quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Venda de vestidos preço IMPERDÍVEL

 A AQUARIUS BRAZIL -  VENDE


LINDOS VESTIDOS, CONFORTO E QUALIDADE
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Eleições 2014: Por que Bernardinho canditado ao governo do Rio pode ser uma grande novidade - e um sucesso

Bernardinho: com trajetória profissional espetacular, currículo rico e variado e vida limpa, poderá ser um páreo duro na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2014 (Foto: Fédération International de Volleyball)
Ou muito me engano, ou uma eventual candidatura de Bernardinho ao governo do Rio de Janeiro, agora que ele está filiado ao PSDB, por costura do presidenciável Aécio Neves, pode ser a grande novidade das eleições estaduais de 2014.
Embora tenha sido um jogador apenas bom, e não ótimo, como treinador de vôlei Bernardo Rocha Rezende, 54 anos, é simplesmente o maior campeão da história do esporte, com mais de trinta títulos importantes à frente das seleções brasileiras feminina e masculina — entre os quais cinco medalhas olímpicas, sendo a principal o inesquecível ouro dos Jogos de Atenas, em 204, e nada menos do que 15 títulos mundiais em competições de diferentes denominações.
É um vencedor nato, um líder, um ídolo nacional. Onde coloca a mão, dá certo.
O que é que se pode dizer CONTRA Bernardinho?
Que é “apenas” um treinador de vôlei?
Bem, pode-se argumentar que gente com muito menos experiência em cargos públicos chegou MUITO mais longe.
Não preciso dar exemplos, não é mesmo?
Agora vejam só outros traços do treinador:
* Bernardinho é economista formado pela PUC do Rio.
* É um palestrante de motivação muito requisitado em todo o país.
* É autor de dois livros de autoajuda que se tornaram best-seller — Transformando Suor em Ouro(Editora Sextante, 2006) e Bernardinho – Cartas a um jovem atleta – Determinação e Talento: O caminho da Vitória (Editora Campus, 2007).
* É empresário bem sucedido, participando como sócio, entre outras empresas, em uma rede de restaurantes, em uma empresa de ensino profissionalizante online e em uma cadeia de academias de ginástica.
* Como outros esportistas de sucesso, também mantém uma ONG, o Instituto Compartilhar, que tem entre outros objetivos o de “atuar em programas e projetos esportivos e educacionais destinados prioritariamente às camadas menos favorecidas da população”.
* E, sobretudo, é algo novo em política. Nunca foi candidato a nada, nunca exerceu mandatos. Tem passado e presente limpos.
As pessoas se dizem cheias dos políticos tradicionais, não é mesmo?
Além do mais, o quadro eleitoral no Rio pode favorecer uma candidatura “límpida” como a de Bernardinho.
O candidato do PMDB, Luiz Fernando de Souza, o “Pezão”, carrega o fardo imenso de ser o vice do hoje impopularíssimo governador Sérgio Cabral.
O PT vai rachar a aliança com o PMDB e está com o senador Lindebergh Farias — mas, além de o PT nunca ter ganho nada sozinho em eleições para governador e prefeito do Rio, Lindbergh sofreu acusações (inclusive pelo Ministério Público) durante sua gestão como prefeito de Nova Iguaçu (2005-2010) que certamente virão à tona em seu prejuízo durante a campanha.
Se, como se imagina, o eleitorado busca algo novo, são mínimas as chances de Anthony Garotinho (PR), hoje deputado, que quer voltar ao governo depois de uma gestão controvertida e de outra, desastrosa, de sua mulher, Rosinha.
O senador Marcelo Crivella (PRB), “bispo” da Igreja Universal e atual ministro da Pesca, carece de estrutura partidária e de alianças para ambicionar o Palácio Guanabara.
O mesmo se pode dizer do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), possível candidato da extrema esquerda.
Quanto a Bernardinho  embora não haja militado em política, sempre opinou com contundência sobre os absurdos do Brasil. “Por que deixar um país, se ainda tenho esperanças que algumas coisas podem ser feitas?”, perguntou ao jornalista Juca Kfouri em uma mesma entrevista concedida ao canal de TV ESPN em 2007. Curiosamente, o jornalista afirmaria no programa que “claro que a gente às vezes pensa em Bernardinho como presidente do Brasil”.
Ao que o entrevistado respondeu taxativo:
– Não tenho nenhuma pretensão de fazer mais do que já faço.
Na mesma entrevista, também, Bernardinho fez uma declaração que hoje faz todo sentido:
– Não me sinto mal buscando uma coisa nova, um desafio.

domingo, 28 de julho de 2013

Loja virtual usa kombi para vender roupa, bota e bolsa nas ruas de SP

Veja a Kombi que é vitrine da empresa olook                  

               
A kombi com mostruário da loja virtual olook circula pelas ruas das zonas oeste e sul da cidade de São Paulo (SP) desde janeiro de 2013; no carro, mulheres podem conhecer e provar as roupas e acessórios femininos; os produtos não são ventidos na rua, mas as clientes podem efetuar a compra por meio de dois tablets disponíveis no veículo Divulgação
A loja virtual olook adotou uma forma diferente para divulgar suas roupas e acessórios fora da internet. A empresa transformou uma Kombi, fabricada em 1968, em uma vitrine móvel e circula pelas ruas da capital de São Paulo para mostrar seus produtos.
Especializada no público feminino, a loja oferece roupas, sapatos, bolsas e bijuterias de marca própria e de marcas famosas como Colcci, Triton, M. Officer e Espaço Fashion.
Os preços variam de R$ 15,90, para lingeries, a R$ 299, para roupas de marca própria. Entre as peças das grifes famosas, é possível encontrar preços acima desse valor, mas, por política da empresa, não há itens por mais de R$ 499.
Na Kombi não são realizadas vendas. A vitrine móvel é usada apenas para que as consumidoras possam avaliar a qualidade dos produtos e provar as roupas e os acessórios.
Para vender os artigos no local, a empresa precisaria obter um alvará com a prefeitura, o que inviabilizaria a operação, segundo André Beisert, 33, dono da olook. "Precisaríamos pedir alvará para cada local que quiséssemos estacionar para vender." 
O empresário diz que considerou a possibilidade de abrir uma loja conceito na rua Oscar Freire, na região central da capital paulista, colocar quiosques em shoppings ou montar uma loja de rua. "Por adorar automóveis, desisti de ter uma loja física e tive a ideia de usar um carro. Além disso, era algo que ninguém tinha feito", diz Beisert.

