quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em confecção chinesa, é o cliente que cria a camisa


Pela internet, empresas customizam e vendem produtos, de roupas a alimentos

Jovens chineses focalizam interatividade para atrair clientes para seu site, onde é possível customizar camisas por menos de US$ 30 a mais

AMY WALLACE
DO "NEW YORK TIMES"

A ideia jamais foi tentar suplantar o varejo, diz Fan Bi, 22, presidente-executivo da Blank Label. Há momentos em que o consumidor precisa de uma camisa social agora mesmo, e, em momentos como esses, "é possível comprá-la agora mesmo na Nordstrom [rede de lojas]".
Mas e quando a pessoa tem o desejo de não usar aquilo que outros 10 mil usam? Ou quando quer o tecido, o colarinho e o forro que sempre desejou, não os escolhidos por algum comprador de moda? E se a pessoa pudesse desenhar ela mesma a camisa que deseja e recebê-la pelo preço de uma camisa social produzida em massa?
"A ideia de que personalizar um produto vendido a preço de varejo adiciona valor tinha posição central para a nossa empresa desde o começo", disse Fan, em Xangai, onde as camisas Blank Label são produzidas segundo especificações dos clientes e entregues em qualquer parte do mundo em prazo de quatro semanas.
Desde o fim de 2009, quando o aplicativo para quem deseja criar camisas estreou no site www.blank-label.com, Fan e seus três sócios, de 19, 22 e 30 anos, passaram a fazer parte de um movimento pequeno, mas crescente, de cocriação.
Via internet, consumidores podem influenciar a produção do que adquirem. Já surgiram empresas que permitem que consumidores criem granola (MeAndGoji.com), joias (gemvara.com), chocolate (CreateMyChocolate.com) e bolsas (LaudiVidni.com).
Também existem sites que vendem serviços de criação de camisas, e a Brooks Brothers é um grande grupo de varejo que oferece recurso semelhante.
O lado positivo para os donos das empresas é evidente: baixo custo fixo. Na Blank Label, o modelo de negócios resulta na produção só das camisas que serão vendidas, eliminando a necessidade de produzi-las em todos os tamanhos e estilos.
Não é preciso alugar espaço para armazenagem. Não é preciso operar lojas nem um escritório maior que um emprestado do Babson College, de Boston, onde Fan foi aluno.
"Nos concentramos em ser uma empresa enxuta", diz Fan. Segundo ele, o site já vendeu 450 camisas. Recentemente, houve salto na demanda, e os pedidos subiram para dez camisas diárias. O site foi financiado com cerca de US$ 10 mil que Fan tinha em economias.
Desde o início, um dos objetivos era se comunicar diretamente com os clientes. O site convida: "Entre em contato. Gostamos de conversar".
A depender do horário, Fan atende os telefonemas. Se estiver acordado, ativa um recurso que envia mensagens instantâneas aos visitantes que permaneçam no site por mais de 90 segundos.
"Precisa de ajuda?", pergunta a mensagem. Ele e seus sócios dedicam horas a conversar com os clientes e descobrir do que eles gostam ou não no serviço. O retorno de informações resultou em diversas reformulações no site. Em seis meses, a empresa já trocou três vezes de home page. Os sócios dizem alterar algo quase todo dia.
Algumas semanas atrás, eu visitei o site e criei, para meu filho de 13 anos, uma camisa social feita com tecido "verde de entusiasmo" -todos os tecidos da Blank Label têm nomes altamente descritivos.
Escolhi o corte, o tamanho, o colarinho, a abertura do punho, o punho de um só botão, sem bolsos e com galardões decorativos nos ombros. O processo durou dez minutos. Com os detalhes, a camisa custou US$ 72, ante US$ 45 do modelo básico.
Na sexta, a camisa chegou, exatamente como desenhei. Se meu filho não gostar, as regras da Blank Label são a de que devoluções serão aceitas sem justificativa. E o melhor: posso dizer que, de certo modo, eu a fiz.


Fonte:folha.uol.com.br

terça-feira, 18 de maio de 2010

Classificando Estilos – Entenda a formação das tendências e dos temas da moda


Em todas as manifestações de cunho artístico, o processo criativo adota determinados rumos ditados por várias fontes de inspiração.

A Moda não foge à regra: certos elementos criativos ocorrem com maior frequência, e, portanto, são mais fáceis de identificar e classificar. Por questões culturais marcam presença em todas as temporadas, revestindo-se de características atualizadas que ilustram o “zeitgeist” – o espírito dos tempos.


Etno – Elementos étnicos


Elementos étnicos representados por grupos raciais com hábitos, crendices, folklore diferenciados são inesgotável fonte de inspiração para a criação de moda. O vestuário concebido segundo esses elementos, repletos de conceitos básicos e sensoriais do ser humano, compreende o conjunto de roupas regionais étnicas, folkloricas, exóticas, coloniais. Tecidos, estampas, padrões, bordados, formas, modelagem saíram do passado, constam no presente e contribuirão para o futuro.

Atualmente, o estilo étnico ilustra também a consciência recém adquirida pelos povos do primeiro mundo da solidariedade humana. É a categoria etno da moda.


Retrô – O Passado

Como as ondas, imutáveis em seu eterno movimento e sempre diferentes, o passado vai e volta reformulado para entender às necessidades da moda no presente. O processo de criação se inspira na indumentária de todas as épocas de civilização e todas as épocas históricas da moda, adotando a nomenclatura retrô (de retrospectiva) para designar os trajes resultantes desta conceituação. O passado tornou-se uma religião do presente; museus e exposições tornaram-se os templos dos dias atuais voltados para este culto.


Sócio – As Múltiplas Atividades Sócio-Econômicas


As múltiplas atividades sócio-econômicas que representam um trabalho, abrangendo desde as mais humildes funções físicas, como a dos garis, às militares, religiosas, intelectuais, etc, sugerem estilos confortáveis, funcionais. O vestuário desenvolvido a partir desta fonte de inspiração è quase atemporal e foi sabiamente cognominado sócio pelos sociólogos da moda porque expõe uma função social bem definida.

Calça Clochard vinda dos uniformes –

Ado – A Criação Jovem

A criação jovem dedicada aos “teenagers”, gerada pelas culturas rock, pop, movimentos e tribos urbanas, apossa-se de qualquer elemento do universo adolescente para incorporá-los a moda. O activewear radical – da terra, mar e ar – sai de seu habitat natural para participar do dia a dia do guarda- roupa ado (de adolescente) ou “teenfashion”.

A moda teenager pela Teen Vogue –

Tecno - O Vestuário do Futuro

A tendência tecnológica, espacial, cibernética, robótica, virtual, ou de qualquer outro nome que se queira dar a este conjunto da criação, representa a imagem que criamos em nossa imaginação sobre o vestuário do futuro. A verdadeira atualidade reside nos materiais têxteis de ultima geração (nanotecnologia, acabamentos e tingimentos ultra atualizados) e nas avançadas técnicas de confecção que imprimem às roupas características do mais contemporâneo estilo “sciene fiction”. Classificamos esses trajes como tecno.

Look da passarela de McQueen –
Streetfashion

Ilustrada por criações pinçadas do guarda-roupa urbano do dia-a-dia de representantes de varias classes sociais, a “streetfashion” reflete os “lifestyles” do consumidor do século 21 e a estética e dinâmica da vida atual.


Etno

Retrô

Sócio – As Múltiplas Atividades Sócio-Econômicas


Influência militar nas tendências para o Verão 2011 –


O conforto e a funcionalidade nos anos 80 – foto do blog Denise Brian


Releitura do estilo Chanel em linguajem jovem

Tecno:



Look da passarela de Marc Jacobs –



A moda futurista em 2010 – Lady Gaga e o seu estilo futurista – foto do site GNT


Influência futurista em vestido de festa – 2010 / Lady Gaga e o seu famoso vestido Armani – foto Fashion Bubbles



A modelo Twiggy e o exemplo de roupas futuristas nos anos 60 – foto do site Juta ta na Moda

Streetfashion:


Kate Moss e seu estilo cosmopolita –



A moda refletindo estilos de vida –



A moda refletindo estilos de vida e tribos urbanas –



A moda e as tribos urbanas – estilo de vida –


Artigo escrito por Laïs Pearson. Laïs é jornalista de moda.

Website:

MARKETING GERACIONAL


Na era do “hipermarketing” e das micro segmentações de mercado, planners e estrategistas de marketing e comunicação concentram esforços em identificar e conquistar novos fronts de consumo. Os critérios de segmentação etária começam a ser mais bem estudados e redesenhados. O marketing geracional nos dá pistas de como entender melhor o consumidor de diferentes épocas e a analisar a evolução e as mudanças ocorridas nas atitudes e comportamentos dos grupos sociais e dos mercados.

Antes, o critério etário era um dado objetivo que ajudava muito a segmentar mercados. Parecia que havia uma conexão maior de interesses e demandas dentro de um público de uma mesma faixa etária. Hoje, com a “juvenilização” da cultura e dos estilos de consumo, isso já não é mais um critério objetivo. Várias marcas e categorias de produtos têm entre seus clientes preferenciais grupos das mais diferentes faixas etárias que se unem menos por fatores geracionais e muito mais por um gosto compartilhado. Além disso, a idade é uma categoria cada vez mais subjetiva e cognitiva.

Muitas pessoas avaliam sua idade não pelos anos vividos ou pelo registro dos documentos, mas seu estilo de vida e pela idade que buscam projetar socialmente. Muitos grupos pensam em se comportam como se fossem mais jovens. Essa categoria parece se estender hoje dos 12 aos 40 anos. A idade subjetiva ou projetiva é uma variável na segmentação que deve ser levada em questão na cultura contemporânea. Há uma espécie de convergência para um estilo de vida e consumo jovem. Marcas do público “tween” – 9 a 14 anos – se inspiram em conteúdos e aspirações do público teen e jovem, enquanto o público com idade superior aos 35 anos reluta em envelhecer e se identifica cada vez mais com marcas e produtos que lhe restabeleçam o espírito jovem, o frescor sensual, a vaidade, a aventura, a liberdade, a ousadia e o descompromisso.

É feio falar em meia idade, melhor chamá-los de público adulto, uma geração ageless cada vez mais preocupada com a beleza e a jovialidade, lazer e consumo, entretenimento e prazer. Não querem abrir mão de viver intensamente a vida, namorar, curtir e prolongar os anos rebeldes. Já perceberam o número de modelos e marcas de carro para este público com apelos de aventura e irreverência? O quanto homens e mulheres gastam com beleza e estética? A importância de um design com estilo e apelo cool?

