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sábado, 4 de maio de 2013

Cabine 'escaneadora' e cabideiro robô: novas tecnologias ajudam a comprar roupas

As luzes fluorescentes estão piscando, o espelho está claramente torto, e você está pingando de suor.

Loja Hointer (Divulgação)
Hointer optou por uma loja com mostradores menores e muita tecnologia para provar
De pé, dentro de provador, vestindo um jeans que não cabe, você se conforma com o fato de parecer fora de forma - em vez de exuberante - nas calças que cobiçava.
Parabéns. Você está fazendo compras nas lojas do século 21. É uma experiência que a maioria de nós ama ou odeia.
E esse medo dos provadores está levando muitos consumidores a comprar online, criando enormes desafios para as lojas físicas.

Consumidor com controle remoto

Nadia Shouraboura ama roupas. Mas ela não gosta do teste de resistência que costuma ser a busca por um par de jeans que lhe caia bem.
"Quando vou a uma loja tradicional, sempre fico decepcionada com a experiência, de tirar a roupa no provador e gritar através da porta para pedir algo à vendedora", diz. "E odeio desmontar pilhas de roupas. Fico incomodada, porque sei que alguém vai ter que vir arrumar. Pensei que poderíamos melhorar drasticamente todas essas coisas com a tecnologia."
Com tablet ou celular, cliente seleciona as peças que quer provar
Como ex-chefe de suprimentos e tecnologias para a gigante online Amazon, Shouraboura tinha muitas ideias. O resultado disso é a Hoiter, uma loja-conceito estabelecida em Seattle (EUA) e inicialmente focada no público masculino.
As roupas são exibidas em cabideiros minimalistas, facilitando sua observação pelo cliente. Se este quiser provar uma roupa, basta encostar nela com seu smartphone, se ele tiver NFC (a tecnologia "near field communication"), ou escaneá-lo com o código QR. Daí você é automaticamente alocado para um provador e pode continuar comprando.
Escolhidas as roupas, o cliente vai ao provador determinado, onde elas estarão esperando por ele (foram transportadas por coletores robóticos).
Precisa de um tamanho diferente? Pode usar seu smartphone e o item vai aparecer na sua frente em 30 segundos, diz Shouraboura.
Para efetuar a comprar da roupa escolhida, o cliente passa o cartão de crédito num terminal automático.

Preços

Os preços são dinâmicos: variam ao longo do dia para se manterem competitivos em relação aos preços das lojas online e para evitar que os consumidores apenas olhem os produtos na loja e depois os comprem na internet.
Isso só é possível porque os custos são mantidos baixos, diz Shouraboura. Menos espaço ocupado significa um aluguel menor; automação significa menos trabalhadores.
Nadia (centro) e seus colegas da Hointer
Nadia (centro) desenvolveu uma loja com provador automatizado
A tecnologia por trás disso envolve um piso para exibir as mercadorias e um estoque robotizado, controlado por um sistema central que se comunica com aplicativos de celular e tablet.
"É muito rápido e compacto, como uma lata de sardinha que pode rapidamente mover itens selecionados pelo consumidor."
Shouraboura acredita que esse tipo de inovação pode ajudar as redes varejistas a sobreviver à brutal concorrência online.
"Acho que a experiência (de comprar) online é ótima, mas a de loja pode ser ainda melhor porque você pode provar, tocar e sentir os produtos", diz ela. "E pode ser uma experiência mais barata, porque não há custos de frete."

Dos pés à cabeça

Agora, a questão do tamanho: um P em uma loja pode ser um M em outra.
Fits.me
O Fits.me oferece um serviço virtual de prova de roupas
Para lidar com isso, foi criada a Me-ality, uma cabine presente em mais de 20 shopping centers americanos que escaneia o cliente dos pés à cabeça e cria um perfil de seu corpo, que fica arquivado em uma conta pessoal online. O perfil, então, recomenda peças de roupa que melhor cabem no cliente.
A cabine usa um sistema de ondas milimétricas. Cada rotação da cabine leva cerca de 10 segundos, em que ondas liberadas rebatem na pele do consumidor.
"Isso nos dá 200 mil pontos de referência de seu corpo", diz Kathleen Funke, que trabalha no Me-ality. "Nosso software cruza essa informação com medidas de roupa e produz um relatório."
O sistema funciona com quase 200 marcas de roupa, e varejistas americanas começam a usá-lo para ajudar os clientes a identificar aquele par de jeans perfeito difícil de encontrar.
"O sucesso do varejo depende de ele se adaptar e integrar novas tecnologias, sob o risco de se marginalizar por conta das lojas online", diz Funke.

