terça-feira, 24 de agosto de 2010

Insubstituíveis


Aos meus amigos insubstituíveis...


Na sala de reunião de uma empresa multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível”.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio...

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.


Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e
que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra?
Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles?
Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?
Zico? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem
a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' ..

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de
arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus
talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe
corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria
Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas
na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam
retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem
mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras
moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou
mais ou menos assim: "Estamos
todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje,
para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível.

Alta no custo trabalhista chinês pode beneficiar Sudeste Asiático


Os crescentes custos trabalhistas na China representam uma chance para outros países em desenvolvimento, à medida que empresas varrem o globo em busca de lugares mais baratos onde produzir. Mas os aumentos salariais na China já estão sendo sentidos em algumas dessas novas fronteiras e contribuíram para recentes protestos de trabalhadores em nações como Camboja e Bangladesh.

Isso significa que esses mercados vão ter de fazer mais do que competir em questão de salários. Terão de melhorar infraestrutura e outras partes da economia para se tornarem opções viáveis à China.

Só um quinto das grandes empresas americanas e europeias sondadas pelo Credit Suisse disseram que seria fácil deixar de comprar da China em favor de outros países, por causa da robusta rede chinesa de fornecedores e infraestrutura de remessa. Cerca de 90% disseram que a troca sairia cara.

Mas ao passo que a China fica mais cara, economistas acreditam que os investimentos vão inevitavelmente fluir para outras áreas, acelerando os esforços para melhorar as cadeias de fornecimento e a infraestrutura industrial.

"A China praticamente colocou todo mundo de lado por 15 anos", com os investidores entrando no país em massa atrás de mão de obra barata, disse Frederic Neumann, economista sênior para a Ásia do HSBC em Hong Kong. Agora, a evolução da China na cadeia de valor "abre caminho novamente para outros países entrarem no ponto mais baixo da cadeia", diz.

Um exemplo é o Sudeste Asiático, região com quase 600 milhões de habitantes que já foi uma das queridinhas dos investidores até ser jogada para escanteio pela China. Em 2009, um operário de fábrica recebia em média US$ 136 mensais no Vietnã e US$ 129 na Indonésia - menos que os US$ 413 pagos pela mesma função na China.

Mas o Sudeste Asiático enfrenta grandes obstáculos, como sistemas judiciários subdesenvolvidos e corrupção. Existe ainda a possibilidade de os custos subirem mais que o esperado à medida que os trabalhadores recebem informações sobre ganhos salariais na China e se mobilizem por aumentos.

"A maioria dos países, se não todos, busca na China as diretrizes de preço", Bruce Rockowitz, presidente da empresa de comércio exterior Li & Fung de Hong Kong, disse numa entrevista recente. Ainda assim, a Li & Fung Ltd. conseguiu reduzir parte do aumento de custos transferindo operações para lugares como Indonésia e Vietnã.

Muitas nações do Sudeste Asiático - incluindo Camboja, Vietnã e Indonésia - não têm infraestrutura suficiente para dar conta de um setor manufatureiro muito maior, ainda que paguem salários inferiores aos da China. E individualmente, países do Sudeste Asiático não têm escala para absorver uma troca maciça de postos de trabalho que estavam na China.

Líderes regionais estão levando adiante planos para juntar essas nações numa plataforma comum de mercado e produção até 2015. Se for concretizado, o projeto vai incluir menos restrições ao movimento de mão de obra qualificada de um país para outro e procedimentos alfandegários comuns.

O Sudeste Asiático também progrediu em estradas e ferrovias. Projetos financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento e outras instituições formaram três corredores comerciais terrestres, com conexões rodoviárias pelo Camboja, Tailândia, Vietnã e Laos.

Muitas empresas buscam esses mesmos objetivos sozinhas. Na indústria têxtil, mais de uma dúzia de fornecedores do Sudeste Asiático acertou integrar mais intimamente suas cadeias de fornecedores conectando malharias no Camboja com produtores de matéria-prima na Tailândia e países próximos. As empresas concordaram em vender mercadoria em conjunto para ficarem similares a companhias da China, que costumam oferecer todos os passos necessários para produção de uma roupa, incluindo acesso a fiação, tecido, botões e costura, na mesma área.

A meta no longo prazo é fazer a região operar com um único país com diversos Estados, em vez de uma região com dez nações, disse Van Sou Ieng, presidente da Associação de Fabricantes de Roupas do Camboja. "Temos diferenças imensas, mas precisamos conseguir" tirar mais negócios da China.

Uma das empresas envolvidas, a PCCS Group da Malásia, tem operações na China e no Camboja. Na China, as duas fábricas da empresa tiveram aumentos salariais de quase 50% nos últimos seis meses, enfrentando escassez de mão de obra que deixou as plantas operando com menos da metade da capacidade, disse Yik Thong Choon, assistente da gerência da PCCS.

Já no Camboja, a empresa recebe mais pedidos de emprego do que precisa. Isso vai mudar com o tempo, mas pressões podem ser reduzidas com a recente associação da companhia com uma produtora tailandesa de tecidos. As duas buscarão contratos com varejistas de roupas em Hong Kong e dispor de maior oferta de mão de obra regional para finalizar os produtos.

Fonte:valoronline

domingo, 22 de agosto de 2010

A capital do jeans


Por um dia, a cidade texana de Edinburg mudará de nome para Denimburg. É uma homenagem à chegada da brasileira Santana Têxtil
No sul do Texas, quase onde o rio Grande separa os Estados Unidos do México, há uma pequena cidade chamada Edinburg. Só costuma aparecer no noticiário quando é atingida por furacões, como foi o caso do Alex, em 30 de junho deste ano. Mas em 8 de setembro ela pode virar notícia outra vez.

Estádio de baseball: tom americano numa comunidade onde 88% dos habitantes são latinos

É que durante todo esse dia se chamará Denimburg, ou cidade do denim, o brim azul usado nos jeans. A mudança é temporária, mas emblemática: comemora o início de construção da fiação e tecelagem da empresa brasileira Santana Têxtil.
“Estamos indo em busca do mercado de toda a América do Norte”, explica seu diretor-financeiro, Marcos José dos Santos. Com sede em Horizonte, Ceará, e presidida por Raimundo Delfino Filho, a Santana tem 22% do mercado brasileiro de denim.
Produz, anualmente, 85 milhões de metros desse brim e tem faturamento da ordem dos R$ 400 milhões. “O empreendimento tem incentivos do Estado do Texas e do município de Edinburg” disse à DINHEIRO o presidente da Empresa de Desenvolvimento de Edinburg, Pedro Salazar.
Os benefícios incluem terreno de 145 mil metros quadrados, isenção de impostos e um empréstimo estadual. Toda essa ajuda tem um motivo: favorecer os produtores de algodão texanos e gerar empregos para a cidade. O Texas é o maior produtor de algodão dos EUA.

E Edinburg, com 89% de sua população formada por latinos, tem mão de obra barata: 30% dos seus 65 mil habitantes ainda vivem com uma renda anual que não passa dos US$ 35,7 mil, enquanto a média do Estado é 40% maior. Ali, os grandes geradores de emprego ainda são dois hospitais, a prefeitura e a Universidade do Texas. Com 800 vagas, a Santana se torna um dos maiores empregadores do município.
As negociações para a construção da fábrica de 70 mil metros quadrados, a um custo de US$ 180 milhões, foram iniciadas há dois anos, e ela deveria ter começado a funcionar no primeiro semestre deste ano. A crise de 2008, no entanto, causou um atraso no projeto, explica Salazar.
Agora, o início das operações da Santana está marcado para o segundo semestre de 2011. A fábrica brasileira é considerada pelo governador do Texas, Rick Perry, um marco na história industrial da cidade. Sua expectativa é que ela estimule a vinda de fabricantes de roupas.
Até o final dos anos 90, Edinburg tinha duas fábricas de jeans – uma delas da Levis. Com o fechamento das duas, foram perdidos 3.500 empregos. Antes de escolher Edinburg, a Santana havia sondado Monterrey, no norte do México, mas os diretores concluíram que “haveria excesso de burocracia para abrir a empresa” afirma Santos, da Santana.


Fonte:istoedinheiro.com.br

sábado, 21 de agosto de 2010

Ponto eletrônico fica para março


Falta de equipamentos suficientes para que empresas se adaptem à norma motivou decisão


O governo adiou novamente o prazo para que o novo ponto eletrônico entre em vigor. Antes prevista para 26 de agosto deste ano, a medida passará a valer em 1º de março de 2011.

A partir daí, as empresas terão 90 dias para se adequar à norma. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que a falta de equipamento disponível no mercado justificou a mudança. Segundo ele, serão necessárias mais de 1 milhão de máquinas de ponto com impressoras agregadas. A portaria 1.510, de 2009, prevê a impressão do recibo cada vez que o funcionário bater ponto.

O ministério calculou que, nos últimos dois meses, foram fabricados, em média, 184,5 mil equipamentos, quantidade que não atende à demanda das empresas. Lupi disse que não há conotação eleitoral na decisão. “Iria faltar equipamentos no mercado, e poderíamos sofrer ações judiciais das empresas, dizendo que não tinham o equipamento disponível, e por isso não poderiam ser multadas”, explicou, em nota emitida pelo ministério.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, a portaria cria burocracia para o trabalhador, custos altos para as empresas e não aumenta o controle das horas trabalhadas. Serão gastos R$ 5 bilhões na fabricação dos equipamentos, calcula a entidade.

As centrais sindicais também contestam a medida. Para a Força Sindical, é um “desperdício” eliminar acordos entre sindicatos e empresas. Algumas categorias já tiraram a hora do almoço do ponto. Outras só batem cartão quando atrasam, faltam ou fazem horas extras. As regras da portaria só valem para as empresas que adotam o registro de ponto eletrônico, que não será obrigatório. Continuará sendo possível utilizar o ponto manual e o mecânico.



