terça-feira, 21 de setembro de 2010

Estilo militar já é um clássico em NY


Podem chamar de guerreira urbana, militar chique ou até de "o fabuloso verde militar". No centro das atenções da moda para a próxima primavera e verão no hemisfério Norte, revelada esta semana em Nova York, estão as jaquetas militares, estampas camufladas, botões de latão e calças com bolsos laterais, tudo em tecidos mais suaves, de linho, renda e seda. A mistura da dureza e suavidade, do funcional e do feminino cai bem no gosto dos consumidores de moda, segundo especialistas.


"O militar tornou-se básico", disse o consultor de luxo Robert Burke. "As pessoas parecem se sentir um pouco mais protegidas nessas jaquetas militares, um pouco mais seguras."

"Não é moda de garota, não é um visual cheio de adornos", afirmou. "É um visual ligeiramente mais forte e simplesmente parece ser mais confortável para as pessoas neste momento."

Encabeçando os visuais com inspirações militares apresentados na Mercedes-Benz Fashion Week em Nova York estavam coleções como a Ruffian, que mostrou jaquetas tipo embaixador, com botões de latão e colarinhos levantados, jaquetas com quatro bolsos, saias de tela enrugada, saias enfeitadas com lantejoulas e vestidos em tecidos com estampas de camuflagem.

A coleção Ruffian foi inspirada em Susan Travers, a única mulher a servir oficialmente na Legião Estrangeira francesa, segundo os estilistas Brian Wolk e Claude Morais. "A vida inspirada de Travers, com elementos militares, de diplomacia, viagens exóticas e romance, foi uma fonte de inspiração perfeita para nossa coleção", afirmaram, ao descrever seus modelos.

A estilista americana Nicole Miller brincou com o visual militar ao colocar jaquetas do avesso, para que as linhas e as costuras ficassem expostas. A linha da Nicholas K exibiu chapéus com listas de couro, jaquetas militares, botas "vintage" e cintos de tecido com alças de metal. O estilista estilista Adam Lippes também mostrou calças de marinheiro de brim.

Os visuais militares há muito influenciam a moda - desde as capas de chuva, primeiramente feitas para os oficiais e as jaquetas do tipo Eisenhower até os óculos de aviadores primeiramente idealizados para os pilotos. Na leitura atual, a imagem áspera de alguns desses elementos é combinada com toques suaves.

No desfile da Rag & Bone, os vestidos ganharam fivelas pretas e as calças de combate foram feitas de seda, malha e tecido transparente. Derek Lam brincou com as capas de chuva, misturando sarja com linho. Alexander Wang mostrou capas de gaze, calças com seda de paraquedas e capas de chuva sem a parte de trás e com abas gigantes.

"Há uma tendência dessa mistura de elementos suaves e duros e de jogar com o masculino feminino", disse Claire Hamilton, analista de tendências de varejo da consultoria inglesa WGSN. Combinar as roupas e enfeites militares com detalhes femininos cria um visual eclético atraente, afirmou. "Isso se adapta ao consumidor de hoje, que quer comprar a sensação de um estilo pessoal", disse.

E o visual militar é infinitamente prático, destacam especialistas. "Do ponto de vista comercial, acho que o verdadeiro motor por trás da moda de inspiração militar é o componente de utilidade", afirmou Marc Beckham, da Designers Management Agency. As peças militares, destacou, tendem a ter montes de bolsos. "Vemos mais mulheres no mercado de trabalho e elas têm seus celulares, seus BlackBerrys e seus iPhones, além de suas chaves e todo o resto", disse.

As formas estruturadas e as cores neutras do estilo militar se encaixam em quase todos os tipos de corpos e compleições, observou Michelle Madhok, editora do guia de compras na internet Shefinds.com. E a maioria dos itens são clássicos, acrescentou. "Desde que não se passe do limite com a camuflagem e as dragonas [tiras de pano presas com botão em cima dos ombros, usadas em fardas] e botões de latão, você poderá vestir sua saia caqui durante diversas temporadas", afirmou.


Fonte:valoronline

TRT 3ª REGIÃO AFIRMA SER ATO DISCRIMINATÓRIO, A CONSULTA PRÉVIA DO SPC e SERASA, PARA CONTRATAÇÃO DE EMPREGADOS


20/09/2010 - Consulta a SERASA e SPC antes de contratar ou dispensar empregados é ato discriminatório (Notícias TRT 3ª Região)
Muitas ações têm chegado à Justiça do Trabalho de Minas versando sobre um fenômeno cada vez mais comum no mercado de trabalho: empresas estão estabelecendo como requisito para a contratação de novos empregados, ou para a manutenção de trabalhadores já contratados, a realização de consulta prévia aos cadastros do SPC e SERASA, para verificar se o candidato ou empregado possui algum tipo de restrição cadastral. Mas a maioria dos juízes tem entendido que condutas desse tipo são caracterizadas como ilícitas, pois essa prática patronal viola princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do direito ao trabalho e à igualdade, sendo considerada ato discriminatório, que gera o direito a indenização por danos morais. Além disso, esse novo critério rigoroso utilizado pelas empresas dificulta em muito a vida do trabalhador inadimplente, pois, fora do mercado de trabalho, ele nunca conseguirá recursos financeiros para pagar suas dívidas e tirar seu nome do cadastro de maus pagadores. Dessa forma, cria-se um círculo vicioso: o trabalhador não consegue arranjar emprego porque não tem condições de pagar suas dívidas e não tem condições de pagar suas dívidas porque não consegue arranjar emprego.
Na época em que atuava como titular da Vara do Trabalho de Itajubá, o juiz Gigli Cattabriga Júnior julgou uma ação civil pública, na qual o Ministério Público do Trabalho denunciou a situação de 59 trabalhadores vítimas de ato discriminatório da empregadora. Conforme apurou o MPT, a empresa pressionava os empregados que tinham os nomes incluídos no cadastro de inadimplentes a pagarem seus débitos, de natureza estranha ao contrato de trabalho, como condição para a permanência no emprego. O MPT relatou que chegou a intimar a empresa para esclarecer os fatos e firmar possível Termo de Ajustamento de Conduta, mas não obteve resposta.
Para o juiz, o conjunto de provas analisado demonstrou que há muito tempo a empresa vem se valendo desse "artifício". Uma das provas analisadas pelo magistrado foi um trecho de cópia do livro de propriedade da empresa, no qual há menção expressa de que três empregados estavam com o nome no SERASA. No texto transcrito, a empregadora exigia providências imediatas por parte dos empregados devedores, mediante ameaças de perda do emprego. No entender do julgador, o documento é um claro registro da coação aos trabalhadores, praticada pela empresa de forma reiterada, o que caracteriza conduta patronal discriminatória.
Diante desses elementos, o juiz sentenciante acolheu os pedidos formulados na ação civil pública, para condenar a empresa ao pagamento da multa de R$50.000,00, a título de indenização por danos morais coletivos, revertidos ao FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador. A condenação inclui ainda obrigações de fazer e de não fazer, como a determinação de que a empresa se abstenha, por completo, de realizar quaisquer pesquisas em cadastros de proteção ao crédito para subsidiar contratação de empregados ou mantê-los, sob pena de multa de R$ 100.000,00, por empregado escolhido ou contratado sob esse critério. Foi fixada a multa de R$1.000,00 diários por cada infração (coação), por trabalhador.

domingo, 19 de setembro de 2010

Você é um líder metacompetente?


Ser competente não serve mais para ganhar o jogo, virou obrigação. Quem não for, nem entra mais em campo.


Ser competente virou uma obrigação. Não serve mais para ganhar o jogo. Quem não for competente nem entra mais em campo. Ou se já estiver nele, vai sair rapidinho. As conhecidas competências técnico-profissionais como capacidade de planejamento, negociação, administração do tempo, comunicação, condução de reuniões, dentre outras,são desejáveis em qualquer profissional, mas não mais se constituem naquele diferencial decisivo que deixará a sua marca na história de uma empresa.


Essas competências já foram codificadas e tentam ser ensinadas a verdadeiras legiões de profissionais, que se esforçam para adquiri-las. Viraram commodities. Servem para, no máximo, transformar você em um ou uma gerente mais eficiente, enquanto as empresas necessitam de líderes eficazes. Servem para torná-los mais competentes, quando as empresas buscam os profissionais metacompetentes.


