sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Refazer o "Made in China"


"É um negócio que está a morrer", diz o dono de uma fábrica de roupa que eu conheci em Zhuhai, uma cidade na província de Guangdong.
Como muitos outras pessoas que trabalham no seu ramo de negócio, prepara-se para encerrar. Há duas décadas que os investidores começaram a chegar a Zhuhai, atraídos por mão-de-obra abundante e barata. O auge das t-shirts, brinquedos, flores de plástico, azulejos, anzóis e elásticos parece ser coisa do passado. Actualmente, os custos de produzir estes produtos são mais baixos em países como o Bangladesh e o Vietname.

À medida que os custos laborais continuam a subir, estará a China preparada para perder a sua condição de fábrica do mundo?

O aumento dos custos laborais é inevitável. Em 2008, o governo chinês introduziu regras laborais mais duras e um salário mínimo. As recentes políticas para melhorar as condições económicas rurais abrandaram o fluxo de migrantes das zonas rurais. Os trabalhadores exigem uma maior remuneração para compensar o rápido aumento do custo de vida nas cidades chinesas, tal como foi manifestado na greve de trabalhadores qualificados na fábrica da Honda em Guangdong. O salário foi a questão fundamental do conflito.

Os trabalhadores em greve exigiam um aumento do salário dos actuais 1.500 renminbi (234 dólares) para 2.000 - 2.500 renminbi (373,13 dólares) por mês. Claramente, as fábricas chinesas já não podem oferecer preços demasiado baixos.

A produção de roupa é um exemplo primordial do declínio da competitividade da China nos mercados que dependem da mão-de-obra barata. De acordo com um estudo realizado pela consultora norte-americana Jassin O'Rourke, os custos laborais na China são mais elevados do que em sete outros países asiáticos. O custo médio de um trabalhador é 1,08 dólares por hora nas províncias costeiras da China e entre 0,55 e 0,80 dólares nas províncias do interior. A Índia ocupa o sétimo lugar, com 0,51 dólares por hora. O Bangladesh oferece o preço mais baixo, apenas um quinto do preço em locais como Xangai e Suzhou.

A juntar aos problemas laborais da China, a crise financeira durante os últimos dois anos teve um efeito desastroso na procura externa. Em 2009, o valor das exportações chinesas caiu 16% face a 2008. As indústrias que empregam grandes quantidades de mão-de-obra foram especialmente afectadas. Na indústria têxtil, os lucros de 2008 caíram pela primeira vez em dez anos. Em Março de 2009, as exportações de produtos electrónicos e de tecnologias de informação caíram 25% face ao mês anterior. Apesar das exportações chinesas terem começado a recuperar em 2010, o impacto da crise financeira continua a ser palpável. Em Janeiro de 2010, o valor das exportações regressou ao nível registado em Janeiro de 2008. Mas muitas fábricas já tinham encerrado.

Para os fabricantes chineses, uma tendência de longo prazo de aumento de custos juntamente com uma queda de curto prazo das exportações representou um desafio sem precedentes. Mas à medida que a competitividade diminuía, o Governo e os empresários não ficaram de braços cruzados. Estas condições adversas impulsionaram, inadvertidamente, uma reestruturação, necessária há muito tempo, nas indústrias trabalho-intensivo chinesas. À medida que os custos aumentam, os produtores chineses procuram um maior valor, novos nichos e uma maior influência na formulação de políticas.

Ao longo da dinâmica zona costeira da China, os governos locais estão a formular novos planos económicos para que as suas empresas subam na cadeia de valor.

Pensemos no caso do centro industrial têxtil da província de Jiangsu, conhecida pela "capital da seda" da China. Três quartos do produto interno bruto (PIB) da cidade são provenientes da produção têxtil. No entanto, no último ano as exportações caíram cerca de 15%. Para os decisores políticos locais, a crise das exportações foi uma chamada de atenção para a mudança.

Como consequência, os funcionários em Jiangsu já não se contentam em coser roupa. Mediante uma mistura de orientação administrativa e incentivos monetários a administração municipal prevê reduzir a percentagem de roupas na produção de produtos têxteis em 25% nos próximos três anos e aumentar as aplicações industriais de fibras químicas, que prometem um retorno muito mais elevado do que a produção de vestuário. De acordo com os funcionários locais, as fábricas da cidade já têm a capacidade de produzir em grande escala fibras extremamente finas, que foram inicialmente criadas no Japão.

De facto, o colapso mundial pode revelar-se uma bênção para a melhoria do sector industrial. A queda dos pedidos foi devastadora para os produtores de produtos de qualidade inferior, que apenas sobreviviam com margens muito pequenas. No final de 2008, metade das fábricas chinesas de bonecos tinha fechado. Apesar de ser alarmante no curto prazo, a erradicação de pequenos produtores foi uma boa notícia para os que conseguiram sobreviver à crise. À medida que as empresas consolidam quota de mercados, ganham economia de escala. As empresas de maior dimensão têm mais capacidade de aplicar recursos em pesquisa e desenvolvimento, que constitui a chave para as aspirações chinesas de subir na escala de valor.

As indústrias menos fragmentadas também estão a pressionar melhor. Tradicionalmente, os fabricantes por contrato estão dispersos e são ferozmente competitivos. A sua opinião conta pouco - para não dizer nada - nas regulações nacionais e internacionais. Os produtores em Jiangsu, por exemplo, foram constantemente forçados a adaptarem-se às normas ambientais e de segurança dos mercados de exportação. Comparados com os produtores norte-americanos e europeus, os chineses são pouco organizados e passivos.

Isto poderá mudar. À medida que as empresas que sobrevivem ganham dimensão, os empresários chineses poderão exercer uma maior capacidade de negociação com o governo chinês e as empresas estrangeiras. Fazer ouvir as suas opiniões no país e no estrangeiro poderá significar a redução da incerteza para os exportadores chineses. Pensemos na estratégia do Lenovo, o maior produtor de computadores da China; contratou um especialista para exercer pressão em Washington D.C., a primeira empresa chinesa a fazê-lo abertamente.

Nas próximas décadas, a China não poderá manter a vantagem de custos que definiu o seu período inicial de êxito exportador. Mas é um erro pensar que as fábricas chinesas vão continuar estagnadas. Em comparação com muitos países em desenvolvimento, o governo chinês é estável e acolhe de braços abertos o investimento estrangeiro. Têm sido criados, em muitas zonas do país, "clusters" industriais, onde as ligações empresariais podem compensar o aumento dos custos.

O consumo doméstico está a crescer. Além disso, à medida que os empregos de baixo custo e desqualificados se transformam em empregos qualificados e de custos elevados, a China irá caminhar no sentido da produção de produtos mais valiosos mas também no sentido do sector dos serviços, como por exemplo, o design. Esta alteração poderá provocar dificuldades aos Estados Unidos.

Quando as indústrias de trabalho intensivo chinesas saírem da sua metamorfose, deveremos esperar pelo surgimento de empresas maiores, que invistam mais na inovação e no design e que exercem uma maior influência nas políticas empresariais e comerciais. Assim o "Made in China" não perdeu o seu domínio internacional. Está apenas a assumir uma nova - e possivelmente mais formidável - forma.

Direitos de Autor: Project Syndicate, 2010.www.project-syndicate.org Tradução de Ana Luísa Marques

Fonte:jornaldenegocios.pt

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Controladoria versus Administração


As funções da Controladoria distinguem-se das funções do administrador financeiro. Enquanto o Gerente Financeiro está mais ligado aos aspectos relacionados ao caixa e a liquidez o Controller relaciona-se mais aos aspectos de controle e rentabilidade.

No Brasil muitas empresas acumulam num único profissional as duas funções, o que se dá, na maioria dos casos, em função do porte e de estruturas enxutas. Nesse caso recomenda-se ao profissional que procure não sobrepor os interesses, visto que, não raro, eles são conflitantes, de qualquer forma os aspectos inerentes à correta segregação de funções entre as áreas devem ser observados.

Por exemplo: o contas a pagar e o caixa sob responsabilidade de um mesmo

profissional.


Impactos da Globalização e da Gestão Estratégica na

Controladoria e nos Sistemas Integrados


A Contabilidade processa transações para suportar a operação da organização. Um
seleto grupo de funcionários deve ser bem treinado e liderar o processamento das
transações contábeis. A função contábil atualmente incorpora diversas novas atividades
que podem incluir, principalmente em empresas menores, auditoria e serviços
computadorizados. Influenciada pela globalização, existe uma preocupação crescente
em como a ética determina o comportamento dos profissionais de contabilidade, e como
o staff da Controladoria vê o seu papel dentro da organização.

Com recentes episódios de escândalos contábeis, bem como em função de sua
responsabilidade junto a acionistas e outros usuários, a contabilidade vem se
fortalecendo quanto aos seus aspectos de controle e ética. Desta forma procedimentos
relativos ao código de conduta e governança corporativa ganham destaque e passam a
ser pontos ser pontos de atenção básicos.

Outro aspecto da influência da globalização na Controladoria ocorre com a
multiplicidade das mudanças no ambiente dos negócios, o que tem alterado o papel da
função da Controladoria sendo conseqüentemente requeridas adequações. As empresas ao mudarem seus processos precisam adequar o tratamento contábil. Por exemplo: se
uma empresa começa a utilizar Just in Time em sua produção; a utilização de JIT em
uma empresa muito provavelmente irá requerer avaliação e adaptação das práticas
contábeis. Outro exemplo, são as terceirizações, que quando ocorrem requerem
avaliação ampla não só dos aspectos contábeis, mas também com relação aos aspectos
trabalhistas, fiscais, financeiros e outros.

No caso das terceirizações, certamente elas irão requerer a assinatura de contratos, é
essencial que os contratos antes de serem assinados, sejam analisados pela área jurídica
da empresa ou advogado externo contratado, bem como pela Controladoria ou analista
da área financeira capacitado para efetuar a análise devida.
A Controladoria se vale amplamente de sistemas computadorizados. A responsabilidade
maior sobre os sistemas computadorizados normalmente está com a divisão de
Tecnologia da Informação ( TI ). Em algumas empresas pequenas a Controladoria ou
Diretoria Financeira pode ter responsabilidade pela área de TI, de qualquer forma o
conhecimento e envolvimento do Controller nos assuntos relativos a sistemas
computadorizados é fundamental. Utilizar os sistemas computadorizados da melhor
forma é missão do Controller, bons sistemas podem ser pessimamente utilizados, assim
a Controladoria e TI devem trabalhar sob estreita colaboração.
Existem grandes empresas que investem altas somas para implantar um sistema como o
SAP, mas não o utilizam de forma adequada, o que pode se dar por deficiência de
implementação. A sub utilização de sistemas poderosos como o SAP pode ocorrer,
normalmente isso é resultado da combinação inadequada dos diversos recursos
existentes. Um bom software é apenas uma parte dos recursos necessários para a boa
operacionalização de um sistema integrado, recursos humanos e materiais são elementos
necessários e nem sempre presentes na dose necessária.