Empresário demorou dois meses para encontrar Kombi

Beisert conta que levou dois meses para encontrar a Kombi. O veículo foi comprado em Campinas (93 km a noroeste de São Paulo). O empresário não revela o valor da operação, mas diz que investiu R$ 100 mil para viabilizar o negócio –compra e reforma do veículo para transformá-lo em uma vitrine ambulante.
A escolha do modelo do veículo 1968 foi uma estratégia da empresa para chamar mais a atenção do público, segundo Beisert. "A ideia da vitrine móvel é causar impacto nas pessoas. Acredito que uma Kombi clássica causa mais curiosidade do as que circulam pela cidade atualmente", diz.
No interior do veículo, há prateleiras, mostruários, espelhos, um televisor que mostra vídeos com combinações de produtos da empresa e dois tablets para que as clientes possam fazer compras diretamente na loja virtual.
Duas monitoras assessoram as clientes tirando dúvidas sobre os produtos e orientando sobre como efetuar a compra pela internet.
O empresário diz que as vendas feitas nos tablets disponíveis na Kombi representam menos de 5% das vendas totais da empresa, mas que, ainda assim, o investimento valeu a pena.
"A reação das pessoas superou nossas expectativas. Onde a Kombi estaciona, ela desperta curiosidade. A estratégia também nos permite ter um retorno mais rápido das consumidoras e contribui para o desenvolvimento de novas coleções."
O veículo circula entre 10h e 17h nas regiões oeste e sul de São Paulo, em conhecidos centros comerciais da cidade, como os bairros de Pinheiros e Itaim Bibi.
A empresa faturou R$ 10 milhões em 2012 e pretende triplicar este número em 2013.

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Veja vestidos de grifes alugados pela internet                  

               
Este modelo longo azul-marinho, do estilista Reinaldo Lourenço, é o preferido das clientes da Dress&Go; o aluguel da peça sai por R$ 423; para a venda, o preço é R$ 3.225 Leia mais Divulgação

Veículo é boa ferramenta de marketing, mas custo é alto, diz consultor

De acordo com Luis Stockler, sócio-diretor da consultoria de varejo baStockler, usar um veículo como vitrine para os produtos da loja virtual é uma boa estratégia de marketing.
"Ajuda a quebrar a barreira inicial que muitas pessoas têm sobre compras online. No segmento de moda, isto é especialmente importante, pois há a necessidade de provar os itens para ver o caimento e conhecer a qualidade do material utilizado na fabricação", afirma.
No entanto, o especialista diz que não se trata de uma grande inovação, pois o modelo é muito parecido com o de venda porta a porta, utilizado por empresas de cosméticos como Avon e Natura.
Ele afirma, ainda, que manter o veículo circulando tem um custo elevado, pois exige combustível, manutenção, seguro e funcionários, o que contrasta com o baixo custo de uma loja virtual.
"O que atrai os empreendedores para o comércio eletrônico é o baixo custo de operação, já que não exige ponto comercial. Manter um showroom ambulante traz despesas e cria expectativa nos consumidores. É importante a empresa não focar suas vendas nele, pois, se por algum motivo ele deixar de circular, frustrará a expectativa dos clientes."

Veja empresas que investiram nas redes sociais                  

               
A visibilidade das redes sociais levou o sex shop virtual Loja do Prazer a criar uma página no Facebook há dois anos; a  empresa percebeu que a rede social poderia fortalecer sua marca e torná-la mais conhecida; nos últimos seis meses, a página da tem conquistado de mil a 1.500 curtidas por mês; não há dados sobre conversão em vendas, mas o número de acessos à loja virtual cresceu 20% desde a entrada da empresa na rede social 

Serviço:

sábado, 27 de julho de 2013

As 10 personagens mais bem vestidas da TV

Amora (Sophie Charlotte), Juliana (Mariana Ximenes), Ester (Grazi Massafera) e Helô (Giovanna Antonelli) compõem a lista das personagens mais estilosas das novelas. Confira!