O "líder metacompetente" – tomo de empréstimo aqui o conceito análogo de "Metacompetência" proposto pelo professor Eugênio Mussak – consegue obter resultados incomuns de pessoas comuns. Surpreende, superando sempre o esperado. Em vez de simplesmente dar ordens e cobrar rendimento, ele ou ela incentiva cada um a fazer o seu melhor, porque dá o seu melhor. Não espera acontecer. Cria as oportunidades. Estimula o senso de urgência, não deixa as coisas para amanhã. Sabe que a equipe só se beneficia da diversidade dos talentos se houver complementaridade.


O líder metacompetente incentiva parcerias, apóia iniciativas. Prioriza o que a equipe precisa, não apenas o que desejam seus integrantes. Consegue o grau de compromisso e de disciplina necessários para realizar sonhos definidos em conjunto, não apenas satisfações imediatistas.


Celebra os sucessos e as pequenas vitórias. Distribui parte dos resultados gerados, em retribuição à comunidade. Avalia desempenho, dá oportunidade, mas sabe detectar os improdutivos. Consegue o que muitos consideram impossível, equilibrar a busca do sucesso profissional com suas necessidades pessoais, familiares, espirituais. Não permite que sacrifícios na esfera pessoal sejam interpretados como demonstração de lealdade à empresa e recompensados com meras promoções ou placas de agradecimento. Sabe compatibilizar as pressões da sobrevivência de curto prazo com as necessidades de longo prazo. O hoje com o amanhã. Cuida do presente enquanto cria o futuro.


Tento dar uma contribuição ao pensamento e à prática gerencial ao propor que o novo paradigma da atuação profissional, em qualquer área, seja a idéia de ser um líder metacompetente, um conceito que nos encoraja a ir muito além do convencional, do job description, do padrão. Ou seja, a desenvolver competências que são transversais às competências essenciais.


Trata-se do aprimoramento das qualidades humanas que potencializam a capacidade técnica. Mais do que bons profissionais o mundo deseja bons seres humanos, exercendo suas profissões de forma surpreendente. Pessoas que executam seu trabalho com paixão e colocam sua alma no que fazem.


Metacompetência é o diferencial competitivo que supera as expectativas de chefes e clientes, garantindo o sucesso dos negócios, empregos e carreiras. E agora? Você vai se contentar em ser apenas um profissional competente? Ou vai além?


César Souza (cesarsouza@empreende.net) consultor , escritor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria nas áreas de Estratégia , Mkt e RH.

Fonte:administradores.com.br

Hering, gigante têxtil, pode instalar fábrica no Ceará


Uma boa notícia para a economia cearense: a empresa catarinense Hering, uma das gigantes do setor têxtil brasileiro, está a um passo de decidir pela instalação de uma fábrica no Ceará. “Digamos que já temos 90% de possibilidades de atrair para cá mais uma grande indústria”, disse a este blog, com comedido entusiasmo, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Ivan Bezerra, que se reuniu das 9 às 12 horas de ontem, 15, em Fortaleza, com dois diretores da Hering. Na próxima semana, os catarinenses apresentarão a Ivan Bezerra os seus pleitos, que serão formulados de acordo com o cardápio de incentivos fiscais e locacionais oferecidos pelo Governo cearense. A fábrica da Hering vai criar dois mil novos empregos, uma parte dos quais de modo terceirizado, razão pela qual a localização do empreendimento será na geografia de um município que disponha de mão de obra adequada à atividade confeccionista de roupas. A Hering oferecerá a máquina e o tecido para que, em sua própria casa, a costureira ou o costureiro execute a confecção. A empresa tem sede em Santa Catarina e uma fábrica em Natal. Como o consumo está crescendo, a Hering a cuida de expandir sua produção, tirando proveito dos incentivos fiscais. Ivan Bezerra informou que o controlador do grupo Hering, Fábio Hering, virá nos próximos dias a Fortaleza para reunir-se com o governador Cid Gomes


Fonte:blogs.diariodonordeste.com.br

Pesquisadores desenvolvem roupa em spray


Fibras do tecido dentro de lata viram trajes moldados ao corpo por Redação Galileu.
Já pensou em fabricar suas próprias roupas como quiser em apenas 15 minutos? E a melhor parte é que ela sempre vai cair como uma luva. O Fabrican (em tradução literal, "tecido em lata") foi invenção do designer espanhol Manel Torres com colaboração técnica e científica do Imperial College e o Royal College of Art de Londres.


O material dentro da lata é formado por fibras de algodão, polímeros (substâncias plásticas para dar liga e "colar" as fibras) e solventes que mantêm tudo em estado líquido para ser espirrado no corpo. Depois que a mistura atinge o corpo e ganha sua forma, começa a secar rapidamente. Em cerca de 15 minutos, a nova roupa está pronta.

A ideia dos pesquisadores é criar um tecido que rapidamente toma a forma dos objetos onde é depositado. Além de ser usado por pessoas que querem ter roupas totalmente customizadas, o Fabrican poderia ser usado como ataduras em hospitais, na indústria e por designers. E onde mais a imaginação permitir.


O tecido em lata parece futurista, mas em breve estará disponível aos consumidores, garantem os criadores. Para quem se preocupa com sustentabilidade, a roupa em lata pode ser lavada e reutilizada. E quando seu dono enjoar do modelo, ele poderá ser dissolvido e virar matéria-prima para novas roupas.

O próximo passo dos cientistas é tentar agradar a quem não gosta de roupas coladas ao corpo e minimizar o cheiro de solvente das peças.Veja Vídeo

Fonte:revistagalileu.globo.com

sábado, 18 de setembro de 2010

10 siglas da moda desvendadas


No imenso mundo da moda, entre diversos nomes de grifes, as siglas concentram um bom percentual e normalmente são envoltas por lendas urbanas. Você deve ter alguma peça de roupa cuja marca é representada por uma sigla, mas você sabe o que ela siginifica? Pensando nisso, separamos o significado de 10 siglas muito famosas da moda nesta matéria exclusiva. Confira:


ACNE (Ambition to Create Novel Expressions)

Em português, "Ambição para Criar Novas Expressões". É uma fabricante sueca de jeans, unindo estilos inovadores com um guarda-roupa versátil para homens e mulheres, desde T-shirts de algodão a calçados e acessórios de luxo. A marca já fechou uma parceria inclusive com Lanvin.

BCBG Max Azria (Bon chic, bon genre)

"Bom estilo, boa atitude", essa é uma tradução bem literal do significado das letras. A marca é comandada pelo estilista Max Azria, sob a supervisão da sua mulher, Lubova. Tem 475 lojas de varejo no mundo, e uma série de outras linhas. Recentemente, adquiriu a etiqueta Hervè Léger, dos famosos vestidos bandagem.

C&A (Clemens e August Brenninkmeijer)


A sigla corresponde ao nome dos irmãos fundadores da marca. Criada na Holanda em 1841, conta hoje com filiais na Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Luxemburgo, México, Países Baixos, Polônia, Portugal, República Tcheca, Rússia, Suíça, China e Turquia.

DKNY (Donna Karan New York)

Fundada em 1989, Donna Karan New York é uma criação da designer-chefe homônima, seu marido, Stephan Weiss, e a empresa de gestão de moda Takihyo. Tinha uma meta desafiadora de combinar conforto e luxo em suas linhas. Em 2001, foi comprada pela francesa LVMH (Louis Vuitton Moet Hennessy).

GAP

A palavra gap em inglês significa fenda, lacuna. Na grife, referencia a lacuna de mercado vista por jovens que não queriam roupas de adolescente nem de adulto. A marca surgiu em São Francisco, nos Estados Unidos, em 1969, para suprir esta carência. A ideia de que GAP significa "Gay and Proud" (gay e orgulhoso, em português) não passa de lenda urbana, que ganhou força devido ao grande número de homossexuais de São Francisco.

H&M (Hennes & Mauritz)

Marca sueca, nasceu como loja feminina "Hennes", significado na língua para "dela". Fundada por Erling Persson, que em 1968 adquiriu as instalações e estoque de uma loja de equipamento de caça chamada Mauritz Widforss Estocolmo, passando a expandir suas linhas masculinas. O nome mudou para Hennes & Mauritz , mais tarde abreviado para H&M.

LAMB (Love. Angel. Music. Baby)
Reúne as iniciais do nome do 1º álbum solo da cantora Gwen Stefani, "Love. Angel. Music. Baby." Fundada em 2003, a marca de Gwen ainda congrega uma marca de calçados, relógios, bolsas e perfumes chamada "L".

