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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aspectos Históricos da Industria Têxtil no Município de Valença

O Município de Valença Bahia recebe este nome por forca de Lei Provincial de número 368, de 10 de novembro de 1849. Homenagem ao Marques de Valença D. Afonso Miquel, 4º Marques de Valença.

Assim, começa a sua industrialização. Por volta de 1844 inicia-se a implantação da primeira Indústria de Tecido de Valença, sendo esta a primeira Hidráulica e de tecidos finos de algodão no Brasil , Foi então neste ano que começou os trabalhos de construção da Fabrica de Tecidos Todos os Santos. Empreendimento industrial, que teve características especificas tais como: um empreendimento de grandes proporções, que mereceu destaque no cenário econômico da época. Na sua implantação teve capital, mão-de-obra e tecnologia vinda dos Estados Unidos da America mais precisamente de da região da Nova Inglaterra, tais circunstancias confere a industrialização da cidade de Valença no século XIX uma importância singular .

Os proprietários deste imponente empreendimento eram; O Português naturalizado brasileiro, Antonio Francisco de Lacerda, o Norte americano John Smith Gilmer e Antonio Pedrosos de Alburguerque. E como cabeça, idealizador e construtor do projeto, o Engenheiro Norte americano João monteiro Carson, também naturalizado brasileiro. Este foi o responsável pela obra e pela construção da hidroelétrica que movimentaria o maquinário. Era um empreendimento no meio do nada, uma mine cidade de cerca de 300 operários com mais de 50 % de operários do sexo feminino, conforme relatos de D. Pedro no seu livro o Diário de D. Pedro II, ao Norte do Brasil 1859/1860). Tinha também, casa de maquinas, hidroelétrica, armazém com cinco andares para a fabrica de tecido, oficina de retificação de peças, escola para os filhos dos operários, filarmônica , e ceia após o trabalho diário. Algumas característica que demarcaram a Todos os Santos como singular a época: os operários não eram escravos, num período ainda escravocrata; e como comentado acima mais de 50% da força braçal eram de mulheres.

Frisando que o modelo de fabrica instalado por Monteiro Carson obedecia aos moldes das fabricas norte-americanas da época, forjada pelo modelo da revolução industrial.

Em 1860 a segunda fabrica de tecido é inaugurada com a presença do Imperador D. Pedro II , Seu fundador foi o Comendador Bernardino de Sena Madureira e recebe o nome de Fabrica de Tecidos Nossa Senhora do Amparo. Atualmente encontra-se em funcionamento apenas a segunda indústria Têxtil do Município de Valença, com a denominação hodierna de Valença Têxtil com administração de um grupo Pernambucano.

Vale salientar também que a industrialização de Valença ocorre por conta dos interesses de empresários baianos e americanos em diversificar as fontes econômicas da época, pois neste período ocorria a queda dos preços do café e os grandes produtores entravam em banca-rota empregando parte do seu capital num novo ramo econômica em expansão no momento histórico, a indústria de tecido .

Portanto, conforme os relatos acima citados pode-se confirmar que o processo de industrialização da cidade de Valença- Bahia se dá por volta dos anos de 1844 com a vinda do engenheiro americano Monteiro Carson, importando tecnologia norte-americana aos moldes do processo industrial Inglês oriundo do processo de Revolução industrial.

Fonte: Documentos do Acervo do Memorial da Câmara Municipal de Valença

Autoria: Janete Vomeri( Coordenadora do Memorial da Câmara Municipal de Valença)

o Município de Valença- Bahia

 





Fonte:webartigos.com



domingo, 9 de maio de 2010

Estudo sobre futuro da indústria têxtil

Estudo sobre futuro da indústria têxtil mostra que empresas catarinenses do setor investem em produtividade e gestão de processos
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tornou público o estudo O Futuro da Indústria Têxtil e de Confecções, em que são apresentados dados sobre os investimentos do setor em diversas áreas. Com dados colhidos em 2005, o estudo serve para comparar os perfis de quatro dos principais pólos têxteis brasileiros,entre eles o de Santa Catarina. Para a obtenção de dados sobre investimentos, gestão e processos, os pesquisadores ouviram algumas das maiores empresas brasileiras do setor. Em Santa Catarina, os dados foram coletados junto a sete das maiores indústrias.

O trabalho analisa a atuação das empresas catarinenses nas áreas de gestão de materiais, processos, produtos, distribuição e informação. De acordo com a avaliação dos técnicos, a indústria apresenta grande poder de competitividade, registrando aspectos positivos em relação à qualidade, tecnologia e processos.

