quinta-feira, 21 de abril de 2011

ONG Denuncia Marcas de Jeans que Usam Técnica de Lavagem Prejudicial à Saúde

 Várias marcas de confecção de roupas, tanto de luxo como populares, continuam utilizando uma técnica de jateamento de areia para desgastar calças jeans apesar das graves consequências existentes para a saúde dos funcionários responsáveis pela produção.

A denúncia foi feita nesta quinta-feira pela ONG Declaração de Berna, que em ocasião do Dia Mundial da Saúde lançou a campanha Roupa Limpa para exigir que as empresas do setor têxtil parem imediatamente de produzir esses "jeans" desgastados.

Esta ONG suíça - conhecida por entregar todos os anos um prêmio às empresas mais irresponsáveis em questões ambientais - denuncia que a técnica de jateamento de areia é muito perigosa para os operários.

O principal problema causado por esta técnica é a silicose, uma doença sem cura que afeta os pulmões e que avança "a uma velocidade nunca observada em outros setores de produção", assinala a ONG.

Por isso, a campanha Roupa Limpa pressiona desde o ano passado as empresas do setor têxtil para que proíbam esta técnica.

Cerca de 20 marcas já se comprometeram a parar de usar esse método na produção, entre elas algumas famosas como Benetton, C&A, H&M, Levi's e Mango.

No entanto, uma grande parte das marcas de luxo ignora este pedido, com exceção da Gucci, que se comprometeu a proibir essa técnica e a estabelecer um sistema de vigilância em coordenação com os sindicatos locais dos países de origem dos trabalhadores.

No entanto, lamenta a Declaração de Berna, muitas outras marcas ainda não deram resposta, como Armani, Dolce&Gabbana, Roberto Cavalli e Versace.

A marca New Yorker, presente em 31 países com 842 lojas, rejeitou categoricamente eliminar a técnica de jateamento de areia.

"É simplesmente escandaloso que uma empresa como a New Yorker continue conscientemente colocando em perigo a vida de seus operários e que marcas de luxo, como a Armani, sigam ignorando nossas exigências", assinalou Christa Luginbuhl, coordenadora da campanha Roupa Limpa.

"As empresas do setor devem renunciar definitivamente a este tipo de técnica e assumir suas responsabilidades com os vários trabalhadores que já estão doentes", acrescentou.

Os primeiros casos de silicose causados por esta técnica foram reconhecidos na Turquia: dois jovens que morreram com 18 e 19 anos e que tinham começado a trabalhar com a técnica aos 13 e 14 anos.

Na Turquia já foram registradas 46 mortes por silicose e mais de 1,2 mil pessoas estão doentes.

Em Bangladesh, a indústria dos jeans está em plena expansão e a situação é quase comparável a da Turquia, assinala a ONG.

Fonte:correiodoestado.com.br





China Blue

Domingo, 20 de março de 2011 - 20h00CHINA BLUE(Micha X. Peled / 2005 / EUA)Filmado clandestinamente, sob condições difíceis, este é um relato do que tanto a China quanto as empresas varejistas internacionais não querem que vejamos – como realmente são feitas as roupas que compramos. “China Blue” nos leva para dentro de uma fábrica de jeans, onde duas garotas, Jasmine e Orchid, tentam sobreviver no ambiente inóspito do trabalho. Suas vidas cruzam a do outro protagonista do filme e dono da fábrica, o Sr. Lam. Possibilitando perspectivas das classes alta e baixa da hierarquia da fábrica, esse filme traz para o nível humano questões complexas da globalização.Como milhões antes dela, Jasmine deixa sua aldeia natal para se empregar numa fábrica distante. Seu entusiasmo inicial por poder ajudar a família desaparece rapidamente diante das longas horas de trabalho e dos atrasos no pagamento. Seu único consolo é a grande amizade de suas colegas. Para receber novas encomendas de compradores ocidentais, Lam precisa concordar com preços extremamente baixos e um prazo de entrega muito curto. Para que o acordo funcione, ele corta o pagamento das operárias e exige que Jasmine e suas amigas trabalhem sem parar. Para não serem multadas por adormecer no trabalho, as operárias mantêm seus olhos abertos prendendo pregadores de roupa nas pálpebras. Quando a resistência das operárias chega ao limite, o único recurso é uma greve, o que é ilegal na China.“China Blue” pinta um retrato matizado, terno e comovente da vida diária das jovens operárias que fazem nossas roupas. Também faz um relato atualizado e alarmante das pressões econômicas aplicadas pelas empresas ocidentais e suas consequências humanas.Suas compras nunca mais serão as mesmas depois que você conhecer Jasmine e Orchid. Produzido por Teddy Bear Film em San Francisco, em associação com o ITVS. Subvencionado pela Corporation for Public Broadcasting, pelo Sundance Documentary Fund e pela NAATA.

link: http://www.tvcultura.com.br/culturadocumentarios/blog/33936ASSISTA NO YOUTUBE:China blue -

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Software online detecta falhas em currículo

Sistema gratuito avalia quais as chances de seu currículo ser ignorado - ou não

Programadores criam algoritmo que analisa eficiência de um currículo; serviço online é gratuito

São Paulo – Você já pensou duas vezes antes de encaminhar um e-mail para um recrutador? Seja pela possibilidade de cometer um dos erros fatais – sem perceber – ou não ter elaborado um currículo realmente convincente, a hesitação, às vezes, impera.

A empresa americana RezScore promete colocar um ponto final nesse frio na barriga. Gerrit Hall, CEO da companhia, criou um sistema capaz de analisar automaticamente as palavras e o formato do currículo para avaliar sua eficácia.

Para usar o aplicativo, disponível online, basta fazer o upload do seu currículo (em inglês) e clicar em “Get your RezScore”.

No minuto seguinte, o site fornece notas para seu currículo em itens como objetividade, impacto e profundidade. Além disso, o sistema lista as palavras mais fortes usadas do documento bem como algumas dicas para melhorá-lo. Confira:

Tecnologia

 Por trás desse sistema, está um algoritmo que combina uma série de recomendações de especialistas em recrutamento e diretores de RH sobre currículos com cálculos sobre com análises estatísticas e processamento de linguagem.

A análise automática do currículo é gratuita.

A empresa também oferece um pacote de “reconstrução” do currículo que prevê correção gramatical, escolha de palavras mais fortes e melhoria do formato. O custo é de 49,95 dólares e o novo currículo é entregue em até três dias úteis.

Uma versão mais robusta desse pacote sai por até 99,95 dólares. Nesse caso, o candidato recebe um currículo que segue regras de SEO (para se tornar relevante nos sistemas de busca), além de análise de palavras chave e escolha de termos mais focados em negócios.

Por enquanto, o sistema só é disponível para currículos em inglês.


 
FONTE:Estadao.com.br

Exemplo de luta marca missa de 7º dia de Alencar

São Paulo - Parentes, amigos e políticos estiveram reunidos hoje, na Catedral da Sé, na capital paulista, para celebrar a missa de sétimo dia do ex-vice presidente da República José Alencar. Ao longo da cerimônia, que teve início por volta do meio dia, familiares e autoridades políticas destacaram o exemplo de luta pela vida como o grande legado do empresário. "A figura de José Alencar é uma referência e nos deixa uma lição: o apreço pela vida e a crença em Deus, que nos dá mais vida", afirmou o arcebispo de São Paulo, o Cardeal Dom Odilo Scherer, que celebrou a missa.

