terça-feira, 10 de agosto de 2010

Os chefes e os animais: líder do tipo "vaca" é o preferido dos brasileiros


Ao contrário do que se possa imaginar, o líder do tipo vaca é caracterizado por ser protetor, confiável, justo e amável


Você sabia que os diferentes tipos de liderança podem ser associados com as características de alguns animais?


De acordo com uma pesquisa realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), conduzida pelo professor Alfredo Behrens, coruja, águia, vaca, leão, abutre e castor são os animais que guardam mais semelhanças com os líderes.


O estudo, que ouviu estudantes de MBA (Master Business Administration) do Brasil e do exterior, perguntou com qual tipo de líder a pessoa gostaria de trabalhar e com qual líder ela acredita que a maioria dos colegas de trabalho gostaria de conviver.


No Brasil, no segundo caso, o líder do tipo vaca foi o mais citado.


Vaca


Apesar de, geralmente, a palavra ser utilizada em contextos depreciativos, quando se trata de carreiras, o líder do tipo vaca é caracterizado por ser protetor, confiável, justo e amável.


Segundo Behrens, este tipo de líder é paternalista e sua escolha reflete a sociedade brasileira, historicamente patriarcal; fato que, para ele, torna esta liderança ainda mais eficaz no Brasil.


Por outro lado, quando perguntados com que tipo de líder gostariam de trabalhar, a maior parte dos estudantes brasileiros elegeu o líder do tipo coruja, cujas características são a intelectualidade, a segurança, o equilíbrio e os ares de professor.


Este tipo de líder, aliás, foi o preferido no exterior, sendo o mais citado como o tipo de chefe que os entrevistados gostariam de ter, e também como com o qual os colegas gostariam de trabalhar. Abaixo os tipos de líderes e as suas respectivas características.

■Coruja: intelectualidade, segurança, equilíbrio, ares de professor;
■Águia: exigente, rígido e um pouco distante;
■Vaca: paternalista, protetor, confiável, justo e amável;
■Leão: focado, confiável, resistente e, às vezes, difícil;
■Abutre: egoísta, desconfiado, pensa somente em si;
■Castor: discreto e trabalhador, porém inflexível.
Abutre


Tanto no Brasil como no exterior, o líder do tipo abutre é aquele com a qual as pessoas menos gostariam de trabalhar, com 38,5% das respostas no Brasil e 31,7% no exterior. Nas tabelas abaixo, veja os três tipos de líderes preferidos e os três mais evitados.



Os mais desejados

Própria pessoa gostaria de trabalhar - Brasil Própria pessoa gostaria de trabalhar - Exterior Colegas gostariam de trabalhar - Brasil Colegas gostariam de trabalhar - Exterior
Coruja - 27,7%
Coruja - 33,3%
Vaca - 31,7%
Coruja - 30%

Leão - 20,3%
Águia - 18,3%
Águia - 25% Vaca - 20%

Águia - 18,8%
Vaca e Leão - 10% cada
Leão - 16,9% Castor - 18,3%

Os mais evitados

Própria pessoa não gostaria de trabalhar - Brasil Própria pessoa não gostaria de trabalhar - Exterior Colegas não gostariam de trabalhar - Brasil Colegas não gostariam de trabalhar - Exterior
Abutre - 44,6%%
Castor - 31,7%
Abutre - 30,8%
Abutre - 25%

Castor - 38,5%
Abutre - 26,7%
Castor - 30,6% Castor - 18,3%

Coruja - 16,9%
Leão e Águia - 11,7% cada
Vaca - 17,5% Vaca - 11,7%

Fonte:administradores.com.br

domingo, 8 de agosto de 2010

Os erros e acertos do líder paternalista


Há pouco tempo, delegar tarefas e cobrar resultados era responsabilidade do chefe "de seção", temido por uns e inacessível a outros, cargo normalmente ocupado por um funcionário de carreira, assim reconhecido pelos patrões. Hoje, essa figura do passado tornou-se líder de equipe no mundo corporativo; o quadro mudou e esse profissional se tornou peça fundamental junto à equipe de colaboradores, assumindo um relacionamento muito mais direto e eficaz, sendo um real “apoio” em cada área e departamento.

São diversos os perfis de liderança, dentre eles o modelador, o autoritário, o diretivo, o participativo, o visionário, entre outros, e cada um apresenta vantagens e desvantagens para a organização. Alguns com habilidades aguçadas para resultados e metas, outros com incrível facilidade em otimizar o nível de satisfação dos colaboradores. Mas afinal, existe um perfil de liderança ideal?

Considerando a pecularidade de cada empresa quanto às suas necessidades, o melhor perfil sempre será definido de acordo com o que estiver nos objetivos da organização. No entanto, quando se trata da preferência entre os próprios colaboradores, é inegável que o lider paternalista é sempre o mais almejado, por seu perfil mais tranquilo e conciliador.

Para Floriano Serra, palestrante da Magnum Palestras, existem algumas atitudes que definem claramente o líder paternalista:

• Permissivo, conciliador;

• Paciente e tolerante em todas as situações;

• Preocupa-se com o bem-estar do grupo e em não magoar os colaboradores;

• Tenta criar na área um clima cooperativo e de “família”;

• É afetuoso e expressa reconhecimento;

• Tem dificuldades para punir.

Apesar de parecer um profissional ideal, o perfil extremamente protetor acaba prejudicando o desenvolvimento dos colaboradores, e consequentemente, interfere nos negócios da empresa. De acordo com Carolina Manciola, gerente de consultoria e treinamento do grupo Triunfo, este perfil pode ser falho, pois saber o momento certo de aplicar um feedback e apontar melhorias é fundamental. “Algumas vezes, o líder paternalista atém-se apenas aos feedbacks positivos, relevando pontos importantes para o desenvolvimento do profissional. Desta forma acaba não construindo um time capaz de andar sozinho, além de estimular um alto nível de dependência e conforto na equipe”.

Sentimental x Racional

Saber conciliar o emocional e o racional é o mais adequado para qualquer organização. Não há nada de errado em tratar os colaboradores como “filhos”, desde que inclua a esta função o papel de educar e cobrar no momento certo. Para as empresas, é inviável um líder que se preocupe apenas com o a questão de relacionamento e clima, e que deixe para trás ações estratégicas importantes e os resultados.

A psicóloga Mariliz Vargas acredita que o líder democrático é aquele chega mais próximo ao ideal, já que exerce uma função de liderança, confia e acredita na capacidade dos seus subordinados. “É aquele que motiva, que reconhece o potencial de cada um e tem condição de exercer autoridade quando esta se faz necessário. O líder precisa estar preparado para agir em qualquer circunstância, na medida em que o mundo muda cada vez mais rápido”, explica.

“As atuais tendências fazem com que os profissionais queiram trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reais e consistentes possibilidades de crescimento e de satisfação no que fazem. Para este segundo item, o paternalista é o mais indicado - mas não necessariamente para o primeiro. Todo gestor deve dar sua contribuição para que sua empresa seja uma das melhores para trabalhar, mas sem esquecer que, para isso, ela precisa ser e continuar lucrativa”, finaliza Floriano.


Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 402ª Edição

sábado, 7 de agosto de 2010

Mitos e verdades: veja a validade de expressões utilizadas no trabalho


No mundo corporativo, várias palavras surgem e acabam sendo repetidas inúmeras vezes. Conheça algumas dessas frases e veja sua real aplicabilidade nos negócios e nas vendas


Quem nunca escutou alguma expressão ou frase feita dentro do seu ambiente de trabalho. "Em time que está ganhando não se mexe" e "casa de ferreiro, espeto de pau!" são dois exemplos de expressões que acabam sendo bastante utilizadas no trabalho, às vezes, até como conceitos estratégicos para empresas.


Mas o que será verdade ou mito na aplicação dessas expressões para o ambiente profissional? Será que seguir o conceito dessas frases ajuda no mundo dos negócios ou dentro do segmento de vendas?


Ivan Corrêa, sócio diretor da GS&MD e líder das práticas de gestão de mercadorias da Unidade de Consultoria de Operações, descreveu algumas dessas expressões bastante usadas no trabalho e revelou quais delas são verdades ou mitos dentro do trabalho. Confira:



Em time que está ganhando não se mexe!


Verdade se você deseja somente uma vitória temporária. O momento mais adequado para mexer em um time é exatamente quando ele está ganhando, quando é possível analisar a situação com mais tranquilidade e tomar decisões sem atropelos. Quando o time está perdendo, mexer não é mais uma opção: passa a ser necessidade. Com isso, a pressão por mudanças compromete a serenidade para os ajustes demandados.


Estoque é investimento!


Verdade, em ambientes altamente inflacionários. Para economias estáveis, o dito deveria ser outro: "estoque bom é aquele que deixa saudade!". Infelizmente parece perdurar a visão esperançosa de que altos níveis de estoques vão garantir sucessos de vendas. E os inventários vão descobrindo mercadorias fossilizadas, estocadas há dois, três, quatro anos.





Vendas é barriga no balcão!


Verdade desde que a rede seja composta por uma ou poucas lojas. Na medida em que a rede de lojas cresce, a barriga no balcão impede que se tenha a visão do todo, dificultando tremendamente os processos de gestão comercial. E se o crescimento da empresa alcança novas regiões, com distâncias geográficas crescentes, a complexidade das operações cresce junto, principalmente em relação às mercadorias.





O olho do dono é que engorda o gado!


Verdade, se você é dono de um único boi e assim desejar permanecer. Esse ditado é seguido à risca por diversas empresas de varejo, principalmente na área de compras. A justificativa se ampara em lendas urbanas como a de que só o dono é confiável (como se não houvesse problemas familiares); que somente o dono pode dar credibilidade às negociações (como se o conceito de delegação não existisse); ou ainda que ninguém tem o tino comercial do dono (também conhecida como Síndrome da Mão de Deus).


Basta olhar para as redes de varejo que cresceram e se tornaram empresas de verdade, e não apenas negócios tratados como meio de vida. Via de regra, essas empresas possuem executivos de mercado competentes e estruturas de governança para assegurar que o seu futuro não dependa somente de quem está ali para engordar o boi.


Casa de ferreiro, espeto de pau!


