domingo, 9 de maio de 2010

Talento de mulheres-rendeiras. Conheça a história e o trabalho destas artesãs


No artesanato do Ceará, o renda alcança sua excelência em pequenos vilarejos praianos, onde há concentração de pescadores, como o município de Aquiraz, a cerca de 30 quilômetros de Fortaleza. O trabalho é daqueles ofícios tradicionais e hereditários, passados de mãe para filha há gerações.


Mulheres trabalham no centro das rendeiras da Prainha, no muncípio de Aquiraz


“Somos todas filhas de pescadores e mães rendeiras”, contou Maria Cleide dos Santos Costa, 54, que desde os oito anos de idade se dedica à técnica do bilro. Ela faz parte do grupo de 134 mulheres-rendeiras divididas nos dois centros de rendas de Aquiraz: o de Prainha, com 80 artesãs, e o de Iguape, com 54.


O trabalho desenvolvido nos dois pólos rendeiros é bastante similar, o que os distingue é a linha utilizada: mais fina (na Prainha) ou mais grossa, como a de crochê (de Iguape).


Bilro e paletão de labirinto

Os nomes dados aos diferentes tipos de renda são definidos de acordo com os instrumentos utilizados para sua confecção; são eles que conferem aos tecidos um ou outro desenho. O bilro é uma pequena haste de madeira, que é acoplada a uma semente de buriti (planta da família das palmeiras) em uma ponta e envolta em linha na outra. A renda é criada com o manusear dos bilros, jogados de um lado para outro pelas mãos ágeis das rendeiras.



Além do bilro, Aquiraz é especializado também no paletão de labirinto. O labirinto consiste em uma renda criada a partir da desfiadura do linho corrido com a ajuda de uma agulha. O paletão é o bordado criado sobre o tecido vazado.


Renda de bilro é tradicional no município de Aquiraz, no Ceará


História e sustentabilidade

Criado há 30 anos pela então primeira-dama do Ceará, dona Luiza Távora, o centro de Prainha nasceu para satisfazer uma necessidade de centralizar o comércio do artesanato regional. Antes disso, as rendeiras trabalhavam individualmente em seus lares e batiam de porta em porta nas casas de moradores e pousadas de turistas para oferecer suas criações.


Hoje, o trabalho é mais organizado. Mas, bem antes da consciência ecológica virar tendência mundial, já era todo sustentável. As sementes provêm dos frutos comidos pelo gado ou utilizados na preparação de doces. O bilro é coletado de árvores. O enchimento da almofada que dá suporte aos fios é feito de folhas secas de bananeira. Os alfinetes que prendem os fios e o molde à almofada são espinhos de cactos de diferentes tamanhos.


É difícil estimar quanto este trabalho artesanal gera de rendimentos anualmente. Segundo Rosana Lima, assessora especial da secretaria de Turismo e Cultura de Aquiraz, não existem dados oficiais neste sentido. “Este tem sido um dos maiores debates na secretaria, somos muito carentes de pesquisas deste tipo. A renda gerada é muito variável de acordo com a sazonalidade turística e com o volume de vendas”, disse ela.


Os ganhos, no entanto, têm sido suficientes para que as rendeiras sustentem suas famílias, como conta Maria Helena Pereira, 60, 53 deles como rendeira. “Com o bilro, ajudava minha mãe, comprava meus cadernos e estudava. Ajudei meu marido a criar os quatro filhos e, agora, ajudo minhas filhas a criar as minhas netas”, disse. Hoje em dia, a transmissão do ofício para as próximas gerações tem sido adiada. Das sete netas de Maria Helena, apenas uma delas familiarizou-se com a técnica, aos 13 anos. “Estou deixando que ela estude antes, mas ela vai aprender”, garantiu.


Moldes criados pelos estilistas André e Raphaella Castro, da Mar del Castro


É só levar o molde

Atualmente, os centros de rendeiras beneficiam-se de projetos como o Conexão Solidária, que promove a comercialização dos produtos e adiciona design de moda ao trabalho artesanal, em parceria com os estilistas André e Raphaella Castro, da marca Mar del Castro, de Fortaleza.


Para o trabalho conjunto, as artesãs receberam os moldes esboçados pela dupla e, sobre eles, executaram seu “pièce de résistance”. A parceria rendeu biquínis, maiôs, vestidos, casacos, blusas masculinas e femininas, entre outras peças.


Em Iguape, as rendeiras oferecem também cursos com as técnicas do bilro e paletão de labirinto. E para quem quer fazer vezes de estilista, a presidente do centro, Raimunda Vicente da Costa, 73, avisa: “é só trazer os moldes, que desenvolvemos qualquer peça”.


*A repórter viajou a convite da organização do Dragão Fashion Brasil


Fonte:estilo.uol.com.br
FERNANDA SCHIMIDT
Enviada especial a Fortaleza*
No artesanato do Ceará, o renda alcança sua excelência em pequenos vilarejos praianos, onde há concentração de pescadores, como o município de Aquiraz, a cerca de 30 quilômetros de Fortaleza. O trabalho é daqueles ofícios tradicionais e hereditários, passados de mãe para filha há gerações.


Mulheres trabalham no centro das rendeiras da Prainha, no muncípio de Aquiraz


“Somos todas filhas de pescadores e mães rendeiras”, contou Maria Cleide dos Santos Costa, 54, que desde os oito anos de idade se dedica à técnica do bilro. Ela faz parte do grupo de 134 mulheres-rendeiras divididas nos dois centros de rendas de Aquiraz: o de Prainha, com 80 artesãs, e o de Iguape, com 54.


O trabalho desenvolvido nos dois pólos rendeiros é bastante similar, o que os distingue é a linha utilizada: mais fina (na Prainha) ou mais grossa, como a de crochê (de Iguape).


Bilro e paletão de labirinto

Os nomes dados aos diferentes tipos de renda são definidos de acordo com os instrumentos utilizados para sua confecção; são eles que conferem aos tecidos um ou outro desenho. O bilro é uma pequena haste de madeira, que é acoplada a uma semente de buriti (planta da família das palmeiras) em uma ponta e envolta em linha na outra. A renda é criada com o manusear dos bilros, jogados de um lado para outro pelas mãos ágeis das rendeiras.



Além do bilro, Aquiraz é especializado também no paletão de labirinto. O labirinto consiste em uma renda criada a partir da desfiadura do linho corrido com a ajuda de uma agulha. O paletão é o bordado criado sobre o tecido vazado.


Renda de bilro é tradicional no município de Aquiraz, no Ceará


História e sustentabilidade

Criado há 30 anos pela então primeira-dama do Ceará, dona Luiza Távora, o centro de Prainha nasceu para satisfazer uma necessidade de centralizar o comércio do artesanato regional. Antes disso, as rendeiras trabalhavam individualmente em seus lares e batiam de porta em porta nas casas de moradores e pousadas de turistas para oferecer suas criações.


Hoje, o trabalho é mais organizado. Mas, bem antes da consciência ecológica virar tendência mundial, já era todo sustentável. As sementes provêm dos frutos comidos pelo gado ou utilizados na preparação de doces. O bilro é coletado de árvores. O enchimento da almofada que dá suporte aos fios é feito de folhas secas de bananeira. Os alfinetes que prendem os fios e o molde à almofada são espinhos de cactos de diferentes tamanhos.


É difícil estimar quanto este trabalho artesanal gera de rendimentos anualmente. Segundo Rosana Lima, assessora especial da secretaria de Turismo e Cultura de Aquiraz, não existem dados oficiais neste sentido. “Este tem sido um dos maiores debates na secretaria, somos muito carentes de pesquisas deste tipo. A renda gerada é muito variável de acordo com a sazonalidade turística e com o volume de vendas”, disse ela.


Os ganhos, no entanto, têm sido suficientes para que as rendeiras sustentem suas famílias, como conta Maria Helena Pereira, 60, 53 deles como rendeira. “Com o bilro, ajudava minha mãe, comprava meus cadernos e estudava. Ajudei meu marido a criar os quatro filhos e, agora, ajudo minhas filhas a criar as minhas netas”, disse. Hoje em dia, a transmissão do ofício para as próximas gerações tem sido adiada. Das sete netas de Maria Helena, apenas uma delas familiarizou-se com a técnica, aos 13 anos. “Estou deixando que ela estude antes, mas ela vai aprender”, garantiu.


Moldes criados pelos estilistas André e Raphaella Castro, da Mar del Castro


É só levar o molde

Atualmente, os centros de rendeiras beneficiam-se de projetos como o Conexão Solidária, que promove a comercialização dos produtos e adiciona design de moda ao trabalho artesanal, em parceria com os estilistas André e Raphaella Castro, da marca Mar del Castro, de Fortaleza.


Para o trabalho conjunto, as artesãs receberam os moldes esboçados pela dupla e, sobre eles, executaram seu “pièce de résistance”. A parceria rendeu biquínis, maiôs, vestidos, casacos, blusas masculinas e femininas, entre outras peças.


Em Iguape, as rendeiras oferecem também cursos com as técnicas do bilro e paletão de labirinto. E para quem quer fazer vezes de estilista, a presidente do centro, Raimunda Vicente da Costa, 73, avisa: “é só trazer os moldes, que desenvolvemos qualquer peça”.


*A repórter viajou a convite da organização do Dragão Fashion Brasil



Fonte:estilo.uol.com.br
FERNANDA SCHIMIDT
Enviada especial a Fortaleza*
No artesanato do Ceará, o renda alcança sua excelência em pequenos vilarejos praianos, onde há concentração de pescadores, como o município de Aquiraz, a cerca de 30 quilômetros de Fortaleza. O trabalho é daqueles ofícios tradicionais e hereditários, passados de mãe para filha há gerações.


Mulheres trabalham no centro das rendeiras da Prainha, no muncípio de Aquiraz


“Somos todas filhas de pescadores e mães rendeiras”, contou Maria Cleide dos Santos Costa, 54, que desde os oito anos de idade se dedica à técnica do bilro. Ela faz parte do grupo de 134 mulheres-rendeiras divididas nos dois centros de rendas de Aquiraz: o de Prainha, com 80 artesãs, e o de Iguape, com 54.


O trabalho desenvolvido nos dois pólos rendeiros é bastante similar, o que os distingue é a linha utilizada: mais fina (na Prainha) ou mais grossa, como a de crochê (de Iguape).


Bilro e paletão de labirinto

Os nomes dados aos diferentes tipos de renda são definidos de acordo com os instrumentos utilizados para sua confecção; são eles que conferem aos tecidos um ou outro desenho. O bilro é uma pequena haste de madeira, que é acoplada a uma semente de buriti (planta da família das palmeiras) em uma ponta e envolta em linha na outra. A renda é criada com o manusear dos bilros, jogados de um lado para outro pelas mãos ágeis das rendeiras.



Além do bilro, Aquiraz é especializado também no paletão de labirinto. O labirinto consiste em uma renda criada a partir da desfiadura do linho corrido com a ajuda de uma agulha. O paletão é o bordado criado sobre o tecido vazado.


Renda de bilro é tradicional no município de Aquiraz, no Ceará


História e sustentabilidade

Criado há 30 anos pela então primeira-dama do Ceará, dona Luiza Távora, o centro de Prainha nasceu para satisfazer uma necessidade de centralizar o comércio do artesanato regional. Antes disso, as rendeiras trabalhavam individualmente em seus lares e batiam de porta em porta nas casas de moradores e pousadas de turistas para oferecer suas criações.