Os principais recursos necessários à implantação dos sistemas integrados são: o próprio
software, o hardware e principalmente os recursos humanos, ou seja a habilidade para
promover a implementação que deverá se materializar na forma de um bom projeto.
Com os três recursos devidamente combinados deve-se produzir um projeto que
possibilite promover a implementação desejada.

Adicionalmente ao processamento das transações contábeis cresce a importância da
análise na Controladoria com relação a temas ligados à competitividade e rentabilidade.
Atividades como análise de preços e de margens por produto, por cliente, por região,
por vendedor, etc... , requerem acompanhamento constante e gerenciamento visando
melhoria contínua e melhoria de eficiência e eficácia.Determinação de custos
planejados de novos produtos ( target costs ), revisão continua dos custos, e análise de
custos não relacionados a produtos são outros aspectos essenciais.

O setor de serviços hoje movimenta parcela importante da economia, assim os custos de
serviços prestados, gestão de empresas de serviços e outros aspectos relacionados
devem ser fortemente focados pela Controladoria.

Na área de Custos a maioria dos livros, principalmente os brasileiros estão defasados,

pois focam preferencialmente os Custos Industrias e enfatizam técnicas que precisam
ser estudadas mas que deixaram de ser tão relevantes como há décadas, período em que
as empresas industriais dominavam o mercado. Atualmente os custos devem ser
estudados dentro de um contexto mais amplo e diversos tipos de custos deveriam ser focados de forma mais abrangente nos cursos regulares de contabilidade e administração. Abaixo destacamos diversos tipos de custos, boa parte não são ou, são pouco abordados nos cursos universitários de graduação.

Tipos de Custos::
- custos de produtos bancários;
- custos hospitalares;
- custos de serviços de consultoria;
- custos de distribuição e logística;
- custos de manutenção;
- custos industriais;
- custos do metro quadrado de um shopping center etc

A disciplina Contabilidade de Custos ministrada em muitas universidades ainda prioriza
os custos industriais, que é de suma importância, no entanto igualmente importante é o
estudo da apuração e principalmente gerenciamento dos tipos de custos acima
destacados, dentre outros.

A gestão estratégica da Controladoria prioriza a utilização das informações de custos
para gestão e controle, enquanto os sistemas obsoletos priorizam a apuração dos custos
colocando-se como prioridade o como calcular os custos´ e deixando de priorizar
como utilizar informações relevantes de custos para gestão estratégica e controle.



Professor Ariovaldo profariovado@hotmail.com.br

Fonte:scribd.com/doc/37255478/Controladoria

Oferta de vagas para costureiras aumenta mais de 30% no 2º semestre


Diretor de Pólo Textil garante que pelo menos mil postos de trabalho estão abertos


Pelo menos mil vagas de emprego estão abertas para costureiras apenas nas cidades de Americana, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara D’Oeste. É essa a realidade do mercado de trabalho no setor têxtil na região de Campinas. Outros municípios, como Socorro e Campinas, vivem a mesma realidade: muitas oportunidades e pouca mão de obra qualificada e pronta para trabalhar. Algumas fábricas demoram meses para encontrar uma costureira preparada para enfrentar as oficinas. Boa notícia para quem busca novos desafios na vida profissional.

Quem pensa em trabalhar como tecelão ou em outras funções de produção, como modelista, técnico de manutenção, eletricista e operador de máquinas, também não deve perder tempo. A previsão é que o número de contratações no 2º semestre de 2010 aumente 32% no setor de confecção e 15% no setor de tecelagem.

O Pólo Tec Tex de Americana, mais conhecido como Pólo Têxtil, abrange 780 empresas de confecção de vestuário de cinco cidades da região de Campinas - Americana, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara D’Oeste - e é referência nacional no setor. Ele é responsável por 72% dos empregos da região metropolitana de Campinas (RMC) na área, representando 32 mil empregos formais.

O gargalo de mão de obra técnica e qualificada é uma realidade em diferentes setores da economia brasileira, como o automobilístico e da construção civil. A demanda por profissionais nas confecções e oficinas de costura tem feito com que empresas se unam para oferecer cursos e treinamentos de graça e atrair pessoas que estão fora do mercado (veja o vídeo).


Um projeto de incubadoras tem capacitado centenas de profissionais na formação técnica de costura, mas também no aprendizado de comportamento dentro de uma empresa e noções de finanças (entenda o que é uma incubadora no vídeo ao lado). Durante dois anos, homens e mulheres passam por diferentes maquinários e funções que irão desempenhar dentro das confecções, para posteriormente poderem ser contratados por uma empresa ou prestar serviço terceirizado através do próprio negócio.

Os interessados nas vagas podem entrar em contato com o Pólo Têxtil pelo telefone (19) 3461.1477

Homens nas oficinas de costura

Com o mercado de trabalho aquecido, quem tem aproveitado as oportunidades são os homens, que segundo o diretor adjunto do pólo têxtil, Helton Jorge Filho, migraram das tecelagens para as confecções. Além de darem conta da demanda, a mão de obra masculina em um ambiente dominado por mulheres tem surpreendido os empresários do setor. (veja vídeo)

Malharias também estão contratando

Conhecida pelas malharias, a cidade de Socorro também está com falta de mão de obra de costureiras. De acordo com a secretária-executiva da Associação Comercial e Industrial do município, Roberta Correa Bueno, as 150 malharias estão confeccionando as coleções Primavera-Verão, mas já adiantam a produção da coleção Outono-Inverno do próximo ano, o que reflete positivamente no mercado de trabalho. Nos dois últimos meses, o número de vagas aumentou 20%. Os currículos podem ser entregues na sede da associação. Mais informações pelo telefone (19) 3895-2019.

Senai oferece cursos gratuitos

Somente moradores das cidades que compõem o Pólo Tec Tex podem participar do projeto de incubadoras. Mas quem pensa em se qualificar para conquistar uma das milhares de vagas abertas no setor têxtil da região, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece um programa gratuito para capacitação de profissionais para a área de vestuário. Em 2010, foram abertas cinco mil matrículas no Estado de São Paulo.

As vagas serão direcionadas à preparação de mão de obra básica nas áreas de auxiliar de modelista de roupas, costureiro de máquinas reta e overloque, supervisor de produção e mecânico de máquinas reta e overloque. O público-alvo são desempregados que estão ou não recebendo o seguro-desemprego e candidatos ao primeiro emprego.

As unidades do Senai que oferecem os cursos na região de Campinas são:

Indaiatuba: Centro de Treinamento Senai Comendador Santoro Mirone
Rafard: Centro de Treinamento Senai Celso Charuri
Limeira: Escola Senai Luiz Varga
Americana: Escola Senai Prof. João Baptista Salles da Silva
Santa Bárbara D’Oeste: Centro de Treinamento Senai Fundação Romi

Em Capivari, o curso é oferecido em parceria com a Prefeitura.

O Senai também oferece cursos de aprendizagem industrial e técnicos tradicionais, voltados ao setor têxtil em três cidades que integram o Pólo (Americana, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré). Mais informações aqui ou pelo telefone 0800 551000.

Falta de mão de obra emperra crescimento

De acordo com o Pólo Tec Tex, as empresas de confecção da região de Campinas estão impedidas de crescer e perdendo mercado para concorrentes de outros estados por falta de mão de obra. Uma alternativa encontrada foi a terceirização de 72% da produção, sendo 62% informalmente.

Sobre o Pólo Tec Tex

O Pólo Tecnológico da Indústria Têxtil e de Confecção dos municípios de Sumaré, Santa Bárbara D' Oeste, Nova Odessa, Hortolândia e Americana foi criado em 2002 com o objetivo de reunir e representar toda a cadeia produtiva do setor têxtil e de confecção da região de Campinas. O Pólo é formado por empresas do setor têxtil e de confecção de toda a cadeia produtiva (indústria, serviço e comércio)


Fonte:eptv.globo.com/educacao

Como fugir da “zona de conforto” e transformar ideias em projetos de sucesso


Especialista afirma que dedicação é a chave do sucesso para o empreendedorismo, já o comodismo é o início do declínio


Uma característica marcante dos negócios de sucesso é que, por mais que as empresas se encontrem em momentos bons (estáveis), procuram novos desafios e maneiras de se reinventar.


Por isso, ser empreendedor não é tarefa das mais fáceis. Além dos riscos pertinentes, existem também as características inerentes a personalidade de cada um. Essas características podem ser determinantes para uma trajetória de sucesso ou para o fracasso de um projeto.


Nesse aspecto, uma dica do consultor empresarial Marcio Nobre, sócio da Nobre Consultoria Empresarial, é que o empreendedor sempre busque fugir da zona de conforto. "O problema do profissional comum, assim como em qualquer área, é o comodismo. Conquistam alguma coisa e já se sentem realizados. Esse é o início do declínio", explica Nobre.


O consultor afirma que um empreendedor de sucesso deve ter muito jogo de cintura para poder lidar com as mais variadas situações e manter seu negócio sempre em ascensão. "É quase uma busca sem fim, e acaba sendo cansativo se o negócio não o deixa satisfeito no dia a dia. Afinal, é importante manter a equipe sempre motivada, independente de bons salários", diz o consultor, que acredita no marketing como uma boa estratégia de atrair novos clientes.


Nesse processo, a dedicação e comprometimento naquilo que se faz são ingredientes chaves para o sucesso. Pessoas mais dedicadas e comprometidas têm mais chances de alcançar as metas almejadas.


Esteja preparado


Dominar a área de atuação ou ter informações suficientes para realizar com destreza as atividades em determinado setor é outro passo importante para alcançar melhores resultados. Quanto mais informada a pessoa estiver, mais chances ela tem de crescer em sua área.


O consultor Nobre explica que a formação de nível superior e cursos são importantes, pois oferecem o estudo base da profissão. Contudo, acredita que este não é um fator imprescindível. "É bastante comum vermos profissionais sem curso universitário que conseguem obter sucesso e muitos com formação que simplesmente não emplacam", alerta o consultor.


