domingo, 18 de abril de 2010

Você é um profissional Jack Bauer?


Nenhum outro personagem do cinema ou televisão é tão eficaz quanto Jack Bauer. O que temos a aprender com ele?
Em apenas um dia, Jack Bauer consegue salvar os Estados Unidos de ataques terroristas - não apenas uma, mas diversas vezes, evita atentados à vida do presidente, identifica traidores, interroga suspeitos, invade embaixadas, foge de prisões, infiltra-se em grupos inimigos e, no fim de 24 horas, consegue dar conta de todos os desafios. Nenhum outro personagem do cinema ou televisão é tão eficaz quanto Jack Bauer.
Peter Drucker foi, sem dúvidas, o pensador que mais bateu na tecla sobre a importância da eficácia. Segundo o pai da administração moderna, eficácia significa fazer as coisas acontecerem. Só isso? Exatamente. Parece simples, mas poucos são os profissionais que realmente têm a capacidade de fazer o que tem que ser feito e entregar resultados satisfatórios. A boa notícia é que a eficácia é um hábito que podemos adquirir como adquirimos qualquer outro hábito, ou seja: a partir da prática.
Drucker aponta cinco práticas essenciais para qualquer pessoa se tornar um profissional eficaz. Vamos ver como Jack Bauer lida com cada uma delas?
- Gerenciar o tempo - O tempo é um recurso limitante e totalmente irrecuperável. "Se você não souber gerenciar o seu tempo, não poderá gerenciar coisa alguma", diria o professor Drucker. Em 24 Horas, o relógio corre literalmente contra Jack Bauer, o que faz da gestão do tempo uma questão de vida ou morte para o agente da CTU.
- Esforçar-se para dar contribuições - O foco na contribuição é a chave da eficácia. Significa transferir a atenção do profissional de sua própria função, de sua especialidade específica, para o desempenho da empresa como um todo. Drucker recomenda que se faça sempre a seguinte reflexão: "que tipo de contribuição posso oferecer que afetará de forma significativa o desempenho e os resultados da empresa em que trabalho?". Bauer tem uma clara noção do todo. O personagem nunca se esquiva de uma missão importante com a desculpa de que "isso não faz parte do meu trabalho, não sou pago para isso".
- Tornar produtivos os pontos fortes da organização - Nada se constrói sobre a fraqueza e, para conseguir resultados, devemos usar todas as forças disponíveis - a dos colegas, a dos superiores e a nossa própria. O executivo eficaz não toma decisões sobre pessoal para diminuir fraquezas, e sim para aumentar a força da empresa. Nesse ponto, o personagem de Jack Bauer encarna o verdadeiro gerente eficaz de Drucker. Bauer costuma tomar a frente das operações, faz questão de trabalhar apenas com os seus melhores colegas (e respeita e reconhece as competências de cada um), questiona e influencia a ordem de seus superiores - o que inclui até mesmo o presidente dos Estados Unidos! - e, por fim, tem consciência de seus próprios pontos fortes e os coloca totalmente à serviço da "organização" (no caso, a CTU e os EUA).
- Concentrar seus esforços nas tarefas mais importantes para atingir resultados - Um dos segredos da eficácia reside na concentração dos esforços. Primeiro o mais importante. Devemos saber lidar com a realidade de que sempre há mais coisas a fazer do que tempo disponível para realizá-las. Para sermos eficazes, devemos saber estabelecer prioridades e, também, posterioridades - aquelas tarefas que adiamos ou até mesmo abandonamos. Jack Bauer é um mestre nessa prática. Uma das 24 frases mais ditas em todas as temporadas da série é justamente "I don't have time for this!" ("não tenho tempo para isso!"). Bauer, inclusive, costuma passar por cima de algumas normas e regras burocráticas que podem travar e comprometer o cumprimento de suas missões (um alerta: não tente fazer isso na sua organização!).
- Tomar decisões eficazes - Drucker observa que a decisão certa exige tanto análise quanto coragem. Cada decisão é um julgamento de risco: é um comprometimento de recursos presentes com um futuro incerto e desconhecido. Se o processo de tomada de decisão for cuidadosamente observado e as medidas necessárias forem tomadas, diminui-se o risco e aumenta-se a chance da decisão ser bem-sucedida. Todas as decisões de Bauer são extremamente difíceis e arriscadas, mas o personagem tem consciência de sua importância e não sucumbe com o peso de seu fardo - e não se exime de tomá-las, mesmo que tenha que arcar com severas consequências posteriormente.
"A eficácia dos gerentes é a nossa maior esperança para tornar a sociedade moderna economicamente produtiva e socialmente viável". Peter Drucker
I don't have time for this!
Antes que atirem a primeira pedra, quero deixar claro que devemos guardar as devidas proporções nessa comparação. Jack Bauer é um personagem fictício de uma (viciante) série de televisão. Seus fins sempre justificam seus meios nada ortodoxos. As situações impostas pelos roteiristas sempre colocam Jack entre a cruz e a espada com dilemas morais e éticos complexos do tipo "justifica-se torturar alguém para obter uma informação capaz de salvar milhares de pessoas?". Gostaria que o leitor, sinceramente, não tomasse esse exemplos para condenar o pobre Jack Bauer e esse seu humilde fã que vos escreve. É importante lembrar que Jack Bauer jamais saiu aplaudido ao final das 24 horas. Pelo contrário, no último episódio seus problemas sempre recomeçam... tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Fonte:administradores.com.br

sábado, 17 de abril de 2010

Como recuperar o entusiasmo e a paixão pelo meu trabalho?