Brasília
Entenda o caso
- Editada no ano passado, a portaria 1.510 cria regras para as empresas que optarem pelo uso do ponto eletrônico. A medida prevê que, a cada entrada e saída do funcionário da empresa, seja registrado um comprovante impresso, que ficará com o empregado.
- Para isso, cada aparelho deverá ter uma impressora. Os comprovantes permitirão que o trabalhador tenha o controle exato da sua jornada de trabalho. Dependendo do sistema da empresa, poderão ser impressos quatro recibos por dia (chegada, saída para almoço, retorno do almoço e saída).
- As novas regras, que passariam a valer no dia 26 de agosto, causaram polêmica entre as empresas. O governo começou a negociar com centrais sindicais a manutenção de acordos que flexibilizam o controle das horas trabalhadas.
- Ontem, o Ministério do Trabalho admitiu que poderia haver falta de equipamentos suficientes para atender às normas e decidiu prorrogar o prazo até 1º de março. Segundo o órgão, a média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos no Brasil é de 184 mil, e os números da Relação Anual de Índices Sociais (Rais) mostram que pelo menos 700 mil empresas já usam sistema eletrônico.


Fonte:zerohora.clicrbs.com.br

"Tenho horror a criança estimulada com milhões de grifes


No Brasil já são produzidas mais de 900 milhões de peças de vestuário infantil por ano, o que representa 20% do setor têxtil segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). E quem escolhe essas roupas não são mais apenas os pais. Pelos dados da associação, cerca de 80% das 38 milhões de crianças brasileiras palpitam sobre o que querem (ou não) vestir. Nesse universo, novas marcas entram no mercado e as tradicionais, para adultos, se desdobram em coleções infantis. A semana de moda específica também ganha corpo: a Fashion Weekend Kids, que vai de 20 a 22 e de 27 a 29 de agosto, em São Paulo, chega a sua 11ª edição e passa a ter seis dias de desfile, dois a mais que no evento anterior.

Um dos pioneiros desse processo no Brasil é Ronaldo Fraga, que há dez anos criou a marca Ronaldo Fraga Para Filhotes. Hoje, ela já representa a 50% da produção, o que motivou o estilista a ter uma fábrica específica em Belo Horizonte. A expansão, daqui para frente, se dará pela marca Para Filhotes - assim mesmo, sem seu nome no futuro - e sua linha original terá um posicionamento cada vez mais exclusivo.

A empreitada já rendeu ao estilista frutos em outros segmentos. Ele criou neste ano uma coleção de sapatinhos para a marca Bibi - parceria que será repetida no fim do ano - e lança em agosto uma linha de cama, mesa (incluindo louça) e banho em parceria com a Tok&Stok.

Fraga tem dois filhos, Ludovico, de oito anos, e Graciliano, de sete. A família acaba de voltar da Itália, onde passou um mês viajando atrás de uma companhia de circo - experiência que no futuro pode inspirar uma de suas coleções. Ele não tem televisão em casa. O computador fica na confecção, bem longe das crianças, que ficam também em Belo Horizonte durante os desfiles da São Paulo Fashion Week. "Não quero que eles pensem que meu ofício é só esse glamour". O objetivo de tudo isso é tentar aproximar as crianças de outros hábitos, como o da leitura, de desenhar e brincar.

Em entrevista ao Valor, Fraga foi categórico ao dizer que as crianças não devem ser estimuladas por grifes e que a identidade dos pequenos não é preservada quando se vestem como os adultos.

Valor: Qual o desempenho da Ronaldo Fraga Para Filhotes?

Ronaldo Fraga: O infantil representa 50% do volume da minha produção e está em 170 multimarcas. Montei uma fábrica em Belo Horizonte só para atender os pequenos. A ideia é deixar a linha adulta cada vez mais exclusiva, em poucos pontos de venda, e avançar com o infantil, pois com ele existe um universo de lojas que é mais seguro. O adulto demanda mais cuidado na distribuição. Cada vez mais a marca infantil caminha para ser independente. Quero, aos poucos, tirar meu nome e deixá-la só como "Para Filhotes".

Valor: O que o inspirou a começar esse projeto?

Fraga: Quando meu filho Ludovico estava para nascer procurei roupas para ele e não gostava de nada. Como estava num espaço entre uma coleção e outra acabei desenhando e fazendo as roupas dele. Gostei da liberdade de criar para crianças.

Valor: Como o sr. avalia a moda infantil de dez anos atrás, quando começou?

Fraga: Naquela época nenhuma marca pensava, por exemplo, em aproximar as roupas da cultura brasileira. Tudo era muito previsível. Havia roupinhas cor-de-rosa para meninas, azul para os meninos. As roupas de festa eram armadas, grandes, não eram para correr, brincar. A moda não era entendida como educação. Isso não existia.

Valor: E qual a importância da moda na formação dos pequenos?

Fraga: A roupa é importante no momento em que ela deixa de ser apenas roupa. Ela pode e deve ter uma história, ter um ingrediente que permita aos pais ter alguma interação com a criança.

Valor: Como os pais podem fazer isso?

Fraga: Buscando nas roupas ingredientes que façam com que as crianças aprendam sobre outras coisas. Eu fiz estampas de mula- sem-cabeça, bolacha Maria substituindo o nome da marca por outros que caíram em desuso. Com isso, a criança começa a conhecer a cultura brasileira, o folclore. É preciso estimular o caráter lúdico de se vestir. Tenho a preocupação de não só fazer roupa, mas gerar uma discussão em torno dela.

Valor: O que mais o incomoda na moda infantil atual?

Fraga: É a erotização. A mãe que veste a criança de forma antiga, antiquada, ou coloca meninas como minipersonagens de novela. Acho que a criança tem de se vestir como criança. É absurdo, por exemplo, que elas usem sapatos com saltos. No Brasil, as crianças têm muita influência da TV.

Valor: Como outros países veem isso?

Fraga: Na Europa a mídia é mais controlada, há mais cuidado com as normas. Com isso, os meninos sofrem menos influência do universo dos adultos e são crianças até mais tarde. Nos Estados Unidos é como aqui, quase tudo liberado. A puberdade chega cedo, com oito ou nove anos as crianças já se vestem como adultas.

Valor: E o sr. escolheu nadar contra essa corrente.

Fraga: Apostei em um caminho que poderia ser classificado como pouco comercial. Após dez anos percebo que os problemas que eu via no início eram só a ponta do iceberg. A verdade é que sugestionaram a individualidade das crianças vestindo-as como o pai ou a mãe. É preciso ter cuidado para não acelerar processos, entender a moda como parte importante na formação cultural. É preciso cultivar a identidade dos pequenos. A influência dos pais e mães já é naturalmente muito grande. Vestir o filho como o pai é coisa da era vitoriana. Os tempos mudaram, as crianças precisam poder escolher.

Valor: As crianças devem escolher o que vestem?

Fraga: Hoje em dia elas têm mais opinião e isso deve ser considerado. Mas esse fato tem um lado positivo e outro negativo. Por um lado, é sinal de tempos mais permissivos, em que os pais cedem por falta de tempo para ficar com os filhos. Mas isso acontece com roupas, brinquedos... Por outro, é saudável ter opinião. Mas quem manda precisa ser sempre o pai e a mãe. A escolha da roupa deve ser como a da comida. É preciso convencer os filhos a não se empanturrarem de batatas fritas. Com a roupa é igual, eles devem ser levados a escolher uma e não outra.

Valor: Mas as grifes já têm um peso na escolha das roupas.

Fraga: Tenho horror a crianças estimuladas por milhões de grifes. E isso acontece porque as mães levam os filhos para passear no shopping, que é um lugar cômodo para a família. Não é fácil fazer concessões.


Fonte:valoronline

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Procuram-se líderes desesperadamente!


A liderança é realmente essencial para o futuro de uma organização, mas a procura por líderes não pode se tornar uma obsessão.


É o fim. Dia desses, recebi um e-mail sobre uma vaga aberta em uma grande empresa nacional para o pomposo cargo de "Líder do Almoxarifado". Desde os mais remotos tempos, a humanidade deposita na figura do líder a solução para os seus anseios, cultivamos uma falsa sensação de conforto e segurança porque temos um líder a nos guiar. Nas organizações, repete-se o mesmo comportamento: precisamos de líderes, líderes, líderes! Sem líderes não chegaremos a lugar algum. Contrata-se líderes! Procura-se líderes desesperadamente!


Recentemente, o pessoal do Think Global bateu um papo comigo sobre o caso do Administradores.com.br. Uma das perguntas era justamente sobre quais seriam as tendências mais significativas na formação de um bom administrador. Sei que muitos amigos e colegas professores diriam, sem relutância, que a principal tendência se apoia na necessidade de desenvolvermos líderes. Sugeri na resposta: imagine um departamento com 30 líderes. Seria um ambiente realmente insuportável e, certamente, essa organização hipotética caminharia em várias direções, sem chegar a lugar algum.


A bronca, meus amigos, é que os recrutadores estão tão obcecados atrás de líderes que até o sujeito do almoxarifado tem que ser um exemplo de liderança - e se for um líder-servidor inspirado por monges beneditinos, melhor ainda! Isso tem criado um enorme senso de urgência entre os profissionais. Todo mundo quer ser líder, o moisés organizacional capaz de abrir o mar vermelho dos mercados.


Muito cacique para pouco índio...


Não vou entrar no mérito da velha discussão "líder nasce ou se torna líder?". Liderança se aprende? Lógico! Tudo se aprende. Futebol se aprende, violão se aprende, cantar se aprende. A grande questão é: você tem alguma inclinação para alguma dessas atividades? Em caso afirmativo, vá em frente. Se você tem um ponto forte, o mais inteligente a fazer é investir em cima dele como um louco.


Você, com certeza, será um dos melhores. Agora, sinceramente, se você identificar que não tem o menor talento para uma determinada atividade, reflita: realmente vale a pena concentrar todos os seus esforços para tentar diminuir um ponto fraco?


Como falei na entrevista do Think Global, existem excelentes profissionais que não têm a menor vocação para liderar alguém. Existem aqueles que, sequer, sabem trabalhar em equipe, e que preferem trabalhar no seu canto, asilados em seu universo particular, exatamente naquele lugar do espaço de onde conseguem extrair os resultados mais fantásticos. O gestor míope que só consegue enxergar importância nos líderes corre o risco de deixar escapar talentos brilhantes e singulares.


