sábado, 18 de fevereiro de 2012

A história por trás de uma camiseta de US$ 155


Cada peça de roupa tem uma história. Há muito mais numa camiseta tipo polo de US$ 155 que tem um metro de tecido, quatro botões e um pouco de linha.
A trajetória de uma camiseta polo KP MacLane oferece uma rara espiada dentro do planejamento e das operações globais que a produção das roupas que usamos envolve. A história começa com a verdadeira KP MacLane — Katherine MacLane, que fundou a grife com seu marido Jared.
FASHION-SIDE
Bryan Derballa para The Wall Street Journal

Katherine MacLane (dir.) queria criar uma camiseta polo que pudesse ser usada tanto nos esportes como no escritório
O casal se conheceu quando trabalhavam como gerentes de vendas da Hermès na luxuosa área de Beverly Hills, Califórnia. Eles compartilhavam o gosto por camisetas polo e seus armários estavam cheios de versões feitas por Ralph Lauren, Hermès, Lacoste, J. Crew, Vines Vineyard e outros. Quando decidiram se mudar para Atlanta e lançar uma empresa no ano passado, suas mentes puseram o foco nessas camisetas. "Desde o início, sabíamos que amávamos as peças clássicas", diz Katherine.
Uma faceta notável da indústria da moda é que os obstáculos para os iniciantes são baixos. Muitos grandes nomes do design começaram com empreendimentos pequenos. Thakoon Panichgul vendeu sua primeira coleção em cima de uma lata de lixo invertida dentro de um armazém em Nova York, e Zac Posen vendeu seu primeiro projeto na sala de estar de seus pais.
Embora isso dê esperança a iniciantes, também cria um grande risco. As lojas estão cheias de roupas de marcas que desaparecem muito rapidamente da memória. Destacar -se é um desafio.
No entanto, os MacLane acreditavam que havia uma camiseta que ainda não tinha sido feita: uma polo que pudesse ir do esporte ao escritório. A ideia era abrir mão de um logotipo chamativo para que a camiseta pudesse ser usada embaixo de um blazer. A versão feminina teria mangas mais longas e ajustadas e uma linha de botões ligeiramente mais profunda.
"Queria que meus colares pudessem ser vistos, algo que fosse mais aberto, mas sem revelar demais", diz Katherine.
Eles planejavam vender as camisetas da mesma forma que haviam vendido produtos de luxo: com um serviço atencioso e embalagem atraente. Eles venderiam primeiro on-line e mais tarde, por atacado para as lojas.
A realidade bateu à porta quando o casal começou a procurar por um tecido de algodão fino e botões de madrepérola. "Aprendemos da nossa experiência na Hermès que os melhores tecidos vêm da França e da Itália", diz Katherine. No entanto, eles levaram seis meses para encontrar um fornecedor de tecido macio e bem feito, sem corantes e químicos nocivos.
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Bryan Derballa para The Wall Street Journal
Os tecidos de algodão puro se provaram mais difíceis de tingir e mais duros que algumas mesclas, e a trama que haviam escolhido parecia muito casual. Os preços do algodão subiram durante uma fase de escassez global no ano passado. Eles acabaram escolhendo uma mescla de algodão e modal (uma fibra de celulose), suave ao tato, com bom caimento e boa absorção de cores. O tecido feito por uma fábrica perto de Paris, custava US$ 6,80 o metro, menos que os US$ 9 do tecido de algodão, mas mais que algumas mesclas que haviam pesquisado por US$ 5 o metro.