TNG (Teenager)

TNG é a abreviação da palavra em inglês teenager (adolescente). Com esse nome, a marca só poderia mesmo focar nos jovens, e é isso o que faz há mais de 20 anos, sob o comando de Tito Bessa Júnior. No começo, era voltada apenas para o público masculino. Depois de um tempo, começou a criar também para as mulheres. Isso foi no começo dos anos 2000 e logo em seguida, em 2003, fez sua estreia no Fashion Rio.

VPL (Visible Panty Line)

Estilista, Victoria Bartlett tinha uma visão para criar uma coleção para preencher o nicho entre lingerie e roupas esportivas. Surgia a Visible Panty Line, com um conceito simples de tornar a roupa uma parte visível, alicerçada nos princípios fundamentais de conforto, funcionalidade e estilo.

Y-3

O significado deste nome reúne o Y, do designer japonês Yohji Yamamoto, e as 3 listras famosas da Adidas. Iniciada em 2003, esta parceria é sucesso de público e crtítica por unir as criações vanguardistas de Yamamoto com os tecidos tecnológicos e visual esportivo da Adidas.



Eduardo Pedroso, Juliana Wecki e Lucas Schwantes
redacao@usefashion.com


Fonte:usefashion.com

Invista - de fibras, planeja investir em fábrica em SP


SÃO PAULO - A norte-americana Invista, uma das maiores fabricantes de polímeros e fibras do mundo, está investindo para ampliar a capacidade de sua planta produtiva em Americana (SP). O objetivo da empresa é atender o mercado brasileiro de denim (o brim usado para fazer jeans), que deve movimentar cerca de R$ 8 bilhões em 2010. Segundo a gerente de Marketing da companhia, Andrea Martins, a expansão começará em 2012 e aumentará em 70% o volume de produção da fábrica.

O carro-chefe da companhia é a marca Lycra, que responde por 80% dos negócios da empresa, que atende grandes clientes, como Canatiba Têxtil, Cedro, e Tavex. De acordo com a executiva da Invista, o Brasil está entre os cinco países de maior faturamento do grupo. "Esperamos crescer dois dígitos este ano", diz.

Desafio

Martins explica que o maior desafio da empresa é investir na marca para trabalhar direto com as indústrias têxteis. Segundo ela, depois da produção dos tecidos, a empresa audita as peças produzidas para atestar a qualidade dos artigos que receberão o selo da multinacional Lycra. "A fabricante desenvolve o produto e avaliamos toda a sua produção antes de colocarmos nossa marca", diz a gerente. O processo dura em média uma semana.

A fábrica da Invista no Brasil exporta 20% de sua produção total para os países que formam a América Latina e emprega mais de mil funcionários. A empresa norte-americana está presente em 20 ao redor do mundo

Fonte:dci.com.br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A curiosa história do… sutiã


Há milênios as mulheres procuravam uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los… Mas nada muito doloroso. O purgatório femino começou mesmo no século XVI, quando um espertinho inventou de criar os espartilhos, cujo nome vem do esparto, uma uma gramínea utilizada na fabricação de cestos. Eram rígidos, apertados, sufocantes. Eram feitos também com barbatana de baleia e, por meio de cordões bem amarrados, eles apertavam os seios a tal ponto que muitas mulheres desmaiavam.

Reprodução
Mammy, aperta o espartilho da Scarlett até ela não ter mais ar!

Essa ditadura acabou graças a uma dobradinha França-Estados Unidos na primeira década do século XX. De um lado, Paul Poiret, que tomado por uma estética oriental, começou a criar vestidos fluidos, soltos, onde o espartilho não cabia. Do outro lado, estava a socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob e seu vestido novo de festa. Com o espartilho, a roupa que ela queria usar não caia bem de forma alguma. Bem irritada, ela chamou a empregada e juntas confeccionaram uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Linda, leve e solta, caiu na balada, deixando as amigas com inveja. Como não devia estar afim de olho gordo de ninguém pra cima dela, resolveu começar a produzir algumas peças para as mais chegadas. No ano seguinte, em 1914, resolveu patentear a criação.

Reprodução
Cópia da patente so primeiro sutiã, criado por Mary Phelps Jacob

E olha como tudo é uma questão de timing: sete anos antes, em 1907, a Vogue francesa já alcunhava a palvra “soutien”. Quer mais? Logo na época que Mary patenteou sua criação, a Primeira Guerra Mundial tava estourando. As mulheres precisavam de roupas práticas para trabalhar e não podiam ficar presas a seus espartilhos. Você pensa: essa mulher ficou rica! Riiiiica! Mas não ficou. A tonta achou que o sutiã não ia dar em nada e acabou vendendo a patente para a Warner Bros por míseros 1550 dólares. Nos 30 anos seguintes, a empresa iria faturar 15 milhões de dólares com esta peça de roupa. E Mary iria morrer de despeito. O resto é história: na década de 20, os sutiãs achataram o busto (culpa da Chanel e seu estilo “garçonne”!).

Reprodução
Madonna e Lady Gaga: épocas diferentes, stylings semelhantes

Nos anos 30, a silhueta feminina voltou a ser valorizada. Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos 50, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood. Nos 60, as feministas queimam em praça pública a peça que consideravam símbolo da opressão masculina. Nos 70, a mulherada esquece que ele existe e vai curtir a liberação sexual. Nos anos 80, Madonna deixa todo mundo passado com os sutiãs pontudos de Jean Paul Gaultier. E, nos dias de hoje, só se fala em sutiã como “roupa de mostrar”. Filosofia seguida à risca por Lady Gaga, que precisa só dele e de uma calcinha pra fazer um show. Pelo menos ela ainda usa isso.



Fonte:descolex.com

Refazer o "Made in China"


"É um negócio que está a morrer", diz o dono de uma fábrica de roupa que eu conheci em Zhuhai, uma cidade na província de Guangdong.
Como muitos outras pessoas que trabalham no seu ramo de negócio, prepara-se para encerrar. Há duas décadas que os investidores começaram a chegar a Zhuhai, atraídos por mão-de-obra abundante e barata. O auge das t-shirts, brinquedos, flores de plástico, azulejos, anzóis e elásticos parece ser coisa do passado. Actualmente, os custos de produzir estes produtos são mais baixos em países como o Bangladesh e o Vietname.

À medida que os custos laborais continuam a subir, estará a China preparada para perder a sua condição de fábrica do mundo?

O aumento dos custos laborais é inevitável. Em 2008, o governo chinês introduziu regras laborais mais duras e um salário mínimo. As recentes políticas para melhorar as condições económicas rurais abrandaram o fluxo de migrantes das zonas rurais. Os trabalhadores exigem uma maior remuneração para compensar o rápido aumento do custo de vida nas cidades chinesas, tal como foi manifestado na greve de trabalhadores qualificados na fábrica da Honda em Guangdong. O salário foi a questão fundamental do conflito.

Os trabalhadores em greve exigiam um aumento do salário dos actuais 1.500 renminbi (234 dólares) para 2.000 - 2.500 renminbi (373,13 dólares) por mês. Claramente, as fábricas chinesas já não podem oferecer preços demasiado baixos.

A produção de roupa é um exemplo primordial do declínio da competitividade da China nos mercados que dependem da mão-de-obra barata. De acordo com um estudo realizado pela consultora norte-americana Jassin O'Rourke, os custos laborais na China são mais elevados do que em sete outros países asiáticos. O custo médio de um trabalhador é 1,08 dólares por hora nas províncias costeiras da China e entre 0,55 e 0,80 dólares nas províncias do interior. A Índia ocupa o sétimo lugar, com 0,51 dólares por hora. O Bangladesh oferece o preço mais baixo, apenas um quinto do preço em locais como Xangai e Suzhou.

A juntar aos problemas laborais da China, a crise financeira durante os últimos dois anos teve um efeito desastroso na procura externa. Em 2009, o valor das exportações chinesas caiu 16% face a 2008. As indústrias que empregam grandes quantidades de mão-de-obra foram especialmente afectadas. Na indústria têxtil, os lucros de 2008 caíram pela primeira vez em dez anos. Em Março de 2009, as exportações de produtos electrónicos e de tecnologias de informação caíram 25% face ao mês anterior. Apesar das exportações chinesas terem começado a recuperar em 2010, o impacto da crise financeira continua a ser palpável. Em Janeiro de 2010, o valor das exportações regressou ao nível registado em Janeiro de 2008. Mas muitas fábricas já tinham encerrado.