A idade cognitiva desta geração é inferior àquela que realmente tem. As marcas precisam entregar isso como valor de aspiração e entender que parcela considerável desta população quer se sentir de bem consigo mesma, sabe que sua expectativa de vida será de mais de 80 anos em média e que consumo é uma forma de realizar esse projeto de bem estar, prazer e prolongamento da juventude.

Hoje ainda dividimos as gerações por conceitos generalizantes. Estas gerações começaram a ser definidas por viver certo espírito de época, compartilhar estilos de vida, atitudes e padrões de comportamento e consumo semelhantes.



A personagem Carrie Bradshaw. No alto de seus 40 e poucos é um ícone de consumo – Foto de Model Management


A nova geração X, nascida na segunda metade da década de 60, enquanto hippies adeptos do Flower Power e defensores da contracultura agitavam nos concertos de rock e nas ruas, viveu o apogeu da década de 80 e 90: do rock ao pop, da Disco à New Wave, de Smiths a Nirvana. Esta geração cresceu vendo MTV, ouvindo o brit pop, o rock nacional e grunge. Menos politizados, mais descrentes de ideologias e política, essa geração cresceu dentro da cultura pop, dos clipes da MTV, influenciada pela cultura de consumo e meios de comunicação. Perto ou já nos quarenta e poucos, a geração X é mais individualista e narcísica e já entende bem o que é viver numa era pós-namoro e de relações líquidas e funcionais. Do ponto de vista da categoria etária objetiva, já são adultos de meia idade, do ponto de vista de uma segmentação estaria subjetiva ou cognitiva se veem como jovens tardios, uma geração ageless presa a um ideal de forever young. A juventude é estendida e tarda a chegar para muitos deles, que buscam produtos, experiências, tratamentos estéticos e terapias alternativas, conceitos e conteúdos de marcas ligadas a um estilo de vida jovem e autêntica.


Artigo escrito por Sergio Lage. Sérgio Lage é mestre em Sociologia e Publicidade e Marketing pela USP. Professor de Análise Estratégica de Tendências Culturais dos cursos de Master do Istituto Europeo di Design e Professor de Comportamento do Consumidor e Antropologia do Consumo dos cursos de Extensão e MBA da FIA PROVAR.

Website: http://www.fashionbubbles.com/author/sergio

Email: sergiolagesp@gmail.com

PROCESSO DE DECISÃO DE COMPRA-VAREJO FÍSICO E VAREJO ONLINEPostado por MARTA


Era uma vez um desejo… Tudo na vida começa motivado pelo desejo. Seja ele uma necessidade de anos, uma demanda reprimida de consumo, uma compra planejada de grande envolvimento ou um simples gesto impulsivo no ponto de venda. Somos misteriosamente estimulados pelos nossos constantes impulsos de consumo. Caracterizamo-nos por ser muito mais um homo consumicus, que um homo economicus.

Nossos desejos, demandas psíquicas e sociais e expectativas de compra dominam boa parte de nosso pensamento. “Consumo, logo existo”, diria a máxima contemporânea. Mas, se para alguns é ato compulsivo, um desejo incontrolável de comprar, e muitas vezes nem tirar da embalagem e consumir, mas um simples ato de sair de uma loja com sacolas, nos sentindo aliviados em nossa pulsão, para uma grande maioria o consumo é algo planejado, mesmo que muitas vezes ali mesmo, na frente de uma vitrine ou gôndola, um “planejamento flash”, líquido e imediato.


Nossas compras, em geral, são tradicionais, seguem um ritual tranquilo, nossa memória habitual já “escaneia” com os olhos, seleciona e armazena no carrinho os itens que vamos levar.

Se prestarmos atenção, vamos observar que nossas decisões são força do hábito e não geram reflexão. O homo consumicus age muitas vezes guiado pela memória habitual ou pelo lado esquerdo pensante da mente. Avalia os riscos e calcula rapidamente, pesa custo e benefício, analisa o valor utilitário do bem e compara marcas e preços. Claro que sabemos que boa parte de nossas compras são impulsivas e emocionais, simplesmente suspendemos qualquer juízo prático ou de valor utilitário e nos presenteamos com o item de desejo.

Entretanto, a maior parte das pessoas age por impulso e emoção, guiadas pelo lado direito e desejante da mente, que busca satisfação pessoal imediata ou simplesmente por um sentimento forte de auto-indulgência, ao contrário do lado esquerdo que avalia risco e custo-benefício. Eu mereço, eu quero, eu compro! É isso que transforma o consumo em algo tão divertido, emocionante e fantástico. Essa chavinha que nos desliga do mundo funcional e utilitarista e nos permite transgredir e nos presentear. Já imaginou se consumir fosse simplesmente mais um entre tantos outros atos mecânicos e habituais baseados apenas em critérios práticos, racionais e econômicos?

Os autores que estudam o comportamento do consumidor, muitas vezes, dividem o processo de decisão de compra em cinco etapas: o reconhecimento da necessidade; a busca de informação; a avaliação das alternativas e escolhas; a decisão de compra e, por fim, o consumo. Mas, parecem esquecer a riqueza de sentimentos, medos, pensamentos, envolvimentos e relações que nós consumidores temos com os produtos e marcas antes de comprá-los e depois de consumi-los. Dividiria o processo de decisão de compra em um número maior de fases, que devem ser mais bem entendidas pelos estrategistas de mercado.

Primeiro, antes do reconhecimento da necessidade, viria a influência de adoção de atitudes e comportamento, adaptação ou diferenciação em relação ao ambiente social. O reconhecimento da necessidade ou desejo não é algo puramente psicológico, uma força interna, mas em grande parte das vezes, um input externo que move nossas consciências e corações. Estamos, cada vez mais, estudando o processo de adoção de tendências, a dinâmica das influências e os estímulos e agentes da publicidade boca a boca ou mouse to mouse.

Se antes do reconhecimento do desejo, vem a influência, é preciso entender o que vem depois. Cada vez mais, as empresas sabem que o envolvimento com a categoria ou a marca é um forte indutor de compra. Cada vez mais, desejamos comprar bens e marcas que nos ofereçam experiência. Muitas vezes junto com a busca da informação, há a elaboração do envolvimento com o produto ou marca: a vivência de experiências e autenticidade.



Peguem por exemplo o consumo online, onde entremos no site da Sony, antes mesmo de desejar a nova câmera digital, somos envolvidos pelos atributos simbólicos da marca, pela atmosfera esteticamente perfeita do site, pelas promoções e ofertas, pelo entretenimento e pelo conteúdo oferecidos, podemos interagir e ver fotos de lugares paradisíacos. Somos transportados por promessas de sonho, e convidados a escolher o modelo, a cor e as funções que queremos para nossa próxima câmera. Ali nasce um novo desejo. Reconhecemos ali a necessidade de aposentar a nova velha câmera que ganhamos ano passado.

Cada vez mais, antes da busca da informação e da avaliação das alternativas, há uma nova fase de experimentação, experiência e envolvimento que as marcas oferecem seja nas lojas físicas seja nos seus websites. As marcas, dizem seus estrategistas, pertencem agora aos consumidores. A arquitetura do desejo é uma fase concorrente a arquitetura da informação.

O visual merchandising da loja ou o estilo e o design do site são responsáveis pela minha decisão “racional”. Antes da decisão de compra, do calculo do custo e benefício e da avaliação dos riscos, somos convidados a entrar numa atmosfera de desejo, co-desenhar o produto, a experimentar e nos envolver com seus diferenciais mágicos, a interagir com a marca e seus amantes e seguidores. Mais que produtos materiais e concretos, queremos comprar experiências, valores imateriais e simbólicos que nos transmitem força e poder, status, autoconfiança, beleza e uma imagem pessoal, pertencer a grupos e comunidades e nos sentir integrados.

Antes da decisão de compra, viria assim a influência externa, o reconhecimento da necessidade pessoal, o envolvimento e a experiência com a categoria ou marca, o “co-design” e a personalização, para logo depois, vir a busca da informação sobre o produto e o fabricante, a avaliação da melhor oferta, os atributos de tecnologia e qualidade dos diversos itens selecionados.



Outra etapa importante do processo de decisão de compra é a retenção da atenção e a construção da confiança. Com tempo tão escasso e bombardeado por ofertas e mensagens vindas de todos os lados a todo instante, o consumidor vai avaliar e escolher aquelas marcas de boa reputação e imagem, Marcas que sabem que na era da informação e da atenção é importante investir no efeito stopping power, investir no branding sensorial, em inovação, design e embalagem e ações promocionais divertidas e diferenciadas. Estímulos para chamar atenção, mas acima de tudo, produtos e marcas que nos impactem, que nos ofereçam conteúdo inteligente e entretenimento e que transmitam uma imagem de qualidade e confiança.

Comprar aquilo que já personalizei, adquirir aquela marca que me seduziu os sentidos, que garante autenticidade, mas também que me transmite conteúdo e utilidade, credibilidade e reduz minha sensação de insegurança.

Quando buscamos informação, cada vez mais nos deparamos com ofertas de preços, promoções e condições de pagamento excepcionais. Se formos impulsivos, fechamos o pedido ali mesmo, mas há hoje em nossas mãos a possibilidade de pesquisar sem sair da poltrona, de conhecer a fundo as características do produto e ver se é este mesmo, o que atende as minhas necessidades. No varejo online ou, muitas vezes, à frente de uma promotora experiente ou uma consultora especializada, queremos conhecer melhor o produto, ler o rótulo e conhecer as especificações, interagir com outros compradores e ver o que eles têm a dizer nos fóruns das redes sociais, tirar dúvidas e ouvir sugestões, conversar com outros consumidores nos chats, consultar especialistas ou tirar nossas dúvidas através de emails ou da linha direta com a empresa.


As informações hoje são mais personalizadas, com maior profundidade e orientadas segundo nossas necessidades. As empresas sabem que não basta chamar atenção e oferecer preços imbatíveis, é preciso nos fazer se sentir seguros na decisão de compra, nos passar confiança, fornecer uma informação personalizada e de qualidade, ótimo atendimento, com conveniência e rapidez.

O processo de decisão de compra envolve muitos atributos de valor. Não apenas o preço, mas o resultado de uma equação muito mais complexa entre custo e benefício, entre custo e realização de um desejo, uma experiência autêntica e memorável, uma garantia e um conforto psicológico valorizados.



Artigo escrito por Sergio Lage. Sérgio Lage é mestre em Sociologia e Publicidade e Marketing pela USP. Professor de Análise Estratégica de Tendências Culturais dos cursos de Master do Istituto Europeo di Design e Professor de Comportamento do Consumidor e Antropologia do Consumo dos cursos de Extensão e MBA da FIA PROVAR.

