terça-feira, 15 de junho de 2010

O que tem mais valor: inventar, imitar ou inovar?


Especialistas comentam sobre as implicações que cada uma dessas três formas interfere na evolução do mercado e no dia a dia do consumidor.


Você sabia que volta e meia as imitações benfeitas superam as invenções?


A empresa de restaurantes White Castle foi à primeira organizar o segmento de fast foods, mas um tempo depois, a rede MCDonald's copiou a idéia, melhorou o serviço e se transformou em uma das principais multinacionais do mundo. O Diners Club, por exemplo, foi o primeiro a disponibilizar cartões de créditos, mas foi superada pelos "imitadores" do segmento Visa, Mastercard e American Express.


Até o próprio Ipod da Apple é uma versão melhorada do aparelho Saehan Mpman, que não fez muito sucesso no mercado, mas trouxe o formato de mais capacidade nos MP3 já existentes.


Em todos os setores, nota-se a existência cada vez maior no número de empresas que oferecem serviços ou produtos semelhantes ao consumidor. Nesse aspecto, é evidente que a competitividade entre as organizações está em uma verdadeira crescente, por isso as empresas que procuram e oferecem algum diferencial ao seu cliente aparecem na dianteira de seus concorrentes. Mas o que significa esse diferencial? É inventar algo, aperfeiçoar uma invenção já existente (inovar), ou copiar um produto e fazer pequenos ajustes?


Pontos de vista


Um estudo realizado pelo professor Oded Shenkar, da instituição Fisher College Business nos EUA, sobre o impacto de invenções em modelos de negócios e suas imitações posteriores revelou que as imitações são importantes fontes de avanço para a evolução dos produtos. No estudo foi revelado que 97,8% do valor gerado por invenções vão para os "imitadores".

Mas o que seriam exatamente essas imitações?


Em entrevista à revista Harvard Business Review, o professor Shekar fala que a boa imitação é aquela que agrega novos valores à invenção. São aquelas pessoas que vêem algo já existente e conseguem transformar aquele produto ou serviço em algo ainda melhor.


"O problema é que muitos imitadores se deixam seduzir pelos elementos visíveis de uma invenção e não copiam aquilo que garante seu sucesso, as 'vigas estruturais'. Às vezes, imaginam equivocadamente que o que deu certo num lugar vai dar certo em outro. Outros ficam tão presos ao original que acabam não fazendo ajustes que tornariam uma inovação melhor.", afirma o pesquisador Oded Shenkar para a revista HBR.

Marcos Morita, professor de estratégia e marketing da Universidade Mackenzie, comenta que os graus de imitação variam muito conforme os segmentos de mercado estudados. Em alguns como o farmacêutico, a imitação é impossível, haja vista as patentes.


"Vale salientar que há tanto imitações positivas, quanto negativas. As primeiras são aquelas que agregam valor ao produto ou serviço inicial, conforme expectativas dos consumidores. Aqui se enquadram, por exemplo, os produtos japoneses e agora coreanos. Já as segundas (imitações negativas), fazem cópias puras e simples, sem que nenhum valor seja agregado, além do preço baixo", declara o professor Morita.

Para Felipe Scherer, sócio da Innoscience Consultoria de Gestão da Inovação e autor do livro Gestão da Inovação na Prática, essas imitações como cópias não podem ser consideradas estratégias de sucesso, mas faz uma observação:

"Isso não significa que aqueles que apenas copiam não ganharão dinheiro também, porém o 'filé da rentabilidade' normalmente está associado à possibilidade de ser o diferencial do segmento e, consequentemente, não ter um parâmetro de comparação".

Ele ressalta que às vezes não é necessário ser o pioneiro, mas é necessário sempre buscar inovar em seu segmento. "Ford não inventou o carro, porém desenvolveu uma forma de fabricá-los mais barato. O Cirque de Soleil não inventou o circo, porém conseguiu criar uma combinação de atrações melhor. Empresas como a 3M, Microsoft, Apple, Disney conseguiram manter um histórico contínuo de inovações e sempre agregam valor à sua marca", ressalta Felipe Scherer.


Invenção: E como ficam as patentes?


As patentes são um modo do governo dar ao inventor a propriedade de sua criação. Por um determinado período, os portadores de patentes têm permissão de controlar como suas invenções são usadas, permitindo que obtenham recompensa financeira sobre seu trabalho.


O professor Marcos Morita explica: "o papel das patentes é proteger os investimentos realizados pelas empresas, tais com as indústrias de medicamentos, nas quais este prazo perdura por 20 anos. Mesmo nestes casos, há governos que acabam quebrando este direito em nome do bem comum. Em outras indústrias, patentear um produto ou serviço é tarefa bem mais difícil e onerosa".


Para Morita, o mundo caminha para um sistema de inovações abertas ou "open innovations", nas quais o papel dos consumidores na concepção dos produtos é cada vez maior. "A web 2.0 traz este conceito em sua natureza. Veja o exemplo da Creative Commons, organismo internacional que regula a questão da propriedade intelectual, criando diversas modalidades conforme o uso e autor. Outro exemplo inimaginável foi a FIAT através do projeto MIO – (meu carro em italiano), no qual mais de 3000 projetos foram recebidos".


O consultor Felipe Scherer é absolutamente a favor das patentes e diz que, dessa forma, incentiva-se o mercado de invenções. "Sempre haverá risco e incerteza quando as empresas estiverem desenvolvendo coisas novas, portanto parte da recompensa advém dessa possibilidade de haver a proteção pelas patentes. Por que uma empresa iria gastar milhões de dólares em pesquisas para desenvolver determinada vacina ou medicamento se esse investimento não pudesse ser recuperado e o prêmio pelo pioneirismo recebido? É claro que as patentes funcionam bem em alguns setores enquanto que em outros, o melhor mesmo é continuar inovando.", conclui o consultor.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 13 de junho de 2010

Os últimos Alfaiates


O alfaiate Florentino Alves e o corretor Rodolfo Nickel: gosto pelo sob medida promove o encontro de gerações
capa

Os últimos Alfaiates
Considerada profissão do passado, a alfaiataria mostra, ao mesmo tempo, a resistência da técnica em pequenos estabelecimentos e a fragilidade de um ofício que não forma sucessores


“Quando você me ligou, fiquei preocupado, porque a minha oficina é feia pra chuchu”, diz em tom de desculpa Florentino Alves da Silva, 69 anos, por detrás do velho balcão de fórmica de sua alfaiataria, cravada num quarteirão movimentado da Avenida Sete de Setembro, em Curitiba. Ele acabara de se despedir de um cliente que tinha ido buscar um terno. O freguês, de 28 anos, diz ter entrado na Alfaiataria Florentino por acaso, quando foi levar seu celular para consertar na loja ao lado. O jovem corretor de imóveis gastou uma razoável quantia para ter um traje exclusivo. “Não que seja prático, mas tem todo um ritual. Escolher o tecido, tirar a medida, provar...”, diz Rodolfo Nickel de Haro, que volta e meia manda fazer um terno sob medida. Embora a alfaiataria tradicional tenha sofrido o impacto do desenvolvimento da roupa pronta, da adesão em massa à indumentária casual e das mudanças nas relações de trabalho, ela sobrevive em algumas dezenas de pequenas oficinas espalhadas na cidade, principalmente no Centro.

Calcadas na divulgação boca a boca, elas, que estampavam grandes espaços publicitários nos jornais da primeira metade do século passado, são uma presença discreta, mas representam um contingente bem maior do que se imagina.



Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo


O casal Iraci e Rene Bonassina é freguês há 20 anos da Alfaiataria Florentino

Filho de imigrantes italianos, Ferdinando Nardelli fez a vida a bordo de sua Singer nos tempos áureos da alfaiataria




Quem se lembra?
Selecionamos alguns termos do glossário do livro Alfaiatarias em Curitiba:

Casimira

Tecido de lã utilizado para confecção de ternos.

Chulear

Dar pontos na borda de um tecido cortado para evitar que se desfie. Antes era feito manualmente, hoje é realizado à máquina.

Dedal

Diferente do dedal das costureiras, o do alfaiate é aberto na parte superior e empurra a agulha com suas laterais. Seu manuseio, portanto, é peculiar.

“Depenar a galinha”

Alguns alfaiates chamam assim o ato de retirar os pontos dados durante o processo de alinhavar o paletó.

Fazenda

Sinônimo de pano ou tecido.

Mestre alfaiate

Em geral, dono do estabelecimento, domina todo o processo de realização dos produtos da alfaiataria. É o responsável pelo corte do tecido e pelo atendimento ao cliente.

Oficial

Na alfaiataria é o trabalhador qualificado para a confecção de uma das três peças do terno, de onde advém o nome de sua especialização: paletozeiro, coleteiro e calceiro.

Oxford

Tecido, em geral, feito de poliéster. De fácil lavagem e secagem rápida, o oxford amarrota pouco e pode ser encontrado atualmente a preços baixos.

Retrós

Fio de seda ou algodão usado para costura; cilindro de madeira ou plástico em que se enrola a linha.

Não contem ao pessoal do marketing, mas o corretor Rodolfo entrou na alfaiataria de dois por quatro metros com a “compra na cabeça”, já que realmente o modesto comércio não apresenta nenhum atrativo parecido com as reluzentes vitrines das lojas de shopping.

Melhor retificar. O bom papo do dono melhora o humor de qualquer um que esteja passando por lá numa tarde carrancuda de Curitiba. O tímido baiano, que veio com a família ainda criança para trabalhar na lavoura de café, logo se mostra um contador de histórias. A sua já é uma crônica, que resume um pouco da trajetória dos alfaiates que se estabeleceram em Curitiba no século passado. A geada destruiu o sonho verde, mas fez nascer o desejo de um dos quatro filhos do seu José, pai de Florentino, de aprender um ofício ainda em Bela Vista do Paraíso, Norte do estado. Florentino veio para Curitiba em 1959 – “de Califórnia a Ponta Grossa não tinha asfalto” – a tempo de protagonizar junto com uma geração de colegas tempos áureos da alfaiataria, contribuindo para o bem vestir dos moradores de uma cidade que prosperava.

Fino trato

Os alfaiates deveriam ser “tombados” como reservas de um tipo de comportamento que quase não mais existe. Polidos – independentemente da educação formal –, dão grande importância ao trato pessoal e talvez por isso atraiam tanto jovens fregueses como Rodolfo quanto pessoas maduras como o casal Iraci, 69, e Rene Bonassina, 68, clientes do seu Florentino há 20 anos. Professora aposentada, Iraci foi encomendar uma calça de lã para o inverno. Ela pergunta sobre qual o melhor tipo de bolso. O experiente alfaiate desenha na hora os modelos, ponderando os possíveis “efeitos colaterais” de cada um – “este aqui faz volume”, diz. “Ela é muito perfeccionista”, afirma seu Rene. Pedido anotado na caderneta, o casal se despede. A calça ficará pronta em uma semana e durará muitos invernos, garante dona Iraci ao sair.