Foto: As 10 personagens mais bem vestidas da TV / Crédito: Reprodução / TV Globo
As novelas levam cada vez mais o mundo fashion para a TV. Tanto que as personagens conquistam as telespectadoras e viram moda nas ruas com seus figurinos, peças repletas de tendências e inspirações. Para te ajudar a ir às compras e se vestir como as estrelas da TV, a CARAS Online separou os 10 figurinos das personagens mais bem vestidas das novelas neste primeiro semestre de 2013!
Entre os destaques estão Helô (Giovanna Antonelli), Juliana (Mariana Ximenes), Amora (Sophie Charlotte), Ester (Grazi Massafera), Érica (Flávia Alessandra), Bianca (Cleo Pires), Paloma (Paolla Oliveira), Antônia (Letícia Spiller) e Malu (Fernanda Vasconcellos).
Confira as peças-chaves e as dicas de moda nos looks de sucesso das novelas e inspire-se!
Helô (Giovanna Antonelli), de Salve Jorge
A delegada Helô foi um sucesso na novela de Glória Perez e o seu figurino entrou várias vezes para a lista dos itens mais pedidos da Globo. A personagem arrasou na escolha de suas combinações de roupa. Ela surgiu na telinha com muitas camisas estampadas – incluindo as estampas de lenço -, calças jeans com caimento perfeito em seu corpo, pantalonas, macacões e muitos acessórios. A bolsa amarela era praticamente uma peça-chave em seu armário, além dos óculos escuros, pulseiras e cintos. "Gosto da exuberância dela. Helô anda super na moda. Levo muitas coisas minhas para o figurino dela e vice-versa. Adoro esmaltes, tanto que pinto as unhas das minhas filhas [Sofia e Antônia] e os óculos, por exemplo. Fico muito feliz em representar as delegadas do Brasil. Elas são lindas, bem vestidas e vaidosas. Mereciam esse destaque", comentou Giovanna na época das gravações. 
Helô (Giovanna Antonelli)
Juliana (Mariana Ximenes), de Guerra dos Sexos
Os estilos romântico e moderno foram misturados no figurino de Juliana na trama das 7 da Globo. A inspiração para as roupas da personagem vieram lá da família real britânica, mais precisamente de Kate Middleton, a princesa moderna. Nos looks, a personagem abusou das saias com camisa de tecido leve. Com peças clássicas, a modernidade do visual ficava com os acessórios, que apostaram nas cores fortes e brilhos. “Gosto muito da composição de blusinhas e saias que fizemos. Por exemplo: uma saia quase comportada, com formatos muito interessantes. Ou, blusas com detalhe de laço ou furo nas costas”, revelou a figurinista Marília Carneiro.
Juliana (Mariana Ximenes)
Amora (Sophie Charlotte), de Sangue Bom
A nova trama das 7 estreou há pouco tempo, mas o figurino de Amora já está dando o que falar. A it-girl abusa das influências fashionistas em seus looks. Com roupas encantadoras, ela usa peças com tule, transparência e os tons nudes são os seus preferidos. Na trama, a personagem é apaixonada por sapatos e os modelos são maravilhosos. Os acessórios são destaques a parte, com anéis, bolsas e óculos, ela capricha nos visuais.
Amora (Sophie Charlotte)
Ester (Grazi Massafera), em Flor do Caribe
Em clima praiano, o figurino de Ester destaca as cores solares em suas peças, apostando principalmente no amarelo e no laranja. Uma das principais tendências desta caracterização são as rendas artesanais que surgem em suas blusas e nos vestidos. Outras peças-chaves no look da personagem são as saias de seda, os blazers, as calças e os vestidos em cortes retos. “Eu odiava amarelo e tinha aversão ao laranja. Bata, não! Eu grávida usei tanta bata, não queria bata. Só que no primeiro contato que eu tive com o Severo (figurinista), ele já me convenceu. Ele disse que as cores da Ester são as cores do pôr e nascer do sol. Hoje em dia eu usaria tudo, quero roubar tudo”, afirmou a atriz.
Ester (Grazi Massafera)
Érica (Flávia Alessandra), em Salve Jorge
Veterinária do exército, Érica tirava a farda em seus momentos fora do quartel e arrasava em seus modelitos. As peças românticas eram as suas preferidas, com muitos detalhes, estampas pequenas, rendas e babados. O guarda-roupa dela estava sempre repleto de saias curtas, vestidos e jeans, além das camisas estampadas.
Érica (Flávia Alessandra)
Bianca (Cleo Pires), de Salve Jorge
Moderna é a palavra que define Bianca na trama de Gloria Perez. Com personalidade forte, ela mostrava o seu lado it-girl na escolha de seus looks. Com peças fluídas e que chegavam a inspirar o básico, ela surgiu na telinha e conquistou o coração de Zyah (Domingos Montagner) por boa parte da novela. Em tons sóbrios, a personagem usou muitas saias, vestidos e calças com blusas estilosas.
Bianca (Cleo Pires)
Paloma (Paolla Oliveira), de Amor à Vida
O figurino de Paloma busca o lado romântico da personagem. Muito feminino, o guarda-roupa dela exibe as suas curvas na medida certa, com peças decotadas e em tecidos leves. Mesmo com a seriedade das peças, a leveza e conforto predominam. Um dos visuais que mais ficaram marcados foi o macacão nude“Macacões estão em alta e é ótimo para quem quer alongar a estatura. Sempre muito elegante, pode ser usado por pessoas de todas as idades por ser versátil. Mudando os acessórios, as pessoas podem usar em várias ocasiões e diferentes horários”, disse a personal stylist Eliane Morais.
Paloma (Paolla Oliveira)
Roberta (Gloria Pires), de Guerra dos Sexos
Roberta mostrou que as empresárias e mulheres de negócios não precisam usar peças sérias demais no momento do trabalho. Ela levou para o seu estilo muitos vestidos femininos, cores alegres e vibrantes, como o verde, o laranja e o vermelho. Além disso, apostou nas estampas animais e nos acessórios. Outro item indispensável para ter o look da personagem é o salto alto, na verdade, altíssimo, nas sandálias, scarpins e peep-toes.
Roberta (Gloria Pires)
Antônia (Letícia Spiller), de Salve Jorge
Duas peças foram essenciais na composição do figurino de Antônia: o vestido longo e o macacão. Os looks marcaram a caracterização da personagem em toda a trama. Em tons sóbrios, desde o preto até o azul mais escuro, os vestidos e macacões deram uma seriedade ao visual. Além disso, sempre que aparecia de calças ou saias, a personagem reforçava a ideia de que seguia um visual clássico.
Antônia (Letícia Spiller)
Malu (Fernanda Vasconcellos), de Sangue Bom
As peças básicas predominam no visual de Malu. A personagem não gosta de ostentar o que possui, então segue pela linha mais neutra na hora de se vestir. Jeans, camisas despojadas e blusinhas lisas são as peças-chaves deste look. “Apesar de a Malu ser rica e se vestir muito bem, ela não é muito preocupada com isso. Ela é básica e despojada. Não é adepta da chamada fast fashion. Eu adorei! E estou adorando também o cabelo, superdespojado! Ele não é aquela coisa pensada”, afirmou Fernanda.
Malu (Fernanda Vasconcellos)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Estágios de produção do vestuário: a dinâmica da moda

Elaine Stone é autora do livro The Dynamics of Fashion da editora americana Fairchild Book. A autora afirma que há variações nos estágios de produção do vestuário das empresas de moda. Por isso, organizou um processo com fases simplificadas que cobrem as necessidades de qualquer confecção, seja grande ou pequena. A única diferença neste caso, é o número de pessoas envolvidas e como elas se comunicam.

Os estágios de produção do vestuário sugerido por Stone são seis:

1º estágio - Planejamento de Coleção
É o início do processo e envolve o designer ou a equipe de desenvolvimento, encarregados de criar a coleção ou linha de produtos. As principais atividades desta etapa consistem na pesquisa sobre tendências, tecidos, cores e outros materiais; e o desenvolvimento de painéis de tendências que nortearão os designers durante a criação da coleção.