Para os fabricantes chineses, uma tendência de longo prazo de aumento de custos juntamente com uma queda de curto prazo das exportações representou um desafio sem precedentes. Mas à medida que a competitividade diminuía, o Governo e os empresários não ficaram de braços cruzados. Estas condições adversas impulsionaram, inadvertidamente, uma reestruturação, necessária há muito tempo, nas indústrias trabalho-intensivo chinesas. À medida que os custos aumentam, os produtores chineses procuram um maior valor, novos nichos e uma maior influência na formulação de políticas.

Ao longo da dinâmica zona costeira da China, os governos locais estão a formular novos planos económicos para que as suas empresas subam na cadeia de valor.

Pensemos no caso do centro industrial têxtil da província de Jiangsu, conhecida pela "capital da seda" da China. Três quartos do produto interno bruto (PIB) da cidade são provenientes da produção têxtil. No entanto, no último ano as exportações caíram cerca de 15%. Para os decisores políticos locais, a crise das exportações foi uma chamada de atenção para a mudança.

Como consequência, os funcionários em Jiangsu já não se contentam em coser roupa. Mediante uma mistura de orientação administrativa e incentivos monetários a administração municipal prevê reduzir a percentagem de roupas na produção de produtos têxteis em 25% nos próximos três anos e aumentar as aplicações industriais de fibras químicas, que prometem um retorno muito mais elevado do que a produção de vestuário. De acordo com os funcionários locais, as fábricas da cidade já têm a capacidade de produzir em grande escala fibras extremamente finas, que foram inicialmente criadas no Japão.

De facto, o colapso mundial pode revelar-se uma bênção para a melhoria do sector industrial. A queda dos pedidos foi devastadora para os produtores de produtos de qualidade inferior, que apenas sobreviviam com margens muito pequenas. No final de 2008, metade das fábricas chinesas de bonecos tinha fechado. Apesar de ser alarmante no curto prazo, a erradicação de pequenos produtores foi uma boa notícia para os que conseguiram sobreviver à crise. À medida que as empresas consolidam quota de mercados, ganham economia de escala. As empresas de maior dimensão têm mais capacidade de aplicar recursos em pesquisa e desenvolvimento, que constitui a chave para as aspirações chinesas de subir na escala de valor.

As indústrias menos fragmentadas também estão a pressionar melhor. Tradicionalmente, os fabricantes por contrato estão dispersos e são ferozmente competitivos. A sua opinião conta pouco - para não dizer nada - nas regulações nacionais e internacionais. Os produtores em Jiangsu, por exemplo, foram constantemente forçados a adaptarem-se às normas ambientais e de segurança dos mercados de exportação. Comparados com os produtores norte-americanos e europeus, os chineses são pouco organizados e passivos.

Isto poderá mudar. À medida que as empresas que sobrevivem ganham dimensão, os empresários chineses poderão exercer uma maior capacidade de negociação com o governo chinês e as empresas estrangeiras. Fazer ouvir as suas opiniões no país e no estrangeiro poderá significar a redução da incerteza para os exportadores chineses. Pensemos na estratégia do Lenovo, o maior produtor de computadores da China; contratou um especialista para exercer pressão em Washington D.C., a primeira empresa chinesa a fazê-lo abertamente.

Nas próximas décadas, a China não poderá manter a vantagem de custos que definiu o seu período inicial de êxito exportador. Mas é um erro pensar que as fábricas chinesas vão continuar estagnadas. Em comparação com muitos países em desenvolvimento, o governo chinês é estável e acolhe de braços abertos o investimento estrangeiro. Têm sido criados, em muitas zonas do país, "clusters" industriais, onde as ligações empresariais podem compensar o aumento dos custos.

O consumo doméstico está a crescer. Além disso, à medida que os empregos de baixo custo e desqualificados se transformam em empregos qualificados e de custos elevados, a China irá caminhar no sentido da produção de produtos mais valiosos mas também no sentido do sector dos serviços, como por exemplo, o design. Esta alteração poderá provocar dificuldades aos Estados Unidos.

Quando as indústrias de trabalho intensivo chinesas saírem da sua metamorfose, deveremos esperar pelo surgimento de empresas maiores, que invistam mais na inovação e no design e que exercem uma maior influência nas políticas empresariais e comerciais. Assim o "Made in China" não perdeu o seu domínio internacional. Está apenas a assumir uma nova - e possivelmente mais formidável - forma.

Direitos de Autor: Project Syndicate, 2010.www.project-syndicate.org Tradução de Ana Luísa Marques

Fonte:jornaldenegocios.pt

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Controladoria versus Administração


As funções da Controladoria distinguem-se das funções do administrador financeiro. Enquanto o Gerente Financeiro está mais ligado aos aspectos relacionados ao caixa e a liquidez o Controller relaciona-se mais aos aspectos de controle e rentabilidade.

No Brasil muitas empresas acumulam num único profissional as duas funções, o que se dá, na maioria dos casos, em função do porte e de estruturas enxutas. Nesse caso recomenda-se ao profissional que procure não sobrepor os interesses, visto que, não raro, eles são conflitantes, de qualquer forma os aspectos inerentes à correta segregação de funções entre as áreas devem ser observados.

Por exemplo: o contas a pagar e o caixa sob responsabilidade de um mesmo

profissional.


Impactos da Globalização e da Gestão Estratégica na

Controladoria e nos Sistemas Integrados


A Contabilidade processa transações para suportar a operação da organização. Um
seleto grupo de funcionários deve ser bem treinado e liderar o processamento das
transações contábeis. A função contábil atualmente incorpora diversas novas atividades
que podem incluir, principalmente em empresas menores, auditoria e serviços
computadorizados. Influenciada pela globalização, existe uma preocupação crescente
em como a ética determina o comportamento dos profissionais de contabilidade, e como
o staff da Controladoria vê o seu papel dentro da organização.

Com recentes episódios de escândalos contábeis, bem como em função de sua
responsabilidade junto a acionistas e outros usuários, a contabilidade vem se
fortalecendo quanto aos seus aspectos de controle e ética. Desta forma procedimentos
relativos ao código de conduta e governança corporativa ganham destaque e passam a
ser pontos ser pontos de atenção básicos.

Outro aspecto da influência da globalização na Controladoria ocorre com a
multiplicidade das mudanças no ambiente dos negócios, o que tem alterado o papel da
função da Controladoria sendo conseqüentemente requeridas adequações. As empresas ao mudarem seus processos precisam adequar o tratamento contábil. Por exemplo: se
uma empresa começa a utilizar Just in Time em sua produção; a utilização de JIT em
uma empresa muito provavelmente irá requerer avaliação e adaptação das práticas
contábeis. Outro exemplo, são as terceirizações, que quando ocorrem requerem
avaliação ampla não só dos aspectos contábeis, mas também com relação aos aspectos
trabalhistas, fiscais, financeiros e outros.

No caso das terceirizações, certamente elas irão requerer a assinatura de contratos, é
essencial que os contratos antes de serem assinados, sejam analisados pela área jurídica
da empresa ou advogado externo contratado, bem como pela Controladoria ou analista
da área financeira capacitado para efetuar a análise devida.
A Controladoria se vale amplamente de sistemas computadorizados. A responsabilidade
maior sobre os sistemas computadorizados normalmente está com a divisão de
Tecnologia da Informação ( TI ). Em algumas empresas pequenas a Controladoria ou
Diretoria Financeira pode ter responsabilidade pela área de TI, de qualquer forma o
conhecimento e envolvimento do Controller nos assuntos relativos a sistemas
computadorizados é fundamental. Utilizar os sistemas computadorizados da melhor
forma é missão do Controller, bons sistemas podem ser pessimamente utilizados, assim
a Controladoria e TI devem trabalhar sob estreita colaboração.
Existem grandes empresas que investem altas somas para implantar um sistema como o
SAP, mas não o utilizam de forma adequada, o que pode se dar por deficiência de
implementação. A sub utilização de sistemas poderosos como o SAP pode ocorrer,
normalmente isso é resultado da combinação inadequada dos diversos recursos
existentes. Um bom software é apenas uma parte dos recursos necessários para a boa
operacionalização de um sistema integrado, recursos humanos e materiais são elementos
necessários e nem sempre presentes na dose necessária.