Minha dica aos gestores? Procurem talentos desesperadamente. Vão à caça de pessoas que possam, de verdade, fazer a diferença em suas organizações - sejam elas líderes, ou não.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

FORTALECIMENTO DA INDÚSTRIA TÊXTIL NO RIO GANHA DESTAQUE EM AUDIÊNCIA


Os reflexos da Lei 4.182/03, que dispõe sobre a concessão de benefícios fiscais às indústrias do setor têxtil, aviamentos e de confecção do estado, serão discutidos pela Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa do Rio, nesta sexta-feira (20/08), às 17h, no Auditório Nelson Carneiro, no prédio anexo ao Palácio Tiradentes. De acordo com o presidente da comissão, deputado André Corrêa (PPS), estudos foram feitos e indicaram que a norma já gerou mais de 30 mil empregos na cadeia da moda fluminense. "Com os incentivos fiscais da lei, as empresas pararam de migrar para outros estados e se fixaram aqui no estado do Rio. Por isso, é importante debater em que mais esta lei pode contribuir para o fortalecimento da indústria têxtil", afirmou o parlamentar.

Foram convidados para a audiência todas as entidades estaduais e municipais que representam a cadeia da moda.


Fonte:jusbrasil.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Como transformar Twitter, Orkut e Facebook em verdadeiras máquinas de sucessoPostado por Erivaldo Cavalcanti em 13 agosto 2010 às 12:30


Há tempos, as redes sociais são apontadas como uma tendência para complementar as ações empresariais. Mas o fato é que essa tendência está a cada dia se transformando em realidade. Uma pesquisa realizada recentemente pelo instituto Nielsen Ibope revelou que 86% dos usuários brasileiros de internet navegam em blogs e redes sociais.


O fato é que ter um perfil no Twitter, Facebook, Orkut ou LinkedIn deixou de ser apenas passatempo e conquistou um novo público. Hoje, empresários, candidatos, empresas, meios de comunicação, usam essas ferramentas como uma ferramenta de informarem e serem informados.


Para Cristiano Miano, sócio diretor da DigiPronto, agência que atua há mais de 10 anos em estratégias vencedoras na internet, esses canais são excelentes ferramentas para medir as estratégias da empresa. "O Twitter, por exemplo, pode ser um grande observatório, assim como pode ser um palco para conversas entre empresas e consumidores. Também podem fazer o acompanhamento de suas marcas, produtos e assuntos relacionados a eles".


Vitor Elman, diretor de criação da Cappuccino, empresa especializada em ações corporativas para comunicação digital, indica que nesses canais as marcas devem ser sempre transparentes com o público. "Não adianta mais você querer falar bem de um produto que não é. A via é de mão dupla e a resposta do consumidor é imediata". Para Elman, dar atenção ao seu consumidor é um fator de sucesso. "As pessoas compartilham sentimentos e experiências e estão ávidas por relacionamentos. Quanto mais humana for sua marca, melhor", ressalta o executivo.


Cases na redes


O diretor de criação da Cappuccino indica que saber o objetivo da ação deve nortear a estratégia utilizidada nas mídias sociais. "Um exemplo é nosso caso com o cliente Mucoangin. Nosso objetivo era aumentar as vendas e associar a marca com a dor de garganta. Para isso, criamos uma ação que monitora quem menciona 'dor de garganta' no Twitter e respondemos essas pessoas com uma mensagem calorosa de conforto nesse momento chato, além de chamarmos para visitar um endereço na Internet", destaca Elman.


O executivo explica que ao mesmo tempo foi criada uma sala de tratamento personalizada com um boneco animado que possui a foto do Twitter do usuário, uma simulação do tratamento, dicas de melhorar as dores e opções de compartilhamento com os amigos. Vitor Elman explica que em um mês de ação, o site atingiu mais de 32 mil participantes, as vendas do produto cresceram em 90% e obteve mais de 1500 citações espontâneas no Twitter.



Datas comemorativas


Datas comemorativas também são geralmente aproveitadas para ações variadas com o consumidor. Um exemplo foi o Melhor da Vida, empresa pioneira no conceito de Experience Marketing no Brasil, que aproveitou o potencial das mídias sociais para alavancar as vendas e divulgar sua marca no Dia dos Pais. Para isso, promoveu o concurso cultural "Dia dos Pais EMOÇÃO", além de promoções especiais para os seus seguidores no Twitter, Orkut e Facebook. O resultado foi o aumento em 33% nas vendas comparado ao mesmo período do ano anterior.













Existem boas práticas para uma empresa se destacar frente aos concorrentes com a utilização das redes sociais. Baseado em casos do mercado, veja algumas receitas indispensáveis para utilizar essas redes corporativas apontadas pelos especialistas:


Transparência: É extremamente importante ser transparente com seus consumidores e com agentes formadores de opinião do meio como administradores de comunidades, etc. Estamos na época da transparência na relação entre marca e consumidor. Nessa época não é possível querer falar bem de um produto que não é, porque a via de mão dupla faz a verdade vir a tona.


Contexto: O Twitter é uma ferramenta onde o usuário segue quem quer. Ele tem o comando. No caso de redes sociais, a segmentação é um diferencial importantíssimo. Mas ao trabalhá-la sua mensagem tem que ter total coerência com o que o usuário / consumidor está esperando.


Engajamento: Essa é uma prática que serve para toda ação bem feita. Mas em redes sociais temos um ambiente mais aberto, pessoas mais disponíveis a se engajar. Uma ação que dê um estalo, um momento de epifania, ou que seja uma experiência inesquecível e contagiante, em uma rede social, tem o fator boca a boca elevado à quinta potência.


As ferramentas já estão lá, a um clique para comunicar à toda a sua rede de contatos. É o que faz aplicativos sociais, ações de relacionamento e até mesmo anúncios (Sim!! Anúncios! No Facebook, por exemplo, você pode "Curtir" um anúncio, compartilhando com todos os seus amigos).


Frequencia: Antes de iniciar qualquer ação de relacionamento em redes sociais é preciso avaliar se você terá 'musculatura' suficiente para mantê-la. Não adianta criar um perfil no Twitter, por exemplo, conseguir diversos seguidores com promoções se, no final, você não terá conteúdo para mantê-los. É aí que entra a frequência de posts, twittadas, etc. Ela é essencial para o sucesso do relacionamento e da fidelidade do seu consumidor. Ela deve ser balanceada para não ser uma cachoeira de informação e não ser tão escassa que pareça falida. Existem até pesquisas de melhores horários para se Twittar.


Personalização: Uma grande vantagem de redes sociais é a comunicação "one to one", cara a cara mesmo. Quanto mais a marca assume um caráter humano e mais próximo, maior o estreitamento da relação com o consumidor e maior o sucesso dela com esse público. Saber ouvir o que está se falando, interpretar e utilizar isso seja em uma sincera resposta, seja aplicando em uma implementação de um produto ou até para sua campanha é um diferencial muito importante. É o caso da Old Spice, que, através de vídeos personalizados com o protagonista do comercial da marca respondendo diretamente às menções de usuários no Twitter, criou um dos maiores casos de sucesso das mídias sociais.


Fonte:administradores.com.br

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“As bundas não foram criadas todas iguais”.


Slight curve, para as mulheres mais retas, tem a cintura da calça um pouco mais larga
“As bundas não foram criadas todas iguais”. Esse é o slogan da campanha da nova linha de jeans da Levi’s, que leva em conta os diferentes formatos de corpo em vez do tamanho deles.

A marca estudou as formas de 60 mil mulheres para criar três modelagens baseadas na diferença entre as medidas do quadril e do bumbum. O resultado, segundo a marca, atende 80% da população feminina mundial e seus três tipos físicos mais comuns, deu origem às linhas da Curve ID.

A slight curve (curva leve) é indicado para as mais retas, que sofrem para achar um jeans que fique bom no quadril, e promete acentuar as curvas. Para quem não costuma ter dificuldades, vem o demi curve (curvas proporcionais), que veste bem o trio coxas, quadril e cintura.

Mas as brasileiras devem gostar mesmo da modelagem bold curve (curvas poderosas), indicada para as donas de bumbuns de respeito. O jeans é ligeiramente mais estreito na cintura, o que evita aquela sobra de tecido da calça no cós.

Com preços que variam entre US$ 60 (R$ 105) e US$ 98 (R$ 172), os jeans da linha Curve ID já começaram a chegar às lojas norte-americanas e devem desembarcar aqui no Brasil em dezembro.Tags: jeans, levis, moda


Fote:chic.ig.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palestra mostra benefícios da consultoria na indústria de têxtil e vestuário


Os benefícios das consultorias especializadas para indústrias têxteis e de confecção foram apresentados pelo Senai nesta terça-feira, dia 10, em Blumenau, em palestra integrante da Febratex 2010, considerada a maior feira latino-americana da indústria têxtil.
A palestra Consultorias x Resultados, ministrada pelo consultor técnico do Senai em Blumenau, Almir de Oliveira, mostrou como o serviço pode ajudar as empresas a aumentar sua performance e crescer de forma sólida e sustentável. O palestrante mostrou como investimentos em consultoria retornam para as empresas na forma de ganhos com produtividade e qualidade, o que ajuda a enfrentar um mercado cada vez mais concorrido e competitivo.
Além de orientar os empresários e demais profissionais para a adoção de tal estratégia, o consultor também alertou quanto à escolha do profissional ou instituição que poderá melhor atendê-lo. Almir Simões de Oliveira é consultor na área do vestuário, técnico em vestuário pelo Senai-Cetiq, graduado em pedagogia e pós-graduando em engenharia de produção. Ele atua no ramo de confecção há 16 anos.
O Senai-SC também está presente na Febratex 2010 com um estande, que mostra ao mercado a atuação da instituição nas áreas de têxtil, moda e vestuário em serviços técnicos e tecnológicos e educação profissional. O espaço apresenta trabalhos produzidos por alunos. Outro destaque do evento será o desfile de encerramento do Seminário Tecnológico da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), no dia 13, com peças criadas e produzidas por alunos do curso técnico em Produção de Moda do Senai Blumenau. Os alunos também participam da organização e apresentação do desfile Momento Têxtil, realizado no dia 12, durante o Encontro Nacional de Tecelagem e Confecção.