Seus planos para os botões também mudaram. Cada botão de madrepérola custava US$ 1. As amostras quebravam durante o uso e a lavagem. Os MacLane estavam usando quatro botões em vez de dois (três na frente da camiseta e um extra), elevando o custo por camisa. Eles encontraram um botão de plástico durável com um brilho semelhante por três centavos de dólar cada. "Estamos chamando isso de abordagem prática ao luxo", diz Jared.
Encontrar uma fábrica para costurar as camisetas foi outro desafio. O casal queria fabricar nos Estados Unidos. "Houve uma grande mudança na tendência de preferir coisas que são feitas localmente, e queríamos fazer parte disso", diz Jared.
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A primeira fábrica que eles contataram, em Manhattan, Nova York, não quis fazer uma oferta. O proprietário acreditava que eles copiariam seus modelos e amostras para enviá-los para produção na China.
Acabaram encontrando uma fábrica no Brooklyn, também em Nova York, disposta a produzir as amostras. Nessa etapa, tiveram que mudar alguns detalhes no acabamento. A costura francesa, bastante usada em camisas masculinas, parecia muito grande no tecido elástico e foi trocada por umas mais fina. Também fizeram ajustes para que a parte traseira, que é mais comprida para facilitar o trabalho de colocá-la dentro da calça, não enrolasse.
Na hora de escolher a embalagem, o casal se preocupou com a ideia de que as caixas virariam lixo. Uma tarde, Katherine MacLane tirou do armário um saco de pano que ela estava usando para guardar alguns cachecóis. Era do hotel em Sea Island, no Estado da Geórgia, onde eles tinham se casado. Ela propôs ao marido: "Que tal a gente enviar as camisetas em sacos de pano?". A ideia pareceu brilhante ao marido, recorda Jared.
Foram necessárias várias iterações para chegar ao logotipo, um pássaro colorido, bordado no saco de linho. Graças à experiência na Hermès, eles sabiam que o Vietnã tem uma grande reputação para a produção de bordado feito à mão, então decidiram produzir lá os sacos, que custam US$ 3.
As etiquetas são produzidas por uma gráfica perto de Atlanta, usando cordões de uma empresa no Texas.
No final, o custo dos materiais e mão de obra para cada camiseta foi US$ 29,57. Isso os fez lembrar do cinismo do proprietário da fábrica de Manhattan, que tinha previsto que eles levariam o trabalho de produção para a China. As fábricas na China, descobriram, poderiam produzir camisetas semelhantes — sem os materiais escolhidos pelos MacLane — por apenas US$ 1 ou US$ 2.
Usando os padrões de preço da indústria, o casal MacLane fixou o preço de atacado para a versão feminina da camiseta polo em US$ 65 e o preço de varejo, em US$ 155.
Com os lucros, os MacLane pagam seus salários e cobrem os custos de marketing, despesas gerais, investem em desenvolvimento de novos produtos — e pagam para o envio das camisetas vendidas on-line.
As camisetas acabadas são enviadas à casa deles em Atalanta. O casal se encarrega das encomendas diárias enquanto cuidam do filho de 10 meses. "Sabemos bem como dobrar", diz Katherine. "Afinal de contas, nós dois trabalhamos na Hermès".
FONTE: The Wall Street Journal