Hoje, o trabalho é mais organizado. Mas, bem antes da consciência ecológica virar tendência mundial, já era todo sustentável. As sementes provêm dos frutos comidos pelo gado ou utilizados na preparação de doces. O bilro é coletado de árvores. O enchimento da almofada que dá suporte aos fios é feito de folhas secas de bananeira. Os alfinetes que prendem os fios e o molde à almofada são espinhos de cactos de diferentes tamanhos.


É difícil estimar quanto este trabalho artesanal gera de rendimentos anualmente. Segundo Rosana Lima, assessora especial da secretaria de Turismo e Cultura de Aquiraz, não existem dados oficiais neste sentido. “Este tem sido um dos maiores debates na secretaria, somos muito carentes de pesquisas deste tipo. A renda gerada é muito variável de acordo com a sazonalidade turística e com o volume de vendas”, disse ela.


Os ganhos, no entanto, têm sido suficientes para que as rendeiras sustentem suas famílias, como conta Maria Helena Pereira, 60, 53 deles como rendeira. “Com o bilro, ajudava minha mãe, comprava meus cadernos e estudava. Ajudei meu marido a criar os quatro filhos e, agora, ajudo minhas filhas a criar as minhas netas”, disse. Hoje em dia, a transmissão do ofício para as próximas gerações tem sido adiada. Das sete netas de Maria Helena, apenas uma delas familiarizou-se com a técnica, aos 13 anos. “Estou deixando que ela estude antes, mas ela vai aprender”, garantiu.


Moldes criados pelos estilistas André e Raphaella Castro, da Mar del Castro


É só levar o molde

Atualmente, os centros de rendeiras beneficiam-se de projetos como o Conexão Solidária, que promove a comercialização dos produtos e adiciona design de moda ao trabalho artesanal, em parceria com os estilistas André e Raphaella Castro, da marca Mar del Castro, de Fortaleza.


Para o trabalho conjunto, as artesãs receberam os moldes esboçados pela dupla e, sobre eles, executaram seu “pièce de résistance”. A parceria rendeu biquínis, maiôs, vestidos, casacos, blusas masculinas e femininas, entre outras peças.


Em Iguape, as rendeiras oferecem também cursos com as técnicas do bilro e paletão de labirinto. E para quem quer fazer vezes de estilista, a presidente do centro, Raimunda Vicente da Costa, 73, avisa: “é só trazer os moldes, que desenvolvemos qualquer peça”.


*A repórter viajou a convite da organização do Dragão Fashion Brasil

Fonte:estilo.uol.com.br

Estudo sobre futuro da indústria têxtil

Estudo sobre futuro da indústria têxtil mostra que empresas catarinenses do setor investem em produtividade e gestão de processos
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tornou público o estudo O Futuro da Indústria Têxtil e de Confecções, em que são apresentados dados sobre os investimentos do setor em diversas áreas. Com dados colhidos em 2005, o estudo serve para comparar os perfis de quatro dos principais pólos têxteis brasileiros,entre eles o de Santa Catarina. Para a obtenção de dados sobre investimentos, gestão e processos, os pesquisadores ouviram algumas das maiores empresas brasileiras do setor. Em Santa Catarina, os dados foram coletados junto a sete das maiores indústrias.

O trabalho analisa a atuação das empresas catarinenses nas áreas de gestão de materiais, processos, produtos, distribuição e informação. De acordo com a avaliação dos técnicos, a indústria apresenta grande poder de competitividade, registrando aspectos positivos em relação à qualidade, tecnologia e processos.

GESTÃO DE MATERIAIS

A aquisição de materiais é feita por meio de cotações e as empresas buscam, dependendo do grau estratégico do material, uma parceria mais intensa com um número baixo de fornecedores.

O processo de aquisição não leva em consideração a proximidade geográfica; a maioria dos fornecedores de insumos se posiciona fora do cluster. As empresas do Pólo possuem um ranking de fornecedores que são selecionados de acordo com a capacidade de entrega, qualidade e preço. Não se observa uma grande preocupação das empresas em capacitar fornecedores de pequeno e médio porte.

A maioria das empresas (integradas) possui um sistema de controle de conformidade das matérias-primas. Para tal, as empresas possuem laboratórios próprios. Para testes e controles mais específicos, os serviços do sistema Senai e a Fundação Blumenauense são requeridos. Contudo, as empresas que compram os tecidos de malha ou trabalham com tecidos de terceiros encontram certas dificuldades no controle dessas conformidades. A maior dificuldade observada é o controle da alteração dimensional da malha.

O armazenamento de materiais é feito de forma tradicional, observando-se os fatores básicos para uma boa armazenagem de materiais. Empresas que possuem uma estratégia de diferenciação (moda), trabalham com estoques elevados tanto de matéria-prima, quanto de produtos semiacabados.

Os processos de separação e distribuição de materiais são suportados por sistemas informatizados (principalmente leitoras de código de barras). O transporte de materiais é feito de forma tradicional (carrinhos e manual).

GESTÃO DE PROCESSO

As empresas do Pólo têm buscado aumentar a qualificação do seu quadro funcional, por meio de treinamentos on-job e nos principais centros de treinamento do cluster. A principal reclamação das empresas é a falta de oferecimento de determinados cursos e a falta de profissionais qualificados nas áreas de costura e molde. A grande maioria das empresas tem, ao longo dos anos, adquirido máquinas (tecelagem e beneficiamento) de última geração (automatizadas).

A idade do parque industrial do Pólo está em média inferior a cinco anos. O processo de transferência tecnológica é considerado eficiente e as empresas não possuem maiores problemas referentes à assistência técnica oferecida pelos fornecedores de máquinas. A automação do parque fabril tem sido considerada como o suporte tecnológico para as empresas do Pólo trabalharem com uma estratégia de diferenciação. No tocante à prototipagem, modelagem e estudo de encaixe/risco e corte, as empresas possuem todas as tecnologias de suporte necessárias para otimização da produção e qualidade do artigo.

O PCP da maioria das empresas é suportado por sistemas informatizados; tais sistemas são encarados como fundamentais para aquelas que trabalham com lotes pequenos e bem variados. Essa característica de lotes pequenos e diferenciados é um dos grandes problemas enfrentados pelo setor de Planejamento da Produção.

Outra dificuldade observada é o elevado tempo de entrega das empresas (de 10 a 30 dias). Isso pode, a princípio, ser explicado pela dificuldade da previsão de vendas e da estrutura descentralizada de algumas organizações (principalmente devido ao uso de facções). As empresas que trabalham com moda possuem uma grande preocupação quanto à qualidade da preparação, costura e acabamento. Em relação à embalagem como um diferencial estratégico, ainda não está muito difundida a preocupação nas empresas; mesmo naquelas que trabalham com moda.

Empresas que têm um enfoque de preço e baixa diferenciação não consideram a embalagem como algo relevante. A maioria das empresas do pólo controla a qualidade dos artigos produzidos. Esse controle é feito pelos laboratórios da própria empresa ou serviços oferecidos pelas escolas têxteis da região.

GESTÃO DE PRODUTO

No item pesquisa de mercado, observou-se que as empresas do pólo possuem formas particulares de monitoração do mercado. Na maioria dos casos, essa pesquisa é feita, informalmente, pelas pessoas no final da linha. A utilização de empresas especializadas não é um procedimento muito comum.

No que se refere à pesquisa de moda, observou-se uma clara distinção entre as empresas que lidam com moda e as que trabalham com linhas básicas. A pesquisa de moda é sistematizada e ocorre em períodos determinados, com o envio de estilistas para os principais pólos de moda,nacionais e internacionais. Foi observado que a introdução de novos produtos, por parte de certas empresas, fica comprometida por um desnível tecnológico entre as matérias-primas oferecidas pelo mercado internacional e as oferecidas pelo mercado nacional.

Isso obriga as empresas a importarem certas matérias-primas para lançamento de determinado produto. Com a instabilidade do câmbio pode-se dizer que essas importações afetam a competitividade das empresas que tentam agregar valor ao seu produto. A pesquisa de novos materiais é feita em conjunto com a pesquisa de moda.

O desenvolvimento de novos produtos é feito, normalmente, por uma equipe de engenheiros e técnicos. Essa equipe é a responsável pela construção de um protótipo, que leva em consideração os insumos necessários para produção de tal artigo, bem como o fluxo do processo produtivo. As empresas que atuam no setor de moda lançam pelo menos quatro coleções por ano. Essas coleções são baseadas nas tendências internacionais, o que tem se observado é que as empresas estão adiantando as coleções.

DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS

O armazenamento de produtos acabados é feito de forma tradicional, atendendo aos requisitos básicos de separação por artigos e acondicionamento em grades identificadas. Algumas empresas já possuem sistemas de leitura óptica para identificação e baixa de produtos. Esse sistema tem um alto grau de importância para empresas que trabalham com lotes pequenos e variados.

O transporte para os principais canais de distribuição é feito, também, de forma tradicional, utilizando-se para isso, empresas de transporte rodoviário. Os principais problemas observados foram o roubo de carga e a impontualidade nas entregas. A logística de distribuição em algumas empresas já é suportada por sistemas informatizados que determinam o melhor trajeto e as transportadoras que fazem tal trajeto. As empresas do Pólo não possuem centrais de depósito (hub); a distribuição é feita diretamente das unidades fabris para o cliente final (varejistas lojas próprias, franqueadas e em alguns casos atacadistas). A maioria das ações promocionais está voltada para o lançamento de material institucional, anúncios públicos e em revistas especializadas.

As ações promocionais no tocante a preço ocorrem no final de coleções com as sobras destas. Em relação à previsão de vendas, pode-se observar também um diferencial entre as empresas focadas em moda (estratégia de diferenciação) e as focadas em básicos (estratégia de custo). Nas empresas focadas em custo, as vendas tendem a ter um perfil mais estável, sendo que as empresas só produzem o que vendem. As empresas focadas em moda possuem um sistema de previsão de vendas feito através de consultas aos canais de distribuição e representantes de vendas.

Algumas empresas possuem equipes específicas para otimização do processo de previsão de vendas. Observou-se que o monitoramento dos resultados das vendas é mais comum em empresas que possuem franquias e/ou lojas próprias. O monitoramento do cliente é feito informalmente, por meio de informações dos representantes.

GESTÃO DA INFORMAÇÃO

O processo de compra de insumos, na maioria das empresas, é suportado por sistemas informatizados (programas específicos), que normalmente estão interfaceados com programas específicos de PCP e gerenciamento da produção. Assim como nos outros pólos pesquisados, não se observa ainda uma preocupação das empresas em desenvolver sistemas de coleta de informações para novos fornecedores. Devido ao alto grau de automação das maioria das máquinas têxteis, o sistema de informações no processo produtivo é feito on-line, através de softwares específicos de gestão têxtil. Com tais softwares, as empresas podem acompanhar, em tempo real, a posição de determinados lotes evitando, assim, atrasos desnecessários.

Nesse caso, as informações fluem em vários sentidos, sendo que cada departamento ou setor pode obter as informações necessárias para otimização do fluxo produtivo, principalmente na organização de pequenas partidas. Basicamente, o fluxo de informações nesse processo é de cima para baixo, começando pelas informações trazidas pelos estilistas, sendo estas traduzidas em um produto tangível e apto para ser produzido em uma determinada empresa. As informações que auxiliarão a equipe de desenvolvimento de produto deverão ser de fácil acesso. Para isso, empresas que já possuem sistemas de gestão integrados encontram maior facilidade na velocidade de desenvolvimento de produtos.

Observa-se que um sistema consistente de informações é estratégico no processo de previsões de vendas. Essas informações são coletadas pelas empresas, por meio dos canais de distribuição. Contudo, estas informações carecem de um tratamento mais apurado e analítico. Em muitos casos as informações para a previsão de vendas são buscadas por apenas uma pessoa.