Estou no mesmo emprego há sete anos e nos últimos dois tenho me sentido cansado, entediado e estressado. A paixão que eu costumava ter pelos desafios e tarefas do dia a dia já não existe mais e aos poucos tenho me tornado cínico e desinteressado em relação aos meus pares e a minha equipe. Sinto que o problema é interno e que, se eu mudar de emprego, vou acabar levando isso para a nova empresa. Não cogito me aposentar, pois meus filhos ainda estão na escola e não posso abrir mão do salário. Como recuperar o entusiasmo pela minha carreira novamente ou, pelo menos, fazer com que o trabalho fique mais tolerável?

Diretor de indústria têxtil, de 49 anos de idade

Resposta:

Entusiasmo, na origem grega da palavra, significa "transporte divino". Num sentido mais místico, também quer dizer entrar em contato com Deus ou "sentir a presença" d'Ele em si. Aos que preferem uma acepção puramente racional, isso equivale a estar conectado com a nossa essência e com a do ambiente em que estamos. Por fim, segundo os dicionários, entusiasmo ainda pode ser definido como paixão, inspiração, veemência, vigor, ímpeto, prazer, admiração, arrebatamento ou alegria intensa. São esses sentimentos que movem carreiras, empresas e toda forma de desenvolvimento. O salário justo (no sentido de adequado e não de "apertado") é o reconhecimento a quem dá o melhor de si. É, portanto, a consequência e não o motivador de uma realização. Ou, pelo menos, devemos buscar que seja assim. A demissão, por outro lado, é o efeito - na maior parte das vezes - de um desligamento entre as causas que unem o indivíduo e a organização. Ela pode ser voluntária ou inconsciente, mas sempre segue uma lógica.

Aconselho você a pesquisar e a refletir sobre as razões que o levaram a mudar a forma como vê o seu trabalho. Você quer recuperar a "paixão" que teve pelos "desafios" dos primeiros cinco anos no emprego atual. Em seguida, reconhece que o problema não está na empresa, mas em você mesmo. Essa autocrítica (não culpar os outros pelas suas insatisfações) já é um bom ponto de partida. O que mudou não foi sua paixão pelos desafios, mas sim a falta destes. Pode parecer óbvio, mas vale esclarecer: quando uma missão é executada com sucesso, as próximas, se forem de nível equivalente, deixam de ser um desafio e se tornam rotina.

Por mais que o instinto de sobrevivência leve todo (ou quase todo) ser humano a buscar segurança e estabilidade, a mesmice de uma rotina desmotiva qualquer um. E nos dias de hoje, em que as mudanças rápidas passaram a ser, paradoxalmente, uma constante no mundo dos negócios, se acomodar é um veneno. Portanto, é o caso de se questionar: onde e por que eu me acomodei? Será que descuidei de minha atualização profissional e, com isso, deixei de ser considerado pela empresa para projetos novos?

Sugiro que você converse com as pessoas com quais mais se relaciona no trabalho; do chefe aos subordinados, passando pelos pares, e peça que eles digam, sinceramente, como lhe veem. Evite julgar os outros ou a si com rigor por conta das opiniões críticas, bem como se envaidecer com elogios. Concentre-se em entender seus pontos fortes e o ainda que pode desenvolver. Esse retrato pode deixar mais claro quais são as causas de sua desmotivação e como combatê-las. E, por favor, jamais pense em tornar seu trabalho apenas "tolerável". Busque recuperar aquilo que havia, e ainda há, de "divino" e apaixonante dentro de você.

Vicky Bloch é professora do programa de educação continuada da FGV, do MBA de recursos humanos da FIA e sócia-fundadora da Vicky Bloch Associados

Esta coluna se propõe a responder questões relativas à carreira e a situações vividas no mundo corporativo. Ela reflete a opinião dos consultores e não do Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações. As perguntas devem ser enviadas para:

E-mail: diva.executivo@valor.com.br

Fonte:valoronline

Copa do Mundo gera 300 empregos no setor têxtil da região


Vagas podem durar até o final do ano se o Brasil vencer na África do Sul
Pelo menos 300 empregos diretos estão sendo gerados nas indústrias têxteis de Americana e Santa Bárbara d´Oeste por causa da Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho, na África do Sul.

Em alguns casos, o aumento na produção de tecidos, bordados e fitas foi de 30%. E se a seleção brasileira vencer o mundial os empregos gerados neste período podem ser esticados até o final do ano, segundo o sindicato da categoria.

“A copa trouxe esta oportunidade. E vai ser bom para o crescimento”, disse a desenhista de bordados Patrícia de Souza, uma das 30 contratadas em uma tecelagem de Americana.

Em outra empresa, o diretor Régis Dall´orto disse que a empresa não está aceitando mais pedidos desde janeiro. “Estamos trabalhando com as entregas. O nosso prazo é até junho”, explicou.

Fonte:eptv.globo.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cientistas criam T-shirt à prova de balas


Tecido resistente e rígido permanece leve
Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, com colaboração de cientistas da China e da Suíça, descobriram uma maneira de aumentar a resistência de uma T-shirt comum, de forma que ela possa ser usada como uma espécie de armadura. Combinando carbono, o algodão da camiseta e boro, obtiveram uma peça reforçada com carboneto de boro, o mesmo material usado em tanques de guerra.

Para chegar ao resultado final, os cientistas cortaram T-shirts brancas em tiras finas e as mergulharam na solução química. Depois de retiradas, foram aquecidas em um forno. O calor transforma as fibras de algodão em fibras de carbono que reagem.

O resultado é um tecido leve, mas resistente, rígido e flexível o suficiente para que possa ser dobrado, garantem os estudiosos. Essa flexibilidade é um avanço em relação aos coletes à prova de balas, que utilizam tecnologia semelhante.

