quinta-feira, 17 de março de 2011

Rio Poluído de Azul-Jeans

Rio Pérola, no sul da China, recebe a poluição vinda da indústria têxtil de Xintang. Fotos de satélite flagraram o crime, denunciado por ambientalistas.

Com alguns cliques é possível visualizar pela internet uma agressão contra o meio ambiente que acontece na China e que envolve o consumo de uma peça comum no vestuário da maior parte das pessoas do mundo todo – o jeans. Imagens de satélite acessíveis pelo Google Maps mos­­tram riachos e córregos po­­luídos com tintura azul e outros produtos químicos serem despejados no Rio Pérola pela indústria têxtil de Xintang, no sul da China, a capital mundial da produção de jeans.

Entretanto, consumidores de lojas de departamentos não associam aquelas faixas poluentes no rio – ou qualquer outro im­­pacto ambiental – com o jeans de sua marca favorita. E, em mui­­tos casos, a empresa cujo nome aparece na etiqueta da roupa não está muito melhor informada. Mas uma nova e importante parceria entre varejistas, fabricantes de roupas, grupos ambientalistas e acadêmicos tem planos de mudar essa situação.

O grupo se autodenomina Coligação do Vestuário Sus­­ten­­tável e está desenvolvendo um banco de dados abrangente sobre o impacto ambiental de cada fabricante, componente e processo envolvidos na produção de roupas. O objetivo é usar essa informação para, mais tarde, atribuir a cada peça uma pontuação de sustentabilidade.

Depois disso, a coalizão espera produzir uma etiqueta que informaria, de algum modo, essa pontuação aos consumidores, dando-lhes uma visão muito mais detalhada sobre a origem de tecidos, zíperes, tinturas, linhas de costura, botões e anilhos que se juntam para formar a roupa que estão comprando, bem como sobre o impacto da fabricação daquela peça nas pessoas e no planeta.

A coalizão une empresas com comportamento-padrão do mercado –, como Wal-Mart, JC Pen­ney, H&M e Hanes –, a fabricantes tradicionalmente atentos às questões ambientais, como as especializadas em vestuário rústico para ambientes externos Pata­­gonia e Timberland. Os 30 membros fundadores incluem também a Duke University, dos Es­­tados Unidos, a organização não governamental Environ­­mental Defense Fund, o grupo de direitos trabalhistas Verite e a Agência Americana de Proteção Am­­biental.

Consumo

Os norte-americanos gastaram em 2010 cerca de US$ 340 bilhões (cerca de R$ 566 bilhões) em vestuário e sapatos, o que representa cerca de 25% do mercado global do setor. Pratica­­mente todos os produtos consumidos – 99% dos calçados e 98% das roupas – vieram de algum outro lugar, segundo a Associa­­ção Americana de Vestuário e Calçados. E os diferentes componentes e partes de qualquer peça de roupa – um casaco ou um par de calças, por exemplo – muitas vezes resultam de uma cadeia multinacional tão diversa de fábricas de tecido, empresas especializadas em tinturaria e confecção final que a quantificação do impacto ambiental de um único item é quase impossível.

De início, a coalizão pretende ajudar as empresas, individualmente, a tornar mais “limpa” sua cadeia de fornecedores. Os associados concordaram em viabilizar financeiramente o início dos trabalhos, apoiando o desenvolvimento de um índice de sustentabilidade. O presidente da coligação, Rick Ridgeway, que também está à frente das práticas sustentáveis da Patagonia, estima que o grupo gastará US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,3 mi­­lhões) até o final de 2011 para criar a ferramenta.

“O pessoal se encontra em pontos variados da jornada de sustentabilidade e, trabalhando juntos, podemos acelerar nossa capacidade de promover uma mudança”, diz Alex Tomey, vice-presidente de desenvolvimento de produto e design do Wal-Mart.

Os meandros obscuros da cadeia global de fornecedores para a indústria têxtil tem sido uma preocupação para muitos grupos ambientalistas, como o Greenpeace, que denunciou as fábricas de Xintang em dezembro passado. Enquanto fabricantes individuais e pequenos segmentos da indústria começam a tentar quantificar seu impacto, só agora está a caminho um estudo consistente sobre o ciclo completo do setor de vestuário e calçados.

“A cadeia têxtil é longa e bastante complexa, e muitas das atuais empresas do ramo – as que constituíram marcas – não controlam, na verdade, todas as instalações e fá­­bricas en­­vol­­vidas na produção”, explica Cao Huan­­tian, professor as­­sociado de estudos de moda e ves­­tuário na Uni­­versidade de De­­laware. “Assim, mesmo para a companhia cujo nome aparece na etiqueta do produto pode não ser fácil estudar o ciclo de vida desse produto porque a maior parte da cadeia está fora de seu controle.”

Vazio

A nova coalizão ainda está debatendo como formalizar sua estrutura e como pretende concentrar esforços. Para Jeffrey Swartz, chefe-executivo da Tim­­berland, uma das empresas participantes da coligação, a etiqueta da sustentabilidade é apenas uma questão de tempo. “Isso virá, realmente, preencher um vazio”, diz Swartz. “O governo adota padrões para o consumo de combustível dos carros, mas no setor de vestuário não temos critérios. Essa iniciativa acabará por colocar o poder nas mãos dos consumidores, pois a indústria têxtil está anunciando a alto e bom som: ‘Vamos encontrar uma maneira de divulgar a vocês o que está por detrás de sua decisão de compra – além de simplesmente tamanho, cor e caimento’”.

Banco de dados

Ferramenta vai identificar sustentabilidade de roupas

A ferramenta que está sendo criada pela Coligação do Vestuário Sustentável pretende funcionar como um banco de dados dos pontos atribuídos a todos os participantes no ciclo de vida de uma peça de roupa – produtores de algodão, fabricantes de tecido sintético, fornecedores de tinturas, proprietários de confecções, assim como embaladores, transportadoras, varejistas e consumidores – com base em uma variedade de parâmetros sociais e ambientais, como uso da água e do solo, economia de energia, produção de resíduos, utilização de produtos químicos, gases de efeito estufa e práticas trabalhistas.

Uma marca de roupas poderia então usar a ferramenta para selecionar materiais e fornecedores a partir do cálculo da pontuação global de sustentabilidade, baseado nos padrões da indústria. Se o resultado não bater com os objetivos de sustentabilidade da própria empresa – ou se houver pressão da concorrência por uma etiqueta que convença o consumidor exibindo pontuação mais baixa –, os estilistas da marca têm a opção repensar suas escolhas para a confecção final.

A ferramenta está em desenvolvimento. Inspira-se fortemente em duas iniciativas anteriores – uma patrocinada pela Nike, focada em design ambiental, e o “Eco Index”, lançado no ano passado pela Outdoor Industry Association (que reúne fabricantes de produtos para atividades ao ar livre e de aventura). Contudo, esses recursos permitem uma visão apenas parcial ou aproximada dos efeitos potenciais de segmentos específicos da indústria.

Para obter dados mais amplos sobre o ciclo de vida de cada peça, a coalizão também trabalha perante o Consórcio da Sustentabilidade, que vem desenvolvendo formas de medir e relatar os padrões sustentáveis de muitas categorias de produtos.

Tradução de Christian Schwartz.

 





Fonte:gazetadopovo.com.br



quarta-feira, 16 de março de 2011

Trabalhar com meu Chefe é um Pesadelo

Em algum ponto da nossa carreira esbarramos com más lideranças, que desmotivam colaboradores e afetam de forma significativa a produtividade e o desempenho de toda a equipe.

Diversos motivos podem levar a um mau relacionamento entre profissionais no ambiente de trabalho. Fofoca, pressão dos superiores, maus resultados, duelo de egos e até há situações que desconhecemos o motivo inicial desses indesejáveis conflitos. Mas tudo se torna pior quando o relacionamento ruim é logo com o chefe. Alguns, inclusive, parecem ter a habilidade de dificultar o trabalho e tornam o ambiente num verdadeiro inferno. Ocorre que, dentro de locais de trabalho assim, nada inspira mais comentários que o próprio chefe, e não há como escapar da convivência com ele.

A atendente comercial Érika Morais sabe bem o que é isso. Ela passou por essa situação na última empresa em que trabalhou. "Essa chefe, inclusive, vivia nos ameaçando de demissão. Teve um momento que chegou a nos dizer que ia ser como um pitbull em cima da gente. Fazia meu trabalho do mesmo jeito, mas frustrada pela falta de reconhecimento", conta.

Já o administrador de empresas Victor Lins não teve apenas uma experiência desagradável, mas sim duas nas últimas empresas por onde passou. "Um deles era o 'explorador'. Ele me passava os serviços de responsabilidade dele como se fosse minha obrigação. Uma vez até quis que eu assinasse um documento que nem sabia do que se tratava. Tive que relatar para o superior dele e, então, deixou de me pedir coisas que não tinham a ver com meu serviço. Já o outro era o estilo 'ignorante'. Era comum gritar com todo mundo e fazer com que os próprios funcionários tivessem medo dele. Várias colegas de trabalho choravam no banheiro por causa de sua ignorância", aponta Victor.