Verdade para as redes que são negócios e não empresas de verdade. Por vezes, abusa-se desse ditado. É frequente que o ambiente e os produtos oferecidos aos clientes não reflitam a estrutura interna da empresa aos seus funcionários. Alegações como controle de custos e cultura econômica, dentre outras, criam a base para que esse ditado seja tão amplamente praticado.


Mesmo redes que comercializam produtos e serviços de alta tecnologia, por vezes possuem sistemas de informação totalmente defasados, rodando em plataformas obsoletas. Isso gera uma economia somente na aparência, pois a perda de produtividade das equipes raramente é aferida. Nas empresas de verdade, a estrutura interna é tão valorizada quanto aquela oferecida aos clientes, principalmente os sistemas de informação, que são a base para a produtividade. E isso não é feito por mero status corporativo, ou para impressionar. É que as empresas de verdade sabem que seus funcionários também são seus clientes.


Farinha pouca, meu pirão primeiro!


Verdade, se você não pretende comer pirão com aquela pessoa novamente. Apliquemos esse ditado à área de compras das empresas, onde ocorrem diariamente vários processos de negociação. Em ambientes altamente competitivos, parece certo que para uma das partes se dar bem, a outra parte, necessariamente, tem que se dar mal. E entram-se em batalhas cansativas, onde ambos tentam garantir o seu "pirão", independente de quanto vai sobrar para o outro (se sobrar). Mas o que temos observado é que os processos de negociação nessa área têm sido mais cooperativos do que competitivos, buscando-se assim maior longevidade na relação comercial.


Tem-se reduzido o volume de fornecedores, justamente para fortalecer as relações com aqueles com os quais vale a pena trabalhar. Assim, pode-se obter maior equilíbrio de forças nas negociações, oportunidades de melhorias e ganhos bilaterais. Obviamente, sem perder de vista que o maior beneficiado deve ser o consumidor. Tudo isso parece fazer crer que, mesmo quando a "farinha" é pouca, vale à pena dividi-la.


Conhece alguma expressão que pode ser associada ao mundo corporativo? Deixe aqui sua expressão na área reservada para comentários.


Fonte:administradores.com.br

Como enfrentar a concorrência chinesa?


Este artigo auxilia as organizações brasileiras a como se estruturar para enfrentar a concorrência chinesa, deixando claro quais são os pontos fortes e fracos desse grande concorrente e principalmente aponta as estratégias que uma empresa brasileira pode utilizar para permanecer firme no mercado.


No mundo globalizado com forte concorrência internacional, é muito comum surgir na mente dos empresários brasileiros pensamentos como: "o que fazer para vencer a concorrência chinesa?", "Está na hora de internacionalizar a minha empresa?" "Devo importar?", "Devo exportar?", entre outros questionamentos que fogem a rotina de boa parte das empresas brasileiras. A solução está mais próxima do se pode imaginar e os desafios muitas vezes não são grandes muralhas a serem quebradas, porém para empresas de determinado segmentos pode ser que seja necessário uma forte mudança estratégica e algumas vezes até mesmo de segmento.


Já foi quebrado o paradigma de que na China não há produtos de qualidade, pois se ela for solicitada será entregue, já é sabido também que as empresas asiáticas são especializadas em produção em escala, ou seja, grande volume e é nesse momento que surge a solução para o questionamento das empresas brasileiras e de todos os pontos do mundo que sofrem com a concorrência chinesa.


Valor agregado


Valor agregado é a maneira mais eficaz de se enfrentar as empresas asiáticas, não é uma tarefa das mais fáceis e está se tornando um desafio para os empreendedores, gerentes marketing e consultores do segmento. Agregar valor pode modificar toda a forma de pensar e agir da empresa, pois toca no íntimo de cada organização que é o seu negócio e muitas vezes, é difícil para o empreendedor entender que chegou à hora de mudar, mesmo que o negócio vem gerando bons resultados ao longo dos anos, para isso é necessário ter uma visão futurista, ou simplesmente acompanhar as notícias e eventos do segmento e perceber que a presença dos chineses que antes eram mínimas e despercebidas, lá no último corredor da feira de negócios, agora já é marcante, com muita cor, brilho e som, muitas vezes apoiadas por grandes distribuidores nacionais.


Para entender como agregar valor será o grande diferencial para vencer a concorrência chinesa é preciso fazer uma simples análise dos pontos fortes e fracos (SWOT) da cultura e capacidade de produção brasileira com a chinesa.


A característica que mais de destaca entre empresas chinesas é a forte capacidade de produção em escala, produzindo, por exemplo, calças jeans com qualidade e velocidade incrível, porém o fará com um corte básico, sem detalhes em acabamento cor e curvas. Agora, o Brasil já é conhecido internacionalmente por produzir itens extremamente peculiares com alto valor agregado, dessa forma, o que uma confecção brasileira deve fazer para vencer a concorrência? Investir em diferenciais competitivos, ou seja, diferenciais que as indústrias chinesas não consigam produzir em escala, isto é, cortes arrojados, desenhos sofisticados, acabamento de primeira linha e demais detalhes que podem ser percebidos pelo consumidor e conseqüentemente ter o valor agregado identificado. Não é uma tarefa fácil, mas é eficaz e não colocará a empresa diante dos preços chineses, situação essa que vem a cabeça dos empreendedores brasileiros diariamente. Estimular a criatividade pode ser um bom caminho, mas o sucesso dessa tática dependerá do grau de maturidade existente dentro da empresa, pois no caso de uma empresa imatura esse incentivo pode ser percebido de forma distorcida.


É Justamente por isso que para algumas empresas será necessário reestruturar o seu negócio, uma confecção que produz calças Jeans básicas no Brasil, se não repensar seu negócio poderá ter problemas com a concorrência chinesa, o trabalho será mais árduo do que uma empresa que produz calça jeans com corte personalizado. Essa é uma analogia feita em um determinado segmento que respeitando suas devidas proporções pode ser feita em qualquer segmento e assim posiciona o empresário qual o grau de risco que ele corre e a urgência de um plano de ação caso necessário.


Por Diogo Freitas

Administrador em Comércio Exterior

MBA em Gestão Estratégica de Projetos

Diretro Executivo da Empresa Atus Negócios Internacionais e Consultoria Ltda

www.atusconsultoria.com.br

atus@atusconsultoria.com.br


Fonte:administradores.com.br

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Última moda entre as muçulmanas, "burkini" chega ao Egito


A última moda nas praias e piscinas egípcias é o "burkini", um traje de banho muçulmano que só deixa a mostra parte do rosto, as mãos e os pés, e ainda assim é rejeitado pelos guardiões da ortodoxia islâmica.

Em uma pequena loja situada em um centro comercial do Cairo, duas mulheres organizam a mercadoria, composta por dezenas de trajes de banho "islâmicos", o termo com o qual "as clientes conhecem o que na Europa se chama burkini", esclarece à agência EFE a dona do estabelecimento, Nevine, que prefere não revelar seu sobrenome.

A maioria do público da loja é formado por mulheres com hiyab (o lenço muçulmano), que param na vitrine, entram e saem, olham e se aproximam dos provadores.

"Embora existam maiôs normais à venda, vendemos muitos mais os islâmicos", explica Nevine, uma cristã ortodoxa copta que possui, além disso, uma fábrica que confecciona "burkinis", união de burca e biquíni.

O "burkini" é feito para as mulheres "que não podem mostrar seu corpo em público, mas que não querem deixar de tomar banho de mar ou piscina", diz Nevine.

A versão muçulmana do maiô feminino é formada por uma peça de corpo inteiro, similar às de neopreno usadas pelos mergulhadores, sobre a qual se coloca uma túnica sem mangas e de corte solto, além de um capuz que cobre a cabeça e o pescoço.

O maiô islâmico é elaborado com lycra, "um material resistente à água ao qual é acrescentado um pouco de algodão para que seque rapidamente", explica a empresária.

Amina, uma elegante egípcia de 40 anos, acaba de comprar um "burkini", acessório que descobriu há cinco anos, quando "a qualidade e a oferta era muito menor que a atual".

"Nem sempre usei o maiô islâmico e não gosto muito" - opina a compradora. "Certamente um maiô convencional, de uma peça, é melhor para o bronzeado e mais confortável".

Na loja de Nevine são oferecidos todos os tamanhos, desde o pequeno até o extra grande, e abundam as túnicas de listras, com flores, luas e inclusive estampa de oncinha.

"O marrom é a cor mais na moda neste verão para o traje principal, mas o resto depende de cada mulher", acrescenta Nevine, que explica que "há burkinis para todos os bolsos". O preço do maiô muçulmano varia entre 200 libras egípcias (US$ 35) e 450 (US$ 79).

Ainda assim os trajes importados da China, que segundo a vendedora "têm menos qualidade", podem ser adquiridos nas ruas do Cairo a partir de 75 libras.

Mas "o que as mulheres que usam a Burka faziam antes de inventarem isso? Não podiam ir nadar ou tinham que fazer isso só com mulheres e familiares", acrescenta Nevine.

O "burkini" não faz sucesso apenas no Egito, mas em todo o mundo árabe, na Europa e nos EUA, impulsionado pelos emigrantes muçulmanos e "por aquelas pessoas recatadas de todos os credos", explica Ashma, diretor de uma companhia que vende através maiôs muçulmanos confeccionados na Turquia pela internet.

"As vendas estão aumentando, mas o mercado ainda é pequeno com muita concorrência", ressalta Ashma, que insiste que, além dos motivos religiosos, as mulheres o utilizam para se proteger do sol ou esconder o sobrepeso.

Seu uso, cada vez mais disseminado, não agrada os acadêmicos islâmicos porque, na sua opinião, transgride as doutrinas religiosas.

"Este acessório não pode ser considerado islâmico porque a mulher mostra sua silhueta quando entra com ele na água", argumenta a professora Soad Saleh, da Universidade de Al-Azhar, a instituição muçulmana sunita mais famosa do mundo islâmico.

E explica que "ao sair de água pode haver homens que se fixem em seu corpo e lhes desperte um desejo sexual".

Como alternativa, Saleh propõe que as mulheres "escolham praias ou piscinas destinadas exclusivamente a mulheres ou vão muito cedo".