CONTEXTO FUTURO

A partir da pesquisa realizada junto às empresas, técnicos do ministério realizaram um diagnóstico em relação ao desempenho futuro do setor. De acordo com o estudo, os principais cenários a serem enfrentados pelo setor são os seguintes:


Mercado global: diversidade de opções de escolha, diversidade de atores na cadeia
de suprimento, necessidade de manter e de alterar suas vocações produtivas
tradicionais.
Ameaça de polarização entre concepção e execução (países gerentes versus países
operários) na nova ordem internacional de organização do trabalho.
Aumento da demanda interna (crescimento da economia), gerando adaptações
necessárias às diversidades culturais, a adequação a coletivos e indivíduos, novos
serviços customizados por grupos, etc.
Aumento da concorrência com a criação da Alca, enfatizando a importância das
capacidades das cadeias de suprimento nas dimensões de competitividade adotadas
pelo estudo (inovações no negócio, produtividade, qualidade, etc.).
A partir dos conceitos de futuro, estabeleceu-se a necessidade de contextualização no Mundo da Tecnologia. Para tanto, foram investigadas as principais tecnologias de base com impacto no desenvolvimento tecnológico da cadeia estudada. Dessa forma, foi obedecido o seguinte processo:

Seleção de tecnologias genéricas adequadas à CPTV.
Capacidade das tecnologias genéricas relativa ao cenário mais provável.
Listagem das tecnologias mais relevantes.
Busca de desenvolvimentos tecnológicos dentre os conceitos estabelecidos.
O estudo mostra que entre os itens estratégicos específicos que precisam ser seguidos pelo setor têxtil estão:

Resposta rápida da cadeia de suprimento.
Organização da produção para adaptação às características e mudanças da demanda.
Comunicação direta e confiável com os parceiros e consumidores.
Previsão da demanda.
Produção de pequenos lotes.
Ciclo de vida curto dos produtos.
Oferecimento de produtos personalizados.

Fonte: Noticenter
Fonte:revistaportuaria.com.br

E a camisa da seleção? de Rugby - Detalhes de modelagem e construção dos tecidos


Descubra na entrevista que fizemos abaixo com o Germán Pipet, gerente da Topper no Brasil. Nela, um pouco mais sobre a estratégia da Topper para o esporte e sobre o uniforme, para todos prepararem as carteiras. A equipe da Topper ainda conta com Gabriel Travaglini, ex-oitavo dos Pumas entre o fim da década de 70 e a década de 80.



BdR: Existe alguma equipe fora do Brasil que tenha material fornecido pela Topper?

GP: Na Argentina, se fornece material para 3 equipes: Hindu Club, CASI e Los Matreros, além de ser a marca oficial da URBA (União de Rugby de Buenos Aires) e de ser o fornecedor oficial de bolas nos eventos coordenados pela entidade.
BdR: Como será o material empregado na confecção dos uniformes da seleção?

GP: A Camisa da Seleção Brasileira de Rugby foi desenvolvida em tecido de poliamida com elastano ( 92% poliamida 8%elastano), a matéria prima possui alta compressão tornando a peça mais ajustada ao corpo e favorecendo a prática esportiva. Na parte superior frontal da camisa foi desenvolvida uma comunicação visual com processo de relevo (grip) para evitar que a bola escorreque passando maior segurança para o atleta.

Os recortes foram posicionados em locais estratégicos acompanhando a anatomia do corpo e auxiliando na performance. Gola interrompida com acabamento arrendondado seguindo tendência do mercado esportivo.
O escudo foi desenvolvido em forma de patch e aplicado na peça, logo Topper e tira talão em transfer acompanhando as cores do uniforme.

O Calção foi desenvolvido em tecido plano + pesado com construção de sarja ( 75% poliéster 25% viscose).
Foram aplicados galões saindo da parte de trás da peça e terminando na frente. O escudo foi desenvolvido em forma de patch e aplicado na peça , a escrita BRASIL RUGBY e logo Topper foram bordadas.

Uniforme 1) Amarelo com detalhes em verde e branco
Uniforme 2) Verde com detalhes em amarelo e branco
Uniforme para treino – Azul com detalhes em amarelo

Uniforme 1) Verde com galão em amarelo e branco
Uniforme 2) Branco com galão amarelo e verde
Uniforme para treino – Azul com galão em amarelo e verde.

BdR: Existe a possibilidade de fornecimento de material esportivo para clubes no Brasil?

GP: Estamos realizando um trabalho de análise junto à CBRu para alinhar os próximos passos da marca dento do esporte. Não descartamos no futuro realizar uma parceria com clubes no Braisl para fornecimento de material.

BdR: Quando serão postas à venda as camisas da seleção?

GP: A partir da segunda quinzena de maio estarão disponíveis as camisetas 1 e 2 na loja Topper do Shopping Jardim Sul (São Paulo) e na NetShoes, loja online. A camisa 3 (branca com listras verdes e amarelas) será vendida somente no segundo semestre

BdR: Como vê o desafio de vender produtos relacionados ao Rugby em um país que não possui a cultura desse esporte?

GP: Entendemos que pelas características do esporte, tem todo o potencial para se desenvolver no Brasil. É um grande desafio, mas acreditamos que estamos realizando o trabalho de forma correta para a divulgação do esporte no país.

BdR: Quanto movimenta o mercado de materiais esportivos ligados ao Rugby na Argentina?
GP: Não existem dados oficiais disponíveis.


Fonte:blogdorugby.com.br

Dudalina - Comércio impõe uma batalha nas frentes interna e externa


No fim da década de 90 as importações de vestuário "made in China" sacudiram a Dudalina, fabricante de camisas masculinas. Na época, com 40% de sua produção voltada para fabricação terceirizada de camisas para marcas famosas, a empresa viu seus clientes trocarem os produtos da indústria catarinense pelos importados chineses, bem mais baratos. Com queda de 30% na produção e insegurança em relação ao futuro, a Dudalina chegou a importar roupas chinesas e comercializá-las com uma marca própria por meio de representantes.

"Durou um ano", conta Rui Hess, diretor de exportação e varejo da empresa, sobre a experiência. A competição com os chineses agravou um quadro difícil, que já contava com a alta informalidade do segmento. Surgiu o que pareceu a única solução: o reposicionamento da marca Dudalina.

De uma camisaria que surgiu na década de 60 quase ao acaso porque dona Adelina, mãe de Rui, resolveu dar destino a um lote de tecidos encalhados na loja de secos e molhados, a Dudalina atualmente comercializa três marcas que identificam não só camisas, mas todo tipo de peça do vestuário masculino adulto A e B, das meias ao terno e gravata.

A competição dos produtos chineses tem papel importante na mudança da empresa. "A estratégia é diferenciar nossos produtos em relação aos chineses por meio de maior valor agregado", diz Hess. O cumprimento da meta envolve desde desenvolvimento de roupas no rumo das tendências de moda internacionais, seleção de tecidos, com 38% importados da Europa, e investimento em marketing, que triplicou nos últimos cinco anos. Com o reposicionamento, o tíquete médio de venda das roupas da Dudalina passou de R$ 43,00 em 2005 para R$ 81,00 hoje.

A China foi o motor de uma mudança que se consolidou na última década e iniciou um processo sem fim. Com quatro fábricas espalhadas em Santa Catarina e Paraná, a Dudalina deve inaugurar, até o segundo semestre, seis pontos de venda em São Paulo, numa iniciativa que deixa clara a decisão de ir ao varejo com loja de marca própria. De novo, a China é uma das alavancas da estratégia. "Na loja multimarca, nosso produto continua se encontrando com o chinês e concorrendo com preços menores."

A preocupação com o produto chinês tem sua razão de ser. Nos últimos dez anos a importação de vestuário fabricado na China pulou de US$ 37,4 milhões para US$ 451, 4 milhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Nos produtos têxteis os desembarques oriundos da China saltaram de US$ 20,4 milhões em 1999 para US$ 917,4 milhões no ano passado. Em 2010, a perspectiva de crescimento mínimo de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) combinada ao dólar desvalorizado deve manter em patamar elevado não somente as importações de têxteis e confecções como dos demais produtos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em 2000, as importações da China eram de US$ 865,2 milhões. Oito anos depois, em 2008, atingiram US$ 20 bilhões. No ano passado, sob o efeito da crise, o desaquecimento do mercado interno fez cair para US$ 15,9 bilhões. Nos últimos dez anos, o número de empresas que importam produtos chineses saltou de 4.438 para 16.853.

A elevação de valores desembarcados trouxe uma mudança no perfil das importações. Na última década os produtos "made in China" atravessaram as portas das lojas de quinquilharias, chegaram aos cabides de roupas de grife e hoje dominam os mostruários de supermercados e lojas de varejo com eletroeletrônicos e eletroportáteis, muitas vezes com design atraente e funções modernas.

"Hoje os produtos que chegam da China têm maior valor agregado", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Dados da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revelam elevação dos preços médios de produtos importados da China. O preço médio do total de produtos desembarcados do país asiático aumentou 31,8% na última década. O valor negociado dos bens de consumo não duráveis aumentou 61,2%. Os preços dos bens intermediários tiveram alta de 34,14%.

Ficou definitivamente para trás a China que vendia ao Brasil camisetas de algodão mal-acabadas. O país já fornece ao Brasil bens de capital. Há dez anos, as importações brasileiras de máquinas chinesas era de apenas US$ 188,2 milhões. No ano passado essas compras chegaram a US$ 3,7 bilhões. Os chineses também têm ganhado espaço no fornecimento de matérias-primas à indústria brasileira. A importação de intermediários chineses saltou de US$ 779 milhões em 2000 para US$ 9,5 bilhões no ano passado, tendo chegado a US$ 12,8 bilhões em 2008.

Em 2010, diz Castro, com o aumento de produção deve haver retomada das importações totais, inclusive da China. "Com o dólar baixo e a perspectiva de crescimento da economia, haverá substituição de insumos nacionais por importados."

A forte importação de insumos e matérias-primas da China tem contribuído para o déficit da balança comercial da indústria de transformação. Em 2008, a indústria teve o primeiro déficit , depois de sete anos seguidos de saldos positivos. No ano passado, o quadro se manteve, com déficit de US$ 16,4 bilhões, segundo dados do Mdic. No primeiro trimestre de 2010 o saldo negativo voltou a se ampliar, fechando o período com US$ 7,7 bilhões.

No ano passado, o déficit no período foi de 4,08 bilhões, o que significa crescimento de 89% .

O déficit, para muitos economistas, revela um problema estrutural do país e acende uma luz amarela para a próxima década. "Por enquanto essa questão ainda não causou tanta preocupação porque as exportações de commodities têm garantido tranquilidade às contas externas do país", diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores.

Para 2020, porém, defende Silveira, o Brasil demanda a adoção imediata de políticas públicas e de iniciativas de investimentos do setor privado em áreas nas quais o país ainda pode reagir, como a indústria petroquímica, siderúrgica, têxtil, de calçados e de papel, por exemplo. "O setor de componentes eletrônicos é um bonde que o Brasil já perdeu", acredita.

Alguns economistas lembram que a evolução da corrente de comércio da China com o Brasil é resultado da globalização de mercados. Na verdade os produtos chineses desembarcaram em massa não só no Brasil como no resto do mundo. Enquanto as exportações globais triplicaram de 1998 a 2008, as vendas totais da China cresceram mais de sete vezes. Como resultado, as indústrias brasileiras enfrentam a China não só no mercado interno como no comércio internacional.

Levantamento do escritório brasileiro da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) mostra que os produtos chineses têm levado vantagem na disputa. Entre 1995 e 2008, o ganho de mercado líquido do Brasil na competição com algumas mercadorias "made in China" em um total de 11 blocos regionais foi de US$ 13,6 bilhões. No mesmo período, a China teve ganho de US$ 512,5 bilhões.


