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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vicunha Têxtil arruma a casa e está pronta para crescer


A injeção de capital de R$ 250 milhões em capital do BTG Pactual reduziu a alavancagem da Vicunha Têxtil que, fortalecida, se prepara agora para voltar a crescer. "Queremos nos tornar consolidadores na América do Sul", disse o discreto Ricardo Steinbruch, presidente da Vicunha, em uma rara entrevista à imprensa. Segundo ele, a ideia é buscar outros parceiros - como bancos e fundos de investimentos - que comprem mais uma fatia do capital da Vicunha. O dinheiro seria usado para reduzir ainda mais o endividamento e adquirir companhias menores em países da América Latina.

"Hoje somos o terceiro produtor mundial de índigo e brim do mundo e nossa meta é nos tornarmos o primeiro", afirmou, em sua sala na sede administrativa da empresa, na avenida Henrique Schaumann, em São Paulo. A estratégia do grupo inclui também a comercialização de mais produtos de terceiros usando a marca Vicunha. "Vamos no caminho de nos tornarmos uma empresa comercial que produz", definiu ele, que preferiu não ser fotografado.

Hoje, da produção total da empresa no Brasil, só 17% se destina ao mercado externo, em comparação aos 40% de cinco anos atrás. Steinbruch pretende aprofundar esse movimento. "Queremos que a produção no Brasil seja destinada ao mercado interno", revelou. Segundo ele, o real forte e a carga tributária elevada tornam a mercadoria produzida no Brasil pouco competitiva para exportação. "Apesar disso, queremos manter os mercados conquistados", afirmou.

A empresa planeja aumentar a produção de sua fábrica no Equador para atender países do Pacto Andino (Bolívia, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela), México e Europa. Já a empresa na Argentina, a Brastex, atende o mercado interno naquele país e até começou a exportar para o Brasil. Neste mês, serão importados 250 mil metros lineares de tecidos do país vizinho, do total de 350 mil lá produzidos. Com a Ásia, a Vicunha não pretende se meter. "Tínhamos uma fábrica na China, mas lá as regras eram muitos diferentes das nossas e resolvemos deixar o mercado asiático para os asiáticos", disse.

O mercado interno mostra-se bastante promissor, segundo Steinbruch. "Há uma correlação direta entre o crescimento do Produto Interno Bruto e o da venda de índigo e brim", disse. A concorrência da China preocupa, porém mais na indústria de confecção propriamente dita, explicou. Com a mão de obra cara, a estratégia da Vicunha é modernizar a produção e construir uma fábrica novinha no país para elevar a produtividade. Hoje, emprega 7.852 pessoas.

Em março, a Vicunha e o governo de Mato Grosso firmaram acordo para instalação de uma fábrica em Cuiabá de fiação, tinturaria, tecelagem e acabamento, com investimento estimado em R$ 350 milhões. A unidade terá capacidade para beneficiar 65 mil toneladas de algodão/ano e 6 milhões de metros lineares de tecidos/mês. Para financiar o projeto, a Vicunha pretende acessar linhas de bancos de fomento, no caso o Banco da Amazônia (Basa). A ideia é financiar 70% dos recursos. Já a ampliação da fábrica do Rio Grande do Norte - outras duas unidades ficam no Ceará - contará com empréstimo de R$ 220 milhões do BNB .

José Maurício D'Isep, diretor-financeiro da Vicunha, diz que esses financiamentos são atrativos, pois têm prazos de vencimento de oito anos e juros de 7,5% a 8,5% ao ano.

Com os projetos, a Vicunha pretende produzir 1 milhão de metros por mês a mais em 2010 e 2011. Em 2012, a ideia é fazer 2 milhões a mais por mês. Hoje, a empresa fabrica 13 milhões mensais no país e 1 milhão no Equador.