Ashma diz que os lugares de banho só para elas são "uma boa opção, porque elas podem atuar livremente e se sentirem seguras, mas têm um inconveniente: as mulheres são parte de uma família que se rompe nestes lugares".

O ideal, acrescenta, seria que "os homens não olhassem as mulheres, que têm direito de desfrutar do que Deus nos oferece".

Roupa de 2ª mão move moda consciente


Impactos da indústria da fast fashion, como exploração de trabalho infantil em países pobres, faz consumidores buscarem vestimentas em brechós
Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
Os impactos ambientais e sociais da cadeia produtiva da moda estão levando consumidores a buscar no consumo de roupas e outros artigos de segunda mão um aliado para exercer um comportamento de compra sustentável.


Fora do Brasil, o movimento ganhou força na Europa e nos Estados Unidos, movido pela crise financeira e reforçado pelo aumento da conscientização em relação à sustentabilidade - já que roupas e utensílios usados não demandam novos recursos naturais e energia para serem produzidos. Além disso, crescem os questionamentos de consumidores em relação às práticas trabalhistas da indústria têxtil: muitas empresas terceirizam sua produção para países onde as normas trabalhistas são mais frágeis, como China, Índia e Paquistão.

Esse questionamento ficou mais acentuado na última década, com o fenômeno da fast fashion - moda rápida, alusão à fast food, comida rápida. Nesse sistema, utilizado por redes do mundo todo, o espaço entre o desenho, a produção e a comercialização das peças é curtíssimo e mercadorias novas chegam às lojas todas as semanas, a preços acessíveis. No Brasil, redes como Zara, C&A, Renner e Marisa são expoentes da tendência. Mas muitos consumidores começam a criticar esse modelo, que estimula o consumo e o descarte de roupas.

"Os impactos da indústria da moda estão chegando ao conhecimento dos consumidores, que não querem compactuar com o uso excessivo de agrotóxicos na produção de algodão ou com o trabalho infantil na Ásia. Para essas pessoas, comprar roupas em brechós ou em lojas de segunda mão é uma solução possível", explica a antropóloga Ligia Krás, analista de tendências da empresa de pesquisas de consumo Mindset/WGSN.

Brechós. A antropóloga estuda o consumo de segunda mão ou de peças vintage há dez anos e publicou uma tese a respeito do tema, O Passado Presente: um Estudo sobre o Consumo de Roupas de Brechó, já apresentada em três congressos. Ligia analisa as diferenças culturais que estão por trás do consumo em brechós no Brasil e em países como Noruega e Inglaterra. "Nesses lugares, a compra de vestuário de segunda mão é mais motivada por caridade, já que muitos brechós são ligados a instituições filantrópicas, e pela sustentabilidade. Os brasileiros pensam em moda e exclusividade, mas isso começa a mudar", diz Ligia.

A designer Nana Soma é uma das entusiastas do consumo de roupas de segunda mão. "Comecei a me interessar pelo tema depois que fiz um curso sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Passei a rever meus hábitos de consumo e já participei até de bazares de troca de roupas entre amigas", diz ela, que mantém um blog na internet sobre o tema moda consciente.

Apesar dos esforços, ela observa que é difícil encontrar marcas de moda realmente comprometidas com a sustentabilidade e com preços acessíveis. "O jeito é comprar roupas e acessórios no brechó, pois essa ação contribui para reduzir o impacto socioambiental da cadeia produtiva da moda", analisa.

Formada em moda, Viviane Mello, dona da marca Ecológica, que produz sacolas retornáveis em tecidos como algodão orgânico e malha de garrafas PET recicladas, também passou a comprar em brechós para reduzir sua pegada ecológica. "Evito comprar nas redes de fast fashion porque sei que existem impactos na cadeia produtiva, como a exploração da mão de obra em países subdesenvolvidos. Não quero contribuir com isso", diz Viviane, que costuma comprar roupas em brechós e reformá-las.

Glossário
Segunda mão
Artigos - de vestuário, móveis, eletrodomésticos, livros - que foram usados e que retornam ao mercado, em bazares e lojas de usados.

Vintage
Termo em inglês usado para designar itens, especialmente roupas e acessórios, de uma determinada época. No ramo da moda, são consideradas vintage
roupas que são de pelo menos duas décadas atrás, ou seja, anteriores a 1990.

Fast fashion
Modo de produção que passou a dominar em redes de lojas de roupas a partir de 1990. O espaço entre desenho, produção e comercialização das peças é mais curto e mercadorias novas chegam às lojas todas as semanas, a preços acessíveis.



Fonte:estadao.com.br

Manifesto de empresários defende BNDES, mas especialistas criticam política de fomento


RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA - Manifesto publicado nesta quinta-feira nos cinco principais jornais do país por 12 entidades empresariais em defesa do BNDES criou polêmica entre especialistas. Sob o título "Em defesa do investimento", o texto das entidades - que reúnem indústrias que faturam R$ 672 bilhões, ou 21% da economia brasileira - afirma que o BNDES tem sofrido ataques que "ganharam vulto nas últimas semanas", critica os "juros estratosféricos praticados no Brasil" e apoia as políticas do banco. Mas especialistas divergem sobre qual deveria ser o papel de um banco de fomento num momento em que a economia brasileira cresce a um ritmo acelerado.

A iniciativa de publicar o manifesto partiu do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luis Aubert Neto, que conseguiu o apoio de outros empresários.

- Nosso objetivo foi provocar a discussão. No Brasil, só se ouve os bancos - afirmou ele, que classificou de "terrorismo" as análises do mercado financeiro sobre a necessidade de elevar a taxa básica de juros (Selic).

A crítica mais recente ao BNDES está na capitalização, em 2009 e 2010, de R$ 180 bilhões feita pelo Tesouro Nacional, que capta recursos no mercado pagando Taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano, enquanto o banco de fomento empresta cobrando das empresas 6% ao ano. Para o economista Armando Castelar, da Gávea Investimentos, o ideal seria dar mais transparência à concessão de empréstimos com dinheiro público. Para ele, não deveria haver sigilo bancário para esses financiamentos:

- Assim, a sociedade poderia avaliar se o retorno social com os empréstimos, como geração de empregos, supera os custos de o cidadão pagar uma taxa básica de juros e carga tributária mais altas.

Castelar não vê sentido em empréstimos para grandes empresas como Petrobras e Vale, que já obtiveram grau de investimento pelas agências de risco e podem captar dinheiro lá fora a custo baixo.

Empresários criticam setor financeiro

No manifesto publicado nesta quinta-feira, as entidades empresariais - de setores tão diversos como têxtil, produtos químicos, siderurgia e indústria plástica - afirmam porém que os incentivos do BNDES "estão permitindo a crescer 2% do PIB em investimento, ou seja, mais de R$ 60 bilhões em investimentos adicionais".

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz, as críticas ao BNDES são "uma campanha orquestrada pelos bancos privados".

Perguntado se o manifesto não poderia ser entendido como uma declaração de guerra contra os bancos, Aubert, da Abimaq, rechaçou a ideia, mas não perdeu a chance de fustigar o outro lado.

- A média das operações aprovadas pelo BNDES é de R$ 250 mil, ou seja, se destina a pequenas e médias empresas. Esse dinheiro passa pelos bancos. Mas eles não têm interesse em aumentar isso, porque a comissão deles é pequena.

Procurada, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou que nada tem a comentar, até porque o setor financeiro é parceiro do BNDES no repasse dos financiamentos

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário, Aguinaldo Diniz Filho, disse que a decisão de publicar o manifesto em meio à campanha presidencial não tinha por objetivo político.

- É um movimento suprapartidário. O manifesto é apenas um reconhecimento do papel do BNDES.

O professor da PUC-SP, Antonio Corrêa de Lacerda, concorda com a posição os empresários:

- A China e a Coreia do Sul, nossos principais competidores, financiam o investimento a custo praticamente zero. Ou o Brasil cria instrumentos ou estamos fora da disputa internacional.

Para analista, BNDES concentra renda

Para o economista, não há subsídio, se for levado em conta que o investimento gera arrecadação.

Para o ex-professor da USP Joaquim Elói Cirne de Toledo, financiamentos com juros subsidiados devem ser concedidos apenas para inovação e para pequenas e médias empresas:

- Não há justificativa para se financiar grandes empresas. É transferir dinheiro do trabalhador para alguns poucos acionistas. É concentrar renda em um país já muito desigual.

Dentro do Banco Central (BC), prevalece a avaliação de que os juros subsidiados são um empecilhos para que a Selic seja menor. Para o BC, o crédito a taxas mais baixas acaba alimentando a demanda.

O peso dos créditos direcionados corresponde a um terço do total que circula no país. E a participação do BNDES na economia só cresce. Em 1997, os desembolsos do banco eram de R$ 19,1 bilhões. Este ano, pelas projeções, chegará a R$ 130 bilhões. Recentemente, o presidente do BC, Henrique Meirelles, deixou claro que os juros subsidiados podem interferir na política monetária. Oficialmente, o BC não se pronunciou nesta quinta-feira sobre o manifesto. O BNDES também se recusou a comentar a manifestação.


Fonte:oglobo.globo.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Boné como acessório de moda na novela TiTiTi


Com 40 mil funcionários espalhados pelas mais de 800 fábricas em todo o Brasil, o segmento de bonés, responsável pela produção de oito milhões de artigos ao mês, irá mostrar sua força durante a novela Ti-Ti-Ti, da Rede Globo de Televisão.

A ANIBB fará Ações de Merchandising na novela “TiTiTi” da TV Globo, escrita pela Maria Adeláide Amaral e com direção de Jorge Fernando. O projeto é da agência Moda no Figurino, que já realizou vários cases com a TV Globo para o mercado de moda como Paramount Têxtil, Brooksfield, Shopping Mega Polo Moda, Rhodia, Puket, Scala e Lupo. O objetivo é difundir o uso dos bonés como um acessório de moda, especialmente entre o público feminino.

A personagem de “TiTiTi” que fará esta divulgação é a lourinha e superestilosa, Mabi Spina, vivida por Clara Tiezzi, de 11 anos, que terá um blog temido pelos fashionistas. A personagem é inspirada numa blogueira mirim da vida real. A também loura Tavi Gevinson, de 13 anos, acompanha desfiles de moda importantes (na primeira fila) e conta tudo no blog “Style Rookie”. Os costureiros Victor Valentim (Murilo Benício) e Jacques Leclair (Alexandre Borges), em “TiTiTi” vão morrer de medo de uma crítica de moda misteriosa que ninguém sabe quem é. Fato normal se a poderosa não fosse uma pré-adolescente.