Seu Florentino diz que Iraci é exceção. Atualmente, a clientela é quase toda masculina. E, com a diminuição do movimento, ele passou a aceitar mais consertos e reformas, demandas armazenadas em sacolas de supermercado nos fundos da alfaiataria. Os alfaiates também atualizam modelos feitos há décadas, mas que preservam a qualidade da manufatura – um ajuste aqui, uma lapela reduzida e pronto!

A resistência

Do outro lado do Centro, no edifício Tijucas, na Rua XV, vou tomar um café com leite com Ferdinando Nardelli, um dos 18 alfaiates do prédio e também um dos profissionais mais respeitados em atividade da capital. A bebida que sai quente da garrafa térmica é disputada por quem passa por acaso – ou não – no segundo andar. Quem quiser pode ter um dedo de prosa com o simpático – e sempre impecável – septuagenário e comer algumas bolachas Maria para acompanhar a média.

Prestes a completar 74 anos, ele é o representante local da categoria. Ocupa a presidência do Sindicato dos Alfaiates do Paraná pela “quinta ou sexta” vez. Já se sentou até diante de presidente – João Figueiredo, em 1982 – para tentar articular uma estratégia que ajudaria na preservação do ofício.

A resposta veio um mês depois, em forma de carta, colocando o Senai à disposição para formar jovens que tinham praticado pequenos delitos. Não deu certo. Uma escola para alfaiates parece um sonho cada vez mais distante – como ensinar um ofício que perpassa não apenas a técnica, mas todo um conjunto de comportamentos e relações de valores?

Sexagenários, os alfaiates atuais quase já não formam aprendizes, expondo a fragilidade de uma profissão que não tem como característica ser passada de pai para filho. “No passado, ser aprendiz era uma possibilidade de ascensão social sem ter de estudar. O alfaiate tinha o mesmo status de um médico. Não estudava tanto, mas a dedicação era a mesma”, diz o antropólogo e fotógrafo João Castelo Branco Machado, coautor do livro Alfaiatarias em Curitiba, que retrata o universo da alfaiataria na capital.

Conforme a antropóloga Va­­léria Oliveira Santos, outra coautora da obra, as alfaiatarias tinham uma hierarquia peculiar, que sobrevive apenas em parte. Os aprendizes trabalhavam de graça até se tornarem oficiais, profissionais que se debruçam sobre determinadas peças, como calças, e que permanecem na função até estarem aptos a se tornar mestres alfaiates. “Se tornar mestre é um reconhecimento moral ao olhar dos pares. Quer dizer: ‘agora você é tão bom que pode atender seus próprios clientes’”, explica.

Hoje, seu Florentino trabalha sozinho, e seu Nardelli, que chegou a ter dez funcionários, conta apenas com um oficial. Os filhos de ambos seguiram carreiras bem diferente da dos pais. “Os filhos dos alfaiates foram para profissões como o Direito. Eles não iriam preparar os filhos para um ambiente de trabalho que estava sofrendo grandes mudanças”, pondera Valéria.

Seu Nardelli, que aos 11 anos deixou a escola por decisão dos pais, imigrantes italianos, para aprender o ofício, conta que nos anos 30 Curitiba era um eldorado para os alfaiates. Cidade de indústria, comércio e universidade. Aos 21 anos, em 1958, Nardelli desembarcou na capital paranaense. Do segundo andar do Tijucas, onde está há 51 anos e hoje é síndico, costurou uma vida boa, casou-se e teve três filhas, “uma agrônoma, uma empresária e outra gerente de banco”, frisa. Já poderia ter parado ou gastar um pouco mais de tempo na Boca Maldita, mas não abre mão da rotina de oito horas de trabalho e do atendimento pessoal aos clientes que restaram. As peças que saem de sua oficina são costuradas em duas antigas máquinas de pedal, uma Singer e outra Pfaff – a “melhor do mundo”.

Atualização

Nardelli viajou o mundo em congressos de alfaiates – certificados devidamente dispostos no cenário de sua oficina. A atualização constante, embora num ritmo particular, é uma forte característica desses alfaiates. A silhueta dos ternos acompanhou a evolução da moda e a tecnologia dos novos tecidos dá ao alfaiate a possibilidade de oferecer peças com as melhores matérias-primas do mercado. Os cortes de lã fria – um tecido que mantém o conforto térmico no inverno e no verão – e outros tecidos de qualidade chegam de um dia para o outro, via Sedex. Os paletós ganham etiquetas internas que informam a procedência do tecido e sua composição. O resultado disso é que um terno sob medida hoje custa bem mais do que há 50 anos.

Quem busca esse tipo de serviço tem consciência de que pagará pelo diferencial, o que torna a escolha também uma questão de status social. Muitos dos clientes são homens que vão se casar, ser padrinhos de casamento ou têm um porte físico específico, que dificulta a aquisição de roupas prontas. “Há clientes que não se adaptam ao pronto. O sob medida dura 15, 20 anos. É um trabalho artesanal, bem arrematado por dentro”, defende Nardelli.


Fonte:gazetadopovo.com.br

sábado, 12 de junho de 2010

Como você quer ser reconhecido: "profissional talentoso" ou “carregador de piano”?


Em nossas carreiras dificilmente seremos lembrados por fazer o “arroz com feijão”, ou seja, por entregar aquilo que se espera de nós. Mas, seremos sim lembrados pelas inovações e melhorias que realizamos e pelo quanto isso trouxe de benefícios às pessoas e à empresa
Por Juca Palácios,



Hoje, devido à dinâmica competitiva e a globalização do mercado, podemos afirmar que a criatividade é vista pelas empresas como uma competência essencial para todos os funcionários. Por ser responsável pelos resultados de sua equipe, é fundamental que o líder desenvolva tanto a sua competência de criar e inovar quanto a de seus liderados, e, por fim, gerencie o processo criativo da equipe.

Algumas pessoas atribuem a criatividade simplesmente ao fato de gerar boas ideias. Na verdade, diversas vezes vemos dentro das empresas pessoas reclamando a autoria das ideias; "Pedro implementou este processo, mas eu já tinha pensado nisso, inclusive citei numa reunião de equipe há um ano atrás e ninguém me deu ouvidos..." Pensando em situações similares, quem foi criativo neste processo, quem teve a ideia ou quem a implementou?


Para responder, segue uma definição de criatividade que eu considero bem completa e prática: "A criatividade é a capacidade de transformar ideias em realidade, de forma que melhorem um processo, inovem um produto, divirtam alguém...enfim que tragam benefícios às pessoas, as empresa, a sociedade" (autor desconhecido).


Pensando neste prisma, a criatividade não é uma competência isolada que funciona independentemente das demais. Posso descrever pessoas criativas como sendo aquelas que desenvolvem tanto o pensamento lógico como o abstrato, são pessoas ousadas, que não têm medo de errar, que possuem flexibilidade conceitual e estão extremamente motivadas para usar a sua capacidade de influência para transformar os diversos "nãos" que escutam em "sins".


Para o líder, a questão fundamental é: como desenvolver a capacidade criativa na minha equipe?


O primeiro passo é verificar se, como líder, você não está bloqueando o processo criativo da sua equipe ou, até mesmo, permitindo que este processo seja bloqueado pela própria equipe. Um exemplo deste bloqueio ocorre em reuniões de "brainstorm", quando o líder ou membros da equipe reagem às ideias consideradas "tolas" com gracejos, desdém ou argumentos que deixem a pessoa constrangida.


Oras! Reuniões deste tipo deveriam focar na quantidade de ideias, na construção de ideias sobre ideias, para depois, em outro momento, realizar a análise crítica.


Se isso acontece quando as ideias deveriam ser livres e bem vindas, imaginem no dia a dia? O medo de uma crítica mina a capacidade criativa, afinal, ninguém quer parecer bobo perante o time.


Para quem tem este tipo de atitude é bom refletir que muitas vezes, enquanto a pessoa elabora e verbaliza a ideia, ainda não teve tempo de pensar em todas as implicações da mesma, afinal, é muita coisa para o cérebro fazer ao mesmo tempo. Por isso, é importante ter um momento no qual as ideias fluam livremente, sem críticas. A chance de, no meio destas, ter algumas boas ou mesmo geniais é muito maior do que se as pessoas ficarem com medo de serem criticadas e limitarem o fluxo de ideias.


Albert Einstein dizia: "Não existem ideias tolas, existem ideias mal compreendidas", se ele falou, quem sou eu para desdizer?


O segundo passo é a criação de um ambiente descontraído. Pensemos um instante: é mais fácil criar em um ambiente leve e amistoso ou em um ambiente pesado e antagônico?


Depois disso é preciso nivelar as informações da equipe, pois as pessoas só terão boas ideias sobre um assunto se tiverem acesso as informações suficientes para se sentirem envolvidos e, com isso, se motivarem a por em prática as mudanças.


Para finalizar, cabe analisar e selecionar as melhores ideias. Transformar tudo isso em um plano de ação com datas, responsáveis, recursos necessários e planos de contingência.


Quando criamos em equipe, o melhor processo é aquele que no fim ninguém sabe exatamente quem foi o dono da idéia e quem foi o responsável pela implementação. Todos de fato contribuíram.


Carregador de piano ou talento na empresa?


Por fim, gostaria de citar uma amiga, consultora de RH de uma multinacional, sobre o que significa hoje em dia ser um profissional talentoso. Creio que ela reflete bem a importância da criatividade em nossas carreiras.


Segundo ela, existem dois grupos de profissionais que as empresas querem manter. O primeiro corresponde aos que atingem e até superam as metas, os chamamos de "carregadores de piano". Eles são importantes e as empresas se esforçam para mantê-los.


O segundo grupo corresponde aos "talentos da empresa". São os que atingem ou superam as metas, ao mesmo tempo em que trazem inovação e mudanças. Estes profissionais são fundamentais à sobrevivência e ao crescimento da empresa, e estas farão de tudo para mantê-los. Na verdade, este é um grupo de profissionais que pode se dar ao luxo de escolher onde vão trabalhar.


A pergunta que eu deixo para vocês é: como vocês querem ser reconhecidos? Como profissionais talentosos ou carregadores de piano?


Em nossas carreiras dificilmente seremos lembrados por fazer o arroz com feijão, ou seja, por entregar aquilo que se espera de nós. Mas, seremos sim lembrados pelas inovações e melhorias que realizamos e pelo quanto isso trouxe de benefícios às pessoas e à empresa.


Este certamente será a nossa marca, o nosso legado.


Como você está construindo o seu?


Juca Palácios - Engenheiro formado pela Escola de Engenharia Mauá e MBA em Gestão de Pessoas pela FGV. É consultor de desenvolvimento pessoal e profissional DA CRESCIMENTUM, especialista em coaching de executivos e treinamentos comportamentais nas áreas de Liderança, Negociação, Comunicação, e formação de equipes de alta performance.