Os principais recursos necessários à implantação dos sistemas integrados são: o próprio
software, o hardware e principalmente os recursos humanos, ou seja a habilidade para
promover a implementação que deverá se materializar na forma de um bom projeto.
Com os três recursos devidamente combinados deve-se produzir um projeto que
possibilite promover a implementação desejada.

Adicionalmente ao processamento das transações contábeis cresce a importância da
análise na Controladoria com relação a temas ligados à competitividade e rentabilidade.
Atividades como análise de preços e de margens por produto, por cliente, por região,
por vendedor, etc... , requerem acompanhamento constante e gerenciamento visando
melhoria contínua e melhoria de eficiência e eficácia.Determinação de custos
planejados de novos produtos ( target costs ), revisão continua dos custos, e análise de
custos não relacionados a produtos são outros aspectos essenciais.

O setor de serviços hoje movimenta parcela importante da economia, assim os custos de
serviços prestados, gestão de empresas de serviços e outros aspectos relacionados
devem ser fortemente focados pela Controladoria.

Na área de Custos a maioria dos livros, principalmente os brasileiros estão defasados,

pois focam preferencialmente os Custos Industrias e enfatizam técnicas que precisam
ser estudadas mas que deixaram de ser tão relevantes como há décadas, período em que
as empresas industriais dominavam o mercado. Atualmente os custos devem ser
estudados dentro de um contexto mais amplo e diversos tipos de custos deveriam ser focados de forma mais abrangente nos cursos regulares de contabilidade e administração. Abaixo destacamos diversos tipos de custos, boa parte não são ou, são pouco abordados nos cursos universitários de graduação.

Tipos de Custos::
- custos de produtos bancários;
- custos hospitalares;
- custos de serviços de consultoria;
- custos de distribuição e logística;
- custos de manutenção;
- custos industriais;
- custos do metro quadrado de um shopping center etc

A disciplina Contabilidade de Custos ministrada em muitas universidades ainda prioriza
os custos industriais, que é de suma importância, no entanto igualmente importante é o
estudo da apuração e principalmente gerenciamento dos tipos de custos acima
destacados, dentre outros.

A gestão estratégica da Controladoria prioriza a utilização das informações de custos
para gestão e controle, enquanto os sistemas obsoletos priorizam a apuração dos custos
colocando-se como prioridade o como calcular os custos´ e deixando de priorizar
como utilizar informações relevantes de custos para gestão estratégica e controle.



Professor Ariovaldo profariovado@hotmail.com.br

Fonte:scribd.com/doc/37255478/Controladoria

Oferta de vagas para costureiras aumenta mais de 30% no 2º semestre


Diretor de Pólo Textil garante que pelo menos mil postos de trabalho estão abertos


Pelo menos mil vagas de emprego estão abertas para costureiras apenas nas cidades de Americana, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara D’Oeste. É essa a realidade do mercado de trabalho no setor têxtil na região de Campinas. Outros municípios, como Socorro e Campinas, vivem a mesma realidade: muitas oportunidades e pouca mão de obra qualificada e pronta para trabalhar. Algumas fábricas demoram meses para encontrar uma costureira preparada para enfrentar as oficinas. Boa notícia para quem busca novos desafios na vida profissional.

Quem pensa em trabalhar como tecelão ou em outras funções de produção, como modelista, técnico de manutenção, eletricista e operador de máquinas, também não deve perder tempo. A previsão é que o número de contratações no 2º semestre de 2010 aumente 32% no setor de confecção e 15% no setor de tecelagem.

O Pólo Tec Tex de Americana, mais conhecido como Pólo Têxtil, abrange 780 empresas de confecção de vestuário de cinco cidades da região de Campinas - Americana, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara D’Oeste - e é referência nacional no setor. Ele é responsável por 72% dos empregos da região metropolitana de Campinas (RMC) na área, representando 32 mil empregos formais.

O gargalo de mão de obra técnica e qualificada é uma realidade em diferentes setores da economia brasileira, como o automobilístico e da construção civil. A demanda por profissionais nas confecções e oficinas de costura tem feito com que empresas se unam para oferecer cursos e treinamentos de graça e atrair pessoas que estão fora do mercado (veja o vídeo).


Um projeto de incubadoras tem capacitado centenas de profissionais na formação técnica de costura, mas também no aprendizado de comportamento dentro de uma empresa e noções de finanças (entenda o que é uma incubadora no vídeo ao lado). Durante dois anos, homens e mulheres passam por diferentes maquinários e funções que irão desempenhar dentro das confecções, para posteriormente poderem ser contratados por uma empresa ou prestar serviço terceirizado através do próprio negócio.

Os interessados nas vagas podem entrar em contato com o Pólo Têxtil pelo telefone (19) 3461.1477

Homens nas oficinas de costura

Com o mercado de trabalho aquecido, quem tem aproveitado as oportunidades são os homens, que segundo o diretor adjunto do pólo têxtil, Helton Jorge Filho, migraram das tecelagens para as confecções. Além de darem conta da demanda, a mão de obra masculina em um ambiente dominado por mulheres tem surpreendido os empresários do setor. (veja vídeo)

Malharias também estão contratando

Conhecida pelas malharias, a cidade de Socorro também está com falta de mão de obra de costureiras. De acordo com a secretária-executiva da Associação Comercial e Industrial do município, Roberta Correa Bueno, as 150 malharias estão confeccionando as coleções Primavera-Verão, mas já adiantam a produção da coleção Outono-Inverno do próximo ano, o que reflete positivamente no mercado de trabalho. Nos dois últimos meses, o número de vagas aumentou 20%. Os currículos podem ser entregues na sede da associação. Mais informações pelo telefone (19) 3895-2019.

Senai oferece cursos gratuitos

Somente moradores das cidades que compõem o Pólo Tec Tex podem participar do projeto de incubadoras. Mas quem pensa em se qualificar para conquistar uma das milhares de vagas abertas no setor têxtil da região, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece um programa gratuito para capacitação de profissionais para a área de vestuário. Em 2010, foram abertas cinco mil matrículas no Estado de São Paulo.

As vagas serão direcionadas à preparação de mão de obra básica nas áreas de auxiliar de modelista de roupas, costureiro de máquinas reta e overloque, supervisor de produção e mecânico de máquinas reta e overloque. O público-alvo são desempregados que estão ou não recebendo o seguro-desemprego e candidatos ao primeiro emprego.

As unidades do Senai que oferecem os cursos na região de Campinas são:

Indaiatuba: Centro de Treinamento Senai Comendador Santoro Mirone
Rafard: Centro de Treinamento Senai Celso Charuri
Limeira: Escola Senai Luiz Varga
Americana: Escola Senai Prof. João Baptista Salles da Silva
Santa Bárbara D’Oeste: Centro de Treinamento Senai Fundação Romi

Em Capivari, o curso é oferecido em parceria com a Prefeitura.

O Senai também oferece cursos de aprendizagem industrial e técnicos tradicionais, voltados ao setor têxtil em três cidades que integram o Pólo (Americana, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré). Mais informações aqui ou pelo telefone 0800 551000.

Falta de mão de obra emperra crescimento

De acordo com o Pólo Tec Tex, as empresas de confecção da região de Campinas estão impedidas de crescer e perdendo mercado para concorrentes de outros estados por falta de mão de obra. Uma alternativa encontrada foi a terceirização de 72% da produção, sendo 62% informalmente.

Sobre o Pólo Tec Tex

O Pólo Tecnológico da Indústria Têxtil e de Confecção dos municípios de Sumaré, Santa Bárbara D' Oeste, Nova Odessa, Hortolândia e Americana foi criado em 2002 com o objetivo de reunir e representar toda a cadeia produtiva do setor têxtil e de confecção da região de Campinas. O Pólo é formado por empresas do setor têxtil e de confecção de toda a cadeia produtiva (indústria, serviço e comércio)


Fonte:eptv.globo.com/educacao

Como fugir da “zona de conforto” e transformar ideias em projetos de sucesso


Especialista afirma que dedicação é a chave do sucesso para o empreendedorismo, já o comodismo é o início do declínio


Uma característica marcante dos negócios de sucesso é que, por mais que as empresas se encontrem em momentos bons (estáveis), procuram novos desafios e maneiras de se reinventar.


Por isso, ser empreendedor não é tarefa das mais fáceis. Além dos riscos pertinentes, existem também as características inerentes a personalidade de cada um. Essas características podem ser determinantes para uma trajetória de sucesso ou para o fracasso de um projeto.