Consumidores chineses não querem mais saber de produtos falsos


Enquanto as multinacionais e a Casa Branca pressionam a China a combater a falsificação de produtos, chineses como Liu Wenzhong mostram o apetite crescente do país por produtos genuínos.
Numa loja de roupas esportivas da North Face, em um dos centros comerciais mais frequentados de Pequim, Liu comprou recentemente um par de botas para neve e um moletom de feltro. As roupas custaram 700 yuans cada, ou US$ 110, quase cinco vezes mais que a versão falsificada à venda na mesma rua.
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ChinaFotoPRess/Zuma Press

A Nike está usando atletas como o jogador de basquete da NBA LeBron James para promover a sua marca na China, um mercado onde ela está se expandindo, encorajada pela crescente preferência dos consumidores por produtos autênticos.
"A diferença de comprar produtos reais ou falsificados é como você se sente depois", diz Liu, de 36 anos, que tem sua própria empresa de distribuição de fibra ótica e uma renda estável de cerca de 15.000 yuans por mês. "Eu posso usar uma marca pela qual eu paguei e me sentir orgulhoso."
Embora os produtos falsificados ainda sejam amplamente disponíveis na China, os comentários de Liu indicam uma mudança na atitude dos consumidores num país onde comprar no mercado negro já era a opção preferida.
Uma pesquisa realizada ano passado pela China Market Research descobriu que 95% das chinesas entre 28 e 35 anos disseram sentir vergonha de usar bolsas falsificadas. E a demanda pelos produtos falsos diminuiu, com 15% das pessoas dispostas a comprar roupas e artigos de couro falsificados em 2010, ante 31% em 2008, segundo uma pesquisa da consultoria McKinsey & Co.
A mudança alimentou os planos de expansão das multinacionais na China. Varejistas como Nike Inc. e a Columbia Sportswear Co., bem como a fabricante de cosméticos Shiseido Co. e a VF Corp., dona da North Face, estão abrindo lojas em cada vez mais cidades chinesas. Muitos varejistas passaram a promover eventos e outros atrativos para aumentar a frequências das lojas. E alguns adotaram medidas para diferenciar seus produtos dos falsificados, como embalagens especiais.
"Os consumidores chineses são ainda mais atentos que os dos países ocidentais", diz Aidan O'Meara, presidente da divisão da Ásia e Oceania da VF. "Eles não querem ser flagrados usando um produto falso."
A North Face, cujos produtos foram bastante falsificados no fim dos anos 90 e no início da década seguinte, agora tem 500 lojas na China e continua se expandindo. A VF planeja abrir 450 lojas da North Face na China, nos próximos três anos.
Os produtos falsificados, entretanto, continuam sendo um problema. As autoridades chinesas apreenderam 5,33 bilhões de yuans (US$ 847 bilhões) em mercadoria falsa ano passado, segundo a Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena. O país também é a principal fonte de produtos falsificados e pirateados confiscados nos Estados Unidos, com 62% do total de US$ 124,7 milhões em mercadoria apreendida ano passado, segundo o governo americano.
A sapataria italiana de luxo Tod's SpA criou uma rede de mais de 30 lojas na China nos últimos anos. Mas ela continua encontrando cópias de baixa qualidade dos seus sapatos no mercado negro e está desenvolvendo uma estratégia para combater a falsificação, disse uma porta-voz.
E a Golf Anti-Counterfeiting Group, associação de fabricantes de equipamento para golfe, como a Callaway Golf Co., está ampliando a fiscalização na China à medida que o esporte se torna mais popular no país. Duas blitze apreenderam ano passado mais de 7.000 tacos falsificados, além de roupas esportivas falsificadas. "Enquanto existirem pessoas dispostas a comprar o falso, existirá quem o fabrique", diz Jason Rocker, um porta-voz da associação.
O presidente dos EUA, Barack Obama, destacou a China em seu discurso anual ao Congresso, mês passado, dizendo que seu governo vai tomar medidas mais rigorosas para impedir a entrada de produtos falsificados no país.
A China já tomou algumas iniciativas para combater a pirataria. O país começou em 2010 uma das maiores fiscalizações de patentes em sua história, concentrando-se em software, autopeças, celulares e alimentos nas províncias costeiras do sudeste. Mais tarde naquele ano, as autoridades chinesas confiscaram 2.000 cópias de produtos falsos da marca Columbia que poderiam render até US$ 2,7 milhões no mercado negro, informou a empresa.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Anjo ou demônio? Veja se você comete algum dos sete pecados capitais na vida profissional


Alguma vez você já deixou de entregar um relatório no prazo por estar com preguiça? Achou ruim ensinar determinada tarefa para o novo funcionário da equipe por não querer que ele aprenda o que você sabe? Ou ainda fez comentários vulgares sobre aquela secretária? (E atire a primeira pedra quem nunca pecou!)

Certos comportamentos podem parecer comuns para muitos, mas assim como em alguns princípios religiosos - em que os pecados resultam em penitências - há determinadas atitudes que podem detonar qualquer ascensão profissional diante das falhas cometidas sob as “leis da carreira”.