Novo negócio?


Existem algumas pessoas que desejam mudar radicalmente sua postura profissional e desvinculam-se do mundo corporativo para montar o seu próprio negócio. Nesses casos, é preciso ter atenção redobrada para não cometer vacilos. É importante, antes de iniciar esse procedimento, certificar-se de que há capital de giro suficiente para se manter independente do negócio. "Todo começo é bastante desgastante e o lucro não é obtido logo no início. Por isso é necessário ter sempre alternativas, caso as coisas não saiam como planejado", finaliza Nobre.


O ideal é estar antenado, buscando atualizar-se com as modificações e necessidades do mercado. Estar atento aos propósitos da empresa trabalhando em conjunto com uma assessoria preventiva que precaverá a empresa de possíveis danos e contratempos futuros.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 12 de setembro de 2010

Luiz afinando a bateria.3gp

Sheila E

Estilistas passam a dar mais preferência a jeans que ressaltam Glúteos


Novas tramas para as peças prometem ser mais modeladoras para curvas femininas

Grifes como a Miss Sixty começam a se preocupar com modelos diferentes para cada mulher



Estilistas e empresas de moda estão privilegiando o clássico jeans como o melhor presente para por em evidência o "lado B" da silhueta feminina, com diferentes modelos destinados a ressaltar, modelar, subir e emagrecer os glúteos.

Como alternativa, são estudadas e incorporadas tramas que, entretecidas com a famosa "tela de Gênova" (de onde deriva a palavra jean), tornam-na mais elástica e modeladora.

A última empresa especialista na fabricação de jeans "push up" é Miss Sixty, que para interpretar a nova tendência escolheu como imagem a modelo argentina Belén Rodríguez, ex-namorada do jogador de futebol da Roma Marco Borriello.

Pela primeira vez a marca Miss Sixty lançará a campanha da nova coleção "Magic" pela televisão. A coleção, estudada por seu diretor de criação, Vichy Hassan, está caracterizada por modelos corte "slim fit" e efeito "push up", capazes de ressaltar e corrigir sobretudo a parte posterior feminina.

Por sua vez, a marca Levi's apresentou recentemente em Londres a série Curve ID, nascida a partir das exigências de criar uma estrutura que se modele perfeitamente sobre as formas de uma mulher.

Para a marca, o desenho do jeans não é somente uma questão de corte, mas de estrutura das cadeiras, que foram identificadas em três tipos de jeans: Slight, ideal pra as mulheres mais andróginas, Demi, que ressaltam um físico não muito magro, e Bold, próprio para as mulheres com curvas mediterrâneas.

Fonte:clicrbs.com.br/especial/rs/donna

sábado, 11 de setembro de 2010

Canais de atendimento ao cliente mais afugentam do que fidelizam


Investir nos canais de atendimento ao cliente é uma prática cada vez mais frequente nas pequenas e médias empresas, na esteira do que acontece com as grandes corporações. A ideia é simples: com várias formas de contatar seu público – call center, atendimento telefônico automático, chat, e-mail –, a empresa obtém ferramentas para “encantar” o cliente e garantir sua fidelização. O atendimento é considerado importante porque um cliente insatisfeito abandona a empresa e se torna seu detrator. É uma lógica correta, mas o oposto não é verdadeiro, diz uma pesquisa da Harvard Business School. O atendimento por si só não garante um consumidor cativo. Pelo contrário, muitas vezes afugenta: o consumidor não quer ser contatado. Ele só quer que o produto ou serviço funcione corretamente, como prometido.

Os produtos e serviços modernos transformaram a experiência do consumidor. Eles são complexos, têm várias etapas, manuseio complicado. Por isso se fala muito em pós-venda, suporte técnico e outras formas de interação que mantêm a relação do cliente com a empresa mesmo depois da aquisição do produto ou da prestação do serviço. Os contatos subsequentes geralmente ocorrem por causa de dúvidas que surgiram, problemas que não foram solucionados ou interesse em adquirir novos produtos, ainda mais complexos.

Nesse contexto, pode fazer sentido a ideia do constante diálogo entre empresa e consumidor. A verdade, porém, é que se o cliente precisar entrar em contato frequentemente com a empresa, ele vai trocá-la por outra. Ele quer que a empresa assuma o compromisso de entregar um produto com poucas margens para problemas, quer que a empresa anteveja as futuras dificuldades e entregue um pacote completo. Um atendente educado e atencioso não acalma a frustração de um serviço insatisfatório. E não adianta tentar agradar o cliente com mimos e cortesias.

“A maioria das empresas não percebe isso e paga caro em termos de investimentos jogados fora e clientes perdidos”, afirma o professor de Harvard Elie Ofek, em um artigo da Harvard Business Review. Ele chegou a duas conclusões bastante simples.

1- Encantar o cliente não produz fidelidade. O que conquista é reduzir seu esforço, o trabalho que ele deve ter para ver o problema resolvido.

2 – Planejar o atendimento com base nesse pensamento, em vez de encher o cliente de ofertas tentadoras, melhora a satisfação do cliente, eleva a qualidade do serviço e derruba os custos com atendimento.

Para aplicar os achados acima, é preciso facilitar as coisas, remover obstáculos. O estudo identificou as três principais queixas ligadas especificamente ao esforço feito pelo cliente. O cliente não gosta de ter de contatar a empresa várias vezes para que o problema seja resolvido. Também não gosta de ter de repetir informações e, principalmente, detesta ter de pular de um canal de serviço para outro (por exemplo, ter de ligar depois de não ter conseguido resolver o problema pelo website).

São conclusões óbvias, mas muitas vezes ignoradas pelos gestores. As grandes empresas prestadoras de serviço, como operadoras de telefonia e companhias aéreas podem se dar ao luxo de tratar mal os clientes, pois não há muitos outros concorrentes para os quais fugir. Mas os pequenos e médios não podem se dar a esse luxo. Abaixo, seguem cinco conselhos do estudo para aumentar a fidelidade do cliente e reduzir custos de atendimento.

1 - Não se limite a resolver o problema presente — previna o seguinte
As empresas estão preparadas para prever e solucionar problemas antecipadamente, mas geralmente não o fazem por causa da obsessão em controlar a duração das chamadas e atender ao maior número de pessoas no menor tempo possível. Só que não importa se o índice de resolução no primeiro contato (RPC) é bom. O estudo constatou que 22% das chamadas repetidas (a segunda ligação do cliente para a empresa) envolvem questões ligadas ao problema que motivou a chamada original — ainda que o problema tenha sido solucionado da primeira vez.

2 - Prepare o pessoal para lidar com o lado emocional do cliente
O estudo apontou que 24% das chamadas repetidas resultavam do atrito emocional entre clientes e atendentes. São situações que todos nós conhecemos: o cliente não gostou da resposta recebida ou teve a impressão de que o funcionário estava se escondendo detrás da política geral da empresa. Com uma orientação básica e boas doses de sinceridade, o atendente pode eliminar desentendimentos e reduzir chamadas repetidas.

3 - Aumente a aderência nos canais de autoatendimento

A pergunta que as empresas se fazem é: como convencer o cliente a usar o site de autoatendimento? O trabalho mostra que, na verdade, muitos clientes já estiveram lá: 57% das chamadas feitas a uma central de atendimento são de pessoas que foram primeiro ao website. É um contra-censo: as empresas querem que o cliente vá para a internet, mas seus sites não têm tecnologia capaz de resolver os problemas. Ou o cliente também pode ficar perdido com a profusão de canais de autoatendimento — resposta de voz interativa, websites, e-mail, chat, comunidades de suporte online, mídias sociais. O consumidor pode fazer um grande esforço pulando de um canal para outro e acabar apelando para o telefone no final.

4 - Use o feedback de clientes contrariados
A melhor forma de evitar problemas é aprender com os clientes insatisfeitos. Muitas empresas pedem a opinião do cliente ao final do atendimento para medir o desempenho interno. É um banco de dados rico, porém muitas vezes subutilizado pelas companhias. Mais do que importunar os clientes satisfeitos com propostas que eles não querem, as empresas devem ter um atendimento estratégico para acompanhar os contrariados. Além de tentar evitar a publicidade ruim, constroem um repertório de soluções que vai melhorar o serviço no futuro.

5 - Capacite a linha de frente a proporcionar uma experiência de baixo esforço
Sistemas de incentivo que valorizam mais a velocidade que a qualidade são os que mais afastam os clientes. No geral, o indicador de avaliação do atendente é o tempo médio dos atendimentos. “Melhor seria se abolissem índices de produtividade que impedem que a experiência do cliente seja facilitada”, diz o estudo. Uma empresa australiana de telecomunicações eliminou todo indicador de produtividade do pessoal na linha de frente. Embora o tempo de atendimento tenha subido ligeiramente, o volume de chamadas repetidas caiu 58%.

Fonte:papodeempreendedor.com.br

Varejo têxtil costura boas práticas


Entidade que agrega grandes redes lançou o Programa de Qualificação de Fornecedores para tratar de responsabilidade social nas relações com colaboradores

Atenta à expansão da indústria de roupas e acessórios de moda no País, a Associação Brasileira para o Varejo Têxtil (ABVTEX) lançou ontem, em São Paulo, o Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo. O objetivo é permitir ao comércio do setor qualificar e monitorar o trabalho de 10 mil fornecedores e subcontratados quanto às melhores práticas de responsabilidade social e suas relações com funcionários contratados ou colaboradores.

De acordo com o presidente da entidade e responsável pelo projeto, Sylvio Mandel, o programa representa uma contribuição do varejo de larga escala para estabelecer um novo ambiente de negócios na cadeia têxtil, baseado na ética e na transparência. A ABTEX congrega dez grandes varejistas nacionais de vestuário, como C&A, Renner, Riachuelo, Leader e Marisa. "Juntas, essas empresas representam 15% das vendas totais do setor e totalizam 1,4 mil lojas."

A expectativa é de que, a partir da qualificação, os consumidores tenham garantias sobre a procedência dos itens e da forma como eles foram produzidos, sem o uso de mão de obra estrangeira irregular, trabalho infantil ou forçado (escravo). "Acreditamos que o programa terá um efeito multiplicador em todo o varejo de moda e de confecções nacional", diz Mandel.

Segundo ele, o Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo e esta posição faz do setor um poderoso exemplo para que outras cadeias produtivas possam repensar atitudes e comportamentos de produção e consumo. O programa possui duas vertentes principais: qualificação e monitoramento da cadeia têxtil e capacitação, com o objetivo de adequar os fornecedores às exigências do programa. "Nossa intenção não é a de excluir fornecedores e subcontratados da cadeia, mas sim apoiá-los para que possam obter a qualificação."