Mabi, que é a aposta da autora Maria Adeláide Amaral, já está usando bonés nas fotos de divulgação de “TiTiTi” e nos primeiros capítulos da novela. Mabi customiza tudo que vê pela frente. É uma herança da avó paterna (Cecília Spina, vivida por Regina Braga), que desapareceu. Até a atriz Malu Mader se diz encantada por Clara Tiezzi, “pois o mundo está muito diferente: hoje a gente tem a internet, então não tem como ter uma novela que não tenha jovens que fale de internet. A Mabi é toda conectada, tem um blog, isso é super bacana”, derrete-se a atriz.

A novela TiTiTi estreiou dia 19 de julho e já agradou tanto os profissionais da moda quanto os telespectadores de todo o Brasil. Resultado deste sucesso pôde ser constatado no Twitter na data da estréia da novela, onde os TT's - Trending Topics (lista em tempo real dos nomes mais postados no Twitter pelo mundo todo) foram: 1o. lugar Malu Mader, 2º. lugar Caio Castro, Gustavo Leão em 3º. lugar, a própria novela “TiTiTi” em 6o. lugar e Murilo Benício em 8o. lugar. O administrador do Twitter chegou a postar informações sobre “TiTiTi” para que os seguidores de todo o mundo soubessem de quem se tratavam aqueles primeiros lugares mais comentados de todo o mundo.

A primeira Ação da ANIBB, onde Mabi falará sobre a importância dos bonés como acessório fashion, tem previsão para ir ao ar em “TiTiTi” no dia 10 de agosto. Depois ainda haverá uma próxima Ação que falará da importância dos bonés como acessório de proteção contra os raios nocivos do sol.


Como a figurinista Marília Carneiro é craque em lançar moda, vai fazer as lojas de todo o Brasil correrem atrás dos bonés de Apucarana, que darão o maior “TiTiTi”.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Autoestima: como ela pode influenciar no trabalho?


Para especialista, ela é essencial para formar a imagem que o profissional passa para os colegas e para a chefia, além de impactar a produtividade


De acordo com definição do Dicionário Aurélio, autoestima é a “valorização de si mesmo, amor próprio”. Segundo o consultor de coaching da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Jonas Tokarski, a autoestima é essencial para desenvolver um trabalho e para ter disponibilidade para enfrentar o dia a dia.


No ambiente de trabalho, explica ele, ela é essencial para formar a imagem que o profissional passa para os colegas e para a chefia, visto que ela impacta diretamente no relacionamento com a equipe.


Baixa e alta


Além disso, ela influencia na produtividade e no desempenho do trabalhador, podendo até trazer riscos para a saúde do mesmo.




As situações acima são consequências da baixa autoestima, que pode ser desencadeada por problemas na infância, recorrência de feedbacks negativos, traumas, excesso de crise, entre outros. No trabalho, ela pode se desenvolver por conta da falta de reconhecimento, de incentivos e por conta de lideranças mal preparadas.


Ainda segundo Tokarski, quem sofre de baixa autoestima geralmente tem o hábito de reclamar de tudo, não consegue enxergar perspectivas no futuro, pode se envolver em brigas e apresentar uma grande insegurança sobre a própria capacidade de realizar as tarefas que lhe são atribuídas.


Por outro lado, o excesso de autoestima pode prejudicar o relacionamento do profissional com o restante da equipe, visto que este pode passar uma imagem de arrogância e, muitas vezes, cometer erros ao não aceitar a ajuda de outras pessoas, por se achar autossuficiente.


Como combater?


Para tentar amenizar os efeitos de uma autoestima desequilibrada, o consultor explica que é preciso reconhecer o grau e as causas do problema, já que, dependendo dessas variáveis, é preciso buscar ajuda profissional.


Contudo, se ela for motivada por problemas no trabalho, sobretudo a baixa autoestima, a pessoa pode tentar conversar com o líder, perguntando o que ela pode fazer para melhorar e se colocando à disposição para novos desafios.



Fonte:administradores.com.br

Nível normal de estoques ajuda indústria


A indústria começou o segundo semestre do ano com níveis normais de estoque, segundo apontaram ontem as sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Há níveis de estoques um pouco mais elevados em alguns segmentos, como a indústria automobilística, a distribuição de aço e setor elétrico e eletrônico, mas o movimento não é generalizado, segundo associações empresariais ouvidas pelo Valor.

Além de mostrar que não há acúmulo de produção não vendida, as pesquisas da FGV e da CNI sugerem um cenário de crescimento mais moderado da atividade nos próximos meses. Os indicadores da sondagem da FGV de produção prevista e intenção de contratações para os próximos três meses, por exemplo, mostraram arrefecimento.

Em julho, ficou em 5,6% o percentual de empresas industriais que relataram estoques excessivos, segundo números com ajuste sazonal da FGV. É mais que os 3,6% de junho, mas muito abaixo do período entre novembro de 2008 e julho de 2009, quando superava com folga os dois dígitos. "A evolução tem sido tranquila, mostrando estoques equilibrados na média da indústria", diz o coordenador de sondagens conjunturais da FGV, Aloisio Campelo.

De acordo com Campelo, há um aumento da dispersão, até mesmo dentro de alguns setores. No setor de material para construção, o número de companhias informando estoques excessivos subiu de 3,6% em junho para 11,6% em julho, ao mesmo tempo em que pulou de 2,9% para 14,1% as que dizem ter níveis insuficientes. No segmento de bens duráveis, caiu a zero em julho a fatia das indústrias que relatam ter inventários indesejados - em fevereiro, o percentual chegou a 13,4%. Os fabricantes de duráveis tiveram níveis elevados, ajustados ao longo dos últimos meses.

A indústria têxtil é um segmento que vive uma situação tranquila. Os estoques no setor representam entre 15 a 30 dias de vendas, algo "normal", segundo Fernando Pimentel, diretor da Abit, a associação do setor. "As fábricas de fiação e tecelagem estão operando com três ou quatro turnos", diz Pimentel, para quem, no entanto, será "plenamente possível atender o aumento de demanda esperado para o segundo semestre".

"Conversei com muitos dos nossos associados, no começo do mês, e posso dizer com firmeza: os estoques estão em sintonia com o consumo que se espera, que, aliás, será menor do que os analistas otimistas diziam no começo do ano", diz Alfredo Schimitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (Abief).

As cerca de 180 empresas associadas à Abief costumam registrar crescimento até uma vez e meia maior que o PIB no ano. Se a economia seguir as estimativas do governo e do mercado, superando a marca de 7%, o setor terá alta superior a dois dígitos. "Mas não acredito muito nisso", diz Schimitt, para quem o consumo já diminuiu em relação ao início do ano. "Vai melhorar, mas, com a capacidade de produção e o nível de estoques que temos, a situação está controlada."

A situação de carros e aço, por outro lado, destoa da maior parte dos setores na indústria. Os distribuidores de aço vão acumular em julho os maiores estoques em todo o ano. O total de 1,23 milhão de toneladas de aços planos acumulados no ano representam 4,3 meses de vendas, quase o dobro dos 2,6 meses que o setor obteve, em média, na década. Segundo dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), o estoque acumulado até o mês passado era suficiente para cobrir 3,6 meses de vendas. Evolução semelhante passou o setor automobilístico, que teve em março seu estoque em nível mais baixo.

Segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os estoques subiram de 202,7 mil unidades parados em março nos pátios das 15 companhias e nas cerca de 3 mil concessionárias do país para 318,6 mil unidades em junho.

Números da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostram um quadro intermediário. Um levantamento com associados aponta que, em junho, 23% das empresas informaram estoques de insumos e matérias-primas acima do normal, mais que os 14% a 20% observados entre agosto de 2009 e março deste ano, um período de forte aquecimento da economia. "Isso ocorreu porque as vendas em junho ficaram abaixo do esperado. Precisamos esperar os números de julho para ver se isso se configura uma tendência", diz o gerente do departamento econômico da Abinee, Luiz Cezar Rochel.

Os números da CNI também indicam um quadro tranquilo: nos seis primeiros meses, os estoques de produtos finais mantiveram-se estáveis e próximos ao planejado. "Os empresários continuam otimistas em relação aos próximos seis meses e esperam a manutenção do crescimento da demanda - inclusive das exportações -, do emprego e das compras de matérias-primas. A indústria deve continuar crescendo, ainda que a um ritmo menos intenso que o do início do ano", diz nota da entidade.


Fonte:valoronline

domingo, 1 de agosto de 2010

Quem transformou Larissa Riquelme em um grande negócio?


Da TV para o Twitter, a paraguaia virou celebridade e agora lucra com gordos cachês, reafirmando o potencial das redes sociais para os negócios


Não se sabe até quando vão durar os minutos de fama de Larissa Riquelme, a namoradinha da Copa da África. Mas uma coisa é certa: a paraguaia está sabendo aproveitá-los muito bem. Só no Brasil, a musa tem aparecido em programas de TV, posou para sites sensuais, estrela campanhas publicitárias e cogita-se, até mesmo, sua participação no carnaval carioca em 2011. Junto a isso, evidentemente, seguem cachês e mais cachês que vão enchendo o bolso (ou o decote!) da modelo. Mas, por que ela?


Nas arquibancadas dos estádios sul-africanos não faltaram mulheres bonitas, muito bonitas (as holandesas que o digam!). Então, por que, entre tantas, só Larissa Riquelme virou estrela? Motivos não faltam, a começar pelo apelo do aparelho celular guardado entre os seios, chamando atenção para um belo decote, e as promessas de posar nua, caso sua Seleção fosse campeã. No entanto, sem dúvidas, grande parte do mérito pela transformação da paraguaia em uma celebridade deveu-se à constante interação via web com os recém-adquiridos fãs, que, no Brasil, a colocaram nos Trending Topics do Twitter junto ao também internacionalmente repercutido "Cala a boca Galvão".




