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domingo, 29 de maio de 2011

5 problemas ambientais da China que você não conhecia

Das melancias “explosivas” às secas severas e tempestades de areia, conheça cinco problemas ambientais que assolam a 2ª maior economia do mundo


1 - Tempestades de areia cobrem de pó cidades inteiras


São Paulo – Todo ano, a cena se repete. Toneladas de areia invadem as cidades chinesas, cobrindo as ruas com nuvens alaranjadas de pó. Aos habitantes, a recomendação do governo é de que cubram o rosto e, se possível, fiquem em casa, com portas e janelas fechadas. Vindas do deserto de Gobi, as tempestades de areia chegam sempre que o tempo está árido, com baixa precipitação.

Mas as condições naturais não são o único culpado desse fenômeno que praticamente paralisa o comércio, fecha escolas e, por vezes, deixa vítimas fatais. A ação do homem, através do desmatamento e da urbanização intensa, ajuda a aumentar as zonas desérticas do país, o que agrava ainda mais a ventania.



2 – Maior rio chinês enfrenta sua pior seca em 50 anos


O Yangtsé, o maior rio chinês e o terceiro do mundo, com cerca de 6,3 mil Km de extensão, atravessa a sua pior estiagem em mais de meio século. Nesta primavera, as incidências de chuva no país caíram 80% em relação aos valores normais, enquanto o calor, acima dos 35 graus célsius, só vem aumentando.

Ao menos sete províncias sofrem com o desabastecimento provocado pela baixa de água, que prejudica principalmente a produção agrícola. Para contornar a seca, as autoridades chinesas ordenaram que a usina de Três Gargantas, o maior complexo hidrelétrico do mundo, aumente suas operações em 20% nas próximas duas semanas.




3 - Uso abusivo de fertilizantes causa "explosão" de melancias


A agricultura chinesa, que atende a um mercado interno de 1,3 bilhão de pessoas, impressiona pelo seu rápido crescimento. Mas os meios que garantem esse desempenho têm gerado alguns escândalos alimentares que lançam desconfiança sobre as práticas agrícolas do país.

Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo, que apesar de ajudarem a acelerar o crescimento do cultivo, poluem e deterioram o solo. E vez por outra, gera resultados inesperados e preocupantes. No começo de maio, o uso abusivo de produtos químicos para acelerar o cultivo fez com que plantações de melancia no leste da China literalmente explodissem. Alguns fazendeiros registraram perdas de até dois terços da produção da fruta.



 4 – Poluição atinge níveis recordes em Xangai

Xangai, considerada a capital comercial e financeira da Chin, registrou níveis recordes de poluição atmosférica no começo de maio. Durante quase três dias, uma espessa neblina envolveu a cidade de 20 milhões de habitantes. Muitas pessoas sofreram com tosse seca, irritação nos olhos e dificuldades para respirar.

Segundo a imprensa local, os índices de poluição ambiental bateram os 500 pontos na escala chinesa, bem acima do nível considerado bom, entre 50 e 100 pontos. A péssima qualidade do ar na região deve-se em grande medida a uma matriz de geração de energia suja, formada na maior parte por termelétricas a carvão. Outra consequência negativa da poluição são as chuvas ácidas, provocadas pela alta presença de dióxido de enxofre no ar.



5 - Invasão de espécies exóticas custa bilhões ao país



Consideradas a segunda maior causa da perda da biodiversidade no mundo, atrás apenas da ação humana, as espécies exóticas estão invadindo a China. Há registros de pelo menos 400 espécies de animais, plantas e insetos, que foram trazidos para a China desde que o país abriu sua economia no início dos anos 90.

De acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (The World Conservation Union - IUCN), os organismos introduzidos em um ecossistema do qual não fazem parte prejudicam os processos naturais e os organismos nativos, além de gerar impactos econômicos e sociais negativos. Estima-se que os prejuízos na China girem em torno de 15 bilhões de dólares anualmente, com perda de lavouras e problemas de saúde pública.



FONTE:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fábricas da China migram para vizinhos


Enquanto os custos aumentavam em Taiwan duas décadas atrás, Ben Fan mudou sua fábrica de lâmpadas para a China, para aproveitar a mão de obra barata do país. Agora, com os salários chineses em alta, ele está de mudança novamente. "É a mesma coisa que aconteceu em Taiwan", diz Fan, presidente do conselho de administração da Neo-Neon Holdings, que vende lâmpadas e luminárias para grandes grupos varejistas ocidentais como a Home Depot, Target e Walmart. "Os chineses não querem mais trabalhar em fábricas."