Além de ser uma boa alternativa para policiais, esse tipo de tecido também tem a vantagem de poder bloquear quase todos os raios ultravioleta.



Fonte:usefashion.com

Chefe gay. É tabu?


Muita gente ainda não se acostumou a ter chefes homossexuais ou mulheres no comando de equipes.
Estava no meio de um almoço quando recebi o telefonema de um aconselhado das clínicas de preparação para a vida. Em prantos, ele me disse "estar desolado por ter sido humilhado por seu chefe. Coisa que jamais tinha acontecido na mesma proporção". Consegui um horário na minha agenda para atendê-lo e eis que me deparo com uma questão inusitada. Ele me falou que seu chefe é homossexual e naquele dia estava com problemas em casa. "Fui perguntar algo rotineiro e como o peguei num dia em que ele tava atacado, levei um baile".

Seu relato, aliás, não para por aí. Acabou me confessando que seus dias têm sido um tormento por ter dificuldade em adivinhar o humor do chefe e se sentir sempre refém do seu estado de espírito, que oscila de forma imprevisível. "Tenho receio de falar qualquer coisa", confessou-me. Situações como a dele começam a ser mais comuns no mundo corporativo do que imaginamos. Só que poucos, muito poucos, comentam.


Até bem pouco tempo atrás, estávamos acostumados apenas ao poder masculino. Diante da evolução do mercado - com a revolução do sexo feminino levando as mulheres a ocupar postos de liderança e as empresas se preocupando com a diversidade -, o cenário tem mudado radicalmente (e para melhor!). O grande problema é que muita gente ainda não se acostumou a ter mulheres ou homossexuais comandando equipes.


Tanto que meu assessorado continua achando estranho lidar com as diferenças de humor do seu chefe e outros executivos que conheço não se conformam por serem liderados por mulheres. Claro que os estilos são diferentes, mas há aspectos positivos e negativos na forma como exercem o poder, da mesma forma que os homens. Lembro bem de colegas que não suportavam o jeito agressivo de alguns chefes do sexo masculino e a falta de habilidade no trato com os subordinados.


Talvez, o ponto chave seja romper com as barreiras culturais que herdamos. Historicamente, fomos acostumados a ver o homem fora de casa, buscando o sustento de casa - e, naturalmente, o poder tinha que estar em suas mãos. Os tempos mudaram, mas muito marmanjo não aceita ser comandado por mulher alguma. É como você ouvir nos corredores das empresas frases como "Tudo deu errado. Só podia ser mulher" ou "Mulher não entende disso, não sei por que deixaram o comando dessa área com ela" e por aí vai....


Uma matéria da revista Você S/A deste mês, que fala sobre possíveis impactos genéticos nas escolhas profissionais de homens e mulheres, retrata bem a questão. A autora do polêmico livro O Paradoxo Sexual, Susan Pinker, faz o seguinte alerta: "A empresa que não entender as diferenças de raciocínio entre os sexos corre o risco de perder executivas talentosas". Acredito que o recado também vale para as pessoas.


A diversidade nos ensina que é importante ter pessoas com perfis e habilidades diferentes, que se completam. Será que as pessoas já se acostumaram ao estilo de gestão masculino que não enxerga mais o lado negativo? Se por um lado as mulheres tentam ser duras, evitando que transborde toda a sensibilidade que lhes é peculiar, por outro elas possuem características fundamentais como flexibilidade, jogo de cintura e capacidade multidisciplinar para tocar várias coisas ao mesmo tempo.


No caso dos homossexuais não será puro preconceito? Todos nós temos dias que não estamos bem e cada um tem uma forma diferente de reagir às emoções ou reversos da vida e isto parece não ter nada a ver com a opção sexual. A lição que fica é a seguinte: precisamos aprender a lidar com a diversidade de conhecimento, de ideias, de liderança, de comportamento. Os tempos são outros.

Fonte:administradores.com.br

VESTUÁRIO MAIS SUSTENTÁVEL


A abrangência internacional da rede de aprovisionamento do setor de vestuário concede-lhe um papel importante na condução do esforço no sentido da sustentabilidade e da produção ecológica. Mas o setor terá de funcionar com uma organização abrangente e uma norma consensual, se quiser evitar os erros cometidos com o cumprimento da responsabilidade social e direitos dos trabalhadores, como defende David Birnbaum, autor do The Birnbaum Report, uma newsletter mensal destinada à indústria do vestuário.

Dentro dos próximos três a cinco anos, a sustentabilidade e os produtos e a produção ecológicos vão tornar-se fatores-chave na determinação das vendas no setor de vestuário, tanto para os fornecedores como para os seus clientes, importadores e retalhistas de marcas.

À medida que os consumidores finais começam a compreender que o aquecimento global e outros problemas ambientais afetam diretamente a qualidade das suas vidas e das suas famílias, começam a evitar produtos que são percebidos como sendo produzidos em condições que poluem o planeta.

Os importadores e retalhistas que se atreverem a rotular os seus produtos de forma enganosa serão confrontados com escândalos, recriminações e uma enorme má vontade do consumidor.

A fábrica que polui vai estar na mesma posição da fábrica que produz uma peça de má qualidade ou expede com atraso ou tem preços elevados. Esta fábrica será inaceitável para o cliente.

O setor de exportação de vestuário nos países poluidores também irá encontrar-se face a sérias complicações. Os governos dos países importadores vão perceber que as fábricas poluentes na China desfrutam de uma vantagem injusta ao nível dos custos em relação a uma fábrica amiga do ambiente localizada nos EUA ou na Europa (por exemplo). A fábrica da China não necessita de realizar investimentos para manter o ambiente limpo, nem os seus fornecedores chineses de matérias-primas, nem o seu fornecedor de electricidade e nem a empresa de transportes que utiliza. Os países importadores vão responder inevitavelmente através da imposição de direitos compensatórios sobre as importações provenientes de países sem controlo de poluição.

