segunda-feira, 12 de julho de 2010

Moda x profissionalismo


Como as marcas em ascensão se preparam para encarar a concorrência do mercado
O que é estar na moda? Bom, para muitos é questão de personalidade, mas para estilistas e empresários significa negócios. Tecidos errados, acabamentos mal feitos a até mesmo acessórios inadequados numa coleção podem acabar com o trabalho de uma marca. Ser "fashion", mesmo que a confecção seja modesta, é estar atento ao mercado.

Para ter sucesso no setor é preciso encará-lo com profissionalismo. Da pequena à grande empresa cabe a tarefa de pesquisar e identificar no cliente o que é mais adequado dentro do seu público alvo. Não importa se o produto for um vestido de festa, uma calça jeans ou um camiseta de algodão. Tudo deve ser pensado uma, duas ou três vezes. Ao final do processo, é um cliente que se ganha.

Na 39 edição do Encontro de Moda, em São Paulo, 130 marcas de oito estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul) apresentaram a lojistas o que estará nas prateleiras na temporada primavera/verão.

O que se viu não foi um festival de grifes, como as participantes do Fashion Rio ou da São Paulo Fashion Week, eventos já consagrados na indústria da moda. Quem passou pelo Expo Center Norte conferiu o que é moda para marcas pouco conhecidas nos grandes centros.

Da empresa com artigos tradicionais do Ceará à grife mineira, nada escapou dos olhos atentos de compradores de todo o país. E o que eles estavam procurando? Qualidade. Segundo Carlos Vaintraub, organizador do Encontro de Moda, a feira credencia os expositores para o mercado mais competitivo, já que para garantir um estande é preciso provar que a marca atende às exigências do setor.

Nos estandes, não há lugar para amadorismo, afinal as peças são reviradas de todas as maneiras à procura dos detalhes de acabamento e modelagem. E para que o trabalho seja satisfatório tudo passa pela assessoria de parceiros como Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Profissionais atentos ao mercado dão dicas fundamentais, que vão desde à estrutura da empresa, público-alvo e tendências de moda. O trabalho é árduo, mas ao final de mais uma coleção o resultado se traduz em vendas.

Na última edição do Encontro de Moda, cerca de R$ 15 milhões em negócios foram firmados na feira. Os números de 2010 ainda não foram fechados, mas estima-se um resultado ainda melhor, já que na edição passada São Paulo registrou inúmeros problemas causados por inundações, o que teria prejudicado o evento.

Para janeiro, quando ocorrerá a nova edição da feira, o Encontro de Moda promete focar no jeans, além de apresentar aos lojistas novas marcas e etiquetas selecionadas.

Tendências

Nas araras e prateleiras das marcas participantes do Encontro de Moda, o que se viu foram saias e bermudas de cintura alta, macacões de malha com detalhes em metal, a volta da renda dentro de um visual mais gótico e roupas com o aspecto "detonado".

Algumas marcas preferiram apostar em trajes mais estruturados, trazendo vestidos com várias camadas de tecidos. Casaquinhos e boleros româmticos também foram vistos, além da volta do body, hit da década de 90.

As estampas florais vieram para ficar, e as grifes apostaram nesta tendência. Elas aparecem em vestidos, principalmente os longos, e nas blusas. Para arrematar o look, são aplicados bordados e detalhes em crochê.

As roupas étnicas ganharam uma nova cara, agora com estampas de cobras com variações de cores (até o azul ganha espaço). Os looks também apresentam referências muitos bolsos utilitários, inclusive em saias.

Outra referência encontrada nos estandes do Encontro de Moda é a roupa com estampa de folhagens e bichos, imprindo imagens tropicais ao visual. Segundo Marcelo Pedrozo, do Senac, esta deve ser a tendência mais difundida na temporada primavera/verão.

Fonte:clicrbs.com.br

domingo, 11 de julho de 2010

A importância de investir no marketing pessoal


Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e as exigências aumentando proporcionalmente, é cada vez mais complicado destacar-se em meio a tantos candidatos, mesmo que se invista em cursos de idioma, especialização, pós-graduação, mestrado e viagens internacionais. Do mesmo modo, é difícil entender como pessoas com admirável capacitação e conhecimentos ficam tanto tempo em busca de emprego, ou sequer conseguem uma promoção na empresa onde estão. Afinal, o que de fato é apreciado pelos selecionadores?

Podemos definir esse diferencial esperado pelas empresas como Marketing Pessoal.

Marketing é o conjunto de ferramentas que uma organização utiliza para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados. Portanto, o Marketing Pessoal segue basicamente a mesma linha de raciocínio, mas nesse caso, o profissional usa suas qualificações em beneficio da própria carreira. Em um mercado com concorrentes e qualificações tão semelhantes, algumas características podem ser decisivas durante o processo de seleção ou promoção na empresa.

Para Mario Persona, palestrante, consultor e professor de estratégias de comunicação e marketing, o marketing pessoal deve ser realizado com muita cautela para não se tornar algo negativo. “O marketing pessoal traz os mesmos fundamentos do marketing institucional, de marca ou produto. Como em qualquer outra situação, seu planejamento envolve detectar, analisar e atender necessidades e desejos de pessoas, agregando valor e gerando lucratividade”, define. “Enquanto no marketing empresarial quem planeja é uma segunda entidade, e não o próprio produto, no marketing pessoal o produto é o próprio ser humano, com suas habilidades, capacidades e conhecimentos. Isto torna o marketing pessoal muito mais sensível às consequências de uma abordagem mal feita, pois não é possível tirar esse tipo de produto do mercado por falta de qualidade ou substituí-lo por outro, como é feito com produtos convencionais”.

“O modelo de sociedade em que vivemos dita padrões de competitividade extremamente elevados em praticamente todas as áreas. Tanto em aspectos visuais, de comunicação e de conhecimento, quanto em outros aparentemente secundários, pequenas diferenças podem determinar o sucesso ou o fracasso.”, complementa Magna dos Santos, gerente de RH do grupo Pão de Açúcar. “Marketing Pessoal pode ser definido como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes, do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros. E esse reconhecimento é fundamental para diferenciar e situar um indivíduo no contexto social em que vive, e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal”.

Construir uma imagem positiva é importante dentro e fora do ambiente corporativo. É fundamental ser notado, sem parecer inconveniente, por exemplo, ou conquistar naturalmente a simpatia sem ser visto como "bajulador". Do mesmo modo, estabelecer relações de confiança por meio de ações e atitudes admiradas pelo mercado, buscar o aperfeiçoamento constante, tanto na aparência quanto no conhecimento, e adquirir experiência, são qualificações necessárias ao bom profissional.

Viviane Lauren Negrelli, master practitioner com foco em negociação e vendas com PNL, acredita que a imagem seja importante desde que sustentada por outros atributos, como o bom relacionamento com as pessoas. “A imagem que a pessoa passa só será importante se for congruente com os seus atos. É importante que haja um equilíbrio interno para que isso aconteça, assim como a relevância de outros fatores que também contribuem”, explica. “As qualificações são importantes, mas a habilidade de se relacionar com o outro gerando maior sintonia entre a equipe, as áreas e a direção é o grande diferencial”

Para Mario, a aparência é apenas algo complementar, já que, em grande parte das vezes, é passageira. Ele acredita que um conjunto de fatores, como conteúdo e bagagem de conhecimento, faz com que o profissional seja reconhecido e desejado pelo mercado. “No marketing pessoal, o que vale é a impressão que a pessoa causa em outras pessoas. Ao contrário do que muitos pensam, cuidar de seu marketing pessoal não se trata de tomar um banho de loja ou andar na última moda. Também não se trata apenas de fazer propaganda de si mesmo. O mais importante no contexto do marketing pessoal é criar devedores”, ensina. “Quando somos ajudados por alguém, ficamos com essa marca em nossa memória e sempre que surge uma oportunidade falamos bem dessa pessoa, voltamos a comprar dela ou a indicamos a outros clientes. É principalmente sobre isso que repousa o marketing pessoal: produzir formadores de opiniões favoráveis a nosso respeito.”

Timidez x Marketing Pessoal

Uma organização é constituída por diferentes tipos de profissionais, o que não define absolutamente que aquele mais extrovertido seja o melhor, ou que o mais calado seja o menos capacitado. A qualidade do profissional costuma ser avaliada por meio de atitudes do dia a dia e pela competência demonstrada; mas, para isso, é importante que todos possam enxergar o trabalho realizado e os resultados conquistados.

Viviane acredita que um profissional mais introvertido também possa desenvolver seu marketing pessoal, desde que isso não cause um incômodo ou acabe prejudicando sua atuação na empresa. “Um profissional tímido pode sim ter um marketing pessoal bom, porém, se o fato de ser tímido o incomoda, tem que buscar uma forma de mudar essa situação, procurando uma evolução pessoal, potencializando seus recursos internos e alinhando seus comportamentos, ações e reações em prol do que deseja”.

Mario também concorda com essa visão, e aposta mais no desenvolvimento dessas pessoas no que de profissionais que exageram no modo de agir e falar. “A timidez não é necessariamente um impedimento para o marketing pessoal. Tímidos também são capazes de agregar valor à vida das pessoas com as quais interagem, e é isso o que importa. É preferível ser um tímido que está sempre disponível e disposto a ajudar, do que um falastrão que fala pelos cotovelos e não move uma palha pelo benefício das pessoas e da empresa. Timidez na comunicação é uma coisa, timidez na ação é outra. Podemos ser tímidos para falar, mas não devemos ser tímidos para agir”, conclui.

Características apreciadas pelas empresas

É difícil definir quais são as principais qualificações exigidas pelas empresas. Com certeza, existem algumas pré-estabelecidas, mas, no entanto, outras variam de acordo com o porte e segmento da organização, ou até mesmo com o cargo que será ocupado. Para uma secretária, por exemplo, é importante ser organizada e ter uma imagem impecável; já para um cargo de supervisão, a liderança e visão são características mais importantes. Tudo depende das necessidades estabelecidas em cada situação.

Segundo Magna, o que realmente importa é agregar valores positivos à organização. “As empresas buscam profissionais cujas características somem resultados ao negócio. Percebe-se uma busca por pessoas com bom nível de auto-motivação e auto-confiança, gestão de pessoas e recursos, criatividade, bom humor, capacidade de produzir conhecimentos, relacionamento interpessoal, entre outras”.

Mario ainda cita outras características, e explica a importância de cada uma. “Acredito que dinamismo seja importante. Pessoas dinâmicas fazem as coisas acontecer, são proativas e assumem riscos na tomada de decisões e resolução de problemas. As pessoas com maior probabilidade de sucesso na carreira são aquelas de iniciativa, que deixam uma marca positiva por onde quer que passem.”, explica. “Outra qualidade importante é a vontade de enfrentar desafios, pois profissionais assim não fogem de problemas. Ao contrário, costumam correr atrás deles e consideram um desafio solucioná-los. E vontade de aprender e flexibilidade são outras qualidades importantes. A empresa quer que o profissional transforme o que aprender em valor.”