Ambiente "hostil"

Muitas vezes, os funcionários odeiam a gerência porque acham que não são tratados com respeito e se sentem impotentes para tomar atitudes. Embora poucos colaboradores se exponham e digam ao RH e chefes que estão infelizes, a maioria prefere fazer de propósito o mínimo de trabalho possível ou deixam de dar boas sugestões. O resultado: a produtividade e o empenho do funcionário caem, a satisfação do cliente diminui e o lucro da empresa é quase sempre reduzido.

Especialistas recomendam nesses casos de clima tenso, em que existam grupos divididos e pessoas que não se falam direito, que procurem construir um ambiente mais leve. "Respeito deve ser o ponto-chave em qualquer situação. Se há no ambiente de trabalho uma falta de respeito mútua é preciso fazer um amplo trabalho para revisar desde a missão, a visão e os valores da empresa. Ao perceber que, em alguma área ou departamento, a situação chegou a este cenário, os sócios ou principais diretores da empresa precisam tomar a decisão de querer mudar. E, para isto, será necessário investir em treinamento para disseminar estes conceitos dentro da companhia", relata a especialista Sueli Brusco.

Para a consultora, "é preciso despertar o orgulho do colaborador em trabalhar na empresa. Se as pessoas possuem orgulho de trabalhar na companhia, situações de desrespeito não acontecem".

"Rádio Peão"

Sempre há aqueles que falam bem pela frente e mal pelas costas da pessoa. Beto Ribeiro, que já liderou equipes em grandes empresas e autor do livro "Eu odeio meu chefe", indica que o grande problema das fofocas está nas pessoas confundirem o lado pessoal com o profissional. "A fofoca cria intrigas e picuinhas que podem se transformar em uma bola de neve de problemas. Evite começar algum tipo de comentário e seja transparente em seu relacionamento com os colegas de trabalho."

De acordo com o consultor, nessas horas é melhor estar no time daqueles que apenas ouvem. "É bobagem achar que não vamos encontrar fofocas na empresa, ou seja, a conhecida 'rádio peão'. Elas existem e não há como evitar. Em meio a fofocas é melhor ser ouvinte do que a fonte."

O amigo feedback

A falta de comunicação entre "comandantes" e "comandados" também eleva o índice de problemas dentro das empresas. A consultora Sueli indica que feedbacks constantes e treinamentos são peças-chaves neste processo. "A partir deste contato próximo é possível identificar os motivos das intrigas e disseminar a cultura da empresa. Campanhas motivacionais e que tornam a competição divertida pode também ajudar neste processo", relata Sueli Brusco.

Já Beto Ribeiro destaca que o incomodado com a situação deve procurar saber o que está acontecendo para situações de mal estar. "Melhor do que chorar pelos corredores é ir de encontro ao problema." Mas o consultor faz um alerta. "Se o problema for com o chefe, é melhor que seja resolvido em portas fechadas. Caso não seja solucionado ou ele não der abertura para tal, procure o RH."

Porém, alguns têm o hábito de não ouvir o que o outro fala, seja propositalmente ou por falta de atenção. "Por isso, tão importante quanto falar é aprender a ouvir. Ouça com atenção, sem julgamento e preconceitos, para que assim as arestas sejam aparadas e o conflito eliminado", conclui o consultor Beto.

O ambiente de trabalho é o lugar onde os profissionais passam grande parte do seu dia, por isso, a convivência com pessoas de diferentes personalidades pode resultar em um clima prazeroso e de aprendizado ou, num lugar extremamente desagradável. Então, como você prefere deixar o ambiente na empresa em que atua?

Conheça os dez piores tipos de chefe nas empresas e veja como aturá-los (ou não)

Chefe GRITO

Gritar é o seu lema. Grita de dia, grita de noite. Adora brigar no telefone, gritar com a recepcionista e até com o presidente. O "bom-dia" já é em alto e bom tom – isso quando o sujeito quer ser fino. Grita porque não encontra a carteira; grita porque não acha a pasta da reunião; grita porque o Corinthians perdeu – e o tonto, claro, é palmeirense.

O chefe Grito adora brigar no telefone

O que fazer? Com esse tipo, a única opção é dar um grito ainda maior. Se ele baixar a guarda – geralmente esses bobos têm a autoestima muito baixa –, você ganhou e vai conseguir, sim, suas férias e até o aumento que você queria. Se a figura não for lá muito de ter medo, pronto, você perdeu o emprego. Mas, pelo menos, gritou também.

Chefe QUEM, EU?

Um "sabonetão", este chefe faz de tudo para não ter que resolver nada. Ele não só foge do conflito como faz de conta que o problema não é dele. Quem paga é a sua equipe, que, para não passar por incompetente, acaba tendo que fazer de conta que seu chefe não é tão inútil assim.

O que fazer? Na frente de todo mundo, o questione em alto e bom tom. Coloque-o frente a frente com o problema e exija uma solução. Peça respostas, pressione. Ele vai dizer que precisa comprar um cigarro e nunca mais vai voltar. E nem fumante o tonto é.

Chefe NÃO

Não importa a pergunta ou a necessidade, é não e acabou. O Chefe Não gosta de intimidar tudo e todos com sua negativa sonora. O seu "não" parece tão definitivo que seus subordinados nunca mais perguntarão nada e farão seu trabalho quietinhos. Nada como intimidar alguém a ponto do coitado não ter coragem para questionar mais nada – é o lema deste querido chefe.

O que fazer? Tente perguntar: "Por que não?" e veja-o escorregar facilmente na sua própria armadilha. E, se ele responder "Porque não", pergunte novamente: "Por que não?". É bem provável que sua pergunta ganhe um "sim" como resposta só para ele se livrar de você. Este é o famoso "cachorro-que-late-mas-não-morde".

 
Chefe SEI-QUE-SOU-BOM-DEMAIS

Não é que este tipo leva mesmo a sério o que o RH falou para ele? Foi mais ou menos assim: "O principal ativo da empresa são nossos colaboradores, nossos talentos: você". Este chefe se acha tão bom, mas tão bom, que a pergunta que ele vai te fazer é: "Como você consegue viver sem mim?"

O que fazer? Aproveite. Com o Chefe SEI-QUE-SOU-BOM-DEMAIS é só lustrar o ego da vítima e você conseguirá tudo o que merece. Até mesmo, um dia, ser chefe dele. Dica: fale três vezes ao dia para este chefe em questão o quanto você o acha incrível! Elogie os sapatos, se for mulher, o terno, se for homem. Esses narcisos são idiotas o suficiente pra acreditar em qualquer tipo de elogio.

Chefe Indicação

Está lá na mesa de chefe só porque tem boas conexões. Geralmente é amigo do dono ou do filho do dono. Pouco sabe sobre o trabalho ou a empresa, e geralmente atrapalha bastante a equipe com ideias inovadoras, mas pouco funcionais. Como tem costas quentes, não se preocupa em falar ou fazer besteira.

O que fazer? Ajude-o a fazer aquelas planilhas de Excel que ninguém sabe para que servem, assim você ganha a simpatia dele.

Chefe Reunião

Este chefe pede uma reunião pra tudo. Para aprovar um projeto: "Vamos fazer uma reuniãozinha?" Para definir se o estagiário senta do lado direito ou do lado esquerdo da mesa: "Vamos pra sala de reunião?" Para dar ok nas suas férias: "Vamos nos reunir?" E pior: reúne toda a equipe por horas e não diz nada.

O que fazer? Tenha sempre uma pauta pesada para essas reuniões. O Chefe REUNIÃO faz reunião para não ter que resolver nada. Se a reunião se tornar trabalho, ele vai pensar duas vezes antes de pedir outra.

Chefe TROPA DE ELITE

Este é um dos piores chefes. Se não for o seu, agradeça a todos os deuses do universo corporativo. O Chefe TROPA DE ELITE é daqueles que gosta de colocar a equipe sob pressão máxima. Nunca está satisfeito e adora mostrar que ele, o chefe, tem uma solução melhor para tudo. Diminuir a autoestima da equipe é uma tática para transformar pessoas em zumbis workaholics. Ai daquele que chegar para trabalhar sem ter checado seus e-mails às duas da manhã.

O que fazer? Não tem outro jeito... Peça demissão. Este tipo de chefe não vai mudar e ainda tem todo o apoio da diretoria. Aliás, o sonho do board é que toda empresa fosse feita de Capitães Nascimento.

Chefe PINÓQUIO

Nossa, como este chefe mente! E mente bem. O danado sabe mentir melhor que qualquer bom ator, e, com suas mentiras, sempre coloca sua equipe em risco. O Chefe PINÓQUIO não sente qualquer constrangimento em dizer que mandou a apresentação e ainda coloca a culpa na internet. Mente que já terminou todo o orçamento e que já o salvou na rede. "Você que não viu", ele vai dizer. E, pior, você vai acreditar.