Impacto da sustentabilidade nas vendas
Deste modo, a conformidade com os controles de sustentabilidade acabará por ter um impacto muito maior sobre as vendas do que a governação corporativa ou o cumprimento ético.

Para o consumidor norte-americano ou europeu, forçar uma criança de 10 anos a trabalhar durante 60 horas por semana no Bangladesh é um problema terrível mas, ao fim e ao cabo, é percebido como sendo um problema do Bangladesh. No entanto, poluir a atmosfera no Bangladesh não é apenas um problema do Bangladesh, porque a atmosfera no Bangladesh não pertence apenas ao país. É o mesmo ar que todos respiramos.

Os líderes do setor, como a Hanesbrands, Gap, Wal-Mart ou H&M, estão a investir recursos consideráveis para assegurar que eles e os seus fornecedores assumem a liderança na luta pela sustentabilidade e por produtos e produção ecológicos. Estes esforços pró ativos são um primeiro passo importante. Mas os esforços individuais, mesmo os melhores dos esforços, podem levar a uma repetição dos graves problemas que o setor enfrentou quando se tratou do cumprimento das normas de responsabilidade social e direitos dos trabalhadores

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A indústria de tecidos apostou no Dia das Mães para alavancar sua produção


RIO - A indústria de tecidos apostou no Dia das Mães para alavancar sua produção, já que a data concentra 15% das vendas anuais. Depois da retração de 6,38% no ano passado, o setor espera crescer 6,5% em 2010. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), 80% dos presentes escolhidos para as mães são de uso pessoal e, deste total, cerca de 60% têm vínculo com vestuário. Outros setores beneficiados pela comemoração são o de calçados, joias e perfumaria. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizaro Júnior, estima que as compras este ano aumentem em torno de 8%, e o tíquete médio, 4%.

– O que devem impulsionar as vendas são o aumento da oferta de crédito e a baixa taxa de juros atual (de um dígito, em 8,75% ao ano) além do aumento no nível de emprego, o que deixa o brasileiro mais confiante para gastar – avalia.

Para Pellizaro Júnior, o ramo de calçados deve ter o maior volume total de vendas este ano, com alta de 5%. Mas ele prevê que o maior crescimento seja o de joias, semi-joias e perfumaria.

Demanda por vestuário

A produção têxtil em 2010 já avançou 9,47% em fevereiro, e as confeccões de roupas, 9,02%, com capacidade para atender à demanda do Dia das Mães, segundo a Abit. A entidade informou ainda que 41% da demanda por vestuário é do público feminino.

A rede de lojas Maria Bonita vem atingiu crescimento recorde de 40% nos últimos 12 meses. A diretora do grupo, Denise Neuchs, espera manter esse avanço em 2010.

– A Maria Bonita não investe em uma coleção específica para o Dia das Mães por ter um público voltado para todas as idades – explica.

No dia 30 de março, o estado de São Paulo publicou decreto que concedeu redução para 7% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para mercadorias da indústria têxtil. Atualmente, o segmento fatura R$ 28 bilhões e recolhe R$ 1 bilhão em impostos por ano. A redução deve beneficiar mais de 13 mil empresas do setor e, principalmente, o consumidor que terá agora uma menor carga tributária somada ao preço dos produtos.

O presidente da CNDL lembra que o Dia das Mães é a segunda data do ano para o comércio. “Vendemos praticamente todas as linhas, menos roupa masculina e brinquedos, é claro. O ramo de perfumaria, roupas femininas, calçados, livro e até mesmo automóveis crescem com a data”, completa.

Fonte:jbonline.terra.com.br

Apesar da consciência ecológica, as garrafas pet ainda aparecem em grande número na mesa dos brasileiros. E se é difícil se livrar desse hábito tão en


Apesar da consciência ecológica, as garrafas pet ainda aparecem em grande número na mesa dos brasileiros. E se é difícil se livrar desse hábito tão enraizado, porque não usar da criatividade para evitar a destruição da natureza? Foi nesse propósito que a Fujiro Ecotêxtil surgiu e consagrou-se no país como referência na produção de camisetas, ecobags e outros brindes promocionais, sempre utilizando como matéria-prima produtos reciclados ou reutilizados, cujo resultado é cheio de charme, beleza e com a característica de ser ecologicamente correto.
A garrafa de refrigerante que suja rios e contribui com as enchentes, leva até 450 anos para se biodegradar. Mas acabou sendo descoberta como matéria-prima para a produção de camisetas. O produto é o carro-chefe da Fujiro, cuja produção ocorre em Santa Catarina, mas a distribuição é feita para todo o Brasil. A linha feita de fibra reciclada de garrafas PET garantiu a retirada de mais de um milhão desses vasilhames das ruas. Até o final de 2010 a companhia deseja chegar à marca de 2 milhões de garrafas. “Para cada camiseta produzida são utilizadas 2,5 embalagens de dois litros e a economia de processo chega a 90%, levando em conta gastos com água e energia, por exemplo”, explica o diretor da Fujiro, Bruno Sedrez.
Todo esse procedimento em favor da natureza, com todo o cuidado em produzir boas roupas, com acabamento requintado e bom gosto fez com que a empresa blumenauense faturasse um troféu como destaque do setor promocional brasileiro. A 13ª edição do Prêmio Free Shop Quality, concedido pela Forma Editora, selecionou as melhores empresas nos segmentos para serviços de eventos, materiais para merchandising no ponto de venda e produtos promocionais. A Fujiro venceu o primeiro lugar na categoria confecções.
Fujiro Ecotêxtil
A Fujiro, empresa situada em Blumenau (SC), tradicional pólo têxtil brasileiro, produz camisetas, uniformes, acessórios, ecobags, entre outros produtos promocionais e institucionais, confeccionados com malha de algodão. Todos feitos com o mais alto padrão de qualidade. Preocupada em poupar os recursos naturais e minimizar os impactos causados ao meio ambiente, a Fujiro dispõe dos mesmos produtos, porém confeccionados com malha ecológica (Malha e Tecido PET). “Cuidamos do processo desde o fio até a embalagem do produto, por isso, garantimos a qualidade e rapidez na entrega e preços bastante competitivos. Com tecnologia de ponta, oferecemos impressão em serigrafia, transfer, bordado e gel”, esclarece o diretor Bruno Sedrez.
Fique por dentro
5 garrafas de 1l são utilizadas para produção de uma camisa
16,6 garrafas de 300ml são utilizadas para produção de uma camisa
8,33 garrafas de 600ml são utilizadas para produção de uma camisa
3,5 garrafas de 1,5l são utilizadas para produção de uma camisa
A composição da camisa é de 50% algodão e 50% Fio Pet reciclado
Fujiro Ecotêxtil
www.fujiro.com.br
Rua Fritz Müller, 745 B, Salto
Blumenau – SC
Telefone: (47) 3323-0773 e 3323-1780