Nesse aspecto, uma dica do consultor empresarial Marcio Nobre, sócio da Nobre Consultoria Empresarial, é que o empreendedor sempre busque fugir da zona de conforto. "O problema do profissional comum, assim como em qualquer área, é o comodismo. Conquistam alguma coisa e já se sentem realizados. Esse é o início do declínio", explica Nobre.


O consultor afirma que um empreendedor de sucesso deve ter muito jogo de cintura para poder lidar com as mais variadas situações e manter seu negócio sempre em ascensão. "É quase uma busca sem fim, e acaba sendo cansativo se o negócio não o deixa satisfeito no dia a dia. Afinal, é importante manter a equipe sempre motivada, independente de bons salários", diz o consultor, que acredita no marketing como uma boa estratégia de atrair novos clientes.


Nesse processo, a dedicação e comprometimento naquilo que se faz são ingredientes chaves para o sucesso. Pessoas mais dedicadas e comprometidas têm mais chances de alcançar as metas almejadas.


Esteja preparado


Dominar a área de atuação ou ter informações suficientes para realizar com destreza as atividades em determinado setor é outro passo importante para alcançar melhores resultados. Quanto mais informada a pessoa estiver, mais chances ela tem de crescer em sua área.


O consultor Nobre explica que a formação de nível superior e cursos são importantes, pois oferecem o estudo base da profissão. Contudo, acredita que este não é um fator imprescindível. "É bastante comum vermos profissionais sem curso universitário que conseguem obter sucesso e muitos com formação que simplesmente não emplacam", alerta o consultor.


Novo negócio?


Existem algumas pessoas que desejam mudar radicalmente sua postura profissional e desvinculam-se do mundo corporativo para montar o seu próprio negócio. Nesses casos, é preciso ter atenção redobrada para não cometer vacilos. É importante, antes de iniciar esse procedimento, certificar-se de que há capital de giro suficiente para se manter independente do negócio. "Todo começo é bastante desgastante e o lucro não é obtido logo no início. Por isso é necessário ter sempre alternativas, caso as coisas não saiam como planejado", finaliza Nobre.


O ideal é estar antenado, buscando atualizar-se com as modificações e necessidades do mercado. Estar atento aos propósitos da empresa trabalhando em conjunto com uma assessoria preventiva que precaverá a empresa de possíveis danos e contratempos futuros.


Fonte:administradores.com.br

domingo, 12 de setembro de 2010

Luiz afinando a bateria.3gp

Sheila E

Estilistas passam a dar mais preferência a jeans que ressaltam Glúteos


Novas tramas para as peças prometem ser mais modeladoras para curvas femininas

Grifes como a Miss Sixty começam a se preocupar com modelos diferentes para cada mulher



Estilistas e empresas de moda estão privilegiando o clássico jeans como o melhor presente para por em evidência o "lado B" da silhueta feminina, com diferentes modelos destinados a ressaltar, modelar, subir e emagrecer os glúteos.

Como alternativa, são estudadas e incorporadas tramas que, entretecidas com a famosa "tela de Gênova" (de onde deriva a palavra jean), tornam-na mais elástica e modeladora.

A última empresa especialista na fabricação de jeans "push up" é Miss Sixty, que para interpretar a nova tendência escolheu como imagem a modelo argentina Belén Rodríguez, ex-namorada do jogador de futebol da Roma Marco Borriello.

Pela primeira vez a marca Miss Sixty lançará a campanha da nova coleção "Magic" pela televisão. A coleção, estudada por seu diretor de criação, Vichy Hassan, está caracterizada por modelos corte "slim fit" e efeito "push up", capazes de ressaltar e corrigir sobretudo a parte posterior feminina.

Por sua vez, a marca Levi's apresentou recentemente em Londres a série Curve ID, nascida a partir das exigências de criar uma estrutura que se modele perfeitamente sobre as formas de uma mulher.

Para a marca, o desenho do jeans não é somente uma questão de corte, mas de estrutura das cadeiras, que foram identificadas em três tipos de jeans: Slight, ideal pra as mulheres mais andróginas, Demi, que ressaltam um físico não muito magro, e Bold, próprio para as mulheres com curvas mediterrâneas.

Fonte:clicrbs.com.br/especial/rs/donna

sábado, 11 de setembro de 2010

Canais de atendimento ao cliente mais afugentam do que fidelizam


Investir nos canais de atendimento ao cliente é uma prática cada vez mais frequente nas pequenas e médias empresas, na esteira do que acontece com as grandes corporações. A ideia é simples: com várias formas de contatar seu público – call center, atendimento telefônico automático, chat, e-mail –, a empresa obtém ferramentas para “encantar” o cliente e garantir sua fidelização. O atendimento é considerado importante porque um cliente insatisfeito abandona a empresa e se torna seu detrator. É uma lógica correta, mas o oposto não é verdadeiro, diz uma pesquisa da Harvard Business School. O atendimento por si só não garante um consumidor cativo. Pelo contrário, muitas vezes afugenta: o consumidor não quer ser contatado. Ele só quer que o produto ou serviço funcione corretamente, como prometido.

Os produtos e serviços modernos transformaram a experiência do consumidor. Eles são complexos, têm várias etapas, manuseio complicado. Por isso se fala muito em pós-venda, suporte técnico e outras formas de interação que mantêm a relação do cliente com a empresa mesmo depois da aquisição do produto ou da prestação do serviço. Os contatos subsequentes geralmente ocorrem por causa de dúvidas que surgiram, problemas que não foram solucionados ou interesse em adquirir novos produtos, ainda mais complexos.

Nesse contexto, pode fazer sentido a ideia do constante diálogo entre empresa e consumidor. A verdade, porém, é que se o cliente precisar entrar em contato frequentemente com a empresa, ele vai trocá-la por outra. Ele quer que a empresa assuma o compromisso de entregar um produto com poucas margens para problemas, quer que a empresa anteveja as futuras dificuldades e entregue um pacote completo. Um atendente educado e atencioso não acalma a frustração de um serviço insatisfatório. E não adianta tentar agradar o cliente com mimos e cortesias.

“A maioria das empresas não percebe isso e paga caro em termos de investimentos jogados fora e clientes perdidos”, afirma o professor de Harvard Elie Ofek, em um artigo da Harvard Business Review. Ele chegou a duas conclusões bastante simples.

1- Encantar o cliente não produz fidelidade. O que conquista é reduzir seu esforço, o trabalho que ele deve ter para ver o problema resolvido.

2 – Planejar o atendimento com base nesse pensamento, em vez de encher o cliente de ofertas tentadoras, melhora a satisfação do cliente, eleva a qualidade do serviço e derruba os custos com atendimento.

Para aplicar os achados acima, é preciso facilitar as coisas, remover obstáculos. O estudo identificou as três principais queixas ligadas especificamente ao esforço feito pelo cliente. O cliente não gosta de ter de contatar a empresa várias vezes para que o problema seja resolvido. Também não gosta de ter de repetir informações e, principalmente, detesta ter de pular de um canal de serviço para outro (por exemplo, ter de ligar depois de não ter conseguido resolver o problema pelo website).

São conclusões óbvias, mas muitas vezes ignoradas pelos gestores. As grandes empresas prestadoras de serviço, como operadoras de telefonia e companhias aéreas podem se dar ao luxo de tratar mal os clientes, pois não há muitos outros concorrentes para os quais fugir. Mas os pequenos e médios não podem se dar a esse luxo. Abaixo, seguem cinco conselhos do estudo para aumentar a fidelidade do cliente e reduzir custos de atendimento.

1 - Não se limite a resolver o problema presente — previna o seguinte
As empresas estão preparadas para prever e solucionar problemas antecipadamente, mas geralmente não o fazem por causa da obsessão em controlar a duração das chamadas e atender ao maior número de pessoas no menor tempo possível. Só que não importa se o índice de resolução no primeiro contato (RPC) é bom. O estudo constatou que 22% das chamadas repetidas (a segunda ligação do cliente para a empresa) envolvem questões ligadas ao problema que motivou a chamada original — ainda que o problema tenha sido solucionado da primeira vez.