Fonte:administradores.com.br

Fundadores de cooperativa esperam influenciar “limpeza” das grandes marcas


Estampas de camisetas livres de trabalho escravo foram definidas em concurso que premiou sugestões de vários países; Peças podem ser compradas pela internet



14 pessoas são empregadas pelo setor têxtil da cooperativa. Os organizadores esperam que iniciativas semelhantes sejam adotadas em outras partes do mundo (Foto: RedeBrasilAtual)

Buenos Aires - Viagens nos últimos anos foram a fábrica de ideias para o passo mais ousado da cooperativa La Alameda. Em 2009, durante uma conferência em Bangcoc, Gustavo Vera, presidente da instituizção argentina, encontrou o exemplo de Dignity Returns (Retorno da Dignidade ou Dignidade Retorna, em português), da Tailândia. A cooperativa asiática nasceu em 2003 pelas mãos de trabalhadores explorados, outra vez, por marcas de grande circulação.

Apesar da barreira linguística, as semelhanças surgiram rapidamente. A internet foi o meio para um intenso contato que resultou na formação da primeira cooperativa internacional de roupas livres de trabalho escravo. No Chains, ou Sem Correntes, é o nome da marca recém-criada.

O acerto financeiro será simples e baseado na confiança: somam-se os lucros e dividem-se igualmente os ganhos entre todos os cooperados. Em La Alameda, cada costureiro tem tido uma retirada média de 2 mil pesos ao mês, em torno de R$ 1.000, podendo chegar ao equivalente a R$ 1.700 nos períodos de maior movimento. A carga é de oito horas por dia, de segunda a sexta-feira, com pagamento extra quando há uma encomenda que demanda mais trabalho. 14 pessoas estão envolvidas especificamente nesta iniciativa em solo argentino. Em uma oficina têxtil comum, a jornada nunca é inferior a doze horas e o pagamento dificilmente passa dos mil pesos. O custo de uma peça fica entre R$ 25 e 30. “Obviamente que a mão de obra e a matéria prima precisam ser pagas porque não podemos nos escravizar nessa luta contra o trabalho escravo”, resume Tamara Rosenberg, tesoureira de No Chains na Argentina e responsável por gerir a fase de fusão entre as cooperativas dos dois países.

Concurso e novas estampas
Como os recursos são escassos, a compra dos produtos de No Chains em outros países ainda não é muito desenvolvida. É preciso fazer uma encomenda via email e efetuar o pagamento também por meios eletrônicos. Movimentos sociais, inclusive os brasileiros, podem requisitar algumas camisetas para a venda pelo sistema de consignação.

Para o lançamento da marca, as duas cooperativas tiveram de repensar os temas de suas estampas. Uma ou outra dificuldade apareceu pelo caminho. Os tailandeses, por exemplo, não queriam camisetas amarelas, pois essa cor, por lá, representa o poder.
Já a definição das estampas foi feita por concurso. Desenhos enviados de Coreia do Sul, Hong Kong, Indonésia, Argentina e Estados Unidos foram os escolhidos pelos cooperados. Devido às limitações financeiras, os vencedores não recebem pagamento, mas ganham o nome nas camisetas e a divulgação do próprio trabalho.


Agora, os desafios são aumentar os pontos de venda e garantir uma demanda constante. Dessa forma se assegura uma renda fixa aos trabalhadores e a incorporação de novos cooperados. Evidentemente, a massa de mão de obra escrava existente na Argentina é muito maior que a capacidade de No Chains de absorver mais costureiros. Por isso, a criação de novas cooperativas no país e em outras partes é fundamental, inclusive podendo somar-se aos tailandeses e argentinos.

O último elo, o consumidor, também precisa tomar consciência de que tem participação fundamental nesta história. “Que cada vez mais rejeitem os produtos que não saibam a procedência. Que tenham consciência de que há grandes marcas que usam mão de obra escrava. Que não reste outra alternativa a essas marcas que não seja 'limpar' a produção”, afirma Tamara.


Fonte:redebrasilatual.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Roupas high tech e à prova de cheiro




Duas confecções cariocas já começam a produzir peças com tecido antiodor. Em agosto, chega às lojas jeans para guardar no freezer



Rio - Em breve os cariocas vão poder sair com uma camisa à prova de mau cheiro e calça jeans que dispensa lavagem: basta colocá-la no congelador para mantê-la livre de bactérias. Duas empresas integrantes do polo têxtil de São Cristóvão já estão produzindo peças utilizando tecidos bactericidas, antiodor e com bloqueio contra raios ultravioleta, como noticiou o ‘Informe do DIA’ na sexta-feira. O brim high tech chega ao mercado em agosto.

A presença de fios com íons de prata na composição das peças é o segredo para evitar a presença de bactérias, principais responsáveis pelo odor nas roupas. Fios com fator de proteção ultravioleta também fazem parte do processo de elaboração dos tecidos. Apesar da evolução, a produção de camisas no Rio ainda deve demorar um pouco, já que o foco inicial dos fabricantes está na moda praia e maiôs para ginástica.

“É uma das principais novidades no mundo da moda. An-tes, essas composições só eram usadas em roupas usadas por funcionários da área médica”, revela a dona da empresa Tristar, Jandira Barone, que já usa a técnica inovadora antiodor.

Em São Paulo, as marcas Kailash e Solo vendem camisas com os tecidos tecnológicos. Elas custam entre R$ 60 e R$ 200. “Comprei uma das mais baratas e não me arrependi. Por acidente, já esqueci o desodorante e não enfrentei qualquer problema”, confessa o auxiliar de escritório Alexandre Couto, 28 anos. Os tecidos resistem até 150 lavagens sem perder a proteção.

No Rio, ainda não há previsão de quando os produtos chegarão às lojas. Mas algumas grifes famosas de moda praia já fizeram encomendas. “Participei do Rio à Porter (salão de negócios de moda e design) e recebi inúmeros pedidos. Já estamos no processo de produção”, conta a empresária Evanize de Silveira, da marca Gaúcha.

Outra novidade é a calça jeans que dispensa lavagem e deve ser conservada em freezer para matar possíveis bactérias. O produto é 100% algodão, não passa por lavagens industriais e não fica com odor. Além disso, as fibras do tecido são mais próximas umas das outras, o que diminui a aderência da sujeira. O jeans foi exposto em janeiro e grandes grifes fizeram encomendas. “Trouxe a ideia de Berlim. Fiquei 8 meses testando o produto sem lavar. O jeans mais conservado acaba aderindo ao corpo e fica mais confortável”, diz Jandira.

Fonte:odia.terra.com.br

Se sua profissão fosse jogador de futebol, você estaria entre os convocados para a Copa?


A Copa do Mundo começa oficialmente no dia 11 de junho, mas, no Brasil, há alguns meses, já se respira o torneio. E a torcida ficou ainda mais envolvida depois da divulgação da lista com os jogadores convocados para defender a Seleção na África do Sul. A relação, que foi motivo de diversas especulações antes de ser anunciada, como não poderia deixar de ser, rendeu uma chuva de críticas ao técnico Dunga. Alguns nomes tiveram a competência contestada nas ruas, onde, da mesma forma, foram criticadas algumas ausências.

Quem está certo nessa história: Dunga ou o povo? O que cada jogador fez para estar entre os convocados? O que faltou aos ausentes? E você, se sua profissão fosse jogador de futebol, estaria entre os convocados?




O técnico Dunga e seu auxiliar, Jorginho




A lista de ausências questionadas pelos torcedores brasileiros é extensa: Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Adriano etc. Já com relação às presenças, o centro das atenções tem sido o atacante Grafite, por ele ter atuado pouco pela Seleção e não ter se destacado muito nos últimos meses em seu time, o Wolfsburg, da Alemanha. Dunga, no entanto, foi enfático na coletiva que concedeu após a divulgação dos convocados: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima, e tem algumas que em cinco minutos demonstram porque vieram". Segundo o treinador, nos 15 minutos jogados no amistoso contra a Irlanda, em março, Grafite soube aproveitar sua chance e demonstrou as competências necessárias para estar na equipe que agora já se encontra na África do Sul.


Aproveitar as oportunidades


Tratando-se de mercado de trabalho, o futebol não é muito diferente de outros setores. A concorrência é grande e as oportunidades passam rapidamente. O profissional precisa estar atento e preparado para aproveitar cada chance com competência. "O bom profissional deve trazer resultados, não a qualquer preço, mas de uma maneira ética e responsável. Deve estar alinhado à cultura e aos valores da organização, mostrar compatibilidade para com seus líderes e colegas de trabalho, de nada adianta ter muito talento e pouco agregar à equipe", afirma Paulo Araújo, autor do livro Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira. E o consultor Luiz Affonso Romano complementa, dizendo que é preciso "estar atento ao que o mercado procura, e não só às suas habilidades e competências numa outra equipe/ organização, num outro contexto, outro gestor".





Adriano(esq.) e Grafite(dir.)

Grande parte das críticas à convocação de Grafite se deve, também, ao fato de ele ter substituído o experiente Adriano, ex-ídolo do Flamengo e que esteve presente na equipe de Dunga por várias vezes. Experiente, habilidoso e em boa fase, por que Adriano ficou fora? Bem, era a ele que Dunga se referia quando falou: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima". Como afirma Paulo Araújo, "o sucesso é a soma de pequenas e grandes decisões e como o profissional sabe aproveitar as chances que aparecem", o que o ex-imperador da Gávea parece não ter aprendido.

No mercado de trabalho, alguns fatores, como uma boa formação, aperfeiçoamentos e experiência, são determinantes na busca por um espaço e devem guiar o profissional sempre a um mesmo objetivo: "a capacidade de executar o planejado e ser uma referência para clientes e colegas de trabalho", como ressalta Paulo Araújo.


Outro fator importante, conforme lembra a consultora da Career Center, Claudia Monari, é "manter a rede de relacionamento sempre ativa", o que "ajuda muito a identificar oportunidades".


O peso da reputação


O escritor Paulo Araújo é enfático: "talento sem reputação de nada vale". Manter uma boa conduta dentro e fora do ambiente de trabalho é essencial para o sucesso de um profissional. E isso foi outro calo na temporada 2009 de Adriano. As brigas com a namorada em público, as supostas relações com traficantes e os atrasos e ausências nos treinamentos e em jogos importantes podem ter deixado na carreira do Imperador uma mancha difícil de sair. "Reputação é tudo. Demora um minuto para perdê-la e uma vida para construí-la. A sua reputação é o seu maior tesouro, seu maior bem", ressalta Araújo.


Já a consultora Claudia Monari lembra que a postura do profissional também é um fator determinante de sua competência. "O conceito de competência é formado por conhecimentos, habilidades e atitudes. Você só é competente se houver esses três ingredientes no seu desempenho. No caso do Adriano, a atitude não era a esperada para aquele tipo de desafio, por isso foi preterido (pelo técnico Dunga)", afirma Monari.


