funcionários em condições análogas à de escravos – instituída pela Portaria 540/ 2004 do Ministério do Trabalho e popularmente chamada de “Lista Suja do Trabalho Escravo”. 



Diante disso, a Coteminas ingressou, na 1ª Vara do Trabalho de Blumenau, com ação anulatória contra os autos de infração emitidos pelos fiscais do trabalho e com pedido de suspensão da inclusão de seu nome na lista de empresas que desrespeitam a legislação trabalhista. O juiz de primeiro grau aceitou o pedido da Coteminas. Com isso, a União recorreu ao Tribunal Regional da 12ª Região (SC), que reformou a sentença e julgou improcedente a ação da Coteminas, concluindo pela validade das autuações e pela responsabilidade da empresa quanto ao desrespeito aos direitos trabalhistas. O TRT rebateu a alegação de inconstitucionalidade da “lista suja”, entendendo ser legítima.



Diante disso, a empresa ingressou no TST Ação Cautelar em Recurso de Revista pedindo a suspensão da decisão do TRT até o julgamento final do mérito. Concluindo pela existência de prejuízo à empresa, o ministro Horácio de Senna Pires concedeu, por despacho, o pedido liminar e determinou que o Ministério do Trabalho se abstivesse de lançar o nome da Coteminas na lista. 

Assim, a União interpôs Agravo Regimental contra o despacho do relator. Alegou risco à ordem jurídica e social. Segundo a União, a decisão do relator incentivaria a prática de formas degradantes de trabalho.

“O trabalho escravo moderno não se caracteriza tão somente diante da falta de liberdade de ir e vir do trabalhador ou mesmo do trabalho forçado. O trabalho escravo contemporâneo se concretiza pela prática das formas mais degradantes de trabalho, sem as mínimas condições de dignidade e atenção aos direitos trabalhistas elementares, tais como salário mínimo, jornada de trabalho normal, pagamento de adicionais, repouso remunerado e boas condições de higiene, saúde e segurança do trabalho, tal como ocorreu no caso em questão", destacou a União.


Contudo, a 3ª Turma acompanhou o voto do relator no sentido de negar provimento ao agravo da União e manter a decisão liminar. Segundo o relator, os argumentos aos quais a União se refere não foram desconsiderados, muito pelo contrário. Justamente por ser uma questão de enorme relevância, com possíveis consequências irreversíveis para os envolvidos (as partes, o Estado-Juiz e a sociedade), é que as decisões judiciais sobre o caso devem ser cuidadosas. 

Como observou o ministro, nesta primeira fase, decidiu-se tão somente pela não inclusão do nome da empresa na “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego. Portanto, esclareceu o relator, não houve julgamento de mérito do processo, ou seja, a ocorrência de eventual desrespeito à legislação trabalhista – questão que será decidida no processo principal. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.


Fonte:.dci.com.br


Tribunal absolve a Coteminas em Santa Catarina


BRASÍLIA - A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento ao agravo regimental interposto pela União e manteve a cautelar que suspendeu a inclusão da Coteminas, empresa do ramo têxtil, na lista de empregadores que mantêm funcionários em condições análogas à de escravos.

O caso teve início quando fiscais da Delegacia Regional do Trabalho na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, identificaram desrespeito à legislação trabalhista e situação degradante de 26 funcionários de empresa terceirizada que atuavam em propriedade rural da Coteminas. A prestadora de serviços Ambitec disponibilizava mão de obra na exploração de madeira. O material era utilizado como combustível das caldeiras instaladas no complexo fabril da Coteminas.

A fiscalização verificou a responsabilidade solidária por parte da Coteminas nas supostas irregularidades. Desta maneira, foi sugerido que o nome da empresas fosse incluído no cadastro de empregadores que mantém funcionários em condições análogas à de escravos - instituída pela Portaria n° 540/ 2004 do Ministério do Trabalho e popularmente chamada de "Lista Suja do Trabalho Escravo".