Entre os compromissos e aspectos de gestão relacionados ao programa da ABVTEX estão temas como discriminação, abuso e assédio, saúde e segurança do trabalho, horas trabalhadas, benefícios e meio ambiente. Os organismos de qualificação credenciados para analisar as empresas são BVQI, Intertek e SGS, trio com larga experiência no monitoramento de cadeias produtivas no País, incluindo a têxtil.

Dessa forma, os fornecedores deverão passar por auditorias independentes e conquistar uma pontuação final igual ou superior a 70%. A existência de trabalho infantil, forçado ou trabalho estrangeiro irregular, exclui essas empresas. O prazo definido para a obtenção da qualificação é até o dia 31 de dezembro de 2012 para o Estado de São Paulo e até 31 de dezembro de 2013 para os demais estados.

Por enquanto, apenas fornecedores nacionais serão analisados. "Precisamos primeiro fazer a lição de casa para, só depois, exigir o mesmo dos fornecedores estrangeiros", afirma Mandel.

O setor têxtil e de confecções, que hoje representa 17% da indústria brasileira de transformação, deve faturar US$ 50 bilhões neste ano, ante US$ 47 bilhões em 2009, uma expansão de 6,4%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).



Fonte:dcomercio.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gestos fatais: como um simples piscar de olhos pode ser extremamente comprometedor?


Norte-americana entrevistada pelo Administradores explica como as pessoas revelam, sem querer, informações sobre si através de expressões involuntárias no dia a dia

Quando cumprimenta as pessoas com um aperto de mão, você emprega muita ou pouca força? Enquanto conversa, você costuma olhar para seu interlocutor? E quando está em pé, você costuma manter o corpo relaxado ou se posiciona sempre de forma proeminente? Para muita gente, isso pouco importa. No entanto, pela observação atenta de atitudes simples como essas é possível coletar informações bastante valiosas sobre o que pensam e o que sentem as outras pessoas. Pelo menos é o que afirma a consultora e escritora norte-americana Tonya Reiman, autora do livro "A arte da persuasão", que acabou de ser lançado no Brasil pela editora Lua de Papel.


Segundo Reiman, "as inúmeras emoções que você experimenta todos os dias são refletidas de forma extremamente sincera em seus gestos e expressões". Ao Portal Administradores, a escritora – que também é colaboradora do Fox News Channel e escreve para o New York Times, o Wall Street Journal e a Time – explica como as pessoas "falam" de forma involuntária e como é possível perceber os "sinais" transmitidos no dia a dia, seja nas conversas informais, nas reuniões de negócios ou nas entrevistas de emprego. Confira abaixo a entrevista completa.


Administradores - Em seu livro "A arte da persuasão", você diz que nós somos mais transparentes do que pensamos. Entretanto, creio eu, a maioria das pessoas não percebe isso. Por que é importante saber que nós falamos através de gestos e expressões, mesmo sem dizer uma palavra sequer? E como podemos perceber isso?


Tonya Reiman - Você está certo. A maioria das pessoas não percebe que expressa suas emoções através de expressões faciais e movimentos do corpo. É importante reconhecer isso, porque muitas vezes nos traímos, mesmo sem querer. O entrevistado que nós queremos entrevistar sabe que está nervoso? A esposa que mente quer que seu marido saiba que ela está mentindo? O comprador do carro quer que o vendedor saiba quanto ele está disposto a pagar? Um dos caminhos mais fáceis para reconhecer nossos próprios sinais é gravando nossas interações – quase como se estivéssemos criando nosso próprio reality show. Isso pode nos ajudar a ver quais emoções nós facilmente deixamos escapar.


Administradores - Identificar os sinais dos outros é tão importante quanto reconhecer os nossos próprios. Estou certo?


Tonya Reiman – Uma coisa está muito relacionada à outra. É mais importante saber reconhecer seus próprios sinais, já que você nunca quer ceder suas informações. Entretanto, fica mais fácil reconhecer os sinais dos outros uma vez que você se torna consciente de suas próprias expressões.


Administradores - Em "A arte da persuasão" você aborda o caso Warren Harding, o presidente americano que "parecia ser um bom governante", mas não era, e acabou decepcionando. Políticos, normalmente, sabem parecer o que não são. É possível identificar "o não dito" em pessoas que manipulam as próprias expressões?


Tonya Reiman - Tristeza, surpresa, medo, raiva, nojo, felicidade, desprezo. As inúmeras emoções que você experimenta todos os dias são refletidas de forma extremamente sincera em seus gestos e expressões, e elas se originam no cérebro. O momento em que você se torna consciente de uma emoção é o momento em que aquela emoção é transferida de uma parte do cérebro, o sistema reptiliano, para outra, o neocórtex. Uma vez que a informação é processada no mesencéfalo, ela se revela através de movimentos de sua cabeça, seu pescoço, busto e membros.


Administradores - Fazer um julgamento sobre alguém apenas tentando identificar expressões corporais, (ou a aparência, como o caso Warren Harding) não seria perigoso? Nós podemos nos enganar...


Tonya Reiman - Sim, pode ser perigoso. É por isso que eu sempre analiso uma pessoa antes de fazer suposições. Analisando, você determina os sinais verdadeiros da pessoa. Um sinal verdadeiro é a forma como alguém gesticula ou age "normalmente", quando não está sob pressão e não está tentando manipular os outros. Então, o que isso significa? Bem, seu objetivo é perceber os sinais de uma pessoa quando ela está calma. Como é seu aperto de mão: dominante, neutro, submisso? Qual é a postura dessa pessoa? Como é a posição do seu tronco e do seu tórax? Ela se orienta para perto ou para longe de você?

Que tipo de gesto ela usa? Como é sua expressão facial neutra? Como é seu olhar? Ela olha para você enquanto fala e com que frequência ela pisca? Finalmente, qual é a posição normal de seus olhos quando fala e quando pensa? Uma vez que você tem essas informações estabelecidas, fazer avaliações fica fácil.


Fonte:administradores.com.br

Internet valoriza Inditex - ZARA


A entrada da Inditex, com a sua principal cadeia de moda, a Zara, na Internet, fez com que a capitalização bolsista da empresa atingisse o valor mais alto de sempre. O mercado de capitais reagiu, assim, positivamente à entrada da maior empresa de retalho de moda mundial num dos canais de distribuição com maior crescimento.


A Inditex atingiu, no início do mês de Setembro, a sua maior capitalização bolsista de sempre graças às expectativas criadas pela abertura da loja on-line da sua marca Zara. Em vésperas da loja on-line “abrir portas”, o valor da Inditex atingiu os 34.200 milhões de euros. Esta subida do valor da empresa de Amâncio Ortega colocou-a, em termos de valorização bolsista, perto de um dos maiores bancos espanhóis. No mesmo dia, o BBVA valia na bolsa de Madrid apenas mais cerca de 8% do que o retalhista de moda espanhol.

Na sessão em que foi batido mais este recorde, as acções da Inditex apreciaram 4,22%, para perto dos 55 euros por unidade. Desta forma, a empresa bateu o máximo histórico atingido em 26 de Julho do corrente ano, quando as suas acções atingiram os 53,32 euros após o anúncio de um crescimento de 14% no primeiro trimestre do ano.

As altas sucessivas das acções da Inditex, motivadas pela boa performance operacional do seu negócio, fizeram com que esta tenha aumentado em 50% o seu valor nos últimos 12 meses. No início de Setembro de 2009 cada acção da Inditex valia 36,93 euros contra os actuais 55 euros e contra os 43,95 euros registados no início de 2010.

A loja on-line da Zara entrou em funcionamento na passada sexta-feira às 10 horas da manhã (hora espanhola), após meses de espera por parte dos consumidores e dos analistas, que a consideram um canal com elevado potencial de crescimento e de geração de receitas para a Inditex. A nova “loja” da Zara estará disponível para os consumidores espanhóis, portugueses, alemães, franceses, italianos e britânicos.

A entrada da Inditex na Internet tem sido efectuada com muita ponderação. A primeira loja on-line do gigante espanhol foi a Zara Home e os especialistas do sector sempre salientaram a importância da abertura que se realizou na semana passada. Alguns estudos junto de consumidores apontavam inclusive a Zara como a marca que estes mais queriam ver on-line na categoria de moda. Aliás, segundo um estudo da consultora Nielsen Online, os artigos e acessórios de moda serão mesmo os artigos mais comprados na Internet na segunda metade deste ano, estabelecendo-se como o produto estrela da rede e ultrapassando desta forma as viagens.

A estreia da Zara a Internet acontece depois das principais marcas de moda espanholas terem já alguma maturidade da sua presença. A Mango e a Cortefiel, por exemplo, detêm lojas on-line desde 2000.

No caso da Mango, a sua loja de comércio electrónico atingiu 1% do total do seu volume de negócios em 2009. Esta percentagem, representativa de 12 milhões de euros de vendas e de 2 milhões de visitantes mensais, deverá duplicar durante o corrente ano.

A Inditex, que irá gerir a logística desta loja de comércio electrónico a partir da sua plataforma logística de Meco, em Madrid, não revelou quais as suas previsões de visitantes e de volume de facturação para este novo canal



Fonte:portugaltextil.com

Hipermercados lançam moda e marca própria em vestuário


SÃO PAULO - As grandes redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, números maiores e linha fitness com a expectativa de aumentar em torno de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro das lojas. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil representa, em média, 5,5% da receita bruta de uma grande rede do setor.

No Walmart, as ações buscam dar impulso ao segmento e são voltadas ao potencial de compra dos consumidores que não acham alternativas em shoppings. "Nosso grande diferencial são as roupas de tamanhos alternativos, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo diretor de Vendas do Walmart.

As marcas próprias no setor têxtil são apontadas pelo executivo como diferencial na hora de escolher entre lojas em shoppings e hipermercados. Com relação às importações, hoje, o Walmart importa até 20% de todo produto vendido. "Não dá para falar com precisão quanto importamos, fica sempre na casa dos 15% a 20%", afirmou.

A variedade de roupas e produtos de cama, mesa e banho cresceu 48% em 2009 com relação a 2008, de acordo com pesquisa divulgada em agosto pela Nielsen; para 2010 o objetivo é manter a projeção de crescimento.

Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro, ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem competitiva, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimento de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini. Com mais variedade, a venda de têxteis vem crescendo a taxas de dois dígitos na rede. "Nossa primeira estratégia foi mudar a percepção do público em relação às roupas de supermercado. Investimos no visual de merchandising da loja e em desenvolvimento de produtos em termos de qualidade e tendência de moda", disse Abreu.

No Walmart, a estratégia de mudança no conceito de compra de roupas do consumidor também foi feita com alterações físicas na loja. "Para desassociarmos a estrutura de hipermercado normal, criamos ambientes especiais com decoração diferente", afirmou Roxo. Sem anunciar os números, o executivo afirmou apenas que além das vendas em tamanhos especiais, o carro-chefe deste ano, tem sido a linha infantil e a surpresa positiva foi a linha fitness. "Essas duas são segmentos superbem vendidos.

Para Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcar Próprias (Abmapro), o brasileiro aprendeu a comprar marcas próprias recentemente, mesmo com esse tipo de produto ter mais de 20 anos. "O crescimento das marcas próprias prova que o consumidor busca a relação custo-benefício", diz.

Essa relação, de acordo com o especialista em consumo Roberto Meir, pode gerar 15% de economia e soma no valor agregado do produto. "A escolha por marcas próprias não é uma tendência é uma solução. Muitas vezes o cliente encontra marcas em que a qualidade é equivalente dentro dos hipermercados e passa a ser um cliente fiel", disse.

Mesmo com essa possibilidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Shoppings (Alshop) não vê os supermercados como um risco de concorrência. "Talvez seja um pouco concorrente nos shoppings mais populares, mas não acho, pelo tratamento do cliente no shopping, que essa troca aconteça", disse ele.

Mercado

Conforme o diretor presidente do Iemi, Marcelo Prado, o setor de roupas dentro dos hipermercados representa 6% do faturamento do setor têxtil - R$ 4,5 milhões por ano. "O mercado tinha potencial para crescer há alguns anos, chegou a simular um crescimento, mas parou", estima,

Redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, além de roupas de números maiores e de novas linhas de produtos para fitness, com a expectativa de aumentar em cerca de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro de suas lojas.

"Nosso grande diferencial são as roupas de tamanho alternativo, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo, diretor de Vendas do Walmart. De acordo com ele, as marcas próprias do setor têxtil são o diferencial na hora de escolher entre lojas de shopping e hipermercado. O Walmart importa atualmente até 20% dos produtos que vende nesse segmento.



Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimentos de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini.


Fonte:dci.com.br

Brasil Imparável


Com uma força laboral de 1,6 milhões de pessoas distribuídas por mais de 30 mil empresas, o Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo. Apesar da grande maioria dos produtos têxteis e vestuário ser produzida para o mercado interno, as empresas brasileiras estão a colocar mais ênfase no mercado de exportação.



A indústria têxtil e de vestuário brasileira está a registar uma evolução surpreendente, assumindo a liderança entre os países da América do Sul.

Outrora concentradas na satisfação das necessidades do mercado interno, as empresas do país estão a conquistar novos mercados e a moda brasileira é já uma referência internacional.

Actores globais no mercado de vestuário
Diversas empresas brasileiras encontram-se entre os melhores actores no mercado global de vestuário. A Vicunha Têxtil, por exemplo, é o maior produtor de denim do continente americano, segundo a directora de informação da empresa, Thais Camargo. «Apesar do consumo ter-se retraído em todo o mundo, o nosso crescimento internacional manteve-se forte nos mercados da Argentina, América do Sul e Europa, através do desenvolvimento de produtos que satisfazem as necessidades de cada mercado», explica Camargo.

A Vicunha Têxtil possui mais de 2.000 clientes activos no Brasil e mais de 700 clientes noutros países. No entanto, a directora de informação da empresa admite a existência de muitos obstáculos para as empresas brasileiras: «O Brasil é um grande produtor têxtil e também um mercado importante para o sector. Mas, como todos os outros, tem as suas dificuldades, como a falta de acordos comerciais com os EUA e a Europa, volatilidade da moeda que nos impede de estabelecer estratégias de negócio a longo prazo e a fragilidade da cadeia de produção»

Entre as principais empresas têxteis do Brasil encontram-se também a Tavex e a Coteminas e no sector de vestuário estão a Marisol, Osklen, Poko Pano e Lucidez. Fernando Pimentel, director da ABIT, refere que «a última década tem sido muito dinâmica para a indústria têxtil e de vestuário brasileira e poderíamos dizer que foi um período para que as empresas se adaptassem ao novo cenário mundial, onde não existem mais quotas têxteis. A nossa moeda, o real, tem valorizado e cada situação deve ser bem controlada para que possamos manter a competitividade em qualidade e ética». Pimentel observa ainda que existem muitos desafios a serem enfrentados no futuro: «o Brasil tem muitos problemas macroeconómicos, como elevadas taxas de juros, custos laborais e muitos impostos elevados sobre a produção. Para a próxima década, o desafio será o de inovar mais e trabalhar com os governos a fim de incentivar a produção e reduzir os impostos».

Confiança no retalho
Olhando especificamente para a procura e o retalho, apesar da confiança do consumidor brasileiro ter caído uns expressivos 21 pontos entre o segundo semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009, recuperou 20 pontos na segunda metade de 2009, regressando aos 108 pontos, de acordo com o índice global da confiança do consumidor da Nielsen, tornando a confiança dos consumidores na quinta maior do mundo.

A empresa AT Kearney avaliou o Brasil como o número um em desenvolvimento no mercado de vestuário no mundo, devido às suas grandes vendas de roupas, os gastos com o vestuário per capita (nos 490 dólares em 2009), a população jovem (60% abaixo dos 29 anos de idade), o aumento do nível de rendimentos, o aumento do poder de compra dos consumidores influenciado por maiores salários e o maior acesso ao crédito e ainda devido à sua robusta taxa de crescimento do consumo de 20% entre 2005 e 2009.

Underwear e nightwear apresentaram o maior crescimento em 2008, segundo a Euromonitor. As vendas de vestuário para bebé e criança também aumentaram e espera-se ver um crescimento mais elevado do que no vestuário adulto.

O sportswear é um excelente nicho de mercado porque os brasileiros são frequentemente activos, estando geralmente envolvidos em muitas actividades desportivas. Mas, apesar da exuberância brasileira nas praias, o local de trabalho ainda é muito conservador e o vestuário formal é sempre bem sucedido. O vestuário casual está apenas a começar a progredir no mercado.


O mercado de retalho no Brasil é muito fragmentado, constituído principalmente por pequenos retalhistas locais. No entanto, hipermercados e cadeias têm expandido extensivamente – o gigante norte-americano WalMart abriu 32 lojas em 2009 e as suas vendas subiram 4,3% ao longo do ano e a C&A opera actualmente 150 lojas no Brasil.

Segundo o Euromonitor, a procura está a aumentar mais nas classes média e baixa, que procuram produtos de moda a preços acessíveis. As marcas internacionais, como Diesel, Ralph Lauren, American Apparel, Lacoste, Zegna e Guess estão a crescer no mercado. No entanto, Sophie Dewulf da Stylesight afirma que «as marcas nacionais ainda dominam, porque têm mais a mão no pulso do gosto e necessidades brasileiras. As empresas estrangeiras são mais propensas a cometer erros ao nível de apresentar propostas de moda para as quais os brasileiros não estão prontos. O mercado da moda brasileira é mais lento na absorção».

Importações
As importações para o Brasil (não incluindo a fibra de algodão) foram, segundo a ABIT, de 3,776 mil milhões de dólares (2,76 mil milhões de euros) em 2008, comparados com os 2,883 mil milhões de dólares em 2007,.

A China é, de longe, o mais importante fornecedor do Brasil nas importações de produtos têxteis e vestuário, fornecendo 312.760 toneladas de produtos têxteis no valor de 1,404 mil milhões de dólares. A Indonésia ocupa um distante segundo lugar (168.530 toneladas no valor de 441,98 milhões de dólares), seguida pela Índia (113.600 toneladas e 270,36 milhões de dólares), Estados Unidos da América (44.430 toneladas e 210,59 milhões de dólares) e Argentina (46.670 toneladas e 196,02 milhões de dólares).


Fonte:portugaltextil.com

Santana Textiles terá fábrica nos EUA


Fabricante investe US$ 180 milhões em unidade no Estado do Texas com capacidade para produzir 60 milhões de metros de denim


A cearense Santana Textiles, uma das maiores fabricantes nacionais de denim, tecido de algodão usado na produção de jeans, está investindo US$ 180 milhões na construção de uma fiação e tecelagem na cidade de Edinburg, no Estado do Texas, nos Estados Unidos. Mais da metade do investimento (60%) está sendo bancada pelo governo dos EUA e fornecedores internacionais.


Na tentativa de atrair o investimento e ampliar a geração de emprego, a administração da cidade de Edinburg usou uma prática comum entre os Estados brasileiros na guerra fiscal: redução de impostos e oferta do terreno para erguer a construção.

Segundo o diretor da companhia, Marcos José dos Santos, pelos próximos dez anos a empresa estará isenta de imposto predial, imposto sobre valor agregado, imposto de renda e taxas. Só com benefícios fiscais, a multinacional brasileira vai deixar de gastar US$ 25 milhões no período.

Além disso, por criar 800 postos de trabalho numa cidade de 150 mil habitantes, na divisa do EUA com o México, o governo americano vai dar para a companhia US$ 3 mil para treinar cada trabalhador. A empresa brasileira será a maior empregadora da cidade. O desemprego, hoje na casa de 10% nos EUA, é a grande preocupação do governo americano. "Os Estados Unidos estão ficando pobres", brinca o executivo, fazendo referência ao grande volume de benefícios.

Ele diz que o local preferido para estabelecer a nova planta seria o México, pois as confecções de jeans ficam na América Central. Mas as vantagens oferecidas pelo governo e a proximidade da matéria-prima, sendo o Texas o maior produtor de algodão, levaram a empresa a optar pelos EUA. "O mercado do Nafta, que engloba EUA, Canadá, México e Caribe, tem 500 milhões e está entre os maiores consumidores de denim do mundo." O executivo observa também que, com a produção de fio e tecido nos EUA, a empresa escapa do imposto de importação sobre o denim, que é de 16%.

Internacionalização. A nova unidade do grupo cearense será a sexta fábrica da empresa, que tem duas unidades no Rio Grande do Norte e as outras três espalhadas entre Mato Grosso, Ceará e Argentina. O primeiro passo dado pela companhia rumo à internacionalização foi em 2007, com uma fábrica na Argentina, na região do Chaco, onde é plantado o algodão.