Fonte: Oficina das palavras

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Para confeccionar uma camiseta de 250 gramas, na China, utiliza-se, em média, 160 gramas de agrotóxicos


Novas tendências para a indústria têxtil: o que é a moda sustentável?

Sabe aquela camiseta de algodão natural do seu armário que traz geralmente uma mensagem amigável, insígnia de banda de rock ou política? Na verdade, a camiseta pode ser a roupa mais ambientalmente tóxica que você possui. E no Brasil cerca de 450 milhões de peças de camisetas são produzidas por ano.

De acordo com estudo do IISD (Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável), para confeccionar uma camiseta de 250 gramas, na China, utiliza-se, em média, 160 gramas de agrotóxicos. Uma pesquisa do Departamento Agrícola dos Estados Unidos aponta ainda que cerca de um terço dos pesticidas e fertilizantes produzidos no mundo são pulverizados sobre o algodão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 25% dos inseticidas produzidos mundialmente são utilizados na plantação do algodão e quase metade deles são extremamente tóxicos. O Aldicarbe (ou Temik 150) é, por exemplo, o segundo pesticida mais utilizado na produção de algodão mundial e apenas uma gota dele, absorvida pela pele, é suficiente para matar um adulto.

Levantamento do IISD em conjunto com o Centro para Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Academia Chinesa das Ciências Sociais de Beijing revela que o algodão está no topo da lista de produtos que precisam de controle ambiental. Isso porque a água, os agrotóxicos utilizados no cultivo de algodão, os resíduos deixados nos rios e os restos despejados em aterros fazem com que o ciclo de vida da sua humilde camiseta de algodão tenha deixado um rastro ecológico gigantesco.

Isso explica por que celebridades, como Jason Mraz, apareceram nos Grammys usando ternos de plástico reciclado. Mas o movimento de "ecologização" da indústria da moda levanta uma pergunta ainda mais relevante: o que seria a moda sustentável?

Para encontrar respostas coerentes e práticas seria necessária a opinião de profissionais do lado menos atraente da indústria da moda, como pesquisadores ambientais e engenheiros de produção especializados na fabricação de tecidos, envolvidos em estudos de impacto ambiental.

Para desenvolver uma peça de roupa verdadeiramente orgânica que não seja financeiramente exorbitante, designers, estilistas e consumidores de moda, precisam trabalhar em conjunto com profissionais especializados em gestão de sustentabilidade. No entanto, para ser qualificado como orgânico, o algodão ou lã precisam passar por inspeções e processos sofisticados para não serem tocados por produtos químicos e substâncias tóxicas. Mas a indústria têxtil mundial encontra grande dificuldade para definir os padrões de qualidade mínimos necessários à criação de um produto realmente orgânico e sustentável.

No Brasil, diversos produtores da Paraíba já trabalham com a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements) para atender à legislação referente a produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos. Em 2007, cerca de 7.500 hectares nos Estados Unidos foram dedicados à safra de algodão orgânico. E programas como o “North American Organic Fiber Processing Standards” já estão se popularizando junto à indústria da moda.

De acordo com as projeções do DataMonitor, o mercado varejista de vestuário no bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) deverá chegar a US$ 253,6bilhões em 2013. Por ser o principal produtor e importador de algodão cru e o maior exportador de tecidos de algodão e vestuário acabado do mundo, a indústria têxtil chinesa tem grandes interesses neste novo cenário. Sendo assim, ela já está se organizando para estabelecer requisitos necessários à obtenção de escala na cadeia de produção de roupas orgânicas. Sua cadeia produtiva já passou por danos que precisam ser resolvidos. O avanço do vasto deserto de Takla Makan, por exemplo, cujas dunas engoliram cidades inteiras e apavoram os moradores dos subúrbios de Beijin, tem sido associado à produção industrial do algodão em larga escala na província árida de Xinjiang ocidental.

Além da indústria têxtil, o universo da moda também está se mobilizando. No mês passado, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em Genebra, realizou a EcoChic: um desfile de moda sustentável, em que designers conhecidos criaram peças de fibras naturais fabricados de forma mais sustentável.