O Chefe PINÓQUIO não sente qualquer constrangimento em dizer que mandou apresentação e ainda coloca a culpa na internet.

O que fazer? Quando ele disser: "Mas eu mandei para você!", diga que você não sabe o que está acontecendo e peça para ver o e-mail na caixa de itens enviados. "Acho que meu e-mail está com algum problema", responda com cara de idiota. Aprenda a mentir melhor que ele e deixe-o em situações bem saia justa.

Chefe 171

"Enrolador e enrolão", este cara adora não fazer nada, esperar a equipe resolver o problema e posar de pavão. O Chefe 171 sempre acaba se dando bem. São sem-vergonhas, sem caráter e sem ética nenhuma. Mas conseguem a simpatia de todos e de todas, inclusive de quem é usado e abusado por ele da sua área.

O que fazer? Faça a máscara do sujeito cair no meio de uma reunião geral com todas as áreas. Mas atenção: o 171 é inteligente e muito escorregadio. É capaz de ele conseguir reverter a situação e você passar por bobo ou incompetente.

Chefe DUAS CARAS

O Chefe DUAS CARAS é sempre uma surpresa. Ele pode chegar simpático, gente boa e até divertido. O dia vai passar que é uma beleza, vai ser ótimo trabalhar com ele. Mas... no dia seguinte, ele pode estar no pior estado em que um ser humano poderia estar. Na pior das hipóteses, ele não vai ser lá muito legal: ele vai fazer de tudo para que o seu dia seja péssimo. Prepare-se... Todos aqueles projetos que não andam, hoje, terão que andar. Ah, vão andar... Com ou sem você.

O que fazer? Uma coisa deve ser dita: o Chefe DUAS CARAS, geralmente, é brilhante. Tem, de fato, uma inteligência acima da média. Então, aproveite quando ele estiver de bom humor e aprenda tudo o que conseguir. E deixe o seu trabalho impecável para quando o lado negro dele aparecer.

Fonte:administradores.com.br



Pescadores de Portugal vão receber calças flutuantes de patente norueguesa

Dentro de dois meses, cerca de 3850 pescadores vão receber as calças de PVC, com material flutuante no forro, que permitem ao pescador manter-se à tona da água, na vertical.

As calças flutuantes que a Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM) propunha para substituir os coletes que os pescadores portugueses são obrigados a usar no mar devem começar a ser distribuídas, dentro de dois meses, aos primeiros 3850 pescadores do Norte e Centro do país que as compraram.

Estas aquisições, subsidiadas, foram realizadas no âmbito do projecto Segurança é Viver - desenvolvido pela APMSHM e financiado com verbas do programa comunitário Promar - que visa dotar a classe piscatória de meios de salvamento colectivos e individuais. Apesar do âmbito nacional do projecto, apenas os pescadores a norte de Peniche, e sobretudo os de entre Espinho e Caminha, se candidataram maciçamente a receber o equipamento.

As calças flutuantes em questão, aliás, ganharam o Prémio de Segurança 2008 atribuído pelo jornal britânico Fishing News e o Prémio de Excelência em Design na categoria têxtil e vestuário concedido pelo Conselho Norueguês de Design, país onde já são utilizadas pela classe piscatória local.

Após o número recorde de pescadores que, em 2009 e 2010, morreram no mar - segundo dados da APMSHM, foram 17 desde 2009, dos quais nove nunca foram encontrados -, a associação liderada por José Festas apresentou um projecto que, defende, ajudará a salvar vidas: equipar os pescadores com umas calças de PVC, com material flutuante no forro, que, em caso de naufrágio, permitem ao pescador manter-se à tona da água, na vertical, até ser resgatado.

A obrigatoriedade nacional de uso dos coletes salva-vidas, "que nem sempre funcionam", é contestada pela APMSHM. Os coletes, alega, dificultam o trabalho dentro das embarcações e, por isso, são muitos os homens que arriscam não usá-los. Já as calças, produzidas por uma marca norueguesa em parceria com uma fábrica portuguesa, impedem os pescadores de se molharem e não apresentam aquelas desvantagens. "Daqui a dois anos, vamos estar novamente a discutir o uso do colete insuflável, porque não vai funcionar", argumenta José Festas, acrescentando que, por vezes, só na ocasião em que se torna necessário se constata que o colete está furado. "Os pescadores é que devem decidir se envergam o colete ou não, se querem morrer ou não", defende. Em relação às calças, que já ninguém contesta, garante que "vão salvar muitas vidas".

O projecto Segurança é Viver está em fase de implementação. Dentro de dois meses, 4500 pescadores de 400 embarcações vão começar a receber as calças ou outros equipamentos de salvamento colectivos e individuais encomendados ao abrigo do projecto. O Segurança é Viver está avaliado em mais de quatro milhões de euros, sendo que 90 por cento do investimento elegível é a fundo perdido. O que significa que dos 125 euros que custam as calças insufláveis, os 3580 pescadores que as compraram vão pagar apenas 10 por cento.


FONTE: JORNAL PUBLICO

Como fazer jeans ecológico

Depois de reciclar materiais, agora, é a vez de reciclar os processos de produção. O jeans verde é um exemplo.

A Levi´s acaba de lançar uma coleção de jeans ecológico. Trata-se da Levi´s Water Less (menos água), que promete reduzir os impactos industriais no meio ambiente

A moda cada vez mais volta o seu olhar para as questões socioambientais. Palavras como sustentabilidade,

responsabilidade social e reciclagem passaram a ser agregadas, a partir dos anos 1990, ao dicionário da indústria da moda, que conta com um dilema. Ou se adequa às novas regras - algumas ditadas pela própria natureza, materializadas pela escassez de água e de outros recursos naturais - ou poderá ver sua marca perder dividendos, uma vez que a moda verde funciona como um novo filão de mercado.

É que cresce, a cada dia, o número de consumidores conscientes.

Para não perder o bonde da história, a indústria da moda, que funciona como um código de linguagem na sociedade contemporânea, aos poucos, vem dando resposta a essa seleta fatia de mercado com os "produtos verdes".

Por ser um fenômeno social e cultural, a moda dita formas de comportamento, transformando algumas roupas em ícones, sendo o jeans um exemplo. No início, esteve associado à resistência, ousadia e irreverência. Depois de vestir mineiros e cowboys, no fim do século XIX e início do século XX, invade as passarelas nos 1970. Com a versatilidade de um camaleão, o velho jeans prova que tem muito mais do que sete vidas. Entra o século XXI não mais vestindo mineiros e vaqueiros, mas sim os consumidores conscientes, daí a algumas indústrias investirem no jeans ecológico.

Reciclar processos

"Há algum tempo a indústria da moda se volta para a sustentabilidade. Depois de reciclar os materiais, agora, é a vez de reciclar os processos", afirma a estilista Raquel Araújo Martins, com mestrado em comportamento do consumidor de calça jeans, ela trabalha com assessoria de criação e lavanderia jeans.

A tendência do produto sustentável é muito forte, mas ainda conta um agravante: o custo. Infelizmente, o processo de produção, sobretudo em escala industrial, à luz da sustentabilidade "é caro", argumenta. Explica que, "mesmo nos países com sistema fabril bem organizado a exemplo da França, é caro", reforça. A saída da indústria, que cada vez mais, aposta em tecnologia em detrimento de mão-de-obra humana, é solucionar cada passo da cadeia produtiva.

A estilista admite que essa filosofia está indo para dentro da empresa, ou seja, o sistema de gestão sustentável, que, além de não prejudicar o meio ambiente, traz benefícios às pessoas. A maioria das marcas que envereda para este nicho de mercado está voltada para a exportação. Cita os casos da marca Osklen, que fabrica parte dos produtos na linha verde e a Natural Fashion, na Paraíba, e trabalha com algodão orgânico.

Jeans

A água é um dos principais elementos na cadeia de produção do jeans, cujo gasto médio para a fabricação de uma calça é de 42 litros. A lavanderia constitui um dos processos da cadeia produtiva que causa mais impacto, tanto pelo gasto de água, quanto pelo uso de produtos químicos. Muitas lavanderias - o Ceará está incluído - realizam reúso de água para minimizar os impactos do processo. Existem empresas que estão optando pelo ozônio a fim de diminuir o uso de água. A lavagem com ozônio é mais econômica, porém limita as variações de cores, avisa. A produção de jeans verde (algumas marcas estão produzindo, sendo a Levi´s uma delas) é uma tentativa de diminuir os impactos, sobretudo com o gastos de água e uso de produtos químicos.

"Além de mais caros, apresentam poucas variações de cores" revela, completando que ainda não chegou ao Brasil.

"Hoje, o tingimento é industrial e com produtos químicos". O jeans ecológico, guardadas as devidas proporções, representa um retorno aos métodos artesanais de produção. Ou, no mínimo, serve para amenizar os impactos da indústria no meio ambiente. "No início, o processo de lavanderia era artesanal", lembra Raquel Araújo, completando que tudo começou quando dois estilistas resolveram jogar pedra-pomes na máquina para fazer o processo de desgaste. Hoje, o desgaste é feito de forma industrial.