O início da construção da fábrica nos EUA foi anunciado oficialmente ontem, com direito a comemoração: por um dia, o nome da cidade de Edinburg será Denimburg, para lembrar a chegada da nova empresa. A expectativa é de que confecções se estabeleçam no município.

A nova planta vai ocupar uma área de 145 mil metros quadrados e terá capacidade de 60 milhões de metros lineares de denim por ano. Ela vai começar a funcionar em setembro de 2011. Hoje, com as cinco unidades em operação, a empresa familiar de capital fechado, que está há 46 anos no setor, vai produzir neste ano 100 milhões de metros de denim. O faturamento deve chegar a R$ 550 milhões. No ano passado, foi de R$ 400 milhões.


PARA LEMBRAR

Crise amplia ida ao exterior de grupos do País


Apesar da crise, 38% das empresas brasileiras aumentaram o índice de internacionalização em comparação a 2008, segundo pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral.

O ranking, elaborado desde 2006, leva em consideração as vendas, os ativos e o número de funcionários - o total e a participação das subsidiárias. Com a combinação dessas informações chega-se a um índice que mostra quão internacionalizada é a empresa.

A explicação dos responsáveis pela pesquisa para esse avanço é que a crise fez com que as empresas repensassem suas estratégias globais para ganhar posições no mercado em relação aos competidores
O grupo brasileiro mais internacionalizada é o JBS Friboi, seguido pela a siderúrgica Gerdau, com mais da metade dos ativos fora do Brasil.


Fonte:estadao.com.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O fim do limite entre o que se faz em casa e no escritório


Existe um homem novo na redação que ocupa uma mesa logo atrás da minha. Na maior parte dos dias ele chega cedo, assim como eu, e enquanto folheio os jornais, ouço um som farfalhante e o retinir de metal em porcelana, seguidos de um ruído de mastigação. Vejo que ele colocou o teclado do computador de lado e segura uma caixa da Fruit 'n Fibre nas mãos. Ele está comendo seu cereal com ar compenetrado, de olho na tela do computador. Em seguida, ele se levanta, leva sua tigela até a cozinha, lava e retorna para sua mesa.

Vinha observando o ritual que ele faz para tomar o café há algumas semanas e agora recebi um e-mail de um leitor dizendo que, no banco onde trabalha, as gavetas das mesas de seus colegas não têm mais arquivos. Estão cheias de caixas de cereais. "O que está acontecendo?". É uma pergunta interessante. Não faz sentido comer cereais no trabalho. É preciso cerca de 90 segundos para preparar e comer uma tigela de Bran Flakes em casa. A geladeira está à mão, assim como a lavadora de pratos. No trabalho é preciso fazer uma caminhada até a geladeira e você mesmo tem de lavar a tigela.

O fato de os trabalhadores contornarem essas dificuldades para comer Cheerios em suas mesas sugere que a barreira mental entre o tipo de coisas que fazemos em casa e as coisas que fazemos no trabalho entrou em colapso. Ao longo da última década tem havido uma marcha progressiva e constante de objetos, atividades e emoções dos lares para as baias, de modo que hoje quase nada pertence mais totalmente ao lar. Os trabalhadores de escritório modernos podem realizar todos os seus rituais matinais mais íntimos no trabalho. Eles aparecem de calças de ginástica, tomam uma ducha, escovam os dentes e colocam a maquiagem.

Os escritórios servem também de guarda-roupas e lavanderias, com toalhas úmidas, roupas reservas e sapatos cuidadosamente colocados pelos cantos. Na chapeleira atrás de mim há um paletó risca de giz, duas camisas, uma calça de algodão cáqui e camisetas para uma semana pertencentes ao novo funcionário.

Terminados os cuidados com a aparência, as pessoas se acomodam em suas mesas, onde são recebidas por brinquedos empalhados, tapetes, buquês de flores e, é claro, fotografias dos filhos e animais de estimação. Mesmo essas evidências da vida doméstica não são suficientes. Agora, os próprios filhos aparecem no escritório regularmente e algumas companhias permitem até mesmo cachorros.

As diferenças entre o que vestimos e como nos comportamos em casa e no trabalho vêm diminuindo consistentemente. Podemos ser ainda um pouco mais educados no trabalho, mas chorar e gritar já são coisas perfeitamente aceitáveis, assim como os jeans e as sandálias de dedo. É até mesmo normal dormir no trabalho - isso recebe o nome de power nap (algo como cochilada revigorante) e uns poucos escritórios instalaram camas ou cápsulas para dormir para facilitar as coisas para nós.

Sexo, drogas e rock 'n'roll também fazem parte da vida no escritório. O primeiro e o segundo são oficialmente proibidos, mas mesmo assim são praticados quando ninguém está olhando. O rock 'n'roll pode agora entrar abertamente no trabalho graças ao iPod, que nos permite passar as horas chatas na companhia de Mick Jagger ou algo parecido.

A tecnologia também torna mais enevoada a divisão de outras maneiras: assistimos televisão em nossas mesas, ficamos sabendo quem fez o quê na noite passada pelo Facebook, fazemos nossas compras pela internet e recebemos os talões de prestação confortavelmente pelo correio. Não sobra nada que ainda fazemos em casa, mas não fazemos no trabalho? Procurei com afinco e encontrei menos de meia dúzia de coisas. Ainda existe um tabu com a nudez no escritório e não me lembro até hoje de ter visto alguém trabalhando de pijamas. Também nunca vi ninguém pintando um quadro no trabalho, embora quase ninguém mais faça isso em casa também.

Há apenas uma coisa que as pessoas escolhem fazer em casa mas não no trabalho: dar à luz, muito embora logo isso também possa acontecer. Recentemente, uma amiga me mandou um e-mail sobre um problema de trabalho enquanto estava sendo conduzida para a sala de parto. Portando, ter um filho no trabalho parece ser o próximo passo lógico. Há uma atividade, porém, que fazemos cada vez menos no local de trabalho - trabalhar. Mas isso faz sentido: não há por que trabalhar no escritório quando podemos fazer isso com toda conveniência em casa.

Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira


Fonte:valoronline

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Malwee instala nova fábrica em Pacajus


Mais uma indústria de confecção de grande porte chega ao Ceará. Há 42 anos no mercado, a Malwee Malhas - uma das maiores indústrias de confecção do Brasil instala-se na próxima segunda-feira, dia 06, a sua sexta unidade fabril. Com a nova fábrica, que será inaugurada no município de Pacajus, a cerca de 50 quilômetros de Fortaleza, a Malwee amplia ainda mais seu parque industrial, composto, atualmente, por quatro unidades em Santa Catarina - incluindo a matriz e a Malharia em Jaraguá do Sul , e duas filiais em Pomerode e Blumenau - , além da unidade em Camacan, no Estado Baiano.

O parque fabril de Pacajus inicia as atividades com 80 funcionários diretos. As contratações continuarão, segundo a direção da empresa, em ritmo acelerado, completando mais 2.400 empregos diretos na região, nos próximos três anos, até 2013. Esses novos funcionários serão agregados aos mais de 7.200 atuais. Com a nova fábrica, a capacidade produtiva total terá incremento anunciado, em torno de 25%.

Produção

A forte atuação da Malwee no País pode ser traduzida em números: são mais de 20 mil pontos de venda, três marcas que somam um total de 12 linhas de produtos e cerca de 50 milhões de peças produzidas ao ano.

O caráter inovador marca a trajetória da Malwee, a partir da pesquisa constante das tendências da moda internacional, que são adaptadas à brasilidade, trazendo a cada coleção um pedacinho do Brasil.

Fonte:diariodonordeste.globo.com

sábado, 4 de setembro de 2010

Roupa deve ficar mais cara no fim do ano


Boa parte das grifes de moda não comenta, mas a forte alta do preço do algodão - que só este mês subiu 23% - deverá causar impacto sobre o varejo de vestuário a partir do fim do ano. "Não houve aumento na coleção de verão que já está nas lojas, mas haverá nas de alto verão, que chegam ao mercado no fim do ano", diz Janaina Machado, diretora comercial da Le Lis Blanc, grife que faz parte do grupo Artesia.

A executiva afirma que os preços das peças de algodão ficarão entre 5% e 8% mais altos. Isso se deve, diz Janaina, ao aumento no valor dos artigos de algodão principalmente no mercado internacional. A Le Lis Blanc importa da China e da Índia cerca de 15% de suas peças prontas. "Para o inverno acredito que o aumento será maior." A Le Lis Blanc possui 45 lojas e deverá fechar o ano com 49.

Alexandre Iódice, coordenador de estilo da Iódice Denim, confirma a tendência do mercado. "Nossa coleção já foi vendida para as multimarcas há três meses. Por enquanto, não houve aumento", afirma o executivo. A grife paulistana, focada em jeanswear, comercializa suas peças em 750 pontos de venda no Brasil e possui 12 lojas (sendo a metade franquia). O desafio agora, diz Iódice, é negociar com os fornecedores de denim para não precisar reajustar os preços da roupa pronta para o inverno. "Sabemos que o tecido vai subir. O que podemos fazer é economizar na engenharia de produto", diz. Ou seja, cortar custos com aviamentos e, sobretudo, no processo de lavanderia, etapa que pode encarecer o custo de uma calça jeans.

Outra que aguarda pelo reajuste nos preços dos tecidos é a grife de jeanswear Damyller, de Nova Veneza (SC), com 31 anos de mercado e confecção própria. "Temos estoque de tecido até dezembro. Para o ano que vem ainda não sabemos como ficarão os preços, mas nossos fornecedores estão comentando que haverá aumento", diz Damylla Damiani, consultora de moda e uma das proprietárias da grife. Com produção de 120 mil peças por mês, a Damyller está no varejo nacional com 76 lojas próprias. "Queremos chegar ao fim de 2010 com 80 lojas", diz a empresária. A grife não lança coleções por estação, preferindo colocar novos produtos nas lojas todos os dias.

Apenas no último ano, o preço do algodão, pela cotação da bolsa de Nova York, passou de 50 centavos de dólar por libra-peso para 85 centavos de dólar, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). "Houve diminuição da plantação de algodão, que foi substituída pelo cultivo de alimentos na China", diz Ivan Bezerra Filho, vice-presidente da Abit.

Segundo a Abit, o Brasil não é autossuficiente em algodão: produz 1,2 milhão de toneladas por ano, consome 1 milhão e exporta 400 mil. A partir de dezembro, vai começar a faltar algodão no mercado interno, que precisará ser importado.