Website: http://www.fashionbubbles.com/author/sergio

Email: sergiolagesp@gmail.com

Cidade das feiras vive pujança e males da economia


Caruaru, no agreste de Pernambuco, é o retrato da prosperidade e das dores do desenvolvimento econômico acelerado.


Há dez anos, a cena se repete todas as terças-feiras. José de Santana Silva e Rosilene Conceição de Lima não dormem. O casal, na faixa dos 40 anos, engrossa uma caravana de vendedores sonâmbulos, mas resolutos que chegam ao centro da cidade por volta das três horas da manhã. Eles retiram de sacos plásticos centenas de peças de roupas feitas nas três máquinas de costura da pequena confecção que mantêm dentro de casa. Mal há tempo para estender peça por peça sobre o estrado de madeira das bancas de metais armadas a espera dos expositores.

A venda começa às cinco horas da manhã no ritmo frenético da barganha e não para antes do meio-dia. É nesse momento que uma mancha humana suada e já sem forças se dispersa sob o sol escaldante, em meio aos engarrafamentos, carregadores, gritos, garrafas pet e sacos espalhados pelo asfalto. Só depois de vencer a multidão e chegar em casa é que Silva e Rosilene contam os lucros, normalmente R$ 500 por semana, e se preparam para dormir. “Com um dia de trabalho, ganhamos a semana”, diz Silva.



Foto: Jorge Luiz Bezerra
O casal Silva e Rosilene: renda de uma semana com apenas um dia de trabalho na feira

Dessa rotina vive a Feira da Sulanca, em Caruaru, cidade conhecida em Pernambuco como a Princesa do Agreste, a 140 quilômetros do Recife. Hoje a Sulanca é o evento que melhor retrata o momento vivido pelo Nordeste. No aspecto econômico, é um dos símbolos da prosperidade local. Ela representa a expansão do setor de têxtil e de confecção, considerado um dos cinco polos de desenvolvimento do estado de Pernambuco. O dinheiro que ela movimenta se espalha, irrigando outros setores da economia local. “A feira da Sulanca reflete o crescimento da economia nordestina“, diz José Carlos Menezes, secretário de gestão de negócios públicos.

Do ponto de vista sócio-ambiental, no entanto, é uma demonstração do desafio criado pelo crescimento acelerado e desgovernado pelo qual passam muitas cidades nordestinas. A Sulanca invadiu as ruas com barracas, carregadores mal pagos e muito lixo a ponto de inviabilizar a rotina da cidade, exigindo uma intervenção do poder público. “Como ocorre em muitos municípios do Nordeste, Caruaru atravessa uma fase excepcional de desenvolvimento”, diz José Queiroz, prefeito do município. “Temos que correr muito para acompanhar o ritmo da economia: é imperioso oferecer infraestrutura e proteger o meio ambiente.”



Cerca de 30 mil expositores e 50 mil visitantes passam todas as terças-feiras pela Sulanca


Made in Nordeste

Caruaru é a cidade das feiras. Lá ocorrem 12 delas. O número de eventos é tamanho que se criou uma pasta na prefeitura exclusivamente para atendê-las. Quem vive na região chama a secretaria de gestão pública do município, que é responsável pelo comércio de rua, de “secretaria das feiras”. A Feira da Sulanca é uma das mais tradicionais porque está na origem da cidade. Sulanca é um sinônimo para retalhos de tecidos de baixa qualidade. Caruaru nasceu no entorno de uma feira onde se comercializava de tudo, principalmente restos de tecidos trazidos do Sul do País

Caminhar pela Sulanca hoje é transpor multidões. Somando vendedores e seus ajudantes, ela abriga quase 30 mil feirantes de 26 cidades num raio de 100 quilômetros. Há roupas a perder de vista. Camisetas, saias, regatas, calcinhas, cuecas, blusas, calças e meias intercalam-se em cores, formas e texturas em milhares de barracas cobertas com lonas de cor azul. Há ainda bolsas, calçados, miudezas em geral. Tudo ali é Made in Nordeste e sai de pequenas e médias empresas que, não raro, operam dentro da casa de seus donos. A cada terça-feira, comercializa-se ali uma média de dois milhões de peças de roupas. No Natal, o volume costuma dobrar, mas há quem diga que nas próximas festas de São João, outra especialidade local, a Sulanca vai vender o triplo da média.



Honório da Silva, 20 anos: R$ 100,00 por dia de trabalho como carregador de mercadorias

Do outro lado do balcão, cerca de 50 mil visitantes, entre varejistas de vários pontos da região e gente interessada em ampliar o guarda roupa, serpenteiam entre as mercadorias em busca de promoções. Pelas estimativas da prefeitura de Caruaru, toda essa gente movimenta cerca de R$ 50 milhões por dia de feira. A maior parte, em pequenas quantias, mas que fazem uma grande diferença. Estima-se que 80% das famílias da região dependam da feira direta ou indiretamente. Incluem-se as centenas de carregadores, que puxam quilos de mercadorias em carrinhos improvisados.

Honório da Silva, de 20 anos, pai mecânico e mãe doméstica, trabalha como carregador na Sulanca. Entre a madrugada e o meio-dia, equilibra pirâmides de mercadorias dos feirantes. A silhueta magra e alongada curva-se para dar tração ao veículo e fazer a carga chegar ao destino. O esforço que começa na madrugada e termina sob calor do agreste que passa dos 35 graus lhe rende R$ 100 por dia de feira. Uns R$ 400 por mês. “Cheguei a sair da feira, mas voltei”, diz Silva. “Aqui o dinheiro é certo.”

Linha de produção cultural

O dinheiro dos visitantes não fica só na Sulanca. Os compradores garantem movimento extra para o comércio local, onde estão instaladas 300 lojas, e ainda agitam outras das tantas feiras que ocorrem diariamente na cidade e em paralelo à Sulanca. Há quem passe na feira de frutas e legumes, cultivados por pequenos agricultores. Ou quem visite a chamada feira de importados, com eletroeletrônicos, relógios, óculos, brinquedos e toda sorte de quinquilharias a preços convidativos e procedência duvidosa.

Um dos símbolos de Caruaru é a feira de artesanato. A cidade é a terra de ceramistas consagrados como Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, que levou para o mundo a arte figurativa à base de argila. Severino Vitalino, seu filho, mantém a tradição original modelando peças no ateliê instalado na casa paterna, hoje transformada em museu no Alto do Moura, a comunidade de artistas considerada pela Unesco a grande referência da arte figurativa nas Américas. Lá Severino confecciona imagens que reproduzem os traços originais do pai. “Muita gente me pergunta por que não crio peças novas”, diz Vitalino. “Eu até poderia, mas temos uma arte muito rica que precisa ser preservada e hoje ela está cada vez mais comercial.”



Ana Maria, 22 anos, na oficina no Alto do Moura: 150 peças por semana pintadas a mão em série


O fato é que a pujança econômica local também envolveu a arte. Para dar conta da demanda que não para de crescer, há uma verdadeira linha de produção de esculturas em Caruaru. Ana Maria Paes dos Santos faz parte dessa engrenagem cultural. Há dias que trabalha das 6h30 às 19h. A tarefa da moça de 22 anos é replicar estampas floridas e dar cor aos vestidos das mulatas de argila que se alinham na feira de artesanato. Como o salário está atrelado ao número de peças que consegue entregar, com pinceladas precisas e ágeis cobre uma média de 150 bonecas por semana, o que lhe rende cerca de R$ 1,2 mil por mês. “A arte é uma forma de trabalho”, diz Ana Maria.

Falta de infraestrutura

Como a expansão da economia, todas as feiras cresceram e espalharam trabalho e renda por Caruaru. Mas foi a da Sulanca que extrapolou os limites. Ela infiltrou-se pelas ruas, inviabilizou o trânsito de pessoas e de veículos, deixando para trás todas as terças um rastro de garrafas pet, sacos plásticos e latinhas que se transformavam numa montanha de lixo. Ficou claro que suas dimensões eram incontroláveis quando no ano passado uma feirante morreu de problemas cardíacos antes que a equipe de socorro conseguisse vencer o labirinto de barracas e chegar até ela. “O centro não tem estrutura para comportar o movimento de tantas pessoas”, diz o prefeito Queiroz. “Precisamos preservar a segurança e o bem estar dos cidadãos.”

Para aliviar os efeitos colaterais do crescimento, a prefeitura, mesmo contrariando a maioria dos feirantes, interveio na feira. Em fevereiro, reuniu quase 70% dos expositores em um terreno de nove hectares na área central. As entradas e saídas do local são monitoradas com câmeras e seguranças. Para facilitar o acesso às barracas, os corredores têm tamanhos fixos de cinco metros, paras as vias principais, e de três, para as paralelas.

“A transferência da Sulanca para a área central foi paliativa porque há resistência à mudança necessária e preferimos o diálogo”, diz José Queiroz, prefeito de Caruaru. “Mas todos sabem que a melhor opção é instalar a feira em um centro comercial, na entrada da cidade, onde haja infraestrutura adequada, como estacionamento, banheiros e local adequado para alimentação.”

Rios com a cor da moda

A tarefa mais complicada tem sido dar conta da pujança na ponta industrial do setor de confecções, especialmente no segmento de lavanderias de jeans, o mais dinâmico. As lavanderias sempre foram um bom negócio, mas ganharam espaço a partir de 2007, depois que ajustes no sistema da barragem de Jucazinho elevaram em 70% a produção de água para a cidade. Há 20 anos, Caruaru convivia com o rodízio no abastecimento que prejudicava a expansão da indústria. De um dia para o outro, a oferta passou de 150 litros por segundo para 500 litros por segundo. Mais de 30 indústrias se instalaram-se na cidade nos últimos dois anos. As lavanderias foram as que mais se beneficiaram.


Foto: Jorge Luiz Bezerra
Peças em jeans: lavanderias do tecido é um dos segmentos da economia local que mais cresce

Hoje há cerca de 400 instaladas no município, a maioria sem registro e licença ambiental. Operando sem qualquer regulação, as empresas passam a comprometer justamente o bem mais precioso em locais secos como o agreste: a água. “Espalhadas por bairros residenciais, as lavanderias ficaram à margem dos órgãos reguladores”, diz Franco Vasconcelos, secretario de Desenvolvimento Econômico de Caruaru. “A agressão foi tamanha que os córregos passaram a ter a cor da moda – ora eram azulados, depois rosa ou esbranquiçados.”
Para deter a contaminação dos leitos, a prefeitura, em parceria com o Sebrae e o Instituto Tecnológico de Pernambuco, elaborou um plano para o setor. Idealizou um condomínio de lavanderias. A proposta é reunir as empresas dispersas pelo município em um terreno de dez hectares no distrito industrial. Pelo cronograma, a área para receber as empresas estará disponível no segundo semestre deste ano. No local as lavanderias poderão dividir os custos com energia e tratamento de efluentes. Cerca de 80% da água será reaproveitada. O plano inclui também a substituição da lenha pelo gás como combustível que aquece as caldeiras.