Diante desse fato, a Coteminas ingressou, na 1ª Vara do Trabalho de Blumenau, com ação anulatória contra os autos de infração emitidos pelos fiscais do trabalho e com pedido de suspensão da inclusão de seu nome na lista de empresas que desrespeitam a legislação trabalhista.

Fonte:conjur.com.br

Kenzo Takada vem ao Brasil e declara: "cada vez mais a costura autoral terá de se adaptar ao fast-fashion"


Kenzo Takada em palestra na sede da ABIT, em São Paulo
O estilista japonês Kenzo Takada está no Brasil esta semana para uma série de encontros com estilistas e possíveis parceiros para novos negócios e nesta terça-feira (24/8) deu uma palestra a convidados e jornalistas, na sede da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), em São Paulo, sobre sua carreira na moda. Kenzo relembrou seu início como estilista – foi por meio das revistas de corte e costura de suas irmãs que ele começou a se interessar pelo assunto – e a primeira vez em que vendeu um croqui de suas criações, por apenas cinco dólares, logo que chegou a Paris, em meados dos anos 60.

Desse episódio à primeira vez em que um vestido seu apareceu em uma capa de revista, a ELLE Francesa, foi um pulo, e o restante da história todo mundo conhece. Kenzo virou um dos maiores nomes da moda japonesa e um dos primeiros a sacar o lado business dessa arte, ao licenciar produtos com seu nome e criar fragrâncias de perfumes que são referências até hoje.

Agora, afastado de sua marca desde 1999, quando a vendeu para a holding francesa LVMH, dona também de marcas como Louis Vuitton e Marc Jacobs, o estilista dedica-se a bolar novos projetos, e um deles é um possível intercâmbio entre novos talentos brasileiros e japoneses. “Devo isso à sociedade e é algo que tenho muita vontade em fazer”, disse em coletiva à imprensa. Um dos encontros da agenda de Kenzo nesses dias foi com André Hidalgo, o organizador da Casa de Criadores, evento conhecido por ser um celeiro de novos nomes da moda. No entanto, ainda não há nada fechado.

Durante a conversa com a imprensa, Kenzo também declarou achar a moda brasileira sensual sem ser vulgar e ser fascinado pelo conceito de fast-fashion. “Gostaria de poder contribuir com isso, de poder aliar minha moda autoral a esse processo”. Questionado sobre se acha possível que as duas linhas de criação possam coexistir, ou se a tendência é o fast-fashion ganhar cada vez mais espaço, Kenzo disse acreditar que a costura autoral terá de mudar, sim, para se alinhar com essa novidade. “Acredito que os designers terão de deixar um pouco de lado o processo artesanal, que demanda tempo, e acho também que os novos criadores já estão sensíveis a essa realidade”, disse.

A estada de Kenzo por aqui termina nesta quinta-feira (26/8) e inclui mais encontros com estilistas e empresas brasileiras de moda.


Fonte:revistamarieclaire.globo.com

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vestido com chip aceita ligações de telefone celular


Ideia é que mulheres não precisem carregar aparelho nos bolsos em uma festa
RSS imprimir comentar Em vez de fazer roupas com bolsos de tamanho
suficiente para carregar um celular, a empresa britânica CuteCircuit resolveu
criar um vestido que é o próprio aparelho de telefone. A ideia é que as mulheres
"continuem conectadas e continuem estilosas".
Na etiqueta da roupa, que se chama M-Dress, é possível colocar um chip de
celular convencional. Fios especiais inseridos no vestido também fazem com que
ele funcione como antena. Quando o telefone toca, basta levar as mãos aos
ouvidos – um sensor "entende" o movimento e atende a ligação. Na hora de
encerrar a conversa, basta abaixar os braços.

O problema é que, apesar de aceitar ligações de todo mundo, o vestido só pode
ser programado para ligar para um número de cada vez, já que não há teclado
nele. Francesca Rosella, estilista que criou o traje, disse ao jornal canadense
The Star que sempre perde as ligações porque não consegue achar o aparelho na
bolsa, por isso resolveu criar uma alternativa.

– Não é para usar todo dia. É para uma noite especial em que você não queria se
estressar carregando todas as suas caixas de plástico.