“Bons profissionais vão deixando um rastro de satisfação por onde passam e isso acaba se transformando em seu melhor argumento de venda. O melhor dos mundos é quando você para de se vender e passa a ser vendido por seus clientes satisfeitos. Então não é você quem procura por clientes, mas é procurado por eles. Você deve conhecer pessoas que não fazem qualquer esforço para terem a agenda cheia, mas é bom saber que essas pessoas também nasceram peladas como você, e precisaram construir essa roupagem que agora atrai tantas oportunidades”, finaliza ele.



Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 390ª Edição

O equilíbrio entre a vida profissional e pessoal


Vida agitada e falta de tempo, duas características muito comumente associadas ao perfil de grande parte dos trabalhadores do mundo atual. De um lado, a dedicação profissional, reuniões, busca por resultados, reconhecimento, promoção. De outro, a vida pessoal, cuidar da família, arrumar a casa, acompanhar o desenvolvimento dos filhos e lembrar de pagar todas as contas. Administrar o tempo parece simples, mas com tantas responsabilidades, muitas vezes o trabalho acaba em casa ou os problemas do lar são resolvidos no ambiente corporativo.

O homem moderno está cada vez mais ligado à vida profissional, e as empresas realmente exigem essa dedicação. Para alcançar sucesso na carreira, é fundamental abraçar os objetivos da empresa e trabalhar o tempo que for necessário para resolver problemas ou buscar melhorias. No entanto, para que tudo ocorra de maneira saudável é necessário que os dois lados da vida estejam em sintonia.

Para a coaching Evania Vieira, não há como separar por completo a vida pessoal da profissional já que estamos ligados a elas o tempo todo. “Se imaginarmos que as organizações são estruturas cuja base é formada por indivíduos, com pensamento, sentimentos e vontade, podemos inferir que a separação da vida pessoal e profissional não se dará como um ato de girar um botão que as transformam instantaneamente em ora profissionais, ora indivíduos. Porém, é necessário que o profissional tenha em mente que vivemos num mundo moderno, dinâmico e com transformações constantes e rápidas. Esse dinamismo exige que desempenhemos diversos papéis em diferentes espaços”, explica.

O grande problema é realmente perceber quando há uma sintonia entre o profissional e o pessoal, e em que momento é necessário ter mais dedicação com um ou com outro. Apesar de manter os dois lados em equilíbrio, algumas vezes é preciso cancelar um jantar com a família para terminar um projeto, por exemplo, ou adiar um relatório simples para cuidar do filho pequeno que está doente. No entanto, há como saber qual é a hora certa para essas escolhas?

“As situações aceitáveis são aquelas que abalam completamente a estrutura física e emocional de uma pessoa como, doença pessoal e familiar, falecimentos ou perdas patrimoniais. As prejudiciais são aquelas que fazem o profissional se esquecer das suas responsabilidades, funções e tarefas, tornando o ambiente de trabalho um espaço para resolver suas questões pessoais, como problemas conjugais e afetivos, usar o telefone da empresa sem a concordância e de forma excessiva ou faltar e chegar constantemente atrasado por causa de pendências pessoais”, conclui Evania.

Além de prejudicar sua imagem na empresa, o profissional que costuma levar problemas de casa para o trabalho pode ter o rendimento comprometido. Embora algumas vezes seja difícil deixar um conflito de lado e focar apenas no trabalho, é importante que em situações 'menos relevantes' o profissional procure resolver cada coisa em seu momento adequado.

Nelson José Rosamilha, diretor executivo da Six Sigma Brasil, acredita que existem algumas formas de amenizar o problema pessoal para que ele não atrapalhe na execução das tarefas. “Sem dúvida nenhuma, um familiar doente, um processo de separação no casamento ou dívidas financeiras, por exemplo, são problemas que comprometem o rendimento de qualquer profissional e tornam a busca por “separar” os assuntos muito difícil. É importante, neste momento, ter alguém com quem compartilhar seus problemas, no horário do almoço ou mesmo em um happy hour, pois o fato de conversar sobre o assunto já alivia muito. Conheço pessoas que reservam, religiosamente, uma vez por semana para almoçar com esposa ou filhos”, exemplifica.


Postura Profissional

Um profissional com problemas pessoais pode contornar essa situação sem deixar uma imagem negativa na empresa, para isso basta tomar as atitudes corretas e mostrar comprometimento, apesar das dificuldades. A imagem que demonstra na organização terá grande influência no seu futuro dentro da empresa. Em casa, a solução deve ser semelhante, pois apesar de haver maior flexibilidade, muitas vezes a ausência com os filhos ou companheiro podem resultar em chateações, portanto é fundamental tomar cuidado com as coisas que combina ou se propõe a fazer.

“Uma postura que considero importante é exatamente manter a consciência ativa de quem você é e onde está. O profissional deve ter em mente que o local de trabalho é um ambiente hierárquico, onde as relações podem e a gente espera que sejam pautadas por princípios democráticos, mas isso não dissolve a hierarquia. Logo, as relações que se estabelecem ali diariamente são entre chefes, subordinados e colegas de trabalho. O modo como o profissional se comporta, independente do cargo que ocupa na estrutura organizacional, deve ser levado em conta neste ambiente, não para se manter no lugar em que está, mas para mostrar maturidade para galgar outras funções dentro da organização, se tiver interesse”, define Evania.

Para Nelson, a disciplina é uma das características mais importantes para a organização das atividades, seja no ambiente familiar ou corporativo, o importante é fazer as coisas certas, na hora certa. “A palavra mágica aqui é disciplina espartana, hora de jantar, hora da ginástica, hora da novela, tudo na sequência correta, apenas casos extremamente críticos devem ser tratados como exceções”, afirma.

E nessa constante disputa entre o profissional e o pessoal, podemos entender que um não funciona sem o outro, e por isso, os interesses devem caminhar sempre juntos, para que não haja conflito em nenhum dos lados. Estar realizado não significa apenas ser bem remunerado, ou viver para cuidar da família, significa encontrar um ponto de equilíbrio, onde conseguimos ponderar nossas atitudes e realizar os compromissos de forma saudável, sem que ninguém seja prejudicado e todos saiam ganhando.


Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 392ª Edição

sábado, 10 de julho de 2010

50 Maneiras de cortar custos


Confira a seguir ideias de como reduzir despesas em todas as áreas da empresa: gestão estratégica, recursos humanos, compras, tecnologia, marketing, vendas, tarifas bancárias, impostos, linhas de crédito, produção, frota, logística, material de escritório, contas de água, telefone e energia. Um melhor uso dos recursos significa produtos ou serviços mais competitivos, ganho no posicionamento de mercado e margem de lucro mais alta.

Na medida
Rosana Sperandéo, sócia da multimarcas virtual OQVestir, analisa os gastos mensalmente e já reduziu despesas com energia elétrica, horas extras e suprimentos




GESTÃO


1>>> FAÇA UMA ANÁLISE DOS CUSTOS
Quando se veem em um momento de apuro, muitas empresas começam a reduzir custos sem avaliação prévia e acabam limando recursos importantes para os resultados da companhia. Por isso, a regra é elencar todos os custos da empresa e manter um histórico deles, realizando cortes naqueles que têm menos participação no lucro. Na multimarcas virtual OQVestir, as sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros reúnem-se mensalmente com a área financeira para analisar as despesas. “Cortamos aquilo que não afeta a produtividade e o bem-estar dos funcionários”, afirma Rosana.

2>>> DEFINA METAS DE REDUÇÃO
O planejamento estratégico da empresa deve incluir não só as metas de aumento de vendas como também as de diminuição de gastos, obtidas com o estudo dos custos. Assim é possível definir os caminhos para alcançar os índices determinados.

3>>> ENVOLVA A EQUIPE
Os funcionários são protagonistas da redução de custos e a comunicação interna deve ser reforçada para que os colaboradores façam parte dessa causa. Uma maneira de otimizar os cortes é envolver a equipe na definição de metas e usar parte da economia para premiar o time quando elas forem atingidas, sugere Luís Lobrigatti, consultor do Sebrae-SP. Essa estratégia pode ser aplicada na redução de itens como material de escritório, energia e manutenção de equipamentos.

4>>> CUIDE DO ATENDIMENTO AO CLIENTE
Ao planejar quais custos devem ser diminuídos, é preciso manter a atenção na qualidade e na eficiência do atendimento, para que o corte não cause uma percepção negativa nos clientes. Uma padaria que reduz a iluminação no salão, por exemplo, pode causar incômodo aos fregueses e, com isso, perder vendas.




RECURSOS HUMANOS


5>>> OTIMIZE A JORNADA DE TRABALHO
Quando o horário de trabalho é bem aproveitado, o funcionário passa menos tempo na empresa. Ganham a companhia, que economiza com hora extra e energia elétrica, e o trabalhador, que tem mais qualidade de vida. Essa foi a aposta da OQVestir. As sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros orientam os empregados a não acessar redes sociais durante o horário de trabalho e a moderar nas pausas para almoço e cigarro. “Em vez de trabalhar por longas horas, fazemos um período mais compacto e eficiente”, afirma Rosana.

6>>> CALCULE OS CUSTOS DA DEMISSÃO
Antes de demitir funcionários, coloque no papel os custos da rescisão de contrato. Devem-se somar a isso os gastos com contratação e treinamento de novo pessoal no futuro, quando as condições permitirem. Se o plano for trocar empregados antigos por mais jovens, também se deve considerar o tempo que estes levarão para chegar ao nível de expertise daqueles demitidos. “E, se os processos de trabalho não forem bem registrados, aqueles que deixam a empresa poderão levar embora o conhecimento construído”, diz Liana Bittencourt, diretora de marketing do Grupo Bittencourt.

7>>> ADOTE O BANCO DE HORAS
Uma alternativa para reduzir os gastos com horas extras é registrar o tempo excedente de trabalho em um banco de horas, sugere Lobrigatti, do Sebrae-SP. O empregado pode recuperar as horas trabalhadas a mais em folgas, emendas de feriados ou férias mais longas. Entretanto, a empresa deve fazer essa compensação no ano corrente. Caso contrário, é preciso remunerar o funcionário pelas horas extras, alerta Sônia Mascaro Nascimento, doutora em Direito do Trabalho pela USP.

8>>> CONSIDERE A TERCEIRIZAÇÃO
A terceirização pode ser uma maneira de economizar com pessoal, desde que as funções não incluam a atividade-fim da empresa. Profissionais requeridos esporadicamente, como especialistas em seleção e recrutamento, podem ser retirados do quadro fixo e contratados somente quando necessários, diz Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (ProCED/FIA). Se alguns serviços terceirizados forem muito procurados, poderá ser mais barato manter um profissional para a função.

