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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Linhas Corrente abre novas áreas de negócios

O diretor de vendas e marketing da Coats Corrente, Antônio Carlos Longuini, não encontra uma sala de reuniões livre para a entrevista com o Valor. "Mas é por um bom motivo: algumas salas foram realocadas para receber novas áreas de negócio", diz o executivo que é prata da casa, há 31 anos na empresa. Há mais de 100 anos, a fabricante inglesa de linhas e zíperes ocupa o mesmo espaço no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, mas os últimos tempos têm sido especialmenteagitados.

Pressionada pela concorrência dos importados têxteis chineses - que gera redução das encomendas das confecções locais -, a antiga Linhas Corrente tenta se reinventar. Nos últimos três anos, investiu US$ 150 milhões em tecnologia, marketing e produção. Hoje, é possível encontrar produtos da Coats Corrente em artigos que vão muito além das linhas para costurar ou dos fios para tricotar um cachecol: desde absorventes íntimos internos e suturas usadas por cirurgiões, passando por uniformes de bombeiro e coletes à prova de bala, até linhas que percorrem os cabos de fibra óptica, sua mais nova investida.

"O segmento de especialidades, que reúne os novos usos da linha, ainda representa pouco (10%) na receita da divisão industrial, mas é nesse segmento que está o maior potencial de crescimento da empresa", diz Longuini, que não revela o faturamento. Em especialidades, estão ainda as linhas aplicadas em calçados, móveis, estofados (inclusive automóveis), saquinhos de chás e encadernação de livros.

A grande aposta está nas linhas especiais para altas temperaturas, usadas em uniformes e acessórios não só de bombeiros, como de profissionais que trabalham em redes elétricas e nas indústrias siderúrgica e petrolífera. "Infelizmente devido ao aumento da violência, há também uma demanda crescente pela linha para coletes à prova de bala", diz Longuini, explicando que, nesse produto, é o emaranhado da linha que retém o projétil. A Inbratêxtil, do grupo de segurança Inbra, é um dos clientes dessa linha especial.

Depois de China, Índia e Estados Unidos, o Brasil é o maior mercado da multinacional inglesa Coats, que está presente em 67 países. Mas, com a crise, o Brasil não tende a superar o mercado americano? "Lá a receita é maior porque eles só produzem especialidades, não fabricam linhas ou zíperes, que representam 70% e 20%, respectivamente, das nossas vendas", afirma. No ano passado, a receita global da companhia caiu 14%, chegando a US$ 1,4 bilhão. "Mas este ano vamos retornar ao patamar de US$ 1,6 bilhão", diz. No país, seus principais concorrentes são a Bonfio (em linhas) e a YKK (em zíperes).

Enquanto busca a diversificação em produtos de maior valor agregado, a Coats Corrente procura adotar uma nova postura em relação às confecções. Entre elas, grifes como Ellus, M. Officer, Forum e as fabricantes Hering, Marisol e Malwee. A empresa presta consultoria técnica aos clientes, para aumentar a produtividade em pelo menos 5%, e está presente desde o desenvolvimento de produto, na escolha de cores e materiais adequados para cada tipo de tecido. "Antes, nossa atuação se resumia à área técnica", diz Longuini.

Para fazer parte do mundo fashion, vale até ir às salas de aula. A empresa mantém parceria com algumas das maiores faculdades de moda do país. Em São Paulo, na Santa Marcelina, FAAP e Senac, foi instalada uma Sala Coats, contendo boa parte do portfólio da empresa. Lá, os futuros estilistas têm à disposição linhas, zíperes, entretelas e outros aviamentos para criação. A Coats também foi a patrocinadora da sétima edição do concurso de moda da FAAP e vai bancar a viagem de uma semana a Paris da aluna vencedora, que receberá ainda € 1.000 de prêmio da fabricante. "A partir de 2011, vamos premiar o melhor aluno do curso de graduação de moda da FAAP, que vai conhecer as fábricas e os clientes da Coats na Europa".

Existem duas grandes divisões na Coats Corrente: a industrial e a doméstica, onde estão as tradicionais linhas para tricô, crochê e bordados. Cada uma delas responde por cerca de 50% da receita, mas os passos da divisão industrial seguem mais rápidos. Há cerca de dez anos, a participação da divisão doméstica era de 60%. Isso não significa que a empresa esteja deixando de lado as fieis consumidoras das linhas de Anchor, Camila, Cisne e Esterlina, seus produtos para tricô e crochê. As marcas vêm sendo anunciadas pela apresentadora Ana Maria Braga, no programa Mais Você, da Rede Globo.

"Quando há apresentação de novos produtos nas ações de merchandising, as ligações congestionam o nosso Serviço de Atendimento ao Consumidor", diz a supervisora de marketing, Izabel Gallina. Sinal que mesmo a despeito de toda a mudança de comportamento das últimas décadas, o sexo feminino continua fazendo jus ao slogan da divisão de produtos domésticos: "Coats Corrente – o ponto forte das mulheres".