Moda ética

Nesse contexto, surge a moda ética, voltada para a reciclagem. "A dificuldade é conseguir o material", analisa Raquel Araújo. A reboque dessa moda, existe um grupo de profissionais que pesquisa novos materiais como os botões feitos de coco, que fazem parte do jeans verde lançado pela Levi´s, a Levi´s Water Less (menos água).

A Levi´s pode ser considerada uma das pioneiras quando o assunto é respeito ao meio ambiente, com destaque para práticas socioambientais que incluem relações trabalhistas e métodos que preservam os recursos naturais, como a água e cadeia produtiva 100% orgânica.

A cadeia da indústria têxtil está voltada para a defesa do meio ambiente, garante Reinaldo Rozzatti, presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (Abtt). Prova disso é o "desenvolvimento de processos úmidos de tingimento de tecidos e malhas utilizando banhos curtos com baixo volume de água". No caso da lavagem dos jeans, ressalta que, hoje, a indústria procura desenvolver processos mecânicos que apresentem "looks" obtidos somente através da lavagem das peças e o emprego de muitos litros de água.

"Quando a moda passa a fazer parte do campo do Design, ela está, necessariamente, comprometida com as questões socioambientais", admite Hendrick Lezec, professor do curso de Design e Moda da Universidade Federal do Ceará (UFC), defendendo que o tema faça parte dos currículos dos cursos de Design de Moda. "Não é possível assegurar que, enquanto empresários, os egressos estejam isentos de colocar preocupações com a lucratividade de seus empreendimentos em primeiro plano". Em relação aos produtos "eco-friendly", a exemplo do jeans ecológico, a economia de água é apenas uma etapa do processo. "Temos outras formas de contribuir no processo têxtil, desde a matéria-prima, até o produto acabado.

O professor destaca que a produção voltada para sustentabilidade, pelo menos no Brasil, ainda é constituída de ações isoladas buscando um mercado diferenciado, que demandam investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "O problema está nas pequenas empresas têxteis que fabricam o jeans", diz, justificando não terem controle sobre seus resíduos químicos.

 
FONTE: DIARIO DO NORDESTE

segunda-feira, 14 de março de 2011

Estagnada, Benetton perde espaço para as grifes Zara e H&M

Stefany Carlet, 15 anos, fez compras recentemente na Benetton - para sua tia. "A Benetton é para a geração mais velha", disse a estudante, do lado de fora da loja mais importante da varejista perto da catedral do século XIV em Milão. "Prefiro a Abercrombie ou a Berksha, porque são mais modernas".

O Benetton Group, fabricante italiana de roupas que flertou com a polêmica nos anos 80 a partir de campanhas publicitárias incisivas, não conseguiu acompanhar o ritmo dos clientes e concorrentes. Enquanto redes rivais como Zara e H&M encontraram o sucesso ao dominar a "fast fashion" (moda rápida) - despejando imitações das tendências mais "quentes" em até duas semanas após as peças gerarem agitação nas passarelas -, a Benetton ateve-se a criar seus próprios modelos, mudando-os apenas a cada temporada. Esse perfil de negócios levou a dez anos de estagnação nos resultados.

"A Benetton perdeu a onda da moda dos últimos dez anos e a oportunidade de ser um camaleão 'fashion'", diz Luca Solca, analista da Sanford C. Bernstein. "O risco é que a marca possa sempre dar uma sensação um tanto 'passé'".

As vendas da Benetton subiram menos de 2% desde 2000, para cerca de € 2,05 bilhões, e analistas preveem que a receita vai variar pouco este ano. A empresa não quis se pronunciar para esta reportagem. As grandes redes varejistas de roupa europeias a deixaram comendo poeira. As vendas do grupo sueco Hennes & Mauritz, controlador da H&M, quase quadruplicaram nos últimos dez anos, para US$ 15 bilhões. Analistas calculam que a receita da espanhola Inditex, dona da Zara e Bershka, subiu seis vezes, para US$ 17,5 bilhões. A previsão de vendas para ambas este ano é de crescimento de pelo menos 6%.

Os investidores perceberam a disparidade. O valor de mercado da Benetton encolheu para US$ 1,2 bilhão, depois de ter chegado a US$ 5,8 bilhões em 2000. No mesmo período, a capitalização da H&M e Inditex mais do que triplicou.

A companhia italiana vende quase 80% de seus produtos por meio de franqueados e parceiros, a preços de atacado, menos da metade do valor de varejo. Analistas dizem que ao não operar a maioria de suas lojas, a Benetton não conseguiu acompanhar a demanda e ajustar a variedade da mercadoria tão bem quanto a H&M e Inditex, que operam a maioria de seus pontos de venda. "A Benetton ficou um passo atrás no que se refere a seus consumidores e percebeu tardiamente a diminuição de público que levou as franquias a começar a partir em massa", disse Scolca.

A Benetton dos anos 80 chocou a indústria internacional de roupas com campanhas publicitárias mostrando assassinos no corredor da morte, um padre beijando uma freira e um bebê branco mamando no peito de uma mulher negra, entre outras. A agitação resultante ajudou a alimentar as vendas das roupas coloridas da varejista. Em 1993, havia mais de 7 mil lojas da Benetton por todo o mundo e o sucesso da empresa era objeto de estudos de caso na Harvard Business School. Depois da década de 90, contudo, a marca desbotou e a família Benetton fundadora, que detém mais de 70% das ações, transferiu investimentos para as atividades com artigos esportivos e restaurantes de estrada.

Analistas dizem que as empresas europeias de maior porte fabricantes de moda em massa são mais integradas verticalmente que a Benetton - controlando com rigor quase tudo, desde o desenho até a produção e a venda no varejo - e foram mais ágeis em transferir a produção a países de baixo custo. "O modelo de negócios de alto custo da Benetton encaixa-se muito mal no ambiente criado por H&M e Inditex nos últimos anos", afirma Véronique Cabioc'H, da AlphaValue. "A companhia ainda sofre terrivelmente com a concorrência".

As ações caíram 20% desde março de 2010, quando a empresa indicou Franco Furno, ex-chefe de recursos humanos da Benetton e do Gucci Group, e Biagio Chiarolanza, veterano de 20 anos na casa que havia sido diretor operacional, como coexecutivos-chefes. Foi a quarta mudança na alta hierarquia de comando em dez anos.

Fundada em 1965, a Benetton obtém cerca de metade das vendas na Itália, onde o pessimismo com a recuperação econômica afeta a confiança dos consumidores. As vendas nos Estados Unidos caíram para 4% do total da receita no fim de 2010, depois de terem alcançado 12%, em 2000. A companhia alertou para as condições no sul da Europa, que tornarão 2011 um ano "desafiador".

"Este ano será crucial para a Benetton mostrar sua capacidade de administrar a inflação de seus custos e evitar a perda de mais terreno para os rivais", diz Cabioc'H. "O mercado precisa de algum sinal de que a empresa está agindo".

Com base na relação de preço das ações sobre lucro, um indicador sobre como o mercado acionário avalia as perspectivas de uma empresa, os investidores não estão convencidos. As ações do Benetton valem 6,5 vezes o lucro por ação, em comparação aos quocientes de 19,6 da Inditex e de 18,3 da H&M.

Em 2010, a Benetton concluiu plano de reorganização de dois anos que incluiu a renegociação do custo das matérias-primas e resultou em economia de US$ 122 milhões. Também está investindo US$ 60 milhões em uma fábrica têxtil na Sérvia para reduzir o tempo que gasta para levar os produtos ao mercado e ajudar a reduzir os custos de produção. Ainda assim, os custos da empresa enquanto porcentagem das vendas estavam em 54% no fim de 2009, acima dos 43% da Inditex e dos 39% da H&M. A margem de lucro da Benetton é menos do que a metade da dos concorrentes.

"A Benetton apenas conseguirá ser flexível com os custos, atenta à qualidade e rápida em termos de levar a moda e os produtos ao mercado se for perfeitamente integrada", diz Daniele Demartis, gestora de fundos na Agora Investments, em Roma.

Conclusão: reações mais rápidas à preferência dos consumidores poderiam ajudá-la a acompanhar o ritmo das rivais.

Fonte:valoronline.com.br







Desorientação administrativa

 Para os gestores, hoje, não faltam informações, teses sobre gestão, recursos para computação e processamento de dados, então por que razão há tantas empresas desorganizadas?

Felizmente a economia tem colaborado e evitado desastres, porém no primeiro revés muitas não suportarão a carga.

Insisto que a negligência com a competição é que a cria a concorrência, mas isso tem mais apelo no esporte do que em gestão empresarial.

Sabe aqueles pequenos detalhes que fazem enorme diferença no final, como acontece no futebol: gols fora de casa valem o dobro, vitória no campo do adversário serve para desempate, saldo de gols conta em uma decisão, e assim por diante? Pois é, em gestão é a mesma coisa.

