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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Brasil é o País Que Mais Consome Moda Praia no Mundo


Brasil é o país que mais consome moda praia no mundo, movendo cerca de US$ 1,5 bilhão anualmente. Foto: Shutterstock/Terra
Brasil é o país que mais consome moda praia no mundo, movendo cerca de US$ 1,5 bilhão anualmente
O verão - estação mais desejada e aguardada do ano -, além de fazer o maior sucesso entre os brasileiros, é a principal inspiração do setor de moda praia do País, que, atualmente, tem se tornado referência no mercado internacional e um dos principais braços da economia nacional.

Apesar de parecer novidade para muita gente, o beachwear made in Brasil vem evoluindo nos últimos anos, devido principalmente ao mercado interno. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), os brasileiros são os que mais consomem moda praia no mundo, movendo cerca de US$ 1,5 bilhão anualmente - um número significativo quando considerado o contexto do mercado internacional de moda praia que movimenta cerca de U$ 12 bilhões por ano, segundo levantamento do Global Market Review of Swimwear and Beachwear.

"O alto consumo da população brasileira aos itens de moda praia se dá pelo fato de nós termos uma extensa área de litoral e um clima quente que permite um fluxo constante de produtos do setor ao longo de todo o ano", explica Emerson Otsuka, professor e coordenador do curso de Negócios da Moda da Universidade Anhembi Morumbi. Além disso, o mercado brasileiro de moda praia avançou em tecnologia e em modelagem, tornando o nosso biquíni reconhecido em todo o mundo, seja pelo seu estilo mais ousado, qualidade ou até mesmo pela sua criatividade.

E os números do setor não param por aí. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a produção de vestuário brasileiro cresceu 7,17%, e o mercado varejista, 10%. O mercado da moda no Brasil emprega 1,7 milhões de pessoas e movimenta R$ 50 bilhões.

SPFW e Fashion Rio
A boa atuação do País no segmento de moda praia pode ser percebida nos eventos promovidos pelo setor, como o São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio, que há muito tempo deixaram de ser meros desfiles e entraram no calendário da moda de todo o mundo, mostrando a força e o respeito do mercado internacional à produção fashion brasileira. "Hoje em dia, esses eventos são esperados não só pelo público consumidor, mas também por estilistas, lojistas e por todas as pessoas que integram nacional e internacionalmente essa indústria", analisa Otsuka. 

Mercado internacional
De acordo com dados da ABIT, o Brasil exportou em torno de um milhão de peças de moda praia em 2010, principalmente para os EUA, Portugal e Japão - nossos principais consumidores. Fortemente impactada pela sazonalidade, a vantagem é que quando as vendas para o mercado interno terminam, é hora de buscar compradores no outro hemisfério e exportar as peças produzidas. Mas ainda há muito que crescer. "Apesar de a moda brasileira despontar no mercado internacional, o setor tem potencial para exportar muito mais, principalmente se levarmos em conta a quantidade de peças produzida", finaliza o professor.
Moda praia brasileira avançou em tecnologia e em modelagem, tornando nosso biquíni reconhecido em todo o mundo Foto: Getty Images
Moda praia brasileira avançou em tecnologia e em modelagem, tornando nosso biquíni reconhecido em todo o mundo
Setor de moda praia tem se tornado referência mundial e um dos principais braços da economia nacional Foto: Shutterstock/Terra
Setor de moda praia tem se tornado referência mundial e um dos principais braços da economia nacional
Segundo dados do IBGE, em 2010, a produção de vestuário brasileiro cresceu 7,17% Foto: Shutterstock/Terra
Segundo dados do IBGE, em 2010, a produção de vestuário brasileiro cresceu 7,17%
Brasil exportou em torno de um milhão de peças de moda praia em 2010, principalmente para os Estados Unidos, Portugal e Japão Foto: Shutterstock/Terra
Brasil exportou em torno de um milhão de peças de moda praia em 2010, principalmente para os Estados Unidos, Portugal e Japão

Agência Hélice,
Especial para o Terra

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Moda das praias brasileiras dita o padrão mundial

Quando a estilista Paola Robba, 48 anos, 22 deles à frente da Poko Pano, grife paulista de moda praia, fechou um contrato de exportação pela primeira vez, tinha apenas quatro meses de mercado e nenhuma experiência como empresária. "Eu me comprometi a enviar 700 peças para a Venezuela, quando produzia apenas 20 biquínis por dia", lembra. Duas décadas depois, as exportações fazem parte da rotina da empresa, que conta com mais de 500 pontos de venda no exterior, distribuídos por Portugal, Austrália, Estados Unidos, México e Moçambique. Lá fora as criações da estilista custam em média US$ 120 e são usadas por estrelas como Beyoncé.