Provadores virtuais

Me-ality
O Me-ality é uma cabine que escaneia o usuário e cria um perfil do seu corpo
E para quem se incomoda em até mesmo entrar em um provador de roupas, o sistema Fits.me oferece um serviço virtual de prova, que permite que os clientes vejam como fica uma roupa em seu tipo de corpo sem ter que vesti-la.
Destinado principalmente para varejistas online, o serviço também está disponível via tablet em algumas lojas. A empresa também firmou contrato com um canal de compras na TV.
O sistema usa manequins robóticos conectados a um laptop e uma câmera e vestidos com os principais itens de cada varejista. Um banco de dados é formado com o máximo de informações possíveis sobre tamanhos e dimensões das roupas.
O usuário que procura, por exemplo, por uma camisa, pode colocar suas medidas no site ou aplicativo, e é apresentado com um avatar humano com um tipo físico semelhante. Daí ele "experimenta" diferentes tamanhos de roupa para ver o que fica melhor.
Fiona Graham

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DICAS ÚTEIS PARA UM BOM RESULTADO NA CONFECÇÃO DE SUAS PEÇAS

A apresentação e a durabilidade das peças de vestuário, antes da criação e da modelagem, dependem muito da procedência do tecido, de qual forma ele é manuseado e das orientações do fornecedor (seja nacional ou internacional).

Nesse caso, quanto mais exigente for o confeccionista, maior é o grau de qualidade de sua roupa e menor é o índice de defeitos ou retrabalhos, a que ela é exposta. Além de livrá-lo de uma "bela" dor de cabeça, no ponto de venda...

A seguir, apresentamos algumas orientações:

• Etiquetas de Composição

Ao comprar um tecido, veja a etiqueta de composição e do manuseio do mesmo. É obrigatório, que esteja em seu idioma. E, mesmo, que seja um produto importado, ele deve apresentar a simbologia utilizada no Brasil, e conter, por escrito, a forma de como manuseá-lo.

Exija sempre as etiquetas de composição do tecido, pois são obrigatórias por lei, e são importantes para que, você, confeccionista, informe a seus clientes, as especificações técnicas de seus produtos, como lavagem, alvejamento, passadoria, secagem, etc...

• Densidade de Pontos

Você sabia que a densidade (quantidade) de pontos na costura de uma peça de roupa tem influência direta no rasgamento da mesma? Não pode ter mais, nem menos pontos, do que o necessário, pois a tensão de cada ponto, que tem de suportar, está diretamente ligada ao limite do rasgamento.

Há algumas oficinas, que utilizam densidade de pontos diferentes, em cada máquina. Por exemplo, a máquina de cós com 5 pontos/cm e a fechadeira da pala, com 3 pontos/cm. Isso é defeito. Exija a simetria nas costuras.

Para saber pegue uma régua e meça, verificando quantos pontos são formados em um centímetro. Em média, vão de 4 pontos/cm, para malha e 3 a 3,5 pontos/cm, para tecido plano.

Mas, atenção: Essa quantidade varia de tecido, para tecido e devem ser levadas em consideração, outras variáveis, como elasticidade do tecido, armação, composição, etc...

• Especificações Técnicas

Solicite sempre ao seu fornecedor, as especificações técnicas do tecido, código de cor, nome do fabricante, matérias primas usadas e se possível, dados das linhas de costura para que você saiba o que está comprando e possa comparar duas propostas diferentes.

. Abertura do Tecido na Mesa de Corte

Melhor "perder" um tempo em abrir os rolos de tecidos, verificando a quantidade de defeitos, que aparecem, a cada metro, antes de fazer o enfesto, do que ser surpreendido, com um tecido todo defeituoso, que não oferece boa costurabilidade.

Mesmo, que a proposta de sua coleção seja "híper destruição", o mais sensato é devolvê-lo ao fornecedor e solicitar um outro, de qualidade superior.

Assim, a tecelagem, em ocasiões futuras, vai revisar o produto, antes de enviar-lo imperfeito, para sua confecção.