Inicialmente, 82 empresas (nem um quarto do total) aderiram. A expectativa, no entanto, é que a resistência ceda e a adesão cresça porque o Ministério Público tem feito diligências com a polícia e fechado empresas poluidoras. “Nosso trabalho não é apenas oferecer infraestrutura”, diz Vasconcelos, secretário de Desenvolvimento Econômico. “É promover uma mudança de mentalidade para que as empresas possam crescer na legalidade e sem prejudicar o meio ambiente e a qualidade vida no município.”
Fonte:economia.ig.com.br

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Indústria Têxtil está no Embalo da Copa


A indústria têxtil está no embalo da Copa. Em Blumenau, marcas tradicionais lançam coleções especiais.

Com roupas e acessórios alusivos à competição, a Hering vai produzir 600 mil peças de moda feminina, infantil e masculina – 200% mais do que na última Copa. Na Sulfabril, o volume é de 185 mil peças, 10% maior ao fabricado no Mundial de 2006. A expectativa é de que o evento represente 8% do faturamento da empresa no primeiro semestre.

A Haco Etiquetas trabalha a toda velocidade para entregar 1,5 milhão de escudos para as camisas oficiais da Seleção, além de bandeiras e artigos diferenciados como coleiras para cães. A produção total deve ultrapassar as 3 milhões de unidades.

– Contratamos 150 profissionais para atender os pedidos, e eles devem continuar no segundo semestre – diz o diretor Alberto Conrad Lowndes.

A Bandeiras Brasil, também de Blumenau, projeta vender 75 mil bandeiras nacionais em diversos tamanhos, destinadas aos estados de SP, RJ e MG. A procura começou a aumentar em janeiro e a empresa contratou mais funcionários.

Camisa oficial não sai por menos de R$ 159

Carro-chefe das lojas de roupas e artigos esportivos, a camiseta oficial da Seleção Brasileira é o primeiro item da lista dos torcedores mais fanáticos. Bonés, calções, bolas, chinelos e jaquetas, além de blusas femininas e agasalhos com as cores da bandeira brasileira também são bastante procurados. Os preços para desfilar nas ruas com a camisa oficial oscilam entre R$ 159 e R$ 240.

O gerente da Paquetá Esportes em Florianópolis, Anderson Jociel Dahmer, conta que a loja está com estoque de camisetas de quase todas as seleções, mas a oficial do Brasil já está em falta, inclusive nos fornecedores da rede, que soma 27 unidades no país. A loja vendeu 150 camisetas.

Na rede Centauro, o departamento de marketing investiu R$ 13 milhões em ações que incluem desde a entrega de kits de torcedores – com perucas, apitos e similares – até mudanças na impressão de sacolas e no layout da marca, cujo fundo mudou para verde e amarelo. O gerente da unidade do Floripa Shopping, Samuel Teixeira, diz que o estoque de camisas oficiais deve chegar a 750 unidades na loja. Nas cem unidades da rede no país, 500 mil camisas devem estar no estoque em junho.

– Para nós, a Copa é como o Natal. Só a venda de camisas deve representar 40% de nosso faturamento nos meses do torneio – destaca

Fonte:clicrbs.com.br/diariocatarinense

Tecidos tecnológicos ajudam a melhorar desempenho dos atletas!


LZR Racer – Speedo

Os treinamentos intensos, aliados a uma boa alimentação e a um bom preparo físico parecem não ser os únicos segredos para a vitória no esporte. Atualmente, além de todos os elementos já citados, por incrível que pareça, a roupa adequada também faz parte da receita de um atleta vitorioso.

Os tecidos tecnológicos são resultados de pesquisas realizadas pela indústria têxtil, com o objetivo de disponibilizar material para o desenvolvimento de roupas apropriadas e vantajosas para os competidores.

Segundo o site da São Paulo Fashion Week, grandes marcas como a Nike, Adidas e Speedo tiveram idéias de materiais feitos de tecidos tecnológicos e se uniram também a centros de pesquisa e renomadas universidades, produzindo uniformes capazes de diminuir o desgaste físico dos esportistas, além de melhorar o desempenho deles nas competições.

Camiseta Dry Fit – Adidas

A Nike lançou em 2008 uma camiseta regata para corredores de longas distâncias que é 30% mais leve do que outras peças. É simples e não possui muita costura, evitando o desconforto do atleta durante a competição.

Em esportes aquáticos, por exemplo, o tecido acquos é a novidade. Mesmo com a alta concentração de cloro na água, o tecido mantém suas propriedades mesmo após sucessivas lavagens, proporcionando conforto para o atleta, e ajuste firme e suave. (Veja matéria completa no site Bahia em Foco)

Tecido Acquos

Ainda segundo o site da SPFW, além do acquos, o LZR Racer da Speedo, também é mais uma prova da tecnologia nos uniformes. A marca uniu-se a NASA para criar esse modelo, que possui coeficiente mínimo de atrito com á água. O LZR foi soldado por processo ultrasônico, o que eliminou as costuras, e assim, reduziu o número de ondulações, e conseqüentemente o atrito com a pele.

Este tipo de peça tem por tendência a leveza, pois são feitas de fios sintéticos quase sempre muito finos. Alguns fios sintéticos, aplicados de forma irregular no tecido, facilitam a evaporação do suor e inibem a proliferação de microorganismos causadores do mau cheiro.

Um exemplo é o famoso Dry – Fit, “tecido inovador que destaca características de conforto, baixo pilling (formação de bolinhas), leveza e performance. Foi desenvolvido através de um sistema tecnológico onde a construção do tecido é projetada para proporcionar alta absorção do suor do corpo e secagem rápida”. (Veja matéria completa no Enerfit).

Camiseta Dry Fit produzida pela Nike

Tecido Hightec, adequado e produzido para o Triatlon

Uniforme de atletismo da equipe do Quênia produzido pela Nike, 30% mais leve que outras peças


Uniforme Dry Fit produzido para a equipe de Atletismo do Brasil

O LZR Racer é usado pelo nadador americano Michael Phelps


Fontes: SPFW, Bahia em Foco e Enerfit

domingo, 16 de maio de 2010

Importações de vestuário mais baratas


As importações norte-americanas de vestuário com origem na China cresceram mais de 10% em volume, apesar da economia dos EUA estar em recessão. Um aumento conseguido através da redução acentuada de preços, que originou uma queda para o nível mais baixo dos últimos 20 anos.


O preço médio das importações de vestuário dos EUA caíram para o seu nível mais baixo em mais de 20 anos, de acordo com o revelado pela Textiles Intelligence. Cifrado nos 2,96 dólares por metro quadrado equivalente em 2009, o preço decresceu 6,1% em relação ao ano anterior, sendo 21% inferior ao preço médio de cerca de 3,75 dólares por metro quadrado equivalente, que prevaleceu durante boa parte da década de 1990. A queda terá consequências graves para os fornecedores de vestuário nos EUA e no exterior, que estão a lutar contra a constante diminuição das margens.

Uma das principais causas foi a eliminação das restrições de salvaguarda sobre as importações provenientes da China no final de 2008. Depois dos fornecimentos não serem mais limitados, as importações da China em volume cresceram 10,7%, apesar da economia norte-americana estar em recessão. No entanto, o aumento foi conseguido pela redução de preços, pelo menos nas categorias que tinham sido sujeitas a restrições durante 2006/2008.

No caso das camisas de malha em algodão para homem e rapaz, o preço médio das importações provenientes da China caiu 25% em 2009. Noutras duas categorias, calças de algodão para homem e para senhora, a queda foi de 20%. As importações de camisas de malha em algodão para senhora e menina registaram uma queda de 18% no preço.

A queda nos preços chineses forçou outros fornecedores a seguirem o mesmo caminho, incluindo no Vietname. Com efeito, os preços do vestuário vietnamita caíram pela primeira vez desde 2000, o que serve como indicação da pressão a que os produtores localizados neste país estão sujeitos.

A 3,14 dólares por metro quadrado equivalente, o preço médio das importações de vestuário do Vietname estava no seu nível mais baixo desde 2002. Além disso, a queda foi em nítido contraste com os aumentos registados entre 2000 e 2008, que viram os preços do vestuário vietnamita mais que duplicar, partindo dos 1,58 dólares até aos 3,42 dólares por metro quadrado equivalente.

O aumento das importações da China e a queda nos preços chineses tiveram um grave efeito em cadeia nos fornecedores mais próximos do mercado norte-americano. As importações de vestuário dos EUA com origem no México e nas Honduras, por exemplo, caíram a taxas de dois dígitos em 2009, em termos de valor e volume. Além disso, a diminuição das importações de vestuário provenientes do México e Honduras atingiu a indústria têxtil norte-americana. Esta situação resulta do facto de uma grande parte das importações provenientes da América Central e países das Caraíbas serem produzidas com fios e tecidos norte-americanos, enquanto que as importações provenientes de países asiáticos têm pouco ou nenhum conteúdo com origem nos EUA.

Não surpreende que estas circunstâncias tenham um efeito negativo sobre a produção norte-americana e, mais especificamente, sobre a utilização de algodão em cru. Na realidade, o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) previu que a quantidade de algodão em cru utilizada pelas fábricas têxteis norte-americanas na estação de 2009/2010 caísse para o nível mais baixo em 115 anos.

Além disso, existem sinais de que o aumento das importações provenientes da China pode estar a chegar ao fim, à medida que os comerciantes procuram outras fontes. Por exemplo, a Li & Fung está a planear reduzir a sua dependência da China, deslocando algum do seu aprovisionamento para outros países. A decisão da empresa foi motivada pelo aumento dos custos e pela escassez de mão-de-obra no Império do Meio, à medida que as encomendas aumentam e a produção recupera. A decisão foi também ponderada com base na possibilidade do yuan ser reavaliado em resposta à crescente pressão do governo norte-americano. Existe um sentimento cada vez maior de proteccionismo nos EUA que poderia levar a novas restrições no comércio com a China.

Mas existem poucos sinais de que os compradores irão intensificar as suas aquisições nos EUA ou até mesmo na América Latina. Em vez disso, vão deslocar-se para países como Vietname e Bangladesh, que podem fornecer grandes volumes a preços baixos.

Fonte:portugaltextil.com

METADE DOS BRASILEIROS ADMITEM COMPRAR PRODUTOS PIRATAS!