No dia a dia do mercado de trabalho, é preciso "estar consciente de que a carreira é seu patrimônio e, portanto, cultivá-la, adaptá-la às necessidades, trabalhar a sua rede de relacionamento, aprender a gerir o seu tempo, aumentar de forma comedida a sua visibilidade", afirma Luiz Affonso Romano.


O profissional de confiança





Kaká

Na Seleção, Kaká é o maior exemplo de como a carreira pesa nas decisões de alguns gestores. Contundido e em uma fase que não é das melhores, o craque do Milan, mesmo antes da divulgação dos nomes dos convocados, já era figura garantida no time de Dunga. O motivo: confiança no trabalho demonstrado nas partidas em que foi chamado pelo técnico. Nem mesmo o brilhantismo dos meninos do Santos conseguiu ameaçar a posição do meia.


Paulo Araújo, no entanto, adverte que a confiança na experiência, a preferência pela garantia de um trabalho já conhecido, nem sempre prevalece. "Isso depende de como pensa cada gestor e das circunstâncias do momento que vive a organização. Por vezes é hora de lançar e dar espaço para um novo talento, às vezes não é hora de arriscar e apostar naquele que já deu resultados", afirma.


Para Romano, "é preciso haver uma mescla, tal qual em 1958 – mais difícil por ser fora do continente e não sermos a força temida de agora – com Pelé aos 17 anos e Nilton Santos aos 32, já tendo disputado duas Copas".


A lição para os estagiários


"O estágio, se bem aproveitado, corresponde à oportunidade de o jovem não apenas mostrar seu talento e empenho, mas também se preparar para avançar na trajetória profissional quando surgir o 'grande desafio' que renderá a tão sonhada convocação, ou melhor, a efetivação". Isso é o que afirma Noely David, supervisora de Processos Especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que concedeu uma entrevista ao Administradores falando sobre as lições da Copa para os jovens que estão começando a buscar espaço no mercado de trabalho.


Fonte:administradores.com.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vicunha Têxtil arruma a casa e está pronta para crescer


A injeção de capital de R$ 250 milhões em capital do BTG Pactual reduziu a alavancagem da Vicunha Têxtil que, fortalecida, se prepara agora para voltar a crescer. "Queremos nos tornar consolidadores na América do Sul", disse o discreto Ricardo Steinbruch, presidente da Vicunha, em uma rara entrevista à imprensa. Segundo ele, a ideia é buscar outros parceiros - como bancos e fundos de investimentos - que comprem mais uma fatia do capital da Vicunha. O dinheiro seria usado para reduzir ainda mais o endividamento e adquirir companhias menores em países da América Latina.

"Hoje somos o terceiro produtor mundial de índigo e brim do mundo e nossa meta é nos tornarmos o primeiro", afirmou, em sua sala na sede administrativa da empresa, na avenida Henrique Schaumann, em São Paulo. A estratégia do grupo inclui também a comercialização de mais produtos de terceiros usando a marca Vicunha. "Vamos no caminho de nos tornarmos uma empresa comercial que produz", definiu ele, que preferiu não ser fotografado.

Hoje, da produção total da empresa no Brasil, só 17% se destina ao mercado externo, em comparação aos 40% de cinco anos atrás. Steinbruch pretende aprofundar esse movimento. "Queremos que a produção no Brasil seja destinada ao mercado interno", revelou. Segundo ele, o real forte e a carga tributária elevada tornam a mercadoria produzida no Brasil pouco competitiva para exportação. "Apesar disso, queremos manter os mercados conquistados", afirmou.

A empresa planeja aumentar a produção de sua fábrica no Equador para atender países do Pacto Andino (Bolívia, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela), México e Europa. Já a empresa na Argentina, a Brastex, atende o mercado interno naquele país e até começou a exportar para o Brasil. Neste mês, serão importados 250 mil metros lineares de tecidos do país vizinho, do total de 350 mil lá produzidos. Com a Ásia, a Vicunha não pretende se meter. "Tínhamos uma fábrica na China, mas lá as regras eram muitos diferentes das nossas e resolvemos deixar o mercado asiático para os asiáticos", disse.

O mercado interno mostra-se bastante promissor, segundo Steinbruch. "Há uma correlação direta entre o crescimento do Produto Interno Bruto e o da venda de índigo e brim", disse. A concorrência da China preocupa, porém mais na indústria de confecção propriamente dita, explicou. Com a mão de obra cara, a estratégia da Vicunha é modernizar a produção e construir uma fábrica novinha no país para elevar a produtividade. Hoje, emprega 7.852 pessoas.

Em março, a Vicunha e o governo de Mato Grosso firmaram acordo para instalação de uma fábrica em Cuiabá de fiação, tinturaria, tecelagem e acabamento, com investimento estimado em R$ 350 milhões. A unidade terá capacidade para beneficiar 65 mil toneladas de algodão/ano e 6 milhões de metros lineares de tecidos/mês. Para financiar o projeto, a Vicunha pretende acessar linhas de bancos de fomento, no caso o Banco da Amazônia (Basa). A ideia é financiar 70% dos recursos. Já a ampliação da fábrica do Rio Grande do Norte - outras duas unidades ficam no Ceará - contará com empréstimo de R$ 220 milhões do BNB .

José Maurício D'Isep, diretor-financeiro da Vicunha, diz que esses financiamentos são atrativos, pois têm prazos de vencimento de oito anos e juros de 7,5% a 8,5% ao ano.

Com os projetos, a Vicunha pretende produzir 1 milhão de metros por mês a mais em 2010 e 2011. Em 2012, a ideia é fazer 2 milhões a mais por mês. Hoje, a empresa fabrica 13 milhões mensais no país e 1 milhão no Equador.


Fonte:valoreconomico

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Você trabalha demais? Veja como lidar com a sobrecarga de funções e conciliar a vida profissional com a pessoal


Giovana Tensini de Aguiar, da SBA Associados: excesso de trabalho não pode virar rotina
Terça-feira, 8 de junho. Na agenda da editora do Noticenter, Marina Melz, uma entrevista marcada para às 10h30min com a consultora da SBA Associados, Giovana Tensini de Aguiar. Por problemas pessoais, Marina avisa que não pode comparecer no local e horário combinados. Sou escalado para substitui-la, mesmo bastante atarefado com o fechamento da edição 247. Esforço necessário. Afinal, desse encontro dependia a pauta programada para ser a manchete do Noticenter desta semana – ou seja, esta matéria que você está lendo agora. O tema da conversa: sobrecarga de trabalho, uma realidade que, se ainda não afetou ou se você tem aspirações maiores, pode atingir sua carreira a qualquer momento.

O acúmulo de funções dentro do ambiente profissional pode ser encarado como algo positivo. É sinal de que você demonstrou ser competente e que a empresa confia no seu trabalho – e, em muitos casos, é também sinônimo de um salário mais gordo. Por outro lado, quando isso acontece, o nível de responsabilidade cresce na mesma proporção da credibilidade. As preocupações aumentam. Noites mal dormidas se tornam ocorrências frequentes e a pressão é constante. “Pelo ritmo que as coisas funcionam hoje, é normal que as pessoas, em alguns momentos, fiquem sobrecarregadas de trabalho. O que não pode acontecer é isso se tornar uma rotina”, explica Giovana. “As pessoas têm um limite”.

APRENDA A DIZER NÃO

De acordo com Giovana, algumas iniciativas ajudam a evitar o excesso de trabalho. “É importante se planejar, manter uma agenda e estar preparado para as intervenções. Administrar o seu tempo é essencial”, indica. No entanto, nem o mais organizado dos profissionais consegue dar conta do serviço se estiver muito sobrecarregado. É nessas horas que é preciso rever alguns conceitos e ser franco com o seu chefe. “Se chegar a esse ponto, admita que você não tem condições de cumprir com tantas atribuições”, recomenda a especialista.

Muitos, entretanto, omitem-se por temerem as consequências. Reclamar do excesso ou negar alguma nova função pode ser visto como um gesto de indisciplina ou até mesmo de descaso. Segundo Giovana, é natural que o profissional aceite mais responsabilidades – mesmo aquelas que ultrapassam as suas atribuições – por não querer deixar a empresa na mão ou para não ficar para trás. “Normalmente ele pensa que, se não aceitar, perderá pontos com o chefe ou que, no final das contas, outra pessoa o fará e terá mais chances de crescer profissionalmente”, avalia.

Para a especialista, abrir o jogo e ser sincero é sempre a melhor alternativa. “É tudo uma questão de bom senso. O ideal é procurar o seu chefe em um momento em que ambos estejam de cabeça fria. Reúna argumentos e explique sua posição a ele”, ensina Giovana. E se mesmo assim ele não aceitar a sua reivindicação? “Paciência. Às vezes a única solução é procurar outro emprego”.

COMO PERCEBER?

Se você ocupa um cargo de chefia ou é proprietário de uma empresa, atenção: funcionários sobrecarregados se desgastam mais, estão mais insatisfeitos e rendem menos do que poderiam. Em outras palavras, seu negócio está deixando de produzir. Para Giovana, cabe aos chefes identificar se um ambiente de trabalho está sobrecarregado ou não. “Aplicar a ferramenta do feedback é importante, pois ela proporciona uma visão mais ampla e realista da situação para quem está no comando”, garante a especialista.

Giovana conta ainda que algumas reações do dia-a-dia ajudam a indicar se o profissional está trabalhando muito ou não. “Se ele é impaciente e nunca tem tempo para nada, é sinal de que está sobrecarregado”, diz a especialista. Se não for possível reduzir a carga de trabalho, o importante é tentar amenizar a situação. Investimentos em qualidade de vida, como atividades físicas e de lazer, ajudam a quebrar o clima pesado do ambiente de negócios. A valorização e o estímulo também são peças-chave no processo. “A falta de reconhecimento desmotiva qualquer um. Salário nem sempre é tudo”, avalia Giovana.

COMPROMISSO COM VOCÊ MESMO

Trabalhar é algo saudável e sempre recomendável. Mas como tudo na vida, é preciso maneirar na dose. “De nada adianta reclamar do excesso de trabalho se o próprio profissional não se limita. É preciso estabelecer e respeitar horários específicos para tratar de assuntos profissionais. Reservar um tempo para a família, amigos e vida social é fundamental para manter uma vida equilibrada”, recomenda.

Em um mercado onde as mudanças estão cada vez mais frenéticas, saber conciliar vida profissional e pessoal se tornou até questão de saúde pública. O próprio corpo denuncia. As pessoas estão envelhecendo mais cedo porque estão mais preocupadas e estressadas. Os índices de câncer e úlcera em jovens crescem de maneira assustadora. “Ser comprometido com o trabalho é uma virtude. Mas tudo que se torna excessivo vira vício. E nenhum tipo de vício é saudável”, finaliza Giovana.