Fonte:tnonline.com.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ecobag: de 10 pessoas, 3 têm e só 1 usa


Sacolas ecológicas estão na moda, mas não viraram hábito


Não é novidade que sacolas reutilizáveis de pano, nylon, plástico reciclado e outros materiais já podem ser facilmente adquiridas em supermercados e lojas de todo o país. Depois de várias campanhas, grande apoio midiático e respaldo de marcas consagradas, a conscientização chegou aos consumidores e as sacolas plásticas foram marginalizadas.

Hoje, 34% das pessoas têm sacolas ecológicas, o que representaria então 34% menos lixo no meio ambiente. No entanto, este tímido índice é muito menor: só 29% destas pessoas usa suas ecobags. Em suma, mesmo com todos os esforços, menos de 10% da população brasileira usa sacolas ecológicas.

Os dados são de uma pesquisa da Gatto de Rua, realizada em em supermercados, lojas, livrarias, farmácias e quitandas, que ainda constatou os motivos para esta baixa estatística. Esquecimento e reciclagem das sacolas para outros fins são os principais. Entre os homens, que representam apenas 17% dos compradores ecologicamente corretos, a reclamação foi a falta de praticidade.

Wal-Mart contabiliza ganhos em quase 2 anos


Em vigor desde o final de 2008 em mais de 300 lojas do Nordeste e do Sul e em fase de implantação no Sudeste e Centro Oeste, um projeto do Wal-Mart já tirou do meio ambiente mais de 30 milhões de sacolas plásticas e concedeu mais de R$ 900 mil em desconto.

Quem usa sacolas de tecido da loja, que custam R$ 2,50 cada, ou outras, ganha R$0,03 de desconto a cada 5 itens adquiridos.

A rede se antecipou ao que hoje é lei para todos supermercados de algumas capitais, como Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o governo do Estado, não é acabar com as sacolas plásticas, mas educar a população e reduzir a utilização do plástico.

Veja 3 outros caminhos ecológicos

Para a grande maioria da população que não adquiriu o hábito das ecobags e não vê um futuro promissor para elas, já que sujam, se contaminam e têm que ser lavadas, gastando água, sabão e energia, há outras soluções. Confira 3 delas:

• Oxibiodegradáveis: os sacos oxibiodegradáveis são polêmicos, mas são melhores do que os modelos convencionais. Esta novidade é feita com mesmo plástico que vem do petróleo, mas com o diferencial de não poluir durante muito tempo. Em sua composição, foi retirado 1% de plástico e adicionado 1% de aditivos químicos que quebram sua cadeia molecular;

• Energia: a reciclagem energética de sacolas plásticas, processo já executado na Europa, poderia ser mais difundido no Brasil. Estudos indicam que 1 kg de plástico produz a mesma energia que 1 kg de óleo diesel, então basta investimento para transformar desperdício em benefício;

• Plástico verde: em 201, será iniciada a comercialização em grande escala do chamado “polietileno verde”, gerado a partir do etanol da cana-de-açúcar. A fabricação do 1º plástico 100% renovável do mundo já ocorre na Braskem, e a organização também estuda a possibilidade de desenvolver a tecnologia do “polipropileno verde”.


Fonte:usefashion.com

terça-feira, 24 de agosto de 2010


Por muitos anos, estrategistas de negócios têm dito aos executivos que agir com integridade fará com que se tornem líderes mais eficazes. De fato, quando autores bem-sucedidos, como Stephen Covey, relacionam a importância da integridade (geralmente sinônimo de honestidade) com boa liderança, os argumentos parecem óbvios e convincentes. Com a recente recessão global e os corriqueiros escândalos corporativos que vemos há anos, torna-se compreensível que agora as pessoas acreditem que os altos executivos e suas corporações devem possuir valores transparentes, e a integridade é o principal.


No entanto, há pouca pesquisa empírica a respeito do assunto. Avaliamos 175 gestores governamentais de estados americanos para descobrir se a eficácia da liderança está realmente relacionada à integridade.