Fonte:folhablu.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nova indústria têxtil chega a SergipePostado por Erivaldo Cavalcanti em 9 agosto 2010 às 12:30


Sergitex, do grupo gaúcho Rovach, será implantada em uma área de 400 mil metros quadrados na cidade de Estância


A compra foi realizada na tarde desta quarta-feira, 04 (Fotos: Portal Infonet)
O setor industrial do município de Estância, a 64 Km da capital sergipana, ganhou mais um pólo de desenvolvimento econômico na região. Na tarde desta quarta-feira, 4, representantes Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia e do Turismo (Sedetec), da empresa Sergitex e da Prefeitura Municipal de Estância, reuniram-se para assinar um termo de compra de áreas para a inserção de um Pólo Têxtil e de Confecções.


O terreno possui uma área de 500 mil metros quadrados, sendo 400 mil para a ocupação pela empresa Sergitex. Os outros 100 serão divididos em 17 lotes e disponibilizados para a implantação de pequenas e médias empresas relacionadas ao setor têxtil. Segundo o secretário Jorge Santana, a Companhia de Desenvolvimento Industrial e de


Secretário do Sedetec, Jorge Santana
Recursos Minerais de Sergipe (Codise) investiu R$ 1 milhão na aquisição do terreno. “O investimento poderá render mais de R$ 60 milhões na economia sergipana”, explica.


A empresa Sergiptex, pertencente ao grupo Rovach e âncora do projeto, estará voltada na fabricação de tecidos para jeans, onde serão realizadas as atividades de fiação, tecelagem, malharia, tinturaria, acabamento, confecções, lavanderias, dentre outras atividades produtivas. Além do desenvolvimento industrial da região, a geração de empregos também será outro ponto forte nesta empreitada.

O Prefeito de Estância, Ivan Leite, aprovou a iniciativa e acredita


Prefeito de Estância, Ivan Leite
que as parcerias continuem. “Hoje é um dia muito feliz para a cidade de Estância. Estamos muito contentes em receber a Sergitex em nossa região. Esperamos sempre contar com o apoio e a parceria de todos da Sedetec. Isso contribuirá para potencializar a interação entre os vários segmentos do setor industrial”, afirma.


Além de contribuir na economia industrial local, os empreendimentos atenderão os mercados norte/nordeste. “Até o final de 2011, teremos as primeiras instalações das insdustrais da região", comenta o secretário Jorge.


Fonte:infonet.com.br

Como as redes 4G vão mudar os negócios?


Os celulares de hoje geralmente são ótimos no que eles foram originalmente planejados para fazer - fazer chamadas telefônicas, enviar mensagens de texto, esse tipo de coisa. Mas com uma quantidade sempre crescente de atividades relacionadas com a Internet tomando conta dos telefones móveis modernos, as redes atuais não conseguem aguentar. Elas têm um um "talento especial" para se tornar completamente atoladas sempre que muita gente tenta atualizar sua conta no Twitter, baixar música, assistir a vídeos, checar os boletins de trânsito ou fazer quaisquer outras atividades online que elas considerem importantes enquanto estão longe de seus computadores tradicionais.

No exato momento em que a corrente predominante de usuários de celulares começou a ficar mais confortável com o termo 3G (a terceira geração da tecnologia que suporta smartphones), rumores sobre uma 4G mítica no horizonte já começaram a se espalhar. No sentido básico, 4G (quarta geração de comunicação sem fio) envolve colocar as comunicações móveis firme e completamente no reino da VoIP (voz sobre protocolo de internet). Embora a tecnologia 4G vá, eventualmente, ser implementada em uma variedade de gadgets móveis, como laptops e dispositivos para jogos, ela terá impacto mais notável nos telefones celulares, já que eles lidam com dados de voz de modo diferente.

Na essência, os telefones celulares usarão o mesmo sistema básico de VoIP que os programas softphone para computadores e muitas operadoras de longa distância usam agora. Elas vão transferir toda informação a ser enviada através de uma conexão sem fio à internet de modo a estar em conformidade com vários protocolos de Internet. Isso possibilitará maximizar completamente a troca de pacotes, que é um ótimo jeito de enviar informação rapidamente - e a um custo muito menor - de um destino a outro.

Quando as redes 4G se tornarem padrão, os usuários notarão a diferença. A tecnologia 4G tem alguns benefícios persuasivos que estão ajudando a acelerar o impulso da indústria nessa direção. Horários de pico ainda devem ser um pouco chatos (pelos padrões das pessoas mimadas pelo serviço de Internet super rápido), mas no todo, ela deve ser um progresso do serviço que a maioria dos usuários de telefone celular estão familiarizados hoje.

Benefícios da 4GHá várias maneiras com as quais um negócio poderia se beneficiar mudando para a tecnologia 4G. Com todos os seus dados sendo transmitidos via VoIP - isto é, sem nenhum dado de voz atingindo as ondas de rádio e TV por meio de uma linha de transmissão dedicada separada - , o negócio poderia economizar dinheiro e beneficiar-se da segurança melhorada.




© Thomas Lammeyer / iStockphoto
Funcionários remotos ou em viagem poderão dispensar dispositivos como laptops e levar apenas um celular com câmera para participar de videoconferências de alta qualidade




Da mesma forma, o serviço em geral será bem mais rápido do que o que está disponível agora. Esse desempenho e confiabilidade melhorada vão empurrar os telefones celulares totalmente para o mundo de PCs portáteis como os laptops em termos de recursos gerais. A 3G pegou pessoas que estavam a caminho daí, mas porque as redes não são 100% VoIP, elas ainda têm um pouco de corte quando todos estão ativos em seus telefones ao mesmo tempo; o objetivo das redes 4G é aumentar os recursos de largura de banda e taxa de transferência para que mais consumidores se sintam seguros em confiar em seus telefones celulares para fazer o que quer que seja necessário.

Ter um telefone que possa desempenhar qualquer papel da Internet normalmente realizado por um PC permite aos empregados maximizar seu tempo sem estar preso a um computador, tanto em casa quanto em movimento. Além disso, eles podem facilmente manter-se informados sobre questões de trabalho durante todos aqueles momentos de inatividade que estão pulverizados durante o dia, como o tempo gasto esperando nas filas da lanchonete, vendo ao anúncios que passam antes de começar um filme ou esperando o metrô ou o ônibus durante a ida ou a volta do trabalho.

Uma tendência que provavelmente se tornará mais comum são os telefones desenhados especialmente para fazer videoconferências. Dessa forma, colegas trabalhando em locais remotos podem transmitir vídeos de alta qualidade - se estiverem doentes ou se estiverem num safári - com apenas a câmera de seus telefones. (Embora no caso de funcionários adoentados, dependendo de sua aparência, talvez eles possam preferir uma simples teleconferência.)


Fonte:informatica.hsw.uol.com.br

Os chefes e os animais: líder do tipo "vaca" é o preferido dos brasileiros


Ao contrário do que se possa imaginar, o líder do tipo vaca é caracterizado por ser protetor, confiável, justo e amável


Você sabia que os diferentes tipos de liderança podem ser associados com as características de alguns animais?


De acordo com uma pesquisa realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), conduzida pelo professor Alfredo Behrens, coruja, águia, vaca, leão, abutre e castor são os animais que guardam mais semelhanças com os líderes.


O estudo, que ouviu estudantes de MBA (Master Business Administration) do Brasil e do exterior, perguntou com qual tipo de líder a pessoa gostaria de trabalhar e com qual líder ela acredita que a maioria dos colegas de trabalho gostaria de conviver.


No Brasil, no segundo caso, o líder do tipo vaca foi o mais citado.


Vaca


Apesar de, geralmente, a palavra ser utilizada em contextos depreciativos, quando se trata de carreiras, o líder do tipo vaca é caracterizado por ser protetor, confiável, justo e amável.


Segundo Behrens, este tipo de líder é paternalista e sua escolha reflete a sociedade brasileira, historicamente patriarcal; fato que, para ele, torna esta liderança ainda mais eficaz no Brasil.


Por outro lado, quando perguntados com que tipo de líder gostariam de trabalhar, a maior parte dos estudantes brasileiros elegeu o líder do tipo coruja, cujas características são a intelectualidade, a segurança, o equilíbrio e os ares de professor.


Este tipo de líder, aliás, foi o preferido no exterior, sendo o mais citado como o tipo de chefe que os entrevistados gostariam de ter, e também como com o qual os colegas gostariam de trabalhar. Abaixo os tipos de líderes e as suas respectivas características.

■Coruja: intelectualidade, segurança, equilíbrio, ares de professor;
■Águia: exigente, rígido e um pouco distante;
■Vaca: paternalista, protetor, confiável, justo e amável;
■Leão: focado, confiável, resistente e, às vezes, difícil;
■Abutre: egoísta, desconfiado, pensa somente em si;
■Castor: discreto e trabalhador, porém inflexível.
Abutre


Tanto no Brasil como no exterior, o líder do tipo abutre é aquele com a qual as pessoas menos gostariam de trabalhar, com 38,5% das respostas no Brasil e 31,7% no exterior. Nas tabelas abaixo, veja os três tipos de líderes preferidos e os três mais evitados.



Os mais desejados

Própria pessoa gostaria de trabalhar - Brasil Própria pessoa gostaria de trabalhar - Exterior Colegas gostariam de trabalhar - Brasil Colegas gostariam de trabalhar - Exterior
Coruja - 27,7%
Coruja - 33,3%
Vaca - 31,7%
Coruja - 30%

Leão - 20,3%
Águia - 18,3%
Águia - 25% Vaca - 20%

Águia - 18,8%
Vaca e Leão - 10% cada
Leão - 16,9% Castor - 18,3%

Os mais evitados

Própria pessoa não gostaria de trabalhar - Brasil Própria pessoa não gostaria de trabalhar - Exterior Colegas não gostariam de trabalhar - Brasil Colegas não gostariam de trabalhar - Exterior
Abutre - 44,6%%
Castor - 31,7%
Abutre - 30,8%
Abutre - 25%

Castor - 38,5%
Abutre - 26,7%
Castor - 30,6% Castor - 18,3%

Coruja - 16,9%
Leão e Águia - 11,7% cada
Vaca - 17,5% Vaca - 11,7%

Fonte:administradores.com.br

domingo, 8 de agosto de 2010

Os erros e acertos do líder paternalista


Há pouco tempo, delegar tarefas e cobrar resultados era responsabilidade do chefe "de seção", temido por uns e inacessível a outros, cargo normalmente ocupado por um funcionário de carreira, assim reconhecido pelos patrões. Hoje, essa figura do passado tornou-se líder de equipe no mundo corporativo; o quadro mudou e esse profissional se tornou peça fundamental junto à equipe de colaboradores, assumindo um relacionamento muito mais direto e eficaz, sendo um real “apoio” em cada área e departamento.