Fonte:valoronline

A cultura da liderança


Um dos maiores obstáculos entre sua meta e o alcance do seu objetivo é o apoio e respeito que você consegue dos outros
Por Wilson Mileris
Para obter esse apoio é preciso desenvolver o hábito de construir boas relações com os seus superiores e subordinados.

Contudo, os modelos mentais vigentes conduzem a maioria dos comportamentos às criticas, às falhas e as limitações das pessoas. Encare esse tema da seguinte forma: um diretor depende de várias pessoas para executar suas instruções. Se elas não cumprirem essas instruções, o presidente da companhia concentrará sua atenção critica no chefe e não nos empregados.


Esse padrão vale para os vendedores que dependem dos seus clientes para cumprir sua missão. Se as pessoas não receberem o apoio e o respeito devidos, elas não comprarão e o vendedor terá falhado.


Igualmente, o diretor de um colégio que depende dos professores para levar avante o seu programa educacional; um político que depende dos seus eleitores; um dono da rede de varejo só consegue êxito se os gerentes e supervisores aceitarem sua liderança, que reflete nos consumidores que compram suas mercadorias.


Os novos padrões de liderança exigem que os comandantes consigam o apoio e o respeito dos seus liderados para atingir seus objetivos. Agora é tempo de perguntar: O que deve fazer um líder para conseguir apoio da sua equipe?


As pessoas que conseguem prosperar na vida pessoal e profissional detêm, além do conhecimento técnico, uma habilidade social bastante acentuada. E essa habilidade é a capacidade de construir.


O líder precisa aprender que seu poder de alavancar depende muito mais do respeito que devota à sua equipe e à capacidade de apoiar seus colaboradores do que da sua perícia técnica. Suas competências básicas são a delegação, a defesa da visão do futuro e o hábito de erguer seus colaboradores.


Note bem isso. Uma pessoa não é puxada para uma posição superior. Ela é elevada. Na prática, somos elevados pelos que nos conhecem como pessoas que transformam tudo ao seu redor.


A cultura de uma empresa é percebida através do comportamento de seus lideres. Os lideres conseguem o comportamento que mostram e toleram. Você muda a cultura de uma empresa mudando o comportamento de seus lideres. Você mede a mudança avaliando a mudança no comportamento pessoal de seus lideres e o desempenho de seu negocio.


Para construir uma organização que execute, o líder tem que estar presente para criar e reforçar o software social com os comportamentos desejados e diálogo consistente.


Finalizando essa reflexão, é preciso que os lideres fomentem a solidariedade, a amizade, o respeito, a afetividade e o amor como fatores fundamentais de humanização dos ambientes de trabalho.

E mais do que tudo, é preciso que os lideres aprendam a motivar seus colaboradores.



Sobre Wilson Mileris - É especializado em motivação. Atua há 25 anos como conferencista, treinador e consultor nas áreas de liderança, motivação e vendas. É um não-teórico que congrega em seu método a mais articulada soma de técnicas onde a psicologia comportamental, aplicada a conhecimentos técnicos de motivação, gera resultados concretos e verdadeiros


Fonte:administradores.com.br

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pelé, Robinho e Neymar: estagiários que deram certo


Das categorias de base à Seleção, o que o Santos e seus “meninos da Vila” têm a ensinar a sua empresa?
Por Simão Vieira
Nos gramados, o jovem ataque do Santos Futebol Clube está dando um baile de futebol-arte e, o melhor, conseguindo resultados fantásticos. Com o estádio cheio, a torcida empolgada e o respeito dos adversários, o trio Robinho, Neymar e Ganso tem atraído os holofotes para a Vila Belmiro nos últimos meses e criado um clamor nacional pela convocação dos dois últimos para a Seleção de Dunga, já que Robinho é nome mais que garantido. Mas, o que o fenômeno "Meninos da Vila" tem a ver com negócios?


Não é a primeira vez que o Santos, atual campeão paulista, faz sucesso com jovens craques. Há poucos anos, Robinho, que hoje lidera a equipe, encantou o Brasil com suas pedaladas jogando ao lado de Diego e Elano. Os três, assim como Neymar , Ganso e o mais eminente filho da Vila Belmiro, Pelé, são frutos do trabalho feito nas categorias de base do clube. O alvinegro do litoral paulista é, certamente, um dos maiores exemplos de que investir em quem está iniciando a carreira pode dar ótimos resultados no futuro. E isso não é exclusividade dos gramados. Apostar na juventude pode dar muito certo, também, na sua empresa.


"Os jovens trazem oxigênio novo para a empresa", diz Caroline Cobiak, coordenadora de projetos da Across, consultoria especializada em desenvolvimento organizacional. Ela ressalta que o olhar diferente e inovador da juventude sobre o mercado pode agregar muito ao negócio, com ideias que, segundo ela, "um bom profissional interno (antigo), que já tem o olhar viciado, não pode proporcionar". Mas a especialista lembra que, tanto para a empresa, quanto para o jovem, a parceria com o colaborador experiente é muito valiosa, "pois um possui a vivência da empresa e o outro pode trazer um outro olhar".


Para as coisas darem certo, uma recomendação essencial da especialista é que as empresas saibam entender como pensa a nova geração – disposta a batalhar pelo sucesso na carreira – e demandar as ações corretas. "O que importa para eles são os desafios que a empresa pode proporcionar", afirma Cobiak.


A especialista destaca, ainda, que o jovem profissional trabalha numa lógica diferente, típica da era da internet, e que cabe às empresas compreendê-la, para, a partir disso, demandar as atividades apropriadas. "Esta geração está acostumada a lidar com diferentes demandas ao mesmo tempo, eles necessitam também de diferentes projetos", diz Cobiak, que complementa: "os jovens são ansiosos por natureza, pois são a geração da internet. Precisam ver o projeto acontecer".


Construindo o futuro


As equipes de base no mundo dos negócios, sem dúvidas, são os programas de estágio e trainee. É através deles que os gestores têm contato com os jovens que começam a buscar espaço no mercado de trabalho. Assim, é importante ter consciência do papel formador desempenhado pelos programas e de que eles são, também, investimentos a longo prazo. Por isso, desenvolver ações no sentido de manter aqueles profissionais na empresa é essencial. De que forma? "É necessário realizar um acompanhamento constante de seu trabalho, realização de feedbacks, formação técnica e comportamental através de cursos, palestras, etc.", afirma Cobiak.


Quando o assunto é futebol, fica difícil segurar, no Brasil, um craque por muito tempo. Os salários melhores oferecidos pelos clubes europeus são uma concorrência difícil de encarar. Nas empresas, a coisa pode ser um tanto diferente. "Se uma empresa oferece um salário menor ou igual ao atual, mas apresenta uma possibilidade de crescimento maior, este jovem sai da sua empresa atual sem remorsos", garante Caroline Cobiak.


Com visão e planejamento, o fato é que a nova geração está com os pés no presente, mas, sempre de olho no futuro, sem pressa de ganhar a artilharia, mas certa da necessidade de estar sempre marcando gols (de placa, se possível!).


Fonte:administradores.com.br

Sem reciclar todo PET nacional, Brasil importa o resíduo


Atrás apenas do Japão, Brasil é o segundo país do mundo que mais recicla garrafas PET, mas nível de reaproveitamento do material ainda não satisfaz a demanda interna; indústria têxtil é a que mais usa

“Na natureza, nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma”, já dizia Antoine-Laurent de Lavoisier, químico francês do século 18. Nossa sociedade finalmente resolveu dar ouvidos ao cientista. Tanto é assim que o Brasil é hoje o segundo pais em reciclagem de garrafas de politereflalato de etileno, o popular PET, atrás apenas do Japão, de acordo com o senso divulgado em 2008 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).

Atualmente são recicladas no Brasil 253 mil toneladas do material, o que corresponde a um reaproveitamento de quase 55%, taxa que supera a dos EUA (que recicla 23,5%), Argentina (27%), Europa (40%) e México (15%).

Mas, enquanto 45% do PET reciclável ainda são desperdiçados em lixões e aterros ou são largados no solo, em rios e mares, o Brasil importa esse tipo de resíduo. Para completar a demanda por matéria-prima, nossas indústrias compram PET usado de outros países.

O aumento da reciclagem no país desde 1994 foi de 1.850%, ou seja, o Brasil recicla hoje quase 20 vezes mais do que reciclava no século passado; foram 253 mil toneladas recicladas em 2008, ante apenas 13 mil em 1994.
O índice de reciclagem de PET, no entanto, precisa melhorar, porque o país consome hoje quase seis vezes mais PET para produzir embalagens novas, portanto, sobra mais PET hoje do que sobrava no século passado. O consumo em 2008 chegou a 462 mil toneladas contra 80 mil em 1994. Isso resulta num descarte não reciclado de 209 mil toneladas de PET, volume quase três vezes superior ao descarte de 67 mil toneladas de 1994.

“A importação de sucata revela uma falha muito grave, uma falência das instituições brasileiras e da organização dos municípios para a reciclagem do lixo”, alertou o especialista em lixo e reciclagem Sabetai Calderoni, em entrevista ao programa Bom dia Brasil, da TV Globo, exibido no dia 12 de abril.

Para Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu, consumidores e empresas no Brasil já realizam esse tipo de ação, mas é fundamental que esse número cresça para melhorar ainda mais esse panorama. “Hoje existem várias iniciativas de empresas e de outras organizações que realizam ações de coleta seletiva e a reciclagem, mas nosso foco continua sendo a sensibilização e educação do consumidor. Queremos que ele tenha consciência de seu poder de consumo, partindo para ações práticas e escolhas de consumo que causem menos impactos possíveis ao meio ambiente.”

A produção a partir de materiais reciclados permite uma exploração mais sustentável dos recursos naturais, já que o reuso e a reciclagem de produtos evitam a extração de novas matérias-primas de fontes naturais, além de economizar recursos, como água e energia, necessários na fase de produção. No caso das garrafas PET – que estima-se levam mais de 500 anos para se decompor na natureza –, a produção da resina a partir de material reciclado consome apenas 3% de energia originalmente necessária para produção da resina virgem, segundo a Abipet.

Indústria Têxtil é a mais beneficiada
Apesar de ser mais conhecido como matéria prima de fibra têxtil para confecção de vestuário, mantas e cobertores, é bom lembrar que a lista de possibilidades de aplicação da garrafa PET reciclada se estende a brinquedos, enfeites, utensílios domésticos como baldes, vassouras, prendedores de roupas, carpetes e forrações (100% das montadoras de automóveis no Brasil utilizam carpetes de PET reciclado).

No Brasil, a indústria têxtil é a que mais se beneficia da reciclagem de garrafas PET. Do volume reciclado em 2008 (dados mais recentes), 38% foram absorvidos pelo setor e esse número vem crescendo a cada ano.

Para produção de roupas, o PET reciclado é transformado em fibras que produzem um tecido forte, mas macio. Em geral, elas são combinadas com algodão, que dá um toque ainda mais confortável. A estudante de relações públicas Alice Alves dos Santos, 23 anos, já comprou esse tipo de roupa em São Paulo. “Eles estavam fazendo uma campanha ambientalista. A camiseta era bonitinha e achei a iniciativa muito legal. Tenho certeza de que, se eles não falassem que a matéria-prima era PET, não daria para saber, elas são confortáveis, como qualquer outra roupa”, conta.