"No início, para vender ao exterior era preciso fazer grandes modificações na modelagem, ampliar calcinhas e trabalhar os bojos", conta Paola. "Hoje, o estilo brasileiro está em alta e até as americanas querem usar os mesmos modelos que encontram nas areias paulistas e cariocas." Paola viaja com frequência ao exterior para conferir o posicionamento da marca Poko Pano e treinar a equipe para prestar consultoria na escolha do modelo ideal para cada tipo de corpo.

Segundo a empreendedora, um dos segredos da Poko Pano para fazer sucesso no exterior é manter sua personalidade, marcada por muita cor e variedade de formas, atendendo a diferentes tipos de corpos, independentemente da coleção. Para o próximo verão, serão 120 modelos com estampas que remetem à flora e à fauna do Brasil. Com a demanda aquecida no mercado interno, apenas 40% da produção de 120 mil peças/ano seguem para fora do Brasil. Os outros 60% abastecem mais de 400 pontos de venda espalhados pelo país, uma loja própria e uma franquia em Juqueí, litoral norte de São Paulo.

A Poko Pano faz parte de um seleto grupo de exportadores entre as 2.300 empresas especializadas em moda praia espalhadas pelo Brasil, que juntas produzem 274 milhões de peças por ano e movimentam negócios estimados em US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,7 bilhões), segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). O mercado interno é o principal canal de vendas da moda praia nacional, já que apenas 1% do que é produzido segue para o exterior, principalmente para os Estados Unidos, Portugal e Itália. Ocupamos a 22ª posição no ranking dos exportadores mundiais do setor, com um volume de negócios de US$ 13 milhões em 2009.

"O baixo percentual de exportações é reflexo direto do baixo investimento na fixação das marcas brasileiras no exterior e do tamanho e demanda do mercado interno", afirma Amnom Armoni, professor do MBA de marketing, gestão e estratégia em moda da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Segundo ele, o Brasil é reconhecido internacionalmente como ditador de tendências de moda no segmento, mas não usa esse trunfo a seu favor para valorizar as marcas no mercado exterior.

Na visão de Francisca de Aquino, coordenadora da carteira de têxtil e de confecção do Sebrae Nacional, as coleções de moda praia possuem cada vez mais valor agregado, apoiando-se em tecidos com tecnologia antibactericida e anticelulite, que secam mais rápido, com proteção contra os raios UV e até mesmo os que mudam de cor dependendo da exposição ao sol. "Os diferenciais não ficam mais por conta apenas da matéria prima, mas da adoção de traços da cultura nacional, como bordados e estampas inspiradas na cultura popular", afirma Francisca. "Todavia, com o crescimento do poder de consumo das classes C e D, o mercado interno tornou-se ainda maior e mais atraente, fazendo com que as pequenas confecções centralizem suas vendas no universo doméstico."

A teoria é confirmada na prática. Com três anos de mercado, a fabricante paulista de biquínis Areia Brancacomeçou suas atividades vendendo para o exterior. Das 8 mil peças produzidas por temporada, 70% seguiam para os Estados Unidos, França, Espanha, Israel e Japão. "Nossos produtos sempre foram muito bem recebidos nas feiras de Miami, Las Vegas e Paris, onde conquistamos clientes fiéis", afirma Fernando Masetti, 30 anos, sócio da Areia Branca. "Temos modelagem mais clássica, o que ajuda a vender no exterior." Disposto a apresentar um produto diferenciado com forte identidade visual, Masetti contou por um ano com a assessoria do Instituto Europeu de Design, que ajudou a marca a desenhar não só a logomarca, mas também as primeiras coleções e a acompanhar de perto a qualidade dos serviços oferecidos pelas oficinas terceirizadas, responsáveis pelo corte e montagem das peças.

Para o próximo verão, contudo, a maior parte da produção tende a ficar no mercado interno, onde a empresa já tem clientes em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. "A ideia é abrir no segundo semestre de 2011 uma loja própria na capital paulista para vender não só maiôs e biquínis, mas também objetos de decoração para casas de praia", revela o empresário. "A meta é crescer 70% no próximo ano e ampliar o faturamento que em 2010 deve fechar em R$ 1 milhão".