Em fevereiro de 2010, na Fashion Week de Londres, a exposição “Estethica” foi dedicada à moda ecologicamente sustentável. Em março de 2010, o Fashion Institute of Technology em Nova York, uniu forças com a Universidade de Delaware e com a escola de design Parsons para montar uma exposição de moda sustentável, intitulada "Passion for Sustainable Fashion", na qual os estudantes criaram roupas com matérias de origem ética e matérias-primas ecologicamente neutras.

Outra alternativa seria o processo de reaproveitamento de produtos descartados como o Upcycling, do qual o terno de Jason Mraz é um bom exemplo. O problema é descobrir como fazer o Upcycling em escala comercial. O importante é a conscientização de que sustentabilidade não se trata de modismos passageiros e sim de um assunto que deve ser abordado de forma coerente e séria.



Carolina Cabral Murphy é pesquisadora da Columbia University e fundadora da MicroEmpowering.Org com sede em Nova York (EUA) e-mail: acm2134@columbia.edu


Fonte:plenamulher.com.br

Justiça obriga trabalhadores a parar uma hora durante a jornada de serviço


Os setores têxtil, metalúrgico e do vestuário serão os mais atingidos pela nova determinação

Cerca de 150 mil trabalhadores em Santa Catarina terão de descansar por uma hora durante a jornada de trabalho. Os setores têxtil, metalúrgico e do vestuário serão os mais atingidos.

Apesar da posição contrária de empresários e empregados, o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho mantêm posição contra o intervalo de meia hora, adotado pela maioria das indústrias catarinenses.

Uma orientação do Tribunal Superior do Trabalho torna inválido o acordo ou convenção coletiva de trabalho que reduz o intervalo mínimo de uma hora. Segundo o tribunal, apenas 30 minutos de parada interfere na higiene, saúde e segurança do trabalhador.

Próximas negociações

A medida vai afetar as próximas negociações entre patrões e empregados de diversos setores e modificar a prática atual das indústrias, que oferecem meia hora de descanso.

O tema foi discutido nesta terça-feira na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. Estiveram presentes de mais de 300 pessoas, entre trabalhadores, sindicalistas e empresários de Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau, Brusque, Timbó, Indaial e Criciúma.

Os empregados preferem meia hora de intervalo, porque evitam trabalhar em período integral no sábado, numa jornada de 44 horas semanais.

Falta de rigor em lei

A procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região, Cinara Sales Graeff, afirma que não haveria problemas na redução do intervalo caso a lei fosse cumprida, com a empresa oferecendo refeitórios e o empregado não fazendo horas extras.

— Constatamos diversas empresas sem refeitórios adequados. A Constituição admite flexibilização de salário e jornada, mas a saúde e a segurança do trabalhador estão fora de negociação — observa.

Segundo Cinara, o descanso é fundamental para evitar acidentes, principalmente para o setor metalmecânico. A procuradora-chefe lembra que em 2008, 185 pessoas morreram em Santa Catarina no trabalho e que no Brasil acontecem nove óbitos de trabalhadores por hora. Além disso, ela questiona a representatividade de alguns sindicatos.

Acidentes

O desembargador Gerson Paulo Taboada Conrado, vice-presidente Tribunal Regional do Trabalho, argumenta que a maioria dos acidentes na indústria ocorrem no final do primeiro turno de trabalho, logo antes do intervalo. Ele defende que algumas vezes, as leis se sobrepõem à vontade do trabalhador, mas estão aí para protegê-lo.

— A questão une trabalhadores e empresários em torno de um objetivo comum e o Ministério do Trabalho e o TRT ficam como vilões, mas não somos — defendeu.





Fonte:clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp

Polícia apreende tecidos falsificados em Americana


A Polícia Civil aprendeu ontem, em três empresas têxteis de Americana, quase dez mil metros de tecidos que teriam sido tingidos, sem autorização, com desenhos de personagens infantis cuja fabricação somente pode ser autorizada pela Mattel Incorporation, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos. Ninguém foi preso. Os proprietários das empresas americanenses serão convocados pra prestar declarações. O delegado Claudiney Albino Xavier, do 1º Distrito Policial, disse que poderá indiciá-los por crimes de violação de direito autoral, fraude no comércio, receptação e crime contra o consumidor.

Com mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal, os policiais civis aprenderam o tecido, além de 97 cilindros moldes e seis quadros de estamparia. "Recebemos denúncia anônima de que três empresas de Americana estariam manufaturando produtos de forma pirata. Encontramos em duas delas o material que estava sendo copiado", disse o delegado. O tecido tem estampas de personagens como Barbie, Superman e outros heróis infantis. "A empresa americana é quem concede licença para as indústrias têxteis produzirem tecidos com as estampas. Esse tecido serve para fazer edredons, cobertores, cortinas e almofadas, por exemplo, com temas infantis. O consumidor compra o produto acreditando que é o original. E o que estaria acontecendo é que esse tecido era produzido sem os padrões necessários e era colocado no mercado como se fosse o original", explicou o delegado.

Fonte:oliberalnet.com.br

Confecções podem consultar normas da ABNT pela web gratuitamente


A exigência é preencher cadastro com os dados da empresa no hotsite criado em parceria da associação com o Sebrae

A partir de agora, empresas do setor têxtil podem consultar pela web a coleção de normas técnicas voltadas às confecções definidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O acesso gratuito visa beneficiar as micro e pequenas empresas do setor.

A exigência é informar o CNPJ e preencher o cadastro no hotsite criado a partir da parceria entre a ABNT e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com o apoio da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).


