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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Alvo da Moda Agorá é Reciclar

Colocar no guard-roupa peças ecologcamente corretas é uma boa maneira de fazer parte na preservação do planeta e adotar um estilo de vida sustentável.

Peças feitas de matéra-prima reaproveitada ou livre de produtos químicos, como algodão orgânico, pneu reciclado, tecido de bambu, lonas de camnhão e pets,entre outras soluções eficientes e de baixo impacto ambiental estão cada vez mais próximas da sociedade. A Goóc, é uma das marcas que sempre prepara novidades sustentáveis. Para a temporada pimavera-verão, a grife lançou novos calçados. São chinelos, rasteiras e plataform voltados para o público feminino. masculino e infantil. Todos com sola de pneu reciclado e tecidos naturais. Destaque para linha infantil da Eco Sandálias.

Já as Havaianas amplia os modelos intitulados Couro e Eco, com solado de borracha no interior dos calçados, cores vibrantes e materiais diferenciados, como couro e juta natural. A linha apresenta uma proposta ecologicamente correta, com juta amazônica, sendo a principal renda de 50 mil famílias ribeirinhas, além de também trazerem solados com resíduos de lona.

Por último, a Restaura Jeans- rede que possui mais de 200 lojas e pontos licenciados que oferecem costura, customização, tingimento, lavanderia e tratamento de roupas e couro- aprova a idéia da Associação Franquia Sustentável, em reunir um grupo de 15 empresas para desenvolver o projto relacionado à redução de carbono.

O objetivo deste projeto- pioneiro no Brasil e no mundo- é promover uma cultura de desenvolvimento de negócios frente aos desafios de uma economia de baixo carbono. Para assegurar a inclusão de redes, o programa oferecerá, mecanismos para contabilizar, reduzir e compensar a emissõ de gases estufa. A partir do 2o. ano, outros grupos serão abertos.

Há algum tempo a Restaura Jeans pratica iniciativas ambientais responsáveis. O lado socioambiental começa com o próprio tipo de serviço que oferece. O tingimento de roupas e renovação do couro, permitindo uma vida útil mais longa para o vesuário, e consequentemente, reduzindo a matéria-prima utilizada na fabricação de peças novas. Além disso, toda a água utilizada em seus processos passa por estações de tratamento monitoradas pelos órgãos ambientais

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A nova linha da moda sustentável

O preto é um clássico, mas o verde está cada vez mais na moda.

No London College of Fashion, conjugam-se ciência e criatividade para tornar a moda mais sustentável.

“A minha ideia de sustentabilidade é encorajar os jovens a estarem mais conectados à roupa que possuem, que usam e que querem mudar”, diz Julia Faye Roebuck, aluna do London College of Fashion. A sua colega, Yu Qian Huang, tem outra abordagem: “Basicamente, no campo da moda, o que me interessa é a fase de reutilização e de reciclagem”. Sustentabilidade é também a palavra de ordem de Una Hussey: “O meu projecto nasceu do ponto de vista da poupança doméstica de energia. É um projecto que se afasta dos principais sistemas de produção de massa, existentes no mundo da moda.”

Criatividade, investigação, educação e negócio. Tudo se combina para antecipar uma mudança sustentável na indústria da moda.

No London College of Fashion não se trata apenas de imaginação. Em 2008, a escola lançou o Centro de Moda Sustentável, para questionar o ‘statu quo’ da moda.

Um centro pioneiro que visa novas soluções de design que permitam integrar ambiente, sociedade e negócio. A directora, Dilys Williams, explica o conceito: “Não se trata de ver se um produto – uma peça de roupa, por exemplo – é ou não sustentável. Trata-se de ver como foi feito, como é usado, como é encarado, o que se passa quando deixamos de usá-lo – é isso que o torna, ou não, sustentável. Olhamos para os materiais, para os processos, pensamos nos métodos de produção e nas pessoas envolvidas. Se o ‘designer’ pensar de que forma o produto vai ser lavado ou que cuidados teremos com ele, todas essas coisas podem ser, igualmente, novas oportunidade de negócio.”

A ciência desempenha um papel importante na moda sustentável, ao criar, por exemplo, novos materiais que evitam desperdícios. O uso de scanners corporais é outro exemplo. A professora Sandy Black lançou o conceito “tricotado à medida”. O scanner tira as medidas a três dimensões e uma máquina de tricotar automática produz as roupas por medida. Um método que, defende a professora, tem um verdadeiro potencial de redução dos desperdícios na cadeia de produção de roupas.