2º estágio - Criação da Coleção
Nesta etapa, trabalha-se a coleção considerando três pontos principais: a importância da peça individualmente, a sua importância para a coleção, e o custo da peça – que também determina se ela continua ou não na coleção.

3º estágio - Desenvolvimento dos Modelos 
É onde são produzidas as peças-piloto. Os protótipos são apresentados aos gerentes da empresa para a análise e, nesta etapa, avalia-se a viabilidade produtiva da peça, ou seja, se é viável para entrar em produção. As peças aprovadas, recebem um número, um lacre e estão oficialmente na coleção.
No terceiro estágio é feito o desenvolvimento da modelagem para a peça piloto/ Reprodução



4º estágio - Planejamento de Produção
Neste momento é determinado onde e quando os componentes do vestuário serão comprados, cortados e costurados. Decide-se sobre o que será produzido internamente, terceirizado ou importado. Através deste planejamento é possível levantar os custos e o investimento necessário para a produção da coleção.

5º estágio – Produção
Neste Estágios de produção do vestuário, são concentradas as atividades como a graduação, o corte, a preparação, o beneficiamento e a confecção do produto. É importante destacar a importância da precisão no enfesto dos tecidos e do corte. Em seguida o vestuário é embalado e recebe as etiquetas de preço, códigos de barras etc.

6º estágio – Distribuição
Os produtos são divididos em remessas ou lotes e enviados, dependendo da empresa, para lojas próprias, varejistas, exportadas, entre outras. Como consequência das vendas e aumento da demanda, alguns pedidos são refeitos e o processo recomeça a partir do quarto estágio.



Por Samira Troncoso
Designer de Moda e Professora na Feevale/ Novo Hamburgo (RS)

Fonte STONE, E. The Dynamics of Fashion. New York: Fairchild Books, 2008

Confecções automatizadas são mais competitivas

Um dos temas que está em constante debate no setor de vestuário no Brasil é a necessidade que as confecções têm em se profissionalizarmodernizar. Essa atualização pode ser por meios e processos produtivos inovadores e ágeis e com a utilização de sistemas CAD - Computer Aided Design - e CAM - Computer Aided Manufacturing.

A designer de moda, professora e consultora empresarial Ana Luiza Olivete aborda a importância e a atual necessidade que a indústria do vestuário têm em se modernizar e automatizar o processo produtivo, qual o impacto dessa mudança e os principais benefícios dessa atualização.

As empresas que não se modernizarem podem ter problemas (em venda, produção, gestão) no futuro?
Ana Luiza Olivete - A modernização implica diretamente nos resultados e no crescimento das empresas, aquelas que não acompanharem a evolução do mercado tecnológico serão gradativamente e automaticamente postas de lado.

Por que as confecções devem investir em modernização na linha de produção?

Ana Luiza Olivete
 - Porque a não modernização implica negativamente em infinitas vertentes dentro da linha de produção, ou seja, implica na qualidade, que é o mínimo necessário para estar no mercado hoje em dia. Depois, o acompanhamento dos processos produtivos no que diz respeito a planejamento, programação e controle da produção, do desenvolvimento de novos produtos e venda e pós venda. Por fim, na gestão da qualidade total, que significa qualidade em todos os processos, ou seja, em todos os ‘cantinhos’ da empresa.
Para cada etapa do processo produtivo nas confecções, existe um sistema específico para auxiliar na produção/ Reprodução

Quais os principais benefícios para as confecções que investem em modernização?

Ana Luiza Olivete
 - Acredito que além dos itens descritos acima, o benefício maior é um melhor posicionamento no mercado e na mente dos consumidores.

Algumas pessoas têm medo de que a modernização tire seus empregos. Na sua opinião, essa preocupação é realmente relevante? Por quê?

Ana Luiza Olivete
 - Não acredito na perda de postos de trabalho, mesmo porque as máquinas não trabalham sozinhas. Porém, usam menos o capital humano; profissional este que, nas empresas ditas ‘inteligentes’, pode ser remanejado para contribuir com o escoamento do crescimento intrínseco da produção.

Os produtos estrangeiros estão entrando no mercado brasileiro. Em sua opinião, por que este fenômeno está acontecendo?

Ana Luiza Olivete
 - A princípio por uma concorrência desleal focada no trabalho escravo e seu baixo custo. Depois, pelos altos investimentos em tecnologia feitos pelos países estrangeiros, que estão focados na melhoria dos produtos e processos produtivos. Bem como um bom investimento em capital humano de qualidade, criatividade e proatividade.

Isso é algo com o que os empresários brasileiros tenham que se preocupar? Por quê?

Ana Luiza Olivete
- Certamente... Estão cada dia mais sendo passados para trás. Por isso o investimento em melhores processos, melhores equipamentos e melhores ‘cérebros’ são essenciais.

Que dica você dá aos empresários para superarem essa concorrência?
Ana Luiza Olivete - Que sejam antenados nas mudanças que ocorrem diariamente no segmento e tentem ao máximo se adaptarem à essas evoluções, pois só as empresas que acompanham o desenvolvimento da tecnologia e a repassam em melhores produtos ao seu consumidor conseguem permanecer num mercado tão competitivo como o atual.
Acho importante as empresas estarem sempre atentas ao mercado e buscarem acompanhamento das inovações a fim de não se suprimirem por seus próprios meios produtivos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eike nunca cumpre o que promete, diz ex-sócio

Geólogo João Carlos Cavalcanti, que apresentou a mineração ao bilionário, conta ao site de VEJA por que está movendo um processo contra ele e afirma que não se surpreende com o fato de as empresas X não darem resultado.