9>>> REVEJA A CESTA DE BENEFÍCIOS
Diversas empresas gastam mais do que o necessário com benefícios pouco utilizados pelos colaboradores, aponta Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. A solução é reavaliar o que é oferecido, calibrando os itens de acordo com o perfil do quadro de funcionários. Se são jovens, dão mais importância a subsídio para cursos, por exemplo. Já os mais velhos querem plano de saúde completo e previdência privada. Antes de fazer essa mudança, verifique quais benefícios fazem parte de acordo sindical.

10>>> DÊ FÉRIAS COLETIVAS
Se houver necessidade de uma redução acentuada na produção, considere dar férias coletivas aos funcionários. Isso pode ser feito no final do ano ou quando há sazonalidade na demanda pelos produtos ou serviços. Assim, a empresa economiza com as despesas de manutenção da infraestrutura, como luz e água. “O período pode ou não ser descontado das férias normais dos empregados”, diz a advogada Sônia Nascimento.

11>>> OTIMIZE OS PROCESSOS
Ao fazerem um diagnóstico do negócio, os donos da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco, verificaram que faltava visão dos funcionários nos processos amplos do negócio. “Cada um se concentrava mais no seu departamento, e o fluxo de trabalho muitas vezes empacava na dependência de uma pessoa”, diz Daniel Cossi, diretor administrativo. Com a troca de parte dos colaboradores e a reciclagem de outros, foi possível otimizar processos, ganhar qualidade e reduzir o tempo — e, portanto, o custo — da operação.




Comunicação enxuta
Maria Amélia Arruda e José Roberto de Arruda Filho, sócios da JR&M Assessoria Contábil, optaram por cortar custos em telefonia, impressão de documentos e logística



12>>> ATENTE ÀS FORMAS DE CONTRATAÇÃO
A empresa deve sempre tomar cuidado com as formas de contratação dos funcionários para evitar despesas com multas e processos trabalhistas. “É comum contratar quem é empregado como prestador de serviço e vice-versa”, afirma Sônia Nascimento. Dependendo da situação, a pessoa pode trabalhar como autônoma, com contrato eventual, como celetista, como temporária e por prazo determinado. Verifique se a sua empresa faz isso de maneira correta.
INFRAESTRUTURA


13>>> CORTE NAS PEQUENAS COISAS
Alguns itens, isolados, não representam um custo muito grande, mas quando somados podem pesar bastante nas finanças da empresa. Desde que foi inaugurada, a sede do site OQVestir passou por algumas mudanças: a cafeteira sofisticada, cujos sachês custavam R$ 130 por mês, foi trocada pelo clássico sistema de coador, e o gasto, reduzido a R$ 30 mensais. O material de limpeza, que era adquirido em um hipermercado, passou a ser comprado a granel.

14>>> DIMINUA A FROTA DE CARROS
Possuir uma frota de veículos gera custo com manutenção mecânica, seguro, IPVA e depreciação. Considere a possibilidade de trabalhar com carros alugados ou com uma frota gerenciada por uma empresa terceirizada, que se encarrega da manutenção e dos demais cuidados. Outra opção é o leasing, em que se paga pelo uso do produto e é possível comprá-lo ao final do contrato.

15>>> ECONOMIZE NO TELEFONE
Após ter constatado um custo de telefonia elevado, José Roberto de Arruda Filho, sócio-diretor da JR&M Assessoria Contábil, instalou um software que, ligado à central telefônica, registra quais funcionários falam mais ao telefone e quais clientes demandam mais ligações. Com isso, foi feito um programa de conscientização e se obteve uma economia de 35% na conta do telefone. Outra opção para reduzir essa despesa é negociar com a empresa de telefonia um pacote mais ajustado ao perfil das ligações da empresa.

16>>> REDUZA PERDAS NA PRODUÇÃO
Para economizar no processo produtivo, minimize as perdas. Além de investir em máquinas mais modernas, é preciso conscientizar e qualificar os profissionais da linha de produção. A alta rotatividade dos funcionários colabora para a perda de qualidade de produtos de maior valor agregado, destaca Fernando Macedo, CEO Brasil da Expense Reduction Analysts.

17>>> INVISTA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Quando as máquinas da empresa estão defasadas ou lentas demais, geram gastos com manutenção e com horas extras dos funcionários. “Muitas vezes, vale a pena considerar um financiamento para adquirir equipamentos novos”, diz Dariane Castanheira, do ProCED/FIA. Os bancos oferecem linhas de crédito subsidiadas, como o Finame.

18>>> OTIMIZE O GASTO COM ENERGIA
O gasto com energia elétrica pode ser reduzido a partir de mudanças na estrutura da empresa, nos equipamentos e nos hábitos. Na sede da OQVestir, para aproveitar melhor a luz natural, foram abertas duas janelas. As luminárias velhas foram trocadas por modelos que usam lâmpadas mais eficientes e têm espelhos para refletir a luz. A geladeira foi substituída por uma que gasta menos energia. Além disso, os funcionários são orientados a desligar a luz quando saem de um ambiente. A economia tem sido de R$ 60 mensais, mesmo com a chegada do verão, quando o ar-condicionado fica ligado constantemente.




Logística enquadrada
Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da FastFrame/Moldura na Hora, que reduziu o número de motoristas e passou a usar o serviço de entrega dos fornecedores


19>>> REAVALIE A LOGÍSTICA
O transporte de funcionários e o serviço de entrega de materiais podem ser administrados por uma mesma empresa terceirizada. Assim, o número de viagens é otimizado e o gasto, reduzido. Essa foi a solução encontrada pela JR&M Assessoria Contábil para organizar a logística do negócio. Na FastFrame/Moldura na Hora, um dos três motoristas foi cortado, e a rede passou a utilizar mais os serviços de entrega de fornecedores. “Eles absorveram os custos”, afirma Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da rede.

20>>> TERCEIRIZE A GESTÃO DOS PAGAMENTOS
Em empresas em que há gastos excessivos com combustível, uma solução é contratar um serviço de controle de frota. Essa foi a iniciativa da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco. A firma costumava pagar o combustível quando o funcionário apresentava notas fiscais, mas se deparava com oscilação de custos e dificuldade para justificá-los aos clientes. Com a contratação do Ticket Car, os funcionários receberam cartões com créditos pré-definidos. A economia com combustível foi de 36%, segundo Daniel Cossi, diretor administrativo da NGO.

21>>> DIGITALIZE DOCUMENTOS
Para reduzir o consumo de suprimentos, como papel e toner de impressora, a JR&M Assessoria Contábil incentiva a digitalização. “Temos muita emissão de relatórios, então adotamos o formato PDF”, afirma Arruda Filho. Há ainda um ganho em segurança, pois os documentos ficam em rede, e não só em um arquivo físico.

22>>> CONSIDERE A VENDA DE ATIVOS
Empresas que são proprietárias de prédios podem vendê-los para, além de economizar com manutenção e impostos, colocar dinheiro no caixa. De acordo com Macedo, da Expense Reduction Analysts, esse capital extra pode ser investido para atualizar a linha de produção, por exemplo, o que tem impacto positivo direto no resultado.

FINANÇAS

23>>> VERIFIQUE O REGIME TRIBUTÁRIO
É possível diminuir a quantia gasta com impostos verificando se a empresa está no enquadramento tributário adequado. Os regimes de Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional têm alíquotas diferentes, além de créditos e deduções próprios, e vale simular, com um contador, em quais enquadramentos a empresa poderia entrar e quanto pagaria neles.

24>>> RENEGOCIE DÍVIDAS
Se a empresa tem dívidas, uma maneira de honrá-las economizando é renegociá-las com os credores e tentar obter a menor taxa de juros possível. É preciso, no entanto, calcular a real capacidade que a empresa tem de pagar esse débito nas condições pleiteadas, levando em consideração o prazo de pagamento e as parcelas.

25>>> ANALISE O FLUXO DE CAIXA
Para não ter de recorrer ao endividamento, faça uma análise do fluxo de caixa dos últimos 12 meses e verifique em quais períodos há baixa de vendas e necessidade de capital. Com isso, negocie com os fornecedores um remanejamento dos prazos de pagamento, propõe Liana Bittencourt, do Grupo Bittencourt. O segredo é fazer isso com antecedência – se o remanejamento é pedido em cima da hora, quando o fornecedor já aguarda o pagamento, as chances de conseguir uma prorrogação são menores.

26>>> PLANEJE O ENDIVIDAMENTO
O endividamento pode ser um trampolim para o crescimento da empresa, mas deve ser planejado. Organize-se para pagar juros menores, evitando as opções de acesso mais fácil, porém com taxas mais altas, como o cheque especial. Compare as condições de financiamento em diversos bancos.

27>>> APRESENTE BONS PROJETOS AO BANCO
Os planos de negócios não servem só para dar início à empresa. Quando tiver projetos de expansão, estruture-os antes de ir ao banco. Com uma boa proposta, conseguem-se condições melhores de pagamento dos empréstimos.

29>>> NEGOCIE AS TARIFAS BANCÁRIAS
Uma boa fatia da receita da empresa é usada para pagar tarifas bancárias. “Elas podem chegar a quase 1% do faturamento”, diz Dariane Castanheira, do ProCED/FIA. No entanto, as tarifas podem ser renegociadas com o banco. Para conseguir uma redução, é necessário ter controle do caixa e estar em dia com os pagamentos.



FORNECEDORES

29>>> COMPRE EM VOLUME E ALUGUE
Uma proposta de redução de custos para os franqueados da rede FastFrame/Moldura na Hora proporcionou o aumento da procura por novas unidades. O investimento inicial na franquia, que era de cerca de R$ 150 mil, caiu 30% quando a franqueadora propôs alugar aos franqueados os equipamentos de oficina, como serras e máquinas de corte de vidro, em vez de vendê-los. Comprando com volume maior, a franqueadora consegue bons preços nas máquinas, que são alugadas por valores de mercado. Segundo Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da FastFrame/Moldura na Hora, 90% dos novos franqueados optam pelo aluguel.

30>>> DIVERSIFIQUE OS FORNECEDORES
Manter um só fornecedor pode significar preços mais altos e risco de faltar produto no estoque. Faça uma busca constante de outros produtores no mercado e avalie novas mercadorias, que possam substituir as que você já vende, a um custo menor, aconselha Lobrigatti, do Sebrae-SP.

31>>> PEÇA REDUÇÃO DE PREÇO DA MATÉRIA-PRIMA
Com o objetivo de aumentar a margem de lucro, a Tijol-ECO, que produz tijolos de solocimento por um processo ecológico, em São Pedro (SP), decidiu diminuir os custos. Para isso, renegociou o preço das matérias-primas com os fornecedores, após ter feito uma pesquisa no mercado, e reformulou o layout industrial, para otimizar o fluxo de materiais. “Conseguimos uma redução de custo de cerca de 15%”, conta Roberto Claudio Pereira, sócio-gerente da empresa. Pelos cálculos de Lobão, da Fundação Dom Cabral, a renegociação com os fornecedores costuma trazer uma economia entre 13% e 30%.