Os decotes da musa chamaram mais atenção do que o desempenho do Paraguai na Copa / foto: AFP


"O caso da Larissa Riquelme é interessante. Ela ganhou notoriedade com repercussão mundial, mesmo sendo de um país bastante desconhecido do público em geral", destaca Eduardo Marques, gestor de projetos web da dBrain, agência especializada em marketing de canais.


"A Larissa Riquelme é mais um grande exemplo de como as celebridades (ou aspirantes a celebridade) podem se utilizar das redes sociais para alavancar suas carreiras", explica Roberto Grosman, responsável pela divisão de mídia e business da F.biz, empresa especializada em interatividade para negócios.


"A imagem de mulher latina, sensual, torcedora fanática, cai como um estereótipo perfeito para uma Copa do Mundo", afirma Eduardo Marques, para quem, no entanto, o ponto chave foi a forma como a imagem da paraguaia se disseminou pelo mundo. "O grande diferencial que vejo aqui é que quem a colocou em destaque, a colocou mais pelo conjunto de fatores que construíram a imagem dela na ocasião. Assim começa uma 'mídia espontânea', replicada por milhares de pessoas pelo mundo", explica o gestor da dBrain.


Exposta na TV durante o maior evento esportivo do mundo e repercutida no Twitter – que mesmo com um número menor de usuários, ficou à frente do Facebook no ranking Media 100 do diário britânico The Guardian, justamente por ter maior capacidade de difundir rapidamente mensagens – Larissa Riquelme não precisou se esforçar muito.


Informalidade é a regra na web


O trabalho começou pra valer depois do mundial. Mesmo depois da Copa, a paraguaia continua angariando seguidores no Twitter e roubando a cena com fotos postadas na rede de microblogs e no Facebook. Na passagem pelo Brasil, recentemente, a musa fez questão de deixar todos atualizados de cada passo que deu, sempre em tom informal, tentando parecer bem próxima dos internautas.


"Para se manter entre os assuntos mais falados 'espontaneamente' pelos internautas, tem-se que despertar paixões, sentimentos", afirma Eduardo Marques, gestor de projetos web da dBrain, agência especializada em marketing de canais. "Fazer isso de uma maneira muito planejada não é uma opção viável porque certamente soará falso e, credibilidade é algo muito valorizado pelo público que temos hoje", ressalta Marques.


A revolução da rede e as novas celebridades




Larissa Riquelme é a garota propaganda do Concurso Musa

do Brasileirão deste ano da rede Globo/ Foto: Divulgação




Com a democratização da produção e do acesso a conteúdos, através da internet, muita gente virou celebridade da noite para o dia. "Uma das grandes mudanças que a web introduziu, e que as mídias sociais potencializaram, é a transformação de qualquer pessoa num produtor de conteúdo ou editor", afirma Roberto Grosman.


Mesmo sem nunca ter aparecido na televisão, por exemplo – o meio que, historicamente, deteve o maior poder de repercussão de mensagens no mundo – figuras como Sthefany (a do Cross Fox), a Gaga de Ilhéus (que hoje integra a equipe do Show do Tom, na Record) e Tessália Serighelli (que passou de tuiteira a BBB) alcançaram a fama.


"Agora, qualquer pessoa tem acesso aos meios e ferramentas para gerar conteúdo. Com um celular razoável (que já vem com câmera e vídeo) e acesso ao YouTube ou Twitter, qualquer um se torna um potencial gerador de conteúdo", explica o executivo da F.biz.

Fonte:administradores.com.br

sábado, 31 de julho de 2010

Caso Muricy: crescer ou ser fiel à empresa?


Você recebe uma proposta de emprego de outra empresa. É um salto em sua carreira, algo que você esperava havia muito tempo. Mas você não quer romper seu compromisso e deixar seu chefe - que não quer perdê-lo - na mão. O que fazer? Mudar de emprego mesmo assim? Romper obrigações contratuais ou morais em nome de um cargo mais alto ou de mais dinheiro? A resposta dos especialistas em gestão de carreira é: siga o exemplo de Muricy Ramalho.

O técnico do Fluminense foi convidado na última semana a assumir o posto de treinador da seleção brasileira, cargo que dez entre dez técnicos almejam. Recusou a oferta, porém, porque o clube que dirige não liberou sua saída. Muricy já havia acertado um contrato com a equipe carioca até o fim de 2012 antes de receber o convite da CBF. Como diz que nunca quebrou um contrato sequer, deixou a decisão de liberá-lo ou não nas mãos do Fluminense, que decidiu segurá-lo. E Muricy, que sempre disse sonhar com a chance de treinar a seleção, abriu mão dessa chance.

Os especialistas em gestão de carreira ouvidos por VEJA.com classificaram a decisão como acertada. "É uma postura ética rara de ser encontrada. Vemos muitas empresas fazendo propostas melhores e é comum o profissional pensar só no dinheiro e partir. Essa decisão muitas vezes mancha uma carreira", alerta Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac). "Às vezes, vale mais a pena você sacrificar um ganho no curto prazo, mas valorizar uma carreira e um caráter", completa.

"O Muricy deu o exemplo do que é um líder baseado em valores", afirma Irene Azevedo, consultora de carreira da DBM. A especialista explica que essa decisão é benéfica no longo prazo, porque o líder passa a ter muito mais credibilidade perante sua equipe. "Aqueles que estão sendo liderados por nós esperam o exemplo, por mais difíceis que as decisões sejam", explica.

E se você fosse o Mano?


O ex-técnico do Corinthians, Mano Menezes, foi convidado a assumir o cargo que Muricy recusou. No mundo corporativo, ser a segunda opção é muito comum, e o profissional não deve se sentir inferior por isso. "As oportunidades só aparecem quando estamos preparados", explica Irene. De acordo com ela, não há segredo na postura ideal para essa situação: "O importante é pensar: eu fui lembrado e escolhido. Tenho que mostrar o meu valor, ver os erros e acertos das outras gestões", afirma a consultora.

O especialista em recrutamento de executivos Jean Pierre Marras explica que nem sempre a escolha de um profissional leva em conta apenas competência. "Existe uma série de variáveis que são levadas em conta", explica. Portanto, o profissional lembrado apenas após a recusa do primeiro escolhido não deve se ressentir. Pelo contrário: deve pensar que está no rol dos melhores.


fonte:revista Você S.A

Paranaenses deixam chineses para trás


A Commanders, pequena fábrica de uniformes, importa boa parte dos fios que servem de matéria-prima para as cerca de 50 mil peças manufaturadas por seus 200 funcionários todos os meses. Por ser importadora de insumos, a empresa aproveita o câmbio baixo, mas essa ajuda vem sendo corroída pelo aumento da concorrência chinesa em produtos acabados equivalentes aos que ela produz. Um contrato recente, no entanto, mudou o jogo.

Há quatro anos a Commanders lutava para emplacar o selo Qual, específico ao segmento de uniformes, construído com base em indicadores da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Conseguiu no início do mês, depois que a Petrobras se convenceu da consistência do selo de qualidade e fechou contrato com a companhia de Apucarana, no interior do Paraná. A partir de agora, a Commanders vai entregar mil uniformes que serão usados pelos funcionários em refinarias da estatal, em um contrato com validade de um ano. O acordo, que criou uma demanda garantida, renovou o espírito da empresa.

Segundo Cláudio Luiz Palharin, dono da companhia, o contrato dá liberdade à Petrobras encomendar até cinco vezes mais uniformes, "o que é uma maravilha". Agora, diz ele, a empresa espera dobrar o número de funcionários para atender à demanda, que deve superar o contrato com a estatal. "Como a Petrobras aceitou os ditames do selo Qual, outras estatais e companhias de alto porte podem fazer o mesmo, e precisamos estar preparados", diz o empresário.

O setor de uniformes sofre com a competição estrangeira pois sua produção não é em larga escala. O câmbio valorizado, dizem especialistas, exerce pressão sobre os fabricantes brasileiros, que precisam apelar para a qualidade e selos de garantia e certificação para justificar os preços mais salgados.

Foi justamente esse segmento que provocou preocupação no governo, depois que fabricantes chineses ganharam uma licitação para fornecer uniformes ao Exército. O episódio, segundo fontes próximas ao Ministério da Fazenda, acelerou as discussões quanto à implementação de uma proteção tarifária a indústria em licitações públicas. Na semana passada, o governo editou medida provisória que dá prioridade a setores como calçados e têxteis nessas compras.

Após o contrato com a estatal, a têxtil deve duplicar de tamanho até 2011, diz Palharin. "Devemos dobrar o número de trabalhadores e produzir mais de 100 mil uniformes por mês", afirma. (JV


Fonte:valoronline.com.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A origem dos nomes das unidades de medir


Clio - Musa da História

O Sistema Internacional de Unidades – SI incorpora unidades variadas que representam diversas grandezas físicas. O SI é relativamente recente, porém os nomes das unidades que o integram vêm de longe e têm as mais diversas origens. Conhecer a etimologia desses nomes todos facilita a compreensão e é, no mínimo, divertido.

Metro: O metro é a mais conhecida das unidades. A palavra metro vem do grego metron, que significa medida e dá nome à ciência das medições, a metrologia. Muitas outras palavras utilizam o metro como elemento de composição, principalmente como sufixo nos nomes dos instrumentos de medir: Taxímetro, cronômetro, micrômetro, são alguns exemplos. Ah! Pode parecer que a palavra metrópole tenha a mesma origem, mas não tem! O metro de metrópole vem do grego metròs, que significa mãe. Metrópole é “cidade mãe”.




Quilograma: Entre os romanos a menor unidade de massa era o scrupulum (escrópulo em português) que significa pedrinha. Com a expansão do império romano muitos dos povos dominados por eles adotaram as suas unidades de medir, porém nem sempre as escreviam corretamente. Scrupulum acabou por ser grafado “scripulum”, e esse pequeno erro fez toda a diferença. Isso porque scripulum foi confundido com scriptum, que significa escrita. Mas o que é que isso tem a ver com o grama? Acontece que “gramma” em latim significava qualquer signo escrito. Então, por causa dessa analogia enviesada o scrupulum virou gramma. Muitas palavras usam o sufixo grama com o seu significado original, de signo escrito: Pentagrama, telegrama, programa etc. Outra coisa curiosa é que o grama não é a unidade de base para massa (peso). A unidade de massa é o quilograma, único caso em que um múltiplo assume esse papel. Quilo, do grego Khilioi, significa mil.