Fonte:valoreconomico

sábado, 29 de maio de 2010

Vicunha diminui prazo para instalação em Cuiabá


Um dos maiores grupos da indústria têxtil nacional, o Vicunha, em fase de estudos para construção de sua nova planta industrial, em Cuiabá, anunciou nesta quinta-feira (27) por meio do superintendente Marcel Imaizumi que pretende reduzir de 36 para 24 meses o prazo inicialmente estipulado para término das obras e início da produção.

“Nosso protocolo previa prazo de 36 meses, mas estamos encontrando facilidades para diminuir esse prazo. Queremos pedir ao governo do Estado e à prefeitura que concretizem essas condições favoráveis”, diz Imaizumi. Além disso, o representante da Vicunha ressalta que a partir do próximo ano, principalmente no setor de jeans, no qual atua o grupo, a demanda e a concorrência só tendem a crescer, colocando a empresa em posição mais ‘agressiva’ frente ao mercado.

Ele explica que a instalação da indústria depende de ações específicas do poder executivo. “Esse novo plano de 24 meses vai depender da infraestrutura. Uma fábrica não funciona sem água e esgoto, por exemplo. Quando a começar as obras, começamos também”, explica o superintendente.

Alguns acordos foram feitos entre os executivos municipal e estadual e a indústria, no sentido de oferecer benefícios para que o grupo se instalasse em Mato Grosso. Imaizumi diz que haverá isenção de 96% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por um período de 15 anos, oferecido pelo governo do Estado.

O terreno onde será instalada a fábrica, próximo à MT-070 e com cerca de 60 hectares, foi doada, e a prefeitura de Cuiabá comprometeu-se a construir uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no local, além de um posto policial e outro de saúde. O executivo municipal ofereceu, ainda, isenção de quase 70% do IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana).


Fonte:olhardireto.com.br

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vicunha quer se tornar a líder mundial em produção de denim


Vicunha quer se tornar a líder mundial em produção de denim

Ocupando atualmente a quinta posição no ranking dos maiores produtores de denim do mundo, a brasileira Vicunha dá um importante passo rumo a liderança no segmento.

Neste ano foi assinado um Protocolo de Intenções com o governo do Estado do Mato Grosso para a implantação de uma fábrica na cidade de Cuiabá que deve processar 65 mil toneladas de algodão para produzir 72 milhões de metros de tecido de denim. Isso significa um aumento dos atuais 13 milhões de metros de tecido ao mês para 19 milhões ao mês. O investimento será de cerca de R$ 350 milhões e deve gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos na região. A previsão é de que a fábrica entre em operação a partir de 2013.

Com a sua primeira fábrica construída no Ceará, a Vicunha foi uma das apoiadora oficial do Dragão Fashion, o mais importante evento de moda de Fortaleza, que é uma vitrine para os designers da região norte do Brasil. Hoje, a gigante do denim está espalhada pelo Brasil e tem escritórios também na Europa, para melhor atender aos seus clientes internacionais, responsáveis por 30% de toda a produção da companhia.

Apesar da América Latina ser a maior compradora da Vicunha, a companhia tem dois centros de distribuição na Europa: um na Holanda e outro na Suíça, de onde fazem a entrega dos produtos aos seus clientes como Benetton, Diesel, Replay num prazo de apenas 48 horas.

De acordo com Fábio Sandes, coordenador de marketing da empresa, a Vicunha consegue se manter bem posicionada no mercado desde a sua construção, em 1967, porque apresenta importantes diferenciais frente aos seus competidores. Além de focar em um aprofundado trabalho de busca das tendências de moda com um ano de antecedência, produzem um vídeo com o resultado deste trabalho para expor aos cliente de todo o Brasil, fazem uma revista com todas as informações também para dar aos clientes, disponibilizam um extenso arquivos de fotos, apresentam preços competitivos, oferecem equipe de assistência técnica pós-venda, trabalham com estamparia no brim, reciclam 70% de toda a água utilizada nos processos de lavagem do denim e possuem os certificados de qualidade: ISO 9000 e o 14000. “E isso vem de uma empresa familiar, que acima de tudo quer investir e desenvolver o próprio país”, assinala Fábio Sandes.


Fonte:br.fashionmag.com