32>>> UNA FORÇAS PARA TER PREÇOS MELHORES
A parceria com empresas concorrentes ou complementares para compras conjuntas permite diminuir o valor unitário do produto e dividir custos de logística. A Rede Construalto, associação formada por 24 varejistas de material de construção com sede em Mogi das Cruzes (SP), realiza bolsões de compras – cada loja faz seus pedidos de um produto, e a rede negocia os melhores preços com os fornecedores.

33>>> REDUZA O ESTOQUE QUE NÃO TEM GIRO
Tanto a indústria como o varejo têm perdas financeiras com estoque parado. O capital aplicado no produto que não girou não rende e, além disso, há custos de armazenamento e possível redução de preço se o produto fica deteriorado ou obsoleto. Para reduzir as perdas, a quantidade no estoque deve ser calculada de acordo com a demanda de cada ponto de venda, lembrando que lojas diferentes de uma mesma rede têm giros variados e pedem quantidades proporcionais.


MARKETING E VENDAS


34>>> INVISTA NAS REDES SOCIAIS
Como exigem baixo investimento, as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, podem ser suportes para a divulgação do produto e de promoções. É preciso, no entanto, adaptar a comunicação para as novas mídias, levando em consideração o tamanho e o formato da mensagem e o público que terá acesso a ela. Quando usar essas ferramentas, monitore a receita que ela traz. “Mesmo que o custo seja zero, a estratégia tem de gerar resultado”, afirma Lobrigatti, do Sebrae-SP.

35>>> DÊ PRÊMIOS CASEIROS
Em vez de adquirir itens de outras empresas para premiar vendedores ou clientes, a empresa pode utilizar os produtos fabricados por ela como bonificação em campanhas internas, para estimular a equipe de vendas, ou em promoções externas, para fidelizar clientes. Além de economizar, a iniciativa estimula a propaganda boca a boca sobre o produto.

36>>> SEJA AMIGO DO REVENDEDOR
Para divulgar os produtos e aumentar a receita sem ter de investir mais em marketing, aproxime-se do revendedor e crie soluções conjuntas. As promoções no ponto de venda, como os eventos de degustação ou a distribuição de amostras gratuitas, têm baixo custo. É possível também criar um programa de incentivo a vendas do seu produto, envolvendo a equipe do revendedor.

37>>> ENCONTRE UMA MARCA PARCEIRA
Uma maneira de gastar menos com publicidade e marketing é unir-se a outra marca e dividir custos. Fabricantes de hardware e software, por exemplo, podem fazer uma venda conjunta. A sugestão, nesse caso, é atentar à sinergia entre as marcas e investigar se não há nenhuma antipatia do consumidor em relação ao seu parceiro, diz Marcos Sardas, sócio-diretor da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza.

38>>> CONCENTRE-SE NO ESTRATÉGICO
Se a opção for reduzir verba de marketing, não faça cortes horizontais, com a mesma porcentagem de redução para todos os produtos. Calcule quais itens contribuem mais para o lucro da empresa e corte no orçamento dos produtos marginais, que são responsáveis pela menor parte do lucro, sugere Sérgio Santos, coordenador da área de marketing da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Alguns itens, acrescenta, podem até receber investimento em marketing, o que irá garantir as chamadas “vacas leiteiras” da empresa.

39>>> MONITORE PELA INTERNET
Utilize seu site para obter informações sobre o perfil e as preferências do consumidor de maneira econômica. Adote sistemas que monitorem os acessos e as compras e determine as linhas prediletas de cada cliente. Quando houver novidades ou promoções, use o e-mail para avisar os que podem se interessar pela compra, sugere Sardas, da GS&MD - Gouvêa de Souza. Mantenha abertos os canais de comunicação on-line entre empresa e consumidor e receba os feedbacks.

40>>> ECONOMIZE NO SHOWROOM
Showrooms e mostruários montados por indústrias em lojas clientes pedem investimentos significativos. Como são uma vitrine importante para os produtos, não devem ser totalmente cortados. Há, contudo, maneiras de economizar. A sugestão de Sardas, da GS&MD - Gouvêa de Souza, é investir nas lojas que têm maior demanda pelos produtos e desenvolver catálogos eletrônicos ou em papel, para que o consumidor continue a ter acesso à sua linha de produtos.

41>>> APOSTE NOS CONSUMIDORES LEAIS
Diante da necessidade de cortar custos, mantenha o foco nos grupos de clientes mais leais à marca ou que têm maior potencial de efetivar a compra e reduza o investimento em nichos inexplorados ou em consumidores que não conhecem o produto.

42>>> LIBERE A CRIATIVIDADE
No desenvolvimento de campanhas de marketing de baixo custo, vale usar a criatividade. Uma possibilidade é dar ao consumidor a responsabilidade de criar um vídeo sobre a marca — assim como envolver o cliente na criação ou na customização do produto. É preciso ter em mente, no entanto, que essas campanhas devem ter continuidade, com respostas imediatas aos participantes, e que ferramentas de internet podem também virar um fórum de críticas à empresa, alerta Lobão, da Fundação Dom Cabral.

43>>> AUTOMATIZE A FORÇA DE VENDAS
Recursos tecnológicos cada vez mais variados — e baratos — são bons instrumentos para economizar nas vendas, sobretudo quando se tem uma equipe que passa a maior parte do tempo na rua e utiliza muito transporte e telefone. Para cortar despesas, vale recorrer à comunicação por Skype, e-mail, rádio e internet via celular. A comunicação eletrônica por escrito também diminui o risco de erros em pedidos, pois as informações ficam registradas nos e-mails.



TECNOLOGIA

44>>> ALINHE TECNOLOGIA E ESTRATÉGIA
Um hábito comum na escolha de produtos de tecnologia da informação é comprar o que há de mais desenvolvido ou o que está na moda, sem haver necessidade real para isso. É preciso alinhar a compra de equipamentos à estratégia da companhia. “Alguns negócios têm de estar na fronteira da tecnologia, porque isso precisa ser visível para o cliente. Outros devem usar uma tecnologia já testada”, diz Fernando S. Meirelles, professor titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

45>>> PESQUISE OS PREÇOS
Quando for adquirir equipamentos, faça uma pesquisa exaustiva nos fornecedores. “Alguns podem oferecer o mesmo equipamento pela metade do preço”, diz Meirelles, da FGV. Deve-se levar em conta também que o hardware não é o que mais pesa. Software e serviços chegam a 90% do preço, ressalta Meirelles.

46>>> GASTE NOS APLICATIVOS QUE IMPORTAM
Invista mais em programas que alavancam o negócio — e menos nos que não são tão cruciais. Softwares de gestão de estoque, por exemplo, têm preços que podem variar de R$ 50 a R$ 50 mil. O montante gasto nesse aplicativo precisa ser proporcional à importância que o estoque tem para o negócio. Se esse quesito é crítico, vale investir nos mais seguros e confiáveis.

47>>> PONDERE O SOFTWARE LIVRE
Softwares livres significam menos custos com licenças, mas podem exigir gastos com suporte. Por isso, é preciso avaliar quanto será preciso investir em assistência para o seu sistema. Na FastFrame/Moldura na Hora, os bancos de dados foram baseados na web com ferramentas de código livre. Em parte da rede, no entanto, foi mantido o sistema Windows.

48>>> SISTEMATIZE OS PROCESSOS
Para diminuir o desperdício e as horas extras, a JR&M Assessoria Contábil desenvolveu um sistema que compila as normas e os procedimentos adotados pela empresa. A ferramenta fica na intranet e, consultada pelos funcionários, encurta o tempo dos processos e minimiza os custos.

49>>> INSTALE PROGRAMAS DE COMUNICAÇÃO
Em empresas que têm filiais ou unidades interligadas, como franquias, as ferramentas de voz sobre IP, como o Skype, podem aproximar os membros da rede de maneira mais barata, cortando ligações telefônicas. Essa foi uma solução adotada pela FastFrame/Moldura na Hora para se comunicar com as 50 unidades — entre próprias e franqueadas — que a rede tem no país.

50>>> ADOTE UM SOFTWARE DE GESTÃO INTEGRADA
Em vez de manter diversos softwares para gerenciar estoque, finanças, recursos humanos e outras funções da empresa, considere o uso de um sistema ERP (Enterprise Resource Planning), que faz a gestão integrada do negócio. Segundo Luis Augusto Lobão, da Fundação Dom Cabral, o ERP ajuda a reduzir perdas nos processos, otimiza o uso da mão de obra, calcula a quantidade de suprimentos e auxilia na relação com o cliente.




Fonte:revistapegn.globo.com

Libere talentos provocando criatividade e paixão


O mundo passou por grandes transformações, saímos do "fazer automaticamente" e entramos na Era do Trabalhador do Conhecimento. A excelência das organizações de todos os setores – governo, empresas, instituições educacionais, culturais ou sem fins lucrativos – depende mais do que nunca de fatores como paixão pelo que se faz e a utilização de nossos melhores talentos a serviço de objetivos significativos.


Em primeiro lugar, na Era Industrial, o mercado contratava "mão-de-obra", hoje as pessoas devem ser tratadas como pessoas completas. A expressão "mão-de-obra" já denuncia que lidávamos com gente do mesmo modo que lidávamos com objetos. Ora, as pessoas não darão o seu melhor pelos objetivos da organização enquanto continuarmos a tratá-las como "coisas". Por isso precisamos despertar nos colaboradores a paixão pelas ações desenvolvidas no dia a dia profissional. Muito além de um funcionário, a pessoa precisa se sentir parte do processo criativo, da engrenagem e, acima de tudo, que faz a diferença para o produto final.


Stephen Covey, criador do Best-seller 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes criou a expressão "Paradigma da Pessoa Completa" e explica que no fundo, há um único e simples problema, que engloba todas as outras razões que justificam o alto nível de insatisfação das pessoas no trabalho: Como os líderes muitas vezes trabalham a partir de um paradigma incompleto da natureza humana, encontram grande dificuldade para estimular os melhores talentos, o gênio e a criatividade de seu pessoal, sem jamais alcançar a excelência e a sustentabilidade.


A realidade fundamental é que seres humanos não são coisas, nem necessitam de permanente motivação e controle. São seres com quatro dimensões principais: corpo, mente, coração e espírito. E a essas quatro dimensões podemos ligar as quatro necessidades básicas de todo ser humano: viver (e sobreviver), amar (desenvolver relacionamentos fortes), aprender (crescimento e desenvolvimento) e deixar um legado (sentido e integridade). Consciente ou inconscientemente, as pessoas decidirão o quanto de si dedicarão ao trabalho, dependendo de como são vistas e tratadas, e das oportunidades de usarem as quatro partes de sua natureza.