São diversos os perfis de liderança, dentre eles o modelador, o autoritário, o diretivo, o participativo, o visionário, entre outros, e cada um apresenta vantagens e desvantagens para a organização. Alguns com habilidades aguçadas para resultados e metas, outros com incrível facilidade em otimizar o nível de satisfação dos colaboradores. Mas afinal, existe um perfil de liderança ideal?

Considerando a pecularidade de cada empresa quanto às suas necessidades, o melhor perfil sempre será definido de acordo com o que estiver nos objetivos da organização. No entanto, quando se trata da preferência entre os próprios colaboradores, é inegável que o lider paternalista é sempre o mais almejado, por seu perfil mais tranquilo e conciliador.

Para Floriano Serra, palestrante da Magnum Palestras, existem algumas atitudes que definem claramente o líder paternalista:

• Permissivo, conciliador;

• Paciente e tolerante em todas as situações;

• Preocupa-se com o bem-estar do grupo e em não magoar os colaboradores;

• Tenta criar na área um clima cooperativo e de “família”;

• É afetuoso e expressa reconhecimento;

• Tem dificuldades para punir.

Apesar de parecer um profissional ideal, o perfil extremamente protetor acaba prejudicando o desenvolvimento dos colaboradores, e consequentemente, interfere nos negócios da empresa. De acordo com Carolina Manciola, gerente de consultoria e treinamento do grupo Triunfo, este perfil pode ser falho, pois saber o momento certo de aplicar um feedback e apontar melhorias é fundamental. “Algumas vezes, o líder paternalista atém-se apenas aos feedbacks positivos, relevando pontos importantes para o desenvolvimento do profissional. Desta forma acaba não construindo um time capaz de andar sozinho, além de estimular um alto nível de dependência e conforto na equipe”.

Sentimental x Racional

Saber conciliar o emocional e o racional é o mais adequado para qualquer organização. Não há nada de errado em tratar os colaboradores como “filhos”, desde que inclua a esta função o papel de educar e cobrar no momento certo. Para as empresas, é inviável um líder que se preocupe apenas com o a questão de relacionamento e clima, e que deixe para trás ações estratégicas importantes e os resultados.

A psicóloga Mariliz Vargas acredita que o líder democrático é aquele chega mais próximo ao ideal, já que exerce uma função de liderança, confia e acredita na capacidade dos seus subordinados. “É aquele que motiva, que reconhece o potencial de cada um e tem condição de exercer autoridade quando esta se faz necessário. O líder precisa estar preparado para agir em qualquer circunstância, na medida em que o mundo muda cada vez mais rápido”, explica.

“As atuais tendências fazem com que os profissionais queiram trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reais e consistentes possibilidades de crescimento e de satisfação no que fazem. Para este segundo item, o paternalista é o mais indicado - mas não necessariamente para o primeiro. Todo gestor deve dar sua contribuição para que sua empresa seja uma das melhores para trabalhar, mas sem esquecer que, para isso, ela precisa ser e continuar lucrativa”, finaliza Floriano.


Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 402ª Edição

sábado, 7 de agosto de 2010

Mitos e verdades: veja a validade de expressões utilizadas no trabalho


No mundo corporativo, várias palavras surgem e acabam sendo repetidas inúmeras vezes. Conheça algumas dessas frases e veja sua real aplicabilidade nos negócios e nas vendas


Quem nunca escutou alguma expressão ou frase feita dentro do seu ambiente de trabalho. "Em time que está ganhando não se mexe" e "casa de ferreiro, espeto de pau!" são dois exemplos de expressões que acabam sendo bastante utilizadas no trabalho, às vezes, até como conceitos estratégicos para empresas.


Mas o que será verdade ou mito na aplicação dessas expressões para o ambiente profissional? Será que seguir o conceito dessas frases ajuda no mundo dos negócios ou dentro do segmento de vendas?


Ivan Corrêa, sócio diretor da GS&MD e líder das práticas de gestão de mercadorias da Unidade de Consultoria de Operações, descreveu algumas dessas expressões bastante usadas no trabalho e revelou quais delas são verdades ou mitos dentro do trabalho. Confira:



Em time que está ganhando não se mexe!


Verdade se você deseja somente uma vitória temporária. O momento mais adequado para mexer em um time é exatamente quando ele está ganhando, quando é possível analisar a situação com mais tranquilidade e tomar decisões sem atropelos. Quando o time está perdendo, mexer não é mais uma opção: passa a ser necessidade. Com isso, a pressão por mudanças compromete a serenidade para os ajustes demandados.


Estoque é investimento!


Verdade, em ambientes altamente inflacionários. Para economias estáveis, o dito deveria ser outro: "estoque bom é aquele que deixa saudade!". Infelizmente parece perdurar a visão esperançosa de que altos níveis de estoques vão garantir sucessos de vendas. E os inventários vão descobrindo mercadorias fossilizadas, estocadas há dois, três, quatro anos.





Vendas é barriga no balcão!


Verdade desde que a rede seja composta por uma ou poucas lojas. Na medida em que a rede de lojas cresce, a barriga no balcão impede que se tenha a visão do todo, dificultando tremendamente os processos de gestão comercial. E se o crescimento da empresa alcança novas regiões, com distâncias geográficas crescentes, a complexidade das operações cresce junto, principalmente em relação às mercadorias.





O olho do dono é que engorda o gado!


Verdade, se você é dono de um único boi e assim desejar permanecer. Esse ditado é seguido à risca por diversas empresas de varejo, principalmente na área de compras. A justificativa se ampara em lendas urbanas como a de que só o dono é confiável (como se não houvesse problemas familiares); que somente o dono pode dar credibilidade às negociações (como se o conceito de delegação não existisse); ou ainda que ninguém tem o tino comercial do dono (também conhecida como Síndrome da Mão de Deus).


Basta olhar para as redes de varejo que cresceram e se tornaram empresas de verdade, e não apenas negócios tratados como meio de vida. Via de regra, essas empresas possuem executivos de mercado competentes e estruturas de governança para assegurar que o seu futuro não dependa somente de quem está ali para engordar o boi.


Casa de ferreiro, espeto de pau!


Verdade para as redes que são negócios e não empresas de verdade. Por vezes, abusa-se desse ditado. É frequente que o ambiente e os produtos oferecidos aos clientes não reflitam a estrutura interna da empresa aos seus funcionários. Alegações como controle de custos e cultura econômica, dentre outras, criam a base para que esse ditado seja tão amplamente praticado.


Mesmo redes que comercializam produtos e serviços de alta tecnologia, por vezes possuem sistemas de informação totalmente defasados, rodando em plataformas obsoletas. Isso gera uma economia somente na aparência, pois a perda de produtividade das equipes raramente é aferida. Nas empresas de verdade, a estrutura interna é tão valorizada quanto aquela oferecida aos clientes, principalmente os sistemas de informação, que são a base para a produtividade. E isso não é feito por mero status corporativo, ou para impressionar. É que as empresas de verdade sabem que seus funcionários também são seus clientes.


Farinha pouca, meu pirão primeiro!


Verdade, se você não pretende comer pirão com aquela pessoa novamente. Apliquemos esse ditado à área de compras das empresas, onde ocorrem diariamente vários processos de negociação. Em ambientes altamente competitivos, parece certo que para uma das partes se dar bem, a outra parte, necessariamente, tem que se dar mal. E entram-se em batalhas cansativas, onde ambos tentam garantir o seu "pirão", independente de quanto vai sobrar para o outro (se sobrar). Mas o que temos observado é que os processos de negociação nessa área têm sido mais cooperativos do que competitivos, buscando-se assim maior longevidade na relação comercial.


Tem-se reduzido o volume de fornecedores, justamente para fortalecer as relações com aqueles com os quais vale a pena trabalhar. Assim, pode-se obter maior equilíbrio de forças nas negociações, oportunidades de melhorias e ganhos bilaterais. Obviamente, sem perder de vista que o maior beneficiado deve ser o consumidor. Tudo isso parece fazer crer que, mesmo quando a "farinha" é pouca, vale à pena dividi-la.


Conhece alguma expressão que pode ser associada ao mundo corporativo? Deixe aqui sua expressão na área reservada para comentários.


Fonte:administradores.com.br

Como enfrentar a concorrência chinesa?


Este artigo auxilia as organizações brasileiras a como se estruturar para enfrentar a concorrência chinesa, deixando claro quais são os pontos fortes e fracos desse grande concorrente e principalmente aponta as estratégias que uma empresa brasileira pode utilizar para permanecer firme no mercado.


No mundo globalizado com forte concorrência internacional, é muito comum surgir na mente dos empresários brasileiros pensamentos como: "o que fazer para vencer a concorrência chinesa?", "Está na hora de internacionalizar a minha empresa?" "Devo importar?", "Devo exportar?", entre outros questionamentos que fogem a rotina de boa parte das empresas brasileiras. A solução está mais próxima do se pode imaginar e os desafios muitas vezes não são grandes muralhas a serem quebradas, porém para empresas de determinado segmentos pode ser que seja necessário uma forte mudança estratégica e algumas vezes até mesmo de segmento.


Já foi quebrado o paradigma de que na China não há produtos de qualidade, pois se ela for solicitada será entregue, já é sabido também que as empresas asiáticas são especializadas em produção em escala, ou seja, grande volume e é nesse momento que surge a solução para o questionamento das empresas brasileiras e de todos os pontos do mundo que sofrem com a concorrência chinesa.