Fonte:silcon.com.br

Contração do sector têxtil europeu reduzem receitas ibéricas da C&A em 2,6%


A C&A registou uma quebra de 2,6% nas receitas na sua operação na Península Ibérica no exercício fiscal 2009/2010 (entre 1 de Março de 2009 e 28 de Fevereiro de 2010), totalizando 556 milhões de euros. Apesar desta evolução negativa nas receitas, o grupo indica, em comunicado, que conseguiu aumentar a sua quota de mercado nos dois países ibéricos: de 1,8 para 1,9% em Espanha e de 4,1 para 4,3% em Portugal.

Globalmente, a C&A obteve receitas de 6,303 mil milhões de euros no exercício fiscal em causa, mantendo-se em linha com o que registou no ano passado (6,301 mil milhões de euros), “apesar das duras condições económicas e uma quebra significativa no sector têxtil europeu”, salienta a companhia.

O porta-voz da C&A Europa, Andreas G. Steiz, referiu à agência Europa Press que “o mercado foi visivelmente negativo e extremamente volátil em 2009”, com uma contracção do sector têxtil europeu calculada em 3%, tendo alcançado no caso espanhol os 8,3%.

“Tendo em conta as duras condições económicas, a C&A respondeu bem”, admitiu Seitz.

Por países, a companhia registou aumento de vendas na Bélgica e Luxemburgo (+3,2%), Áustria (+1,1%) e no negócio online.

Já no campo das reduções, os mercados mais afectados foram a Holanda (-2,8%), Suíça (-1,5%) e França (-1%).

De referir que no exercício terminado a 28 de Fevereiro de 2010, a C&A inaugurou 92 lojas, alcançando as 1.410 unidades em 19 países europeus. Para o ano de 2010/2011, a companhia prevê abrir 80 lojas e investir na modernização das já existentes, bem como na infraestrutura interna, novos segmentos de produto e maior desenvolvimento das vendas online. O investimento total calculado pela C&A até 2012 deverá ascender aos 60 milhões de euros.


Fonte:hipersuper.pt

terça-feira, 4 de maio de 2010

A FOGUEIRA DAS VAIDADES


Todos nós precisamos do outro para encontrar a verdade, para sobreviver, para discutir, trocar idéias e até para brigar e fazer inimigos e no auge disso tudo, o melhor, fazer amigos.


Aquele que tem uma carga maior de experiência de vida e soube enriquecer seus conhecimentos, levanta as ancoras e navega no mar da sabedoria assumindo a postura e a transparência do livre pensador.


Certamente ainda, atrairá simpatizantes ou, na contra partida fará um confronto desagradável com aqueles que são especialistas em ser do contra, ou, como diz o ultimo artigo publicado pelo nosso comum amigo Erivaldo Cavalcante, “Maria vai com as outras”.


A verdade não está “escrita” e encerrada em um livro só, até mesmo em várias obras. A verdade está na sua busca pessoal, em suas investigações em suas múltiplas leituras, buscando sempre comparar idéias e conferir conceitos e saber se desviar das mentiras bem plantadas.


A vaidade é o expoente máximo ou no mínimo uma aliada competente daqueles que buscam o sucesso e a verdade. E o talento e a criatividade surgem como resultado direto dessa comunhão que provoca a efervescência, muitas vezes rejeitada por amigos ignorantes e que se sentem diminuídos. E assim temos duas irmãs gêmeas em conflito. A vaidade (uma boa qualidade) e a inveja (a arma dos fracos e covardes). Essas duas linhas conflitantes podem estar num mesmo grupo e você somente percebe quando cai “aquela gotinha d água” que faltava.

Há os que condenam a vaidade, mas ela está presente em todas as nossas atitudes. A vaidade é a companheira do ser humano, ela inspira o talento, ela define a beleza padrão, ela o tira do anonimato, ela rege comportamentos comerciais, ela inspira os mais competentes publicitários, ela contamina o mais frio profissional vendedor, ela torna o político mais eloqüente, ela dá mais brilho aos olhos, do cantor, do ator, do namorado, da namorada, que ama que tem paixão pela vida, e até do mais autêntico líder. Ela nos deixa confiantes para a pratica de todos os códigos de ética conhecidos. Ela redobra as forças do professor (a) na sala de aula. Ela é o resultado direto daquele comportamento que determina que você ande de cabeça erguida, e está diretamente ligada à consciência limpa.

Mas ela fabrica a inveja.


E assim, ela incomoda e passa a ser uma espécie de íngua. Se o invejoso for uma pessoa mais bem sucedida, ou tanto quanto, ele vai iniciar uma série de atritos com você, jogando piadinhas, ironizando suas decisões, interferindo em sua maneira de viver e ele vai fazer isso porque é a única arma que ele tem contra você. Se ele for mais bem sucedido financeiramente ou econô-micamente, a coisa pode ficar pior.


Nesse ponto, o melhor é você descartar esse convívio, pois será uma disputa desigual, já que o ignorante bate abaixo da linha de cintura, como se usa dizer por aí.

A vaidade portanto, é a mais autentica das loucuras humanas, sendo a única fonte inspiradora de todos nós, visando satisfação intima e plena.


Ela é o grito do silêncio. É uma manifestação quase anárquica do ego. Ela é o ponto de ligação, ao mesmo tempo em que se interpõe entre a formalidade e a liberdade da conduta humana. Ela pode estar presente até numa festa de aniversário, ou numa confraria, ou reunião de amigos, e daí?.

Ela elimina a dependência, ela ajuda na convicção. E com absoluta certeza elimina o divã do psicanalista, aquele que sempre chega na sua vida dizendo que você está cheio de coisas mal resolvidas.


Uma vez consolidada, incorporada e bem dosada e bem administrada ela servirá aos propósitos do crescimento daquele que a possui. Ela servirá para que o sucesso seja alcançado. Ela será sempre o ego do individuo se auto-ajustando ao ambiente em que está. E então você não precisará de Paulo Coelho ou Lair Ribeiro e certamente não precisará marcar a consulta com o psicólogo (rs).

Prefiro muito mais ser vaidoso a submisso, ou uma “Maria vai com as outras”. Prefiro defender meus princípios e correr o risco de ser rejeitado como um didático e antipático. Prefiro perder Amigos a ter que abrir mão dos conceitos e idéias que construí ao longo de minha vida e que serviram de base para minha conduta e meu caráter e assim, considero a vaidade, o portal de entrada para alguns problemas crônicos que regem o comportamento humano, como o autoflagelo e exatamente nesse ponto, ela pode se transformar em inveja, ou seja, a mistura da ignorância plena com o pedantismo.


Para que invocar essa transitoriedade explicita dolorida, que muitas vezes chamamos de amigos ou mestres e que passa de mão em mão? Porque não invocar a pureza das verdades, que sempre nasce do fogo da paixão dessa virtude?


Sem a maldita vaidade, morremos aos poucos. Envelhecemos antes do tempo certo e o pior de tudo, cedemos espaço para aqueles (amigos e mestres) que querem o nosso domínio.

E se permitirmos, eles tomam conta de nossos filhos e de nossa família.



A vaidade portanto, pode ser uma arma mortal contra os falsos amigos e todos eles, de mansinho, mesmo que leve muitos anos, chegam com suas espadas, com seus livros sagrados, com as suas arrogâncias, com ou sem imagens, tentando impô-las como verdades.


Você quer ser vaidoso? cuide-se, seja disciplinado, mire-se no espelho e dimensione claramente seus objetivos e não perca tempo com pessoas que vivem querendo lhe ensinar aquilo que você sabe ou pode saber tanto ou muito mais do que eles.



Tendo certeza disso, dispense-os. Amigos de verdade, são aqueles que admiram você e que não ironizam sua presença e nem suas crenças ou descrenças. Amigos de verdade são aqueles que lhe oferecem apoio incondicional, mesmo sabendo que ninguém é perfeito. E muito cuidado com o vaidoso espaçoso, ele transforma qualquer coisa que ele tenha mesmo igual ao que você possui em vantagem e usa isso para tentar humilhar você. Portanto, a vaidade pode ser uma faca de dois gumes.



Em 2010, ainda é tempo de dispensar os amigos que sempre querem demonstrar publicamente que são melhores que você.



Luiz Bento Pereira (63)

Representante comercial – Ramo têxtil

Goiânia. GO

Cidadão Mineiro, de Ponte Nova

Ponto de luz é a nova onda de efeitos em lavanderia - Como fazer


A procura por efeitos que garantam cara nova para o denim se renova a cada temporada, visando conquistar o consumidor ávido por novidades. Para o verão 2011, o efeito que promete ser o protagonista da estação é o ponto de luz, uma técnica aplicada em lavanderia que promete dar o que falar.


Representa uma evolução de efeitos muito populares, aplicados de forma inusitada. O ponto de luz começa a aparecer em modelos desenvolvidos por marcas brasileiras de maior força conceitual. Entretanto, será nas próximas coleções nacionais que o efeito deverá mostrar sua verdadeira iluminação, e invadir até as marcas mais básicas com suas características marcantes.


Há diferentes técnicas para a aplicação do efeito de ponto de luz no denim, mas todas começam do mesmo jeito: o primeiro passo é sempre um fundo desgastado, sobre o qual o efeito ficará localizado. Cada lavanderia escolhe a técnica de acordo com os recursos disponíveis na produção, tipo de equipamento e perfil dos funcionários. Embora por caminhos diferentes, os resultados são muito semelhantes.


"Para a base do efeito pode ser usado jato de areia e, por cima disso, aplicar uma pasta de cloro, demarcando o ponto de luz no espaço", conta Fábia Cabral, proprietária da lavanderia Greystone, de Bebedouro, no interior de São Paulo. Segundo ela, a técnica é eficiente e não requer maiores cuidados nem em tecidos com elastano, apesar do cloro na fórmula. "Trabalhamos há três anos com a pasta de cloro sobre todo tipo de tecido e nunca tivemos problemas", garante.


De acordo com Diogo Bonafante, gerente de produção da lavanderia Império, instalada na capital paulista, a base do efeito pode ser reproduzida com quaisquer das técnicas tradicionais usadas para aplicação do efeito de used. "Lixados, jatos de areia ou de permanganato de potássio podem funcionar para fazer a base. O ponto de luz aplicado a partir de uma mistura de cloro e pasta de corrosão dá um bom resultado", afirma ele.

Advertindo para os cuidados nesse tipo de trabalho, o gerente explica que a fórmula não deve conter concentração muito grande de cloro ou ser deixada para agir na peça por mais de cinco horas. "Mais tempo que isso e o produto começa a danificar o tecido - qualquer tecido, não só os elastizados", salienta Bonafante.


Outra forma eficiente para a reprodução do efeito, e a mais usada entre as lavanderias, consta da combinação do lixado com aplicação de jato de permanganato de potássio, dando destaque ao ponto. "A fórmula não varia muito. O segredo está na mão de quem aplica o ponto de luz. O profissional que faz o jateamento de permanganato em cima do lixado deve ter prática, garantindo que o efeito obtido seja o esperado", adverte Éder Matavelli, proprietário da lavanderia Grotem, de Indaiatuba (SP).


Segundo Suzana Sfredo, da lavanderia Universo, em Xanxerê (SC), a remoção de quaisquer resíduos da peça é outro ponto que necessita atenção. "É sempre preciso neutralizar a peça com metabissulfito de sódio após a aplicação dos produtos químicos, para interromper a ação deles no tecido, caso contrário, a peça pode acabar estragada", aconselha a executiva.


Maurício Lobo, consultor de moda, observa que para completar com bom acabamento é interessante, depois de aplicado o efeito, a peça passar por uma máquina de aplicação de ozônio para retirar os resíduos depositados sobre a trama e, em seguida, por um banho de resina. "O efeito se destaca mais com a limpeza promovida pelo ozônio, e se fixa com a resina", destaca Lobo.