Nossa pesquisa


Queríamos descobrir se havia uma ligação entre os valores em geral – particularmente a integridade – e a eficácia da liderança dos gestores, vistos por eles mesmos, seus chefes, seus colegas e seus subordinados diretos. Pedimos a todos os entrevistados que avaliassem a freqüência com que os gestores expressavam seis comportamentos da liderança (foco em metas, ser monitor, ser facilitador, ser mentor, ser inovador e ser mediador); em que medida sua conduta era guiada por seus valores e quão eficaz foram. Em seguida, analisamos os resultados para ver quais destes comportamentos e valores melhor traduziam as percepções dos grupos quanto à eficácia dos gestores.


Descobrimos que o comportamento – especificamente o foco em metas – foi, de longe, o mais associado à efetividade da liderança, de acordo com os próprios gestores, seus subordinados e chefes. A integridade teve um impacto pequeno, porém significativo na forma com que os próprios gerentes e seus colegas percebem a eficácia da liderança, mas não fez diferença alguma para seus chefes e seus subordinados diretos. Curiosamente, estes dois grupos relataram outro valor importante: a flexibilidade. Definitivamente, para os subordinados diretos, este foi o maior indicador de eficácia. A flexibilidade também é importante para os colegas dos gestores.


O que isto significa para os gerentes


Nossos resultados sugerem que os chefes e os subordinados diretos avaliam a efetividade dos gestores pela sua capacidade de realização, não pela sua integridade. Agora, isto significa que os executivos devam parar de se preocupar com a integridade? De maneira alguma. Agir com integridade não se limita apenas à percepção que os outros têm de você, mas é uma forma de o gestor permanecer fiel a si mesmo. Enquanto um punhado de gerentes está disposto a fazer o que for preciso para ganhar dinheiro e poder, acreditamos que a maioria quer se olhar no espelho e ter a certeza de que são éticos, justos e honestos: pessoas íntegras.


No entanto, nosso estudo pouco apóia a afirmação de que a integridade é essencial para se ter uma liderança efetiva. Quando autores como Covey, Morrison, Badaracco e Ellsworth escrevem sobre a importância da integridade, seus argumentos fazem bastante sentido. A realidade, porém, parece exigir uma resposta mais sutil dos líderes.


O estudo também demonstra a diferença entre o trabalho conceitual da integridade e as realidades que os gestores enfrentam diariamente. Por exemplo, se ter integridade significa sempre dizer o que está pensando (honestidade), ou aplicar regras sem exceções (imparcialidade), gestores que sempre agem assim podem correr o risco de causar más impressões e prejudicar relacionamentos – e até mesmo a empresa. É possível também encontrar situações em que a integridade pode provocar conflito: por exemplo, um executivo que remunera os funcionários melhor em um país do que em outro pode ser visto como alguém sem integridade. No entanto, agir desta maneira faz com que o executivo maximize o valor dos acionistas.


Acreditamos que se os gestores conseguirem equilibrar integridade e flexibilidade podem atingir grandes resultados. A honestidade o manterá em paz consigo mesmo e fará com que os colegas confiem em você. Sua flexibilidade irá mostrar ao seu chefe, colegas e subordinados diretos que você está aberto a novas ideias e disposto a mudar seu comportamento quando for necessário. O ato de expressar esses valores nas interações com seus subordinados e colegas irá motivá-los a trabalhar mais e com mais inteligência, tudo a seu favor. Sendo assim, você será considerado uma pessoa que traz resultados.


Visando promover um debate informado, queríamos revelar o resultado chocante desta pesquisa. No entanto, isto não significa que o comportamento antiético seja incentivado ou que a integridade, de modo geral, não seja importante. A realidade é que a integridade, em sua aplicação prática, é um conceito multifacetado e complexo. Como tal, seria interessante para todos nós abordarmos explicitamente seu significado no contexto dos negócios e seria, portanto, demasiadamente simplista descartar seu valor.


Robert Hooijberg é professor de Organizational Behavior no IMD, uma das principais escolas de negócios do mundo, com sede em Lausanne, Suíça. Ele leciona nos programas de Strategic Finance e Orchestrating Winning Performance.

Fonte:administradores.com.br