No dia 23 de abril, o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr, assumiu a presidência do Conselho Nacional de Combate a Pirataria. Apenas 19 dias depois foi afastado de suas funções, depois que o ‘Estado’ revelou seu relacionamento com Li Kwok Kwen, um dos líderes da máfia chinesa. O “amigo” do mafioso comandava o órgão responsável por resolver um dos problemas mais complicados do País.

Todos os dados que envolvem esse “setor” são nebulosos, mas estimativas apontam que o Brasil perdeu US$ 20 bilhões com pirataria no ano passado, em impostos não arrecadados e prejuízos para as empresas, conforme a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Pesquisa da Federação do Comércio (Fecomércio-RJ) apontou que quase metade (46%) dos brasileiros admite que comprou produtos falsos em 2009. A maior parte sabe que pirataria causa desemprego (63%) e financia o crime (69%). Ainda assim, o preço é decisivo: 94% compram porque é mais barato.


Se for incluído o contrabando e demais atividades que cercam o comércio ilegal, a economia informal movimenta R$ 850 bilhões por ano, ou 30% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco).


A pirataria foi definida pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) como o crime do século. Segundo a Câmara de Comércio Internacional, a pirataria movimenta cerca de 7% do comércio mundial, ou US$ 600 bilhões, superando os US$ 360 bilhões do narcotráfico.

“O ambulante é apenas o elo mais fraco de uma máfia poderosíssima”, disse o presidente do Etco, André Franco Montoro Filho. Na sua avaliação, todos são afetados: empresas têm prejuízo, postos de trabalho são fechados e o consumidor fica sem garantia e proteção.


Apesar disso, é difícil combater a pirataria no Brasil. O primeiro motivo é a corrupção. O segundo é a extensão das fronteiras e a falta de fiscalização. O contingente da Receita Federal em todos os portos brasileiros é parecido com o número de fiscais do Porto de Hamburgo, na Alemanha, onde há 3 mil funcionários.


Outros fatores que prejudicam o combate à falsificação são o baixo poder aquisitivo dos consumidores, cultura e até inovação tecnológica. A internet facilita a vida das pessoas, mas também a dos piratas. “O melhor caminho é barrar no porto. Uma vez que entra, fica mais difícil”, diz Luiz Claudio Garé, consultor jurídico do Grupo de Proteção à Marca, que reúne empresas como Bic, Nike e Chanel. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

sábado, 15 de maio de 2010

Chefias avassaladoras - Assédio moral: o bullying das empresas


Ultimamente, têm ganhado espaço nos noticiários denúncias e discussões sobre atitudes agressivas de crianças e adolescentes contra colegas, o chamado bullying. A prática consiste na depreciação, constrangimento ou humilhação de meninos e meninas através de violência física ou psicológica praticada por outros da mesma faixa etária, e está chamando a atenção das autoridades e da sociedade, que têm se mobilizado em campanhas nos meios de comunicação e nas escolas.

Nas empresas, outro tipo de agressão, muito parecido com o bullying, de forma silenciosa, tem causado danos graves a profissionais e, até, destruído carreiras. No livro Chefias Avassaladoras, que dá o título desta matéria, o autor Jorge Dias Souza trata desse delicado tema: o assédio moral. Para entender melhor o assunto, esse fantasma que tanto assombra o mercado de trabalho, o Portal Administradores ouviu o escritor e a advogada trabalhista Ingrid Brabes, que esclarecem a questão para você, internauta.


O que é assédio moral? Segundo Jorge Dias Souza, "é a exposição do trabalhador, pelo seu chefe, a situações humilhantes e constrangedoras, de forma continuada, durante sua jornada de trabalho". Ele destaca que este é o tipo de assédio que pode ser classificado como vertical descendente, dado de um superior sobre um subordinado, e lembra que a prática pode acontecer de modo horizontal, ou seja, entre colegas de um mesmo nível hierárquico.


Do ponto de vista legal, a Constituição brasileira não é clara quanto ao assunto, segundo a advogada Ingrid Brabes. "Em termos de legislação federal, aqui no Brasil não existem leis que definam expressamente o conceito de assédio moral. Assim, os juízes têm se valido de princípios constitucionais, principalmente, da dignidade da pessoa humana, além de utilizar conceitos de responsabilidade civil existentes no Código Civil para condenar o autor do assédio moral ao pagamento de indenização ou de obrigação de fazer", explica Brabes. A advogada lembra, no entanto, que legislações municipais e estaduais já tratam do assunto, como a Lei 13.288/01, do município de São Paulo:


Todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis; passar alguém de uma área de responsabilidade para funções triviais; tomar crédito de idéias de outros; ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros; sonegar informações de forma insistente; espalhar rumores maliciosos; criticar com persistência; subestimar esforços.


"Crises de choro, dores generalizadas, insônia, irritabilidade excessiva, tonturas, alcoolismo". Estas são algumas das conseqüências do assédio moral para muitos dos profissionais assediados, como relata Ingrid Brabes. No ano passado, uma série de suicídios cometidos por funcionários da France Telecom, no período em que a empresa passava por um processo de reestruturação, chamou a atenção para a pressão no ambiente de trabalho, e entidades representativas chegaram a culpar os diretores da organização, acusando-os de não terem capacidade de lidar com a situação.


Para as empresas, os prejuízos começam pela queda na produtividade. "Os principais impactos do assédio moral são a eliminação total do comprometimento, da criatividade, da inovação, da motivação e da felicidade do funcionário", afirma Jorge Dias Souza, que complementa: "a produtividade pode ser afetada à medida que o funcionário passa a sentir-se um inútil e, dominado pelo terrorismo psicológico e pelo pânico na relação com o chefe, vai errar muito no trabalho que faz, pois não se sente mais capaz de realizar nada". Souza lembra ainda dos prejuízos à imagem da organização, que o assédio moral pode causar: "ninguém na sociedade (os clientes ou futuros clientes) aceita mais transacionar com uma empresa que permite a prática do assédio moral com seus colaboradores", afirma.


"Muitas vezes, infelizmente tenho de dizer isto, é preferível demitir um empregado que não esteja alcançando os objetivos da empresa a prolongar uma relação, sob constantes constrangimentos, para se conseguir determinada meta", afirma Ingrid Brabes.


Como identificar o assédio moral


Identificar uma prática como assédio moral nem sempre é fácil. Por isso, antes de levar o assunto para o setor responsável da empresa ou mesmo a instâncias judiciais, é importante ficar atento a algumas características. "Perseguição, manipulação, terrorismo psicológico, exposição continuada ao ridículo", são alguns fatores citados por Ingrid Brabes. A advogada lembra ainda que a continuidade da prática é determinante para sua tipificação como assédio moral. "O assediador pretende desestabilizar emocionalmente a vítima, por isto age de maneira continuada", afirma Brabes.


A advogada elenca algumas atitudes praticadas nos ambientes de trabalho e que podem caracterizar o assédio moral:


- Xingamentos diários a secretárias;
- Insultos de superiores praticados durante a jornada de trabalho;
- Ofensas de forma repetida na frente dos demais colegas;
- Utilização de adornos que expõem ao ridículo em caso de não cumprimento de metas por vendedores;
- Isolamento de pessoas que retornaram de afastamentos;
- Tarefas degradantes e abaixo do real cargo ocupado pelo empregado (por exemplo: engenheiro sendo obrigado a limpar banheiro ou servir cafezinho como forma de punição);
- Difamações;
- Boicote de serviços e material;
- Frases depreciativas.


Resolvendo o problema


Um conselho dado por Jorge Dias Souza é que o assediado procure reunir o máximo de provas possíveis, antes de denunciar o assédio. "Coisas como bilhetes, e-mails, trabalhos rabiscados e rasurados agressivamente pelo chefe", explica o autor de Chefias Avassaladoras.


Para as empresas, o melhor caminho é manter uma espécie de ouvidoria interna, através da qual vai procurar sanar problemas como o assédio moral sem necessidade de ir à Justiça. No entanto, infelizmente, segundo Ingrid Brabes, poucas empresas têm setores estruturados com este fim. "Se estivermos tratando de empresas grandes, normalmente existem serviços de ouvidoria interna que costumam ser imparciais e tendem a investigar e solucionar o problema. Contudo, tenho de admitir que referidas empresas e ou serviços são minoria em nosso país".

Fonte:administradores.com.br

Jeans para toda obra


O jeans é o item fashion que mais se reinventou com o passar dos anos. Criado no século 19 por Levi-Strauss, caiu nas graças da alta sociedade só no final da década de 1970, quando o estilista Calvin Klein levou-o, pela primeira vez, para desfilar e arrasar numa passarela.

Como o bom da moda é essa capacidade de repaginar-se, o denim continua aparecendo com uma cara nova a cada estação. Neste outono-inverno, a história não é diferente. Querendo traduzir um pouco do clima da crise econômica que atingiu, principalmente, a Europa e os EUA, as grandes marcas apresentaram nas passarelas calças com caras de sujinhas e com lavagens mais claras. Dentro desse universo, vale muita coisa: desde modelagens mais amplas - como as boyfriends da estação passada – até a grande promessa da temporada, a jegging. Esta última é, de fato, a peça it da estação, pois uniu dois mundos superpopulares, o do jeans e o da legging. O resultado foi uma peça extremamente confortável, que pode ser usada para montar looks informais ou superchiques.




Calça que leva o nome do rei indiano que a inventou no século 19, a jodhpur vem repaginada para os dias de hoje. Em versões de jeans leves e bem macios, a peça volumosa e com bolsos caídos serve para equilibrar a silhueta de quem tem ombros largos. Para quebrar o estilo despojado demais, experimente camisas, peças de alfaiataria e tecidos estruturados.


Maleável, a jegging (união do jeans com o legging) é, sem dúvida, o jeans mais confortável do momento. Sequinho, favorece mulheres de pernas finas, mas, com a combinação certa, todas estão liberadas para usá-lo. Quem está acima do peso pode optar por túnicas ou minivestidos que cubram os quadris. Para arrasar, combine-o com outra estrela da estação: o paetê.



Foi só a marca Balmain decretar que o jeans superlavado é tudo de bom para a peça virar obrigatória. A jaqueta de couro toma forma de terninho descolado para enfrentar a agenda de inverno na moda.


Diretamente da década de 1970, o short jeans mais lavado ganha passe livre na estação gelada. Misturado com prints animais e tons terrosos, o look ganha ares folk. Para se proteger do frio, aposte nas sobreposições e complemente a produção com meia-calça.