Empresa lança ativador molecular para o jeans


Desenvolvido por nanotecnologia, o produto foi projetado para promover benefícios à saúde de quem usa a roupa, como ação anti-inflamatória, diz a Infrabrás



A Infrabrás, empresa do Paraná, chega ao mercado com o lançamento do EVI, produto desenvolvido por nanotecnologia e descrito pela fabricante como um ativador molecular. Para escapar da aplicação mais óbvia, que seriam as roupas esportivas, a empresa decidiu direcionar os esforços de comercialização para o mercado de roupas feitas em denim.


Afinal, todo mundo tem um jeans no armário, pondera Tomás Quintili, diretor da Infrabrás. Ele argumenta ainda que a pessoa que pratica esportes já tem ganhos com os exercícios físicos. O EVI seria assim destinado a pessoas sedentárias, que usam jeans e poderiam se beneficiar das propriedades do ativador molecular, sensível ao calor do corpo. O material de divulgação da empresa lista seis deles: “repõe as quantidades normais de oxigênio às células, aproximadamente 30 minutos após os exercícios ou do desgaste físico; estimula a circulação do sangue nos vasos prevenindo varizes; auxilia na eliminação de toxinas e gorduras dos líquidos auxiliando no tratamento contra celulite; diminui até 75% das dores relacionadas às articulações; ação antiinflamatória, aliviando dores e diminuindo inchaços musculares; funcionamento metabólico adequado, gerando 3% a mais de energia”.

A aplicação do produto fica a cargo da Infrabrás, que detém a tecnologia de implante do ativador, conta o diretor. Segundo ele, nessa etapa inicial, a intenção é firmar parcerias com confecções ou marcas de jeans interessadas em trabalhar o marketing do bem estar. Quintili assegura que a aplicação do EVI em peças prontas custa praticamente o mesmo de um processo feito em lavanderia. E os resultados suportariam até 230 lavagens caseiras.


O ativador também pode ser aplicado em fibras (naturais, sintéticas, vegetais ou animais) e tecidos, diz o executivo, que deixou a área financeira para se associar ao pai, o engenheiro têxtil Orlando Piave Quintili, na criação da Infrabrás há dois anos. A empresa trabalha com nanoprodutos na área da construção civil (para acelerar o processo de secagem do concreto) e de reflorestamento (acelerando o crescimento de plantas). A motivação para esse mercado, explica Quintili, tem a ver com projeções otimistas, como a divulgada pelo Panorama da Nanotecnologia no Mundo e no Brasil, realizado pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). O levantamento projeta que em 2015 o mercado global de produtos incorporando nanotecnologia alcançará US$ 1,5 trilhão, quando se exclui os semicondutores e outros produtos eletrônicos.


Fonte:gbljeans.com.br

terça-feira, 8 de junho de 2010

AGOA SUSTENTA TÊXTEIS AFRICANOS.


Antes de receber o Mundial de Futebol, a Cidade do Cabo na África do Sul recebeu a Source Africa B2B. Entre os elementos promotores desta dinâmica comercial encontra-se o Agoa, que permite o acesso privilegiado ao mercado dos EUA.


A África Subsariana continua a lutar pela sua sobrevivência na indústria têxtil e de vestuário global, mas as empresas estão convencidas de que sem o programa norte-americano Agoa, as perspectivas seriam mais sombrias. A precária infra-estrutura e os problemas logísticos são alguns dos impedimentos para que a região se transforme num destino mais atractivo.

Renovação do Agoa
Com a autoridade legislativa do Agoa a ser renovada em 2015, os exportadores africanos de têxteis e vestuário estão preocupados que os seus novos compradores norte-americanos se retirem quando o programa terminar. O problema é que a produção em África ainda apresenta aos fabricantes e aos compradores outros desafios muito mais básicos.

A capacidade limitada e as desvantagens logísticas são abundantes. Subdesenvolvidas, as nações rurais, como Moçambique e Suazilândia, sofrem de fontes de energia irregulares e redes de comunicação pouco fiáveis. E, apesar dos trabalhadores africanos estarem motivados, o nível de competências é muitas vezes rudimentar. «A força de trabalho africana não é apenas menos sofisticada do ponto de vista técnico de costura», afirmou John Maser, vice-presidente de desenvolvimento de vestuário na norte-americana Rocky Brands. «Eles são bons em costuras simples, mas ainda não estamos a fabricar peças complexas aqui».

Muitos compradores na conferência também citaram a dificuldade de obter tecidos de qualidade no continente. «Estamos a tentar ampliar o nosso alcance, mas a falta de bons tecidos é um enorme obstáculo», sublinhou Janine Passley, co-fundador da Ei8ht, uma empresa sediada no Reino Unido, que fornece estratégias de fornecimento sustentável para empresas como a Topshop e a Asos.

Do petróleo ao cobre e aos diamantes, a África é conhecida pelo seu mau controlo das matérias preciosas. A indústria de tecidos não é excepção. Cerca de 95% do algodão é enviado para fora do continente. Com o objectivo de compensar esta situação, o Agoa tem aquilo a que chama uma “regra especial” em vigor para os países menos desenvolvidos da África Subsariana (aqueles com um PIB per capita abaixo dos 1.500 dólares em 1998, que exclui a África do Sul). Isto permite-lhes o direito de acesso isento de quotas e tarifas para os tecidos originários de qualquer lugar do mundo, sem arriscar o seu estatuto crítico de “Made in Africa” ao abrigo do Agoa.

Concorrência chinesa
A economia chinesa é outro obstáculo, sobretudo para a África do Sul. A gigantesca amplitude da indústria chinesa e a força da moeda sul-africana, o Rand, prejudicaram a indústria têxtil e de vestuário deste país. As exportações sul-africanas de vestuário bateram no fundo em 2009, ficando nos 600 milhões de rands (80 milhões de dólares), comparados com o pico de 2,2 mil milhões de rands (290 milhões de dólares) atingido em 2003. E as exportações de têxteis caíram de 4,5 mil milhões de rands (600 milhões de dólares) em 2008 para 3,9 mil milhões de rands (520 milhões de dólares) em 2009. «Nós simplesmente não podemos competir com a China», afirmou Brian Brink, director-executivo da Textile Federation (Texfed), a organização oficial da indústria têxtil da África do Sul.

Mas provavelmente o problema que mais tem impulsionado o declínio da indústria sul-africana é o baixo custo da mão-de-obra na China (apesar deste poder revelar-se de curta duração). «Simplesmente torna a concorrência desleal», explicou Johann Baard, director-executivo da Cape Clothing Association, «especialmente num país em desenvolvimento como a África do Sul onde dizima a sua base industrial».

Muito a oferecer
Ainda assim, apesar das dificuldades da indústria sul-africana, o Sul da África como um todo tem muito a oferecer aos compradores internacionais e regionais. Para além dos benefícios do Agoa, a maior proximidade do continente aos EUA e fusos horários similares com os da Europa significam uma resposta rápida a encomendas.

Os fabricantes africanos também precisam do trabalho. «A África está com fome de negócios e isso é uma vantagem», revelou Tim Constantine, presidente da norte-americana World Apparel and Design. Constantine referiu ainda que, como uma das economias do mundo em mais rápido crescimento, a China já tem o suficiente “no prato”. «Nós olhamos para as relações pessoais e existe aqui uma clara vantagem. As pessoas querem trabalhar», prosseguiu.

O entusiasmo em relação a África foi palpável na conferência. «Existe tanto potencial em África», afirmou o produtor têxtil Hou sediado na Suazilândia. «Eu acho que quantas mais pessoas vierem aqui para ver, melhor se vai tornar», concluiu o comerciante Kevin Ashton.

Indústria têxtil procura costureiras


A indústria têxtil e da confecção vive o melhor momento dos últimos cinco anos, apesar da invasão dos importados. Sustentada pelo crescimento do emprego e da massa de salários que garantem o aumento do consumo de artigos de vestuário, a produção do setor está a todo vapor.


A cadeia têxtil e da confecção emprega 1,7 milhão de trabalhadores, mas não consegue preencher todas as vagas. Nas contas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), há um déficit de costureiras qualificadas, a mão de obra básica, de 250 mil trabalhadores.

De janeiro a abril, o saldo de empregos gerados no setor foi de 36.161 postos de trabalho. É mais que o triplo do saldo de vagas registrado no ano inteiro de 2009 (11.844). Surpreso com o atual desempenho, Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit, refez as projeções para o emprego neste ano. A expectativa inicial era de que, entre abertura e fechamento, o ano encerrasse com 40 mil novos postos de trabalho nas tecelagens e confecções. Agora ele projeta 60 mil. "Estou há 40 anos no setor e não me lembro de nada parecido."

Os preparativos para a Copa, a coleção outono/inverno e o crescimento da economia explicam o aquecimento das confecções, diz a presidente do Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, Eunice Nunes. Ela confirma a falta de costureiras e diz que desde os anos 90 não vê o mercado tão agitado.

Eunice observa que a escassez de costureiras qualificadas reflete a evolução tecnológica do setor, que usa máquinas mais sofisticadas, e o desinteresse da nova geração. "As jovens não têm atração pela função de costureira", atesta o gerente de Tecnologia da Abit, Silvio Napoli.

O diretor comercial da confecção Ideal Work, Antonio Augusto Rodrigues, ressalta que a atividade tem caráter depreciativo para muitas pessoas. "A própria filha da costureira não quer ser costureira, mas estilista", afirma o empresário, que produz uniformes para grandes companhias e enfrenta problemas de mão de obra. A estilista é a profissional que cria a coleção e tem uma remuneração bem superior à da costureira. Nos últimos seis meses, o salário das costureiras subiu entre 10% e 15%, diz Rodrigues. "Nem pagando a gente encontra os profissionais."

Para resolver o problema da falta de mão de obra, desde a metade do ano passado a companhia, que tem 220 vagas não preenchidas, criou uma "escolinha" interna para os próprios funcionários que desempenhavam funções de limpeza e embalagem das peças fabricadas. A empresa emprega 1,5 mil trabalhadores nas cinco unidades de produção espalhadas entre São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Rodrigues afirma que gastou cerca de R$ 200 mil na compra de 30 máquinas de costura para oferecer os cursos aos funcionários. "O maior investimento é subsidiar os salários enquanto os trabalhadores são qualificados para exercer outras funções", diz. O empresário calcula que no início de agosto esses empregados estarão prontos para trabalhar na costura de peças.

O problema que afeta uma grande confecção como a Ideal Work, que produz 280 mil peças por mês, é comum também à pequena indústria. A Guaile Brasil, que fabrica 1,2 mil peças ao mês, entre itens de moda, praia e fitness, há seis meses tenta preencher três vagas de costureira.

Vantagens. Salvador Caetano, proprietário da Guaile, informa que as vantagens oferecidas por outros setores industriais, como a metalurgia, atrai os profissionais da indústria do vestuário. A saída encontrada pela empresa para resolver por ora a falta de mão de obra, que saiba operar diversos tipos de máquinas, foi terceirizar parte da produção.