É muito comum subestimarmos a dificuldade de executar, mas sempre que uma nova meta é estabelecida, alguém, em algum lugar, precisa fazer algo que nunca havia feito antes — sem isso, não há execução. A execução requer uma mudança de comportamento. E mudar um comportamento talvez seja um dos maiores desafios do mundo. Isso explica perfeitamente por que a maioria das organizações tem uma lacuna em seu processo de execução. Portanto, uma organização pode ter pessoas talentosas e estratégias fabulosas e ainda assim fracassar.


Há quatro razões principais para a falha de execução: 1) As pessoas não conhecem a meta; 2) As pessoas não sabem o que fazer para atingir a meta. 3) As pessoas não mantém um placar. 4) As pessoas não são responsabilizadas pelas atividades que levam à conquista da meta.


Por isso, as empresas precisam focar ações na formação de lideres, na organização das metas e consequentemente no sucesso da execução. O que acredito é que liderança não é controle, é liberação de talentos a serviço de metas significativas, porque embora possamos comprar "as mãos" ou "as costas" de alguém, não podemos comprar a excelência. A excelência é fruto de grande energia e dedicação voluntária para a obtenção de resultados excepcionais, e isso significa fazer mais e melhor, bem melhor do que pede uma descrição de cargo.


O líder precisa conhecer seus liderados e ajudá-los a crescer, provocar o seu potencial. Se for hábil o suficiente para escolher as pessoas certas e conciliar as metas arrojadas da empresa com o maior potencial e paixão dos colaboradores, assistirá verdadeiros milagres, e o crescimento contínuo de seu pessoal, preparando também a linha sucessória em todos os níveis.



*Paulo Kretly é presidente da FranklinCovey Brasil (www.franklincovey.com.br), e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal, é especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.

Fonte:administradores.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Setor de lingerie investe na produção


Otimista com o crescimento do poder de consumo das brasileiras, as maiores fabricantes de lingerie do país investem em design e tecnologia. E estão mais próximas das consumidora, investindo também no varejo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), houve crescimento de 11% no faturamento do setor em 2009, que atingiu R$ 5 bilhões. Este ano, as cifras devem manter o mesmo ritmo.

A carioca DeMillus espera um crescimento de 20% no faturamento neste ano, para R$ 400 milhões. Para sustentar a expansão, a empresa já contratou 500 pessoas e até o final do mês deve ampliar o quadro de funcionários com mais 125 trabalhadores.

De acordo com o presidente da DeMillus, Abdalla Haddad, só no primeiro semestre a empresa já obteve um aumento de 28% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2009. Hoje são produzidas cerca de 140 mil peças por dia e há uma expectativa de ampliar esse volume em 30%.

Abdalla diz que há uma percepção de que as peças com maior valor agregado ? com bordados e rendas ? ganharam mais atenção por parte das consumidoras. "A lingerie está saindo do mercado mais básico e atraindo mais a atenção das consumidoras. Ela deixou de ser uma figurante e muitas vezes é pensada até para ser vista", diz o empresário.

A preocupação em fabricar peças que saiam do básico também atinge os tamanhos grandes ? acima do número 50. "Há uma demanda das mulheres que vestem tamanhos 52 e 54 por peças mais sensuais. Estamos atentos a isso", disse o presidente.

A DeMillus tem uma fatia de cerca de 20% do mercado nacional de sutiã e 10% de calcinha. São 4.483 funcionários na DeMillus e 845 funcionários em empresas coligadas.

As projeções da Duloren também são otimistas. A empresa investiu R$ 4 milhões em duas novas máquinas que vão acelerar a capacidade de lançamentos. É a possibilidade de colocar a lingerie no mercado de "fast-fashion".

Segundo Roni Argalji, presidente da Duloren, a empresa atua com 100 modelos tradicionais e 100 rotativos. Com o investimento, Roni diz que vai ser possível entrar no mercado com um número maior de coleções menores. "É como se fosse uma pequena fábrica dentro da grande", explica. Essa rotatividade faz com que a Duloren ganhe em exposição da marca.


O investimento permitirá à Duloren ampliar em 10% a produção de lingerie, que atualmente é de cerca de 1milhão de peças por mês, e contratar mais 250 trabalhadores. A empresa emprega, hoje, 2 mil pessoas. Segundo Roni, a expectativa é crescer de 8% a 9% no faturamento, que está na casa dos R$ 120 milhões.

Com a ajuda de Gisele Bündchen, a Hope também tem expectativa de crescer em 2010. A garota-propaganda imprimiu um efeito imediato nas vendas. Elas estavam empatadas até maio, em relação a 2009. Em junho, cresceram 15% sobre junho de 2009. A informação é da diretora de marketing da Hope, Sandra Chayo.

De acordo com ela, a Hope já investiu R$ 4,2 milhões em melhorias na fábrica este ano. A aposta da marca é em tecnologia de acabamento que permite o efeito "nude" (nu, em inglês) nas peças - ou seja, sem costuras visíveis. "É uma tendência mundial", diz Sandra.

Segundo ela, 75% dos modelos têm maior durabilidade e ficam em produção de um a quatro anos. E 25% das coleções acompanham tendências de moda, sendo alteradas para despertar o interesse da consumidora. "A cada duas semanas há novidades nas nossas lojas", diz a executiva.

Sandra explica que há dois tipos de consumidora de lingerie: as que consomem de maneira básica e aquelas que estão sempre em busca de novidades. É para esse tipo de consumidora que a indústria investe na rotatividade de modelos.


Fonte:valoronline

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lidere a si mesmo, antes de pretender liderar os outros


Muito se escuta sobre como um líder deve comandar sua equipe, mas será que você está preparado para liderar a si próprio antes?


Lembra quando você está angustiado por que não consegue integrar os membros da sua equipe e alcançar os resultados desejados? Ou quando não consegue obter de outro departamento o que ficou combinado e sua área está prejudicada? Quando seu filho parece andar fazendo tudo para lhe contrariar? E, ainda por cima, você não está conseguindo equilibrar sua vida profissional com a tão sonhada qualidade de vida?


O que está em questão é a sua competência como líder. Mas quando se pensa em Liderança, a maioria da literatura e dos programas de treinamento parte do princípio que temos de nos capacitar para liderar ... os outros! Ensina-se a como comandar os outros, como motivá-los, como ser um chefe melhor, como se relacionar melhor com pessoas difíceis, com os filhos, etc. Sempre os outros, como se o foco da liderança residisse nos liderados.


Nada de errado em tentar liderar melhor os outros. O problema é que técnicas e receitas de liderança não surtirão o efeito desejado se você não adquirir uma competência fundamental para o seu sucesso como líder: antes de pretender liderar os outros, aprender a liderar a você mesmo.


Importante que você adquira a atitude de liderar-se. Isso implica em liderar suas emoções, seus ímpetos, suas deficiências e saber suplementá-las com pessoas de sua equipe ou com parceiros na sua vida pessoal. Mas isso só será possível se você tiver uma elevada dose de auto-conhecimento.


Exemplo


Por exemplo, se você se conhece bem e já sabe que é do tipo executor, que não planeja muito as ações e de certa forma atropela as circunstâncias no afã de realizar os resultados que deseja, nada melhor que ter em sua equipe uma ou duas pessoas que sejam mais do tipo planejadoras e contrabalancem essa sua característica pessoal.


Mas, se, pelo contrário, você for um líder que prima mais pelo planejamento detalhado e não está conseguindo realizar as metas que são esperadas de sua equipe, contrate pessoas mais realizadoras, do tipo "artilheiro", aquelas que fazem gols e garantem os resultados do time, mesmo que não sejam tão qualificados como você gostaria.


O líder precisa aprender a liderar a si próprio também no que diz respeito a suas emoções. Isso se revela com clareza na hora de dar feedback a membros de sua equipe ou a familiares. Se você tem o chamado pavio curto e explode com facilidade quando algo não está indo de acordo com o que deseja, importante ter consciência disso e se disciplinar para avaliar desempenho dos outros ou para tentar ajustar o comportamento dos seus liderados, em vez de simplesmente dizer tudo que vem a cabeça e destruir a auto-estima dos que o cercam. Aprenda a reconhecer o que outros fazem de correto, valorize suas pequenas vitórias, use o seu ímpeto e arroubos emocionais mais nos momentos de feddback positivo, quando couber.


Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas. Atitudes perante outros, mas também perante a si mesmo. A disciplina 1.0 da Liderança deveria ser: Antes de Liderar os outros, aprenda a liderar a si mesmo. Mas isso não se ensina apenas em escolas...


César Souza (cesarsouza@empreenda.net) Consultor, autor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria nas áreas de Estratégia, Mkt e RH


Fonte:administradores.com.br

Empresas entram em campo para a Copa de 2014


SÃO PAULO - A seleção brasileira se despediu da Copa da África do Sul na sexta-feira após uma sofrida derrota para a Holanda. Tristeza na torcida, agitação nos negócios. Agora os holofotes globais estarão voltados para a Copa do Mundo do Brasil em 2014. E muitas empresas já estão escalando seus times para entrar em campo.

Grandes companhias criaram departamentos e gerências para identificar as oportunidades geradas pelo mundial de futebol e pela Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016. Outras empresas mobilizaram pessoas de várias áreas. São nomes de peso como Oi, IBM, Siemens, Dow Química, Dupont e General Eletric.

Domingues (de gravata), da DuPont, e equipe já estão mostrando produtos que vão de construção civil à segurança/ Foto: André Lessa/AE

Essas e muitas outras empresas estão de olho nos R$ 142,39 bilhões adicionais que vão girar na economia brasileira entre 2010 e 2014, conforme estimativa das consultorias Ernest Young e FGV Projetos.

Algumas adotam o estilo do técnico Dunga e mantêm a estratégia em segredo, com medo do ataque adversário. Outras, no entanto, toparam abrir seu treino para o público e contam ao Estado o que oferecem para ajudar o Brasil a transformar o sonho do mundial em realidade.

As novidades vão desde um aeroporto que "monta e desmonta" até banheiros de plástico "à prova de grafite". Surgem produtos específicos para enfrentar ataques terroristas - um problema fora do radar do Brasil, mas presente em eventos desse tipo.

Correndo por fora. Em janeiro, Pedro Almeida foi nomeado para a recém-criada diretoria de Cidades Inteligentes da IBM Brasil. Sua missão é "correr por fora". A Copa já tem fornecedores de tecnologia, mas o que interessa à empresa são os inúmeros projetos que rodeiam o evento. "O mais importante é o legado para as cidades", disse Almeida.