Conta a história que um grande fabricante de relógios ao ouvir que um concorrente estava colocando seus produtos nas farmácias respondeu: – E eu vou me preocupar com isso? Quem são eles e como podem nos incomodar?

O tempo passou e realmente incomoda. Hoje, ambos, vendem relógios de ouro nos mesmos locais e com preços similares.

Faltaram informações?

Alguns dirão: “Dados que não provocam reflexões, decisões e ações não são informações, apenas dados.”

Será que esse conceito está correto?

Não fazer nada também, não é uma decisão?

Houve uma manifestação tácita, não houve, negando, peremptoriamente, a crença em uma ameaça mercadológica?

O concorrente também não abocanhou mercado de um dia para o outro, certo? Dessa forma a ameaça poderia ter sido percebida, não poderia?

Os problemas empresariais não ficam restritos às questões de mercado. Há fatos que ocorrem dentro das empresas,que demandam medidas corretivas e que não são tomadas. Volume de defeitos crescentes, perda de produtividade, custos fixos exagerados, descompasso entrerecebimentos e pagamentos, margens de contribuição negativas, entre tantas outras.

Ora, se não faltam teses de gestão onde está o “nó da questão”? Cursos, workshops, leituras não resolveriam?

Em muitos casos não, porque o problema reside em um processo de desorientação.

Empresas trocam modelos gestão, softwares, gestores e mesmo assim não encontram o caminho.

Preste atenção: Todos os modelos de gestão geram resultados. Mas, nem todos são adequados à sua empresa.

Carrinhos de sorvete nas ruas podem gerar resultados interessantes, carrinhos de pregos têm poucas chances. Dá para entender?

Modelos de gestão devem atender particularidades e cultura. Não acredita nisso?

Pense comigo: por que os modelos que fizeram o sucesso das empresas japonesas não deram os mesmos resultados em todosos lugares do mundo? E olha que não faltaram candidatos a samurais, loiros, de olhos azuis!

O que costuma ocorrer nas empresas é desorientação administrativa.

Calma, não estou chamando ninguém de maluco.

Desorientação é falta de orientação, falta de critério.

Há um fato interessante:

Pessoas são reativas às mudanças e não se dão bem com estas, por isso para manter a ordem estabelecida acabam mudando.

Olha que loucura: mudam para não mudar.

Gestores vão ao mercado em busca de novas pessoas, para dar continuidade às velhas ideias. Novas pessoas significam novas ideias, novos conceitos, com isso, ao não quererem mudar, mudam!

Esse encontro dificulta a escolha e sedimentação de conceitos. A empresa fica, portanto, oscilando entre o novo e ovelho, e entre os novos e os velhos.

Pronto, está instalado um processo de desorientação.

Esquisito?

Não, fato! Vejo isso todos os dias.

Deixe-me perguntar: – Como estão os seus critérios de gestão.

 
Fonte:ogerente.com.br







domingo, 13 de março de 2011

Indústria Brasileira em Xeque -Têxteis dão emprego na Ásia

Se ainda não é a temida desindustrialização, a redução na produção de artigos têxteis já é fato num dos maiores polos industriais de SC, no Vale do Itajaí. Muitas empresas optaram por produzir fora do país e buscaram facções em países asiáticos, como Vietnã e China. De acordo com o diretor do Sindicato das Indústrias Têxteis de Blumenau e Região (Sintex), Renato Valim, o objetivo de produzir fora é fugir do Custo Brasil.

– As nossas exportações caíram muito. Com a valorização do real, não temos mais competitividade no mercado externo. Essa medida foi uma questão de sobrevivência para o setor, que tem custos altíssimos com mão de obra – explica.

Os números falam por si. De 2000 a 2010, as importações de produtos têxteis de confecção em SC passaram de US$ 169 milhões para US$ 1,2 bilhão. No mesmo período, as exportações do Estado, apenas no setor de confecções, encolheram de US$ 533 milhões em 2000 para US$ 388 milhões em 2010.

– O déficit do setor como um todo, englobando cama, mesa, banho e tecidos, passa de US$ 2,7 bilhões. O grosso das exportações brasileiras é mais de fibra de algodão do que de produto acabado.

Isso representa menor participação da indústria têxtil no PIB do Estado e menor geração de emprego, dois fatores que explicam a desindustrialização. Parte dos produtos que o Estado exportava foi absorvida no mercado interno, o que garantiu a sobrevivência das indústrias.

O Brasil é grande consumidor e mantém vivo o setor, responsável pela produção de 9,8 bilhões de peças por ano e 1,7 milhão de empregos no país. São 30 mil empresas que garantem 3,5% do PIB nacional e 13,15% dos empregos da indústria de transformação.

Ainda somos o quinto polo mundial.

 





Fonte:clicrbs.com.br







sexta-feira, 11 de março de 2011

Conheça as cores e os modelos de jeans que combinam com o corpo

Aposte no jeans

O alemão Levi Strauss não imaginaria que, ao fazer calças com o tecido de barracas, criaria um ícone fashion e símbolo de rebeldia imortal. De um simples uniforme operário a eterno curinga, o denim foi adotado pelas musas do cinema da década de 1950 e ganhou conotações básicas, práticas e até mesmo sexy desde então.

O denim sem lavagem, bruto e de tonalidade escura, tem a vantagem de alongar a silhueta e emagrecer. É sempre um clássico, mas pode ter variadas coordenações: as barras dobradas quebram a seriedade e dão sinal de personalidade. O jeans claro, délavé, também não saiu de moda, porém é mais casual. As lavagens tie-dye devem ser evitadas no trabalho e por quem está com quilos a mais. Regiões da peça mais desgastadas e claras tendem a chamar a atenção. Evite-as se tiver coxas, bumbum ou quadril largos.

A tradicional camisa jeans aparece agora com os ombros marcados. Do look cowboy ao escritório, ela é peça-chave do armário, tanto de inverno como de verão.

As mais curtinhas e justas podem ser usadas com shorts e saias. As mais longas e abertas ficam um charme sobre vestidos. "Agora é que a gente está exercitando a ideia das camisas como parte de looks femininos, menos informais ou como terceira peça leve.

Camisa jeans fica feminina quando coordenada com tecidos finos e leves, transparências, babados e rendas, sem esquecer de acessórios em cores de menina, como rosa, lilás e vermelho", afirma Fernanda Resende, consultora de moda da Oficina de Estilo.

Outra textura disponível é a de patchwork, que confere ar artesanal à peça tipicamente industrial. O jeans destruído, que inclui desfiados e rasgados, continua em alta. Efeitos navalhados e tingimentos em tonalidades intensas, além de grafismos, atualizam o estilo.

A onda jeans tem permitido até os looks 100% denim, pois as lavagens desbotadas têm se mostrado cada vez mais brancas e em perfeita sintonia com as cores claras. "Em geral não a use com outra peça de jeans azul. Porém, uma jaqueta jeans azul com calça jeans branca é definitivamente o traje", diz Nina Garcia, editora de moda da revista Marie Claire americana. Os tradicionais modelos dos anos 80 e 90, mais amplos, continuam valendo. Mas, se quiser um modelo mais atual, compre-a bem justa e aposte em ferragens ou em cortes menores.

quinta-feira, 10 de março de 2011

C&A assina Pacto do Trabalho Escravo e fecha ciclo iniciado em 2006

A maior rede de varejo de moda do Brasil está agora engajada no enfrentamento do trabalho ilegal e degradante. A C&A Modas assinou o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. É a primeira empresa do setor a assinar o compromisso.

A C&A assinou o pacto junto com 40 de seus fornecedores, que também se comprometeram a monitorar suas cadeias produtivas, de modo a não permitir que em nenhuma etapa do processo exista o uso de mão de obra análoga a escravidão.

A iniciativa da C&A é um marco no enfrentamento do trabalho degradante.

A C&A foi alertada para o problema em maio de 2006, quando a revista do Instituto Observatório Social publicou a reportagem Que moda é essa?, de autoria de Marques Casara, da equipe da Papel Social.

A reportagem mostrou que a C&A usava imigrantes ilegais, em regime de trabalho de até 17 horas diárias, em oficinas clandestinas localizadas em São Paulo.

Na época, ao ser alertada para o problema, a empresa se recusou a conversar com o jornalista.

Após a publicação da reportagem e de uma ampla mobilização que envolveu o Observatório Social e o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a empresa reconheceu o problema e iniciou uma ampla reformulação no sistema de controle de fornecedores.

A C&A mudou os protocolos de monitoramento da cadeia produtiva e tornou-se uma empresa empenhada em enfrentar o uso de mão de obra escrava, ilegal ou degradante.

A ação da empresa, que culminou com a assinatura do Pacto Nacional junto com mais 40 fornecedores, é um exemplo concreto de como o jornalismo e o ativismo social podem, juntos, construir um mundo mais justo e sustentável.