GESTÃO DE MATERIAIS

A aquisição de materiais é feita por meio de cotações e as empresas buscam, dependendo do grau estratégico do material, uma parceria mais intensa com um número baixo de fornecedores.

O processo de aquisição não leva em consideração a proximidade geográfica; a maioria dos fornecedores de insumos se posiciona fora do cluster. As empresas do Pólo possuem um ranking de fornecedores que são selecionados de acordo com a capacidade de entrega, qualidade e preço. Não se observa uma grande preocupação das empresas em capacitar fornecedores de pequeno e médio porte.

A maioria das empresas (integradas) possui um sistema de controle de conformidade das matérias-primas. Para tal, as empresas possuem laboratórios próprios. Para testes e controles mais específicos, os serviços do sistema Senai e a Fundação Blumenauense são requeridos. Contudo, as empresas que compram os tecidos de malha ou trabalham com tecidos de terceiros encontram certas dificuldades no controle dessas conformidades. A maior dificuldade observada é o controle da alteração dimensional da malha.

O armazenamento de materiais é feito de forma tradicional, observando-se os fatores básicos para uma boa armazenagem de materiais. Empresas que possuem uma estratégia de diferenciação (moda), trabalham com estoques elevados tanto de matéria-prima, quanto de produtos semiacabados.

Os processos de separação e distribuição de materiais são suportados por sistemas informatizados (principalmente leitoras de código de barras). O transporte de materiais é feito de forma tradicional (carrinhos e manual).

GESTÃO DE PROCESSO

As empresas do Pólo têm buscado aumentar a qualificação do seu quadro funcional, por meio de treinamentos on-job e nos principais centros de treinamento do cluster. A principal reclamação das empresas é a falta de oferecimento de determinados cursos e a falta de profissionais qualificados nas áreas de costura e molde. A grande maioria das empresas tem, ao longo dos anos, adquirido máquinas (tecelagem e beneficiamento) de última geração (automatizadas).

A idade do parque industrial do Pólo está em média inferior a cinco anos. O processo de transferência tecnológica é considerado eficiente e as empresas não possuem maiores problemas referentes à assistência técnica oferecida pelos fornecedores de máquinas. A automação do parque fabril tem sido considerada como o suporte tecnológico para as empresas do Pólo trabalharem com uma estratégia de diferenciação. No tocante à prototipagem, modelagem e estudo de encaixe/risco e corte, as empresas possuem todas as tecnologias de suporte necessárias para otimização da produção e qualidade do artigo.

O PCP da maioria das empresas é suportado por sistemas informatizados; tais sistemas são encarados como fundamentais para aquelas que trabalham com lotes pequenos e bem variados. Essa característica de lotes pequenos e diferenciados é um dos grandes problemas enfrentados pelo setor de Planejamento da Produção.

Outra dificuldade observada é o elevado tempo de entrega das empresas (de 10 a 30 dias). Isso pode, a princípio, ser explicado pela dificuldade da previsão de vendas e da estrutura descentralizada de algumas organizações (principalmente devido ao uso de facções). As empresas que trabalham com moda possuem uma grande preocupação quanto à qualidade da preparação, costura e acabamento. Em relação à embalagem como um diferencial estratégico, ainda não está muito difundida a preocupação nas empresas; mesmo naquelas que trabalham com moda.

Empresas que têm um enfoque de preço e baixa diferenciação não consideram a embalagem como algo relevante. A maioria das empresas do pólo controla a qualidade dos artigos produzidos. Esse controle é feito pelos laboratórios da própria empresa ou serviços oferecidos pelas escolas têxteis da região.

GESTÃO DE PRODUTO

No item pesquisa de mercado, observou-se que as empresas do pólo possuem formas particulares de monitoração do mercado. Na maioria dos casos, essa pesquisa é feita, informalmente, pelas pessoas no final da linha. A utilização de empresas especializadas não é um procedimento muito comum.

No que se refere à pesquisa de moda, observou-se uma clara distinção entre as empresas que lidam com moda e as que trabalham com linhas básicas. A pesquisa de moda é sistematizada e ocorre em períodos determinados, com o envio de estilistas para os principais pólos de moda,nacionais e internacionais. Foi observado que a introdução de novos produtos, por parte de certas empresas, fica comprometida por um desnível tecnológico entre as matérias-primas oferecidas pelo mercado internacional e as oferecidas pelo mercado nacional.

Isso obriga as empresas a importarem certas matérias-primas para lançamento de determinado produto. Com a instabilidade do câmbio pode-se dizer que essas importações afetam a competitividade das empresas que tentam agregar valor ao seu produto. A pesquisa de novos materiais é feita em conjunto com a pesquisa de moda.