Ana Clara Costa
João Carlos Cavalcanti                                  
                          J.C. Cavalcanti, ex-sócio de Eike Batista: "Não tenho nada contra ele. Só quero que me pague"                                       (Daniela Toviansky)                      
O geólogo baiano João Carlos Cavalcanti foi, por duas vezes, sócio de Eike Batista. A primeira, no início dos anos 1990, quando tentaram implantar um projeto de abastecimento de água mineral, que fracassou. A segunda, e derradeira, ocorreu no início de 2000, quando montaram o embrião da MMX. Eike prometeu investimentos que, de acordo com Cavalcanti (mais conhecido por J.C.), não tinha a intenção de cumprir. Por isso, o homem mais rico do Brasil carrega nas costas um processo de 22 milhões de reais movido pelo ex-sócio. “Não tenho nada contra ele. Só quero que me pague”, diz o geólogo, cuja fortuna estimada pelo mercado em mais de 2 bilhões de reais foi conseguida graças a sua habilidade em encontrar jazidas de minério Brasil afora.
Apesar de antagonistas, ambos guardam semelhanças: o misticismo, o gosto pela aventura, um relacionamento estreito com o PT e o apreço pelo luxo – tanto Eike quanto J.C. ostentam mansões, jatinhos e Ferraris. “A diferença é que eu cumpro o que prometo. O Eike não cumpre nada”, diz o empresário. O faro para os negócios também os une. J.C. criou e vendeu diversas empresas ligadas à mineração, como a Bahia Mineração, a Sul Americana de Metais e a GME4. Foi sócio de Daniel Dantas nesta última e o considera um empresário “que cumpre o que promete”. Além disso, detém participação no grupo Votorantim – empresa que considera a mais séria do país. 
Recentemente, em mais uma de suas mirabolantes descobertas, desvendou uma jazida de neodímio na Bahia – que é um dos 17 elementos que compõem o grupo de minerais chamado terras raras, utilizadas na fabricação de aparelhos de alta tecnologia. A descoberta é a primeira do Brasil e, segundo J.C., o território guarda a mesma capacidade de exploração que a região de Batou, na China – atualmente o local onde estão 97% das terras raras do mundo. A capacidade total da jazida pode chegar a 28 milhões de toneladas, na avaliação do geólogo. Se o potencial se concretizar, ele calcula que o valor da reserva pode chegar a 8,4 bilhões de dólares – um patrimônio digno de um bilionário da Forbes. “Mas a Forbes já não me interessa”, diz.
Durante a entrevista, concedida na noite desta quinta-feira, Cavalcanti comparou Eike a "um meninão" que precisa botar a culpa em alguém sempre que um negócio seu não vai bem. "O Paulo Mendonça será a bola da vez, sobretudo depois dessa queda nos preços das ações. Aconteceu algo parecido com o Rodolfo Landim. Ele o contrariou, quis aparecer mais que o Eike, começou a falar demais e foi detonado. Já o Paulo, até pouco tempo atrás, era chamado pelo Eike de Mr. Oil. Não creio que continue assim", disparou. Naquela mesma hora, o conselho de administração da OGX enviava fato relevante ao mercado para comunicar a derrocada de Mendonça, que até então presidia a petroleira.
Como o senhor conheceu Eike Batista? Conheci o Eike há muito tempo, com ele me dando um cheque pré-datado. Estava desenvolvendo uma pesquisa na região amazônica para a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e ele estava envolvido com a exploração de ouro por lá. Quando ele quebrou, quis entrar no segmento de abastecimento público de cidades e criou a empresa Água Certa. A intenção do Eike era criar uma rede de abastecimento de água mineral. Como eu já tinha trabalhado com isso na Brahma, antes da compra da Antarctica, ele me convidou para montarmos esse projeto juntos. A ideia era criar campos de abastecimento de água mineral em todo o Brasil. E eu descobri para ele onde estavam as jazidas de água.
Por que o projeto não deu certo? A parte de licitações se mostrou mais complicada do que esperávamos. Além disso, as estatais de saneamento não queriam abrir espaço para essa iniciativa e ele acabou se desfazendo do negócio.
Quando vocês se desentenderam? Em 2002, descobri uma jazida de minério de ferro em Caetité, na Bahia. O Eike ficou sabendo e me procurou. Para explorar essa área, montamos em sociedade a IRX, que veio a ser o embrião da MMX. Ele detinha 80% do negócio e eu, 20%. Nosso plano previa um alto investimento em pesquisa antes de começar a explorar, mas ele não cumpriu isso. Como era majoritário, tinha de investir algo em torno de 10 milhões de dólares. Mas como o Eike não coloca dinheiro próprio em coisa nenhuma, ficou me enrolando, até que em 2005 o Ministério de Minas e Energia (MME) acabou retirando a licença de pesquisa das terras. Perdemos a jazida. Se ele tivesse cumprido o que prometeu, a exploração teria me rendido cerca de 200 milhões de dólares. 
Se o objetivo de Eike era ter uma mineradora, por que optou por não explorá-la? Ele usou argumentos furados, como, por exemplo, de que não havia infraestrutura para escoar o minério. Ora, quando Carajás foi descoberta, também não havia uma logística adequada. No entanto, quando seu potencial foi conhecido, o governo militar construiu a ferrovia Norte-Sul para viabilizar o projeto. Ninguém investe em infraestrutura antes de conhecer o potencial do minério. Tanto que, no caso da MMX, também não havia logística. Eles estão construindo. Mas até agora, não saiu de lá nem um quilo de minério.
O senhor acompanhou o início da OGX? Sim. Acompanhei desde o início, pois foi na mesma época em que eu ficava muito no escritório dele. Ele pegou relatórios do governo federal, de estatais, como a CPRM, reorganizou-os, mudou a capa, traduziu e foi para o Canadá apresentá-los a fundos de pensão. Com base naquilo, conseguiu levantar 500 milhões de dólares e voltou ao Brasil para participar dos leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Com esse dinheiro, ele conseguiu arrematar as jazidas marginais da Petrobras.
Aquilo que a ANP colocou em leilão não era bom. Não eram as melhores jazidas. Mas ele soube valorizar isso. Trouxe os melhores executivos da Petrobras, a começar pelo Rodolfo Landim, que entendia tudo de perfuração. Vi muitos grandes nomes passarem por lá. Quando ficava sabendo que um profissional estava se destacando no mercado, Eike mandava trazer para a OGX pagando muito bem. Por outro lado, quando o cara não dava o resultado que ele esperava, ele humilhava, colocava apelido, e tudo mais. Parece um meninão.  
O senhor acredita que seja possível extrair os tais 5 mil barris/dia dos poços da OGX, conforme a última previsão da empresa? É possível que sim. Nenhum poço que veio da Petrobras deve render mais que isso. Se a capacidade fosse de 40 mil barris/dia, como ele disse no início, por que a Petrobras iria se desfazer? Não faz sentido. O Eike nunca mexeu com isso antes, não sabe como funciona e pegou jazida com pouca capacidade. Agora ele solta fato relevante para informar cada cheiro de gás que ele sente nos poços.
Por que nenhum investidor contestou os dados dos projetos do Eike, como essa capacidade de 40 mil barris/dia, por exemplo? Isso é porque ele é o queridinho do investidor estrangeiro. Ele tem cara de alemão, fala cinco línguas e é muito cativante. E tem um paizão, que é o senhor Eliezer Batista. Esse sim é um grande homem, um superdotado. Além disso, o Eike é um baita marqueteiro que vendia enciclopédia na Alemanha. E um cara que consegue vender enciclopédia, vende qualquer coisa. Não dá para negar que é muito esperto e consegue conquistar o investidor, o governo, todo mundo. Ele arrematou o terno do Lula em um leilão em São Paulo e, no dia seguinte, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou 150 milhões de reais para que reformasse o Hotel Glória. Ele consegue o que quer.
Mas, teoricamente, quem entende do mercado de óleo e gás não deveria saber dos riscos de uma empreitada como essa? Como ninguém desconfiou da capacidade de um poço descartado pela Petrobras? Pois é, deveria. O problema é que os banqueiros e o mercado financeiro não entendem de petróleo. Não há geólogos trabalhando como analistas, nem engenheiros de minas. Há economistas que não entendem nada desse setor e não acertam nada. Eles entendem de números, indicadores, mas não sabem como as coisas funcionam realmente. 
O senhor tem raiva do Eike? Não, não tenho nada contra ele. Só quero que me pague os 22 milhões de reais que me deve. 
Acredita que ele vai recuperar a credibilidade junto ao investidor? Não sei. Acho difícil. A única coisa que ele produz realmente hoje é um macarrão muito bom no Mister Lam, um restaurante chinês que ele abriu, onde também há um camarão maravilhoso. Encontrei-o lá há um ou dois anos, antes de entrar com a ação na Justiça. Conversamos e ele me disse que ia ultrapassar o Bill Gates. Mas não vai. Acho que o universo vai começar a dar o troco nele. Ele precisa ser mais simples, menos arrogante, prometer menos, ajudar mais. Tanto o Bill Gates quanto o Carlos Slim, o Lakshmi Mittal e o Warren Buffett são homens simples, que dedicam um bom tempo e dinheiro à filantropia. O que o Eike faz? Que hospital ele construiu? O que retribuiu para a sociedade?
O senhor também foi sócio de outro executivo conhecido, Daniel Dantas, do Banco Opportunity. Ele e Eike Batista possuem traços em comum?  Não há comparação. O Daniel Dantas cumpre tudo o que promete. Em todos os negócios que fiz com ele, sempre cumpriu. É um sujeito discreto, reservado e inteligentíssimo. É um dos maiores criadores de gado do país e vai começar a produzir minério em 2014, explorando jazidas no Piauí.
Fonte: Veja.com       / Data:01/07/2012