A Papel Social acredita que a denúncia jornalística sem sensacionalismo e a disponibilidade dos atores para o diálogo são eficazes para a construção de novas relações de produção e de trabalho.

A busca por um Brasil competitivo

Num mundo onde os padrões de concorrência são pautados pela China, o Brasil não tem outra saída senão - de uma vez por todas tornar sua economia competitiva. Há muito a fazer.É preciso começar já.

"A COMPETIÇÃO É UMA DAS MAIS PODEROSAS FORÇAS na evolução do homem. Não conhecemos o futuro, mas uma coisa é certa: à medida que a competição continue a evoluir, ela será a fonte de muito de nossa prosperidade." E assim que o americano Michael Porter, principal teórico mundial da competitividade, inicia seu mais recente livro, o magistral Competição, uma compilação de seus principais trabalhos realizados ao longo de décadas de estudo sobre como empresas e países podem se destacar no jogo global - e prosperar. No livro, há toda uma seção dedicada à disputa entre nações. Nela, Porter é enfático quanto às causas que decidem esse jogo. "A prosperidade de um país é criada, não herdada. Ela não deriva das riquezas naturais, do número de trabalhadores ou do valor da moeda. A competitividade de um país depende da capacidade de suas empresas de inovar. Ao fim, o sucesso resulta de um ambiente interno que seja dinâmico, desafiador e que mire o futuro."

Livros teóricos de economia e negócios não são exatamente os preferidos nas altas esferas do governo, aqui ou em qualquer lugar. Particularmente no Brasil de hoje, porém, o estudo de temas ligados à competitividade seria um investimento que se pagaria mil vezes. Dentre as nações mais competitivas do mundo estão países como Suécia, Estados Unidos, Alemanha e Japão - não por coincidência sociedades que oferecem um padrão de vida próximo do ápice que a humanidade conseguiu atingir até agora. Na ponta oposta choca o subdesenvolvimento de locais como Chade, Angola, Burundi e Zimbábue. O Brasil do presente está mais ou menos no meio do caminho entre os dois polos, o que é muito pouco para uma nação com ambições de potência. Ao longo deste semestre, conheceremos as prioridades da presidente Dilma Rousseff. Dilma vem mostrando um estilo bem menos eufórico do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seria ótimo se mostrasse também o reconhecimento e a disposição para transpor os imensos obstáculos impostos à construção de uma economia realmente desenvolvida. Os avanços nas duas últimas décadas nos colocaram no radar das principais corporações e investidores do mundo, mas produziram uma ilusão perigosa - a de que o Brasil já é um grande competidor global. Falso como uma nota de 3 reais. A verdade nua e crua é que estamos tomando uma surra de muitos de nossos competidores. Caminhamos lentamente, enquanto eles correm. Num mundo no qual a China se impõe como novo padrão da concorrência até para os americanos, não teremos outro caminho senão acelerar o passo.

É verdade que vivemos um bom momento econômico. Mas é prudente analisá-lo com algum distanciamento. Muito do bem-estar conquistado nos últimos anos deve-se ao boom do mercado mundial de commodities. Ninguém em sä consciência vai reclamar quando o preço de alguns de nossos principais produtos subir. O risco é o comodismo, a dependência em relação a mercados que são voláteis por natureza e que flutuam a despeito de nossos desejos. A pedido de EXAME, o economista Celso Toledo, diretor da consultoria LCA, elaborou um estudo mostrando que o crescimento médio de 4,5% do Brasil nos últimos cinco anos decorreu, em larga medida, da China, nossa grande cliente no mercado de commodities. Toledo mostra que, caso a economia chinesa tivesse crescido 7% ao ano desde 2005, e não a um ritmo de 11%, o PIB brasileiro teria evoluído a uma taxa média de 2,5% - o mesmo padrão medíocre das décadas de 80 e 90. Não há nada de errado em aproveitar os ventos de fora. Mas não devemos nos esquecer de que eles podem mudar de uma hora para outra. E que o melhor antídoto nessa hora é uma economia que, como diz Porter, produza resultados criados, e não herdados.

Nesse campo ainda estamos devendo. Sim, há um Brasil que recebe uma torrente de dólares, eleva seu nível de renda e abriga um mercado consumidor crescente. Mas esse mesmo Brasil tem custos que esmagam a iniciativa empreendedora e a capacidade competitiva das empresas - por melhores que sejam naquilo que depende só delas. É o velho Brasil ineficiente e lento, que carrega nas costas um Estado inchado, perdulário, burocrático e ineficaz. Nos últimos dois meses, EXAME ouviu cerca de 50 empresários, executivos, economistas e estudiosos do tema da competitividade para entender a raiz dos problemas de muitas empresas brasileiras no enfrentamento da concorrência externa. Em seu conjunto, o quadro é preocupante. No ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, entre 139 países, o Brasil ocupa a 58 posição - atrás do Azerbaijão. Todos os nossos principais competidores, incluídos aí Coreia e China, estão bem à nossa frente. Os sinais de perda de fôlego da indústria brasileira começam a se avolumar. A fatia das exportações dos produtos industriais decresce mês a mês, na contramão do que se vê com as commodities. A balança comercial dos produtos industrializados, que já foi de 23 bilhões de dólares a favor do Brasil, fechou 2010 com um saldo negativo de quase 40 bilhões. Em muitas indústrias, a opção de comprar da China o que antes se fazia aqui é uma realidade cada dia mais presente. Há setores inteiros que estão em xeque - caso das fabricantes de alumínio, que em 2010 viram duas fábricas ser desativadas, uma da Vale e outra do grupo indiano Novelis, e podem desaparecer nos próximos anos afogadas por custos incompatíveis com o padrão internacional.


"Estamos num momento decisivo" afirma o economista Paulo Rabello de Castro, um dos mentores do Movimento Brasil Eficiente, cujo objetivo e encaminhar propostas para o país se desenvolver de forma mais competitiva nos próximos 20 anos. "O Brasil não deve se especializai Precisa manter a diversidade que possibilita ora contar com o vento a favor de um lado, ora de outro A amplitude de nossa economia é uma espécie de seguro" Isso significa não deixar que se perca a capacidade construída ao longo de décadas na área industrial Rabello lembra que já houve o perigo contrário o de o país desdenhar seu enorme potencial agrícola. Na década de 70, o governo militar centrou todos os esforços na indústria. O agronegócio, responsável atualmente por cerca de 25% do PIB sobreviveu graças a visionários e aos avanços tecnológicos obtidos pela Embrapa.

Os avanços dos últimos anos colocaram o Brasil no radar dos investidores. Mas isso não é sinônimo de competitividade

Quem está numa situação de desvantagem na competição internacional só tem um motivo a comemorar a possibilidade de um salto qualitativo numa velocidade inviável para os já desenvolvidos. De acordo com um estudo do economista americano Jeffrey Sachs, mudanças estruturais no campo da competitividade traduzem-se em impactos econômicos visíveis em cinco anos. Mas para isso é preciso demonstrar uma determinação à chinesa. Os especialistas ouvidos por EXAME são unânimes em apontar um cenário extremamente promissor caso o Brasil opte por se livrar de amarras em quatro terrenos - o sistema tributário sufocante, a legislação trabalhista esclerosada, a infraestrutura precária e uma taxa de juro única no mundo. Um ataque obstinado e consistente a esses problemas poderia levar o país a juntar-se ao grupo dos 40 melhores em termos de competitividade econômica, ao lado de Suíça, Suécia, Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Polônia. Esse cenário, batizado de "Brasil Competitivo" é compatível com uma taxa de crescimento sustentável de 6% ao ano. Em uma década, o PIB per capita brasileiro poderia dobrar para 20 000 dólares, comparável ao padrão atual dos coreanos. O Índice de Desenvolvimento Humano, uma medida de bem-estar, ultrapassaria o nível da Itália. Repita-se: tudo isso, em dez anos. "Países como Japão e Coreia já mostraram os ganhos sociais de quem busca incessantemente a competitividade", diz o economista Stéphane Garelli, diretor do Centro Mundial de Competitividade do instituto IMD da Suíça e um dos mais respeitados estudiosos do tema no mundo.

AONDE QUEREMOS CHEGAR

Talvez o maior desafio, agora, não seja econômico. As soluções apresentadas nesta reportagem para os quatro grandes problemas da competitividade não são novas. A questão de fundo é a capacidade de nossas elites políticas de promover o choque proposto. Tem sido recorrente, desde a ascensão da China como potência, a comparação entre regimes autoritários e democracias em termos de capacidade de realização de reformas. A teoria não encerrou o debate - o máximo que se pode dizer, hoje, é que as ditaduras tendem a produzir transformações mais rapidamente, mas sem o consenso social necessário para sustentá-las ao longo do tempo. Há um ponto, porém, que parece valer para ambos os sistemas. Só é possível adotar reformas abrangentes se houver clareza de aonde se pretende chegar.