Valor agregado


Valor agregado é a maneira mais eficaz de se enfrentar as empresas asiáticas, não é uma tarefa das mais fáceis e está se tornando um desafio para os empreendedores, gerentes marketing e consultores do segmento. Agregar valor pode modificar toda a forma de pensar e agir da empresa, pois toca no íntimo de cada organização que é o seu negócio e muitas vezes, é difícil para o empreendedor entender que chegou à hora de mudar, mesmo que o negócio vem gerando bons resultados ao longo dos anos, para isso é necessário ter uma visão futurista, ou simplesmente acompanhar as notícias e eventos do segmento e perceber que a presença dos chineses que antes eram mínimas e despercebidas, lá no último corredor da feira de negócios, agora já é marcante, com muita cor, brilho e som, muitas vezes apoiadas por grandes distribuidores nacionais.


Para entender como agregar valor será o grande diferencial para vencer a concorrência chinesa é preciso fazer uma simples análise dos pontos fortes e fracos (SWOT) da cultura e capacidade de produção brasileira com a chinesa.


A característica que mais de destaca entre empresas chinesas é a forte capacidade de produção em escala, produzindo, por exemplo, calças jeans com qualidade e velocidade incrível, porém o fará com um corte básico, sem detalhes em acabamento cor e curvas. Agora, o Brasil já é conhecido internacionalmente por produzir itens extremamente peculiares com alto valor agregado, dessa forma, o que uma confecção brasileira deve fazer para vencer a concorrência? Investir em diferenciais competitivos, ou seja, diferenciais que as indústrias chinesas não consigam produzir em escala, isto é, cortes arrojados, desenhos sofisticados, acabamento de primeira linha e demais detalhes que podem ser percebidos pelo consumidor e conseqüentemente ter o valor agregado identificado. Não é uma tarefa fácil, mas é eficaz e não colocará a empresa diante dos preços chineses, situação essa que vem a cabeça dos empreendedores brasileiros diariamente. Estimular a criatividade pode ser um bom caminho, mas o sucesso dessa tática dependerá do grau de maturidade existente dentro da empresa, pois no caso de uma empresa imatura esse incentivo pode ser percebido de forma distorcida.


É Justamente por isso que para algumas empresas será necessário reestruturar o seu negócio, uma confecção que produz calças Jeans básicas no Brasil, se não repensar seu negócio poderá ter problemas com a concorrência chinesa, o trabalho será mais árduo do que uma empresa que produz calça jeans com corte personalizado. Essa é uma analogia feita em um determinado segmento que respeitando suas devidas proporções pode ser feita em qualquer segmento e assim posiciona o empresário qual o grau de risco que ele corre e a urgência de um plano de ação caso necessário.


Por Diogo Freitas

Administrador em Comércio Exterior

MBA em Gestão Estratégica de Projetos

Diretro Executivo da Empresa Atus Negócios Internacionais e Consultoria Ltda

www.atusconsultoria.com.br

atus@atusconsultoria.com.br


Fonte:administradores.com.br

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Última moda entre as muçulmanas, "burkini" chega ao Egito


A última moda nas praias e piscinas egípcias é o "burkini", um traje de banho muçulmano que só deixa a mostra parte do rosto, as mãos e os pés, e ainda assim é rejeitado pelos guardiões da ortodoxia islâmica.

Em uma pequena loja situada em um centro comercial do Cairo, duas mulheres organizam a mercadoria, composta por dezenas de trajes de banho "islâmicos", o termo com o qual "as clientes conhecem o que na Europa se chama burkini", esclarece à agência EFE a dona do estabelecimento, Nevine, que prefere não revelar seu sobrenome.

A maioria do público da loja é formado por mulheres com hiyab (o lenço muçulmano), que param na vitrine, entram e saem, olham e se aproximam dos provadores.

"Embora existam maiôs normais à venda, vendemos muitos mais os islâmicos", explica Nevine, uma cristã ortodoxa copta que possui, além disso, uma fábrica que confecciona "burkinis", união de burca e biquíni.

O "burkini" é feito para as mulheres "que não podem mostrar seu corpo em público, mas que não querem deixar de tomar banho de mar ou piscina", diz Nevine.

A versão muçulmana do maiô feminino é formada por uma peça de corpo inteiro, similar às de neopreno usadas pelos mergulhadores, sobre a qual se coloca uma túnica sem mangas e de corte solto, além de um capuz que cobre a cabeça e o pescoço.

O maiô islâmico é elaborado com lycra, "um material resistente à água ao qual é acrescentado um pouco de algodão para que seque rapidamente", explica a empresária.

Amina, uma elegante egípcia de 40 anos, acaba de comprar um "burkini", acessório que descobriu há cinco anos, quando "a qualidade e a oferta era muito menor que a atual".

"Nem sempre usei o maiô islâmico e não gosto muito" - opina a compradora. "Certamente um maiô convencional, de uma peça, é melhor para o bronzeado e mais confortável".

Na loja de Nevine são oferecidos todos os tamanhos, desde o pequeno até o extra grande, e abundam as túnicas de listras, com flores, luas e inclusive estampa de oncinha.

"O marrom é a cor mais na moda neste verão para o traje principal, mas o resto depende de cada mulher", acrescenta Nevine, que explica que "há burkinis para todos os bolsos". O preço do maiô muçulmano varia entre 200 libras egípcias (US$ 35) e 450 (US$ 79).

Ainda assim os trajes importados da China, que segundo a vendedora "têm menos qualidade", podem ser adquiridos nas ruas do Cairo a partir de 75 libras.

Mas "o que as mulheres que usam a Burka faziam antes de inventarem isso? Não podiam ir nadar ou tinham que fazer isso só com mulheres e familiares", acrescenta Nevine.

O "burkini" não faz sucesso apenas no Egito, mas em todo o mundo árabe, na Europa e nos EUA, impulsionado pelos emigrantes muçulmanos e "por aquelas pessoas recatadas de todos os credos", explica Ashma, diretor de uma companhia que vende através maiôs muçulmanos confeccionados na Turquia pela internet.

"As vendas estão aumentando, mas o mercado ainda é pequeno com muita concorrência", ressalta Ashma, que insiste que, além dos motivos religiosos, as mulheres o utilizam para se proteger do sol ou esconder o sobrepeso.

Seu uso, cada vez mais disseminado, não agrada os acadêmicos islâmicos porque, na sua opinião, transgride as doutrinas religiosas.

"Este acessório não pode ser considerado islâmico porque a mulher mostra sua silhueta quando entra com ele na água", argumenta a professora Soad Saleh, da Universidade de Al-Azhar, a instituição muçulmana sunita mais famosa do mundo islâmico.

E explica que "ao sair de água pode haver homens que se fixem em seu corpo e lhes desperte um desejo sexual".

Como alternativa, Saleh propõe que as mulheres "escolham praias ou piscinas destinadas exclusivamente a mulheres ou vão muito cedo".

Ashma diz que os lugares de banho só para elas são "uma boa opção, porque elas podem atuar livremente e se sentirem seguras, mas têm um inconveniente: as mulheres são parte de uma família que se rompe nestes lugares".

O ideal, acrescenta, seria que "os homens não olhassem as mulheres, que têm direito de desfrutar do que Deus nos oferece".

Roupa de 2ª mão move moda consciente


Impactos da indústria da fast fashion, como exploração de trabalho infantil em países pobres, faz consumidores buscarem vestimentas em brechós
Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
Os impactos ambientais e sociais da cadeia produtiva da moda estão levando consumidores a buscar no consumo de roupas e outros artigos de segunda mão um aliado para exercer um comportamento de compra sustentável.


Fora do Brasil, o movimento ganhou força na Europa e nos Estados Unidos, movido pela crise financeira e reforçado pelo aumento da conscientização em relação à sustentabilidade - já que roupas e utensílios usados não demandam novos recursos naturais e energia para serem produzidos. Além disso, crescem os questionamentos de consumidores em relação às práticas trabalhistas da indústria têxtil: muitas empresas terceirizam sua produção para países onde as normas trabalhistas são mais frágeis, como China, Índia e Paquistão.

Esse questionamento ficou mais acentuado na última década, com o fenômeno da fast fashion - moda rápida, alusão à fast food, comida rápida. Nesse sistema, utilizado por redes do mundo todo, o espaço entre o desenho, a produção e a comercialização das peças é curtíssimo e mercadorias novas chegam às lojas todas as semanas, a preços acessíveis. No Brasil, redes como Zara, C&A, Renner e Marisa são expoentes da tendência. Mas muitos consumidores começam a criticar esse modelo, que estimula o consumo e o descarte de roupas.

"Os impactos da indústria da moda estão chegando ao conhecimento dos consumidores, que não querem compactuar com o uso excessivo de agrotóxicos na produção de algodão ou com o trabalho infantil na Ásia. Para essas pessoas, comprar roupas em brechós ou em lojas de segunda mão é uma solução possível", explica a antropóloga Ligia Krás, analista de tendências da empresa de pesquisas de consumo Mindset/WGSN.

Brechós. A antropóloga estuda o consumo de segunda mão ou de peças vintage há dez anos e publicou uma tese a respeito do tema, O Passado Presente: um Estudo sobre o Consumo de Roupas de Brechó, já apresentada em três congressos. Ligia analisa as diferenças culturais que estão por trás do consumo em brechós no Brasil e em países como Noruega e Inglaterra. "Nesses lugares, a compra de vestuário de segunda mão é mais motivada por caridade, já que muitos brechós são ligados a instituições filantrópicas, e pela sustentabilidade. Os brasileiros pensam em moda e exclusividade, mas isso começa a mudar", diz Ligia.

A designer Nana Soma é uma das entusiastas do consumo de roupas de segunda mão. "Comecei a me interessar pelo tema depois que fiz um curso sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Passei a rever meus hábitos de consumo e já participei até de bazares de troca de roupas entre amigas", diz ela, que mantém um blog na internet sobre o tema moda consciente.

Apesar dos esforços, ela observa que é difícil encontrar marcas de moda realmente comprometidas com a sustentabilidade e com preços acessíveis. "O jeito é comprar roupas e acessórios no brechó, pois essa ação contribui para reduzir o impacto socioambiental da cadeia produtiva da moda", analisa.