Fan está ampliando sua fábrica no Vietnã, onde os salários estão na casa de US$ 100 por mês, um terço dos salários pagos na China. Ele pretende transferir 85% de sua produção para o país e até dezembro terá 8 mil funcionários no Vietnã - contra 300 um ano atrás - e apenas 5 mil na China, contra 25 mil em 2008.

Nos últimos dois anos, milhões de empregos foram transferidos para o interior da China e outros países da Ásia, em iniciativas dos donos de empresas para reduzir os custos. Em Guangdong, a principal Província exportadora da China, os salários quase dobraram nos últimos três anos, e mais de metade das fábricas não conseguem encontrar funcionários em números suficientes. A quantidade de migrantes que se dirigiram para as Províncias costeiras para trabalhar caiu 9% no ano passado, para 91 milhões. "E essa falta de mão de obra tende a piorar", diz Willy Lin, presidente do conselho de administração do Textile Council de Hong Kong, uma associação comercial.

Os donos de empresas queixam-se que os salários maiores estão acabando com os lucros, especialmente porque seus clientes continuam apertando-os para que eles reduzam seus preços. "A Walmart não vai nos pagar mais", afirma Poh-Heng Toh, gerente-geral da fabricante de ursos de pelúcia Lovely Criations. Outra fornecedora da Walmart, a fabricante de joias Profit Grand, reduziu seu staff de 600 pessoas para 450, em grande parte porque não consegue encontrar trabalhadores para os salários que está disposta a pagar, segundo afirma o presidente do conselho de administração, Hsu Chi Lin. Hsu diz que os salários subiram de 2% dos custos totais há cerca de uma década, para os atuais 12%, enquanto as margens líquidas caíram de 15% para cerca de 8%. Os donos de fábricas também estão preocupados com a possível valorização da moeda chinesa. O yuan acumula um ganho de 21% em relação ao dólar desde 2005, e muitos economistas acreditam que ele vai subir mais 5% este ano.

Embora o crescimento da China - 11,9% no primeiro trimestre - seja um fator na falta de mão de obra, o problema não vai desaparecer se a economia esfriar. A política de filho único do país significa que um número menor de pessoas está entrando no mercado de trabalho. Isenções fiscais para agricultores e subsídios para companhias que estão se estabelecendo no interior, vêm permitindo a mais pessoas encontrar trabalho perto de caso. E um setor de serviços em crescimento significa que mais oportunidades estão surgindo além dos portões das fábricas. "A geração mais nova está tentando conseguir trabalhos mais fáceis - servindo mesas em restaurantes ou trabalhando em supermercados", afirma Charles Yang, gerente-geral da Apache Footwear, empresa que fabrica calçados para a Adidas.

Muitas companhias estão encontrando meios de reduzir os custos. A gigante dos produtos eletrônicos Foxconn Technology, que fabrica iPhones para a Apple e celulares para a Motorola, abriu novas fábricas no norte e oeste da China, longe de sua base que fica próxima de Hong Kong. A Apache transferiu tarefas mais simples, como as costuras da parte superior de tênis, de Guangdong para fábricas do interior que pagam salários menores. A Apache também está ampliando uma fábrica em Chenrai, Índia, que estará produzindo pelo menos metade de seus calçados em cinco anos. A força de trabalho chinesa da companhia em breve será inferior a 10 mil, contra 18 mil funcionários dois anos atrás, segundo o gerente-geral Yang. "Estamos apertando o cinto até não poder mais para tirar mais do sistema", diz ele.

Ninguém espera o desaparecimento do setor industrial das áreas litorâneas da China. As redes de fornecedores para setores que vão do têxtil ao eletrônico - fabricantes de botões, zíperes, fios, conectores e coisas do gênero - não podem ser copiadas facilmente em outros países. Muitas companhias pretendem manter os trabalhos mais sofisticados na China oriental, transferindo tarefas mais básicas para outros lugares. A Neo-Neon, por exemplo, espera aumentar sua produção de iluminação por LEDs na China, mesmo ampliando seus negócios no Vietnã. Hoje, os trabalhadores chineses "querem empregos fáceis e bem remunerados", diz Fan. "Podemos dar isso a eles se começarmos a fazer produtos mais caros e de margens de lucro maiores."


Fonte:ValorEconomico!