Fonte:clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc

Adequação das máquinas aos tecidos


Os equipamentos devem ser definidos na ocasião do desenvolvimento dos produtos e devem visar sempre a melhor qualidade da costura e aos diferentes acabamentos, que irão agregar valor ao produto


Após o corte e preparação da costura, começa o processo de construção da peça – o fechamento e o acabamento –, e assim teremos o produto desenvolvido. Mas, para obter a qualidade na costura, muitos conceitos são importantes, tais como: classificação de pontos, tipos de costuras, de equipamentos, adequação de materiais e outros que serão abordados nesta seção em várias edições de O Confeccionista, para uma melhor compreensão dos leitores.
É preciso, de início, adequar os tecidos em relação aos equipamentos. Isso varia conforme a estrutura (tecido plano ou malha), gramatura (tecidos leves a superpesados), espessura, características particulares e a maneira como devem ser confeccionados, conforme definido no seu desenvolvimento.

De acordo com a estrutura dos tecidos, podemos utilizar alguns equipamentos básicos (máquinas) como reta, overloque juntamente com a reta, interloque, fechadeira para costuras de fechamento de tecidos planos, overloque e overloque ponto cadeia para malhas.

Já para costuras de acabamento, costumam ser usadas a reta (utilizada tanto para tecidos planos e malhas), e a galoneira (para malhas). Outras máquinas como caseadeira, travete, botoneiras são utilizadas para as duas estruturas de tecidos.

Além disso, os sistemas de transporte (calcador e transportador) dos equipamentos também devem ser escolhidos de acordo com a gramatura, espessura e as características particulares de cada tecido. Para os leves, geralmente são empregados sistemas de transportes simples, mas, em acabamentos diferenciados, um calcador de teflon auxilia no transporte de tecidos sintéticos e reduz o seu aquecimento durante o processo de costura. Já para estruturas pesadas, como jeans, brins, sarjas, lonas etc., podemos ter máquinas de transporte duplo ou triplo, dependendo das características do tecido, que vão auxiliar no “puxamento” dele e melhoram a qualidade da costura, evitando, assim, costuras com pontos falhos, enrugadas, caídas, tortas etc.

Também um aspecto para o qual poucas confecções atentam – e que interfere diretamente na qualidade da costura – é o conjunto de molas tensoras. Se a regulagem das tensões de linhas e fios não estiver de acordo com a gramatura dos tecidos, pode gerar costuras enrugadas e o rompimento dos pontos ao se tracionar a peça. Podemos ter, portanto, um conjunto de molas que variam desde leves a pesadas.

Esses dois pontos – as partes que compõem o equipamento e a regulagem das tensões – são fatores fundamentais para a qualidade da costura. Por exemplo: a densidade de pontos por centímetro deve ser adequada a cada tipo de estrutura de tecido e aplicação final deste produto, para se evitarem defeitos comuns, como esgarçamentos, enrugamentos, pontos rompidos, pontos falhos etc.

Um equipamento muito interessante é o overloque. A regulagem dele interfere e muito na qualidade da costura, pois na maioria das confecções as colaboradoras regulam o comprimento do ponto da costura numa parte do equipamento que se chama diferencial, que tem por função alongar ou franzir o tecido de acordo com suas características. Malhas para fitness possuem alta elasticidade, e isso colabora para que as costuras tendam a ficar “embabadadas”. A regulagem de diferencial é imprescindível para que possamos ter costuras

com qualidade, sem que fiquem “alongadas”.


Karina Galego


“Karina Galego é e consultora independente, Engenheira Têxtil com especialização em Administração Industrial, Assessora Técnica e Analista do Laboratório de Ensaios Tecnológicos em Vestuário do Senai Vestuário de SP.”

Fonte:oconfeccionista.com.br

Fibra bactericida


Mistura de celulose de cana e quitosana resulta em fibra com propriedades medicinais
Yuri Vasconcelos
Edição Impressa 171 - Maio 2010


A partir da esquerda: celulose do bagaço, quitosana e a fibra híbrida

As possibilidades do uso do bagaço de cana-de-açúcar se ampliam. Uma das mais recentes é uma fibra têxtil com propriedades medicinais elaborada com a celulose desse resíduo e quitosana, um polímero produzido a partir da quitina, uma substância extraí­da da carapaça de caranguejo, camarão, lagosta e outros crustáceos. Essa combinação resultou numa fibra para uso em curativos com propriedades cicatrizante, fungicida e bactericida, além de apresentar conforto e resistência. O estudo coordenado pelo professor Adalberto Pessoa Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), contou com a pós-doutoranda Sirlene Maria da Costa, atualmente pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), e a engenheira química Silgia Aparecida da Costa, professora do Curso de Têxtil e Moda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, que fez a sugestão da pesquisa depois de ter desenvolvido fibras semelhantes com celulose comercial de madeira e quitosana.

“Queremos criar uma fibra têxtil tecnológica e, a partir dela, construir tecidos para fabricação de bandagens e vestuário para portadores de deficiên­cia física, como paraplégicos, idosos com baixa mobilidade e pacientes que ficam muito tempo no leito e estão sujeitos ao desenvolvimento de úlceras de pressão na superfície da pele”, diz Silgia. “Como a nossa fibra age na cicatrização e combate a bactérias e fungos, talvez nem todos os pacientes precisem, no futuro, usar pomadas ou fazer curativos nos ferimentos.” Segundo a pesquisadora, embora boa parte do bagaço e da palha da cana seja queimada para geração de energia elétrica, ainda resta um excedente que poderá ser transformado nessa fibra têxtil especial.

O projeto rendeu a elaboração de uma patente pela Agência de Inovação da USP. O desenvolvimento das fibras já foi finalizado e agora estão sendo realizados testes físicos, químicos e biológicos. “Queremos comprovar a resistência da fibra para a construção de tecidos, malhas ou outros materiais com capacidade para absorver a umidade da secreção das feridas e apresentar ação bactericida e fungicida.”

Além da fibra híbrida com quitosana, também estão sendo desenvolvidos outros tipos de fibra em que são testadas a incorporação de enzimas como a lisozima, encontrada na clara do ovo de galinha com propriedade bactericida, e bromelina, enzima extraída do abacaxi e capaz de limpar ferimentos. A expectativa do grupo é de que os ensaios sejam concluídos dentro de um ano, quando o produto estaria pronto para ser fabricado em escala piloto. “Nossa intenção é que exista interesse das empresas tanto do setor têxtil quanto farmacêutico para desenvolver a tecnologia”, diz Silgia.


OS PROJETOS

1. Desenvolvimento de novas fibras têxteis à base celulose regenerada e quitosana para aplicações médicas - n°06/56970-4
2. Desenvolvimento de fibras têxteis a partir de celulose de bagaço de cana-de-açúcar com a incorporação de fármacos e enzimas para aplicações médicas - nº 07/53577-2

Modalidade
1 e 2. Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa

Co­or­de­na­dores
1. Silgia Aparecida da Costa – USP
2. Adalberto Pessoa Júnior - USP

Investimento
1. R$ 70.048,97 e US$ 17.356,00 (FAPESP)
2. R$ 90.787,33 (FAPESP)


Fonte:revistapesquisa.fapesp.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Festival do Jeans de Toritama começa no dia 14


O evento, que deve atrair cerca de cem mil visitantes à cidade pernambucana, contará com desfiles, workshops e palestras



Será realizada de 14 a 18 de maio na cidade de Toritama, em Pernambuco, a nona edição do Festival do Jeans de Toritama. O evento contará com desfiles e os últimos lançamentos de 30 fabricantes da região do agreste pernambucano, que inclui as cidades de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe e, com mais de 12 mil indústrias, representa cerca de 13% da produção nacional do segmento do jeans.


Realizado pela ACIT - Associação Comercial das Indústrias de Toritama, o Festival do Jeans será realizado no Parque das Feiras, e tem previsão de receber cerca de 100 mil visitantes ao longo dos cinco dias. Workshops de moda, palestras, filmes, djs e atrações circenses também fazem parte da programação, que homenageia o Movimento Armorial. Iniciado na década de 1970 pelo romancista Ariano Suassuna, o movimento visava a criação de uma nova arte a partir da cultura popular do nordeste do Brasil.


Fonte:gbljeans.com.br

MODA E TECNOLOGIA – Fibras ópticas iluminam roupas e objetos decorativos!


Roupas literalmente iluminadas parecem ser uma das novidades mais badaladas do momento, um exemplo disso é o vestido usado pela cantora Katy Perry no Costume Institute Gala Benefit 2010. Seguindo essa tendência, a Luminex comercializa tecidos com luz própria!

A ideia da empresa era “tecer a luz” com fibras ópticas, que geralmente não são utilizadas na fabricação de produtos têxteis porque não são elásticas nem macias – características necessárias utilização em teares.

Por isso, tanto as fibras quanto os teares foram especialmente modificados a fim de superar tais dificuldades. Esse processo criou um produto totalmente revolucionário cujas aplicações são várias. Ele pode ser utilizado não só na indústria do vestuário, mas também na decoração de ambientes.

Além disso, podem ser criados produtos multifuncionais, tais como livros com capa Luminex e roupas especiais para pessoas que usam a luz para segurança, a exemplo de quem corre à noite. A aplicação se estende para fantasias de carnaval, enfeites, bolsas etc.


Aplicação das fibras Luminex

A Luminex combina tecnologia eletrônica e tecidos, usando LEDs de alta eficiência para difundir a luz de forma segura para a tensão baixa (3,6 V). O fornecimento pode ser alimentado com uma habitual fonte do sistema elétrico, ou através de uma bateria de 9V comercial – com resistores oportuno permitindo o nivelamento de tensões.

Há também a possibilidade do carregamento com pilhas usadas em tecnologia de telefonia móvel: baterias pequenas e recarregáveis, com uma duração de cerca de 8 horas. Mais informações no site www.luminex.it

recarregáveis, com uma duração de cerca de 8 horas. Mais informações no site www.luminex.it


Aplicação das fibras Luminex


Aplicação das fibras Luminex


Aplicação das fibras Luminex

O jornalista Cauê Fabiano indicou outra novidade tecnológica que promete deixar qualquer pessoa notável: um traje que tem cerca de 200 pontos que disparam lasers. Com esse look, é impossível não ser notado na balada – ou em qualquer outro lugar!




NA MEDIDA!


Vestuário infantil ganha padronização de tamanhos baseada em medidas corporais, o que deve contribuir para melhorar a qualidade dos produtos, diminuir custos de produção e facilitar a organização de estoque e show-room.


Os problemas decorrentes da falta de padronização nos tamanhos das peças do vestuário de bebês, crianças e adolescentes – que tanto transtorno trazem a consumidores e a lojistas – podem estar com os dias contados. Já está disponível para os confeccionistas a Norma de Padronização do Vestuário Infantil/Bebê (NBR 15800), que estabelece medidas-padrão das peças confeccionadas para esse segmento de mercado, a exemplo do que já acontece no segmento de meias. A adesão à norma é opcional e, caso ocorra, as etiquetas das roupas infantis podem conter informações relativas à altura, medidas de tórax e pescoço (no caso de camisetas), além da indicação sugestiva dos tamanhos.