2 - Prepare o pessoal para lidar com o lado emocional do cliente
O estudo apontou que 24% das chamadas repetidas resultavam do atrito emocional entre clientes e atendentes. São situações que todos nós conhecemos: o cliente não gostou da resposta recebida ou teve a impressão de que o funcionário estava se escondendo detrás da política geral da empresa. Com uma orientação básica e boas doses de sinceridade, o atendente pode eliminar desentendimentos e reduzir chamadas repetidas.

3 - Aumente a aderência nos canais de autoatendimento

A pergunta que as empresas se fazem é: como convencer o cliente a usar o site de autoatendimento? O trabalho mostra que, na verdade, muitos clientes já estiveram lá: 57% das chamadas feitas a uma central de atendimento são de pessoas que foram primeiro ao website. É um contra-censo: as empresas querem que o cliente vá para a internet, mas seus sites não têm tecnologia capaz de resolver os problemas. Ou o cliente também pode ficar perdido com a profusão de canais de autoatendimento — resposta de voz interativa, websites, e-mail, chat, comunidades de suporte online, mídias sociais. O consumidor pode fazer um grande esforço pulando de um canal para outro e acabar apelando para o telefone no final.

4 - Use o feedback de clientes contrariados
A melhor forma de evitar problemas é aprender com os clientes insatisfeitos. Muitas empresas pedem a opinião do cliente ao final do atendimento para medir o desempenho interno. É um banco de dados rico, porém muitas vezes subutilizado pelas companhias. Mais do que importunar os clientes satisfeitos com propostas que eles não querem, as empresas devem ter um atendimento estratégico para acompanhar os contrariados. Além de tentar evitar a publicidade ruim, constroem um repertório de soluções que vai melhorar o serviço no futuro.

5 - Capacite a linha de frente a proporcionar uma experiência de baixo esforço
Sistemas de incentivo que valorizam mais a velocidade que a qualidade são os que mais afastam os clientes. No geral, o indicador de avaliação do atendente é o tempo médio dos atendimentos. “Melhor seria se abolissem índices de produtividade que impedem que a experiência do cliente seja facilitada”, diz o estudo. Uma empresa australiana de telecomunicações eliminou todo indicador de produtividade do pessoal na linha de frente. Embora o tempo de atendimento tenha subido ligeiramente, o volume de chamadas repetidas caiu 58%.

Fonte:papodeempreendedor.com.br

Varejo têxtil costura boas práticas


Entidade que agrega grandes redes lançou o Programa de Qualificação de Fornecedores para tratar de responsabilidade social nas relações com colaboradores

Atenta à expansão da indústria de roupas e acessórios de moda no País, a Associação Brasileira para o Varejo Têxtil (ABVTEX) lançou ontem, em São Paulo, o Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo. O objetivo é permitir ao comércio do setor qualificar e monitorar o trabalho de 10 mil fornecedores e subcontratados quanto às melhores práticas de responsabilidade social e suas relações com funcionários contratados ou colaboradores.

De acordo com o presidente da entidade e responsável pelo projeto, Sylvio Mandel, o programa representa uma contribuição do varejo de larga escala para estabelecer um novo ambiente de negócios na cadeia têxtil, baseado na ética e na transparência. A ABTEX congrega dez grandes varejistas nacionais de vestuário, como C&A, Renner, Riachuelo, Leader e Marisa. "Juntas, essas empresas representam 15% das vendas totais do setor e totalizam 1,4 mil lojas."

A expectativa é de que, a partir da qualificação, os consumidores tenham garantias sobre a procedência dos itens e da forma como eles foram produzidos, sem o uso de mão de obra estrangeira irregular, trabalho infantil ou forçado (escravo). "Acreditamos que o programa terá um efeito multiplicador em todo o varejo de moda e de confecções nacional", diz Mandel.

Segundo ele, o Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo e esta posição faz do setor um poderoso exemplo para que outras cadeias produtivas possam repensar atitudes e comportamentos de produção e consumo. O programa possui duas vertentes principais: qualificação e monitoramento da cadeia têxtil e capacitação, com o objetivo de adequar os fornecedores às exigências do programa. "Nossa intenção não é a de excluir fornecedores e subcontratados da cadeia, mas sim apoiá-los para que possam obter a qualificação."

Entre os compromissos e aspectos de gestão relacionados ao programa da ABVTEX estão temas como discriminação, abuso e assédio, saúde e segurança do trabalho, horas trabalhadas, benefícios e meio ambiente. Os organismos de qualificação credenciados para analisar as empresas são BVQI, Intertek e SGS, trio com larga experiência no monitoramento de cadeias produtivas no País, incluindo a têxtil.

Dessa forma, os fornecedores deverão passar por auditorias independentes e conquistar uma pontuação final igual ou superior a 70%. A existência de trabalho infantil, forçado ou trabalho estrangeiro irregular, exclui essas empresas. O prazo definido para a obtenção da qualificação é até o dia 31 de dezembro de 2012 para o Estado de São Paulo e até 31 de dezembro de 2013 para os demais estados.

Por enquanto, apenas fornecedores nacionais serão analisados. "Precisamos primeiro fazer a lição de casa para, só depois, exigir o mesmo dos fornecedores estrangeiros", afirma Mandel.

O setor têxtil e de confecções, que hoje representa 17% da indústria brasileira de transformação, deve faturar US$ 50 bilhões neste ano, ante US$ 47 bilhões em 2009, uma expansão de 6,4%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).



Fonte:dcomercio.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gestos fatais: como um simples piscar de olhos pode ser extremamente comprometedor?


Norte-americana entrevistada pelo Administradores explica como as pessoas revelam, sem querer, informações sobre si através de expressões involuntárias no dia a dia

Quando cumprimenta as pessoas com um aperto de mão, você emprega muita ou pouca força? Enquanto conversa, você costuma olhar para seu interlocutor? E quando está em pé, você costuma manter o corpo relaxado ou se posiciona sempre de forma proeminente? Para muita gente, isso pouco importa. No entanto, pela observação atenta de atitudes simples como essas é possível coletar informações bastante valiosas sobre o que pensam e o que sentem as outras pessoas. Pelo menos é o que afirma a consultora e escritora norte-americana Tonya Reiman, autora do livro "A arte da persuasão", que acabou de ser lançado no Brasil pela editora Lua de Papel.


Segundo Reiman, "as inúmeras emoções que você experimenta todos os dias são refletidas de forma extremamente sincera em seus gestos e expressões". Ao Portal Administradores, a escritora – que também é colaboradora do Fox News Channel e escreve para o New York Times, o Wall Street Journal e a Time – explica como as pessoas "falam" de forma involuntária e como é possível perceber os "sinais" transmitidos no dia a dia, seja nas conversas informais, nas reuniões de negócios ou nas entrevistas de emprego. Confira abaixo a entrevista completa.


Administradores - Em seu livro "A arte da persuasão", você diz que nós somos mais transparentes do que pensamos. Entretanto, creio eu, a maioria das pessoas não percebe isso. Por que é importante saber que nós falamos através de gestos e expressões, mesmo sem dizer uma palavra sequer? E como podemos perceber isso?


Tonya Reiman - Você está certo. A maioria das pessoas não percebe que expressa suas emoções através de expressões faciais e movimentos do corpo. É importante reconhecer isso, porque muitas vezes nos traímos, mesmo sem querer. O entrevistado que nós queremos entrevistar sabe que está nervoso? A esposa que mente quer que seu marido saiba que ela está mentindo? O comprador do carro quer que o vendedor saiba quanto ele está disposto a pagar? Um dos caminhos mais fáceis para reconhecer nossos próprios sinais é gravando nossas interações – quase como se estivéssemos criando nosso próprio reality show. Isso pode nos ajudar a ver quais emoções nós facilmente deixamos escapar.


Administradores - Identificar os sinais dos outros é tão importante quanto reconhecer os nossos próprios. Estou certo?


Tonya Reiman – Uma coisa está muito relacionada à outra. É mais importante saber reconhecer seus próprios sinais, já que você nunca quer ceder suas informações. Entretanto, fica mais fácil reconhecer os sinais dos outros uma vez que você se torna consciente de suas próprias expressões.


Administradores - Em "A arte da persuasão" você aborda o caso Warren Harding, o presidente americano que "parecia ser um bom governante", mas não era, e acabou decepcionando. Políticos, normalmente, sabem parecer o que não são. É possível identificar "o não dito" em pessoas que manipulam as próprias expressões?