Liberado o acesso, o usuário terá que baixar e instalar no micro o programa Visualizador ABNT, para conseguir ler a íntegra do texto da norma selecionada ou imprimir. O endereço do hotsite é: www.abntcatalogo.com.br/sebrae



Fonte:gbljeans.com.br

Setores mais protegidos são químico e têxtil


Magnésio em pó, saco de juta, alho, óculos, seringas, escovas de cabelo, fibras de viscose, pneus, sapatos. Esses são alguns dos produtos que estão sujeitos a medidas de defesa comercial para entrar no Brasil.


Até o fim do ano passado, o Brasil aplicava 67 sobretaxas, entre antidumpings e salvaguardas. Se uma mesma medida prejudica dois países, é contada duas vezes.

Os setores mais protegidos por medidas de defesa comercial no País são o químico e têxtil. Os produtos têxteis respondem por 21,7% das sobretaxas em vigor - são poucos produtos, mas muitos os países afetados. As barreiras impostas contra a importação de químicos equivalem a 20,3% das medidas.

No ano passado, duas medidas antidumping beneficiaram o setor têxtil, encarecendo a importação de fios e fibras de viscose. Nesses dois casos, vários países foram atingidos: China, Índia, Indonésia, Tailândia, Taiwan e até a Áustria.

Segundo Fernando Pimentel, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), a China é o maior fabricante de têxteis do mundo, mas outros países da Ásia também desenvolveram uma produção significativa.

Ele acredita que a tendência é o Brasil aplicar mais medidas antidumping à medida que cresce no mercado externo. "A arena internacional é bastante disputada e não existem freiras nesse jogo", disse.

Nelson Pereira dos Reis, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), explica que a prática de dumping é muito comum no setor.

Quando o mercado está mais fraco, as empresas preferem perder margens do que reduzir a produção. Por cotas industriais, as fábricas são obrigadas a trabalhar no limite.

"O mercado brasileiro foi muito atacado por fornecedores internacionais na crise porque a demanda caiu em todo o mundo", disse Reis. O setor tem hoje ao menos seis casos em análise no Departamento de Defesa Comercial (Decom), do Ministério do Desenvolvimento


Fonte:ultimosegundo.ig.com.br

Chefes ou funcionários imaturos: saiba reconhecê-los e lidar com eles


Imaturidade emocional no ambiente de trabalho é considerada um problema grave, dizem especialistas.


A imaturidade emocional no ambiente de trabalho, se identificada, é considerada um problema grave. Isso porque, dizem especialistas, ela pode impactar os resultados da equipe e até mesmo a carreira do profissional.

De acordo com a gerente de consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Priscilla Telles, de modo geral, profissionais imaturos estão mais preocupados com a própria visibilidade, sendo que são pessoas que não possuem paciência para atingir objetivos.


Além disso, diz ela, estes funcionários possuem pouco senso corporativo, ou seja, têm excesso de informalidade, não seguindo as normas da empresa; e são excessivamente inseguros, visto que sentem sua posição constantemente ameaçada pelos colegas.


No mais, acrescenta a consultora de RH (Recursos Humanos) do Grupo Soma, Jane Souza, tais profissionais têm dificuldades para aceitar críticas e separar o profissional do pessoal.


Líder


No caso de líderes emocionalmente imaturos, diz Jane, os prejuízos para a empresa são ainda maiores. Pois, segundo ela, quando a imaturidade atinge o chefe, além de impactar a produtividade, a empresa pode perder bons profissionais.


Como líderes imaturos, dizem as especialistas, podem ser incluídos aqueles que costumam criticar em momentos inadequados, chamar a atenção das pessoas na frente de outros membros da equipe, além daqueles que demonstram preferência por um ou outro funcionário e costumam avaliar levando mais em consideração o pessoal do que o profissional.


Como lidar?


Assim, na opinião de Priscilla, a melhor maneira de lidar com um líder emocionalmente imaturo é mostrar-se uma pessoa companheira. “Dessa forma, o líder se sentirá menos ameaçado e se tornará uma pessoa mais maleável”, diz.


Já o líder que possui um funcionário imaturo, segundo Jane, deve tentar ajudar este profissional a reconhecer suas limitações, mostrando por meio de fatos concretos, para que a pessoa tente melhorar.


As causas da imaturidade


Ao contrário do que muitos possam imaginar, a imaturidade não está preponderantemente ligada à idade, mas sim, às experiências e vivências daquele profissional, tanto no âmbito pessoal como no profissional.

Por fim, dizem as especialistas, seja qual for a posição ocupada pelo profissional, é importante que ele preste atenção às suas atitudes e tente sempre desenvolver a capacidade analítica e a ponderação.

Fonte:administradores.com.br

China confisca Zara


As autoridades chinesas de Zhejiang confiscaram importações de vestuário da Zara, Versace e Hugo Boss, entre outras marcas ocidentais, argumentando que estas não cumpriam os seus requisitos de qualidade e segurança. As empresas em causa discordam e garantem que os produtos cumprem todos os padrões de qualidade.


As autoridades chinesas da província de Zhejiang confiscaram diversos lotes de vestuário de marcas ocidentais com o argumento de que os artigos falharam os testes de qualidade e de segurança realizados pelas autoridades locais. A Administração de Indústria e Comércio de Zhejiang, realizou testes em 85 lotes de artigos de vestuário importados, chegando à conclusão que apenas 44% da mercadoria cumpria os seus padrões de qualidade.

O anúncio efectuado via o site da autoridade chinesa referia que estes artigos não cumpriram os requisitos quer em termos de instruções de utilização, quer em termos da informação sobre as fibras utilizadas. Outros artigos não cumpriam com os padrões de qualidade ou continham químicos tóxicos, refere o comunicado.