Traçar metas e cobrar resultados, duas condutas inerentes ao dia a dia das empresas privadas, é raridade no setor público - em especial, do brasileiro. No passado, o Japão talvez tenha sido o melhor exemplo de como um país pode alçar voo ao incorporar essas noções. Destroçado pela guerra, o Japão abraçou o ideal de um salto qualitativo na educação e da conquista de mercados externos - a mesma estratégia adotada mais tarde pela Coreia. Com isso, o Japão virou a segunda maior economia do mundo, posto somente agora perdido para a China. Mais recentemente, a Polônia repetiu a história. Há pouco mais de 20 anos, era um país comunista totalmente fechado. Em 1990, promoveu uma ampla modernização da economia com vistas à entrada. na União Europeia. Investiu em infraestrutura e educação e tornou-se uma das economias mais dinâmicas do continente. Com mão de obra qualificada, mas com custos mais baixos, atraiu indústrias da vizinha Alemanha e viu seu produto interno bruto per capita crescer de 1500 dólares, em 1990, pra 11000, em 2009. Há dois anos, a Polônia era o 53 país mais competitivo. Atualmente, é o 39. "A imposição de metas para entrar na União Europeia foi decisiva para todos os avanços que tivemos", diz o economista Tadeusz Kowalski, professor da Universidade de Poznan, na Polônia.

Na competição global, não há como vencer todas as brigas. E inevitável que os chineses incorporem parte de nossa produção

O Brasil não tem um objetivo externo, como a entrada em um clube de países ricos. Precisa decidir por conta própria o que vai querer ser lá na frente, Trata-se de um ponto sobre o qual neste momento estão depositadas esperanças na visão da presidente Dilma. Aparentemente, ela tem mostrado sensibilidade para entender os problemas que atrapalham a competitividade do país. Convocou o empresário Jorge Gerdau Johannpeter para liderar um conselho que vai propor medidas para aumentar a eficiência e reduzir os gastos do setor público - a base para todas as outras reformas. Nomeou Fernando Pimentel para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com a missão de ajudar a fortalecer as empresas brasileiras no jogo global,"Estamos preparando um pacote com incentivos à competitividade", diz Pimentel. "Vamos enviar ao Congresso Nacional projetos de lei em duas frentes: o alívio de tributos e.a desoneração da folha. E há ainda a terceira vertente: a desburocratização?

Se a disposição for mesmo para valer, os produtores nacionais podem preparar suas máquinas. Na realização desta reportagem, EXAME deparou-se com um expressivo conjunto de casos de como o país tem perdido negócios devido à estrutura pesada de produção. Exemplos? Uma furadeira que custa la dólares para ser produzida no Brasil paga nada menos que 27 dólares de impostos. O mais incrível é que o similar chinês paga apenas 23 dólares ao chegar aqui - aí incluídos o frete da China ao Brasil, o custo portuário e o imposto de importação. É praticamente um convite para deslocar a produção para a Ásia - e, com ela, empregos qualificados. No caso dos automóveis, um carro bicombustível paga 29% de tributos. Nos Estados Unidos, a carga é de 5%. Na prática, um Toyota Corolla 1.8, que aqui custa 60 000 reais, lá sai pelo equivalente a 27000 reais. O resultado é que o Brasil se especializou em produzir automóveis pouco sofisticados. "O efeito é perverso, porque a qualidade da mão de obra necessária é mais baixa, o trabalhador ganha menos e também vai comprar produtos mais baratos" diz o consultor José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute especializado em competitividade industrial. Por essas e outras, não surpreende que a carga tributária seja a que recebe o maior número de críticas de empresários e economistas. A atual carga, de quase 40% da riqueza, está entre as maiores do mundo. Uma das metas do Movimento Brasil Eficiente seria limitá-la a 30% do PIB. "Batizamos essa reforma de 10-10-10. Um terço serviria para cobrir a Previdência, outro para estados e municípios e o terceiro para o governo central", diz. Rabello. "Em 20 anos, o efeito seria extraordinário." Também seria bem-vinda uma mudança na forma de cobrança, a exemplo do que faz a Suécia. Lá; a carga tributária é de 48% do PIB, mas mesmo assim o país aparece na segunda posição do ranking de competitividade. Isso porque os tributos são pesados sobre renda e lucros, mas leves sobre a produção e o investimento. No Brasil, oneram tudo, inclusive o faturamento os investimentos e as exportações. "Para construir uma fábrica, pagamos 18% de imposto sobre os investimentos. Na Suécia, pagam-se 6%. No Uruguai, 1%", diz Carlos Aguiar, presidente da Fibria, maior fabricante brasileira de celulose.

A Suécia é também exemplar na hora de devolver aos cidadãos o dinheiro dos impostos na forma de serviços. Aqui é o contrário. Isso fica evidente na qualidade da educação pública e nas condições de nossa infraestrutura. Estradas esburacadas, portos caros e lotados, aeroportos congestionados, falta de ferrovias e apagões de energia são reflexos da falta de investimento. Principal produto da pauta de exportação do agronegócio, a soja exemplifica como os problemas logísticos podem minar a competitividade. Graças às condições favoráveis de clima e solo:e à tecnologia dos produtores, a soja plantada em Mato Grosso é uma das mais competitivas do mundo. Durante o transporte até o porto, no entanto, toda a vantagem é desperdiçada. A falta de ferrovias e hidrovias, somada às péssimas condições das estradas, faz com que o frete custe, em média, quatro vezes o valor pago nos Estados Unidos, onde o transporte é feito por barcaças. Além disso, aqui quase 5% da produção não chega ao destino final, acarretando perda anual de faturamento de 5 bilhões de dóláres.

O resultado: hoje a rentabilidade do produtor brasileiro é bem menor que a dá americano. Na infraestrutura, o governo poderia ajudar não apenas com investimentos más também com regras claras. A americana Gargill tenta desde 2002 obter uma licença para ampliar seu terminal portuário em Santarém, no Pará. Com o asfaltamento da rodovia BR-163 desde Mato Grosso, poderia triplicar o volume embarcado pelo porto. "De que adianta melhorar a estrada se o podo não terá capacidade para escoar toda a produção?", pergunta Paulo Sousa, diretor da área de grãos da empresa.

Um dos fatores mais gritantes que pesam contra o Brasil na competição internacional é o elevado custo de capital. Na média, o custo do dinheiro no Brasil está em13% ao ano. Não há nada remotamente parecido no mundo. No Chile, o vizinho mais bem avaliado, não passa de 4%. Países como o Japão têm taxas próximas a zero. "Somos penalizados duas vezes. Primeiro porque temos de pagar caro. Depois, porque, diante do rendimento das aplicações financeiras, os acionistas querem retornos acima de 10% no Brasil, enquanto ficam felizes com a metade disso na Europa e no Japão", diz Cledorvino Bellini, presidente da Fiat e da Anfavea, associação que reúne os fabricantes de automóveis. A redução do custo de capital não é missão fácil. Depende de esforço do governo em cortar gastos e tomar menos recursos no mercado. "O governo usa grande parte dos recursos disponíveis nos bancos. Sobra pouco para o setor privado", diz Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da gestora Gávea Investimentos. Caso o Brasil consiga chegar ao nível da Austrália, dona da segunda maior taxa de juro do mundo, os ganhos serão enormes. Segundo o professor Samir Cury, da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas, se o juro real do Brasil caísse de 5% para o nível australiano, o país ganharia 1,5 ponto percentual em termos de crescimento. Além disso, a redução dos juros teria como efeito adicional uma pressão menor sobre o câmbio, uma das maiores reclamações dos exportadores.

SUCESSO TAMBÉM NO LONGO PRAZO

Países bem-sucedidos na arte das reformas são os que souberam dosar medidas de impacto de longo prazo com outras mais imediatas. Dada a nossa dimensão geográfica, é ilusório achar que os resultados na infraestrutura podem se materializar antes de uma década. Também é improvável que o peso dos impostos caia antes disso. Como os políticos raramente arriscam seu mandato por resultados tão distantes, é preciso conciliar essas medidas com outras, com efeitos rápidos. Nesse aspecto, nenhuma mudança seria tão eficaz quanto a modernização das leis trabalhistas. O custo de um trabalhador chinês é, em média, um terço do representado por um trabalhador brasileiro.

Salário no bolso é só parte dessa conta. "Meu produto chega aos Estados Unidos custando até 40% mais que o similar chinês", afirma Benny Rosset, dono da Cia. Marítima, uma das maiores fabricantes de biquínis do país. As vendas externas, que já responderam por mais de 20% do faturamento da empresa, hoje representam apenas 8%. Nos Estados Unidos, a Cia. Marítima atua hoje apenas na faixa dos biquínis mais caros, na qual o que vale é a inovação. As vendas em grande escala de artigos básicos para as redes americanas, como a Gap, já foram dominadas pelos chineses. Para tentar aliviar essa situação, o Ministério da Fazenda apresentou, em 2009, uma proposta de reforma que desonerava a folha de pagamentos em cerca de 10%. Para isso, a contribuição previdenciária seria reduzida de 20% para 14% e o salário-educação, de 2,5%, seria retirado da folha. Também está na mira o fim das contribuições de outros 2,5% para o sistema S, o que inclui instituições como Sesi e Senac.