A missa de sétimo dia de Alencar contou com a participação de inúmeras autoridades e empresários. Entre os presentes na cerimônia estavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, Marisa Letícia, os senadores Eduardo Suplicy e Marta Suplicy, o ex-governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o deputado federal Paulo Maluf.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, esteve representado no evento pelo secretário especial de Direitos Humanos, José Gregori, enquanto que o secretário-geral da presidente da República, Gilberto Carvalho, representou a presidenta Dilma Rousseff, que está em viagem ao exterior.

Lula acompanhou a cerimônia ao lado da viúva Mariza Gomes da Silva e do filho de Alencar, Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas, sentados na primeira fila. Os netos do ex-vice-presidente participaram da liturgia da missa realizada na Catedral da Sé, que estava praticamente lotada. Ao final da celebração, que teve duração aproximada de 1h30, o ex-presidente falou rapidamente com a imprensa sobre Alencar. "É sempre muito triste lembrar que perdemos um companheiro como o Alencar", afirmou Lula, recém-chegado de uma viagem dos Estados Unidos.

Respeito

A missa foi marcada por um tom de profundo respeito ao que representou a figura de Alencar no meio empresarial e político. Em seu discurso, Gregori destacou o "testemunho de equilíbrio e moderação política" do ex-vice presidente, lembrando a condecoração concedida por Kassab no dia do aniversário de São Paulo deste, em 25 de janeiro, por seu exemplo de vida e luta contra o câncer. "Alencar é o exemplo de que é obrigação lutar pela vida, mas que é uma obrigação religiosa de não se conformar com os destinos de Deus", afirmou o secretário da prefeitura de São Paulo.

Além de ressaltar o "sentido de humanidade" de Alencar, o secretário-geral da presidência da República lembrou a "relação extraordinária" com o ex-presidente Lula. "O apoio nas horas difíceis foi fundamental para que a missão desses oito anos de governo fosse realizada", disse Carvalho. Ponto comum nos discursos de Carvalho e Gregori, foi pedido para que o exemplo de vida de Alencar fosse lembrado que para que se não repetisse o massacre de Realengo (RJ), onde 12 crianças foram brutalmente assinadas após um homem invadir uma escola.

No momento de maior emoção da celebração, o filho de Alencar, Josué, discursou no altar da Catedral em nome da família, agradecendo as manifestações de carinho de diversas áreas da sociedade para com o seu pai.

"Lembrar de José Alencar é tornar presente um conceito que ele nos ensinou sempre: o importante na vida é poder voltar, sob o qual edificou sua vida como empresário e político. A solidez dessa construção pode ser medida na generosidade das manifestações", disse o presidente da Coteminas, emocionando os netos do ex-vice presidente e a viúva. Alencar morreu no dia 29 de março, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, vítima de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutou por mais de 13 anos contra a doença.

sábado, 9 de abril de 2011

Elegância sob medida - Ofício de alfaiate se renova

Ofício de alfaiate se renova com investimento em franquias, butiques mais modernas e conquista clientela mesmo durante a crise


A morte da roupa feita sob medida já foi anunciada, alardeada e dada como certa – desde que os americanos teimaram em desenvolver algo mais prático e condizente com os “modernos” anos 60. Nascia o “ready-to-wear” (ou prêt-à-porter, para quem preferir) que fazia a roupa manufaturada e personalizada ser coisa de gente careta e sem imaginação. E, nessa toada, o ofício de alfaiate parecia, com o tempo, que iria desaparecer. Parecia. Os ventos agora sopram em outra direção.
O estouro da crise financeira mundial teve consequências para a moda. Uma delas foi o retorno do gosto por roupas clássicas, de qualidade e que durem mais do que uma estação. No mundo pós-crise, voltou a ser chique ter um costume (duas peças) ou um terno (três peças) feito com exclusividade e, por isso, com vida longa no guarda-roupa.
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João Carlos Camargo, da Camargo Alfaiataria, é um dos profissionais que assistem ao renascimento do metiê.
Até 2015, o projeto é chegar a 30 lojas em todo o Brasil, por meio de pontos de venda próprios e de franquias
“No auge da crise, ganhei clientes que queriam estar bem vestidos, pois entendem o poder de uma roupa elegante”, diz o alfaiate João Carlos Camargo. Ele é um dos profissionais que já sentem os ares de mudança e preparam suas estratégias para atender à demanda que cresce não apenas aqui, mas no mundo todo. “Eu atendo clientes que agora começam a levar os filhos para fazer roupa comigo”, diz o profissional. E a razão para essa redescoberta do metiê?  “A gente vende confiança”, resume Camargo.

Nesta nova etapa da profissão, os números animam. Camargo, por exemplo, viu sua produção de 100 ternos por mês dobrar, do ano passado para cá. Com duas lojas em São Paulo e uma em Brasília, Camargo tem planos ousados. “Meu projeto é, até 2015, quando a marca completar dez anos, ter 30 lojas espalhadas pelo Brasil”, revela o alfaiate. O próximo passo é partir para a franquia da grife Camargo Alfaiataria e conquistar mercados.
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Ricardo Almeida: um dos mais conhecidos do setor, o estilista reforça treinamento de gerentes e planeja abrir mais três lojas
Com mais tempo de mercado, o estilista Ricardo Almeida, 55 anos, ainda é tido como referência de elegância masculina no Brasil – foi ele o responsável pela repaginada no visual do presidente Lula, há alguns anos. Almeida também vem colocando em prática sua meta de expansão. Atualmente, tem quatro lojas em São Paulo e uma em Brasília, no recém-inaugurado Shopping Iguatemi.
No cronograma ainda estão uma butique no Fashion Mall, no Rio de Janeiro. “Até o final do ano, quero abrir outras duas unidades, ainda sem local definido”, conta o estilista. Nas butiques é possível encontrar ternos e costumes prontos, semiprontos ou, ainda, ter as medidas anotadas para uma roupa exclusiva sob medida. Tudo isso para satisfazer a clientela exigente, Almeida investiu no treinamento de gerentes, que têm formação de alfaiates. A produção de um único terno demora até 45 dias.
O preço pode variar de R$ 2 mil  a R$ 20 mil, conforme o tipo de tecido – que muitas vezes é importado da Inglaterra e da Itália. Opções mais em conta podem ser encontradas nas duas lojas da Alfaiataria Paramount, em São Paulo. Lançado em 2007, esse modelo de negócio do grupo têxtil Paramount foi criado para funcionar nos moldes das casas especializadas de antigamente, mas com uma pegada mais moderna, pensada para atrair os jovens. Para começar, os preços são mais acessíveis.
Um costume semipronto custa a partir de R$ 1.580. Um modelo sob medida, a partir de R$ 2.170. A alfaiataria também comercializa camisas feitas sob medida, blazers, gravatas e outros acessórios masculinos. “De todos os ternos vendidos por mês, 60% são feitos sob medida”, informa a empresa, cujos planos incluem a abertura de novos pontos de venda. Prova de que a elegância entrou de vez na lista de prioridades do executivo contemporâneo.


FONTE: ISTO É DINHEIRO



Cianorte, a capital do vestuário

No início da década de 1990 começou a despontar em Cianorte um mercado segmentado, o da confecção, e, tanto o empresariado como o poder público investiram alto no setor. Hoje, passados vinte anos, a vizinha cidade ostenta os louros de Capital do Vestuário consagrada como um cada vez mais crescente pólo da indústria têxtil nacional. São nada menos que 450 empresas confeccionistas e mais de 600 grifes atendendo ao consumidor atacadista, que criaram inclusive a Rua da Moda, onde estão centralizadas mais de 350 lojas, além de outros três centros varejistas que atraem compradores de todo o Brasil. Muitas grifes famosas são produzidas em Cianorte.