Embora seja um efeito novo, o ponto de luz representa a evolução de diferentes trabalhos de lavanderia executados há anos, mas combinados de maneira diferente. Tendo o lixado e a corrosão como bases principais, a técnica junta influências de efeitos que apareceram em temporadas passadas com tendências que ainda não chegaram com força nas coleções de marcas nacionais.

"Quem experimenta e inventa esse tipo de efeito são as marcas que trabalham com conceito. Elas são as primeiras a apostar em trabalhos novos, que acabam caindo no gosto do consumidor e são difundidos para outras marcas e estilos", analisa Mauricio Lobo, consultor de moda.

Para explicar essa evolução, ele montou uma linha do tempo resumida com peças disponíveis no mercado, começando pelos mais antigos. Confira as imagens abaixo e a descrição dos efeitos aplicados:

"O modelo da Energie tem um conceito antigo, no qual a transição dos desgastes é bastante suave"

"Na calça da Replay não se vê o branco do desgaste, pois, ele é recoberto por uma resina do tipo mofo. Nessa fase, não havia preocupação em limpar e destacar os desgastes"


"Efeitos detonados e assimétricos foram a aposta da Diesel que, nesse modelo, usou laser para marcação, desenho e névoa, nessa ordem"

"Na calça da Salsa é possível perceber pela primeira vez o uso de luz e contra-luz. A transição do desgaste já está menos marcada, mas deixando a luz migrar de maneira sutil"

"O modelo da The Seed é uma opção comercial para o uso do efeito, pois, mantém a simetria. Os pontos de luz são bem separados, além de contar com resina colorida por cima"

"Nessa outra peça da The Seed, os pontos de luz aparecem mais separados e não há ligação entre eles"

"A calça da Diesel mostra o que será a evolução do ponto de luz: marcações fortes e aleatórias, sem muita preocupação em seguir os locais de desgaste natural do modelo e já com a mistura entre pontos de luz, de contra luz e sombra, que aparece como novidade e será feita por meio da aplicação de resinas coloridas".

Não é só o ponto de luz que faz com que designers de lavanderia e estilistas quebrem a cabeça à procura do local ideal para aplicar os efeitos. No entanto, a procura pelo espaço perfeito para colocar o ponto de luz é um pouco mais complicada que nos demais, já que as regras mais ou menos aceitas pelo mercado não funcionam necessariamente nessa decisão. Não há certo nem errado para escolher onde aplicar o ponto iluminado.


"É de grande importância a participação de um designer de lavanderia na escolha da localização, já que equívocos podem fazer a diferença entre o moderno e o ridículo. Apesar de a escolha pelos locais tradicionais ser a mais segura, você pode simplesmente jogar pontos que parecem à primeira vista aleatórios e obter uma peça sensacional. Entretanto, é muito difícil que o resultado seja bom, caso a escolha seja realmente aleatória. Daí a relevância de contar com um profissional capacitado para desenvolver o processo ", conta Maurício Lobo, consultor de moda.


Durante a elaboração desta nova edição do Canal Especial, os representantes de todas as lavanderias consultadas concordaram que a maneira mais segura de garantir que o efeito não fique exagerado ou fora do esperado é, de fato, ater-se aos locais tradicionais de desgaste.


Tendo isso em vista, nas calças, as áreas mais visadas para aplicações básicas de ponto de luz correspondem à região dos joelhos (na frente e atrás), parte superior frontal das coxas, bolsos traseiros e barra traseira.


"Há quem coloque o efeito em partes que não têm nada a ver com os pontos de desgaste natural, mas são poucas as marcas que arriscam, pelo medo de a peça ficar nem moderna nem harmoniosa", explica Éder Matavelli, da Grotem.

Fonte:gbljeans.com.br/artigo

A diferença entre corantes fluorescente e fosforescente


Muitas vezes somos levados a pensar que fluorescente é aquilo que brilha no escuro, o que é um costumeiro equívoco. Na verdade o termo que seria mais aplicável ao popular “brilha no escuro” seria o
fosforescente. Confuso? Vamos explicar as diferenças entre um e outro.


O fosforescente brilha no escuro, pois, devido a determinadas reações químicas, as partículas depois de ativadas por raios ultravioletas ou luz, guardam consigo por um tempo a luminescência e refletem, mesmo
depois dessa luz apagada, a claridade que receberam.


Determinados compostos fosforescentes feitos a partir de matérias radioativas podem ficar brilhando por anos.
O fluorescente também reflete essa luz que recebeu, porém, por um período de tempo mais curto, praticamente só brilha enquanto a luz o está atingindo.


Certas matérias fluorescentes são evidenciadas à exposição ultravioleta de uma luz negra, esse sistema é usado, por exemplo, em tíquetes de ingressos para eventos ou nas placas de sinalização de trânsito que quando atingidas pelos faróis dos carros “se acendem”.


A grande diferença entre fluorescência e fosforescência se dá então pelo tempo em que ficam brilhando após o estímulo, enquanto uma só dura enquanto o estimulo de luz está ativo, a outra preserva o brilho mesmo quando o estímulo já foi desativado.


Os pigmentos fluorescentes associam as cores dos pigmentos aos chamados agentes fluorescentes, que ao serem utilizados em plásticos ou tintas conferirão a superfície em que forem aplicadas cores com alto poder de brilho.


Os pigmentos fluorescentes permitem ao produto no qual será aplicado, visibilidade a longas distâncias, brilho e cores vibrantes.

Fonte:triplicecor.com.br/corantes

Moda - Razão e sensibilidade - Dries Van Noten


Aos 52 anos Dries Van Noten é um dos nomes mais cultuados da moda belga. Nascido em uma família de alfaiates, ele invadiu ainda criança o mágico universo da costura.



O avô transformava roupas de segunda mão em peças usáveis de prêt-à-porter. O pai era proprietário de uma butique que vendia grifes como Emanuel Ungaro, Salvatore Ferragamo e Ermenegildo Zegna. A mãe,
além de dona de uma franquia de roupas, tinha paixão por linho e rendas,
cujas peças ela colecionava.

Dries Van Noten não é adepto do estilo superstar que muitos estilistas adotam e adoram. Sua postura é low profile e sua moda, um mix de cores, estampas e influências trazidas de várias partes do mundo.

Assim como suas roupas repletas de referências étnicas, Van Noten é um homem do mundo. Sua personalidade foi moldada na escola jesuíta que frequentou quando criança. Lá, adquiriu o jeito prático de olhar para a
vida e a força moral.

Por decisão do pai, passou grande parte da sua adolescência acompanhando a família nas viagens de negócios. Foi o começo do seu aprendizado.

Quando resolveu estudar na conceituada escola de moda da Antuérpia, a Antwerp"s Royal Academy, Van Noten sabia que não queria apenas confeccionar roupas. Ao contrário, a intenção era imprimir nas suas
criações mais que um simples conceito. Optou por uma moda com
personalidade, longe dos modismos e das tendências de uma temporada só.

O surgimento do estilista trouxe um sopro de vigor e de juventude ao universo fashion na década de 1990. A turma da qual fez parte foi rotulada de geração cerebral e incluía, além dos Seis da Antuérpia, como
ficaram conhecidos os estilistas belgas naquela ocasião, nomes como o
de Martin Margiela (também belga), Helmut Lang e Jil Sander.

Longe de ter estilos parecidos, o que os jovens criadores tinham em comum era um olhar mais real para a moda e para o ato de se vestir. A opção era celebrar o minimalismo, corrente que se opôs à opulência da
moda dos anos 1980.

Hoje, mais de duas décadas depois da sua estreia profissional, o desejo de Van Noten continua o de vestir uma mulher real que trabalha e que se diverte como qualquer pessoa e que busca um mix de leveza,
conforto e elegância: "A moda ficou séria demais. Quero mostrar que
podemos brincar com as roupas e ser elegantes ao mesmo tempo", declarou
em Paris durante a temporada de prêt-à-porter.

Seu último desfile em março foi um dos mais memoráveis da carreira. Mostrou como ninguém que entende dos desejos das mulheres. Em entrevista exclusiva ao Estado, Van Noten disse que, apesar do rótulo de cerebral,
cria com o coração: "Meu approach com a criação é instintivo. Deixo o
lado mais cabeça para negócios e números."

O que o levou para a moda? Que paixão sente ao criar?

Minha carreira aconteceu muito naturalmente, um pouco por osmose. Tive uma família muito amorosa que me apoiou e me encorajou a encontrar minha própria voz muito cedo. Juntos, fizemos uma imersão na moda
viajando com toda a família para Milão e Paris, quando meus pais iam às
compras para suas coleções. Essa foi a faísca que acendeu meu amor por
moda e pelo ato de se vestir. Naquela época, eu sabia que tinha nascido
para a criação e não para as vendas, porque já havia em mim esse amor
incondicional pelos tecidos. É o que move meu processo criativo hoje.

Qual foi a ideia da sua última coleção (inverno 2010)? Tudo era tão feminino, colorido e suave.

Quis misturar a delicadeza daquele rigor que havia nos anos 1950 com a liberdade e a subversão mais crua e dura dos anos 1970. Esta última coleção conta uma história de contrastes em termos de volumes,
sensibilidade, aparência, preciosidade e até mesmo de conformismo. Os
valores são aqueles da alfaiataria masculina misturados à sensibilidade
do artesanato e do corte da alta-costura.

O que mudou na moda desde a aparição do grupo belga, nos anos 90? Que mudanças o senhor trouxe?

A moda belga sempre foi sobre experimentação, com pontos de vista pessoais e artísticos, baseados em referências históricas e geográficas. Houve uma grande evolução quando o grupo belga entrou em cena. E isso
ainda é relevante nos dias de hoje. Todos nós expressamos nossa
criatividade de uma maneira individual. O que funciona no meu trabalho é
que eu sempre usei elementos de todas as partes do mundo. A diferença
está no modo de criar, que é muito pessoal e mesmo local.

O que o fez se transformar em uma referência na moda?

Sou grato a tudo o que acontece na minha vida, mas meu foco é manter a chama da paixão pelo meu trabalho no futuro. Nunca me senti uma referência mas um estilista com um ponto de vista bastante pessoal. Essa
é a minha força. Eu luto para manter uma autenticidade de expressão em
minhas coleções.

Falam que sua moda é um mix entre um caminho poético e um estilo mais cerebral. Como consegue essa união?

A minha filosofia está mais para coração e mãos do que cabeça. O meu approach com a criação é mais instintivo do que cerebral ou até mesmo estratégico. Não consigo ser assim.

O que o inspira a criar?

Tudo e qualquer coisa. Encontro inspiração na leitura, olhando fotografias, indo a exposições e ouvindo música. Eu não tenho mais tempo para viagens. Para mim, nada é muito original e nada é muito banal. Mas
a inspiração de toda coleção começa pelos tecidos.

A sua habilidade está em misturar e escolher tecidos, estampas, texturas, cores, além de uma pitada de referências étnicas. Explique um pouco a origem dessa sua paixão e como faz uso de todos esse elementos.

Em meu trabalho, sempre usei elementos de todas as partes do mundo, desde as primeiras coleções. Sou apaixonado por outras culturas e tradições, por todos os tipos de tecidos e materiais. Estampas e
texturas são essenciais para mim. A construção de uma roupa no meu caso é
sempre extremamente simples, mas ao mesmo tempo com complexidades
subliminais, como é o caso dos tecidos e das estampas da marca, que têm
sempre muitos detalhes e inúmeros bordados feitos à mão.

Com a atual crise econômica, a competição global e as lojas de fast fashion, como a moda ainda pode criar desejo?

