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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Roupas ganham outras funcionalidades com a ajuda da nanotecnologia

Tecidos já podem proteger dos raios solares, afastar mosquitos e até combater os efeitos da idade


Stephanie Kohn

Já foi o tempo em que roupas eram simples peças de vestuário ou uma forma de expressão. Atualmente, com a tecnologia agregada a praticamente tudo o que temos contato, até a moda e rendeu a outras funcionalidades.



Atualmente já existem indústrias têxteis que utilizam a nanotecnologia - manipulação de elementos em níveis moleculares - para vender roupas om outros atributos, desde uma camiseta que protege a pessoa dos raios ultravioletas é um conjunto com proteção anti-mosquito.

E não para por aí, a nanotecnologia também migrou para artigos de cama, mesa e até beleza. Na Europa já existem lençóis antiaging com microcápsulas de vitamina E, e tecidos de toalhas
de mesa que mantém as formigas bem longe das guloseimas.



Atualmente a integração da nanotecnologia não é mais uma ideia e sim uma tendência. Alguns especialistas na área, como Vinicius Mediato Fagundes, do departamento técnico da CHT Brasil Química, acreditam que no futuro nanotecnologia fará parte do nosso dia-a dia. "Nossa matriz na Alemanha tem umdepartamento de inovação que está sempre buscando novos produtos, conceitos
e tecnologias inovadoras. E aqui no Brasil estamos começando a fazer o mesmo",
diz.



Segundo Vinicius, estes produtos já são realidade na Europa e, aos poucos, começam a ser descobertos pelas pessoas que viajam e estão ligadas nas tendências. "ACHT está atenta aos acontecimentos do mundo da moda,tecnologia e química, para poder oferecer às empresas têxteis [seus clientes
diretos] a possibilidade de inovar e buscar vantagem competitiva no mercado".



O custo é um pouco mais caro, como é de se esperar, mas de acordo com Vinicius o ideal é falar em
valor e não em custo. O valor agregado em uma roupa nanotecnológica éinfinitas vezes maior do que em uma peça convencional, portanto quando opreço é avaliado quanto a performance, durabilidade e funcionalidade da roupa, vale a pena.

Em 2007, cientistas da Força Aérea norte-americana já haviam criado roupas a partir da nanotecnologia. Eles desenvolveram uma espécie de capa que remove suor e sujeira dos tecidos. A Força Aérea iniciou o desenvolvimento dessa alternativa com o objetivo de oferecer proteção aos combatentes em guerras biológicas, pois o tecido poderia matar anthrax e também outras
bactérias utilizadas como arma.



Mas, são empresas, como a CHT, que inserem os produtos químicos - com estas tecnologias - aos tecidos que serão vendidos aos consumidores finais. As opções de criação, no entanto, ficam por conta dos estilistas, que vão utilizar diferentes estampas, cortes e tendências da moda para deixar os tecidos mais atraentes. "Um dos nossos ramos de negócio é o acabamento têxtil. É nesta fase de finalização que é possível incorporar efeitos e funcionalidade aos tecidos", explica Vinicius.


No Brasil os tecidos nanotecnológicos ainda são raridade, mas especialistas acreditam que com o aumento da renda do cidadão, os consumidores vão buscar novidades, e isto inclui produtos que agreguem valores adicionais. Algumas lojas já investem no filão.

Fonte:olhardigital.uol.com.br

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tecidos tecnológicos ajudam a melhorar desempenho dos atletas!


LZR Racer – Speedo

Os treinamentos intensos, aliados a uma boa alimentação e a um bom preparo físico parecem não ser os únicos segredos para a vitória no esporte. Atualmente, além de todos os elementos já citados, por incrível que pareça, a roupa adequada também faz parte da receita de um atleta vitorioso.

Os tecidos tecnológicos são resultados de pesquisas realizadas pela indústria têxtil, com o objetivo de disponibilizar material para o desenvolvimento de roupas apropriadas e vantajosas para os competidores.

Segundo o site da São Paulo Fashion Week, grandes marcas como a Nike, Adidas e Speedo tiveram idéias de materiais feitos de tecidos tecnológicos e se uniram também a centros de pesquisa e renomadas universidades, produzindo uniformes capazes de diminuir o desgaste físico dos esportistas, além de melhorar o desempenho deles nas competições.

Camiseta Dry Fit – Adidas

A Nike lançou em 2008 uma camiseta regata para corredores de longas distâncias que é 30% mais leve do que outras peças. É simples e não possui muita costura, evitando o desconforto do atleta durante a competição.

Em esportes aquáticos, por exemplo, o tecido acquos é a novidade. Mesmo com a alta concentração de cloro na água, o tecido mantém suas propriedades mesmo após sucessivas lavagens, proporcionando conforto para o atleta, e ajuste firme e suave. (Veja matéria completa no site Bahia em Foco)

Tecido Acquos

Ainda segundo o site da SPFW, além do acquos, o LZR Racer da Speedo, também é mais uma prova da tecnologia nos uniformes. A marca uniu-se a NASA para criar esse modelo, que possui coeficiente mínimo de atrito com á água. O LZR foi soldado por processo ultrasônico, o que eliminou as costuras, e assim, reduziu o número de ondulações, e conseqüentemente o atrito com a pele.

Este tipo de peça tem por tendência a leveza, pois são feitas de fios sintéticos quase sempre muito finos. Alguns fios sintéticos, aplicados de forma irregular no tecido, facilitam a evaporação do suor e inibem a proliferação de microorganismos causadores do mau cheiro.

Um exemplo é o famoso Dry – Fit, “tecido inovador que destaca características de conforto, baixo pilling (formação de bolinhas), leveza e performance. Foi desenvolvido através de um sistema tecnológico onde a construção do tecido é projetada para proporcionar alta absorção do suor do corpo e secagem rápida”. (Veja matéria completa no Enerfit).

Camiseta Dry Fit produzida pela Nike

Tecido Hightec, adequado e produzido para o Triatlon

Uniforme de atletismo da equipe do Quênia produzido pela Nike, 30% mais leve que outras peças


Uniforme Dry Fit produzido para a equipe de Atletismo do Brasil

O LZR Racer é usado pelo nadador americano Michael Phelps


Fontes: SPFW, Bahia em Foco e Enerfit