Paradoxalmente, Umuarama viu surgir naquele mesmo período um grupo de confeccionistas e um mercado promissor, mas, o passar dos anos comprovou que o movimento entrou em marcha lenta, enquanto que Cianorte pensava grande, investia, incentivava empresários e industriais e, finalmente chegou a conquistar notoriedade nacional, ao ponto dos cofres do município ser engordados com uma espantosa carga anual de impostos.


Em Umuarama, a confecção não deu saltos grandiosos como em Cianorte, mas não desapareceu e aqueles que sobreviveram hoje são bem sucedidos empresários. Mas, se houvessem incentivos maiores por parte do poder público e mais senso de corporativismo e empreendedorismo do setor, acredito que hoje teríamos um parque têxtil de poderoso potencial.

Vale frisar que Umuarama, depois do ciclo da cafeicultura, encerrado melancolicamente com a terrível “geada negra” de 1975, foi seguido pela pecuária. E, mais recentemente, por diversas culturas agrícolas. O comércio, por sua vez, cresceu mas dividiu-se nos mais variados segmentos e não procurou se fortalecer num alvo específico, como foi o caso de Cianorte, que apostou na indústria do vestuário.

Se tivesse seguido os exemplos, apenas para ser mais específico, do ensino privado e da medicina, que despontam absolutos como referências para Umuarama, o município teria outras frentes com alto poder de geração de renda e divisas. Umuarama tem de tudo, é diversificada comercialmente, mas não possui uma força específica em ramo comercial, industrial ou agrícola que se nivele com o da confecção em Cianorte. Com exceção, é claro, da construção civil e comércio de imóveis, que saboreiam tempos de fartura antes nunca vistos.

Mas, aí já é uma outra história...

FONTE: www.ilustrado.com.br



Como respeitar as regras de etiqueta do e-mail corporativo

Veja 6 sugestões para ter um bom uso da ferramenta no trabalho.

Ao escrever um e-mail profissional, não esqueça a discrição e evite excessos

Assim que sai da caixa de saída, o e-mail corporativo envia não somente informações importantes sobre as funções ou negócios a que diz respeito, como também diz muito sobre o remetente da mensagem. Estilo de escrita, formas de agradecimento e o bom uso da ferramenta transmite ao destinatário impressões sobre a personalidade de quem envia o e-mail.

“Tudo o que está vinculado ao profissional no ambiente de trabalho o representa, por isso é importante que a pessoa sempre passe uma imagem de credibilidade e comprometimento”, explica Romaly Costa, consultora de etiqueta empresarial.

Mesmo que parte da comunicação entre colegas de trabalho ou com clientes e colaboradores seja feita, hoje, também por mensagens instantâneas e telefones - e há quem use as redes sociais, o e-mail ocupa boa parcela da rotina de trabalho. Veja algumas regras de etiqueta que indicam um bom uso do e-mail corporativo:

1. E-mail corporativo só para trabalho

O e-mail trocado tem conteúdo que pode ser lido pelo seu chefe? Se a resposta for não, ele deve sair do endereço de e-mail pessoal. “Assim como as demais ferramentas de trabalho, o e-mail corporativo deve ter uso restrito para assuntos profissionais”, explica Ruth Bandeira, diretora da De Bernt Entschev Human Capital.

A diretora desencoraja o uso do e-mail corporativo para críticas ou fofocas. “Hoje em dia, o e-mail tomou o lugar do ‘cafezinho’ e as pessoas já não precisam mais levantar para comentar determinado assunto, usando o e-mail profissional para isso”, diz Ruth.

A má utilização do e-mail do trabalho pode ser causa de demissão. “É cada vez mais comum o vazamento de informações via e-mail ou mídias digitais que podem causar danos à empresa”, explica a advogada especialista em Direito Digital, Cristina Sleiman.

2. Diga sim à concisão

Ir direto ao ponto o mais rápido possível, sem deixar de fora o que é essencial. A sugestão parece fácil, mas nem sempre é lembrada na hora de explicar ao cliente um assunto delicado ou descrever um procedimento no trabalho.

No meio de tanta a coisa a ser resolvida, os e-mails mais claros e objetivos são mais eficazes para transmitir a mensagem desejada e evitam o desperdício de tempo.

3. Abraços, abs ou bjo?

A comunicação profissional deve ser, de preferência, clara e sem abreviações. Isso significa que o uso de “vc” para “você” ou “qdo” para “quando”, por exemplo, pode ser evitado.

“As abreviações podem até facilitar quando são usadas em intranet, como em sistemas de mensagens instântaneas corporativo, mas as palavras devem ser, de preferência, escritas completas nos e-mails”, sugere Ruth.

No caso de finalizar uma mensagem, a forma de cumprimento “obrigado (a)” é o mais indicado pela consultora. Para Ruth, quando há um pouco mais de intimidade, o “abraço” ou “abs” pode ser utilizado, mas o “beijo” ou “bjo” deve estar restrito ao círculo pessoal.

4. Não tropece nos erros de português

Na dúvida, cheque sempre um dicionário e não arrisque a sua credibilidade por conta de uma cedilha ou letra trocada. Como em qualquer outro texto, a capacidade de escrita do profissional está sendo analisada no e-mail, por isso a necessidade de sempre respeitar as regras gramaticais e o uso de vírgulas.

O uso coloquial do português nem sempre cai bem em uma mensagem relacionada à rotina de trabalho. “E as gírias e palavrões estão proibidas em e-mails profissionais”, alerta Ruth.

5. Cuidado com o botão “enviar”

Um clique dado por engano e o e-mail é enviado pela metade ou com informações incorretas. Na hora de escrever, é importante checar com precisão as informações para ter certeza de que elas serão enviadas da forma desejada.

Da mesma forma, cuidado com o envio de mensagem ao destinatário incorreto. Uma dica que pode ajudar muita gente é deixar o campo “Para” para preencher após a escrita do texto, o que pode prevenir um e-mail enviado antes da hora.

6. Enfeites no e-mail podem ir para a lixeira

Nem sempre é fácil expressar a emoção desejada em uma mensagem apenas com palavras. No caso de e-mails profissionais, no entanto, não caia na tentação dos emoticons.

O uso de emoticons, variações de fonte, cor - e há quem use papel de carta para e-mail - pode afetar a percepção do destinatário sobre a credibilidade e profissionalismo de quem escreveu o e-mail.

“Mensagens com muitos enfeites podem até mesmo ser barrados pelo próprio filtro de spam do e-mail ou ir direto para lixeira sem ser lido”, diz Ruth. Para a consultora, discrição, bom senso e elegância são uma boa pedida.

6. E-mail de despedida sem muitas emoções

A saída de uma empresa pode ser um momento delicado para o profissional e o ideal é evitar se expôr demais por e-mail. “Assim como a primeira impressão, a despedida do trabalho precisa ser a melhor possível, com discrição, educação e pontos positivos”, sugere Ruth.

Expressões como "foi bom enquanto durou" ou sentimentalismos devem ser evitadas por se tratar de um e-mail profissional. No caso de uma despedida mais pessoal de pessoas próximas no trabalho, o ideal é que seja feito pelo e-mail pessoal.

Deixar os contatos, ser conciso e não demonstrar ressentimentos mantém o networking e evita desgastes. “É de bom tom também mandar um e-mail geral e não apenas para algumas pessoas, assim como não sair sem se despedir”, indica a consultora.



No caso de profissões da área comercial ou de contato direto com clientes, vale também consultar a chefia para se despedir e indicar quem assumirá o lugar.