“Propõe-se agora que os tamanhos das roupas sejam baseados nas medidas corporais das crianças e não mais na idade, e para isso foi criada uma norma que homologa esse novo padrão”, explica Maria Adelina Pereira, engenheira têxtil gestora do CB-17 (Comitê Brasileiro de Normalização Têxtil e do Vestuário) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Segundo ela, “criamos uma nova norma porque a anatomia evoluiu e as necessidades do mercado também mudaram”.


A uniformização dos tamanhos das roupas pode acarretar uma série de benefícios ao mercado, como melhoria da qualidade dos produtos, aumento das possibilidades de exportação, diminuição do custo de produção com o melhor aproveitamento dos tecidos e melhor organização de estoque e show-room. “Um dos objetivos é que as peças do vestuário produzidas no Brasil tenham um padrão de qualidade internacional. Para a economia, é importante que o nível de qualidade de nossas indústrias seja elevado”, afirmou Roberto Chadad, presidente da Abravest (Associação Brasileira da Indústria do Vestuário), entidade que desde 1992 se empenha em definir e aplicar um padrão de medidas para o setor têxtil nacional. “Nossa intenção é que indústrias e lojistas estejam aptos a atender os consumidores de maneira eficiente e sem causar qualquer transtorno. Oferecer peças com tamanhos padronizados é um importante passo para que isso seja possível”, acrescentou.

Para o consumidor, os benefícios esperados são maior agilidade na hora das compras e menos trocas. Para os lojistas, diminuição no fluxo dos provadores (com redução dos riscos de sujar ou esgarçar peças) e possibilidade de vender pela Internet, entre outras vantagens.

De acordo com o presidente da Abravest, não se trata apenas de uma questão de medidas. “É importante pensar nesse projeto como uma arma eficaz contra os produtos piratas e de má qualidade, que hoje prejudicam o mercado brasileiro e desgastam nossa imagem no comércio exterior.”


Trabalho extenso


A Norma 15.800 aplica-se a crianças de 0 a 14 anos de idade (de 52 cm a 156 cm de estatura), considera 19 tamanhos e, para cada um dele determina 24 diferentes medidas corporais (veja quadro). Para se chegar a isso, um longo caminho foi percorrido: foram compiladas as medidas de clientes das confecções e as utilizadas por modelistas e anatomistas, anotados dados das tabelas de crescimento usadas por pediatras e ouvidos profissionais do setor, além escolas como o Senai. Afora isso, a Norma esteve aberta a sugestões em Consulta Pública durante três meses, de 1 de julho a 6 de outubro de 2009. Após esse período, Abravest e ABNT realizaram uma reunião com a participação de profissionais da indústria e de grandes magazines para a finalização das medidas constantes na Norma.


“Esperamos que as empresas do segmento infantil adotem as orientações da Norma na produção de suas peças. As medidas de tamanho, que poderão constar na etiqueta, certamente serão úteis no ato da compra, uma vez que não deixarão dúvida a respeito do real tamanho do produto no corpo do usuário”, reforça o gerente de Infraestrutura e Capacitação Tecnológica da Associação Brasileira da IndústriaTêxtil e de Confecção, Sylvio Napoli. “Acredito que muitos consumidores vão dar prioridade às confecções que aderirem à Norma. Essas informações podem se tornar um diferencial de mercado”, completa o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho.
O coordenador do Departamento de Vestuário Infantil da Abravest, Roberto Yokomizo, sugere como a comunicação ao consumidor pode ser feita de forma eficiente. “Uma opção é colocar cartazes explicativos nos pontos-de-venda, além de distribuir cartilhas com as principais informações. Os próprios vendedores poderão alertar o cliente de que a loja possui peças padronizadas e deixar uma fita métrica à disposição”, exemplificou.


Tamanhos: Pp, P, M, G,gg, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14.


Medidas corporais: estatura, perímetro do tórax/busto, perímetro da cintura, perímetro do baixo quadril, extensão posterior do tronco, comprimento do tronco anterior (frente) à cintura, extensão lateral entre a cintura e o baixo quadril, comprimento da papila mamária até a incisura jugular, largura entre papilas mamárias, comprimento consolidado entre o extremo do ombro, cotovelo e pulso, comprimento ombro a ombro, perímetro do pulso, perímetro do bíceps, perímetro da coxa, perímetro do joelho, perímetro da coxa, perímetro do tornozelo, comprimento da cintura ao tornozelo, altura do entrepernas, comprimento da cintura ao joelho, contorno do gancho da frente passando pelo cavalo até a curvatura do gancho das costas, perímetro horizontal da cabeça, perímetro do pescoço, contorno entre o pescoço frente passando pelo gancho/pescoço/costa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cobertor anti-pum faz sucesso na internet


Será o fim de muita briga de casal. Inventaram um cobertor que absorve cheiro de pum.

O cobertor, feito de um tecido de carbono ativado, é chamado de Casamento Melhor. Seu comercial já foi visto mais de um milhão de vezes no YouTube.

Segundo o anúncio, o produto é "uma solução real para um problema real".

O fabricante diz que o cobertor absorve completamente o mau odor e só precisa ser lavado uma vez a cada quatro anos. A tecnologia vem do exército, a partir de tecidos usados para proteger contra armas químicas.


Veja no link abaixo propaganda do cobertor:


http://www.youtube.com/watch?v=bM4eJ38S7Hw


Fonte:virgula.uol.com.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

Responsabilidade Social Corporativa na Indústria Têxtil


A Indústria Têxtil, assim como os demais segmentos industriais, passam a se preocupar com políticas de responsabilidade social e ambiental para ter um desenvolvimento sustentável.



O conceito de responsabilidade social corporativa é relativamente recente no mundo dos negócios. A conscientização sobre o assunto pelas organizações empresariais está crescendo rapidamente, e as empresas também estão aceitando e vendo com outros olhos esse conceito. A indústria têxtil também não é exceção neste contexto. A produção têxtil e de empresas comerciais também estão percebendo suas responsabilidades perante a sociedade e ao meio ambiente.

A responsabilidade social é "uma obrigação da organização em maximizar seu impacto positivo e minimizar o seu impacto negativo na sociedade". Em outras palavras, é "o conceito de que as empresas devem estar ativamente envolvidas com o bem-estar da sociedade em geral". O conceito é aplicável a indivíduos e governos, bem como às organizações, e pode ser dividido em duas partes: a responsabilidade social e ambiental.

A responsabilidade social refere-se ao compromisso da organização perante as diversas partes a ele associados, que são conhecidas como "partes interessadas" ou “stakeholders” no mundo dos negócios. Essas partes incluem empregados, acionistas, governo, clientes, investidores, fornecedores, concorrentes e a sociedade em geral. A responsabilidade ambiental refere-se a responsabilidade da organização em prol da proteção do meio ambiente.

O conceito de responsabilidade social sustenta que uma organização deve trabalhar de uma forma em que os interesses das partes interessadas sejam protegidos ou, pelo menos, não sejam prejudicados. Ele sustenta que a organização precisa trabalhar de forma ética, por isso, o domínio da responsabilidade social vai além das responsabilidades legais de uma organização.

Responsabilidade social na indústria têxtil

Como as empresas de outros setores, as indústrias têxteis percebem a questão da responsabilidade social sustentável como forma de aumentar os lucros e tornar as empresas mais competitivas no cenário econômico, porém, levando sempre em conta os interesses de todas as partes envolvidas nos negócios da empresa. As formas pelas quais uma empresa têxtil pode cumprir a sua responsabilidade para com as várias partes são semelhantes aos de empresas de outros setores, como os pontos mencionados abaixo:


Para os trabalhadores:

• Fornecer um ambiente de trabalho competitivo e desafiador para os trabalhadores.
• Por ter o recrutamento ético, remuneração, promoção e outras políticas
• Proporcionar oportunidades aos trabalhadores para exprimir as suas opiniões e reclamações e ter uma política eficaz para a solução dessas queixas.
• Garantir um ambiente de trabalho seguro para os trabalhadores.
• Ter políticas justas para a solução de litígios do empregado.

Para os acionistas:

• Pagar-lhes um preço justo de dividendos

Para o governo:

• Fornecer as informações necessárias para o governo, como e quando necessário
• Fazer o pagamento dos impostos devidos e deveres na hora certa
• Aderir a leis e regulamentos da área em que a empresa opera.
• Contribuir para a economia através das exportações.

Para os clientes:

• Fornecer produtos de qualidade aos clientes, a preços razoáveis
• Realizar constantes pesquisas e desenvolvimento, chegando com produtos inovadores e mais úteis

Para os investidores:

• Dar aos investidores uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira da empresa.

Para fornecedores

• Efetuar o pagamento aos fornecedores competitivos para os produtos comprados a partir deles.
• Manter um bom relacionamento com os fornecedores.

Para os concorrentes:

• Manter concorrência ética e saudável

Para a sociedade:

• Empresa de desenvolvimento da comunidade e programas de desenvolvimento da área.
• Desenvolver trabalhos de caridade para as camadas mais desfavorecidas da sociedade.
• Criar oportunidades de emprego.

Ao meio ambiente:

• Assegurar a aquisição de produtos que respeitem o ambiente.
• Garantir um processo livre de poluição durante a produção
• Ter um eficiente sistema para a eliminação de resíduos
• Tornar o produto e o processo de produção mais amigável possível para o meio ambiente
• Adotar embalagem ecológica.

Fonte:manutencaoesuprimentos.com.br

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Economia cresce impulsionada por ‘PIB das chuteiras’


Copa do Mundo aquece indústria e comércio, que torcem pelo Hexa do Brasil. Campeonato pode prolongar efeitos positivos e lucros
POR MICHEL ALECRIM

Rio - Torcer pelo Hexa na Copa do Mundo da África do Sul não reforça apenas o orgulho do País do futebol. Nos pés da Seleção Brasileira, estará o destino de muitos negócios, e a atividade econômica pode ficar ainda mais aquecida se o Brasil levantar a taça de campeão. Entre os setores que preveem vendas maiores, estão o de eletroeletrônicos, móveis, artigos esportivos, roupas e bebidas. Bom desempenho dos jogadores canarinhos pode potencializar em muito o saldo.

Não há estimativa sobre quanto a Copa movimentará na economia brasileira, mas estudo do Departamento de Economia do banco holandês ABN Amro mostra que países que conquistam o caneco têm incremento médio de 0,7 ponto percentual em seu Produto Interno Bruto (PIB).