Segundo a consultora de imagem e etiqueta corporativa Lícia Egger Moellwald, a avareza, gula, inveja, ira, luxúria, preguiça e soberba são pecados que, em maior ou menor grau, interferem negativamente na vida profissional. Sem contar nos conflitos que podem surgir entre os colegas de trabalho em decorrência desses comportamentos.

“Todos esses pecados estão intimamente relacionados ao comportamento e por isso são difíceis de mudar”, explica Cezar Tegon, diretor de novos projetos da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

Para o especialista, o profissional só conseguirá minimizar as atitudes negativas se, de fato, desejar mudar. E para isso é preciso muito empenho, dispêndio de energia e força de vontade para de maneira consistente e permanente chegar a uma nova forma de agir.

FONTE: UOL

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pequenas Empresas Não Podem Ignorar as Redes Sociais


“Se você não colocou a sua empresa lá, alguém já fez isso por você”, diz o especialista, Felipe Morais, em palestra no Like a Boss
Para Morais, redes sociais são úteis para empresas de todos os portes

Para Morais, redes sociais são úteis para empresas de todos os portes
São Paulo - Você não quer aparecer nas redes sociais? Esqueça isso, ordena o especialista Felipe Morais. Praticamente todas as empresas, sejam grandes ou pequenas, já foram comentadas no Twitter, citadas em vídeos no Youtube ou em páginas do Orkut ou do Facebook. “Se você não colocou a sua marca lá, alguém já fez isso por você”, anuncia.
Um dos grandes erros que um negócio pode cometer atualmente, segundo ele, é ignorar o movimento das redes sociais e as vantagens que elas podem trazer para a credibilidade da marca. “Pode ser um comentário bom no Twitter ou uma reclamação no Foursquare. Você pode perder oportunidades de negócios”,  alerta Morais.
Em sua palestra, no Like a Boss, espaço do Sebrae na Campus Party, Morais citou o exemplo das revendedoras de carros. Segundo ele, muitas vezes, os clientes já chegam à loja sabendo mais informações sobre o modelo que procuram do que o próprio vendedor. As informações estão emsites e nos comentários das redes sociais. “A empresa precisa estar nas redes e saber o que estão falando a respeito dos produtos que ela revende. Depois preparar o vendedor para conversar com o cliente a respeito disso”, recomenda.
As empresas precisam planejar como vão aparecer nas redes sociais. Morais sugere que o empresário participe das redes para saber o que estão falando da sua marca. “Acompanhe sistematicamente até encontrar um objetivo para participar de uma determinada rede. Se o seu negócio é apenas ganhar dinheiro, reveja a estratégia. As redes sociais são feitas por pessoas que querem relacionamento”, assevera. Morais explica que o consumidor de uma marca quer ouvir mas também quer falar. Então a empresa precisa responder aos questionamentos e também disponibilizar vários pontos de contato de relacionamento na internet (e-mail, fale conosco, SAC 2.0).

Outra preocupação, é não ter pressa para ver os resultados. A relação de confiança entre o cliente e a marca nas redes sociais é fundamental. Por isso, assim como uma pessoa não casa com o primeiro que aparece, os usuários também conversam muito antes de seguir alguém no Twitter ou curtir uma fanpage no Facebook. “Mas quando isso acontece, as pessoas falam bem do seu produto gratuitamente, indicam para outras pessoas, falam sobre a experiência”, alerta.

Morais afirma que, na internet, as pessoas não gostam de marcas egocêntricas. Aquelas que falam apenas de suas qualidades e desempenho, sem levar aos seus seguidores informações interessantes. “Fique atento aos posts que não têm nenhum comentário. Isso é ruim”, opina. Ele também recomenda que os empresários busquem engajamento. “Sessenta milhões de pessoas no Brasil acessam blogs todos os meses. É possível que muitos desses sites tenham relação com a atividade que você exerce. Converse com os blogueiros, sugira assuntos. Pense em uma forma de engajamento”, sugere.
Por último, ele recomenda que o empresário avalie a participação em uma rede social sobre os seguintes aspectos: economia com a conta do telefone 0800, relacionamento direto com SAC 2.0, relacionamento do usuário com a marca, indicações, recomendações e elogios, economia em pesquisas de opinião.


Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/ 3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

'Forbes': confira profissões que vão "definhar" até 2020 (Duas são da área Têxtil!)


Cozinheiro de fast food está entre as profissões que devem decrescer
Cozinheiro de fast food está entre as profissões que devem decrescer

Com base em dados do governo americano, a revista Forbes listou as 20 profissões que apresentarão maior declínio no número de empregados até 2020. A profissão que mais perderá vagas neste período será a de agricultor, que inclui fazendeiros e demais gerentes da agricultura, com fechamentos de 96 mil postos nos próximos oito anos. Entre 2000 e 2010, a profissão já perdeu 260 mil vagas nos Estados Unidos, segundo a pesquisa.
De acordo com a publicação, as carreiras com menor qualificação devem sofrer mais nos próximos anos. Entre as 20 profissões que vão definhar, estão também costureira, assistentes de escritório, técnicos e operadores de máquinas ou computadores. Confira o ranking:
1 - Agricultor, fazendeiro ou gerente no setor
2 - Carteiros, separador e operador de serviços postais
3 - Operador de máquina de costura
4 - Operador de painel de controle
5 - Cozinheiro de rede de fast food
6 - Pescador e silvicultor
7 - Processador de dados
8 - Digitador
9 - Vendedor de porta em porta, jornaleiro e vendedores de rua
10 - Gerentes e administradores de restaurantes
11 - Montadores de equipamentos elétricos ou eletrônicos
12 - Arquivologista
13 - Técnicos de impressão
14 - Operadores de computador
15 - Gerentes e superintendentes de serviços postais
16 - Assistentes de escritório
17 - Técnicos de produção da indústria têxtil
18 - Floristas
19 - Operadores de refinarias e extração de petróleo
20 - Consultores financeiros de empréstimos
FONTE: Portal Terra

Moda não é só Glamour, Dizem Estilistas no Fashion Cruise


Thaís Gusmão (à dir.) e Andréa Ribeiro (à esq.) deram dicas para quem está começando no mundo fashion. Foto: Ana Carolina Moura/Terra
Thaís Gusmão (à dir.) e Andréa Ribeiro (à esq.) deram dicas para quem está começando no mundo fashion
ANA CAROLINA MOURA
Thaís Gusmão e Andréa Ribeiro (da marca Diva) se reuniram nesta quarta-feira (8) com estudantes de moda em café da manhã no navio onde acontece o Brazil Fashion Cruise. As estilistas falaram um pouco de suas carreiras e deram dicas para quem está começando, além de ressaltar que a profissão não é só glamour.
Para Andréa Ribeiro, o importante é dar "a cara para bater" e saber quem é o público-alvo de suas roupas. "Sou dentista de formação e tenho muitas amigas dentistas, que me acham maluca. E elas são as minhas clientes. Chegam na loja de terninho e calça preta e querer viver uma experiência diferente. É isso o que eu proporciono a elas", contou. "É preciso focar no diferencial, senão o mercado te engole", acrescentou.
Thaís Gusmão concordou com a colega: "o importante é a especificação do produto e a criatividade impressa nele. Se eu colocar algo que eu estou vivendo na peça, ela será única. Não preciso copiar ninguém".
Andréa alertou os estudantes de moda sobre a necessidade de ter os "pés no chão". "Se você é dona do próprio negócio, tem que gerir uma empresa como qualquer outra. É preciso escolher o produto, fazer o pedido e pagar seus funcionários direitinho. As pessoas tem uma ideia de moda como algo incrível, mas não é só criar, tem que administrar".
Thaís relembrou das dificuldades no começo da carreira. "Eu vendia calcinha para vendedoras de shopping e quando descobriam eu corria dos seguranças e vendia no banheiro. Em época de fim de ano, fazia calcinhas coloridas e vendia na praia. E eu nunca tive vergonha disso. Tive que começar de algum jeito". E também falou sobre a importância de estagiar. "É o momento em que você põe a mão na massa. Trabalhei 8 anos na Zoomp e foi uma escola para mim".
Estudante do primeiro ano do curso de moda da FAAP, em São Paulo, Lorena Eleutério, 17 anos, ficou empolgadíssima com as dicas de Thaís Gusmão e Andréa Ribeiro. "Gostei da mensagem que elas passaram. Para quem está começando, como eu, foi uma aula. Eu estava achando que a profissão era só glamour, mas o que elas falaram colocaram meus pés no chão. Vou levar isso para minhas colegas de classe", disse ela, que sonha em ser uma nova Julia Petit.
Brazil Fashion Cruise
O Brazil Fashion Cruise marca o encerramento da temporada outono/inverno das semanas de moda do Rio e de São Paulo. Organizado pela DreaMakers Traves & Consulting, o evento traz a bordo as tendências apresentadas no Fashion Rio e SPFW em janeiro. O evento conta com marcas e estilistas conceituados, como Amapô, Neon, Thaís Gusmão, Karin Feller, Ellus 2nd Floor e a grife de óculos Absurda.