Fonte:exame.abril.com.br

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O e-mail marketing está com os dias contados

Especialistas derrubam teorias que põem em dúvida a efetividade da ferramenta

E-mail marketing: empresas devem cuidar para não mandar mais do que um e-mail por semana para clientes

Rio de Janeiro - Algumas teorias põem em dúvida o prazo de vida do e-mail marketing. Será que ele vai acabar? Os dados de empresas especializadas no assunto como Virid e Dinamize desmentem as previsões e mostram um crescimento exponencial da ferramenta. Por ano, este tipo de ação de marketing cresce cerca de 150% e atinge os consumidores em estratégias de relacionamento e promoção.

As empresas investem cada vez mais em ações com esse formato, como nos casos da Wine e da Lopes, que trabalham desta forma para se aproximar de seus consumidores. As marcas destinam parte do faturamento à utilização da plataforma e não acreditam na sua extinção.

Um dos motivos para o crescimento do e-mail marketing é o fato de que a maior parte da população está conectada por conta do barateamento da banda larga e do aumento do número de smartphones.

A previsão é que nos próximos três anos esta e outras ferramentas expandam ainda mais a presença na internet “É preciso acabar com a ideia de que para uma mídia existir, outra tem de sumir. O Google, o e-mail marketing, o chat corporativo, tudo isso vai crescer”, diz Jonatas Abbott, diretor executivo da Dinamize.

Informal x Forma
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 Dinamize envia cerca de 200 milhões de e-mails por mês. O número é alto, mas tem pouco destaque quando comparado a empresas norte-americanas que chegam a enviar oito bilhões. A ferramenta é utilizada pelas marcas de maneira pró-ativa, visando ampliar o relacionamento e fazendo promoções.

As teorias que envolvem o fim do e-mail marketing estão diretamente relacionadas às mídias sociais, que são mais informais e disseminam as informações com mais rapidez. Contudo, os especialistas afirmam que o e-mail tem características únicas e funciona com a identidade do consumidor na internet.

O principal uso é para trabalho e até para entrar em uma rede social é preciso dar seu endereço eletrônico para cadastro. “As marcas já descobriram que as pessoas não ficam no Facebook o tempo todo, mas a caixa postal está sempre aberta”, afirma Jonatas.

O e-mail agrega valor às redes sociais que, por sua vez, aumentam o consumo de e-mail marketing. As ferramentas se somam e ampliam o número de contatos. “Tudo o que dizem está relacionado à conversa informal de e-mail. Estas sim perderão espaço para as redes sociais pela rapidez e informalidade. Na minha visão, é muito difícil o e-mail marketing acabar pelo potencial que representa para as empresas e por não encontrar outra ferramenta que o substitua”, diz Walter Sabini Junior, CEO da Virid.

Outra característica marcante do e-mail marketing é o fato de ser uma forma de comunicação barata. O custo para enviar um milhão de e-mails é baixo e a eficiência grande. Esse também é um dos motivos para o crescimento. Já a má fama do e-mail marketing está atribuída ao mau uso feito por algumas empresas e aos spans. Quando bem trabalhado, o canal é relevante.

Porta a porta online

Um exemplo de marca que investe no setor é a Wine, que vende seus produtos exclusivamente pela internet e utiliza o e-mail marketing como ferramenta principal de relacionamento com o consumidor. A marca classifica a iniciativa como um "porta a porta online" que já conta com 35 mil endereços eletrônicos cadastrados. "Das pessoas que recebem o e-mail, 70% compram no site. A taxa de conversão media é de 6% e em dezembro chegou a 20%”, diz Aloisio Sotero, diretor de marketing da Wine.

Outro exemplo são os sites de compras coletivas que investem fortemente nesta ferramenta. Os consumidores se interessam em receber as promoções, mesmo que não comprem. A classe C, por exemplo, vê no e-mail marketing uma forma de acompanhar as novidades de maneira cômoda. Este segmento pode ficar seis meses sem comprar, mas se mantém informado sobre preço e produto.

"Nem todos os sites de compras coletivas é que não vão durar muito. Há 10 anos, os sites de leilão eram febres e hoje não temos nenhum. Nem o Mercado Livre pode ser considerado um deles, é de compras”, afirma Marcelo Sant'Iago, consultor da VIRID Interatividade Digital.

Cuidados para não errar

A Lopes também investe na ferramenta e não acredita na extinção do e-mail marketing. A decisão de utilizar o e-mail marketing ocorreu por ser um canal rápido de comunicação com os clientes para garantir que ficassem sabendo sobre o início da venda de um produto. “Também queríamos enriquecer o relacionamento e esta ferramenta cobre a deficiência de comunicação, já que o consumidor pode retornar o e-mail com alguma dúvida”, diz Arthur Sindoni, gerente executivo de gestão de clientes e gestão de processos de negócios da Lopes.

O retorno em vendas é positivo. Cerca de 6% do faturamento é gerado a partir do e-mail marketing. Mas é preciso certas precauções para não prestar um desserviço. A empresa toma o cuidado em não mandar mais do que um e-mail por semana para os clientes. “São cerca de três milhões por mês, sendo que cada endereço recebe apenas dois durante o período”, diz Sindoni.

O que você precisa saber antes de fazer negócios com a China

Veja 6 dicas para se relacionar com o principal parceiro comercial do Brasil

São Paulo – Esqueça todos os métodos para lidar com mercados no Ocidente. Com a China como o principal parceiro comercial do Brasil, a ordem agora é mergulhar nos mistérios culturais desse gigante oriental e aprender a fazer negócios de uma maneira diferente do que a vigente até agora.

Chinês em celebração típica: vá além dos dados econômicos para fazer negócios com a China

EXAME.com consultou especialistas em relações com a China e mapeou alguns conceitos básicos sobre a lógica cultura e de negócios do país.
Confira:

1. Os chineses querem parceiros, não só negociadores

Enquanto no Ocidente (via de regra) a atenção é toda voltada para os negócio em questão, na China, a regra é observar atentamente o contexto em que a operação se dá – e isso significa entender detalhes até sobre o interlocutor em questão.

Em outras palavras, negócios na China é quase sinônimo de relacionamentos. “Para eles, fazer negócios não significa apenas trocar dinheiro por mercadoria”, afirma Suzana Bandeira, da BG Cultural. “Eles querem conhecer você para além do blábláblá comercial”.

Na prática, aguarde horas de conversação e momentos um pouco mais informais, como almoços e jantares de negócios. Mas esteja preparado para tratar de assuntos que, a princípio, parecem pouco pertinentes para o negócio em questão.

2. Os ritmos são diferentes

A típica máxima dos mercados ocidentais “tempo é dinheiro” não cabe dentro dos limites de negócios da China. “Eles estão interessados nos resultados também. Mas o enfoque chinês é mais orientado para o longo prazo”, diz Marcelo Zurovich, professor de relações internacionais da ESPM.

Isso significa que os chineses irão investir o tempo que for necessário para conceber um negócio duradouro. “Eles buscam entender todo o contexto”, diz Suzana. E isso leva tempo.

A cultura corporativa também contribui para o ritmo, digamos, um pouco mais lento do que o observado em países do ocidente. Segundo Suzana, os chineses são muito baseados em um espírito de coletividade. “Mesmo que o presidente da empresa tenha todo poder, ele vai ouvir os outros”, diz.

Zurovich explica que, nesse sentido, os chineses são mais metódicos. “Eles seguem o passo a passo previsto”, diz.