Outra alternativa é buscar profissionais junto às escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que realizam, desde 2008, cursos gratuitos e rápidos para a formação de costureiras. Marcelo Costa, diretor do Senai Adriano José Marchini, no bairro paulistano do Bom Retiro, reduto das confecções, diz que muitas empresas procuram a escola para recrutar profissionais que concluem os cursos. O índice de empregabilidade é de 100% no caso das costureiras.

Na escola do Bom Retiro, foram formados de janeiro a março 560 trabalhadores para exercer a função de costureira. Em igual período de 2009, fizeram o curso 425 pessoas. Costa destaca que o perfil de quem procura qualificação gratuita é heterogêneo, vai dos 18 aos 80 anos. O requisito para obter vaga é ser alfabetizado e estar desempregado.


Desaceleração

O setor têxtil está preocupado de não repetir bom desempenho em 2011, quando o País não terá o mesmo crescimento robusto de 2010 e a invasão de produtos importados deve continuar diante da desaceleração percebida na atividade das economias mais desenvolvidas.


Fonte:estadao.com.br

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Moda em Progresso


Entra temporada, sai temporada e os mesmos clichês se reproduzem. "A moda é mesmo cíclica?" Ou: "Qual é a identidade do estilo brasileiro?" Pode ser chavão, mas essas questões voltam à tona na São Paulo Fashion Week Verão 2011, que começa quarta e vai até o dia 14. O caráter cíclico estará presente inclusive na ambientação do evento. Uma imensa roda-gigante "enfeitará" o Pavilhão da Bienal, que tem como tema: Anima, ou a Alma do Brasileiro. Ou seja, uma "moda nacional" estaria em pleno work in progress.


Em progresso? Sim, seja qual for a acepção desse termo, as cenas que corriam em paralelo a menos de uma semana do início do evento comprovavam. Enquanto Fernanda Yamamoto conferia os últimos detalhes das peças que vão compor seu primeiro desfile no evento (dia 14), João Pimenta (dia 12) fazia os ajustes finais e Adriana Degreas (que estreia dia 12) preparava a prova de roupas, que será hoje. Eram três estreantes em seus ensaios de orquestra.

Enquanto isso, a coleção do veterano Oskar Metsavaht, da Osklen (quinta) estava literalmente crua, à espera do teste de corantes naturais que diretor de criação e equipe realizam, também hoje, no laboratório de um biólogo em São Paulo. "É simples. Se não der certo, não desfilo. Acho que temos de ter a liberdade de acertar e errar e, mais que tudo, de experimentar", defendeu o estilista, que para o verão 2011 se inspirou no mar. "São nuances de azul que quero na coleção. Busco a moda sustentável. Aposto no algodão, cujo maior produtor do mundo é o Brasil. Em vez de usar corantes sintéticos, queremos experimentar o anil."

Conceito. Experimentação é a palavra de ordem que Paulo Borges, diretor e criador da SPFW, emprega quando é também questionado sobre o papel de sua famosa semana. "Não se pode pensar apenas no mercado: a SPFW tem de ser a plataforma de valorização do design e da pesquisa de moda. Enquanto o Fashion Rio traduz o life style e a beach wear nacionais, São Paulo é mais calcada no estudo do design", comenta ele, que, criador e atual diretor dos dois eventos fashion mais importantes do País.

Não por acaso, Borges e equipe formataram as semanas carioca e paulista. Mais que competir, ter definido o caráter de cada evento acabou contribuindo para firmar a "marca Brasil". "Acho que o Paulo está certíssimo. Ele criou a SPFW e já prevê um futuro em que as duas semanas caminhem consolidadas e com identidades específicas. Já desfilei no Rio e estou feliz de estar em São Paulo", comentou Adriana Degreas.

De novata Degreas não tem nada. À frente da grife que leva seu nome, a estilista é sinônimo de praia sofisticada e promete levar à Bienal um "bain couture".

Mas a praia não estava reservada ao Rio? "Sim e não. É exatamente essa limitação que não podemos ter. Se minha beach wear, que propõe uma praia sofisticada, tem mais a ver com o design de São Paulo, quero desfilar na SPFW. E a própria Osklen, que é baseada no Rio, desfila aqui."

A busca do frescor e liberdade trouxeram Fernanda, Adriana e Pimenta ao line up paulistano. Cada um com histórico próprio, agregam à semana paulistana um elemento a mais neste tal "DNA da moda brasileira".

Para eles. Pimenta - que vem da Casa de Criadores - traz uma importante investigação da moda masculina. Dono de um estilo que imprime ao homem a ousadia de vestir uma moda menos quadrada, foi buscar nas raízes do Brasil seu tema de estreia. "Comecei a pensar nas origens do nosso estilo. E percebi que foi a partir da chegada da Família Real portuguesa ao Rio, no século 19, que se passou a pensar em estilo brasileiro e a mania de querer ser europeu. Queria brincar com isso num tempo em que podemos ser "só" brasileiros", conta Pimenta.

O resultado dessa pesquisa fashion arqueológica vai se traduzir em peças e golas barrocas, renda veneziana (sim, para homens!) e volumes diversos. "Por que, por exemplo, homem não pode usar calça mais alta e acinturada? Minha coleção tem muitos bodies e "homens de maiô". Vai ser ou amar ou odiar", contou. "Sinto que há muito que avançar na moda masculina. Ao contrário da feminina, em que praticamente tudo já foi inventado em termos de forma."

Fernanda Yamamoto - egressa do Rio Moda Hype - concorda. Consciente de que é pela busca de novos materiais que passa a brasilidade fashion, ela propõe uma "técnica muito antiga, que chega repaginada". "Inovar nas formas é quase impossível. O futuro é mesmo trazer novas técnicas e modos de produzir moda com meu olhar. Meu tema é a própria São Paulo, onde nasci e cresci. Mas trago uma São Paulo delicada, em cores suaves. Isso já diz muito sobre meu trabalho."

É dela o título de "uma das mais arrojadas estilistas da atualidade". Não só por sua pesquisa como designer, mas pela criação de sua loja, que completa seis meses. Detectando a falta de espaço e valorização para novos talentos, ela criou uma espécie de coletivo na Vila Madalena. "A loja é um bebê que está aprendendo a andar. Por mais conceito que traga, tem que vender e se pagar. E ainda não é fácil."

Fernanda e Pimenta, que se conheceram durante a sessão de fotos para o Estado, admitem que estão sentindo o peso de entrar para um evento do porte da SPFW. Prestes a completar 30 anos, a SPFW já recebeu mais de 1,8 milhão de pessoas. "Combinamos de cada um assistir ao desfile do outro. Esta é só a formatura. Ainda temos muito que progredir." A moda brasileira também.


Fonte:.estadao.com.br

Produção Têxtil cresce 12% e zera perdas provocadas pela crise


Entre os dois eventos mais importantes do setor têxtil e de confecções, o Fashion Rio, que terminou no começo deste mês, e o São Paulo Fashion Week, que começa na terça-feira, a indústria comemora uma virada. Em 12 meses até abril, as perdas de produção do setor, provocada pela crise financeira internacional, foram zeradas e houve um acréscimo de 0,5% na produção física do período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


"Até março, o resultado acumulado da produção física estava negativo", afirma o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. Só no primeiro quadrimestre deste ano, a produção de têxteis e confecções cresceu mais de 12% na comparação com igual período de 2009.

O aquecimento no setor, que tem mais de 90% da produção voltada para o mercado interno, é sustentado pelas melhores condições de renda e emprego da população que, com isso, ampliou os gastos com itens de vestuário.

Diante do bom desempenho no primeiro quadrimestre, a Abit revisou as projeções de produção e vendas para este ano. A expectativa de ampliar em 4% a produção de têxteis e 3,7% as confecções foi ampliada para 6% e 5,7%, respectivamente, na comparação com 2009. As vendas no varejo, que inicialmente deveriam crescer neste ano 6,5% em relação a 2009, subiram para 9%. Ao todo, o faturamento da cadeia têxtil e do vestuário, estimado em US$ 50 bilhões, deve atingir US$ 51 bilhões este ano.

O curioso é que esse desempenho extraordinário do mercado doméstico ocorre apesar do aumento das importações, especialmente da Ásia. "2010 vai ser um ano atípico, pois o mercado interno está comportando tanto a ampliação da produção local quanto o aumento das importações", diz Pimentel.

De janeiro a abril, as importações de têxteis e confecções cresceram 43,65% em valor, ritmo 2,5 vezes maior que as exportações. Se esse ritmo for mantido, a Abit projeta para o ano um déficit na balança comercial de US$ 3,556 bilhões, 58% maior que em 2009.

Apesar das medidas antidumping impostas a produtos chineses no ano passado, as importações não param de crescer. De janeiro a abril, as importações só de artigos de vestuário aumentaram 10,5% em valor, enquanto as compras desses itens fabricados da China cresceram 12,24% no mesmo período, informa a Abit.

Para o presidente da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, mesmo com as medidas antidumping e a alíquota média do Imposto de Importação da ordem de 11%, o setor enfrenta a forte competição de produtos asiáticos. Ele argumenta que a valorização do real em relação ao dólar anula o imposto de importação.


Fonte:estadao.com.br

Estado incentiva consolidação do setor têxtil

Desde 2007, o engajamento na Cadeia Produtiva Têxtil e de Confecções (CPTC) do governo do Estado tem rendido resultados que comprovam: o setor de confecções caminha rumo à consolidação. Além do apoio à construção do Polo de Confecções na cidade de Murici, a presença do Estado tem contribuído para a realização de capacitação e participação em eventos do segmento.

O treinamento mais recente acontece nesta segunda-feira (7), em Murici, com 160 horas de aula para que três turmas recebam noções sobre a produção de uniformes, moda íntima, moda praia, blusas, vestidos e surf wear. A ação será coordenada pelo Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindvest) com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O presidente do sindicato, Francisco Acioli, explica que esse treinamento se trata da segunda etapa já que o processo teve início com o curso básico de costura em outubro de 2009. Desta capacitação, as costureiras serão avaliadas e selecionadas para compor as primeiras empresas instaladas no Polo em Murici que, de acordo com o presidente do Sindvest, deverá ser inaugurado em agosto deste ano.

“Com o apoio do governo do Estado e das instituições parceiras, os empresários participam de eventos, como o último que ocorreu no Rio de Janeiro - o primeiro Encontro Nacional de Moda, promovido pelo Senai do Rio de Janeiro, considerado o maior centro de moda da América Latina. Após o treinamento o grupo visitou o Rio Fashion”, detalhou Francisco Acioli.

Desde 2007, o governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), faz parte do projeto estruturante do setor juntamente com o Sebrae Alagoas, Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), Federalagoas, e Sindicato das Indústrias do Vestuário de Alagoas (Sindivest-AL).