Formada em moda, Viviane Mello, dona da marca Ecológica, que produz sacolas retornáveis em tecidos como algodão orgânico e malha de garrafas PET recicladas, também passou a comprar em brechós para reduzir sua pegada ecológica. "Evito comprar nas redes de fast fashion porque sei que existem impactos na cadeia produtiva, como a exploração da mão de obra em países subdesenvolvidos. Não quero contribuir com isso", diz Viviane, que costuma comprar roupas em brechós e reformá-las.

Glossário
Segunda mão
Artigos - de vestuário, móveis, eletrodomésticos, livros - que foram usados e que retornam ao mercado, em bazares e lojas de usados.

Vintage
Termo em inglês usado para designar itens, especialmente roupas e acessórios, de uma determinada época. No ramo da moda, são consideradas vintage
roupas que são de pelo menos duas décadas atrás, ou seja, anteriores a 1990.

Fast fashion
Modo de produção que passou a dominar em redes de lojas de roupas a partir de 1990. O espaço entre desenho, produção e comercialização das peças é mais curto e mercadorias novas chegam às lojas todas as semanas, a preços acessíveis.



Fonte:estadao.com.br

Manifesto de empresários defende BNDES, mas especialistas criticam política de fomento


RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA - Manifesto publicado nesta quinta-feira nos cinco principais jornais do país por 12 entidades empresariais em defesa do BNDES criou polêmica entre especialistas. Sob o título "Em defesa do investimento", o texto das entidades - que reúnem indústrias que faturam R$ 672 bilhões, ou 21% da economia brasileira - afirma que o BNDES tem sofrido ataques que "ganharam vulto nas últimas semanas", critica os "juros estratosféricos praticados no Brasil" e apoia as políticas do banco. Mas especialistas divergem sobre qual deveria ser o papel de um banco de fomento num momento em que a economia brasileira cresce a um ritmo acelerado.

A iniciativa de publicar o manifesto partiu do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luis Aubert Neto, que conseguiu o apoio de outros empresários.

- Nosso objetivo foi provocar a discussão. No Brasil, só se ouve os bancos - afirmou ele, que classificou de "terrorismo" as análises do mercado financeiro sobre a necessidade de elevar a taxa básica de juros (Selic).

A crítica mais recente ao BNDES está na capitalização, em 2009 e 2010, de R$ 180 bilhões feita pelo Tesouro Nacional, que capta recursos no mercado pagando Taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano, enquanto o banco de fomento empresta cobrando das empresas 6% ao ano. Para o economista Armando Castelar, da Gávea Investimentos, o ideal seria dar mais transparência à concessão de empréstimos com dinheiro público. Para ele, não deveria haver sigilo bancário para esses financiamentos:

- Assim, a sociedade poderia avaliar se o retorno social com os empréstimos, como geração de empregos, supera os custos de o cidadão pagar uma taxa básica de juros e carga tributária mais altas.

Castelar não vê sentido em empréstimos para grandes empresas como Petrobras e Vale, que já obtiveram grau de investimento pelas agências de risco e podem captar dinheiro lá fora a custo baixo.

Empresários criticam setor financeiro

No manifesto publicado nesta quinta-feira, as entidades empresariais - de setores tão diversos como têxtil, produtos químicos, siderurgia e indústria plástica - afirmam porém que os incentivos do BNDES "estão permitindo a crescer 2% do PIB em investimento, ou seja, mais de R$ 60 bilhões em investimentos adicionais".

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz, as críticas ao BNDES são "uma campanha orquestrada pelos bancos privados".

Perguntado se o manifesto não poderia ser entendido como uma declaração de guerra contra os bancos, Aubert, da Abimaq, rechaçou a ideia, mas não perdeu a chance de fustigar o outro lado.

- A média das operações aprovadas pelo BNDES é de R$ 250 mil, ou seja, se destina a pequenas e médias empresas. Esse dinheiro passa pelos bancos. Mas eles não têm interesse em aumentar isso, porque a comissão deles é pequena.

Procurada, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou que nada tem a comentar, até porque o setor financeiro é parceiro do BNDES no repasse dos financiamentos

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário, Aguinaldo Diniz Filho, disse que a decisão de publicar o manifesto em meio à campanha presidencial não tinha por objetivo político.

- É um movimento suprapartidário. O manifesto é apenas um reconhecimento do papel do BNDES.

O professor da PUC-SP, Antonio Corrêa de Lacerda, concorda com a posição os empresários:

- A China e a Coreia do Sul, nossos principais competidores, financiam o investimento a custo praticamente zero. Ou o Brasil cria instrumentos ou estamos fora da disputa internacional.

Para analista, BNDES concentra renda

Para o economista, não há subsídio, se for levado em conta que o investimento gera arrecadação.

Para o ex-professor da USP Joaquim Elói Cirne de Toledo, financiamentos com juros subsidiados devem ser concedidos apenas para inovação e para pequenas e médias empresas:

- Não há justificativa para se financiar grandes empresas. É transferir dinheiro do trabalhador para alguns poucos acionistas. É concentrar renda em um país já muito desigual.

Dentro do Banco Central (BC), prevalece a avaliação de que os juros subsidiados são um empecilhos para que a Selic seja menor. Para o BC, o crédito a taxas mais baixas acaba alimentando a demanda.

O peso dos créditos direcionados corresponde a um terço do total que circula no país. E a participação do BNDES na economia só cresce. Em 1997, os desembolsos do banco eram de R$ 19,1 bilhões. Este ano, pelas projeções, chegará a R$ 130 bilhões. Recentemente, o presidente do BC, Henrique Meirelles, deixou claro que os juros subsidiados podem interferir na política monetária. Oficialmente, o BC não se pronunciou nesta quinta-feira sobre o manifesto. O BNDES também se recusou a comentar a manifestação.


Fonte:oglobo.globo.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Boné como acessório de moda na novela TiTiTi


Com 40 mil funcionários espalhados pelas mais de 800 fábricas em todo o Brasil, o segmento de bonés, responsável pela produção de oito milhões de artigos ao mês, irá mostrar sua força durante a novela Ti-Ti-Ti, da Rede Globo de Televisão.

A ANIBB fará Ações de Merchandising na novela “TiTiTi” da TV Globo, escrita pela Maria Adeláide Amaral e com direção de Jorge Fernando. O projeto é da agência Moda no Figurino, que já realizou vários cases com a TV Globo para o mercado de moda como Paramount Têxtil, Brooksfield, Shopping Mega Polo Moda, Rhodia, Puket, Scala e Lupo. O objetivo é difundir o uso dos bonés como um acessório de moda, especialmente entre o público feminino.

A personagem de “TiTiTi” que fará esta divulgação é a lourinha e superestilosa, Mabi Spina, vivida por Clara Tiezzi, de 11 anos, que terá um blog temido pelos fashionistas. A personagem é inspirada numa blogueira mirim da vida real. A também loura Tavi Gevinson, de 13 anos, acompanha desfiles de moda importantes (na primeira fila) e conta tudo no blog “Style Rookie”. Os costureiros Victor Valentim (Murilo Benício) e Jacques Leclair (Alexandre Borges), em “TiTiTi” vão morrer de medo de uma crítica de moda misteriosa que ninguém sabe quem é. Fato normal se a poderosa não fosse uma pré-adolescente.

Mabi, que é a aposta da autora Maria Adeláide Amaral, já está usando bonés nas fotos de divulgação de “TiTiTi” e nos primeiros capítulos da novela. Mabi customiza tudo que vê pela frente. É uma herança da avó paterna (Cecília Spina, vivida por Regina Braga), que desapareceu. Até a atriz Malu Mader se diz encantada por Clara Tiezzi, “pois o mundo está muito diferente: hoje a gente tem a internet, então não tem como ter uma novela que não tenha jovens que fale de internet. A Mabi é toda conectada, tem um blog, isso é super bacana”, derrete-se a atriz.

A novela TiTiTi estreiou dia 19 de julho e já agradou tanto os profissionais da moda quanto os telespectadores de todo o Brasil. Resultado deste sucesso pôde ser constatado no Twitter na data da estréia da novela, onde os TT's - Trending Topics (lista em tempo real dos nomes mais postados no Twitter pelo mundo todo) foram: 1o. lugar Malu Mader, 2º. lugar Caio Castro, Gustavo Leão em 3º. lugar, a própria novela “TiTiTi” em 6o. lugar e Murilo Benício em 8o. lugar. O administrador do Twitter chegou a postar informações sobre “TiTiTi” para que os seguidores de todo o mundo soubessem de quem se tratavam aqueles primeiros lugares mais comentados de todo o mundo.

A primeira Ação da ANIBB, onde Mabi falará sobre a importância dos bonés como acessório fashion, tem previsão para ir ao ar em “TiTiTi” no dia 10 de agosto. Depois ainda haverá uma próxima Ação que falará da importância dos bonés como acessório de proteção contra os raios nocivos do sol.


Como a figurinista Marília Carneiro é craque em lançar moda, vai fazer as lojas de todo o Brasil correrem atrás dos bonés de Apucarana, que darão o maior “TiTiTi”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Autoestima: como ela pode influenciar no trabalho?


Para especialista, ela é essencial para formar a imagem que o profissional passa para os colegas e para a chefia, além de impactar a produtividade


De acordo com definição do Dicionário Aurélio, autoestima é a “valorização de si mesmo, amor próprio”. Segundo o consultor de coaching da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Jonas Tokarski, a autoestima é essencial para desenvolver um trabalho e para ter disponibilidade para enfrentar o dia a dia.


No ambiente de trabalho, explica ele, ela é essencial para formar a imagem que o profissional passa para os colegas e para a chefia, visto que ela impacta diretamente no relacionamento com a equipe.


Baixa e alta


Além disso, ela influencia na produtividade e no desempenho do trabalhador, podendo até trazer riscos para a saúde do mesmo.




As situações acima são consequências da baixa autoestima, que pode ser desencadeada por problemas na infância, recorrência de feedbacks negativos, traumas, excesso de crise, entre outros. No trabalho, ela pode se desenvolver por conta da falta de reconhecimento, de incentivos e por conta de lideranças mal preparadas.


Ainda segundo Tokarski, quem sofre de baixa autoestima geralmente tem o hábito de reclamar de tudo, não consegue enxergar perspectivas no futuro, pode se envolver em brigas e apresentar uma grande insegurança sobre a própria capacidade de realizar as tarefas que lhe são atribuídas.