Cara ou barata, simples ou detalhista e elaborada, o desejo na moda ou em qualquer arte é sempre impulsionado pela emoção.

O que as mulheres querem hoje da moda e na moda? É fácil detectar os desejos e as necessidades ou eles estão sempre mudando? De que maneira o senhor acompanha essas reviravoltas?

O que as mulheres querem é tocar, alcançar os seus sonhos. Roupas de alta qualidade, uma moda fácil de se usar e principalmente saber misturar todas essas informações. É isso que importa. Tento criar roupas
que durem sem nunca precisar dizer "esqueçam o que eu mostrei na
temporada passada, vou fazer algo totalmente diferente" a cada desfile.
Sempre haverá continuidade nas minhas coleções para que as pessoas
possam usar as minhas criações por um bom tempo ainda. Aquela qualidade
que é "eterna" ao estilo e ao bom gosto sempre foi e será uma paixão
para mim.


Fonte:estadao.com.br

domingo, 2 de maio de 2010

Você é um Maria-Vai-Com-as-Outras?


Você acha que toma suas decisões sozinho e que o grupo a que pertence não exerce nenhuma influência sobre elas?

Nos estudos de Solomon Asch você verá que não é bem assim e que a
opinião do grupo pode interferir até mesmo na sua percepção.


A década de 1950 marcou o grande avanço da televisão nos EUA, período em que surgiram as primeiras preocupações com relação à influência que o aparelho poderia exercer sobre a sociedade. O mundo vivia ainda o pesadelo provocado por uma Guerra Mundial inflamada através das ondas de rádio alemãs.


Coube, então, ao polonês Solomon Asch buscar entender os mecanismos através dos quais os grupos exerciam pressão sobre os indivíduos. A pergunta que ele pretendia respoder era: como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas?


Imagine que você está numa sala com mais sete outros estudantes,num experimento sobre acuidade visual.


A tarefa de vocês consiste em olhar a linha vertical da figura mais à esquerda e encontrar sua correspondente dentre as três linhas da outra
figura à direita.


Moleza!, você pensa. E todos respondem letra "C". No próximo par de figuras, nenhum problema e todos respondem a mesma óbvia opção.


Quando você já começava a se arrepender de estar ali - pois tudo indicava uma tediosa atividade para identificar aspirantes a cego - o primeiro colega da sala a responder claramente cometia um erro. "Como ele pôde? Uma linha é visivelmente maior do que a outra!", você pensa inconformado. Mas aí o seguinte comete o mesmo erro. E também o terceiroe todos os demais. Você é o último e responde diferente. Todos olham para você. Que coisa estranha!


No par de figuras seguinte, aquele idiota da primeira cadeira erra novamente. E todos vão atrás. Você tem certeza que eles estão errados. Mas como podem todos estarem errados e você estar certo? Você responde de maneira diferente novamente.


Na próxima rodada você já não tem tanta certeza se está certo. Sua insegurança começa a dar lugar à angústia. Será que você não está enxergando direito? Que constrangimento responder de maneira diferente de todos! Ah, quer saber? posso até errar, mas acho melhor responder igual aos outros. Não estou me sentindo bem discordando de todo mundo, divergindo dessa estranha unanimidade.


No fim do experimento você descobre, porém, que o único voluntário de verdade era você. Os outros sete ali presentes eram atores que faziam parte da pesquisa. Todos foram orientados para dar as respostas erradas para ver até que ponto você resistiria sendo a única dissidente da sala.


Pouco, muito pouco. Você não agüentou ser a única respondendo diferente e passou a acompanhar o grupo, mesmo tendo certeza (ao menos no início) de que estava dando a resposta errada.


No total, 123 voluntários (reais) participaram da pesquisa e eles sempre eram os últimos ou penúltimos a responder. Nos dois primeiros testes os assistentes respondiam de forma correta, para deixar o voluntário à vontade, confiante. Mas nos quatorze seguintes eles deveriam errar doze, de modo que o voluntário não desconfiasse de alguma armação - o que ocorreu em poucas ocasiões e os resultados foram desconsiderados no cômputo final. Além disso, eles erravam juntos, apontando a mesma linha. Considerando que a estimativa de respostas erradas nesse tipo de teste é de menos de 1 em 35 (menos de 3%), os resultados foram assombrosos:


75% dos participantes escolheram a alternativa errada ao menos uma vez;

37% dos voluntários erraram a maioria das respostas;

5% deles acompanharam a opção incorreta todas as vezes.


Asch e seus colegas ficaram intrigados com o efeito opressor que um grupo poderia exercer sobre seus indivíduos e resolveu investigar mais afundo os fatores que mais determinavam esse tipo de influência. As posteriores variações do experimento verificaram que:


.: O tamanho do grupo influi negativamente de forma diretamente proporcional e até um certo limite. Quando confrontado com apenas um outro participante, o indivíduo praticamente não mudava de opinião. Contra dois assistentes, o voluntário aceitava a resposta errada em 13,6% das vezes. Se fossem três adversários, o erro subia para31,8% e permanecia estável. Isto é: a partir de três oponentes o tamanho da unanimidade já não fazia mais tanta diferença.


Na prática, isso parece sugerir que trabalhar com grupos muito grandes pode ser contraproducente, na medida em que algumas opiniões dissidentes podem se perder no caminho, em virtude da pressão da maioria. Por esse motivo os especialistas recomendam que o ideal é formar pequenos conjuntos de até três ou quatro indivíduos.


Um aliado aumenta a resistência, pois quando o inocente voluntário tinha o apoio de outro indivíduo na sua discordância, as chances de ele mudar de opinião em favor da maioria caíam em 75%. O interessante era que o aliado nem precisava escolher a resposta certa. Bastava que ele divergisse da maioria. No caso ilustrado anteriormente, por exemplo, se todos escolhessem "A" e o aliado escolhesse "B", já era suficiente para que o voluntário se sentisse mais à vontade para apontar a correta resposta "C".


Mas a importância desse aliado está em sua convicção, não em sua presença física. Se após discordar da maioria nas primeiras respostas o aliado mudasse de lado e passasse a errar junto com os demais, o voluntário perdia sua coragem. Após a deserção do seu aliado, os índices de erro passavam a ser iguais ao do experimento original. Por outro lado, se o aliado fosse retirado da sala no momento em que ainda dava respostas corretas, o voluntário mantinha-se independente, respondendo diferente da maioria.


Particularmente considero essa variação uma das mais intrigantes, pois ela ilustra como somos sensíveis à opinião de estranhos quando nos encontramos numa situação de desvantagem ou de informações insuficientes. Este é, basicamente, o formato mais comum dos chamados Contos-do-Vigário, onde um desconhecido oferece ajuda, convencendo a vítima a confiar no golpista que lhe aborda.


Mas a mais pitoresca de todas as adaptações do estudo de Asch foi realizada por Vernon Allen. Antes de iniciar os supostos experimentos de acuracidade visual, os voluntários tinham que preencher um formulário qualquer isolados numa sala. Assim que iniciavam essa tarefa, um dos pesquisadores alegava falta de salas e introduzia um segundo "voluntário" na sala.


Este era, na verdade, mais um ator com uma característica muito peculiar: ele usava óculos de lentes grossíssimas, denunciando uma acentuada dificuldade visual.


Reforçando essa característica, ator e pesquisador encenavam um diálogo, onde o primeiro perguntava se a tarefa incluía algo em que fosse necessário enxergar de longe. O segundo respondia que sim e pede que o ator leia um cartaz pregado na parede, no que ele, previsível e propositadamente, falha.


O pesquisador diz, então, que precisam terminar o estudo de qualquer forma (estão atrasados, com falta de pessoal, blá, blá, blá...) e sugere que ele responda às perguntas de qualquer maneira, prometendo não computar suas respostas.


O resultado mostrou que os voluntários reais reduziam sua conformidade em 30%, ou seja, aproximadamente um terço deles sentiam-se mais à vontade para discordar da maioria, ainda que fossem amparados por um aliado visivelmente (que beleza de trocadilho!) incompetente.




A discrepância do erro não influi no resultado, apesar de a intuição sugerir o contrário. Ainda que as figuras fossem exageradamente diferentes umas das outras, isso não diminuía a incidência de respostas erradas do voluntário.Isso significa que, independente do absurdo da situação, a cega
imitação das atitudes de um grupo pode nos levar a comportamentos que sequer cogitaríamos individualmente.


Nas entrevistas posteriores ao experimento, os 25% que se mantiveram firmes em suas decisões em todos os testes mostraram uma grande capacidade de se recuperar das dúvidas que experimentaram ao confiar em
seus julgamentos. E, diga-se de passagem, sentiram-se aliviados ao saber que o estudo continha uma pequena farsa...


Já dentre os que mais se conformavam com o grupo, suas principais características eram a baixa auto-estima ("devo estar errado") e o desejo de não comprometer o estudo discordando nas respostas. O mais intrigante, porém, era o fato de eles não se considerarem conformistas.


Em seu brilhante Iconoclast: A Neuroscientist Reveals How to Think Differently*, o neurologista americano Gregory Berns chega a questionar a influência do grupo sobre a percepção das pessoas. Apesar de os voluntários garantiremterem dado a resposta incorreta (mesmo sabendo a verdadeira), eles honestamente questionavam suas convicções.


Alguns duvidavam daquilo que estavam vendo. Aparentemente as percepções permaneciam intactas, mas a fé das pessoas nos seus sentidos, esta sim, parece irremediavelmente abalada pela influência externa alterando, aí sim, as decisões tomadas. E, no fim do dia, o que importa mesmo são as decisões.


ASCH E A ADMINISTRAÇÃO


O estudo de conformidade de Solomon Asch dá indícios sobre o poder de influência que os grupos exercem sobre os indivíduos. Mostra que o simples desejo de pertencer a um ambiente homogêneo faz com que as pessoas abram mão de suas opiniões, convicções e individualidades.
Quantas vezes você já mudou de opinião - ou viu alguém fazê-lo - só para não parecer diferente? Só para não destoar do grupo?


Ainda que a vida corporativa - e em sociedade como um todo - dependa de consensos, eles só serão produtivos na medida em que os indivíduos contribuirem com suas experiências pessoais e considerações particulares. Quando o consenso é produto da dominação ou da conformidade, o processo social é corrompido e os valores individuais são deixados de lado.


A conformidade anula os efeitos benéficos trazidos pela heterogeneidade de um grupo, de cuja inteligência coletiva a empresa tira benefícios.


Fato é que, de maneira consciente ou não, estamos todos sujeitos às pressões do ambiente, seja ele físico ou psicológico. Há várias situações em que nossas atitudes são fortemente influenciadas por essas pressões e há muitas formas de explorar tal comportamento - para o bem e para o mal.


O que precisamos é estar atentos a essas armadilhas e identificar, de forma sincera, humilde e desprendida, que tipo de decisões tomamos por nossa própria e independente vontade e quais as que visam a paz de espírito de não ir contra a multidão - desde a novela que assistimos (como apontou recentemente o Leandro Vieira em Como Viver a Vida, segundo a Globo) até o corte de cabelo escolhido, passando pelo curso universitário e o time para o qual torcemos.


Ao mesmo tempo precisamos nos policiar enquanto grupo, de forma a não banir o diferente, calar o discordante. Ter várias opções para escolher a melhor dentre elas sempre é melhor do que ser obrigado a escolher a única disponível.


O QUE VEM POR AÍ


O experimento de Asch mostra uma forma de tomar decisões inocentes quando sob efeito da influência do comportamento do grupo. Mas o que acontece quando as decisões não são assim tão inocentes? Como reagem as pessoas que são instigadas a inflingir dor e sofrimento a um desconhecido? A seguir, os perturbadores estudos de Stanley Milgram.