Na competição internacional, não há como vencer todas as brigas. Parte do sucesso, diz Porter, é saber escolher as áreas nas quais se especializar. É inevitável que parte da produção industrial se transfira para a China, dada a escala obtida pelo país. O lamentável, porém, é que nem sequer sabemos quais são as áreas em que a luta merece ser travada. Com os custos do país tão acima dos concorrentes, não há como identificar nossos limites. Um cenário de competitividade abriria espaço para um fenômeno comum às nações que deram certo avançar em direção a uma economia sofisticada e capaz de gerar inovação. Os ganhos seriam tantos que é difícil acreditar que vamos perder a oportunidade. Diz Armínio Fraga, numa frase que esperamos profética: "Vai dar muito, mas muito trabalho. Mas no final o Brasil vai dar certo".


FONTE: Publicada em 04/03/2011 pelo Revista Exame. Autores: Marcelo Onaga e Nicholas Vital.



Au Revoir Carnaval! - O Ano Afinal Vai Começar

Há uma doença congênita que assola nosso país. Uma doença que ceifa empregos e reduz o dinamismo da Economia, prejudicando toda a sociedade, mas que se reveste como algo bom, travestido com a toga da alegria. Esta doença atende pelo nome de Carnaval.

"Os momentos de intensa felicidade são, por natureza, fugazes.Se todo dia é Carnaval, acabou o Carnaval.A garota de Ipanema é, por definição, a 'que vem e que passa', jamais a que fica."(Eduardo Giannetti da Fonseca)

Perguntei a um amigo como havia se saído em uma entrevista de seleção para a qual fora convocado e que aguardava com grande ansiedade. Ele me respondeu resignado: "Foi desmarcada. Agendaram para depois do Carnaval".

Almoçando com um empresário, notei sua apreensão com as vendas neste mês. "Todos os anos é a mesma coisa. Clientes ativos deixam para repor estoques apenas em março e novos clientes preferem negociar orçamentos após o Carnaval", relatou-me.

Reinício das aulas na faculdade. Entro na sala e sinto-me como em um auditório, tamanho o número de cadeiras vagas. Presentes apenas 30% dos alunos, que me confortam: "Primeira semana de aula é meio devagar mesmo, professor. Depois do Carnaval estarão todos aqui".

Oportunidades de trabalho não preenchidas, produtos não fabricados, aulas não ministradas, conhecimento não compartilhado.

Há uma doença congênita que assola nosso país. Uma doença que ceifa empregos, impede o crescimento da renda e reduz o dinamismo da Economia, prejudicando toda a sociedade, mas que se reveste como algo bom, travestido com a toga da alegria. Esta doença atende pelo nome de Carnaval.

Anualmente contamos 104 dias correspondentes a sábados e domingos e outros 15 dias, em média, representados por feriados prolongados. Ou seja, quase um terço do ano onde grande parte da população não trabalha, não produz.

É evidente que há uma miríade de pessoas que exercem suas atividades profissionais aos sábados e, até mesmo, aos domingos. Mas estou fazendo uma abstração para sinalizar que não há mais tempo a perder para quem se propõe a construir uma nação mais próspera e justa. Como diria Machado de Assis, "Nós matamos o tempo, mas ele nos enterra".

É fato notório que, exceção feita à indústria do turismo, muitos setores são prejudicados pela ocorrência do Carnaval. Já experimentamos uma retração natural no período entre o Natal e o Ano Novo. Que bom seria se o Carnaval acontecesse logo na primeira semana de janeiro! Assim, teríamos um recesso coletivo que convidaria o país a retomar com pujança suas atividades a partir, aproximadamente, do dia 10 de janeiro.

Meu amigo desempregado terá que aguardar... para depois do Carnaval.

Meu colega empresário terá que suportar suas contas a pagar até... depois do Carnaval.

Minhas aulas somente poderão ser apresentadas... após o Carnaval.

Que se preserve a "alegria do povo". Que aproveitemos os imprescindíveis momentos de ócio e lazer. Mas precisamos refletir sobre os benefícios de uma antecipação da comemoração do Carnaval.

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de "Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.


 

Fonte:administradores.com.br







quarta-feira, 9 de março de 2011

Oportunidade de Emprego - Gerencia Industrial e Supervisão

SUPERVISOR DE PRODUÇÃO/CONFECÇÃO

Buscamos profissional para exercer o cargo de SUPERVISOR DE PRODUÇÃO na Cativa Têxtil de Campo Grande /MS.

Para desempenhar a função é necessário ter vivência em costura de artigos de malha, qualidade, tempos e métodos, programação e balanceamento de células de produção, conhecimento em manutenção de máquinas, treinamento. Preferencialmente formação na área têxtil/confecção ou administração.

GERENTE INDUSTRIAL

Buscamos profissional para exercer o cargo de GERENTE INDUSTRIAL na Cativa Têxtil de Pomerode/SC.

Vivência necessária: Empresa têxtil e Planejamento Industrial.

Vivência prática na área industrial, controle de tempo hora/máquina, relacionamento com funcionários, líderes e com os diretores da empresa. Irá atuar com o gerenciamento de processo produtivo. Conhecimento em Lean será um diferencial.

Superior completo: Engenharia da Produção, Administração ou áreas afins. Pós ou MBA na área será um diferencial.

Contato -Susana Dallmann
Gestão de Pessoas
susana.rh@cativa.com.br

terça-feira, 8 de março de 2011

By @ivaldolima - Rachel Sheherazade esperando a quarta-feira de Cinzas. ...

Porque se comemora 8 de março o dia das mulheres?

Porque no dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo:Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Pesquisadores e religiosos buscam origem da 'tekhelet', tom de azul que a Bíblia menciona como aquela das vestes judaicas

Pesquisadores e religiosos buscam origem da 'tekhelet', tom de azul que a Bíblia menciona como aquela das vestes judaicas.

Um dos mistérios que têm intrigado os estudiosos por muitos séculos é o tom exato do azul que representa a "tekhelet" cor que a Bíblia menciona como aquela usada nas vestes cerimoniais dos sacerdotes e roupas de oração dos judeus.

O que se sabe sobre a tekhelet é que o Talmud diz que ela foi produzida a partir da secreção do caracol do mar que ainda é encontrado nas praias de Israel.

Judeu reza com tecido que carrega a histórica cor do céu conhecida como tekhelet em suas cordas, na Cisjordânia

Interpretações tradicionais têm caracterizado a tekhelet como um simbólico azul dos céus para que os judeus se lembrem de Deus. Mas não é isso, de acordo com um acadêmico israelense que realizou uma nova análise. Segundo ele, a tekhelet parece ter sido uma cor mais próxima de um roxo azulado.

O estudioso Zvi C. Koren, professor especializado em química analítica de corantes antigos, diz que identificou a primeira amostra física conhecida da tekhelet em um bordado minúsculo em um tecido de 2 mil anos recuperado em Massada, a fortaleza do rei Herodes. Mais tarde, o local viria a ser palco do suicídio coletivo de fanáticos judeus depois de um longo impasse contra os romanos.

"É realmente majestosa", disse Koren sobre a amostra, que segundo ele se manteve próxima à sua tonalidade original parecida com o índigo. Nesta segunda-feira, Koren irá apresentar um trabalho em uma conferência na Faculdade Shenkar de Engenharia e Design, onde dirige o Centro Edelstein de Análise de Artefatos Antigos. Até agora, os poucos corantes azuis ou roxos encontrados em tecidos do período na região foram obtidos de plantas, ele disse.

Tecido

O tecido que ele examinou é um dos muitos itens descobertos em Masada em 1960 e guardados na Universidade Hebraica em Jerusalém. Ele chegou a sua atenção quando o historiador britânico Hero Granger-Taylor, que se especializa em tecidos antigo, pediu-lhe para analisar alguns têxteis. Koren disse que ele foi o primeiro pesquisador a fazer a ligação entre o tecido e o corante de caracol.

Ele descobriu que a tinta utilizada na amostra de Massada, um pedaço de bordado roxo-azulado, veio de uma espécie de caramujo conhecida como Murex trunculus e familiar para israelenses modernos. Esses tons de azul sobre têxteis são raros de se encontrar pois eram usados exclusivamente pela realeza ou nobreza.

Mesmo que não seja da cor do céu, segundo Koren, a noção tradicional da tekhelet – que sirva como um lembrete da existência do paraíso – ainda se encaixa. "A tekhelet é da cor do céu", disse Koren em seu laboratório. "Não é a cor do céu como nós o conhecemos, é a cor do céu à meia-noite". Ele fez uma pausa e acrescentou: "É quando você está sozinho à noite que você chega a Deus e é isso que a tekhelet representa".

FONTE: THE NEW YORK TIMES