Segundo: O segundo é a unidade SI para o tempo. Hora vem do latim hora e significa hora mesmo, a vigésima quarta parte do dia. O minuto veio do adjetivo minutus (”pequeno”). Os geômetras antigos dividiam o grau em 60 partes, chamando cada parte de pars minuta prima, “a primeira parte pequena”. Esta, por sua vez, quando dividida em 60 partes iguais, era chamada pars minuta secunda, “a segunda parte pequena”, de onde proveio o nosso segundo. Já que falamos em grau, a palavra vem do latim gradus, que significa degrau! É bom lembrar que quando “minuto e segundo” expressam tempo, seus símbolos são min e s respectivamente. Quando expressam divisão de grau, seus símbolos são apóstrofos. Por isso, nada de escrever 8h 20´ 30´´ quando a grandeza for tempo. Essa notação é apenas para medida de ângulo. O certo é 8h 20 min 30s. E já que falamos de ângulo, a unidade SI para medir ângulo plano é o radiano, palavra derivada do latim radius, que significa raio. Ângulos sólidos são medidos em esterradianos. Stereos em grego quer dizer sólido.




Candela: A candela é a unidade SI para intensidade luminosa, e não é por acaso. A palavra significa vela em latim. Aliás, candelabro é, justamente, o objeto usado para acomodar as velas. O lúmen e o lux, unidades SI para fluxo luminoso e iluminamento são, ambas, palavras latinas que significam luz.

Mol: Mol é a unidade SI para quantidade de matéria, conceito este que não deve ser confundido com massa! A advertência é necessária porque a palavra mol vem do latim molécula, diminutivo de mole, que significa massa… E tem mais! O mol é usado, principalmente, para medir a quantidade de matéria das moléculas…

Kelvin e ampère: Tanto o kelvin, unidade SI para temperatura termodinâmica, como o ampère, unidade SI para intensidade de corrente elétrica, têm esses nomes em homenagem a dois cientistas: William Thomson, ou simplesmente Lord Kelvin, físico escocês, desenvolveu a escala Kelvin de temperatura absoluta. André-Marie Ampère, físico e matemático francês, desenvolveu estudos fundamentais em eletricidade e eletromagnetismo. Aliás, a maioria das unidades SI leva nomes de cientistas. Veja só a lista!

Unidade SI Grandeza Cientista
newton Força Isaac Newton, físico inglês.
pascal Pressão Blaise Pascal, físico francês.
volt Tensão Elétrica Alessandro Volta, físico italiano.
watt Potência James Watt, matemático escocês.
joule Energia James Prescott Joule, físico inglês.
Celsius Temperatura Anders Celsius, astrônomo sueco.
tesla Indução Magnética Nikola Tesla, engenheiro sérvio.
coulomb Eletricidade Charles Augustin de Coulomb, físico francês.
farad Capacitância Michael Faraday, físico inglês.
ohm Resistência elétrica Georg Somon Ohm, físico alemão.
siemens Condutância Carl Wilhelm Siemens, engenheiro alemão.
hertz Freqüência Heinrich Rudolf Hertz, físico alemão.
henry Indutância Joseph Henry, físico norte-americano.
weber Fluxo magnético Wilhelm Eduard Weber, físico alemão.
becquerel Atividade radioativa Antoine Henri Becquerel, físico francês.
gray Dose absorvida Louis Harold Gray, radiologista inglês.
sievert Equivalente de dose Rolf Sievert, físico sueco.



Veja que interessante: Celsius é a única unidade SI escrita com letra maiúscula. A unidade para dose absorvida de radiação, o gray, coincidentemente tem a mesma grafia que G ray, ou raio gama em inglês. Joseph Henry é o único cientista não europeu do grupo, embora Nikola Tesla tenha se naturalizado americano.


Fonte:ipemsp.wordpress.com

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vem aí o maior polo têxtil do NE


Caruaru poderá abrigar um centro de moda e distribuição de produtos têxteis da região

Quando se fala em Parque 18 de Maio, em Caruaru, vem à mente a imagem da sulanca, tumultuada e repleta de produtos extremamente populares. Mas os 330 lojistas instalados no local pretendem desassociar a imagem de suas marcas do conceito de feira e criar no espaço o maior centro de moda e distribuição de produtos têxteis do Nordeste. Para tanto, os comerciantes se uniram ao Sebrae e à Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e criaram o Centro Moda 18 de Maio, que será lançado oficialmente no final de agosto.
“Trata-se de um projeto de expansão do centro comercial de Caruaru, que fará do parque um polo de moda tão disputado quanto o Brás e o Bom Retiro, em São Paulo. Além dos bancos da feira, constatamos a existência de 330 lojas de até 500 metros quadrados de área, que vendem moda de boa qualidade, seja ela produzida no Agreste, em Fortaleza, Minas Gerais, Santa Catarina ou São Paulo, sejam especializadas em aviamentos, tecidos ou confecção”, informou o empresário Pedro Miranda, coordenador da Câmara Setorial dos Lojistas do Parque 18 de Maio, vinculada à Acic.

Segundo pesquisa realizada em 2009 pelo curso de economia da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip), o faturamento mensal das empresas situadas no Parque 18 de Maio passa dos R$ 18 milhões e cinco mil empregos formais são gerados. “Queremos divulgar para o Brasil toda essa pujança comercial e fomentar o turismo de compras em Caruaru”, destacou Miranda.

O coordenador explica que foi criado um plano de ação junto ao Sebrae que começou este ano e que terá continuidade até 2012. O plano contempla marketing de localidade e capacitação de funcionários e empresários, a fim de profissionalizar o setor. Um cronograma de ações foi iniciado em janeiro e deve continuar periodicamente até 2012, com cursos de vitrinismo, gestão de pessoas, atendimento ao cliente e legislação trabalhista, entre outros.

Com o apoio da prefeitura municipal, serão iniciadas em breve obras de reestruturação de vias públicas do parque, o que inclui pavimentação, sinalização das ruas e acessibilidade. Possivelmente, vai ser instalada uma agência bancária nas mediações. “Estivemos em missão empresarial no Bom Retiro e encontramos no local uma estrutura semelhante à nossa, porém, muito à frente. Vamos adotar postura semelhante”, frisou Pedro Miranda.

De acordo com Laudemiro Ferreira Júnior, consultor de marketing e comércio exterior do Sebrae Caruaru, a ação visa à promoção comercial coletiva e a independência das lojas situadas nas vias da feira. “Vamos acompanhar a evolução das empresas pelos próximos três anos até nos tornarmos o Bom Retiro do Nordeste”, avisou o consultor.


Fonte:jc3.uol.com.br/jornal

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando a produtividade cai no trabalho: Veja qual é o papel do chefe


"Minha equipe rendia, estava conseguindo concluir as metas mensais, mas de repente a produtividade está em queda. O que será que aconteceu? O que devo fazer quando percebo que a produtividade da minha equipe diminuiu"?


Não é difícil encontrar exemplos de gestores e chefes que passam por essa situação. Às vezes, apenas um membro desmotivado ou desinteressado na equipe é responsável pela queda de rendimento do grupo todo. Outras vezes, algumas restrições impostas pela empresas atrapalham o desenvolvimento das tarefas. Mas em muitos casos, a culpa da queda de produtividade está relacionada como o chefe lida com as atividades e até como lida com sua própria equipe.




De acordo com Fernando Montero, diretor de operações da Human Brasil, empresa especializada na seleção e recrutamento de talentos, essa lista de insatisfação dos colaboradores pelos chefes podem constar, por exemplo, ausência de objetivos, falta de planejamento e prioridades, reuniões mal planejadas, ausência de delegação, não saber dizer 'não' e erros de comunicação.


Já para a especialista em psicologia comportamental e automotivação, Sueli Brusco, o principal vilão é a falta de reconhecimento por parte dos líderes. "Manter equipes motivadas, comprometidas e com foco em resultados é uma tarefa que demanda bastante empenho dos líderes. Ao não se sentir reconhecido o profissional se desmotiva, e com essa realidade outros vilões acabam potencializando a falta de rendimento".


A ausência de soluções que ocasionam a queda de rendimento pode gerar novos problemas, transformando-se em uma verdadeira "bola de neve" de transtornos. Nesse contexto, modificar essa postura que está acarretando o mau desempenho entre os profissionais torna-se uma prioridade. "Por isso, quando a produtividade cai, deve-se avaliar as razões que levaram a essa queda", avalia Daniela Lago, consultora em Recursos Humanos e professora em cursos de MBA da FGV. Para ela, "o líder é o principal responsável em fornecer apoio à sua equipe para superar os problemas da queda no rendimento".


Valorize o profissional com quem trabalha


Um dos papéis de uma boa liderança é desenvolver alternativas que não só incentivem, mas também reforcem o reconhecimento pelo empenho do profissional. Nessa hora, algumas orientações do chefe aos subordinados podem colaborar na motivação dos funcionários.


Antes de tudo, recomenda-se ao chefe orientar sua equipe quanto ao planejamento e a delegação das tarefas. É preciso também escutar novas ideias e propostas da equipe, orientar diretrizes, reconhecer bons trabalhos e tentar extrair as melhores virtudes dos membros do grupo nas atividades realizadas.


Já quando há queda de rendimento, o consultor Carlos Contar, da Business Partners Consulting, relata que o gestor deve trazer o profissional para o foco no trabalho, entendendo e trabalhando nos motivos que ocasionaram essa queda de produtividade. "O bom gestor tem que estar sempre do lado do profissional para apoiá-lo".


Bonificações dão resultados?


Muitos líderes e chefes utilizam de medidas alternativas para incentivar e melhorar o rendimento dos funcionários dentro da empresa. Incentivam com bonificações, destacam o funcionário do mês, oferecem novos treinamentos. Mas será que isso traz resultado?


De acordo com a especialista Sueli Brusco traz sim, pois a motivação é uma energia psicológica que atualiza o desempenho humano. "Qualquer forma de motivação é capaz de determinar o comportamento e promover mudanças. A bonificação, além de incentivar, transforma o empenho em reconhecimento".