Tonya Reiman - Tristeza, surpresa, medo, raiva, nojo, felicidade, desprezo. As inúmeras emoções que você experimenta todos os dias são refletidas de forma extremamente sincera em seus gestos e expressões, e elas se originam no cérebro. O momento em que você se torna consciente de uma emoção é o momento em que aquela emoção é transferida de uma parte do cérebro, o sistema reptiliano, para outra, o neocórtex. Uma vez que a informação é processada no mesencéfalo, ela se revela através de movimentos de sua cabeça, seu pescoço, busto e membros.


Administradores - Fazer um julgamento sobre alguém apenas tentando identificar expressões corporais, (ou a aparência, como o caso Warren Harding) não seria perigoso? Nós podemos nos enganar...


Tonya Reiman - Sim, pode ser perigoso. É por isso que eu sempre analiso uma pessoa antes de fazer suposições. Analisando, você determina os sinais verdadeiros da pessoa. Um sinal verdadeiro é a forma como alguém gesticula ou age "normalmente", quando não está sob pressão e não está tentando manipular os outros. Então, o que isso significa? Bem, seu objetivo é perceber os sinais de uma pessoa quando ela está calma. Como é seu aperto de mão: dominante, neutro, submisso? Qual é a postura dessa pessoa? Como é a posição do seu tronco e do seu tórax? Ela se orienta para perto ou para longe de você?

Que tipo de gesto ela usa? Como é sua expressão facial neutra? Como é seu olhar? Ela olha para você enquanto fala e com que frequência ela pisca? Finalmente, qual é a posição normal de seus olhos quando fala e quando pensa? Uma vez que você tem essas informações estabelecidas, fazer avaliações fica fácil.


Fonte:administradores.com.br

Internet valoriza Inditex - ZARA


A entrada da Inditex, com a sua principal cadeia de moda, a Zara, na Internet, fez com que a capitalização bolsista da empresa atingisse o valor mais alto de sempre. O mercado de capitais reagiu, assim, positivamente à entrada da maior empresa de retalho de moda mundial num dos canais de distribuição com maior crescimento.


A Inditex atingiu, no início do mês de Setembro, a sua maior capitalização bolsista de sempre graças às expectativas criadas pela abertura da loja on-line da sua marca Zara. Em vésperas da loja on-line “abrir portas”, o valor da Inditex atingiu os 34.200 milhões de euros. Esta subida do valor da empresa de Amâncio Ortega colocou-a, em termos de valorização bolsista, perto de um dos maiores bancos espanhóis. No mesmo dia, o BBVA valia na bolsa de Madrid apenas mais cerca de 8% do que o retalhista de moda espanhol.

Na sessão em que foi batido mais este recorde, as acções da Inditex apreciaram 4,22%, para perto dos 55 euros por unidade. Desta forma, a empresa bateu o máximo histórico atingido em 26 de Julho do corrente ano, quando as suas acções atingiram os 53,32 euros após o anúncio de um crescimento de 14% no primeiro trimestre do ano.

As altas sucessivas das acções da Inditex, motivadas pela boa performance operacional do seu negócio, fizeram com que esta tenha aumentado em 50% o seu valor nos últimos 12 meses. No início de Setembro de 2009 cada acção da Inditex valia 36,93 euros contra os actuais 55 euros e contra os 43,95 euros registados no início de 2010.

A loja on-line da Zara entrou em funcionamento na passada sexta-feira às 10 horas da manhã (hora espanhola), após meses de espera por parte dos consumidores e dos analistas, que a consideram um canal com elevado potencial de crescimento e de geração de receitas para a Inditex. A nova “loja” da Zara estará disponível para os consumidores espanhóis, portugueses, alemães, franceses, italianos e britânicos.

A entrada da Inditex na Internet tem sido efectuada com muita ponderação. A primeira loja on-line do gigante espanhol foi a Zara Home e os especialistas do sector sempre salientaram a importância da abertura que se realizou na semana passada. Alguns estudos junto de consumidores apontavam inclusive a Zara como a marca que estes mais queriam ver on-line na categoria de moda. Aliás, segundo um estudo da consultora Nielsen Online, os artigos e acessórios de moda serão mesmo os artigos mais comprados na Internet na segunda metade deste ano, estabelecendo-se como o produto estrela da rede e ultrapassando desta forma as viagens.

A estreia da Zara a Internet acontece depois das principais marcas de moda espanholas terem já alguma maturidade da sua presença. A Mango e a Cortefiel, por exemplo, detêm lojas on-line desde 2000.

No caso da Mango, a sua loja de comércio electrónico atingiu 1% do total do seu volume de negócios em 2009. Esta percentagem, representativa de 12 milhões de euros de vendas e de 2 milhões de visitantes mensais, deverá duplicar durante o corrente ano.

A Inditex, que irá gerir a logística desta loja de comércio electrónico a partir da sua plataforma logística de Meco, em Madrid, não revelou quais as suas previsões de visitantes e de volume de facturação para este novo canal



Fonte:portugaltextil.com

Hipermercados lançam moda e marca própria em vestuário


SÃO PAULO - As grandes redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, números maiores e linha fitness com a expectativa de aumentar em torno de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro das lojas. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil representa, em média, 5,5% da receita bruta de uma grande rede do setor.

No Walmart, as ações buscam dar impulso ao segmento e são voltadas ao potencial de compra dos consumidores que não acham alternativas em shoppings. "Nosso grande diferencial são as roupas de tamanhos alternativos, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo diretor de Vendas do Walmart.

As marcas próprias no setor têxtil são apontadas pelo executivo como diferencial na hora de escolher entre lojas em shoppings e hipermercados. Com relação às importações, hoje, o Walmart importa até 20% de todo produto vendido. "Não dá para falar com precisão quanto importamos, fica sempre na casa dos 15% a 20%", afirmou.

A variedade de roupas e produtos de cama, mesa e banho cresceu 48% em 2009 com relação a 2008, de acordo com pesquisa divulgada em agosto pela Nielsen; para 2010 o objetivo é manter a projeção de crescimento.

Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro, ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem competitiva, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimento de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini. Com mais variedade, a venda de têxteis vem crescendo a taxas de dois dígitos na rede. "Nossa primeira estratégia foi mudar a percepção do público em relação às roupas de supermercado. Investimos no visual de merchandising da loja e em desenvolvimento de produtos em termos de qualidade e tendência de moda", disse Abreu.

No Walmart, a estratégia de mudança no conceito de compra de roupas do consumidor também foi feita com alterações físicas na loja. "Para desassociarmos a estrutura de hipermercado normal, criamos ambientes especiais com decoração diferente", afirmou Roxo. Sem anunciar os números, o executivo afirmou apenas que além das vendas em tamanhos especiais, o carro-chefe deste ano, tem sido a linha infantil e a surpresa positiva foi a linha fitness. "Essas duas são segmentos superbem vendidos.

Para Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcar Próprias (Abmapro), o brasileiro aprendeu a comprar marcas próprias recentemente, mesmo com esse tipo de produto ter mais de 20 anos. "O crescimento das marcas próprias prova que o consumidor busca a relação custo-benefício", diz.

Essa relação, de acordo com o especialista em consumo Roberto Meir, pode gerar 15% de economia e soma no valor agregado do produto. "A escolha por marcas próprias não é uma tendência é uma solução. Muitas vezes o cliente encontra marcas em que a qualidade é equivalente dentro dos hipermercados e passa a ser um cliente fiel", disse.

Mesmo com essa possibilidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Shoppings (Alshop) não vê os supermercados como um risco de concorrência. "Talvez seja um pouco concorrente nos shoppings mais populares, mas não acho, pelo tratamento do cliente no shopping, que essa troca aconteça", disse ele.

Mercado

Conforme o diretor presidente do Iemi, Marcelo Prado, o setor de roupas dentro dos hipermercados representa 6% do faturamento do setor têxtil - R$ 4,5 milhões por ano. "O mercado tinha potencial para crescer há alguns anos, chegou a simular um crescimento, mas parou", estima,

Redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, além de roupas de números maiores e de novas linhas de produtos para fitness, com a expectativa de aumentar em cerca de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro de suas lojas.

"Nosso grande diferencial são as roupas de tamanho alternativo, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo, diretor de Vendas do Walmart. De acordo com ele, as marcas próprias do setor têxtil são o diferencial na hora de escolher entre lojas de shopping e hipermercado. O Walmart importa atualmente até 20% dos produtos que vende nesse segmento.



Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.

A vantagem, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimentos de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar.

A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini.


Fonte:dci.com.br