O desenvolvimento de novos produtos é feito, normalmente, por uma equipe de engenheiros e técnicos. Essa equipe é a responsável pela construção de um protótipo, que leva em consideração os insumos necessários para produção de tal artigo, bem como o fluxo do processo produtivo. As empresas que atuam no setor de moda lançam pelo menos quatro coleções por ano. Essas coleções são baseadas nas tendências internacionais, o que tem se observado é que as empresas estão adiantando as coleções.

DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS

O armazenamento de produtos acabados é feito de forma tradicional, atendendo aos requisitos básicos de separação por artigos e acondicionamento em grades identificadas. Algumas empresas já possuem sistemas de leitura óptica para identificação e baixa de produtos. Esse sistema tem um alto grau de importância para empresas que trabalham com lotes pequenos e variados.

O transporte para os principais canais de distribuição é feito, também, de forma tradicional, utilizando-se para isso, empresas de transporte rodoviário. Os principais problemas observados foram o roubo de carga e a impontualidade nas entregas. A logística de distribuição em algumas empresas já é suportada por sistemas informatizados que determinam o melhor trajeto e as transportadoras que fazem tal trajeto. As empresas do Pólo não possuem centrais de depósito (hub); a distribuição é feita diretamente das unidades fabris para o cliente final (varejistas lojas próprias, franqueadas e em alguns casos atacadistas). A maioria das ações promocionais está voltada para o lançamento de material institucional, anúncios públicos e em revistas especializadas.

As ações promocionais no tocante a preço ocorrem no final de coleções com as sobras destas. Em relação à previsão de vendas, pode-se observar também um diferencial entre as empresas focadas em moda (estratégia de diferenciação) e as focadas em básicos (estratégia de custo). Nas empresas focadas em custo, as vendas tendem a ter um perfil mais estável, sendo que as empresas só produzem o que vendem. As empresas focadas em moda possuem um sistema de previsão de vendas feito através de consultas aos canais de distribuição e representantes de vendas.

Algumas empresas possuem equipes específicas para otimização do processo de previsão de vendas. Observou-se que o monitoramento dos resultados das vendas é mais comum em empresas que possuem franquias e/ou lojas próprias. O monitoramento do cliente é feito informalmente, por meio de informações dos representantes.

GESTÃO DA INFORMAÇÃO

O processo de compra de insumos, na maioria das empresas, é suportado por sistemas informatizados (programas específicos), que normalmente estão interfaceados com programas específicos de PCP e gerenciamento da produção. Assim como nos outros pólos pesquisados, não se observa ainda uma preocupação das empresas em desenvolver sistemas de coleta de informações para novos fornecedores. Devido ao alto grau de automação das maioria das máquinas têxteis, o sistema de informações no processo produtivo é feito on-line, através de softwares específicos de gestão têxtil. Com tais softwares, as empresas podem acompanhar, em tempo real, a posição de determinados lotes evitando, assim, atrasos desnecessários.

Nesse caso, as informações fluem em vários sentidos, sendo que cada departamento ou setor pode obter as informações necessárias para otimização do fluxo produtivo, principalmente na organização de pequenas partidas. Basicamente, o fluxo de informações nesse processo é de cima para baixo, começando pelas informações trazidas pelos estilistas, sendo estas traduzidas em um produto tangível e apto para ser produzido em uma determinada empresa. As informações que auxiliarão a equipe de desenvolvimento de produto deverão ser de fácil acesso. Para isso, empresas que já possuem sistemas de gestão integrados encontram maior facilidade na velocidade de desenvolvimento de produtos.

Observa-se que um sistema consistente de informações é estratégico no processo de previsões de vendas. Essas informações são coletadas pelas empresas, por meio dos canais de distribuição. Contudo, estas informações carecem de um tratamento mais apurado e analítico. Em muitos casos as informações para a previsão de vendas são buscadas por apenas uma pessoa.