O especialista Fernando Montero também acredita nessa corrente. Para ele, o incentivo por meio de bonificações e benefícios pode melhorar o rendimento dos funcionários dentro da empresa. Porém, antes disto, é preciso que eles sejam orientados e treinados a trabalharem por metas e resultados antes mesmo de se estabelecer incentivos.


Entretanto, quando falamos em motivação devemos lembrar que as expectativas são diferentes para os funcionários. A especialista em RH, Daniela Lago, adverte sobre "o que funciona para uma pessoa, nem sempre funciona para os outros. Por isso, não pense que uma única ação de estímulo motivacional vai funcionar para toda sua equipe. O líder deve ouvir atentamente o que estimula sua equipe e oferecer estímulos diferentes para as pessoas. Como por exemplo: um elogio, propor desafios no trabalho, projetos novos, valorizar bons trabalhos e etc".


O que faz mais efeito: Falar mais ou ouvir mais?


Uma grande premissa da comunicação é: primeiro compreender para depois ser compreendido. E de acordo com a especialista, Daniela Lago, essa é uma característica que compõe um bom perfil de liderança. "É importante ouvir ativamente o que está acontecendo com a equipe, só assim o líder poderá gerar os estímulos corretos para que sua equipe se motive".


A especialista indica que cada caso merece uma ação diferenciada por parte do líder e dá uma dica. "No que tange à conversa, as críticas sempre devem ser feitas em particular. O elogio, sim, é público! Nunca o contrário. Entretanto, dependendo da situação da empresa o líder deve avaliar a melhor estratégia a ser adotada. Há casos em que é necessário que se faça uma comunicação geral. Para corrigir comportamentos específicos, no entanto, é imperativo que se converse em particular", afirma Daniela.


"O mala da empresa"


Infelizmente, é comum encontrar nas empresas aquele funcionário ocioso ou "reclamão," na qual, sua produtividade é bem abaixo do esperado. Esse profissional pode acabar gerando problemas em cadeia e atrapalhar o rendimento de toda a equipe.


A razão pode ser falta de interesse no trabalho, pois muitas pessoas não sabem exatamente o que querem e acabam culpando a empresa por sua insatisfação. Outra situação é a falta de vontade em aprender novas atividades ou ausência de persistência ao enfrentar obstáculos na empresa.


Nesses casos, o líder deve intervir para modificar esse comportamento do profissional e, de preferência, motivá-lo na realização das tarefas. Isso pode ocorrer através de uma conversa franca, reconhecimento no trabalho feito, variar as atividades realizadas, novos treinamentos ou até mesmo na transferência do profissional de setor. Em casos extremos, a demissão do funcionário pode ser até a melhor solução para ambas as partes.


Rede Social vilão da produtividade?


Mas não há dúvidas, um dos campeões de reclamação dos chefes quando o assunto é produtividade, está na utilização das redes sociais no trabalho pelos funcionários. De acordo com o consultor Fernando Montero, interrupções no Twitter, Orkut e Facebook geralemte interferem no ritmo do trabalho e na concentração. "Na medida em que gera interrupções e provoca desvio de prioridades, essas redes atuam não apenas como "vilões de produtividade", mas como também verdadeiros "ladrões de tempo."


Para a consultora em motivação, Sueli Brusco, é preciso ter bom senso na utilização. "Se o funcionário fica três horas no Facebook, foram três horas perdidas de trabalho. Se ele continuar com esse ritmo dia-a-dia, no final do mês a falha no plano de meta pode estar nela. Por isso deve saber utilizar com discernimento".


A especialista Daniela Lago também acredita que é preciso ter controle ao utilizar as redes de relacionamento. "O uso excessivo das redes sociais e a navegação na internet fazem as pessoas se distanciarem do foco principal da empresa: os resultados! Vale ressaltar que sou a favor de que os funcionários tenham acesso às redes sociais, pois elas são importantes para momentos de 'descompressão' no dia-a-dia corporativo".


Encarar os problemas


É comum que chefes encontrem dificuldades e problemas no ambiente de trabalho. E o importante nesses momentos é que o líder não se omita de que realmente existe uma situação para ser resolvida. A tarefa do líder, não é apenas buscar o melhor resultado para a organização, mas também encarar e superar os obstáculos e dificuldades que podem surgir no trabalho.




Fonte:administradores.com.br

EMPRESAS DA ÁREA TÊXTIL QUE CONTRATAM FACÇÕES, DEVERÃO ESTAREM ATENTAS QUANDO CONTRATAREM SERVIÇOS DE CONFECÇÕES, REALIZADOS NA RESIDÊNCIA DO PRESTADO


Empresas que se utilizam destes profissionais, deverão exigir o registro formal com classificação (ME, EPP,EI), que esteja habilitado a emitir nota fiscal dos serviços prestados. A classificação EI, está regulada pela Lei Complementar 128/08, e pode faturar até R$ 36.000,00 por ano.
Com os procedimentos aqui sugeridos, será possível isentar-se de decisões judiciais, como a abaixo descrita:
26/07/2010 - JT declara relação de emprego entre empresa e trabalhadora que prestava serviços na própria residência (Notícias TRT 3ª Região)

No recurso analisado pela 4ª Turma do TRT-MG, o reclamado pretendia convencer os julgadores de que a trabalhadora não era sua empregada e que os serviços de cadarçamento de bobinas, prestados por ela em sua residência, eram realizados de forma eventual e autônoma, sem qualquer subordinação. Mas a Turma não deu razão ao recorrente, porque, além de as atividades da reclamante estarem diretamente ligadas ao objetivo social da empresa, havia um efetivo controle da produção pelo reclamado.
A trabalhadora alegou que foi admitida em novembro de 2000, como auxiliar de produção, tendo sido dispensada em agosto de 2009, sem assinatura da CTPS. O reclamado reconheceu a prestação de serviços, mas negou a existência de relação de emprego, insistindo na tese de que o trabalho era realizado com total autonomia. Conforme esclareceu o juiz convocado Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto, a CLT não faz distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado, desde que caracterizada a relação de emprego. Entretanto, quando se trata do trabalho em residência, a subordinação deve ser vista de forma especial, porque a situação do trabalhador é especial.
"Nesse sentido, no trabalho subordinado em residência, a subordinação pode existir porque o empregado não possui os meios de produção, sendo que o empregador detém a direção da atividade, ao fixar a qualidade e quantidade, a entrega do trabalho terminado em prazo predeterminado, além da remuneração e a pessoalidade do trabalhador" ressaltou o magistrado. A questão é saber se o trabalho é realizado por conta própria ou por contra alheia. No caso, ficou claro que era por conta alheia. Isso porque o reclamado é proprietário de uma empresa que fabrica bobinas para motor de arranque e dentro de sua fábrica há empregados, devidamente registrados, que fazem exatamente a mesma função da reclamante, segundo declarado pelo próprio empresário. Ou seja, as funções da trabalhadora inserem-se na dinâmica do empreendimento.
Além disso, o reclamado controlava os serviços prestados pela trabalhadora, à medida em que deixava o material na casa dela em um dia e o buscava no dia seguinte. Inclusive, devolvia esse mesmo material, caso houvesse necessidade de ajuste. Ao contrário da tese recursal, não há dúvidas de que o trabalho desenvolvido pela reclamante em sua residência era contínuo, realizado sob a direção do reclamante e inserido no objetivo social da empresa. "Comprovada, pois, a prestação de serviços não eventual, com pessoalidade, subordinação e onerosidade, conforme requisitos preceituados no art. 3º. da CLT, deve ser mantida a sentença que reconhece o vínculo de emprego entre as partes" - concluiu o juiz convocado. ( RO nº 01648-2009-152-03-00-0 )

domingo, 25 de julho de 2010

Dez dicas ter um guarda-roupa "verde


Bermuda de garrafa pet, lançamento de 2009 da Billabong


1. Planeje antes de comprar
Abandone as compras por impulso. Analise bem se aquela roupa ou acessório serve para você ou se é só uma vontade passageira. Assim, você evita perder dinheiro e espaço no armário.

2. Ame suas roupas
Cuide-as com carinho. ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.

3. Evite lavagem a seco
Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com "wet cleaning" ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você preferir, recorte as orientações e cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir quando precisar.

4. Compre peças antigas ou usadas
Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós, troca de roupas entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre funcionam Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve e ainda sobra espaço para uma boa customizada.

5. Lave bem
Tenha cuidado para não desperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se tem selo de economia energética (no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

6. Vista orgânicos e tecidos com material reaproveitado
Os tecidos orgânicos e os desenvolvidos com materiais reaproveitados chegaram para ficar. Na opção do orgânico é possível escolher desde o algodão até a seda, - certifique-se de que tem selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Os tecidos com materiais reaproveitados, como o tecido PET, são uma inteligente opção, fomentam o reaproveitamento de materiais como as garrafas pets e agregam ativos ambientais para a peça.

7. Encontre uma nova utilidade
Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo à sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a ideia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.

8. Investigue as origens
Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Mantenha-se informado, converse com os donos de lojas e das marcas e faça escolhas conscientes.

9. Escolha roupas éticas
Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais usam abordagens de mercado, que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão - problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos.

10. Não desperdice
Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir para o lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as consequências do aquecimento global e motivar uma mudança


Fonte:correiobraziliense.com.br

sábado, 24 de julho de 2010

Em linha com a qualidade


A escolha acertada da linha para cada tipo de costura é decisiva para a qualidade do produto final, proporcionando eficiência e redução nos custos


Talvez pelo fato de as linhas de costura responderem por apenas 2% a 3% do total do custo da produção – uma porcentagem pequena se comparada à de outros materiais que compõem uma peça –, confeccionistas e faccionistas dão pouca atenção a elas na hora da compra e acabam utilizando linhas em desacordo com o tecido, o tipo de costura, o maquinário e a lavagem, entre outros aspectos.

O que muitos empresários se esquecem de considerar é que linhas oriundas de substratos mais baratos ou inadequados ao tecido geram uma série de custos diretos, entre eles as quebras, falhas e má aparência de pontos, franzimento, pontos danificados e/ou encolhimento da linha. Isso sem falar nos custos não apurados, tais como a energia elétrica gasta no arranque dos motores e o aumento dos custos de manutenção das máquinas, desgastes dos equipamentos, além da insatisfação das costureiras e dos mecânicos com a baixo rendimento da costura.