Fonte:administradores.com.br

sábado, 1 de maio de 2010

GSM RIO SPORTS


Consultoria realizada numa empresa que trabalha desenvolvendo para marcas de grifes e produção de camisas de malha para corporações da cidade do Rio de Janeiro.

Marisa segmenta Têxtil para crescer mais rápido


SÃO PAULO - Quatro lojas de rua da Marisa foram tomadas por clientes fiéis na tarde de domingo. Dois pontos da capital paulista, um de São Bernardo e outro em Campinas abriram as portas para consumidoras que possuem o cartão da rede conhecerem a Marisa Lingerie, a nova bandeira da empresa.

Além de canapés, refrigerantes, espumantes e bombons de chocolate com lingeries desenhadas em açúcar, as convidadas puderam conferir (e comprar, por quatro horas) um mix de 30 mil itens em peças íntimas. Para a festa de lançamento no dia 25, quatro lojas, que antes ofereciam o mix tradicional da rede - moda feminina, masculina e infantil - precisaram encerrar a reforma às pressas na madrugada de sábado. O plano de abrir antes de 12 de junho, Dia dos Namorados, foi revisto para permitir a inauguração oficial ontem, a menos de duas semanas do Dia das Mães.

A investida em um modelo de loja segmentada é a segunda realizada pela Marisa, que em outubro já tinha aberto a Marisa Feminina para vender roupas e acessórios só para mulher. Cerca de 25% da vendas das rede vêm do mix para homens e crianças, enquanto outros 25% estão concentrados em lingerie, que agora pretende atrair mais consumidoras das classes A e B, e não só da C, sua tradicional compradora. Para o presidente da rede, Marcio Goldfarb, a estratégia de segmentação das lojas é uma boa opção para incrementar o crescimento orgânico da empresa, hoje com 225 pontos de venda, divididos entre shoppings e ruas.

"Uma loja como a Marisa Lingerie precisa de 250 m2 a 350 m2, enquanto que uma da Marisa Feminina exige entre 700 m2 e 900 m2", diz Goldfarb."Isso é menos que uma loja Marisa ´full´, que vende todos os itens em um espaço médio de 1,2 mil m2, um modelo muito rígido de crescimento", afirma o presidente da empresa, que deve investir cerca de R$ 100 milhões este ano para abrir 39 novos pontos de venda. Desses, seis são de Marisa Lingerie (contando as quatro lojas já abertas) e outras 11 de Marisa Feminina. A rede também pretende chegar este ano a Tocantins e Roraima, com novas lojas em setembro. Há outras segmentações que Goldfarb analisa, nos segmentos feminino, masculino e infantil. Tudo dentro do mercado de moda, a especialidade da empresa, diz.

"Também queremos crescer via aquisições", diz o presidente."O varejo de vestuário é muito segmentado e existem redes regionais com bons resultados". Em caixa, a Marisa tinha R$ 356 milhões ao final de 2009.

De acordo com a Euromonitor, o varejo têxtil movimenta no Brasil cerca de R$ 60 bilhões, sendo que 15% está concentrado nas mãos das grandes redes de vestuário - Renner, C & A, Riachuelo e a própria Marisa. Na opinião do analista do Banco Fator, Renato Prado, a estratégia da Marisa de segmentar para crescer é acertada."Os melhores pontos do varejo já estão ocupados e fica muito difícil levar o mesmo modelo, no mesmo tamanho, para todos os lugares", diz ele."A dívida líquida deles é perto de zero e a rede tem uma posição de caixa confortável para aquisições".

O consultor Eugênio Foganholo, da Mixxer, concorda que é preciso que a rede se adapte a novos formatos para manter ou crescer o nível de rentabilidade. Segundo o especialista, entre 2005 e 2009 o faturamento líquido da Marisa foi o que mais cresceu no varejo têxtil: 124,4%, o que indica média de crescimento anual de 17,5%."Renner cresceu 13,2% ao ano e a Riachuelo, 7,4%", diz.

Para Foganholo, a Marisa acertou ao reforçar sua aposta no público feminino de classe média e média baixa, aproveitando o crescimento do seu potencial de consumo. Já a C & A perdeu fôlego frente aos concorrentes, diz. Curiosamente, há 10 anos a anglo holandesa anunciou sua rede de lingerie no país, a Design Íntimo, que deixou de existir pouco depois.

Fonte:Valoronline

(Daniele Madureira Valor)

PESQUISA, CRIAÇÃO E ESTILO: Algodão que conduz eletricidade tece primeiras roupas multifuncionais


Roupas funcionais
Em um futuro próximo, quando você for escolher uma camiseta ou outra peça de roupa, ou mesmo roupas de cama, poderá não ser a grife, a cor, ou nem mesmo a estampa, o que lhe fará decidir entre um modelo e outro.Você poderá estar interessado, por exemplo, em uma camiseta de algodão que possa monitorar seus batimentos cardíacos, sua frequência respiratória e sua pressão arterial. Ou talvez analisar as toxinas liberadas pelo seu suor.

Mas haverá opções. Como roupas que coletam a luz solar ou geram energia a partir do movimento do seu corpo para recarregar seu celular ou seu iPod. Que tal então uma fronha que monitore suas ondas cerebrais? Ou um lençol que o aqueça ou refrigere de acordo com a temperatura ambiente?

Algodão condutor
Estas possibilidades ainda estão no futuro, mas um futuro cada vez mais próximo, graças ao trabalho da equipe do professor Juan Hinestroza, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Hinestroza e seus colegas já haviam recoberto fibras sintéticas com nanopartículas, criando tecidos funcionais que podem ser utilizados para fabricar uma roupa antibacteriana que protege contra gripes, resfriados e até poluição.

A tecnologia para transformar as fibras de algodão em fios elétricos consiste no seu revestimento com nanopartículas condutoras de eletricidade. [Imagem: Hinestroza Research Group

Agora eles adotaram um enfoque mais naturalista, e decidiram trabalhar com fios de algodão. O resultado são fibras naturais de algodão capazes de conduzir eletricidade tão bem quanto fios de metal da mesma espessura, sem perder a flexibilidade e a leveza que dão o conforto das roupas de algodão.

Roupa que gera energia
Segundo os pesquisadores, a tecnologia funciona tão bem que simples nós são capazes de completar um circuito elétrico funcional. Para demonstrar isto, eles produziram uma roupa de algodão feita com as fibras funcionalizadas que captura energia solar e a fornece a um dispositivo qualquer, como um recarregador de celular, por exemplo.

O desafio de mudar o jeito careta das camisas


Macchione: "Minha camisa é uma das melhores que há por aí. Mas, comparado ao que há na Europa, lamento dizer, meu produto é de segunda categoria"



Quando começou a vender camisas no pequeno escritório de seu apartamento, em São Paulo, o empresário Francisco Macchione descobriu algumas particularidades masculinas. Uma delas é que os homens escolhem a camisa pelo colarinho. "O cara olha o colarinho no espelho. Se ele dá uma arrumada, começa a puxar para um lado e para outro, é porque não gostou", comenta. "Mas se ele olha, não ajeita nada, e depois confere como ficou de perfil, a venda está feita". Nesse caso, diz, é só esperar a pergunta: que outras cores você tem?

Macchione, que trabalha com moda desde sempre e já havia produzido todos os itens do vestuário masculino, chegou a essa conclusão em meados da década de 90, período difícil, em que recomeçou na atividade vendendo camisas para os amigos.

Decidido a centrar foco apenas em camisaria, rapidamente passou a desenvolver coleções para grifes conhecidas - M.Officer, Sergio K., Ellus -, e a produção cresceu. Manteve, no entanto, uma pequena escala destinada aos amigos e conhecidos, que existe até hoje, a Uomo Woman Macchione, onde o atendimento é com hora marcada. Nela, não segue modismos e, fiel aos preceitos que considera essenciais, faz apenas peças com mangas compridas e sem bolsos. "É mais bonito", argumenta simplesmente. Mas, se o cliente faz questão, a contragosto, coloca bolsos e corta as mangas.



"Conforto e elegância não andam juntos. Impossível unir os dois", diz Macchione

Com certo humor, conta que recentemente foi procurado por um artista plástico bastante conhecido que, além das mangas curtas, queria dois bolsos enormes. "Ele trouxe a medida dos bolsos, era uma coisa ridícula, parecia uma sacola de feira. O pior é que encomendou logo três camisas do mesmo jeito. Ficou horroroso. Quando fui entregar, falei: você não vai dizer que comprou isso aqui! Eu faço essas coisas que me pedem, mas confesso que minha vontade é tirar a etiqueta".

As camisas feitas por Macchione seguem um estilo clássico, com pequenas variações nos punhos e no colarinho. Algumas de suas coleções são desenvolvidas especialmente para o exterior, para serem vendidas nas lojas de Carlos Miele, dono da M.Officer, em Paris e Nova York. Quando o assunto é Brasil, suas opiniões são bastante ácidas. Para ele, o país está 20, 30 anos atrás da indústria internacionalizada. "Houve um pequeno ápice nos anos 80, mas depois afundou. A moda pode até ter crescido, mas os equipamentos capengaram e não há boas costureiras. Embora os eventos aconteçam periodicamente e a moda brasileira seja notícia, está totalmente sucateada".

Nessa crítica devastadora, ele não poupa nem o próprio negócio. "Minha camisa é uma das melhores que há por aí. Trago fio do Egito, uso algodão bom e corto em escala industrial para manter o padrão de qualidade. Mas, comparado ao que há na Europa, lamento dizer, meu produto é de segunda categoria".

Se para o consumidor a moda de camisas parece não ter tantas variantes, para quem fabrica a mudança de silhueta tem sido constante. De dez anos para cá, prevalecem camisas cada vez mais justas, a cada estação. Macchione conta que, três anos atrás, a camisa era curta e meio seca. "Depois ficou totalmente seca, deu uma encompridada e o colarinho ficou mais alto", afirma. De acordo com ele, o terno também tem mudado. "O estilo bem agarradinho e grudado no ombro, que era considerado ridículo décadas atrás, tornou-se padrão na silhueta contemporânea. É desconfortável? Claro que sim, mas é bonito".

A camisa é a peça do guarda-roupa à qual os homens, em geral, dedicam mais atenção e a que mais vende. Macchione destaca que muitos clientes trocam três ou cinco vezes de camisa e continuam usando a mesma calça. Pela sua observação, faz parte dos hábitos masculinos substituir a camiseta pela camisa por volta dos 30 anos. Mas a troca é cada vez mais tardia. "Nos últimos anos, você vai a qualquer lugar e os caras estão todos de camiseta. Não importa a faixa etária nem o peso", queixa-se.

Menos taxativa, Lu Pimenta, coordenadora de estilo da Daslu Homem, tem uma visão semelhante quanto ao "império da camiseta" que se instituiu entre os brasileiros. Frequentadora de um clube da elite paulistana, ela diz que, para descobrir quando um homem acabou de sair de um casamento, basta olhar para a maneira como se veste nos finais de semana. "Se ele estiver sozinho, usando jeans preto e camiseta preta, pode apostar que é recém-separado. Não sei o que acontece, mas os homens brasileiros acham que essa indumentária é sinônimo de juventude", afirma.

Nos editoriais de moda masculina e na propaganda produzida pela Daslu sempre há um esforço em apresentá-los de bermuda com camisa, embora não seja um hábito brasileiro. Ela diz que, em Punta del Este (Uruguai) ou na Europa, é comum os homens vestirem camisa quando estão na praia, mas no Brasil ninguém usa. A especialista acredita que isso ocorre, em parte,