Em outras palavras, eles avaliam a situação e a resolvem com base em processos que têm etapas”.

A dica é clara: dada a importância da China para o mercado brasileiro e global, aprenda a ter paciência e a estancar um pouco o próprio ritmo.

3. Fale olá em mandarim

O mandarim (idioma oficial de Pequim e falado em quase toda a China) não é elaborado com base em um alfabeto convencional, mas sim em 60 mil ideogramas que representam conceitos e uma porção de diferentes tons que podem fazer muitos ocidentais engasgar.

“Se você confunde a entonação, muda todo o significado da palavra”, diz a Chen Hsiu Li, professora do colégio Sidarta, de São Paulo, que oferece aulas de mandarim na grade de matérias obrigatórias dos ensino fundamental e médio.

Por isso, tornar-se fluente em mandarim pode ser quase uma utopia para boa parte dos ocidentais. Então, acalme-se. Isso não é essencial para fazer negócios com a China.

No entanto, não vale partir para uma operação com parceiros chineses sem ter uma noção básica do idioma.

“Se você se esforça e consegue alguma expressão básica da língua, isso é visto com muita simpatia por eles”, diz Renée Zicman, coordenadora da área internacional da PUC-SP.

4. Cultura em alta

Esse respeito pela cultura chinesa, materializado no ato de aprender algumas palavras no idioma mais comum, deve ser estendido para outras áreas também.

“Faz muita diferença mostrar que é capaz de conversar sobre a história ou tradição cultural chinesa”, afirma Suzana. “Isso demonstra interesse e reconhecimento”. A questão também não é apenas mergulhar nos detalhes da lógica chinesa com o intuito de impressionar seus futuros parceiros. Mas, principalmente, estar aberto para esse intercambio de culturas e experiências.

“As dicas de etiqueta para lidar com os chineses não são, de fato, essenciais. O necessário é compreender o que está por trás dessas dicas”, diz Renée.

Algumas instituições começam a criar cursos voltados para isso. A partir de abril, a PUC/SP, por exemplo, irá oferecer um programa de extensão de 60 horas sobre o ambiente cultural e econômico da China.

5. Dê pouco espaço para o improviso

Diante de uma mesa de reuniões com chineses, não pega bem abrir as portas para o típico improviso brasileiro. Segundo os especialistas, os executivos do gigante oriental querem perceber que o futuro parceiro se preparou.

“Mostre dados. Demonstre que você, realmente, domina o que está falando. Isso os impressiona”, diz Suzana, da BG Cultural.

6. A solene entrega de cartões

No Ocidente, a troca de cartões é quase uma mera questão de formalidade (basta que você avalie a maneira como todos os que você recebeu estão estocados agora). Na China, não.

“O cartão é um instrumento de trabalho que descreve quem você é. Por isso, eles vêem esse momento de troca de cartões de uma maneira muito respeitosa”, diz Suzana.

Por conta dessa visão, existe até uma espécie de “protocolo” na hora de entregar ou receber os cartões. Você entrega o cartão com as duas mãos, com o seu nome voltado para a pessoa. Quando receber, o mesmo tão solene: leia o cartão atentamente e – jamais – jogue de qualquer jeito no seu bolso ou no meio da agenda.

 

Adidas Entra nos Jeans

Depois de desvendar a sua nova estratégia ambiental, a marca desportiva de origem alemã empreende um outro desafio, mais centrado na moda. Com efeito, a Adidas acaba de lançar a sua primeira linha de jeans para homem e senhora, pautada pela inovação e pelo conforto.

A moda está cada vez mais democrática e são cada vez mais as marcas que, apesar de se dedicarem a um segmento em exclusivo, acabam por se aventurar na criação de linhas mais abrangentes. A Adidas é o mais recente exemplo. Com efeito, a marca desportiva acaba de lançar a sua primeira linha de jeans. Trata-se de dois modelos de calças, para o género masculino e o feminino, com diferentes tonalidades e opções de lavagem.

«Para o homem, a Adidas decidiu criar um modelo com um corte mais clássico e outro com silhueta "slim carrot" (mais ajustado em direcção ao pé). Relativamente à linha feminina, uma das calças é skinny e as outras possuem uma modelagem "boyfriend"», revelou a marca em comunicado, acrescentando ainda que «a sua linha de jeans vai continuar a ser produzida noutras colecções, variando estilos, mas mantendo os modelos clássicos e confortáveis».

Para além desta nova linha, a Adidas apresentou recentemente a sua nova estratégia ambiental, que coincidiu com a publicação do relatório de sustentabilidade relativo a 2010. Trata-se de um plano a cinco anos para reestruturar a abordagem da empresa para a gestão ambiental, centrando-se em melhorias significativas ao longo da cadeia de valor. «A avaliação do desempenho ambiental em toda a nossa cadeia de valor é um passo importante para oferecer operações sustentáveis a longo prazo», afirmou Herbert Hainer, CEO do Grupo Adidas, empresa que foi a co-fundadora da organização Better Cotton Initiative, que pretende melhorar o impacto ambiental na indústria do algodão convencional. «Queremos contribuir para que a produção mundial de algodão seja melhor para as pessoas que o produzem, melhor para o ambiente em que cresce e melhor para os nossos consumidores. A nossa meta é utilizar 100% de Better Cotton nos nossos produtos em 2018 e estamos animados para trabalhar estreitamente com esta iniciativa para atingir esse ambicioso objectivo», concluiu Herbert Hainer.

Fonte:portugaltextil.com








10 sinais de que é hora de trocar de emprego

Continuar a apertar as mãos ou jogar a toalha, eis a questão

Insatisfeito com seu trabalho, mas ainda na dúvida se é o momento certo para mudar de ares? A revista Forbes coletou com especialistas em políticas corporativas e recursos humanos quais são os sinais mais frequentes e inegáveis de que é hora de partir:

Seu emprego está afetando sua saúde

Se você passa seus finais de semana lamentando ter de voltar ao trabalho na segunda ou detesta o momento em que abre seus olhos ao acordar pela manhã, há claramente um problema. Um emprego ruim pode inclusive afetar sua saúde. Preste atenção se você anda ficando doente com freqüência e se tem dores crônicas nas costas ou de cabeça.

Queda de produtividade

Se estresse demais é uma coisa ruim, estresse de menos também é um mau sinal. Quando seu trabalho se torna enfadonho, é provavelmente um sinal de que você já está um nível acima do exigido por suas funções. Por outro lado, se o seu tédio vem da falta de trabalho a fazer, você pode estar em apuros. Sua empresa pode estar tentando te mandar uma mensagem.

Você parou de desenvolver novas habilidades

Pesquisas apontam que a falta de oportunidades para avançar na carreira é a principal razão que leva os profissionais a procurarem outro emprego. Se você percebeu que não está mais desenvolvendo novas habilidades e não está participando de projetos que te ajudem a crescer, talvez seja hora de procurar outra função. Ficar estagnado em uma posição pode te prejudicar na hora de conquistar novas oportunidades.

Você foi preterido, mais uma vez, no momento de uma promoção

Talvez seja o momento de mudar de ares se você foi deixado de lado numa promoção sem qualquer explicação. Se, ao contrário, a empresa te der um feedback claro, é um indicativo de que eles acreditam em você. Porém, caso isso tenha ocorrido inúmeras vezes, é o momento de sair.

Você e seu borderô foram remanejados

Mudanças organizacionais são inevitáveis, mas quando as alterações ocorrem sem te incluir, é hora de seguir em frente. Se você e sua equipe receberam outras funções, foi dado o sinal vermelho. Sua divisão não é prioridade para a empresa.