Veja Como o Tie Dye Pode Fazer Parte do Seu Guarda-Roupa - Veja Como Fazer


Como tudo na moda, as coisas vão e voltam! É hora do Tie Dye voltar à tona: é uma estampa “manchada”, com nuances de cores sem a pretensão de combinar. O significado do nome diz tudo sobre o resultado: amarrar e tingir. Essa técnica de tingimento de tecidos foi muito usado pelos hippies dos anos 70 e volta com tudo para a estação do calor.
Além do Tie Dye, as estampas Dip Dye, aquelas com efeito degradê, também são forte tendêcia da moda. Neste verão, o Tie Dye ganha destaque com as cores fortes e cítricas ou em degradê de tons pastel. É bem moderno e casual.

famosas usando tie dye
Hailey Baldwin – Fernanda Paes Leme – Zoe Saldana – Ciara
Cores neutras e o velho e bom jeans são ótimas opções para combinar com peças estampadas. Vale abrir mão de acessórios pesados e chamativos na produção. Para combinar, escolha uma das cores da estampa Tie Dye ou invista nos tons de bege para as peças. A nossa sugestão é compor um visual hippie-chic com friendship bracelets e uma trança embutida, que é a cara do verão.
O estilo promete fazer sucesso até na confecção de abadás para o carnaval. Se você ainda não pensou na roupa que vai curtir os dias do feriadão, aposte nessa ideia! E sabe qual é a melhor? Você pode fazer em casa! Este vídeo mostra como customizar suas peças com estampas Tie Dye.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Corte e Costura Gera 8 Milhões de Empregos e Fatura R$ 60 bi


O nicho de pequenos consertos é pulverizado e dominado por empresas de pequeno porte. As lojas estão em ruas e galerias. Foto: Shutterstock/Especial para Terra
O nicho de pequenos consertos é pulverizado e dominado por empresas de pequeno porte. As lojas estão em ruas e galerias
Que a moda brasileira tem ganhado cada vez mais destaque, não resta dúvida. O que pouca gente sabe é que por trás do sucesso de grandes marcas, redes e lojas estão três nichos de mercado: o de bordados, o de costura e o de pequenos consertos. Quem diz isso é Sergio Weiss, sócio-proprietário da confecção de moda infantil Maria Mole & Peepoca, e também fundador do website Costura Externa - dirigido a costureiras, ao varejo e a empresas do segmento. "O segmento de pequenos consertos é extremamente pulverizado e dominado por microempresas. Antigamente, era raridade uma casa sem máquina de costura. Hoje, não. Por isso não é difícil encontrar esses pequenos comércios em ruas e galerias de todas as cidades brasileiras", explica. 

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) referentes a 2011 mostram que o setor tem 30 mil empresas em atividade. Juntas, elas geraram 8 milhões de empregos diretos e indiretos e faturaram R$ 60 bilhões no ano passado. Esse montante correspondeu a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no período. Porém, um fator tem preocupado o setor: o aumento das importações. Entre janeiro e novembro de 2011, o volume de importações de vestuário foi 40,6% maior se comparado com igual período do ano anterior. E a China é o país campeão de origem nesse item. 