Um dos projetos da empresa é a "sala de situação", que foi feita na África do Sul para os jogos, mas também funciona em Chicago e Nova York. Como nas séries de TV, câmeras e dispositivos de filmagem carregados por policiais capturam milhares de imagens em todos os pontos dos estádios e enviam aos monitores instalados na sala.

"Os dados são analisados de maneira inteligente pelos computadores. Temos um algoritmo matemático que treina o olho da câmera para alertar para situações de perigo", diz Almeida.

Outro ponto forte da IBM será o transporte. A companhia promete criar rotas para os jogos, envolvendo ônibus, metrô e até bicicletas. O torcedor utilizaria o mesmo bilhete - ou seja, não gastaria tempo com filas, nem carregaria dinheiro. Os horários de ônibus e metrô seriam sincronizados para facilitar o deslocamento de tanta gente ao mesmo tempo.

A inovação deve estar presente em todos os lances da Copa. Estima-se que a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, tenha gerado um tráfego de 15 terabytes de dados, o equivalente a 100 milhões de livros. Desde então, a internet só cresceu.

Como patrocinadora do mundial, a Oi será responsável por administrar esse tráfego. A empresa faz mistério e diz que desenvolverá "um minucioso projeto" de soluções adequadas para o evento, cujos detalhes serão divulgados "oportunamente".

A operadora vai levar para as cidades-sede da Copa um modelo-padrão da infraestrutura. Ela acredita que o fato de ter uma cobertura nacional será um trunfo. Em São Paulo, vai prover o serviço por meio de parcerias com outras empresas e por sua rede própria.

Estudo recente da Ernest&Young mostra que tecnologia da informação é apenas uma das áreas beneficiadas pelos jogos. "Não temos dúvida de que os ganhos para o País serão vultosos", disse José Carlos Pinto, sócio da consultoria, que comanda uma equipe de 20 pessoas voltadas só para a Copa. No auge dos preparativos dos jogos, ele espera contar com 200 consultores.

Conforme o levantamento, os setores mais beneficiados serão construção civil, alimentos e bebidas, serviços, TI e turismo e hotelaria. A construção está no topo da lista, com um ganho adicional faturamento de R$ 8,14 bilhões entre 2010 e 2014.

É uma área ampla, que não envolve apenas construtoras. Fornecedores de vários tipos de produtos querem garantir seu espaço. Segundo informações de mercado, uma multinacional está fazendo lobby para que os bancos dos estádios sejam feitos de alumínio em vez de cimento.

Vitrine. A Dupont é uma das empresas mais bem preparadas para ganhar com o evento. Com produtos que vão da construção civil à segurança, promete jogar em qualquer posição. Desde setembro de 2009, a equipe de Julio Domingues, gerente de novos negócios da área de construção, está concentrada nos jogos.

"A Copa é uma vitrine muito importante, com um nível de exposição enorme dos produtos para o mundo", disse o executivo. Um dos produtos da empresa - um material sintético, que é uma combinação de minerais naturais e acrílico - foi usado em dois estádios da África do Sul.

Com esse material, é possível fazer tampos e cubos para as pias dos banheiros e divisórias para os vestiários dos atletas. O material é quase "anti-grafite", porque pode ser limpado facilmente - uma vantagem para evitar as pichações comuns nos estádios.

Domingues conta que já começou a fazer o "corpo a corpo" com escritórios de arquitetura para apresentar os produtos. Ao serem contratados pelas construtoras, os arquitetos serão os responsáveis pela escolha dos materiais.

Outra área da Dupont dedicada à Copa é a de segurança. Marcio Manique, gerente de vendas para segurança pública da empresa, enxerga grandes oportunidades. Ele conta que, no Brasil, a preocupação é a violência urbana, com bandidos disparando tiros nos faróis. Mas em um evento de massa que atrai a atenção do mundo, o País vai enfrentar outra ameaça: terrorismo.

A Dupont está desenvolvendo um colete à prova de balas mais resistente a fragmentos provenientes de explosões e vai trazer uma nova linha de roupas e tecidos para proteção de armas químicas e biológicas. São macacões brancos e amarelos de contenção de doenças como os que aparecem nos filmes de ação.

Outra novidade é um tecido para roupas de bombeiros que aumenta sua resistência ao fogo conforme a temperatura sobe.

"Desde que soube que ia ter a Copa no Brasil, estou trabalhando para trazer esse novo portfólio de produtos", conta Manique. "Já estamos em contato com a Polícia Federal e com os aeroportos para explicar a tecnologia", completa.

Ainda faltam quatro anos para a bolar rolar na Copa do Mundo do Brasil. Mas, para as empresas, os próximos meses serão a fase mais disputada do jogo. É a hora de colocar o time em campo, porque, quando os turistas chegarem, os vencedores do torneio empresarial já estarão definidos.


Fonte:economia.estadao.com.br

Veja quais são as 10 “empresas dos sonhos” e os 10 líderes mais admirados dos jovens brasileiros


Pesquisa realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados no país aponta ranking com os 10 nomes e marcas mais lembrados. Roberto Justus e Google ficam no topo


Foi divulgada recentemente a 9ª edição da pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados do Brasil, que revelou o ranking com as marcas e os líderes mais admirados pelos jovens.


O estudo realizado pelo Grupo DMRH (consultoria na área de seleção e desenvolvimento de jovens) em parceria com a TNS Research International (instituto global de pesquisa de mercado), foi gerado a partir de pergunta aberta, na qual, os entrevistados apontaram espontaneamente as empresas e os lideres que mais apreciam.


Na preferência entre os líderes mais admirados pelos jovens brasileiros, o nome mais citado foi do empresário Roberto Justus, CEO do Grupo Newcomm. O executivo ganhou uma posição em comparação à pesquisa realizada em 2009.


Na segunda posição apareceu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido do presidente Lula (terceiro lugar). Completando a lista dos cinco líderes mais lembrados estão o presidente executivo da Apple, Steve Jobs e o empresário brasileiro Eike Batista.


Google é eleita entre 2.500 marcas


Jovens universitários e recém formados do Brasil também apontaram quais as empresas mais desejadas para trabalhar. Dentre cerca de 2.500 marcas citadas pelos brasileiros, a Google foi a mais frequente. A empresa também conquistou posições de destaque entre os vencedores da pesquisa feitas na Argentina (segunda colocação) e do México (quarta).


A pesquisa revelou que a Google vem se fortalecendo nas aspirações dos jovens brasileiros como empresa empregadora, uma vez que surgiu no ranking das dez empresas dos sonhos dos jovens em 2007, quando conquistou a sétima posição. Em 2008 e no ano passado, obteve a segunda colocação.


Além da Google, as empresas que foram mais lembradas pelos jovens e completam a lista das cinco primeiras são: Petrobrás, Unilever, Vale, Nestlé.


Motivos da escolha dos jovens


Na pesquisa desse ano, entre os motivos mais citados pelos jovens brasileiros para a escolha da empresa dos sonhos foi "ambiente de trabalho agradável". Essa escolha demonstra que a nova geração dos profissionais está valorizando cada vez mais uma atmosfera cordial no local de atuação.


Completando os cinco motivos mais citados pelos jovens do Brasil estão, respectivamente, à possibilidade de desenvolvimento profissional, qualidade de vida, crescimento profissional e boa imagem da empresa no mercado.
De acordo com Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH, "a pesquisa revela movimentos que devem ser considerados pelas organizações na elaboração de suas estratégias de gestão de pessoas, se desejarem ser fortes e inovadoras no futuro próximo".


Confira abaixo a lista com os 10 líderes mais admirados as 10 empresas dos sonhos eleitas pelos jovens brasileiros:




Sobre o estudo


A pesquisa foi realizada durante o mês de abril por meio de questionário distribuído pela internet. No Brasil, mais de 35 mil respostas das cinco regiões do País foram consideradas válidas. Seu objetivo é oferecer subsídios às empresas para atração, seleção, integração, desenvolvimento e retenção dos jovens dentro de sua cultura organizacional e modelo de negócios.

Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

Logística enxuta ajuda a gerenciar custos industriais


No passado, a logística era conhecida como o transporte e a armazenagem de produtos e estava associada às operações militares em que os comandantes precisavam ter sob suas ordens uma equipe que assegurasse a disponibilidade, na hora certa, de equipamentos, alimentos, munição e socorro médico nos campos de batalha. Na antiga Grécia os militares com o título de Logistikas eram os responsáveis por garantir os recursos e suprimentos para a guerra.

Mais recentemente, segundo definição do Council of Logistics Management, 1991, logística refere-se ao processo de planejamento, implantação e controle eficaz do fluxo e da armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender as necessidades dos clientes. Ampliando o conceito e seus próprios objetivos, a logística é responsável por assegurar a disponibilidade do produto certo, na quantidade certa, em condições adequadas, no local certo, no momento certo, com o preço certo e para o cliente certo.

É necessário que o processo logístico comece pelo estudo, análise e compreensão do projeto ou do processo que precisa ser implantado e dos objetivos a serem atingidos, seguidos pelo planejamento e detalhamento das atividades tradicionais da logística, como: Planejamento de demanda, inventário, suprimentos e de produção; Manuseio de pedidos, ordens de produção e documentos de identificação; Processos de Importação, exportação e de armazenagem; Planejamento da Distribuição, etc.

As atividades logísticas podem ser classificadas em:

Atividades principais: Transporte, Gerenciamento de estoques, Processamento de pedidos e Definição dos níveis de serviço baseados nas reações dos clientes.

Atividades secundárias: Armazenagem, Manuseio de materiais e embalagem de proteção, Obtenção do necessário, Programação de produção, Manutenção de sistemas de informação, etc., dando suporte às atividades principais.

Estima-se que, em uma empresa industrial, os custos de produção giram em torno de 53% do total dos custos, enquanto os custos logísticos estão na ordem de 20%, ocupando o segundo lugar no ranking de todos os custos.

Portanto, gerir esses custos é crucial para a operação, isto é, os custos da existência do estoque, da armazenagem, do processamento das encomendas, os custos de transporte, etc. precisam ser continuamente reavaliados visando à competitividade e sobrevivência da empresa.

A logística integrada é constituída por três grupos de atividades, representando segmentos do processo:

Logística de suprimentos: refere-se às atividades de adquirir e receber os materiais necessários às operações.

Logística interna: refere-se às atividades de armazenar, manusear e transformar os materiais envolvidos na operação, exceto o ato de produzir.

Logística de distribuição: refere-se às atividades que se iniciam na expedição até a entrega do produto ao cliente final.

Quando esses três grupos de atividades estão operando de forma cooperativa, sincronizada, somando resultados e combatendo todo e qualquer desperdício de acordo com o princípio enxuto (lean), considerase que a logística está integrada. O termo enxuto como tradução de lean surgiu para adjetivar o sistema de produção desenvolvido pela Toyota nos anos 70. É enxuto porque requer menos esforços e custos para produzir mais, com menor custo e melhor qualidade, o que é possível através do combate a todo e qualquer desperdício. Tudo que não agrega valor é desperdício.