TROCA DE TV

Entre os setores mais entusiasmados com o evento, está o de eletroeletrônicos. Trocar de TV em ano de Copa já é uma tradição no País, mas com o barateamento dos aparelhos de alta definição (plasma, LCD e Led) e melhores condições de financiamento, fabricantes e lojas estão vibrantes. O item aparece entre os presentes preferidos para o Dia das Mães, prévia para os jogos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) prevê crescimento de até 20% na produção de televisores.

Na “corrente pra frente” pelo Hexa, entrou também o setor moveleiro. A Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel) prevê crescimento de 10% este ano, em parte estimulado pelo futebol. “É natural que depois de comprar TV nova, a pessoa pense num rack apropriado. É hora também de trocar o sofá ou colocar poltrona a mais na sala para a torcida”, afirma o presidente da entidade, José Luiz Diaz Fernandez.

O setor têxtil também está otimista com a onda verde-e-amarela. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) espera que sejam criados no ano até 60 mil empregos, dos quais 10% só por conta da Copa. O segmento esportivo, que movimenta R$ 11 bilhões, deve crescer 15%. “O resultado será com certeza positivo, mas se o Brasil for campeão, o crescimento nas vendas é ainda maior e os efeitos podem durar até dois meses após a final”, explica o presidente da associação, Fernando Pimentel.

O estudante Gabriel Vieira, 21 anos, já está preparado para torcer. Ele se antecipou e já comprou os itens: “Do boné à camiseta, já está tudo pronto”.

Nova pulseira ‘bate-pega’ é a sensação este ano

Na torcida pelo Brasil, também está a China — fabricante de produtos que enchem os centros de comércio popular do Rio. A sensação é a pulseira “bate-pega”, que muda de formado e adere ao pulso. Tanto o Mercadão de Madureira quanto a Saara, no Centro da cidade, já se enfeitaram de verde-e-amarelo. A expectativa é de crescimento das vendas até o início da Copa do Mundo.

Lojas de decoração também apostam na tendência. A Tok & Stok entra no clima da Copa com a linha Brasil Hexa, composta por itens descartáveis, e tem até produtos para aumentar a quantidade de assentos em frente à TV. O porta-latas, para manter a temperatura das bebidas (custa R$ 10,50), e o cooler, com capacidade para 24 latas (que sai por R$ 196), são algumas das ofertas.

TV de alta definição é item mais cobiçado até a Copa

A Copa do Mundo de 2010 está estimulando a realização de um sonho de consumo há muito tempo acalentado pelos brasileiros: a compra da TV de alta definição. Até quem já possui o aparelho pode aproveitar o evento para comprar outro, com tela ainda maior.

As lojas do Extra e do Ponto Frio esperam crescimento este ano de mais de 100% nas vendas. As redes ganharão decoração especial. Já a Casas Bahia não tem uma estimativa ainda de faturamento, mas prepara promoção que sorteará R$ 1 milhão para os consumidores. A rede varejista vai distribuir também mil produtos para estimular as vendas.

O casal Rodolfo Diniz e Nanci Abrahão vem pesquisando preços desde o ano passado. Além de constatarem uma queda este ano, estão decididos a colocar uma TV de 42 polegadas no quarto para não perder nenhum lance do futebol. “A Copa é um motivo a mais para a compra”, diz Rodolfo.

Colaborou Cristiane Campos

Fonte:odia.terra.com.br

SAMPLE CENTER – BRASIL GANHA LOJA DE PRODUTOS GRÁTIS!


Sample traz para o país conceito que permite ao consumidor testar produtos antes de seu lançamento no mercado.


Como seria experimentar gratuitamente qualquer produto antes de comprá-lo? Já pensou em entrar em uma loja, colocar o item que quiser na sacola e levá-lo para casa sem pagar? E que tal ser o primeiro a testar uma marca e dizer ao fabricante qual sua opinião sobre ela? O que antes parecia improvável será possível com a chegada da Sample Central, franquia oficial da Sample Lab, a São Paulo, no segundo trimestre deste ano.

A Sample Lab é um conceito criado na Austrália, implantado pela primeira vez em Tóquio, no Japão, em julho de 2007. A grande inovação da empresa foi oferecer ao consumidor a oportunidade de entrar em contato com produtos, gratuitamente, e opinar sobre esses itens, antes que eles cheguem às prateleiras.

No modelo brasileiro, os clientes poderão levar para casa produtos de até R$ 100, além de experimentar, na própria loja, qualquer outro item que ultrapasse esse valor, sobretudo eletroeletrônicos e informática. Após a experimentação, os consumidores respondem a uma pesquisa online. As visitas à loja física da Sample Central serão agendadas pelo website da empresa e são ilimitadas, desde que não ultrapassem uma por dia. O feedback dos clientes permite acumular pontos em um programa de fidelidade, que pode gerar vantagens e prêmios. Para ter acesso aos produtos gratuitos da Sample Central é cobrada uma taxa simbólica anual de R$ 15.

Assim como no Japão, a primeira franquia brasileira desenvolverá uma rede social virtual que conectará marca e consumidor durante todo o processo evolutivo do produto: da concepção e investigação de insights de consumo ao seu lançamento no mercado. “É o que chamamos de tryvertising (do inglês, try+advertising), um contato direto do cliente com o produto por meio da experimentação e não apenas por uma mensagem publicitária. Dessa forma, a experiência que se tem com um produto é muito mais marcante na memória do consumidor, o que aumenta consideravelmente as chances de compra e uma eventual fidelização à marca”, afirma o publicitário João Pedro Borges, um dos sócios da Sample Central.

Além de Borges, o novo projeto conta com outros sócios de peso: Celso Loducca, um dos profissionais mais premiados da publicidade brasileira; IBOPE, um dos maiores institutos de pesquisa do país; Bullet, a maior agência de marketing promocional do Brasil; e os fundos independentes DGF Investimentos e Calés Investimentos, que viram na Sample Central uma grande oportunidade de negócio.


Artigo escrito por Fashion Bubbles.

Website: http://fashionbubbles.com

Email: contato@fashionbubbles.com

domingo, 9 de maio de 2010

GLOSSÁRIO DE MODA, TÊXTIL E VARIEDADES FACILITAM A VIDA DOS FASHIONISTAS!Postado por MARTA LIMA em 9 maio 2010 às 20:46


Você sabe a diferença entre brim e jeans? Faz alguma ideia de como se dá o processo de confecção do chiffon? Sabe diferenciar trama de urdume? Se souber, meus parabéns, mas se não, não há motivo para pânico, o site da Casa Pinto pode lhe ser de grande valia.

A Casa Pinto é uma tradicional rede de lojas de tecidos do Rio de Janeiro e coloca a disposição dos internautas, alunos de moda, fashionistas – e quaisquer outros interessados – um glossário têxtil super completo. Lá há explicações bastante simples sobre o processo de confecção de vários tecidos, bem como explicações muito elucidativas sobre alguns termos do mundo têxtil.

A página é bastante completa e alguns verbetes contam com um pequeno histórico. O verbete “estampagem”, por exemplo.

“Estampagem: processo muito antigo, destinado a valorizar o aspecto de qualquer tecido. Foi iniciado na China e Egito, com pintura a mão e depois na Índia, Pérsia, etc. Na Índia foram utilizados 3 processos, todos a mão: 1) estampado com cera, 2) com gabarito, 3) com tábua. Foi introduzido na Europa no século XVIII.”


Logo após, há uma listagem de diversos tipos de processos de estampagem, com suas respectivas explicações.

O melhor de tudo é que as informações estão dispostas de maneira bem simples, como se fosse um dicionário. O Glossário Têxtil da Casa Pinto é útil não só para costureiros e trabalhadores de confecções, mas para qualquer um que esteja inserido no mercado de têxtil/moda, como produtores e jornalistas. Os verbetes sucintos e claros permitem ao leitor ter uma ideia de como é o caimento e a textura do tecido.

O objetivo dos criadores dessa “mini enciclopédia fashion” é esclarecer dúvidas e auxilar pessoas que tenham curiosidade sobre o assunto. Atenciosos, né?


Quem não quer falar bobagem quando o assunto for “tecidos” deve acessar hoje mesmo o Glossário de Moda, Têxtil e Curiosidades!


Artigo escrito por Augusto Paz. Augusto Paz cursa o primeiro ano do bacharelado em Têxtil e Moda na Universidade de São Paulo – USP. Estuda moda e literatura desde cedo e já desenvolveu trabalhos como estilista.

Website: http://blogs.fashionbubbles.com/augusto

Email: augusto@fashionbubbles.com

Tags:


Compartilhar Twitter Facebook

<>

Pesquisadora desenvolve tecido de levedura - E a cerveja?


Processo é parecido com o da produção de cerveja e cria tecidos sustentáveis, biodegradáveis e comestíveis
Por Época NEGÓCIOS Online

Peças mostram utilização do tecido biodegradável

Tanque para fermentar levedura: parece cerveja, mas é roupa

Detalhe do tecido feito com levedura
Para acabar com problemas de preços e sanções ao algodão e reduzir a dependência do petróleo usado na fabricação de tecidos sintéticos, uma pesquisadora de Londres desenvolveu um processo para fabricar tecidos por meio da fermentação de levedura, segundo divulgou o LSN Global, site da Agência Voltage, em parceria com The Future Laboratory.

Suzanne Lee é pesquisadora do setor de moda e desenvolvimento de tecidos da faculdade londrina Martins College of Art and Design. Ela, que escreveu um livro sobre fontes alternativas na indústria da moda, agora dá forma às ideias divulgadas na publicação. Em parceria com o cientista Dr David Hepworth, Suzanne desenvolveu um processo parecido com a produção de cerveja, mas para fabricar tecidos.

No processo desenvolvido pela dupla, bactérias fermentam a levedura misturada com chás doces, com o de frutas. Dez dias após o início do procedimento, forma-se uma fibra, que sobe à superfície dos tanques de fermentação. Esta fibra é recolhida, seca, e transformada em tecido.



Para tingir e criar estampas especiais, os inventores usam frutas e vegetais. “As pessoas poderão, literalmente, comer a própria roupa no futuro. Não há valor nutricional na criação, mas as fibras são digestíveis”, diz Suzanne.

Agora a pesquisadora e o cientista trabalham em uma parceria com o departamento de engenharia da faculdade londrina Imperial College para criar maneiras de produzir as fibras e o tecido em larga escala. A ideia é viabilizar a comercialização do material.

Além de comestível, o tecido é biodegradável e o método de produção agride menos o meio ambiente do que a produção de fibra sintética, por exemplo, que utiliza petróleo na fabricação.

Para convencer formadores de opinião da moda de que o tecido, além de tudo, pode ser bonito, a dupla já criou três peças com a invenção: dois modelos de jaqueta e uma camisa com influências orientais.

Fonte:epocanegocios.globo.com