Por outro lado, o excesso de autoestima pode prejudicar o relacionamento do profissional com o restante da equipe, visto que este pode passar uma imagem de arrogância e, muitas vezes, cometer erros ao não aceitar a ajuda de outras pessoas, por se achar autossuficiente.


Como combater?


Para tentar amenizar os efeitos de uma autoestima desequilibrada, o consultor explica que é preciso reconhecer o grau e as causas do problema, já que, dependendo dessas variáveis, é preciso buscar ajuda profissional.


Contudo, se ela for motivada por problemas no trabalho, sobretudo a baixa autoestima, a pessoa pode tentar conversar com o líder, perguntando o que ela pode fazer para melhorar e se colocando à disposição para novos desafios.



Fonte:administradores.com.br

Nível normal de estoques ajuda indústria


A indústria começou o segundo semestre do ano com níveis normais de estoque, segundo apontaram ontem as sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Há níveis de estoques um pouco mais elevados em alguns segmentos, como a indústria automobilística, a distribuição de aço e setor elétrico e eletrônico, mas o movimento não é generalizado, segundo associações empresariais ouvidas pelo Valor.

Além de mostrar que não há acúmulo de produção não vendida, as pesquisas da FGV e da CNI sugerem um cenário de crescimento mais moderado da atividade nos próximos meses. Os indicadores da sondagem da FGV de produção prevista e intenção de contratações para os próximos três meses, por exemplo, mostraram arrefecimento.

Em julho, ficou em 5,6% o percentual de empresas industriais que relataram estoques excessivos, segundo números com ajuste sazonal da FGV. É mais que os 3,6% de junho, mas muito abaixo do período entre novembro de 2008 e julho de 2009, quando superava com folga os dois dígitos. "A evolução tem sido tranquila, mostrando estoques equilibrados na média da indústria", diz o coordenador de sondagens conjunturais da FGV, Aloisio Campelo.

De acordo com Campelo, há um aumento da dispersão, até mesmo dentro de alguns setores. No setor de material para construção, o número de companhias informando estoques excessivos subiu de 3,6% em junho para 11,6% em julho, ao mesmo tempo em que pulou de 2,9% para 14,1% as que dizem ter níveis insuficientes. No segmento de bens duráveis, caiu a zero em julho a fatia das indústrias que relatam ter inventários indesejados - em fevereiro, o percentual chegou a 13,4%. Os fabricantes de duráveis tiveram níveis elevados, ajustados ao longo dos últimos meses.

A indústria têxtil é um segmento que vive uma situação tranquila. Os estoques no setor representam entre 15 a 30 dias de vendas, algo "normal", segundo Fernando Pimentel, diretor da Abit, a associação do setor. "As fábricas de fiação e tecelagem estão operando com três ou quatro turnos", diz Pimentel, para quem, no entanto, será "plenamente possível atender o aumento de demanda esperado para o segundo semestre".

"Conversei com muitos dos nossos associados, no começo do mês, e posso dizer com firmeza: os estoques estão em sintonia com o consumo que se espera, que, aliás, será menor do que os analistas otimistas diziam no começo do ano", diz Alfredo Schimitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (Abief).

As cerca de 180 empresas associadas à Abief costumam registrar crescimento até uma vez e meia maior que o PIB no ano. Se a economia seguir as estimativas do governo e do mercado, superando a marca de 7%, o setor terá alta superior a dois dígitos. "Mas não acredito muito nisso", diz Schimitt, para quem o consumo já diminuiu em relação ao início do ano. "Vai melhorar, mas, com a capacidade de produção e o nível de estoques que temos, a situação está controlada."

A situação de carros e aço, por outro lado, destoa da maior parte dos setores na indústria. Os distribuidores de aço vão acumular em julho os maiores estoques em todo o ano. O total de 1,23 milhão de toneladas de aços planos acumulados no ano representam 4,3 meses de vendas, quase o dobro dos 2,6 meses que o setor obteve, em média, na década. Segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), o estoque acumulado até o mês passado era suficiente para cobrir 3,6 meses de vendas. Evolução semelhante passou o setor automobilístico, que teve em março seu estoque em nível mais baixo.

Segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os estoques subiram de 202,7 mil unidades parados em março nos pátios das 15 companhias e nas cerca de 3 mil concessionárias do país para 318,6 mil unidades em junho.

Números da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostram um quadro intermediário. Um levantamento com associados aponta que, em junho, 23% das empresas informaram estoques de insumos e matérias-primas acima do normal, mais que os 14% a 20% observados entre agosto de 2009 e março deste ano, um período de forte aquecimento da economia. "Isso ocorreu porque as vendas em junho ficaram abaixo do esperado. Precisamos esperar os números de julho para ver se isso se configura uma tendência", diz o gerente do departamento econômico da Abinee, Luiz Cezar Rochel.

Os números da CNI também indicam um quadro tranquilo: nos seis primeiros meses, os estoques de produtos finais mantiveram-se estáveis e próximos ao planejado. "Os empresários continuam otimistas em relação aos próximos seis meses e esperam a manutenção do crescimento da demanda - inclusive das exportações -, do emprego e das compras de matérias-primas. A indústria deve continuar crescendo, ainda que a um ritmo menos intenso que o do início do ano", diz nota da entidade.


Fonte:valoronline

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem transformou Larissa Riquelme em um grande negócio?


Da TV para o Twitter, a paraguaia virou celebridade e agora lucra com gordos cachês, reafirmando o potencial das redes sociais para os negócios


Não se sabe até quando vão durar os minutos de fama de Larissa Riquelme, a namoradinha da Copa da África. Mas uma coisa é certa: a paraguaia está sabendo aproveitá-los muito bem. Só no Brasil, a musa tem aparecido em programas de TV, posou para sites sensuais, estrela campanhas publicitárias e cogita-se, até mesmo, sua participação no carnaval carioca em 2011. Junto a isso, evidentemente, seguem cachês e mais cachês que vão enchendo o bolso (ou o decote!) da modelo. Mas, por que ela?


Nas arquibancadas dos estádios sul-africanos não faltaram mulheres bonitas, muito bonitas (as holandesas que o digam!). Então, por que, entre tantas, só Larissa Riquelme virou estrela? Motivos não faltam, a começar pelo apelo do aparelho celular guardado entre os seios, chamando atenção para um belo decote, e as promessas de posar nua, caso sua Seleção fosse campeã. No entanto, sem dúvidas, grande parte do mérito pela transformação da paraguaia em uma celebridade deveu-se à constante interação via web com os recém-adquiridos fãs, que, no Brasil, a colocaram nos Trending Topics do Twitter junto ao também internacionalmente repercutido "Cala a boca Galvão".




Os decotes da musa chamaram mais atenção do que o desempenho do Paraguai na Copa / foto: AFP


"O caso da Larissa Riquelme é interessante. Ela ganhou notoriedade com repercussão mundial, mesmo sendo de um país bastante desconhecido do público em geral", destaca Eduardo Marques, gestor de projetos web da dBrain, agência especializada em marketing de canais.


"A Larissa Riquelme é mais um grande exemplo de como as celebridades (ou aspirantes a celebridade) podem se utilizar das redes sociais para alavancar suas carreiras", explica Roberto Grosman, responsável pela divisão de mídia e business da F.biz, empresa especializada em interatividade para negócios.


"A imagem de mulher latina, sensual, torcedora fanática, cai como um estereótipo perfeito para uma Copa do Mundo", afirma Eduardo Marques, para quem, no entanto, o ponto chave foi a forma como a imagem da paraguaia se disseminou pelo mundo. "O grande diferencial que vejo aqui é que quem a colocou em destaque, a colocou mais pelo conjunto de fatores que construíram a imagem dela na ocasião. Assim começa uma 'mídia espontânea', replicada por milhares de pessoas pelo mundo", explica o gestor da dBrain.


Exposta na TV durante o maior evento esportivo do mundo e repercutida no Twitter – que mesmo com um número menor de usuários, ficou à frente do Facebook no ranking Media 100 do diário britânico The Guardian, justamente por ter maior capacidade de difundir rapidamente mensagens – Larissa Riquelme não precisou se esforçar muito.


Informalidade é a regra na web


O trabalho começou pra valer depois do mundial. Mesmo depois da Copa, a paraguaia continua angariando seguidores no Twitter e roubando a cena com fotos postadas na rede de microblogs e no Facebook. Na passagem pelo Brasil, recentemente, a musa fez questão de deixar todos atualizados de cada passo que deu, sempre em tom informal, tentando parecer bem próxima dos internautas.


"Para se manter entre os assuntos mais falados 'espontaneamente' pelos internautas, tem-se que despertar paixões, sentimentos", afirma Eduardo Marques, gestor de projetos web da dBrain, agência especializada em marketing de canais. "Fazer isso de uma maneira muito planejada não é uma opção viável porque certamente soará falso e, credibilidade é algo muito valorizado pelo público que temos hoje", ressalta Marques.


A revolução da rede e as novas celebridades




Larissa Riquelme é a garota propaganda do Concurso Musa

do Brasileirão deste ano da rede Globo/ Foto: Divulgação




Com a democratização da produção e do acesso a conteúdos, através da internet, muita gente virou celebridade da noite para o dia. "Uma das grandes mudanças que a web introduziu, e que as mídias sociais potencializaram, é a transformação de qualquer pessoa num produtor de conteúdo ou editor", afirma Roberto Grosman.


Mesmo sem nunca ter aparecido na televisão, por exemplo – o meio que, historicamente, deteve o maior poder de repercussão de mensagens no mundo – figuras como Sthefany (a do Cross Fox), a Gaga de Ilhéus (que hoje integra a equipe do Show do Tom, na Record) e Tessália Serighelli (que passou de tuiteira a BBB) alcançaram a fama.


"Agora, qualquer pessoa tem acesso aos meios e ferramentas para gerar conteúdo. Com um celular razoável (que já vem com câmera e vídeo) e acesso ao YouTube ou Twitter, qualquer um se torna um potencial gerador de conteúdo", explica o executivo da F.biz.

Fonte:administradores.com.br