Segundo a Abit, para 2012 as metas são fortalecer o mercado interno de confecções, atuar junto ao governo federal para que sejam adotadas medidas de defesa comercial, diminuir a tributação interna e aumentar as vendas aos governos em geral de uniformes escolares e militares. 

Para Weiss, o segmento de confecções ainda é marcado pela informalidade, o que é justificado principalmente devido ao alto custo trabalhista que produzir na legalidade acarreta. "É comum que uma confecção repasse o serviço contratando uma facção - como são chamadas as microconfecções terceirizadas -, que faz o mesmo serviço por um preço menor", conta. Segundo ele, por isso é difícil reunir dados sobre o segmento, especialmente em relação às pequenas empresas, onde a informalidade é ainda maior. 

Nesse caso, o empreendedor que pretende investir no nicho deve ter o cuidado de conhecer as práticas das facções antes de contratar uma. É em micros com esse perfil que se veem denúncias de utilização de trabalho escravo, com largo uso de mão de obra ilegal de países vizinhos - em especial a boliviana. 

Dentre os três nichos - costura, pequenos consertos e bordados -, este último é o que apresenta uma estrutura menos propícia à informalidade. O motivo é o preço que o maquinário para bordar representa. "Uma empresa informal não consegue arcar com os custos", diz Weiss. 

O empreendedor que deseja apostar nesse segmento do mercado tem de ficar atento a três aspectos fundamentais: é preciso regularizar sua empresa, para que não tenha problemas legais; manter rígido controle de qualidade; e de produtividade. "É fácil perder clientes nesse segmento. A rotatividade é muito grande para quem não se adapta", diz o fundador do Costura Externa. 

Gigante entre as micros
A rede de franquias Companhia do Bordado é detentora de 90% do mercado de personalização por meio de bordados. "Os outros 10% estão pulverizados entre empresas que atuam no mesmo segmento, mas não oferecem o mesmo padrão de serviços", explica Vanessa Avellar, gerente de marketing da rede. 

A marca possui 23 unidades em São Paulo e em cidades do Nordeste, como Salvador, e atende igualmente às classes A, B e C. Segundo Vanessa, o desafio é fazer com que o público jovem, de 18 a 25 anos, compre o produto bordado. Ela explica que ainda há o estigma de que uma peça bordada seria para gente mais velha - que, por sinal, representa a maior parte do público da rede. 

O desejo de personalização cada vez mais latente na população é visto como um indício de que dias ainda melhores estão por vir. "Não basta ter um roupão de qualidade, é preciso mostrar que ele pertence a você, tem a sua cara", enfatiza a gerente. Por isso, ela acredita que o segmento tem tudo para expandir nos próximos anos. 
A Companhia do Bordado apostou no desejo de personalização cada vez mais presente no público brasileiro Foto: Divulgação
A Companhia do Bordado apostou no desejo de personalização cada vez mais presente no público brasileiro
Dentro da indústria têxtil, o nicho de bordados é um dos que menos tem empresas informais; isso porque o maquinário para bordar é caro Foto: Shutterstock/Especial para Terra
Dentro da indústria têxtil, o nicho de bordados é um dos que menos tem empresas informais; isso porque o maquinário para bordar é caro
É grande o nível de informalidade entre as confecções, que alegam os altos custos trabalhistas do País para não se formalizarem Foto: Shutterstock/Especial para Terra
É grande o nível de informalidade entre as confecções, que alegam os altos custos trabalhistas do País para não se formalizarem
Segundo dados de 2011, o setor têxtil tem 30 mil empresas em atividade e gera 8 milhões de empregos diretos e indiretos Foto: Divulgação
Segundo dados de 2011, o setor têxtil tem 30 mil empresas em atividade e gera 8 milhões de empregos diretos e indiretos

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