CONTEXTO FUTURO

A partir da pesquisa realizada junto às empresas, técnicos do ministério realizaram um diagnóstico em relação ao desempenho futuro do setor. De acordo com o estudo, os principais cenários a serem enfrentados pelo setor são os seguintes:


Mercado global: diversidade de opções de escolha, diversidade de atores na cadeia
de suprimento, necessidade de manter e de alterar suas vocações produtivas
tradicionais.
Ameaça de polarização entre concepção e execução (países gerentes versus países
operários) na nova ordem internacional de organização do trabalho.
Aumento da demanda interna (crescimento da economia), gerando adaptações
necessárias às diversidades culturais, a adequação a coletivos e indivíduos, novos
serviços customizados por grupos, etc.
Aumento da concorrência com a criação da Alca, enfatizando a importância das
capacidades das cadeias de suprimento nas dimensões de competitividade adotadas
pelo estudo (inovações no negócio, produtividade, qualidade, etc.).
A partir dos conceitos de futuro, estabeleceu-se a necessidade de contextualização no Mundo da Tecnologia. Para tanto, foram investigadas as principais tecnologias de base com impacto no desenvolvimento tecnológico da cadeia estudada. Dessa forma, foi obedecido o seguinte processo:

Seleção de tecnologias genéricas adequadas à CPTV.
Capacidade das tecnologias genéricas relativa ao cenário mais provável.
Listagem das tecnologias mais relevantes.
Busca de desenvolvimentos tecnológicos dentre os conceitos estabelecidos.
O estudo mostra que entre os itens estratégicos específicos que precisam ser seguidos pelo setor têxtil estão:

Resposta rápida da cadeia de suprimento.
Organização da produção para adaptação às características e mudanças da demanda.
Comunicação direta e confiável com os parceiros e consumidores.
Previsão da demanda.
Produção de pequenos lotes.
Ciclo de vida curto dos produtos.
Oferecimento de produtos personalizados.

Fonte: Noticenter
Fonte:revistaportuaria.com.br

domingo, 18 de abril de 2010

TRADIÇÃO TÊXTIL SÓLIDA


O que falar sobre uma empresa têxtil com 137 anos de tradição e capital 100% brasileiro? Um negócio que está ininterruptamente nas mãos da família de seu fundador desde então? Que gera para Minas Gerais treis mil empregos diretos e quinze mil no total? A Cedro Têxtil tem essa trajetória e figura na lista da terceira/quarta maior produtora de denim do Brasil. Os números são estimuladores e ela assume como missão criar valor com tecidos garantindo o crescimento sustentado e o retorno do capital investido.
Por tudo isso, falar em jeans, denim ou índigo é obrigatoriamente ressaltar o trabalho da Cedro. Aguinaldo Diniz Filho, diretor-presidente, conta que a empresa começou a produzir denim em 1984 numa iniciativa de Sílvio Ferreira Diniz, o presidente da época, ao comprar uma máquina de índigo e instalá-la em Paraopeba. Foi o grande impulsionador: " Hoje, são aproximadamente 55 milhões de metros de tecidos ( índigo) por ano e temos fábricas das mais modernas do país. Ele Sílvio começou a história e teve a atitude da mudança. Índigo é um produto com grande aceitabilidade, bem versátil e o nosso é de altíssima qualidade".
Sem revelar nomes ressalta que a Cedro tem clientes da mais alta tradição e atende as grandes grifes brasileiras - estilistas renomados- e algumas no exterior. Nesta lista há nomes como Zara, Cantão, Levi's, Forum, Vide Bula, M.Officer, Ellus, Disritmia, Alphorria, Hering, Lee e Wrangler: A nossa aproximação com a moda faz parte do negócio. Não vendemos pano, mas moda e tendência. Em conjunto aproveitamos e aliamos o tecido ao fashion.
Quanto à crise de 2009, Aguinaldo, que também é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção-ABIT-," revela que o setor têxtil passou dificuldades, mas já produz full em 2010. Ou seja, as quatro fábircas da Cedro Paraopeba (2),Sete Lagoas e Caetanópolis, estão a todo vapor:" Tanto que investimos em mais uma máquina, a sexta, para aumentar a capacidade de repodução".
Pelo visto, bons ventos para o setor têxtil brasileiro que é, entre outros feitos, o segundo maior empregador da indústria de transformação, o sexto maior produtor têxtil do mundo, o segundo maior produtor de denim do mundo e que representa nada menos do que 17.5% do produto interno bruto (PIB) da indústria de transformação e cerca de 3,5% do PIB total brasileiro.

CURIOSIDADES DO MERCADO NACIONAL
Fonte: Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção - Abit -

O mercado de jeanswear movimenta cerca de R$ 8 bilhões por ano;
O Brasil produz cerda de 25 milhões de metros de denim (tecido do jeans) por mês;
Vicunha produz cerda de 12 milhões de metros de denim por mês;
Santista produz aproximadamente 8,5 milhões de metros por mês;
Os 20 maiores fabricantes produzem cerca de 300 milhões de metros por ano;
São exportados cerca de 50 milhões de metros anualmente;
Os cinco maiores produtores de denim: Vicunha, Santista, Cedro, Canatiba e Santana Têxtil

Fonte: Jornal Estado de Minas