“A moda tem um desperdício endémico e muitas coisas são feitas por antecipação”, admite Sandy Black, que acrescenta: “Agora, estamos realmente a tentar reduzir a quantidade produzida. Só fazemos o que as pessoas querem realmente comprar. Assim, há menos produto. E o processo de produção também é mais sustentável, porque é um processo passo a passo.”

À tecnologia de ponta soma-se um velho método muito ecológico: a reciclagem. Julia Faye Roebuck é uma verdadeira especialista nesta área: “É o ‘up-cycling’: reciclar com valor acrescentado. Através da criatividade, transformamos as peças de roupa em algo diferente. As roupas atravessam diferentes etapas. Não pensamos que ‘isto são umas calças de ganga que vão para o lixo’. Pensamos antes que são umas calça que depois podem transformar-se num casaco e depois numa saia.”

O ‘up-cycling’ não é apenas uma ideia. E a prova é que Ross Barry fundou uma loja ecoconceptual, em Londres. A matéria-prima é a roupa velha que as pessoas deitam fora. Os estudantes e os designers do Fashin College fazem o resto. “Estas calças”, diz Ross Barry, mostrando um modelo bastante cl’assico, “foram desenhadas por um estudante especializado em alfaiataria. Desmanchou um casaco de homem e fez umas calças. Também temos calças feitas a partir de t-shirts. Todos os panos destes ‘leggings’ foram costas de t-shirts. Depois de serigrafadas e cosidas de outra forma, transformaram-se nestes ‘leggings’.”

Reexplorar a moda de maneira sustentável: um velho hábito das nossas avós que surge agora, com roupa nova.

 


Fonte:pt.euronews.net













sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SER SUSTENTÁVEL COM ESTILO

Chiara Gadaleta durante palestra MODA SUSTENTÁVEL (ontem, 21/10) na Livraria Cultura se disse excitada com o momento propício : “estamos vivendo a nova era da moda, escrevendo uma outra história, bem diferente do modelo que tinhamos, por isso estou aqui, para chamar atenção de forma positiva e glamourosa”.

Disse que a moda tem o poder de virilizar mensagens, daí as responsabilidades de quem faz o produto e de quem consume e juntos melhorar o coletivo.


Recém chegada de Salvador, nos trouxe a grata informação que finalmente o Governo Federal “entende a Moda como Cultura”, a partir desse entendimento muita coisa pode ser planejada e realizada.

A palestra durou uma hora apenas, mas poderia ter se estendido por horas a fio, pois Chiara fala com propriedade, fruto de seus estudos nos útimos três anos. Dissertou sobre os processos sistêmicos, pensamento colaborativo e ação, a interdepêndia em todos os setores da cadeia produtiva que envolve o capital natural (os recursos da natureza) e o capital humano. “É preciso valorizar uma economia criativa e principalmente quebrar paradigmas nesse novo movimento, por isso ser sustentável com muito estilo.

Citou técnicas, tais: a reutilização dos produtos acabados (estoques de médias e grande empresas) e do Vintage, upcycling (reciclagem e reaproveitamento do que já existe e foi consumido, ou do produto que supostamente teve seu ciclo de vida acabado,

“Precisamos valorizar a cultura do Brasil, a valorização das habilidades locais, artesanato + design é uma grande arma que o país tem nas mãos, e eu não entendo como isso ainda não acontece como algo maior”, o feito a mão (demi couture – meia alta costura) é muito chique, é lindo, esse feito por encomenda incentiva o slow-fashion e promove uma moda com mais qualidade, e ainda evita o estoque desnecessário das marcas. “Não precisamos ser eco-chatos, uma pequena ação já vale, por isso estejam atentos a sua contribuição por um mundo melhor, com menos desperdício, o novo luxo é de merecimento ao contrário do passado recente que designava luxo por ostentação. Lembrem-se sempre cada pequeno ato é importante, Moda Sustentável é um prestígio”


Resumindo: a palestra com Chiara foi um LUXO só.





Para saber mais do movimento sustentável acesse: http://www.sersustentavelcomestilo.blogspot.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mundo fashion alinhado com o meio ambiente


Em Nova York, mostra Going Green prova que existe um figurino verde que não sacrifica o estilo nem a ecologia


Com centenas de coleções despejando novas tendências para o ano que vem, os fashionistas são chamados a pensar no que é que suas botas ou seus jeans têm a ver com o futuro do planeta na exposição Eco-Fashion - Going Green, que o Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, exibe até 13 de novembro. Ela lembra um aspecto da moda invisível nas passarelas e vitrines: o impacto do seu ciclo de produção no meio ambiente.