Com a aplicação dos conceitos lean aos serviços logísticos, criou-se a Logística Enxuta.

Na mesma linha de pensamento, se todos os departamentos da empresa conhecem as atividades logísticas envolvidas e necessárias para o sucesso da operação e estiverem trabalhando de forma cooperativa na aplicação dos conceitos lean, podemos conceituar que está ocorrendo a integração da empresa na logística.

A busca da competência logística requer mudança na atitude das pessoas envolvidas. Porém, com o desenvolvimento tecnológico atual, não é mais possível imaginar a realização desse trabalho sem o apoio de um sistema de gestão empresarial seguro, eficaz e completo como o Omega desenvolvido pela ABC71, possibilitando tomadas de decisões de forma eficaz.

Benefícios da integração na logística, segundo Walters:

Cooperação genuína entre todas as partes da cadeia logística, compartilhando informações e recursos, combatendo todo e qualquer desperdício;
Custos diminuídos, devido a previsões mais exatas, estoques menores, menos expedição, economia de escala e eliminação das atividades que não criam valor;
Melhoria no desempenho, maior produtividade e prioridades racionais;
Melhoria no fluxo de produtos, com movimentos mais rápidos e confiáveis;
Maior flexibilidade e rapidez de reação às condições de mudança;
Procedimentos padronizados, tornando-se rotina e bem praticados, com menor duplicidade de esforço e planejamento;
Qualidade de confiança e menos inspeções, com programas de Gestão de Qualidade integrados.
Cabe ao gestor conhecer e extrair o pleno potencial do ERP utilizado, visando perpetuar de forma lucrativa a instituição no mercado. Podemos afirmar que o uso adequado das funcionalidades da solução de gestão, ferramentas valiosas para gerenciar o que, quando e quanto comprar ou produzir considerando a capacidade atual e planejando a capacidade futura, ainda é a melhor estratégia para atingir o objetivo citado acima.

Além disso, é imprescindível o suporte administrativo e financeiro fornecido pelo sistema de gestão como forma de controlar e conferir os resultados em processo.




Crédito
O artigo "Logística enxuta - um conceito para gerenciar melhor 20% dos custos industriais" foi escrito por Aldo Albieri, engenheiro eletrônico formado pela FEI e especialista em logística. Com mais de 20 anos de experiência na área industrial, atualmente é consultor de negócios da ABC71 Soluções em Informática.

A seguinte bibliografia apoia o artigo e é recomendada pelo autor:

- José de Carvalho, Edições Sílabo, Logística (2002), Estratégias Logísticas (2004).

- Donald Walters, Palgrave Macmillan Logistics (2003).

- Shapiro, Pacific Grove, Modeling the Supply Chain (2000).

- Ayers, James B. St. Lucie Press, Introduction to the Supply Chain (2001).


Fonte:nei.com.br

MODA MIGRA DO MERCADO DE LUXO PARA O 'FAST FASHION'


MILAN, (ANSA) - A moda se adapta à crise global, que modificou a maneira de considerar o luxo, um valor em baixa junto ao status no mundo das passarelas, segundo as novas tendências na Itália.

"Os valores como luxo e status estão em baixa, ao contrário de outros como família e lar", sustentou Antonio Achille, sócio e diretor do The Boston Consulting Group.

Uma pesquisa do grupo indica que "o consumidor está mais cético e exigirá da moda um controle de custos". Enquanto isso, as campanhas das principais empresas mais importantes tentam reduzir a distância entre o luxo e o "fast fashion" -- moda com produção rápida e contínua de novidades.

Alguns compararam o estilo do "fast fashion" ao estilo do "fast food" por ser um comportamento de compra por um bom preço de peças de coleções do momento.

Na Itália, na Espanha e em vários outros países existem marcas exclusivas de "fast fashion" que, em razão da crise econômica que afeta vários países europeus, tem crescido cada vez mais.

"Fica mais coerente [comprar] um produto menos ostentoso, mas que possa ser utilizado mais e é mais adequado à época", disse o estilista e presidente da italiana Câmera Nacional da Moda, Mario Boselli.

Para o estilista, a receita justa "parte do belo bem feito" e não pode prescindir do "made in Italy" porque "foram melhores naqueles mercados que não jogaram com os consumidores".

Após 20 anos de crescimento, o mercado de luxo ficou no vermelho pela primeira vez em 2009, com uma queda nas exportações italianas no setor da moda em 19%.

Boselli afirmou que para superar o problema faz falta apontar para novos mercados, como Rússia, China, Índia e Brasil, favorecer a substituição sucessiva nas casas de moda e ampliar a gama de preços.

Os empresários do setor se reuniram em Milão para participar da "Luxury Summit: Le frontiere del nuovo Lusso" ("Conferência do Luxo: A fronteira do novo luxo"), organizado pela imprensa italiana.

O encontro analisa os mercados de luxo e neste ano indica a necessidade das antigas empresas em se transformarem em modelos novos de negócios. De acordo com os organizadores, "o luxo acessível experimenta novos canais como a Internet para aproximar os consumidores a um ambiente exclusivo e oferece a eles uma experiência única de personalização".(ANSA)

Fonte:ansa.it/ansalatinabr

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Abusos laborais crescem


Quase impensável em pleno século XXI, a verdade é que os maus-tratos físicos e psicológicos continuam na indústria têxtil e de vestuário, em países como Colômbia, Bangladesh, Cambodja, Jordânia e México. Só no ano passado, morreram 101 sindicalistas por reivindicarem os seus direitos junto das entidades empregadoras.


Os líderes dos sindicatos e os trabalhadores da indústria têxtil e de vestuário no Bangladesh, Jordânia e Cambodja estão entre as vítimas de graves violações em 2009 por tentar defender os seus direitos fundamentais de trabalho, de acordo com um estudo mundial. O relatório documenta ainda abusos em grande escala – incluindo assassínios, espancamentos, ameaças e despedimentos em massa – relacionados com fábricas localizadas nas zonas de exportação em África, Ásia, América Latina e Médio Oriente.

No total, 101 sindicalistas foram mortos por tentar defender os seus direitos, mais 30% do que no ano anterior. Muitos outros foram presos, espancados, ameaçados ou despedidos, segundo revela o relatório anual dos direitos dos sindicatos da Confederação Internacional dos Sindicatos (CIS). Dos 101 assassinados, 48 foram mortos na Colômbia, 16 na Guatemala, 12 nas Honduras, seis no México e seis no Bangladesh. Mas o estudo, que detecta violações em 140 países, sublinha que muitas outras violações graves permanecem sem ser denunciadas uma vez que muitas vítimas não têm formas de fazer ouvir as suas vozes.

De acordo com Guy Ryder, secretário-geral da CIS, numerosos casos de quebras de greves e repressão estão documentados em várias partes do mundo,. «Milhares de trabalhadores que reclamaram os salários, denunciaram condições difíceis devido aos efeitos prejudiciais da crise económica mundial sofreram espancamentos, foram presos e detidos», afirma Ryder. «No Bangladesh, seis trabalhadores da indústria de vestuário em greve para reclamar um aumento de salário e o pagamento dos salários em atraso morreram após a intervenção policial», exemplifica.

Na Jordânia, os trabalhadores da unidade de produção de vestuário Musa, aponta o relatório, queixaram-se de horas extra forçadas, espancamentos, comida insuficiente, retenção ilegal dos seus passaportes e outros abusos relacionados com trabalho forçado.

De igual forma, segundo o relatório, em muitas unidades de produção no Cambodja, os sindicalistas «continuam a enfrentar a repressão de todos os tipos, incluindo ameaças de morte, despedimentos, falsas acusações para os levar aos tribunais, deduções no salário e exclusão das promoções».

Fonte:portugaltextil.com

domingo, 4 de julho de 2010

Especialista prevê aumento da produção têxtil e de vestuário


Luigui Bertorello destaca que depois dos alimentos, esses produtos ocupam 2º lugar em termos de necessidade humana

Luigi Bertorello, especialista da União Européia, (centro) no Seminário Internacional Brasil-União Européia: Inovação em APLs. Foto: Bernardo Rebello
“Vestuário é o segundo produto mais importante da vida humana, depois da alimentação. A indústria têxtil e de confecção vai evoluir muito no futuro, pois a riqueza do mundo vai aumentar e as pessoas vão se vestir de acordo com clima, religião, origem étnica”, afirmou Luigi Bertorello, especialista da União Européia, um dos palestrantes do sexto painel do Seminário Internacional Brasil-União Européia: Inovação em APLs, nesta quinta-feira (1º).

Não basta montar escolas de design para promover inovações no setor têxtil e vestuário, segundo Bertorello. Mesmo que a mão de obra seja farta em algum país ou região, é preciso investir em pesquisa de tecidos e na área têxtil em geral.

“Essa indústria é intensa de capital e tecnologia em geral. Estamos falando de milhões de dólares”, afirmou o especialista. Se fosse falar de fibras e novos tecidos, a referência saltaria para bilhões de euros, de acordo com Bertorello. Os investimentos do setor têxtil e confecção estão sempre buscando qualidade, enfatizou o especialista.

“Temos sistema na Itália e Europa, que, acredito, pode ser replicado em qualquer parte do mundo. Contrato do tipo ‘você produz e eu pago’ viabiliza clusters da indústria têxtil”, explicou. Noventa por cento das fábricas estão fechando na Europa e as máquinas estão indo para Bangladesh, Índia, China, etc. “Os investimentos estão caindo na Europa, por causa da crise financeira internacional”, justificou.

O custo da mão de obra afeta a decisão sobre onde produzir, mas não é o problema principal do setor têxtil e confecção, segundo o especialista da União Européia. A atomização da produção do vestuário via internet é uma tendência e deverá abranger diferentes fornecedores de diversas regiões do planeta, simultâneamente. “Hoje é possível controlar da Itália uma mesa de corte eletrônico na China”, exemplificou.

A capacitação e treinamento de mão de obra é a principal questão da indústria têxtil, especialmente em relação aos novos maquinários. “ Eles são muito computadorizados e automatizados”, esclareceu Bertorello. O problema é que não é fácil transferir esse conhecimento, sem saber operar essas máquinas”, justificou. Trabalhadores qualificados são cada vez mais importantes, diante de futuro em que a produção de tecidos e roupas tende a aumentar exponencialmente.

Para promover inovação nesse setor, o especialista sugeriu a criação e implantação de um plano de modernização têxtil, em várias regiões. “A inovação não está tão relacionada com altos preços, mas com qualidade, produção e distribuição”, enfatizou Bertorello.


Fonte:tendenciasemercado.com.br

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dunga x Maradona: qual perfil comportamental funciona melhor?