É claro que problemas como esses podem não ocorrer em função da linha. Podem ser ocasionados também por produtividade baixa, máquinas desreguladas, uso de agulha não ideal para a linha ou outros fatores. “Mas o importante é estar tudo em acordo, desde a entrega e a escolha das matérias-primas à satisfação do funcionário”, atenta Renato Libonati, o diretor-operacional da Libofio, fábrica de linhas e fios de poliéster sediada em São Paulo.

Ou seja, todos os fatores têm importância na qualidade final da costura, mas é bom dar especial atenção às linhas, principalmente por serem um insumo que representa tão pouco no custo e que, se mal escolhido, pode ocasionar em diferenças significativas na produtividade e na qualidade final do produto.

Opções de escolha

Mas, antes de pensar em qual tipo de linha escolher, é preciso analisar a necessidade de cada máquina a ser utilizada e com quais tecidos se vai trabalhar, além dos processos pelos quais esses tecidos (e linhas) passarão até estarem prontos para a venda. Pois de nada adianta utilizar uma linha de ótima performance num maquinário simples, pois isso pode resultar em prejuízo.

Basicamente, são quatro níveis de linhas: de poliéster, de algodão, mista e de poliamida; e, a partir dessas, existem as variações: mista poliéster algodão e poliéster/poliéster, 100% poliéster fiado, 100% algodão, 100% poliéster multifilamento contínuo brilhante trilobal, 100% poliéster filamento contínuo texturizado, poliéster filamento contínuo e, por fim, a de poliamida.

“Observamos que, atualmente, existe uma tendência de migração da linha de dupla torção para a mista, por conta da construção que esta última tem: uma mistura de filamento contínuo de poliéster de alta resistência com uma cobertura de fibras descontínuas de algodão ou poliéster, o que gera maior resistência e ótima qualidade na produtividade”, diz Libonati. Segundo ele, o cliente, principalmente as pequenas confecções sem muita experiência e/ou que não pesquisam muito sobre linhas, não sabem diferenciar linha mista da de dupla torção – e o mercado acaba abusando dessa desinformação para vender a mista, cujo preço pode chegar a três vezes ao da linha de dupla torção. “Faltam credibilidade e informação aos vendedores, que não são técnicos, querem mais é vender e acabam pecando nisso. Cria-se um buraco na comunicação entre a parte técnica e o cliente confeccionista’, atenta Libonati.

Tudo em acordo

Portanto, conhecer, pesquisar e saber as vantagens, desvantagens e aplicações adequadas para cada tipo de linha fazem com que a costureira atinja um nível de produção que potencializa o investimento nela e no maquinário.

Para Flaviano do Carmo Rocha, gerente-comercial da fabricante Linhanyl Paraguaçu, de Minas Gerais, escolher o tipo correto de linha depende, efetivamente, do tipo de matéria-prima do tecido. “Para costura de tecido 100% de algodão que seja posteriormente tingido, deverá ser usada uma linha também de 100% algodão, que absorverá o mesmo tom do corante utilizado”, exemplifica. “Já na costura de lingerie, em que as peças apresentam bastante elasticidade, o ideal são as linhas de construção mista, que proporcionam melhor formação do ponto, redução de problemas de franzimento, além de possibilitarem a utilização de agulhas mais finas e costuras mais estáveis, com aparência mais regular”, completa.

É preciso ainda eleger o tipo de linha adequado para o tipo de ponto que será empregado. Fios texturizados proporcionam maior alongamento e toque e são indicados para operações com loopers em máquinas galoneiras, overloques e interloques com alta produtividade; linhas mistas oferecem melhor equilíbrio na proporção entre resistência e espessura; linha de poliéster, atualmente a mais utilizada pelas confecções, tem um processo produtivo mais simples, com menor custo de produção, e é empregada amplamente nas malharias e em jeanswear.

Evitando prejuízo

Nas calças jeans, sobretudo, um dos maiores custos “escondidos” é o reprocesso, efetuado após lavagens/acabamentos industriais, que em muitos casos alcança até 40% da produção de determinados modelos. “As linhas de costura podem ser uma das principais causas desses retrabalhos, pois, se sua qualidade for inferior à do denim, pode sofrer mais com as lavagens e outros processos”, explica o manual técnico de calça jeans da Coats Corrente, fabricante de linhas para costura, bordado, crochê, tricô, zíperes, entretelas e acessórios.

Para evitar esses custos desnecessários, há linhas com maior resistência que reduzem sensivelmente o índice de reprocessos, ao proporcionarem redução de pontos rompidos e danificados, o que minimiza os custos com retrabalhos, mão-de-obra e evita atrasos nas entregas de pedidos. Além desse, outro fator que causa bastante prejuízo ao confeccionista é a ruptura da linha de costura (veja box).

Ruptura da linha: problemas e soluções

1- A linha não desenrola do cone: verifique se o guia superior está discretamente acima do pino do cone, 2,5 vezes a altura do cone. Use um coxim de espuma ou similar para impedir a trepidação do cone;

2 – Enrolamento da linha ao redor das guias: recoloque e repasse a linha pelas guias;

3 – Tensão excessiva: regule corretamente a tensão;

4 – Superfície áspera da chapa da agulha, caixa da bobina, lançadeira: recomenda-se polir as superfícies ásperas ou substituir as peças;

5 – Linha desfiada na agulha: utilize agulhas com diâmetro adequado à bitola da linha; procure utilizar sempre agulhas de qualidade reconhecida pelo mercado;

6 – Superaquecimento da lançadeira: verifique se há suprimento adequado de óleo. Examine a folga entre a agulha e a lançadeira;

7 – Linha de má qualidade: troque o material por outro de qualidade melhor e acabamento correto;

8 – Bordas afiadas do olho da agulha ou ponta cega: troque a agulha;

9 – Ajuste incorreto da agulha na barra: realinhe a agulha;

10- Aplicação incorreta de lubrificação na linha: use linha com acabamento

Fonte: Flaviano Rocha – Linhanyl Paraguaçu



Box – Linha x tecidos elásticos: como não errar

■Utilize linhas de construção mista, como a linha de filamento contínuo de poliéster recoberta com fibras de algodão ou linha de filamento contínuo de poliéster, conhecidas como poli/poli;
■As construções mistas permitem que a costura não se rompa quando submetida aos esforços inerentes à grande elasticidade do tecido strech ou power strech, devido à resistência e ao alongamento do núcleo da linha;
■A grossura (titulagem) das linhas de costura deve ser compatível com a gramatura do tecido;
■Para o conforto na utilização da peça costurada, recomenda-se o uso de grossuras (titulagens) diferentes entre a linha da agulha e a linha do looper;
■A obtenção do melhor balanceamento dos pontos (amarrações) deve-se à combinação entre a grossura da linha da agulha e a linha do looper;
■A definição do número de pontos por unidade de comprimento (densidade) é fator fundamental;
■A regulagem da tensão das linhas na máquina deve ser adequada ao tipo de ponto;
■Durante o processo de costura, não é recomendado esticar ou puxar o tecido, para não ocorrerem variações no ponto ou distorções na peça.




Fontes: Coats Corrente e Têxtil Canatiba

Planejamento do produto: como melhorá-lo?


Atrasos na produção e na entrega, defeitos nos produtos, erros na confecção dos artigos. Problemas como esses, comuns para muitos, têm origem antes mesmo do desenvolvimento – no planejamento das coleções –, o que acaba gerando custos adicionais e desprestígio junto ao cliente. Para evitá-los, a consultora técnica, professora do Senai Vestuário de São Paulo e da Universidade Paulista (Unip)

Hanna Carolina Kramolisck dá os caminhos:


1) Siga um calendário - esse é o ponto inicial para o desenvolvimento. O calendário abrange todas as atividades de uma confecção, desde o desenvolvimento do produto até a entrega.

2) Tenha um cronograma de atividades para todos os processos e todas as etapas, desde a pesquisa da coleção até a entrega do pedido.

3) Saiba qual é o tempo hábil para se confeccionar uma coleção.

4) Tenha o processo produtivo organizado e em dia.

5) Todo o desenvolvimento de produto necessita ter começo, meio e fim. Nada de ficar aumentando o mix a toda a hora, o que prejudica o cronograma e faz com que o desenvolvimento se arraste, não acabe nunca. Para poder aumentar o seu mix, é preciso um estudo antecipado para saber se seu público vai aceitar essa nova linha de produto e se a área produtiva tem capacidade para absorvê-la.

6) Lead time: é preciso saber quanto tempo sua empresa leva para produzir cada peça e definir qual a capacidade de produção. Que quantidade de peças sua empresa consegue produzir por coleção ou no ano sem se perder?

7) Trabalhe com pequenas coleções, escolha um tema central e, a partir dele, crie subtemas, que serão introduzidos aos poucos no ponto-de-venda.

8) Conheça seu público-alvo, o consumidor final. Tenha foco num determinado cliente – nada de um ano produzir para jovens, no outro para senhoras – e apure quem é ele (sexo, classe social, o que gosta de fazer, tipo de trabalho desenvolve, carreira, estilo), para que se torne fiel à sua marca.

9) Mix de Produto – determine as linhas com que vai trabalhar: parte de cima, de baixo ou acessórios. É fundamental que o mix atenda seu público-alvo.

10)Pesquise tendências – as fontes podem ser: a própria sociedade, revistas, filmes, exposições de arte, música, cadernos de tendências, sites, blogs etc.

11)Temas: em primeiro lugar, conceitue o tema para depois desenhar a coleção (e não o contrário). Utilize as informações da pesquisa tendo em mente seu público-alvo e o tema que será desenvolvido para a coleção.

12)O profissional de desenvolvimento de produto, melhor que ninguém, é quem deve direcionar o estudo do tema, o desenvolvimento do produto, a ficha técnica, sempre tendo em mente o público-alvo.

13)Ficha Técnica – é o documento que identifica o produto. As informações devem conter, no máximo, duas folhas, para não dificultar o entendimento e precisam ser compatíveis às das peças pilotos. Nada de tirar foto de uma peça e colocá-la na ficha e fazer observações.


Fonte:Oconfeccionista.com.br