Eco-Fashion intercala métodos contemporâneos de moda verde (definida como ética) com práticas usadas desde o século 18. Do item mais antigo em exibição, um longo de brocado feito por volta de 1760, a exemplares de coleções deste ano, são cerca de cem peças de vestuário, acessórios e tecidos escolhidas pela curadoria para tocar em temas como extinção de animais, processos de fabricação e reaproveitamento de tecidos, questões trabalhistas e de saúde relacionadas à moda.

Antes uma mercadoria reverenciada, hoje a roupa é, muitas vezes, tida como descartável. Calcula-se que 4 bilhões de pessoas, a parte dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta que pode gastar dinheiro em moda, consumam 250 bilhões de peças/ano. Um volume impossível de ser sustentado se a fast-fashion continuar prevalecendo sobre qualidade, manufatura e durabilidade. Uma das maneiras mais responsáveis de fazer moda ecológica é a reutilização de tecidos.

No caso de um vestido de seda do acervo do FIT e criado por volta de 1840, seu valor está na seda tecida à mão. Para um terno criado em 1960 pela Cifonelli, famosa alfaiataria europeia, usou-se o avesso de um xale com estampa de caxemira. A transformação de echarpes, suéteres e meias em jaquetas ou vestidos do belga Martin Margiela e do malinês Lamine Kouyaté são exemplos mais recentes do que os franceses chamam de "recup" e os anglófonos definem como "upcycle".

Fibras naturais, principalmente o algodão, são cultivadas com enorme quantidade de químicas - uma das primeiras razões para que a necessidade de mudanças começasse a ser reconhecida nos anos 60. O look "natural" dos hippies era associado a ambientalismo e vários elementos do guarda-roupa paz e amor, como tons terrestres, fibras de cânhamo e patchwork, são protótipos da eco-fashion de hoje.

Mas foi-se o tempo que o figurino verde era na base de túnicas e batas largas de pano cru. É possível produzir moda ecologicamente correta sem sacrificar o estilo. Além do algodão orgânico, tecidos produzidos a partir do bambu - que cresce mais rápido e é mais barato para cultivar que o algodão - e lã orgânica - em substituição à de carneiros submetidos a banhos ou injeções de pesticidas - são preferidos por designers como o norueguês Per Åge Sivertsen, o dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella McCartney.

O tingimento, que passou a ser feito com tintas sintéticas em meados do século 19, é um grande colaborador na poluição da água e do ar, causando desde irritação na pele a envenenamento por inalação de pó ou gases. Para evitar esses riscos, Eco-Fashion destaca a tecnologia AirDye, que usa ar em vez de água para fazer o corante penetrar nas fibras. Inspirando-se na antiguidade, quando as cores eram extraídas de plantas e animais, a americana Katie Brierley tingiu a seda de um longo que criou no começo deste ano com corante feito a partir da raiz de garaça, planta da mesma família que o café. E a inglesa Jennifer Ambrose usa ervas para tingir toda a sua linha de lingerie.

Crueldade. Cruel para os animais, o uso do couro natural também é nocivo para os humanos. A pele dos bichos é curtida com cromo, metal pesado que não se decompõe na natureza, e sulfetos altamente tóxicos. Mesmo o sal, usado no processo, não tem filtragem fácil e prejudica o ecossistema. Por sua vez, a opção sintética para o couro é produzida com petroquímicos, que também não são biodegradáveis. Uma alternativa sustentável nesse caso é o couro falso de microfibra com que são fabricados os sapatos da americana Charmoné, por exemplo, que tem parte da sua produção feita no Brasil.

Um longo de brim orgânico plantado na Tunísia da etiqueta Edun, fundada pelo roqueiro Bono, e outro criado pelo brasileiro Carlos Miele, de seda com fuxicos feitos pelas mulheres da Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca), lembram aspectos menos visíveis no alinhamento da moda com a ética e as questões ambientalistas. É o respeito aos trabalhadores dessa indústria globalizada - do cultivo de fibras ao transporte de peças prontas -, e a valorização de ofícios tradicionais como o de costureiras e bordadeiras.

Para desenvolver um padrão de consumo sem desperdícios, os eco-designers apontam ainda o investimento em alta qualidade e produtos duráveis. Moda ecologicamente correta pode seguir o que aconselhava a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato."

Fonte:estadao.com.br