“A determinação do governador que considera o setor fundamental para criação de postos de trabalho na capital e no interior do Estado, é conceder atenção especial ao setor de confecções e agir na consolidação da cultura empreendedora nessas localidades, gerando riquezas com os pequenos negócios”, explicou o secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes.

Os municípios de Piranhas, Palmeira dos Índios, Viçosa, Santana do Ipanema, União dos Palmares, Pariconha, Olho D’Água do Casado, Paulo Jacinto, Mar Vermelho, Maceió e Murici, são participantes da CPTC. Já os municípios de Coruripe e Delmiro Gouveia estão se organizando para fazer parte do grupo.

Fonte:alagoas24horas.com.br

domingo, 6 de junho de 2010

Logística ainda é um entrave ao crescimento


Ivan Filho destaca que o Planseq está apenas no início. A meta é treinar 2.000 trabalhadores até o fim do ano

O fortalecimento das pequenas e médias empresas - em especial para o segmento de confecções - e a logística são os principais desafios do setor têxtil e de confecções cearense. Segundo o empresário Ivan Bezerra Filho, presidente da Associação das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sinditêxtil), "a logística é sempre um fator limitante tanto para as confecções que encontram mercado no Sul e Sudeste", quanto para as indústrias que adquirem o algodão de outras localidades.

"Esse é o fator que nos desafia a diminuir os custos do produto e continuar competitivos", afirma. A mão- de- obra qualificada, segundo ele, é deficitária para os dois setores, têxtil e de confecções. "Para amenizar essa dificuldade contamos com a parceria com o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado (por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social) e o Senai na realização de cursos pelo Plano Setorial de Qualificação (Planseq)".

De acordo com ele, o projeto de capacitação em massa está ainda no início, começando a segunda turma. " Já foram capacitadas 129 pessoas. Serão 2000 pessoas até o fim do ano, tanto para as atividades da confecção como para as do setor têxtil. Importante dizer que o Senai e a STDS têm outros programas de capacitação para os segmentos que fazem a moda".

O mercado interno, continua Filho, está crescente. "E é necessário aproveitar a demanda do Brasil para continuar nos modernizando e termos custos competitivos para enfrentar a entrada de produtos asiáticos que ainda têm um diferencial no mercado, por contar com custos de mão- de-obra, juros e tributos mais baratos. Esse será um grande desafio para a indústria têxtil".

O líder empresarial acrescenta que o empresariado cearense tem buscado constantemente a unidade dos segmentos para o fortalecimento industrial, captando capacitações para os trabalhadores. Ele destaca projetos como o Polo Moda, desenvolvido pelo Sebrae e viabilizado em parceria com o Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico (Adece), o Senai-CE, o Sindconfecções e o Sinditêxtil. "Há uma boa interlocução do setor com o Governo cearense que juntos têm buscado saídas para o bom desenvolvimento industrial e a empregabilidade".

O Ceará vem, a cada, ano aumentando seu leque de atuação e conquistando mercado, além de se mostrar para o Brasil e para o mundo - avalia Ivan Bezerra Filho. "Estamos muito bem posicionados quanto à tecnologia e desenvolvimento de produtos inovadores", diz.

No Brasil, completa o executivo, o Estado ocupa o sexto lugar no ranking de produtores. "E empregamos, enquanto cadeia produtiva da moda, aproximadamente 60 mil pessoas", acrescenta. Quanto às exportações, ele informa que houve uma diminuição considerável nos últimos anos - em decorrência do dólar e da concorrência com os têxteis asiáticos.

O Ceará tem tido bastante destaque nas confecções de moda íntima, hoje sendo o segundo polo produtor desse segmento no Brasil. Também tem se destacado para produção em malha e jeans. "Na área têxtil, temos uma boa representatividade na fiação, índigo, estes dois sendo campeões em produção no Brasil. Além de um destaque para malharia e entretelas". (SC)




Fonte:diariodonordeste.globo.com

Você já foi procurado por um caça-talento?


Tão difícil quanto arrumar um bom emprego, tem sido difícil encontrar um bom profissional para compor o quadro de colaboradores das empresas. Dois fatores determinam esta complexidade.


O primeiro é o nível de exigências das companhias, como experiência, conhecimento em línguas (falar apenas inglês já não é mais diferencial) e superior/MBA. O segundo fator é concorrência das empresas pelos melhores profissionais, pois os talentos são concorridos pelos departamentos de recursos humanos.


O assunto é tão sério que grandes organizações criaram um novo departamento em seus quadros: Gerência de Captação ou Aquisição de novos Talentos. A missão destes profissionais é a de atrair o que existe de melhor no mercado, isto é, profissionais eficazes que simplesmente fazem diferença nas organizações.


Empresas como a Monsanto, Google e Microsoft já possuem estes departamentos e estão a caça dos profissionais talentosos, pois sabe-se que a concorrência ficará cada vez mais acirrada, sendo necessário uma equipe extraordinária para manter e conquistar novos mercados.


Ana Lúcia Lima, 39, é um exemplo de talento caçado pelas organizações. De fevereiro até maio de 2010 já recebeu três propostas de trabalhos pelos caça talentos. Sua habilidade de liderar equipes e trabalhar a constante melhoria contínua, a coloca em posição de destaque por onde passa, sendo cobiçada pelas empresas. Ana, como qualquer outro profissional talentoso pode escolher onde e como trabalhar, no seu caso recusou os dois primeiros convites e aceitou o terceiro por achar mais alinhado ao seu perfil profissional.


Acredito que a principal reflexão deste artigo é analisar o quanto você é este profissional de destaque, e caso não se sinta neste patamar, refletir sobre o que pode fazer para entrar no rol dos profissionais que não precisam caçar e sim são caçados pelas empresas.


Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional

Fonte:administradores.com.br

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Indústria da moda fluminense ganha guia de negócios


O setor de moda fluminense ganhou nesta segunda-feira (31/5) o seu guia destinado a orientar os compradores nacionais e estrangeiros que visitam a capital fluminense para realizar negócios no setor da moda. O guia Rio Capital da Moda é uma iniciativa pioneira resultado da parceria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) e a prefeitura carioca, com apoio do governo fluminense.


O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, disse que o lançamento do guia hoje (31), na Fashion Rio, consagra uma “aventura”, iniciada há dez anos com o Sebrae-RJ, de trazer um evento de moda para o Rio de Janeiro. “Hoje, ele é um sucesso”. Segundo Gouvêa Vieira, o evento acentuou a importância da indústria da moda para o estado. “O quilo do vestuário feito no Rio vale quatro vezes mais em margem de lucro que a média do Brasil. Ou seja, [o comprador] vem para o Rio para ganhar dinheiro”.


O diretor-superintendente do Sebrae-RJ, Sergio Malta, ressaltou que o Rio Capital da Moda vai ser um instrumento importante para que os profissionais da moda possam conhecer os principais lugares ligados ao setor no estado. “De maneira que o Rio, que está se tornando a capital nacional da moda, não seja a capital da moda apenas por conta dos dois eventos [as semanas verão e inverno] que acontecem aqui no Fashion Rio. Mas, que ele seja durante o ano inteiro bem receptivo, traga os profissionais da moda e que eles possam fazer e desenvolver bons negócios”, disse.

Para o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, o guia vai contribuir para facilitar e intensificar as compras internacionais de vestuário no Rio de Janeiro. “Eu não tenho dúvida. É um guia muito bem elaborado, que facilita a vida do turista, do visitante, do comprador. Ele dá um roteiro que qualquer cidade do mundo que tem atividades relacionadas à moda, como um ponto importante da sua atividade econômica, tem algo semelhante. Eu acho que esse daqui não fica nada a dever a nenhum guia dos que eu já tenha visto em Paris, Milão, Londres”.

Com 200 páginas, o guia terá uma edição por ano e será distribuído gratuitamente a empresários do Brasil e do exterior

Fonte:correiobraziliense.com.br

Você tem as competências essenciais para uma boa liderança? - TESTE


Faça o teste elaborado pela empresa norte-americana CareerLab, consultoria de carreira e liderança, e veja as 10 competências para se tornar um melhor líder

Muitas são as responsabilidades de um líder. Geralmente, espera-se desse profissional eficiência em dirigir uma equipe, conquistar os melhores resultados para a empresa, manter um ambiente saudável e harmonioso, além de ter o respeito de seus liderados.

O coach Paulo Roberto de Souza, especialista em gestão pessoal, destaca que a principal características do líder, para realizar suas atividades com eficiência, está em desenvolver pessoas. "Uma pessoa que está nesta posição pode ajudar a facilitar ao máximo o alcance dos objetivos por parte dos funcionários. Mais do que se preocupar em fazer, o líder deve se ocupar de conseguir que sua equipe consiga produzir, sem dependência, que se tornem pessoas responsáveis, ou seja, que conduzam suas tarefas adequadamente, sem necessidade de conselhos e acompanhamento próximo e que atinjam seus objetivos".


Contudo, muitos profissionais se questionam sobre quais as habilidades que uma pessoa deve ter para liderar com sucesso.


A CarrerLab, consultoria norte-americana especializada em carreira e liderança, elaborou um teste simples que avalia as competências essências, ou seja, as habilidades para um profissional ter uma boa liderança. De acordo com William S. Frank, presidente e CEO da CareerLab, todos podem se tornar líderes em suas áreas, mas para isso é preciso praticar. "Qualquer um poderá, com interesse e dedicação, desenvolver as habilidades para um bom líder. Para isso, é preciso praticar e aprender algumas habilidades para essa função."


E você? Acha que possui as competências essências para ter uma boa liderança? Faça o teste, da consultoria CarreerLab e avalie sua capacidade de liderar.


Teste


Abaixo, existem 10 habilidades e cada uma vale 10 pontos. Caso sinta que possui uma competência totalmente desenvolvida em alguma determinada habilidade, some 10 pontos. Caso considere que essa habilidade não é completamente desenvolvida, não some os pontos.


Visionário.

Criam uma visão, ou seja, pensam no futuro da sua empresa. Esses líderes podem melhorar a qualidade e a aceitação da visão de parceria com seus colegas, a equipe de executivos, funcionários-chave de toda a organização ou consultores externos. Esse profissional procura novas ideias e apoia às pessoas que ajudam a criar essas propostas.


2. Inspirador.


Uma vez que a visão está estabelecida, os grandes líderes são capazes de inspirar todos na empresa para obter o resultado que a empresa espera. Esta inspiração se estende a clientes, investidores, fornecedores, órgãos de administração e todos os outros intervenientes.


Isso não significa que os bons líderes têm de ser carismáticos ou grandes oradores públicos, embora alguns sejam. Os líderes podem inspirar pelo exemplo, ou de forma discreta. Cada palavra e ação demonstram a sua paixão para a visão.



3. Estratégico.


Profissionais que são claros nos seus argumentos e enfrentam diretamente as forças e fraquezas das suas próprias organizações, bem como as suas oportunidades e ameaças externas. Eles pensam em termos de alavancagem, de "pesca onde os peixes são grandes" e de parceria para ganhar vantagem no mercado. Apesar de ter interesse em uma venda, eles preferem criar alianças estratégicas que geram milhares, ou centenas de milhares de vendas.