Suas conquistas não são reconhecidas

Se a companhia está tendo um bom desempenho, mas você não está recebendo o reconhecimento que merece, financeiramente e de outras formas, é hora de fazer uma reavaliação. São maus sinais, por exemplo, não receber elogios por um bom trabalho, ser preterido para uma promoção e ter um pedido de aumento por mérito negado.

Sem aumento à vista

Um sinal claro de que chegou a hora de partir é quando sua contribuição supera suas compensações. Se a economia e os negócios estão bem, mas os aumentos não ocorrem, você não está sendo devidamente valorizado.

Você não consegue nem fingir interesse pelo trabalho

Se seu emprego não te desafia mais ou se você mal consegue fingir interesse nele, é hora de mudar.

A companhia está mal

Ainda que você goste de seu emprego, é bom ficar atento a sinais negativos que possam indicar que sua companhia não está indo bem. Atrasos nas contratações e rumores de demissões são indícios de que é prudente começar a olhar o mercado.


Os valores da empresa não estão mais alinhados aos seus

Caso a cultura corporativa de sua empresa comece a entrar em conflito com a sua ética e os seus valores, é melhor procurar uma outra função, na qual você se sinta melhor e que signifique mais para você.

Anda sentindo alguma dessas coisas? Comente!


FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS

Instrumento de Gestão para Medição e Obtenção de Produtividade

Uma questão sempre levantada pelos gestores está relacionada aos instrumentos de medição de resultados e, nesse caso, a produtividade é um dos itens de performance mais evidenciados.

Este relatório apresenta os indicadores de desempenho gerencial como instrumentos para a busca de melhoria continua de uma empresa.

Medição é a primeira etapa que leva ao controle e, eventualmente à melhoria. Se você não mede algo, não pode entender o processo. Se você não entende o processo, não o controla.

Se não o controla, não consegue aperfeiçoá-lo.

Nesse contexto, os medidores atuais de desempenho para alinhar os resultados efetivamentrealizados com o planejamento proposto são estabelecidos por meio de mecanismos como planejamento estratégico, ou simplesmente por ações e metas pontuais no caso de uma empresa de menor porte.

Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia. Esse pensamento de Deming nos remete ao que chamamos de cultura de gestão. Não adianta estabelecer objetivos e metas a alcançar, se não houver o exercício da gestão. Poderíamos simplificar tratando da dinâmica do PDCA (do inglês, plan-do-check-act). Ou seja, ciclicamente, planejar, executar, acompanhar e agir (propor melhorias) de forma contínua.

Assim, os indicadores de desempenho de uma empresa acompanham o nível de gerenciamento de resultados no qual a empresa se encontra. Para medir o desempenho operacional de uma companhia (nível mais elementar), deve-se utilizar os seguintes indicadores:

vendas diárias e número de peças vendidas. Quando se atinge um nível mais sofisticado, a empresa passa a medir outros indicadores, tais como: satisfação do cliente, reclamações de clientes, desempenho de fornecedor, turn over de empregados, etc.

Bem, o relatório apresenta uma série de outros indicadores tanto apontando resultados de desempenho financeiros, como os chamados não-financeiros (exemplo: satisfação de clientes, qualidade dos produtos, dentre outros).

Como processo de implantação, em suma, as etapas a seguir são: (a) estabelecimento claro dos objetivos a serem atingidos; (b) definição dos indicadores; (c) definição das formas de medição (métodos quantitativos e qualitativos); (d) definição de mecanismos de análise; (e) definição das formas de avaliação; (f) definição dos mecanismos de ajuste; e (g) definição do sistema de suporte de TI.



Nike Anuncia Investimento de US$ 5 Mi na Argentina

Buenos Aires, 5 abr (EFE).- A fabricante multinacional de calçados e roupas esportivas Nike anunciou nesta terça-feira que investirá neste ano US$ 5 milhões para ampliar sua produção na Argentina, informaram fontes oficiais.

Os detalhes do plano de investimento foram apresentados nesta terça-feira pelo diretor-geral da Nike Argentina, Eduardo Mignaquy, em reunião em Buenos Aires com a ministra de Indústria do país, Débora Giorgi.

O investimento será destinado ao desenvolvimento de um centro de costura, à aquisição de máquinas para a fabricação de solas, à ampliação de uma linha de montagem de calçados e à assistência a empresas locais que abastecem a Nike.

 
O plano anunciado pela companhia gerará 650 novos postos de trabalho, destacou o Ministério de Indústria argentino em comunicado.

Fonte:economia.uol.com.br









quarta-feira, 6 de abril de 2011

Riachuelo vai a Pequim para Enfrentar Importados

A Riachuelo se prepara para abrir em janeiro um escritório de negócios em Pequim, que vai funcionar como um suporte de compras. "Os importados representam cerca de 5% das vendas da Riachuelo, mas esse percentual deve dobrar até o fim do ano", disse ao Valor Flávio Rocha, presidente e diretor de relações com investidores.

A iniciativa visa garantir competitividade à rede no imenso mercado asiático, de onde chegam a maioria dos importados têxteis do Brasil.

"A produção nacional responde por 90% das vendas de vestuário no país, mas essa participação tende a cair a 70%", disse.

Para o executivo, no entanto, a competitividade da indústria brasileira sempre será superior.

"O prazo para que os produtos importados cheguem da China pode chegar a seis meses, enquanto que a produção local responde a demanda em dez dias", afirmou Rocha. "Com isso, é possível fazer reposições na coleção dentro da própria estação."

Apesar do iminente aumento dos importados nas vendas da varejista, a força da produção própria foi ressaltada pelo executivo no anúncio dos resultados financeiros.

A Guararapes Confecções, dona da Riachuelo, encerrou 2010 com aumento de 57,7% no lucro líquido, para R$ 337,8 milhões. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 163,5 milhões, com alta de 61,4%.

Para Rocha, o bom resultado se deve ao amadurecimento da cadeia produtiva integrada da empresa. "Há quatro anos, nós começamos a transformar um modelo de verticalização, em que a Riachuelo era apenas um dos vários clientes da [indústria têxtil] Guararapes, em um modelo de integração, com a Guararapes trabalhando 100% para a Riachuelo", disse.

"Hoje estamos colhendo os frutos desse trabalho, que deve gerar mais crescimento da margem nos próximos meses."

No passado, a Riachuelo significava apenas 20% das vendas da Guararapes.

A margem bruta do ano aumentou 1,2 ponto percentual, para 57,2%, mas no último trimestre recuou 1,1 ponto percentual, para 55,8%. Segundo Rocha, o recuo se deveu principalmente ao aumento do ritmo de expansão da companhia, que ao longo de 2010 inaugurou 16 pontos de venda. Desses, nove foram abertos apenas nos últimos três meses do ano - o mesmo patamar de inaugurações de todo o ano de 2009.

"Esse ritmo de inaugurações deve ser intensificado em 2011 e 2012", diz Rocha. Este ano, serão abertas pelo menos 22 lojas e, em 2012, a previsão é de 30 novos pontos de venda, com maior destaque ao modelo de lojas compactas.

"O amadurecimento do sistema integrado deve compensar o aumento de custos da expansão", disse o executivo.

A receita líquida consolidada cresceu 19,4% no ano, para R$ 2,6 bilhões. No último trimestre, o aumento foi de 23,1%, para R$ 916,5 milhões.

A margem Ebitda (resultado antes de juros, impostos sobre lucro, depreciação e amortização) cresceu 2,2 pontos percentuais para 22,4% no ano e aumentou 2,4 pontos percentuais no trimestre, atingindo 26,7%.