Para o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, a saída seria o governo abaixar a alíquota de importação de 200 mil toneladas de algodão em pluma para equilibrar o mercado. "Do contrário, vai haver aumento e os grandes magazines vão deixar de produzir no Brasil para comprar peças de algodão de fornecedores estrangeiros", diz Chadad. Dessa forma, as duas pontas perdem: a indústria têxtil, que venderá menos tecido, e a de confecção, que produzirá menos. Segundo o empresário, o verão é a grande temporada de consumo de vestuário no Brasil. "Enquanto no inverno se produz 80 milhões de peças por ano, no verão esse volume chega a 6,6 bilhões."

A chegada do verão vai trazer jeans mais leves e superdesbotados para a Iódice Denim. "Além disso, teremos peças de sarja tinturadas de branco", diz Alexandre Iódice. A coleção Nice da Santana Textiles traz tecidos com 6 onças - sendo que o jeans normal costuma ter cerca de 10 onças - e tingimento próprio para fazer peças com efeito "délavé", processo de lavanderia que dá um aspecto desbotado ao jeans. A empresa também investiu em tecidos com 2% de elastano, para fazer as calças no estilo "fuseau", bem justas.


Fonte:valoronline

Você não precisa de superpoderes para ser um herói


Nos últimos textos vimos como o ambiente influi negativamente nas pessoas, levando-as a cometer maldades. Mas será que não existe a influência positiva? Conheça agora a Imaginação Heróica


Em qualquer transporte coletivo do mundo é incomum encontrar uma pessoa disposta a ceder seu lugar a uma outra - que dirá sua vida.


Em 2 de janeiro de 2007 Wesley Autrey, um operário da construção civil de 50 anos de idade, esperava o metrô junto com suas duas filhas pequenas numa estação no Harlem, Nova Iorque.


Não muito distante, Cameron Hollopeter, um estudante de 20 anos, começou a ter uma crise epiléptica e caiu da plataforma, atravessado sobre os trilhos, no momento em que uma composição se aproximava.


Enquanto uma centena de outros passantes assistia paralizada, Autrey entregou suas filhas a um estranho e se jogou atrás do rapaz. Numa fração de segundos, ele colocou-o no vão entre os trilhos e deitou-se sobre ele, esperando pelo pior.



Wesley Autrey e suas filhas
Um sobre o outro, Autrey e Hollopeter somavam 51 centímetros. O trem de 370 toneladas passou a 53 centímetros do solo, apenas dois centímetros acima da cabeça de Autrey*.


No dia 8 de novembro do mesmo ano, num bairro de classe média baixa da cidade de Palmeira, Santa Catarina, uma pequena casa começou a pegar fogo por causa de um curto-circuito.


Desesperada, Lucilene dos Santos, 36 anos, saiu à rua gritando por socorro para sua filha, a pequena Andrielli de apenas um ano e dez meses, que dormia em seu quarto.


Um vizinho que passava pela rua, Riquelme dos Santos, acalmou-a dizendo para não se preocupar pois ele salvaria a criança. Dito isso, entrou na casa em chamas e, momentos depois voltou com a menina nos braços, sã e salva. Sem dúvida um feito heróico por si só, mas ainda mais impressionante pelo fato de, na ocasião, Riquelme ter apenas cinco anos de idade† e estar vestido como seu herói favorito: o Homem Aranha.


O que essas duas histórias têm em comum, além do fato de representarem inspiradores atos de bravura? Elas mostram pessoas comuns agindo de forma incomum em situações extraordinárias.


Pessoas que, como a maioria das outras que observavam impassíveis à mesma cena, poderiam ter optado por permanecer imóveis, assistindo ao desenrolar de mais uma tragédia.


Este comportamento, estimulado pelo que Philip Zimbardo batizou de Imaginação Heróica representa, para ele, a cura para o chamado Efeito Lúcifer.


A tese defendida pelo psicólogo americano é que algumas situações têm o poder de fazer três coisas: inspirar a maldade em uns; atos heróicos em outros; ou ainda, a indiferença.


Pois a mesma situação que pode fazer com que sejamos cruéis ou bondosos, indiferentes ou zelosos, destrutivos ou criativos, vilões ou heróis. A mesma situação.


Para Zimbardo nós precisamos instilar na população o sentimento de que podemos fazer a diferença em ocasiões especiais. Ele acredita que o heroísmo é o melhor antídoto para a maldade. Ao promover a imaginação heróica, especialmente nas crianças, queremos as pessoas pensando: "Eu sou o herói adormecido e estou esperando aparecer a situação onde agirei de forma heróica".


Heróis são pessoas comuns cuja ação social é incomum, que agem em meio à passividade alheia, que abdicam do egocentrismo em nome do sociocentrismo. As chaves para o heroísmo são, portanto, agir enquanto os outros estão passivos e fazê-lo em nome da sociedade e não em benefício próprio.


Zimbardo ainda contrapõe sua idéia de Imaginação Heróica ao conceito de Banalidade do Mal, cunhado por Hannah Arendt em sua obra Eichmann em Jarusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Quando a escritora alemã descreveu Adolf Eichmann, o arquiteto do Holocausto, como uma pessoa comum que apenas recebia ordens, ela foi contra todos os que viam nele um monstruoso sociopata - além de causar revolta na comunidade judaica. Arendt classificou Eichmann como um indivíduo normal que, em situações extraordinárias, tomou decisões erradas.



Hannah Arendt
No outro extremo estariam, para Zimbardo, as pessoas que tomam as decisões certas: os heróis. Mas, ainda segundo ele, os modelos que temos de heróis são equivocados - e, talvez por isso, a idéia ainda pareça estranha à leitora.


Quando pensamos em heróis, idealizamos figuras como Gandhi, Mandela e Luther King, mas estas são pessoas extraordinárias, raras exceções na raça humana e que sacrificaram suas vidas em nome daquilo que defendiam.


Tampouco servem os heróis infantis, uma vez que são dotados de super poderes, distanciando-se bastante da pessoa comum.


Os heróis de Zimbardo são pessoas comuns, como eu e você. São os Riquelmes e Auters que habitam em nós - embora o pequeno herói não tivesse noção do risco que corria, pelo perigo da situação ou por não contar, de fato, com os poderes do alter-ego de Peter Parker. São os anônimos heróis do dia-a-dia esperando, adormecidos, sua grande chance de fazer algo diferente (e que não necessariamente representará algum risco de morte).


Porque a chance para se tornar um herói pode vir uma única vez na sua vida. E se você deixá-la passar, saberá disso para sempre.


A IMAGINAÇÃO HERÓICA E A ADMINISTRAÇÃO


Quantas vezes em nossas vidas presenciamos maldades, injustiças e covardias, sem tomar atitude alguma? Ou ainda, quantas vezes você sofreu maldades, covardias ou injustiças e ficou indignada porque ninguém fez nada? E qual a diferença entre as duas situações? Como você pode cobrar uma atitude das outras pessoas se você mesma não as toma?


A Imaginação Heróica, tal como descrita por Zimbardo, expõe essa inconsistência do nosso comportamento, ao mesmo tempo em que a sugere como antídoto para o que batizou de efeito Lúcifer.


Quantas vezes presenciamos essas atitudes negativas em nosso dia-a-dia? E por que jamais enxergamos isso como oportunidades de fazermos a diferença na vida de alguém? Por que temos sempre que racionalizar estes momentos e pensar sempre no que arriscamos perder, em vez de nos dar conta de que alguém pode estar perdendo tudo o que tem?


Nos exemplos citados, tanto Autrey quanto Riquelme arriscaram suas vidas. Por que nós não podemos arriscar nossos empregos ou relacionamentos em momentos onde isso se faz necessário. (Claro, vamos guardar as devidas proporções aqui porque, afinal, espero que no seu trabalho você não presencie pessoas morrendo todos os dias.)


Mas quando você se omite ao presenciar tais situações, está deixando o caminho livre para a proliferação do efeito Lúcifer. Além de perder uma ótima oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém. Ou mesmo na sua.


* A passagem do trem manchou de graxa seu adorado boné com o logotipo da Playboy, mas rendeu-lhe uma assinatura vitalícia da revista, oferecida pelo próprio Hugh Hefner.


† Na média, um menino dessa idade mede 107 centímetros e pesa pouco menos de 19 quilos, ao passo que uma menina de um ano e dez meses mede cerca de 80 centímetros e pesa 11 quilos. Ou seja, o herói era um palmo e meio maior do que Andrielli e carregou-a no colo, apesar de ela ter quase 60% do seu peso.


Fonte:administradores.com.br

Marcas apostam no marketing digital


Têm sido dois anos atarefados para os comerciantes de moda que procuram estabelecer uma presença digital forte. À medida que as marcas de moda começam a perceber como tirar vantagem desta plataforma, elas estão na realidade a começar a inovar no domínio do marketing digital.


No início da era digital, as marcas de moda foram significativamente lentas a arrancar quando se tratou de desenvolver as suas marcas on-line. Houve algumas excepções notáveis, como Diesel e Nike, mas a maior parte das marcas, especialmente as de luxo, estava relutante em ceder o controlo e investir em algo diferente.

Se um par de anos é muito tempo na moda, no mundo digital é uma eternidade e os últimos dois anos foram palco de algumas das mudanças mais dramáticas. A explosão das redes sociais, a blogosfera em constante expansão e um festim de poderosas novas plataformas para consumir conteúdos contribuíram para um novo tipo de web. Uma web que os comerciantes não podem ignorar.

Na esfera da moda, um dos primeiros sinais de transformação foi a súbita evolução nas marcas para sacrificarem os lugares da primeira fila na passerelle, normalmente reservados à elite da moda editorial, em favor de uma nova espécie de ambiciosos recém-chegados. Marcas como D&G e Dior ajudaram a transformar em celebridades diversos bloguistas influentes como Tavi, Boy Bryan e Scott Schuman.

Outro sinal de que as empresas de moda começaram a levar a sério a era digital foi a chegada das grandes marcas às redes sociais. Desde 2009 que uma presença no Facebook e no Twitter se tornou quase obrigatória.

Inicialmente as marcas lutavam com o conceito de plataformas sociais. Permitir aos clientes que expressassem as suas opiniões e capacidades criativas publicamente não eram ideais a que a indústria da moda aspirava. Mas hoje em dia, as marcas de moda estão a ficar cada vez mais confortáveis com os média sociais.