domingo, 16 de junho de 2013

Quem é a Yishion, a "Zara chinesa" que chega ao Brasil

Loja da Yishion na China
Loja da Yishion na China: rede varejista desembarca no Brasil neste ano
São Paulo – A Yishion, varejista de moda chinesa, que atua no segmento de fast fashion, tem planos de desembarcar no Brasil ainda neste ano. Conhecida como a “Zara do Oriente”, a rede pretender abrir até 500 unidades no país na próxima década e disputar mercado com redes que já atuam há bastante tempo por aqui, como a própria Zara, C&A e a Renner
Inicialmente, uma loja conceito e um centro de distribuição serão instalados na cidade de São Paulo até o fim do ano. “A primeira unidade será aberta dentro de um shopping aqui da capital paulista e os investimentos iniciais devem girar em torno de 10 milhões de reais”, afirmou Paulo César Mauro, porta-voz da Global Franchise, responsável pela vinda da marca para o Brasil.
Segundo ele, a expansão da marca no varejo se dará por meio de franquias e uma unidade da Yishion não deve sair por menos de 1 milhão de reais para os que tem interesse em investir no negócio. A rede está consolidada no continente asiático, com mais de 5.000 lojas em operação e cerca de 50.000 funcionários. Agora, o Brasil foi o país escolhido para a varejista começar a sua expansão na América do Sul.
As lojas da Yishion no país terão cerca de 300 metros quadrados e serão abertas dentro de shopping centers e também nas ruas. A rede tem planos de expansão em todo o território nacional e os preços dos produtos devem ficar na média dos oferecidos hoje pelas principais redes com atuação no país. 
A rede chinesa  tem sede em Hong Kong e já está presente em mais de 20 países. Atualmente, a Yishion conta com 4.000 itens por estação. Por enquanto, as roupas serão importadas das cinco unidades industriais que a companhia possui na China, mas, dependendo da recepção que a marca terá no Brasil, até uma fábrica pode ser construída por aqui para dar conta da demanda. 
Origem
Fundada em 1997 pela indústria têxtil Donguue, a Yishion figura como a maior rede de vestuário do continente asiático. Em 2001, a rede começou sua expansão internacional.  “O que é interessante destacar nesse processo é que os chineses estão começando a criar as suas próprias marcas e expandir para o mundo. Há bem pouco tempo, não era assim que funcionava”, afirmou Mauro.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