A venda em mesmas lojas subiu 8,2% no acumulado do ano e 7,2% no trimestre.

Segundo Rocha, o varejo têxtil passa por um dos seus melhores momentos na história.

"Estamos observando a formalização do setor, com o combate aos concorrentes que trabalham na clandestinidade", diz ele.

Quanto à possível vinda de varejistas estrangeiras ao país - as britânicas Debenhams e Top Shop já anunciaram interesse -, Rocha afirma que há espaço para novos competidores.

"As maiores varejistas de moda do país [ C&A, Riachuelo, Renner e Marisa ] respondem por apenas 1% do total de 9 bilhões de peças comercializadas ao ano", diz ele. "No exterior, essa fatia está entre 20% e 30%".

As estrangeiras, por sinal, servem como um indicativo para a Riachuelo de que a empresa está no rumo certo quanto ao modelo integrado. "A Top Shop, a japonesa Uniqlo e especialmente a americana Forever 21, que vem crescendo muito, adotam o mesmo modelo."

  Fonte:valoronline.com.br



domingo, 3 de abril de 2011

Decisões tomadas com base em critérios emotivos: quando se ganha e quando se perde?

A cultura e a política da empresa onde o profissional atua são determinantes nessas situações

No mercado de trabalho, dependendo do cargo que se ocupa, cada decisão tem um determinado peso. E grande parte delas gera alguma consequência, em maior ou menor grau, para as empresas ou para a própria carreira do profissional. No meio do caminho, a escolha feita pode ajudar ou prejudicar a trajetória profissional. E isso é natural, tendo em vista que em cada decisão existe um fator que pode ser um complicador ou um facilitador de todo esse processo: as emoções.

"As emoções nos acompanham o tempo todo e são importantes, pois nos fornecem pistas de como estamos e quem somos", afirma a psicóloga Clarice Barbosa. Ela explica que hoje existe uma linha tênue entre o âmbito profissional e o emocional. Em muitos casos, essa linha sequer existe – o que contribui para a existência de profissionais extremamente emotivos, que fazem suas escolhas de carreira baseadas apenas em questões emocionais.

A extinção da separação vida pessoal e profissional tem uma explicação bem racional. O mercado está mais competitivo, as informações chegam a todo momento e de maneira desenfreada e a qualificação para se dar bem na carreira tem de ser constante. Tudo isso, contando com o aumento do volume de trabalho, é o que explica a demanda por profissionais "multitarefa". O problema é que o dia continuou tendo 24 horas. "É muita informação em pouco tempo e não conseguimos ter tempo para pensar e aprofundar nada. Nossa mente tem um tempo interno. E não estamos respeitando esse tempo", explica a psicóloga.

Não é à toa a velha afirmação de que só é possível ter qualidade de vida quando se separa, ao menos, a vida profissional da pessoal. Para muitos profissionais, no entanto, essas duas esferas se tornaram uma só. As emoções, a partir daí, afloram mais. E vai ficando cada vez mais difícil saber quando a decisão a ser adotada foi baseada mais em critérios racionais que emocionais.

O racional x o emocional

"Profissionais mais emotivos aprenderam desde cedo a lidar com situações externas utilizando as emoções", explica Clarice. "Com isso, eles acreditam que conseguirão tudo o que querem", afirma a psicóloga que conta conhecer casos de pessoas que choravam a cada crítica que recebiam do líder ou de colegas. Elas agem assim, explica Clarice, porque, de maneira geral, os emotivos estendem para o âmbito profissional emoções típicas da vida pessoal.

Jason Salmon/ iStockPhotos

A cultura e a política da empresa onde o profissional atua são determinantes nessas situações.

Casos, por exemplo, de profissionais que recusam novas oportunidades por não quererem romper o vínculo que criaram com os atuais colegas de trabalho são comuns. "Nesse caso, a decisão se relaciona com a carência afetiva desse profissional", explica a psicóloga. Profissionais mais racionais não perderiam novos desafios por amizades dentro da empresa. "Eles estão pensando no progresso profissional", afirma.

"Com certeza, toda ação e decisão feita e adotada por impulso é complicada", afirma a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital Cristina Reininger. A especialista explica que profissionais que adotam critérios apenas emotivos para a tomada de decisão podem se prejudicar no mercado. "Eles podem ser vistos como imaturos", considera.

Um profissional que tem um comportamento mais emotivo, na avaliação de Cristina, é mais inseguro. Ela enfatiza, porém, que esse comportamento pode ser mais ou menos constante em determinadas profissões. A cultura e a política da empresa onde esse profissional atua também são determinantes na acentuação dessa característica. "Sempre tem uma influência do momento pelo qual esse profissional passa", avalia Cristina.

Consequências

Uma das consequências de se agir baseado nas emoções é justamente a estagnação da carreira, ou porque o profissional não percebe que isso está acontecendo ou pelo fato de ele cometer erros constantes. "Profissionais racionais pensam muito e agem menos. Os emotivos agem mais e, por isso, também erram mais", explica Clarice.

Outra consequência é o estresse. Um profissional mais racional nega o que sente e o emotivo é mais aberto a isso. "Com isso, o estresse pode ser maior no emotivo e pode até mascarar uma depressão", avalia a psicóloga. Tudo isso não significa dizer que ser racional é melhor quando se trata de desenvolvimento da carreira. Um líder que é muito racional, por exemplo, pode deixar de lado o bem-estar dos seus colaboradores, e pode acabar não tendo sucesso devido a isso.

Se não podemos contra elas...

Não importa se você está no trabalho ou em casa, brigando com seu líder ou com seu namorado, as emoções estarão presentes, em menor ou maior grau, dependendo da situação e do local. A grande questão, para as especialistas consultadas, não é o fato de as emoções estarem presentes nas escolhas de carreira. Mas sim o fato de elas atuarem em excesso.

E já que é impossível se desvencilhar das emoções, então, para minimizar erros, o ideal seria tentar equilibrá-las. "O profissional tem de saber administrar e organizar suas emoções", afirma Cristina. "Para isso, é preciso ampliar o autoconhecimento e a autoconfiança. Um profissional confiante não vai se deixar abalar por determinadas situações", explica a headhunter.

Para ela, um planejamento de carreira, nessas horas, é fundamental. Ainda que o profissional não siga essa linha à risca, ao menos ela indicará um caminho possível, com largada e chegada. Com isso, apesar de todas as situações que ele venha a enfrentar, ele conseguirá estabelecer critérios mais racionais em prol dessa meta de carreira.

"Esse profissional precisa ter um contraponto. Não pode ser só emoção ou só racional. Ele precisa voltar para si mesmo e perceber se essas decisões o ajudarão no futuro", considera Clarice. "Isso é inteligência emocional: utilizar as emoções a seu favor", considera. Ela lembra que a tomada de decisões envolve a emoção, a razão e a intuição. E que o equilíbrio desses fatores é importante. "As emoções são positivas. As atitudes que nós temos em decorrência de uma emoção é que podem nos prejudicar".



Fonte:administradores.com

Comprar Roupa no Exterior é Mais Barato do que no Brasil

Acostumado a comprar roupas nas lojas do Centro do Rio ou em shoppings, o carioca poderia se surpreender ao andar pelos boulevards de Paris. Entre um croissant e outro, ele veria que, mesmo ganhando em real e comprando em euro, sairia mais barato vestir-se lá do que aqui. O EXTRA fez uma pesquisa comparando os preços cobrados na Europa e no Brasil pelas mesmas lojas por produtos similares. Um terno masculino de poliéster, que sai por R$ 88,92 na C&A da França, custa R$ 179 na filial daqui — 101,3% a mais.