 





Fonte:valoronline.com.br







sexta-feira, 28 de maio de 2010

Linhas Estrela - Do Coronel Delmiro Gouveia e Lampião


Interessante como a história de um indivíduo termina sendo a história de toda uma nação, refiro-me ao processo de desindustrialização do Brasil, sendo a saga de Delmiro Gouveia um dos seus capítulos.
Senão vejamos,,,quem não conhece estes tubinhos de linhas de costurar da marca “Linha Corrente”
Para manter seu monopólio no Brasil a Linhas Correntes comprou a fábrica da “Linhas Estrela” de Delmiro Gouveia.
Após a compra, vendida pelo herdeiros de DG, o maquinário desta fábrica foi jogado num penhasco, numa demonstração de poderio da multinacional sobre o parque industrial brasileiro.

A conferir..

Delmiro Gouveia
“(….)
Em 1899, inspirado pela Feira Internacional de Chicago de 1893, inaugurou no Recife o Derby, um moderno centro comercial e de lazer, que pode ser considerado o primeiro shopping center do Brasil. Esse empreendimento foi um grande sucesso e motivo de orgulho para o Recife, e chegou a atrair multidões estimadas em mais de 8 mil pessoas, até que foi deliberadamente incendiado em 2 de janeiro de 1900 pela polícia de Pernambuco, por orientação do Conselheiro Rosa e Silva, que era feroz inimigo político de Delmiro, e a mando do então governador Sigismundo Gonçalves , fiel rocista.[4]

Após o incêndio, ateado por razões políticas no Derby, e também em virtude de ter-se apaixonado por, e depois raptado, uma filha natural de 16 anos do então governador de Pernambuco, seu arqui-inimigo político, Delmiro concluiu que sua vida corria perigo no Recife e transferiu-se, em 1903, para Pedra, em Alagoas, uma povoação perdida no coração do sertão, mas de localização estratégica para seu comércio, na Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco, fazendo fronteira com Pernambuco, Sergipe e Bahia, e hoje denominada Delmiro Gouveia em sua homenagem. Delmiro comprou uma fazenda em Pedra, às margens da Ferrovia Paulo Affonso, onde centralizou seu lucrativo comércio de peles e construiu currais, açude, sua residência, e prédios para abrigar um curtume.[2]

Planejando construir ali uma fábrica de linhas de costura – que até então eram importadas da Inglaterra, as conhecidas Linhas Corrente, que monopolizavam o mercado brasileiro – e apelando para ideais nacionalistas, nativistas e cívicos então em voga, conseguiu do governo de Alagoas concessões que incluiam o direito à posse de terras devolutas, isenção de impostos para a futura fábrica, e permisssão para captar energia da cachoeira de Paulo Afonso, além de recursos governamentais para ajudar na construção de 520 quilometros de estradas ligando Pedra a outras localidades.[2][5] A partir de 1912 iniciou a construção da fábrica de linhas e da Vila Operária da Pedra, com mais de 200 casas de alvenaria. . Em 26 de janeiro de 1913 inaugurou a primeira hidroelétrica do Brasil com potência de 1.500 HP na queda de Angiquinho. Em 1914 iniciou as atividades da nova fábrica sob a razão social Companhia Agro Fabril Mercantil, produzindo as linhas com nome comercial “Estrela” para o Brasil, e “Barrilejo” para o resto da América Latina. Com preços muito abaixo das “Linhas Corrente”, produzidas na Inglaterra pela Machine Cotton, que até então monopolizava o mercado de linhas de costura em toda a América Latina,[5] logo dominou o mercado brasileiro, e amplas fatias dos mercados latinoamericanos.[4]

O sucesso da empresa – que em 1916 já produzia mais de 500.000 carretéis de linha por dia – chamou a atenção do conglomerado inglês Machine Cotton, que tentou por todos os meios comprar a fábrica.[5] Por motivos políticos e questões de terras, Delmiro Gouveia entrou em conflito com vários coronéis da região, o que provavelmente, segundo a maioria dos historiadores, ocasionou seu misterioso assassinato à bala. Outros historiadores – apoiados no conceito de Direito Romano qui prodest? – a que isto serviu? a quem isto aproveitou? – incluem a Machine Cottton no rol dos suspeitos.[6] Seus herdeiros, não resistindo às pressões da Machine Cotton, venderam a fábrica à empresa inglesa, detentora na América Latina da marca “Linhas Corrente”, que mandou destruir as máquinas, demolir os prédios, e lançar os maquinários e escombros no rio São Francisco, livrando-se assim de uma incômoda concorrência.[2][

http://pt.wikipedia.org/wiki/Delmiro_Augusto_da_Cruz_Gouveia

Dessa eu não sabia,,,Lampião foi empregado de Delmiro Gouveia!!
Veja vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=urDfpFYZ2ng&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=urDfpFYZ2ng&feature=player_embedded


Fonte:josecarloslima69.blogspot.com