Qual estilo de liderança você prefere: Dunga ou Maradona? É possível aprender a identificar o estilo de liderança observando os jogos da Copa do Mundo, especialmente as seleções de Brasil e Argentina.


Comportamentos são observáveis. Com um pouco de treino e conhecimento, por meio da observação, é possível identificar estilos comportamentais e, a partir daí, prever como a pessoa se comportará em determinadas situações.


Não sou conhecedor de futebol, pelo contrário, somente na época de um evento dessa magnitude, é que passo a acompanhar a maioria dos jogos e a observar o comportamento dos técnicos e de seus jogadores.


Porém, fazendo uma ligação direta com o futebol, a liderança é exercida pelo técnico da seleção. E aqui estão em jogo três competências importantes para o exercício dessa liderança, baseadas no conceito DISC, que são:


- Foco em objetivo e diretividade (competência com alta Dominância);


- Capacidade de comunicação e persuasão (competência com alta Influência)


- Investigação e lógica (competência com baixa Influência)


Tanto Dunga quanto Maradona tendem a apresentar alto grau de Dominância e, naturalmente, exercem a competência comportamental Foco em Objetivo e diretividade com maestria.


Pessoas com essas características tendem a ser muito competitivas, ambiciosas, audazes, francas, firmes, enérgicas, diretas, assertivas, objetivas, iniciadoras, esforçadas. Mas podem também demonstrar agressividade e, por vezes, arrogância.


Alguém discordaria que Dunga e Maradona possuem grande parte dessas características comportamentais? Então, onde o comportamento dos dois diverge radicalmente? Simples: Maradona é pura emoção, Dunga é pura razão.


Mas vamos entender melhor o que está por trás desse estilo comportamental e a alta e a baixa Influência que cada um apresenta, o que desencadeia diferentes perspectivas comportamentais:


Maradona possui alta capacidade de Comunicação e Persuasão. Para ele, o jogo tem que ser um show à parte, brilhar e aparecer faz parte da sua natureza comportamental. Os treinos eram abertos ao público e a mídia era sempre bem-vinda. Ele sente necessidade de agradar as pessoas, beijos e abraços são distribuídos com muita facilidade. E isso tem lá o seu poder de motivação. Jogadores se sentem queridos e protegidos, o povo argentino se sente parte do time e estamos observando os resultados desse tipo de liderança. Maradona explora o talento individual de seus jogadores, tal qual sua personalidade comportamental. E está funcionando.


Dunga possui alta capacidade de Investigação e Lógica. Nesse caso, o jogo tem que ser suficientemente eficiente para gerar os resultados que ele e o time traçaram. O show não é o que importa e tampouco se as pessoas não gostem disso. Os treinos eram fechados e a mídia não era bem-vinda. Ele não se incomoda em agradar ninguém se isso for atrapalhar seu objetivo. Ele não sente necessidade de ficar "bonito na foto". Ele quer o resultado, mesmo que um 0 x 0 seja o suficiente.


Tenho certeza que se ele pudesse optar em não dar as entrevistas coletivas, ele não daria. Ele prefere trabalhar fortemente com o seu time ao invés de trabalhar, neste momento, com a emoção dos brasileiros. Dunga explora o conjunto do time, não dando muito espaço para brilhos individuais, tal qual sua personalidade comportamental. E está funcionando.


Se você fosse escolher um estilo de liderança comportamental a desenvolver, seria o de Maradona ou o de Dunga?


Lembre-se que comportamentos são treináveis. O que precisamos identificar é qual o estilo que queremos adotar.



* Rubens Gustavo Gurevich, CEO Your Life do Brasil


Fonte:administradors.com.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pólo têxtil de Piripiri gera mais de 14 mil empregos diretos na região


As mais de 40 indústrias da cidade produzem mais de 1 milhão de peças por mês, vendidas em todo o Brasil


Piripiri tem motivos para comemorar. Além da proximidade dos 100 anos de emancipação política, a cidade que fica a 157 quilômetros de Teresina, abriga o segundo maior pólo da indústria têxtil do Estado. No total, as mais de 40 empresas do setor são responsáveis pela geração de 14 mil empregos diretos.


A cultura empreendedora, a vocação econômica, além de profissionais talentosos auxiliam a fixar o nome da cidade no cenário têxtil nacional. “Crescemos quase 100% em um ano. Isso não existe em lugar nenhum. Piripiri produz e exporta para todo o país mais de um milhão de peças por mês entre lingerie, jeans e blusas em geral”, afirma o presidente da Associação de Comerciantes e industriais de Piripiri, Cláudio Pereira.

Para que isso dê certo, é necessário que empresários estejam ligados nas tendências da moda e invistam cada vez na linha de produção, tanto em capacitação de profissionais, quanto em evolução técnica do maquinário necessário.

E os empresários sabem disso. Vera Lúcia Costa é uma das representantes dos produtores de lingerie da região. “Estamos sempre buscando a satisfação do cliente através da promoção de qualidade em todos os sentidos, principalmente, na confecção de produtos bem acabado e criativo”, garante.

Vera informa ainda que sua fábrica de peças íntimas produz cerca de 50 mil itens por mês e que a produção é comercializada, principalmente, para as regiões Norte e Sudeste do Brasil. As peças com selo “Made in Piripiri”, levam a sério o conceito “tipo exportação” e passam por rigorosos testes de qualidade.

Todo esse avanço é motivo para a população da cidade ter cada vez mais orgulho de seus empreendimentos. A demanda de trabalho é tão grande que a mão de obra especializada nesse setor é totalmente aproveitada, sendo os profissionais, bastante disputados.


Fonte:cidadeverde.com

Indústria da moda nos EUA se volta para tamanhos especiais


Consumo. Venda de roupas acima de 46 aumentou 1,4% enquanto a de vestimentas femininas caiu 0,8%


Problema é que molde nem sempre cai bem em todas as gordinhas

NOVA YORK, EUA. Trajando um vestido justo branco de denim tamanho 52, usando salto alto que a deixava com aproximadamente 1,90 m, Gwen DeVoe, ex-modelo e produtora de desfiles, entrou em uma passarela de Manhattan para tentar chamar a atenção dos lojistas para a mulher que usa tamanho especial. "É uma vergonha tantas lojas não estarem nem aí para os tamanhos maiores. Uma vergonha", disse Gwen. "Toda garota gordinha também tem dinheiro para gastar em roupas".

Naquele mesmo dia, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) relatou que 28% da população norte-americana adulta estava obesa no ano passado, a maior percentagem da história. Quase dois terços das mulheres norte-americanas estão acima do peso ou obesas.
Enquanto médicos e autoridades sanitárias incentivam a população a emagrecer, a indústria da moda começa a acolher os consumidores do jeito que eles são. Tanto lojas voltadas para o público de massa como a Forever 21 e a Target, quanto estilistas sofisticados como Elie Tahari, estão decidindo que o aumento de peso dos norte-americanos é uma oportunidade de negócio e estão revigorando um mercado que esteve em queda.

As roupas padrões que a maioria das lojas se dedicou a vender nos últimos anos serve a cada vez menos pessoas. E, enquanto os lojistas buscam formas de aumentar as vendas, o tamanho especial é uma das poucas categorias em que existe crescimento. O mercado de tamanhos especiais aumentou 1,4% enquanto o mercado de vestimentas femininas caiu 0,8% de maio de 2009 a abril de 2010, se comparado com o mesmo período do ano anterior, segundo o grupo de pesquisa NPD.

"Isso faz muito sentido em termos de negócio", disse Gwen, que fundou a Full Figured Fashion Week (Semana da Moda Mulheres Completas) no ano passado para pressionar as lojas de marca a abraçarem os tamanhos maiores. Mas nem sempre é fácil para os lojistas se aventurarem no mundo das vendas para consumidores de tamanho maior. Os estoques de vestimentas de tamanho especial ocupam um espaço valioso de armazenagem, e um estilo pode não cair bem em duas mulheres diferentes, mas com o mesmo peso.

Um vestido tamanho 50 não serve a maioria das mulheres de 90 kg - uma pode ter um ombro mais largo, outra coxas grandes e outra quadril maior. "Existem variações não só no formato do corpo. Se você olhar uma mulher mais gordinha, você também está olhando para a forma como os depósitos de gordura estão arranjados em volta do corpo", disse Susan Ashdown, professora da Universidade Cornell que estuda o caimento das roupas em imagens tridimensionais.

"Uma das coisas que acontece com as mulheres de tamanho especial é que, invariavelmente, elas são mal servidas", disse Bill Bass, presidente da Sonsi, site de relacionamento e venda de roupas para mulheres mais pesadas. "As grandes empresas esquecem dessas mulheres ou as ignoram. Ou, então, só disponibilizam roupas para elas na internet, já que não as têm nas suas lojas". Traduzido por André Luiz Araújo

Roupas saem mais caro

NOVA YORK. As roupas de tamanho especial são mais difíceis e caras de se fabricar. O material pode corresponder à maior parte do custo de produção de uma roupa - até 60% - e os tamanhos maiores exigem não só mais material, como, às vezes, processos diferentes de produção. "Na verdade, são necessários rolos mais largos de tecido. Às vezes, isso requer maquinários especiais para se produzir as roupas", diz Deepa Neary, consultora da A.T. Kearney, firma de consultoria. (SC/NYT)



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Belo Horizonte


Gordinhos têm poucas opções
Em Belo Horizonte, quem procura roupas de tamanhos especiais quase sempre tem que ir a lojas especializadas, já que grande parte dos estabelecimentos só vende peças até a numeração 44.

Jaqueline Natália Gomes, 23, se cansou de entrar de porta em porta atrás de roupas bonitas e que servissem nela – hoje a vendedora veste 54. “Lojas próprias para pessoas acima do peso ainda são raras”, reclama.

Pior do que isso é sofrer preconceito. “Já entrei em um lugar para comprar um presente e, antes de falar o que queria, a vendedora já disse que eles não tinham roupa para o meu tamanho”, relembra.

Agora Jaqueline está do outro lado. Há cinco meses, ela trabalha justamente em uma loja de tamanhos especiais. “As clientes têm mais liberdade de comprar comigo, porque sei bem o que é da nossa preferência, o que fica bom no corpo”, afirma.

A advogada Jacqueline Cristina Schreider, 32, também já sofreu “reprovação” do olhar de atendentes. De alguns anos para cá, ela só compra em lojas exclusivas para o seu tamanho. “Mesmo assim, ainda é difícil encontrar roupas que agradem. Não é só porque a gente é gordinha que tem que andar malvestida”, ressalta.

Para Jacqueline, já passou da hora de os comerciantes darem atenção especial a um público que não para de crescer. E ela está certa. Segundo o Ministério da Saúde, 46,6% dos brasileiros estavam acima do peso em 2009 – contra 42,7% em 2006. (Da Redação)

Fonte:otempo.com.br