Entre os vilões que levam o preço às alturas está a carga tributária no país. Números do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que 34,67% do custo da roupa para o consumidor vêm de impostos.

— O problema é que os tributos vão se acumulando desde o produtor até o vendedor final. É como uma bola de neve que vai aumentando a cada etapa do processo de produção — explica o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Para o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Sylvio Mandel, a adoção de barreiras — tarifárias ou não — às importações, os elevados encargos das folhas de pagamento e a falta de modernização do maquinário da indústria têxtil também contribuem.

— Na Europa, cerca de 70% a 80% das roupas comercializadas são fabricadas na Ásia, onde os custos são mais baixos. No Brasil, ao contrário: cerca de 95% dos produtos de vestuário são de fabricantes nacionais. A maior participação de importados nas vendas poderia baratear as peças no varejo — explica Mandel, lembrando que alguns setores da indústria têxtil nacional são contrários a acordos de importação com países asiáticos.

A estudante Camila Lavor, de 21 anos, sabe como a ida a uma loja pode significar gastos altos:

— Comprei duas calças, uma saia e três blusas numa loja, no mês passado, pagando R$ 500 no fim das contas. As calças, principalmente, estão com valores bem acima do aceitável. Como moro com meus pais, posso arcar com esse custo, mas, com certeza, as roupas pesam muito no orçamento das famílias.

Se a situação já não está boa para os brasileiros, a tendência é piorar. Números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostram que a indústria pagou 177% a mais pelo algodão em fevereiro, frente ao mesmo mês em 2010. Como o produto é o principal insumo da indústria, os preços das roupas deverão sentir os efeitos já a partir deste mês.

C&A

França

Brasil

Variação

Terno masculino(poliéster)

R$ 88,92

R$ 179

101,3%

Camisa social masculina (algodão)

R$ 34,17

R$ 49,90

46%

Jeans feminino

R$ 57

R$ 59

3,5%

Camiseta estampada feminina

R$ 20

R$ 25,90

29,5%

Blazer feminino

R$ 88

R$ 89

1,1%

Zara

Portugal

Brasil

Variação

Camisa social masculina (algodão)

R$ 59,16

R$ 119

101,1%

Calça jeans masculina

R$ 68,28

R$ 99

45%

Calça jeans feminina

R$ 59,16

R$ 89

50,4%

Short jeans feminino

R$ 68,28

R$ 139

103,6%

Calça social feminina

R$ 68,28

R$ 99

45%

Os preços no exterior foram convertidos para o real baseados no euro a R$ 2.28 (cotação de sexta-feira passada). Os valores foram pesquisados na sexta-feira passada: no Brasil, na C&A da Rua do Ouvidor e na Zara do Shopping Rio Sul; no exterior, nos sites das respectivas lojas, na França (C&A) e em Portugal (Zara). Procuradas, as redes não se manifestaram

terça-feira, 29 de março de 2011

Morre José Alencar, exemplo de perseverança e sucesso

O ex-vice-presidente da República José Alencar faleceu na tarde de hoje, 29 de março de 2011, no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Alencar morreu aos 79, por falência múltipla de órgãos, após uma luta que perdurou anos contra um tumor cancerígeno na região do abdômen. O vice-presidente havia sido internado ontem, conforme divulgou a instituição de saúde.

“José Alencar deixa saudades. Ele é uma positiva referência para o setor, para os jovens, os empresários e políticos e, acima de tudo, para aqueles que acreditam na honestidade, no trabalho e na fé como base para a construção de um futuro melhor e mais justo para todos. Por tudo isso e muito mais, o nosso estimado companheiro, que sempre dignificou, defendeu e fez maior o nosso setor no Brasil e no mundo, merece nosso reconhecimento e admiração”, disse Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT.

Alencar havia recebido em março de 2010, em São Paulo, a “Medalha do Mérito” concedida pela ABIT por conta de sua trajetória que marcou o Brasil e a indústria têxtil brasileira.

A história

Começava em 17 de outubro de 1931, em Itamuri (MG), a história de um dos grandes homens do Brasil. Nascia ali, José Alencar Gomes da Silva, filho da dona de casa Dolores Peres Gomes da Silva e do mercadante Antônio Gomes da Silva.

Aos sete anos de idade começou a ajudar no comércio de seu pai, aprendendo desde cedo o valor do trabalho. Quando fez quinze anos decidiu deixar a família e buscar sua própria independência. Foi morar em Muriaé (MG) onde atuou como balconista em uma loja de tecidos chamada Sedutora e sobrevivia com o salário de 300 cruzeiros, que o obrigava a dormir no corredor do Hotel da Estação, pois o que ganhava não era suficiente para pagar um quarto. Em maio de 1948, José Alencar se mudou para Caratinga (MG), para ser vendedor na “Casa Bonfim”, onde foi reconhecido como um bom profissional.

Com dezoito anos começou seu primeiro negócio e, em março de 1950, inaugurou a loja “A Queimadeira” na Avenida Olegário Maciel, em Caratinga, que também passou a ser sua moradia para economizar custos. Para iniciar sua vida de empresário, José Alencar contou com a ajuda de seu irmão mais velho, Geraldo Gomes, que lhe emprestou quinze mil cruzeiros. O comércio dispunha de diversos artigos como sapatos, guarda-chuvas e tecidos. O empreendimento durou até 1953, quando Alencar vendeu o bazar e mudou de ramo.

Com o que recebeu de pagamento da venda do pequeno comércio, o jovem idealista iniciou seu segundo negócio, desta vez na área de cereais. Em seguida formou uma parceria com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes, na “Fábrica de Macarrão Santa Cruz”. No Natal de 1959, Geraldo Gomes faleceu, deixando sua parte da empresa União dos Cometas para Alencar, que obteve o controle da fábrica e alterou a razão social da organização para o nome do irmão em sua homenagem.

Em 1963 Alencar fundou uma nova organização, chamada Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, que mais tarde mudou para Wembley Roupas S.A. Já em 1967, resultado de uma união de negócios com o empresário e deputado à época, Luiz de Paula Ferreira, foi fundada a Cia. de Tecidos Norte de Minas, Coteminas.

A inauguração da fábrica de fiação mais moderna do Brasil aconteceu em 1975 e, desde então, a empresa não parou de crescer. Desde janeiro de 2006 — ao formar e liderar o grupo “Springs Global” —, tornou-se forte multinacional brasileira, fabricando e distribuindo, no Brasil e no Exterior, os mais variados produtos que trazem etiquetas de conceituadas marcas. A Coteminas consome cerca de 100 mil toneladas de fibra anualmente, tem quinze unidades no País, cinco nos Estados Unidos, duas no México e uma na Argentina que fabricam e distribuem fios, tecidos e malhas para o mundo, além de empregar 15 mil funcionários.

Como empresário, José Alencar dedicou-se também às entidades de classe empresarial, onde assumiu a presidência da Associação Comercial de Ubá e a direção da Associação Comercial de Minas, entre outros cargos de diretoria e presidências em outros institutos.

Em 1994 colocou sua experiência administrativa a serviço do Brasil, quando disputou a vaga de Governador do Estado de Minas Gerais. Quatro anos depois candidatou-se ao cargo de Senador Federal e elegeu-se com quase três milhões de votos. Já em janeiro de 2003, com a vitória de Lula nas eleições presidenciais, Alencar tornou-se vice-presidente da República, posto ocupado até o dezembro de 2010.