4. Táticos.


Os líderes com esse perfil são orientados para linha de fundo e, extraordinariamente, comprometidos com resultados. Eles prosperam em fatos, números, "números" e dados. São estão interessados em ROI, ROE e EBIDTA, por exemplo. Se os números não são o seu forte, se cercam de talentos em finanças.



5. Focalizado.


Uma vez que a visão e a missão (uma declaração breve, clara das razões para a existência de uma organização) são estabelecidas, esses líderes focam nos objetivos propostos e exigidos em suas tarefas.
Líderes com 20 prioridades (sem foco), essencialmente, não têm prioridades e passam a conviver com problemas para a realização de suas tarefas.



6. Persuasivo.


Não são necessariamente vendedores, mas profissionais com esse perfil, são capazes de levar outras pessoas para o seu ponto de vista usando a lógica, razão, emoção e força de suas personalidades. Eles motivam pela persuasão, em vez de intimidação. A chave aqui é o líder falando de seu coração.



7. Agradável.


Bons líderes são centrados nas pessoas. Eles podem ser cientistas, engenheiros e técnicos de formação, mas reconhecem as habilidades interpessoais de seus liderados. Eles exibem um alto grau de inteligência emocional e possuem simpatia.



8. Decisivos.


São aqueles que podem tomar decisões rapidamente - muitas vezes com dados incompletos. Raramente um líder é capaz de obter 100 % da informação necessária para uma decisão. Normalmente são "60 %" ou "80 %".



9. Ética.


Liderança é baseada em princípios. Estabelecem expectativas claras de desempenho e as pessoas responsáveis. Isso requer que sejam diretos e verdadeiros. Sabem que é difícil bater a verdade.


10. Aberto a comentários.


São abertos e dedicados à aprendizagem ao longo da vida. Buscam feedback sobre seu desempenho através de conversas diretas e ferramentas de objetivo, tais como opiniões diversas. Profissionais com esse perfil, ao buscarem a melhoria contínua em suas empresas, acham melhorias para si próprio.



Resultado


· Pontuação 70 ou mais - Você está na faixa de destino e possui as características de um bom líder.

· Pontuação Inferior a 70 - Você possui algumas deficiências para essa função de liderança. Procure desenvolver e treinar as habilidades que ainda não são o seu forte.


Use os seus resultados para criar um plano de desenvolvimento para sua carreira. Em outras palavras, se você está carente em alguma determinada competência, procure mentores, formação e coaching para escorar sua fraqueza. No entanto, o mais importante é aproveitar seus pontos fortes.



Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Moda em Toritama é a do Mundo"


Grandes e pequenos fabricantes convivem em harmonia no município pernambucano, que abastece de roupas cidades de todo o País



Barata, mas de excelente qualidade. Popular, mas com diferença de preço de até dez vezes, a depender do local da revenda. Justa, larga, envelhecida, blue jeans, com tachas, trabalhada no brilho, para homens, mulheres, meninos, meninas. Em Toritama, no Agreste de Pernambuco, uma compra de jeans pode ser feita nos tabuleiros das feiras, nos abarrotados corredores do Parque das Feiras ou ainda nas boutiques, talvez com uma nova etiqueta e valendo bem mais. Nas ruas dos municípios vizinhos de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, a oferta também é diversificada. Afinal, que moda é essa?



Foto: Carlos Cajueiro
O estilista Leopoldo Nóbrega: para ele, ainda falta identificação do público com a moda local


O estilista recifense e produtor do 9° Festival de Jeans, Leopoldo Nóbrega, radicado na região há oito anos, já morou nas três cidades mais significativas do mercado de confecção pernambucano. “A moda que circula aqui em Toritama é a do mundo", diz ele. Mas ainda falta aceitação do público, que, segundo o estilista, não dá espaço para uma regionalização do que se produz na região. "Não vejo identidade, apenas qualidade de lavanderia. E não é um problema restrito do mercado local”.

A história do mercado da moda em Toritama começou em meio a uma crise da fabricação de calçados. Como era tudo muito artesanal, ainda na década de 70, com a chegada de novas tecnologias, como as versões emborrachadas, a força daqueles produtos foi se esvaindo. O empresariado renasceu com a confecção.


"Bênção de Deus"

“Acho que foi uma bênção de Deus", diz o empresário Edson Tavares, do grupo Mamute Confecções, que acredita que nada é por acaso na região. "Parece um casamento entre os municípios. Se aqui o jeans é forte, em Santa Cruz do Capibaribe o peso da produção está nos biquínis e nas lingeries”, afirma.


Enquanto apenas uma das marcas do grupo Mamute Confecções produz, a cada dois meses, uma nova coleção para mais de 700 clientes cadastrados, às portas de muitas casas, homens e mulheres, com ou sem amadorismo, também arregaçam as mangas para abocanhar uma fatia do mais atraente mercado do Agreste de Pernambuco.
Nesse mercado, os grandes convivem em harmonia com os pequenos fabricantes. Nas famosas e agitadas terças-feiras, dia mais importante da feira, são 12 mil pontos em funcionamento em Santa Cruz do Capibaribe, o mesmo número em Caruaru e pouco mais de dois mil em Toritama. Uma empresa pequena pode faturar em média R$ 16 mil por mês, enquanto uma maior, fabricando 20 mil peças por mês, pode ter faturamento de R$ 800 mil mensais.

Para Edilson Silva, de 41 anos, Wagner José da Silva, de 28, e Isaque Alexandre Neto, de 19, o trabalho começa sempre de manhã cedo e, de segunda a sábado, não tem hora para acabar. “Há oito anos trabalho em casa, fabricando mil peças por mês. Mas, do início da costura até o acabamento e lavagem, são 30 dias para nosso produto chegar às bancas, passando pelas mãos de vários parceiros, que também fazem o serviço de forma doméstica”, explicou Edilson.



Edson Tavares, do Grupo Mamute: projeto de redução do volume de dejetos da empresa foi premiado


Falta trabalhador

As expectativas para os próximos anos são as melhores. “A nossa meta de crescimento é de 40% e a mão-de-obra local está bastante escassa. Em qualquer fábrica, encontra-se uma placa de ‘procura-se costureira’. Na nossa confecção, 60% dos 190 funcionários da confecção são de fora da cidade. O nosso desafio agora nos próximos dez anos é a falta d’água, já que, para cada peça lavada, são necessários entre 60 e 80 litros”, alerta Edson Tavares, do grupo Mamute.

Há anos castigado com os dejetos de lavanderias, o Rio Capibaribe ganhou atenção especial do empresariado. Antes de 1999, havia um descarte de 300 mil litros d’água diários, o que correspondia a um volume entre seis e nove milhões de litros mensais de dejetos no rio. Depois de três ou quatro meses, o leito do Rio Capibaribe ficava tomado por uma tonelada de argila empedrada e linha. Com intermediação da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) e uma entidade alemã, a lavanderia de Tavares mudou esse cenário, tornando-se referência. O processo de redução de dejetos já foi repassado a outras lavanderias.

Em 2009, o grupo Mamute recebeu o prêmio nacional Inovar, patrocinado pelo banco HSBC e pelo Sebrae, que destacou dez empresas no Brasil que tinham um projeto ambiental de relevância em seu ramo de atuação. O da empresa foi o único entre as lavanderias e também na indústria do jeans.


Fonte:economia.ig.com.br

Venda de jeans dispara e injeta ânimo na indústria


SÃO PAULO - As três maiores fabricantes de denim (matéria-prima dos jeans) do País — Tavex, Vicunha e Cedro — vivem um momento de demanda superaquecida. Com faturamento de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) no ano passado e previsão de crescer 7% este ano, este segmento é responsável por 10% do giro total do setor têxtil no País.


A população compra anualmente 250 milhões de calças jeans, feitas com o denim brasileiro. O País produz 300 milhões de metros desse artigo por ano.


Segundo a empresa espanhola Tavex, líder dentro do segmento de denim diferenciado, os pedidos superaram a capacidade de produção da empresa nos primeiros meses do ano. “Não acredito que essa velocidade de consumo se mantenha, pois o País não tem infraestrutura para atender uma forte demanda crescente”, afirma a gerente de Marketing da Tavex para a América do Sul, Maria José Orione.


A Vicunha Têxtil, líder na produção de índigo e brim na América Latina, teve crescimento de 10% da receita. “As operações da Vicunha focadas na nova estratégia de negócios, com produção de índigos e brins, ajudaram a render à empresa a lucratividade apontada no período. Continuaremos apostando no bom resultado do mercado interno e nos novos investimentos previstos para 2010”, afirma o diretor financeiro da Vicunha Têxtil, José Maurício D’Isep.


A Cedro, a maior empresa têxtil de Minas Gerais, que produz denim, brim e tela, também constatou forte aquecimento do mercado no primeiro trimestre. “A Cedro registrou um crescimento de 20% nas vendas”, afirma o presidente da empresa, Aguinaldo Diniz Filho.



Fonte:dci.com.br

FGV: roupa de inverno está 5,27% mais cara este anoPostado por Erivald


SÃO PAULO - Os preços das roupas de inverno - agasalhos, blazers e calças - subiram mais nos últimos 12 meses do que em igual período anterior, de acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Enquanto de 22 de junho de 2008 a 22 de maio de 2009 o preço desse tipo de roupa aumentou 2,63%, de 22 de junho de 2009 a 22 de maio deste ano a alta foi de 5,27%, em média. A boa notícia é que esses reajustes têm ficado um pouco abaixo da inflação geral (medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, o IPC), que acumulou 5,47% nos últimos 12 meses. "Os produtos vêm ficando mais caros, mas ainda perdem para a inflação geral. Com o aumento do poder de compra dos consumidores, eles pressionam menos o orçamento", diz André Braz, economista da FGV.

Os especialistas creditam o aumento menor à grande concorrência no setor de vestuário, bem como o dólar mais baixo, que favorece a importação de peças de outros países, que chegam custando menos. A expectativa para todo o ano de 2010 é que, por conta da demanda aquecida das roupas, os preços desses produtos acompanhem a inflação, que deve chegar a 6%.

Na comparação por itens isolados, porém, alguns subiram bem mais do que a inflação, como no caso do terno masculino, que aumentou 12,51% nos últimos 12 meses, seguido pelo blazer masculino, que ficou 10,08% mais caro no mesmo período. Essas variações podem ser explicadas pelo encarecimento de algumas matérias-primas, como algodão e fibras sintéticas. "O preço do algodão subiu 50% nos últimos 12 meses. Já o das fibras acompanha o aumento do petróleo", diz Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.

Neste ano, o comércio estima que as vendas irão crescer 9% em maio e junho nos shoppings, impulsionadas pelo vestuário de inverno. As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte:economia.estadao.com.br