À medida que a compreensão e a aceitação dos média sociais evoluem, também as marcas começam a perceber como podem fazer estas plataformas trabalhar em seu proveito. E, à medida que a sua confiança cresce, também nós estamos a testemunhar, pela primeira vez, as marcas de moda a começarem efectivamente a inovar no domínio do marketing digital.

O recente lançamento pela Levi's da experiência de shopping social é um bom exemplo. Menos de duas semanas se passaram desde o momento que o fundador do Facebook Mark Zuckerberg anunciou a sua cruzada para fazer uma web onde o “padrão é social” até ao momento em que a Levi's começou a tirar partido disso.

A nova loja da Levi’s integra uma série de novas funcionalidades sociais do Facebook, permitindo que este tire partido dos gráficos sociais dos seus utilizadores. Trata-se um projecto muito bem executado e um forte sinal das coisas que estão por aparecer.

Outra marca de moda com visão de futuro é a Burberry que, sob a supervisão de Christopher Bailey, foi pioneira num novo tipo de pensamento digital para as marcas de moda de luxo. A empresa chegou recentemente aos cabeçalhos dos jornais com o lançamento da “Art of the Trench”, uma compilação de imagens apresentadas pelos seus fãs em homenagem à clássica gabardina.

Mas a Burberry reivindicou mais uma novidade para a moda. Durante a transmissão ao vivo do desfile da sua colecção de Primavera/Verão 2011, à medida que as modelos desciam a passerelle, os utilizadores podiam clicar em várias peças, adicionando-as ao seu lookbook e discutindo as colecções ao vivo via Facebook e Twitter.

Também a Uniqlo tem proporcionado excelentes exemplos de criatividade digital e a sua campanha mais recente foi genial. A publicidade Lucky Switch envolveu uma componente inteligente de tecnologia que transformava instantaneamente as imagens de qualquer website em bilhetes de lotaria. Foi ainda disponibilizada uma aplicação aos proprietários dos blogs, permitindo-lhes partilhar a oportunidade de premiar os participantes e promover a iniciativa junto dos seus utilizadores. A iniciativa gerou mais de 3 milhões de cliques e contribuiu para um aumento de 120% nas vendas.

O que faz estas marcas destacarem-se no universo digital? Infelizmente não existe uma fórmula mágica para uma estratégia digital bem sucedida. Mas uma linha comum entre estas e outras iniciativas bem sucedidas de marketing digital é que estes retalhistas colocaram o digital no centro da sua estratégia de marketing. Para estas marcas, o marketing digital não é apenas algo mais, é o elemento de marketing mais importante.

Fonte:portugaltextil.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mundo fashion alinhado com o meio ambiente


Em Nova York, mostra Going Green prova que existe um figurino verde que não sacrifica o estilo nem a ecologia


Com centenas de coleções despejando novas tendências para o ano que vem, os fashionistas são chamados a pensar no que é que suas botas ou seus jeans têm a ver com o futuro do planeta na exposição Eco-Fashion - Going Green, que o Fashion Institute of Technology (FIT), em Nova York, exibe até 13 de novembro. Ela lembra um aspecto da moda invisível nas passarelas e vitrines: o impacto do seu ciclo de produção no meio ambiente.


Eco-Fashion intercala métodos contemporâneos de moda verde (definida como ética) com práticas usadas desde o século 18. Do item mais antigo em exibição, um longo de brocado feito por volta de 1760, a exemplares de coleções deste ano, são cerca de cem peças de vestuário, acessórios e tecidos escolhidas pela curadoria para tocar em temas como extinção de animais, processos de fabricação e reaproveitamento de tecidos, questões trabalhistas e de saúde relacionadas à moda.

Antes uma mercadoria reverenciada, hoje a roupa é, muitas vezes, tida como descartável. Calcula-se que 4 bilhões de pessoas, a parte dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta que pode gastar dinheiro em moda, consumam 250 bilhões de peças/ano. Um volume impossível de ser sustentado se a fast-fashion continuar prevalecendo sobre qualidade, manufatura e durabilidade. Uma das maneiras mais responsáveis de fazer moda ecológica é a reutilização de tecidos.

No caso de um vestido de seda do acervo do FIT e criado por volta de 1840, seu valor está na seda tecida à mão. Para um terno criado em 1960 pela Cifonelli, famosa alfaiataria europeia, usou-se o avesso de um xale com estampa de caxemira. A transformação de echarpes, suéteres e meias em jaquetas ou vestidos do belga Martin Margiela e do malinês Lamine Kouyaté são exemplos mais recentes do que os franceses chamam de "recup" e os anglófonos definem como "upcycle".

Fibras naturais, principalmente o algodão, são cultivadas com enorme quantidade de químicas - uma das primeiras razões para que a necessidade de mudanças começasse a ser reconhecida nos anos 60. O look "natural" dos hippies era associado a ambientalismo e vários elementos do guarda-roupa paz e amor, como tons terrestres, fibras de cânhamo e patchwork, são protótipos da eco-fashion de hoje.

Mas foi-se o tempo que o figurino verde era na base de túnicas e batas largas de pano cru. É possível produzir moda ecologicamente correta sem sacrificar o estilo. Além do algodão orgânico, tecidos produzidos a partir do bambu - que cresce mais rápido e é mais barato para cultivar que o algodão - e lã orgânica - em substituição à de carneiros submetidos a banhos ou injeções de pesticidas - são preferidos por designers como o norueguês Per Åge Sivertsen, o dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella McCartney.

O tingimento, que passou a ser feito com tintas sintéticas em meados do século 19, é um grande colaborador na poluição da água e do ar, causando desde irritação na pele a envenenamento por inalação de pó ou gases. Para evitar esses riscos, Eco-Fashion destaca a tecnologia AirDye, que usa ar em vez de água para fazer o corante penetrar nas fibras. Inspirando-se na antiguidade, quando as cores eram extraídas de plantas e animais, a americana Katie Brierley tingiu a seda de um longo que criou no começo deste ano com corante feito a partir da raiz de garaça, planta da mesma família que o café. E a inglesa Jennifer Ambrose usa ervas para tingir toda a sua linha de lingerie.

Crueldade. Cruel para os animais, o uso do couro natural também é nocivo para os humanos. A pele dos bichos é curtida com cromo, metal pesado que não se decompõe na natureza, e sulfetos altamente tóxicos. Mesmo o sal, usado no processo, não tem filtragem fácil e prejudica o ecossistema. Por sua vez, a opção sintética para o couro é produzida com petroquímicos, que também não são biodegradáveis. Uma alternativa sustentável nesse caso é o couro falso de microfibra com que são fabricados os sapatos da americana Charmoné, por exemplo, que tem parte da sua produção feita no Brasil.

Um longo de brim orgânico plantado na Tunísia da etiqueta Edun, fundada pelo roqueiro Bono, e outro criado pelo brasileiro Carlos Miele, de seda com fuxicos feitos pelas mulheres da Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca), lembram aspectos menos visíveis no alinhamento da moda com a ética e as questões ambientalistas. É o respeito aos trabalhadores dessa indústria globalizada - do cultivo de fibras ao transporte de peças prontas -, e a valorização de ofícios tradicionais como o de costureiras e bordadeiras.

Para desenvolver um padrão de consumo sem desperdícios, os eco-designers apontam ainda o investimento em alta qualidade e produtos duráveis. Moda ecologicamente correta pode seguir o que aconselhava a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato."

Fonte:estadao.com.br

Como funciona a engrenagem da moda


Mesmo trabalhando com os mesmo produtos, a moda se renova


As vitrinas começam a exibir nas lojas as tendências para o verão. Mesmo trabalhando com os mesmos produtos, a moda sempre se renova. Muitos leitores escrevem com a curiosidade de saber como acontece esse processo que resulta coeso, criativo e sedutor a cada nova temporada.

O percurso da moda, desde o momento da concepção como tendência até chegar às vitrinas, é longo. Um estilista chega a ter 200 colaboradores, por isso a moda não nasce ao acaso. É fruto de uma pesquisa incessante em cima do que pode virar consumo. O mecanismo é complicado e requer pelo menos três anos para chegar até a loja. O processo começa filtrando correntes que vêm das ruas, sentimentos, acontecimentos, anseios e desejos, transformando esse caldeirão cultural em tendências que unem em estilo e cores os lançamentos da temporada.

- Elaboradas as tendências, indústrias poderosas saem em pesquisa de matéria-prima. Interesses políticos, econômicos e sociais muitas vezes definem mais a moda que a criatividade de um estilista.

- A falta ou abundância de alguns pigmentos determinam as cores, mas é importante mudar, não importa o tom.

- Concluídas as pesquisas e localizada a matéria-prima, entra no circuito o chamado CCIMM, organismo que centraliza essas decisões e se comporta como um centro internacional de negócios voltado ao mercado de moda. Os "bureaux de style" (escritórios onde são elaboradas e organizadas as cores e volumes) começam a preparar os tons e as texturas de fios em diversos materiais para serem apresentados em feiras especializadas.

- Conhecidas as tendências para os fios, são desenvolvidos tecidos e estampas, tudo com base na tendência da temporada.

- Seis meses são gastos pelos estilistas para o beneficiamento dos tecidos, transformando ideias em modo de vestir. Nas passarelas, muitas vezes desfilam roupas que precisam de bula para serem decifradas, ou peças tão absurdas que fazem com que o mundo pergunte em coro: quem usará tal loucura? O motivo desse alarido é porque roupas banais não rendem manchete ou primeira página. De olho nesses preciosos espaços editoriais espontâneos, que podem revelar um nome de um dia para o outro, estilistas se permitem desvarios em troca de notícias. A roupa pode não vender, mas populariza o criador e possibilita faturar com perfumes, cosméticos e outros babados.

- Os novos estilistas internacionais, que aparecem do nada, são patrocinados por grandes indústrias têxteis japonesas, alemãs e italianas, e têm três anos para rechear com suas ideias os blocos de pedidos. Se não pintar negócios, o estilista mesmo genial fica desacreditado e pode ser substituído. Como um técnico de futebol.

- A moda não acontece se não houver divulgação. A imprensa é fundamental para que novas ideias sejam disseminadas. Por isso a importância de certos jornalistas, que acabam definindo junto a seus leitores o que pode virar consumo.

- Até bem pouco tempo atrás as blogueiras de moda eram ignoradas pela indústria da moda. Esse novo movimento consegue criar vínculos com as leitoras de uma maneira muito pessoal e as blogueiras já se transformaram em poderosas formadoras de opinião.


Fonte:clicrbs.com.br