Se, na visão dos especialistas, o caminho para o segmento de moda praia fazer fama e negócios no exterior é valorizar o design brasileiro, a estilista Tatiana Hamada, 31 anos, formada em design de moda, já deu um passo à frente. Em sociedade com a amiga Yuka Nagayoshi, ela lançou em 2007, em Tóquio, a linha de biquínis Brasis Design. "Morei 13 anos no Japão e percebi que nenhuma confecção brasileira se preocupava em lançar biquínis com a cara do Brasil, mas adaptado ao perfil das japonesas", conta Tatiana. "A primeira coleção, inspirada em Florianópolis, apresentou modelos com sutiãs maiores e com suporte para bojo, um grande diferencial."

No início, eram 3 mil peças por temporada, agora são 5 mil totalmente produzidas no Brasil e comercializadas em 130 pontos de venda no Japão, entre eles a Isetan, uma das maiores cadeias de lojas de departamento do país. Os cerca de 30 modelos, vendidos a uma média de US$ 130 cada, abusam das cores, dos babados e das sobreposições, ingredientes apreciados pelas consumidoras japonesas. Com um faturamento anual de cerca de R$ 900 mil, a Brasis Design deverá expandir seus domínios em 2011. "Consolidada no Japão, a meta é ganhar espaço nas vitrines dos Estados Unidos e da Austrália", adianta a empresária.

 
Fonte:valoronline.com.br







terça-feira, 30 de novembro de 2010

Férias combinam com moda praia


A chegada do verão, a temporada mais democrática neste país tropical, aumenta a vontade de todos de arrumar as malas para viagens de férias, curtir toda a alegria da estação e principalmente a praia. Para esses momentos, no entanto, é preciso se preparar para os looks de praia, que sejam atuais e práticos e possam ser usados dentro e fora da água.

A moda praia oferece inúmeras opções, de diferentes tamanhos e modelagens que tanto podem ser utilizadas nas práticas esportivas quanto no banho de mar ou até mesmo no finalzinho de tarde para curtir o pôr-do-sol que na praia de Jacaré, em Cabedelo, é uma das boas opções neste verão.

Estilo naive da marca Poko Pano Foto: AlfraPress Comunicação

Para isso, deve-se levar em conta o tecido da roupa de praia na hora da escolha. Atualmente existem tecidos específicos para o segmento, desenvolvidos com a tecnologia do fio LYCRA® Xtra Life, que tem a propriedade de resistir até 10 vezes mais ao cloro, quando comparado com elastanos sem tratamento especial.

As tendências para a estação são o estilo Aqua, com detalhesrequintados, tais como as maxi calcinhas que criam um efeito de emagrecimento. Nele, as mulheres são vestidas com looks ds inspiração marítima, como os uniformes vintages ou os atuais trajes dos Marines americanos, que combinam com chapéus, bolsas e sandálias.

Outra tendência é a influência da década de 50, onde os florais se evidenciam, além das estampas, dos bordados e as cores vivas. O clima de festa da temporada lembra os anos 70, com estampas e listrados. Nesta aparecem os plissados, franzidos e babados para um efeito mais naive, ingênuo e romântico em perfeito equilíbrio com shapes mais apropriados para pegar onda, como a t-shirt.

O estilo provocação está nas peças de recortes e cores blocadas que determinam o contorno do corpo. Neste, os coletes sobrepostos aos biquinies criam um clima urbano.

A tendência Nômade determina seguir o caminho das águas, dos rios que desembocam em mares, permitindo descobrir culturas e costumes distantes. Está nos detalhes de pedras, de ouro e jóias ou mesmo em construções artesanais como cordas e trançados, usados para unir o top e a calcinha, reinventando o engana-mamãe. O étnico está presente nas releituras de estampas e padronagens indianas.

Dicas de conservação

l Efetue lavagem manual com água na temperatura máxima de 30º C e sabão neutro, espremendo delicadamente. Importante: sabões em pó, sabões de coco e sabonetes não são necessariamente neutros. Verifique antes de usá-los.

l Principalmente para biquínis, sungas e maiôs: lave as peças em água abundante, imediatamente após sair da piscina ou praia.

l Secar à sombra, evitando a secagem em máquina.

l Não passe a ferro, especialmente biquínis e maiôs.

l Deve-se evitar o contato da peça com produtos cosméticos (cremes, óleos, bronzeadores) e outros produtos químicos.

l Evitar o contato do tecido com áreas abrasivas (ásperas) para que não ocorra rompimento de filamentos da poliamida (nylon) na superfície da peça.



FONTE:http://www.jornalonorte.com.br/2010/11/28/show4_0.php