“Não tenho medo de levar não” - Blogueira de Moda

A blogueira Camila Coutinho no SPFW ©Felipe Abe
Se você estava em outro planeta quando houve a explosão de blogueiras no Brasil, talvez ainda não tenha ouvido falar de Camila Coutinho ou de seu blog Garotas Estúpidas. Mas é bom guardar esse nome. Aos 25 anos, essa recifense, filha de uma arquiteta e um restauranteur, não brinca em serviço.
O GE foi criado em 2006 para ser um espaço em que Camila poderia conversar com suas amigas sobre moda, beleza e celebridades. Hoje, ele contabiliza cerca de oito milhões de pageviews/mês e virou uma máquina de fazer dinheiro, com mais de 30 anunciantes rotativos mensais. Segundo a blogueira, seu blog é o primeiro desse segmento no país.
Recentemente, o Garotas Estúpidas foi eleito o 4º mais influente do mundo, em uma lista de 99, segundo o ranking Signature 9, que faz sua análise através de dados de popularidade, compartilhamentos em redes sociais, número de pageviews, estilo pessoal dos blogueiros, engajamento e qualidade do conteúdo.
Como comparação, veja em que lugar estão outros blogs famosos:
#84 Hanneli #49 Fashionismo (Brasil) #48 Anna Dello Russo #40 Julia Petit (Brasil) #20 Man Repeller #14 Garance Doré #4 Garotas Estúpidas (Brasil) #2 Advanced Style #1 Sartorialist
Desde que ficou conhecida, já fechou licenciamento de produtos para a Corello (a coleção Corello by Camila Coutinho, vendida nas lojas da marca e no e-commerce) e Pat Bo (segunda linha da estilista Patricia Bonaldi), e recentemente contratou uma assessoria de imprensa para divulgar o seu trabalho. “A Camila tem uma linguagem que envolve informação de moda, pontos de vista e opiniões cheias de personalidade, comportamento. Sempre com senso de humor, é uma garota otimista, de bem com a vida. Ela comunica sinergicamente com o nosso público”, diz ao FFW Carla Silvarolli, diretora artística da Corello.
O próximo passo é contratar uma pessoa com expertise em desenvolver personalidades. “As pessoas já me contratam para ir aos eventos e assinar produtos. Quero fazer com que minha imagem gere dividendos”, conta Camila, em uma conversa durante o SPFW. Nos poucos passos que deu da entrada do restaurante até a mesa onde conversamos, foi parada quatro vezes para tirar fotos. “Sempre fui uma representante na blogosfera, mas de dois anos para cá as pessoas tem me tratado como alguém mais famoso”.
Os números que a acompanham são superlativos: oito milhões de pageviews no blog por mês; mais de 300 mil fãs no Facebook e 240 mil no Instagram. O que faz centenas de milhares de pessoas seguirem e participarem ativamente da vida de uma jovem fã de cultura trash e celebridades, de estilo hi-low, como ela mesmo define? O que Camila tem que faz com que tantas outras meninas se identifiquem com ela? Entre as respostas está o fato de que Camila inclui seus seguidores em seu ambiente, ela parece acessível (e é) e sua forma de se vestir, que mistura peças caras e baratas, marcas exclusivas e de rua, não é inatingível. É uma garota que alcançou o sucesso, mas que poderia ser da sua turma. Com vocês, Camila Coutinho:
Como você começou?
Fiz faculdade de design de moda e tinha tempo livre porque minhas aulas eram à noite. Resolvi criar um espaço na internet para postar e conversar com as amigas e comecei a falar de moda e beleza. Fui o primeiro blog desse segmento.
De onde vem o nome do blog?
O nome vem da música “Stupid Girls”, da Pink, que é uma crítica às celebridades tontas que ficavam sem calcinha. Peguei esse nome para ser um espaço só para garotas onde falamos de assuntos femininos que normalmente os meninos não gostam.
Como são os números do seu blog e das redes sociais?
Atualmente, o blog conta com uma média de 70 mil visitantes únicos por dia. Temos mais de oito milhões de pageviews por mês, mais de 300 mil fãs no Facebook e mais de 200 mil no Instagram.
E os comentários? Você lê todos?
Antes do Instagram tinha de 200 a 500 por post, hoje é uma média de 100, 150. Os acessos hoje são muito mobile. Mas eu aprovo um por um. Antes era uma área aberta, mas rolava muito barraco.
Quando ocorreu o primeiro boom?
Foi muito devagar. Sempre fazia credenciamento do SPFW e nunca era aceita. Cobria pela revista “RG” através de contatos de amigas blogueiras. Fui estudar em Nova York e saí no ranking da “Vogue” francesa dos 45 blogs que mereciam ser visitados. Então pensei: “Pô, se eu não for credenciada agora, aí eu desisto”. (risos). Isso ocorreu há quatro anos. Antes era clandestina, agora sou oficial.
Quanto custa um anúncio no seu blog?
Temos anunciantes fixos com pacotes semestral e anual. Por mês temos cerca de 30 a 40 anúncios. O anunciante quer conteúdo e temos muita demanda. Os nossos publiposts são sinalizados e sempre busco parceiros de muito tempo, como Corello, PatBo, O Que Vestir… Bolo ações especiais para as marcas, dou ideias, faço mailings. (Camila não quis revelar os valores de suas ações, pois cada uma é pensada de um jeito e tem um valor, mas segundo fontes ouvidas, um publipost pode sair em torno de R$ 10 mil)
Você é paga para usar roupas?
Sim, temos essa opção no Mídia Kit. Mas todas as marcas que solicitam isso passam antes pelo meu crivo pessoal.
Caixas e caixas: alguns dos presentes recebidos por Camila ©Reprodução Facebook Garotas Estúpidas
Como funciona a questão de licenciamentos?
Eu assinei uma linha para a Corello de nove ítens quando abriu a primeira loja da marca no Nordeste. Para a Corello fiz duas campanhas, em 2010 e 2011. Além disso, teve a linha assinada no final de 2012; eles fizeram produção extra para prolongar a venda online, pois nas lojas as peças se esgotaram. Para a Pat Bo, fiz a primeira campanha da marca, em 2012. Agora tenho em vista um licenciamento de maquiagem e quero fazer algo com uma loja mais pop.
Como você fez para entender o processo comercial quando o blog estourou?
Meu pai me orienta muito. Com dois anos de blog eu já tinha dois mil acessos por dia. Ele me alertou na parte do registro do nome, na abertura de uma empresa. Passei anos fazendo tudo sozinha, cobrando, emitindo nota fiscal…
Eu não tinha parâmetro e inventava valores no início. Quando os pedidos de anúncios tornaram-se frequentes, fui à agência de um amigo ter uma aula e montei minha própria tabela. Hoje outras blogueiras me consultam sobre isso.
Quem são seus concorrentes?
Qualquer blog com boa audiência acaba sendo concorrente, mas não vejo ninguém fazendo nada na mesma abordagem que eu. Trabalho com marcas grandes, como Nextel, até marcas mais populares, como Marisa.  Eu sou o que vivo. Hoje, por exemplo, estou de Colcci e Gucci e meu short é de uma marca desconhecida do Sul.
Por que todas as blogueiras vão ao salão do Proença?
Ele é muito bom e faz marketing pessoal. Ele promove as meninas, além de ser o melhor baby liss da cidade. Imbatível.
O que você acha da polêmica iniciada por Suzy Menkes, que diz que a moda virou um circo?
Não tem nada a ver. Fui para a porta da Chanel e perguntei pro Sartorialist qual a importância do street style na moda. Scott disse que ele só complementa e quanto mais gente interessado em moda tiver, melhor. Se a pessoa não está a fim de ver aquilo, passa direto e entra na sala. Esse é o momento atual. É um interesse que acendeu e vai ficar sim.
Mas não há muita futilidade nesse meio?
Se a menina tem audiência, ela criou uma personagem interessante. Ela tem esse mérito. O que a Kim Kardashian tem? Ela não sabe cantar, não sabe desfilar, mas tem algo interessante, assim como a Paris Hilton. Elas criaram um produto que são elas. “Big Brother” é um momento de relax. Você se distrai de alguma maneira. Não precisa ter tanto conteúdo pra se distrair.
O que acha de blogueiras como a Shame, que também é popular na internet, mas de uma maneira mais crítica?
Eu acho que ser crítica, principalmente com bom humor, exige uma dose de bom senso elevada, porque até pra fazer uma boa sátira é preciso ter limites! Adooooro essa coisa da ironia e não me levo tão a sério (tanto que criei uma sátira de mim mesma com os vídeos da Tarsila Marinho, mas a crueldade gratuita anônima é uma das coisas chatas da internet! + Leia aqui nossa entrevista com a blogueira Shame
Qual a sua opinião sobre as confusões éticas geradas por publiposts sem sinalização?
Acho que é um mercado que cresceu muito solto e que começou a se “organizar” há um ano, mais ou menos. Como um veículo “novo”, nessa fase mais profissional, está criando seu manual de conduta de maneira bacana, sinalizando o conteúdo publicitário do seu jeito. Assim como fazem as revistas, o rádio, os programas de TV e as novelas, cada um a sua maneira. Acho natural que, em um mercado enoooorme em que se começa amador, em alguma parte do caminho, haja alguns tropeços. Mas nada que não se possa entender e organizar, como já está acontecendo há um tempo.
Onde quer chegar?
Nessa temporada, acho que meu blog ganhou muito respeito. As portas estão abertas. Quero me fortalecer como Camila e com a marca GE.
Qual a sua estrutura hoje?
Trabalho em home office, tenho uma colunista de beleza, duas pessoas no comercial, uma no financeiro, uma assessoria de imprensa e também contrato frilas. Cada um trabalha na sua casa.
Quais blogs você lê?
Papel Pop, de celebridades.
Qual a coisa mais chata que alguém já falou de você?
Que meu joelho era de porco.
Já está rica?
Estou muito bem para 25 anos. Comprei meu carro com meu dinheiro e viajo muito com o blog. Eu era uma menina que vivia de mesada. Hoje ganho meu dinheiro e compro na Gucci ou na Renner e isso faz com que eu me comunique com mais gente. E no site dou os exemplos de como colocar isso em prática.
Como você se vê?
Sou uma personalidade. Falo em primeira pessoa todos os dias, sou um veículo e uma personalidade. E não tenho medo de levar não.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Afinal, quem é o culpado dos problemas na empresa?



Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor, ao se deparar com problemas do dia a dia, tem uma tentação em investigar o culpado e não a sua causa.
Concordo que o culpado deva até ser punido, ou melhor, orientado, para o problema não voltar a ocorrer, mas será que o culpado é mesmo quem se apurou? Ou seria a desorganização da empresa?
Vejamos algumas vivências para reflexões:
          - o pedido de venda foi cancelado devido ao atraso na entrega, então a produção é punida. Será que a causa é a produção? Poderia ser devido à falta de conhecimento de quanto tempo se leva para produzir ou executar o serviço? Poderia ser devido à falta de conhecimento do acumulo de trabalho? Poderia ser devido à uma negociação mal feita? Poderia ser por falta de recursos materiais ou humanos? Poderia ser a falta de comunicação interna entre os departamentos da empresa? Poderia ser por falta de expertise? Qual seria a verdadeira causa?
          - Quebrou-se um equipamento de trabalho, então o funcionário que quebrou é punido. Seria a causa da quebra a pressão psicológica para cumprimento do prazo? Seria devido à ameaça para se ter qualidade no produto ou serviço? Seria por falta de um plano de manutenção preventiva do equipamento quebrado? Seria pela falta de controle de todos os usuários do equipamento que culminou na quebra com o último usuário? Seria a qualidade do equipamento na busca de preço de compra mais baixo? Seria a falta de treinamento do usuário para a utilização do equipamento? Qual seria a verdadeira causa?
          - O departamento comercial não consegue desenvolver novos clientes ou aumentar as vendas, então a equipe de vendas é punida. Seria a causa a falta de condições de trabalho da equipe de vendas? Seria a causa o alto preço de venda devido à desorganização da empresa que gera um elevado custo para a produção do bem ou serviço? Seria a falta de divulgação da marca, produto ou serviço para o público alvo? Seria a falta de treinamento da equipe de vendas para ter melhor conhecimento do produto ou serviço? Seria a falta de treinamento da equipe para fechar negócios? Seria a história negativa que a empresa construiu ao longo do tempo e não tem feito nada para reverter? Qual seria a verdadeira causa?
Caro empreendedor, vejo com muita frequência os meus clientes querendo resolver seus problemas administrativos num passe de mágica, como se a causa fosse um funcionário específico, percebo que ao trocar um determinado funcionário o problema persiste, qual seria a verdadeira causa? Será que não está na hora de se fazer um reflexão no atual modelo de trabalho? Afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.

NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS
Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
www.consultoriaplanecon.com.br
edson.oliveira@consultoriaplanecon.com.br