As empresas ocidentais de artigos de luxo e de moda estão a reforçar a sua aposta no mercado chinês para que o crescimento neste país os ajude a sair da crise. O consumo mundial de artigos de luxo e de vestuário deverá crescer 6% este ano, motivado essencialmente pela China, onde os super-ricos e a classe média utilizam este tipo de artigos para demonstrar o seu sucesso e status na sociedade. Para os analistas, 25% do crescimento esperado deverá vir directamente do mercado chinês.

Para além das marcas referenciadas, H&M, Dolce & Gabanna, Roberto Cavalli e um conjunto de outras marcas também falharam nos testes. Segundo o comunicado das autoridades chinesas, estes artigos provinham maioritariamente de fábricas localizadas em França, Itália, Roménia e Turquia.

«É absolutamente normal que determinados artigos de vestuário, como é o caso de jeans escuros, desbotem um pouco quando são sujeitos a lavagem», afirmou Hjoerdis Kettenbach, porta-voz da Hugo Boss. «A Hugo Boss entrega os mesmos produtos em qualquer parte do mundo», acrescentou Kettenbach, referindo também que os testes não encontraram evidências de produtos tóxicos nos lotes da marca germânica.

As outras marcas envolvidas foram prudentes nas suas explicações sobre o sucedido, realçando sempre os elevados padrões de qualidade das suas produções e o escrupuloso cumprimento das normas de segurança, composição e identificação dos seus artigos.

A Zara, através de Jesus Echevarria, recusou comentar o comunicado das autoridades chinesas que acusam a empresa galega de não cumprir as instruções de lavagem numa linha de calças e em outros dois tipos de vestuário. Já a H&M referiu que o problema dos seus artigos se prendia com um erro de tradução da designação do poliéster. Dolce & Gabanna, Roberto Cavalli e Versace não emitiram qualquer resposta ao comunicado das autoridades chinesas.


Fonte:portugaltextil.com

domingo, 11 de abril de 2010

Minutos que valem R$ ou Produto X Ganho PARTE 1



Existe hoje no mercado inúmeras maneiras de premiação associados a produção, em se tratando de Confecção de Roupas.Muitos falam em sistemas produtivos eficientes remetendo a ideia de célula de produção ou lay out.
Esquecem estes, que muitas das vezes do verdadeiro e eficaz conceito de célula de produção.Adotam políticas de remuneração vinculando a eficiência do grupo, e pasmem vocês,atrelam a premiação a eficiência individual.Desvirtuando totalmente do sentido correto de célula de produção.
Eu já presenciei premiação por assiduidade,por eficiência,por mensuração e outras tantas.
Todos estas formas podiam ou podem ser eficazes nas suas épocas,quando não se pensava em fazer com que o grupo se auto administra-se.
Nos sistemas tradicionais se usam inúmeros cálculos para se chegar a premiação,controla-se as costureiras como se fosse um quartel general.Observa-se se as operadoras estão conversando,quantas vezes foram ao banheiro e o que efectivamente as operadora ou o grupo já produziu.
Quando a forma de premiação é por grupo,existe outros pontos que são peculiares:
1-Espírito de equipe
2-Força a poli valência das operadoras
3-R$ é o objectivo
4-As operadoras desqualificadas se sentem mau no grupo,por não poder contribuir, e pedem para sair da empresa.
5-O próprio cronometro são as operadoras com esta metodologia de grupo,remetendo a nova forma de premiação.
6-O grupo é alto administrável.
Pode haver envolvimento, mas não comprometimento.Existe uma diferença tamanha, também em cobrança da produção individual da de grupo.
Quando o prêmio é individual existe alguns pontos que precisam ser observados:
1-Rivalidade entre as operadoras.
2-Desmotivação entre as operadoras em virtude da rivalidade.
3-A menos talentosa, se senti desprezada e pedem para sair muitas das vezes da empresa
4-Normalmente a operadora faz a parte que lhe cabe e não têm a preocupação de ajudar ao grupo.
5-As costureiras tendem muito a viver no tempo do ISTA(retista,overloquista, colaretista e etc..)A famosa especialista de máquina.

Na se vê nenhuma melhora na remuneração destes profissionais que justifiquem atrair mais candidatas para atender a demanda de vagas das confecções de roupas. Para não ir muito longe, nem a preocupação de muitas confecções em tentar transformar o ganho atrelado a incentivos motivadores, onde a roupa seja transformada em dinheiro.Ideologia esta que defendo, quebrando todos os paradigmas de eficiência,meta ou quaisquer coisa do gênero, aonde consigo enxergar o ganho do profissional na base da Meritocracia.Se esquecermos tudo isso, há um número muito pequeno daquelas corporações que mau, dão uma cesta básica,vale alimentarão ou até um plano de saúde.
Por tudo isso,cai por terra todas as maneiras de premiação citadas no início do texto.Porque não complementar também com os sistemas produtivos já existente na indústria fabril.Quinq Rsponse,Just in Time,TSS,VAC ou até mesmo o raciocínio de célula de produção empregado de forma errada.
Neste novo conceito de premiação que envolve minutos trabalhados,dias do mês e custo fixo da empresa.Na verdade quem sai ganhando é o empresário, e algumas situações as operadores saem em desvantagens.
Cada produto(peça) terá um valor em R$, de acordo com o tempo que foi cronometrado anteriormente.De posse deste valor o total é dividido com todo o grupo de costura.
As operadoras vão acompanhando o ganho R$ na produção, de acordo com aquilo que está produzindo.Na verdade são as operadoras que determinam quanto R$ querem ganhar.O aumento de peças no final do mês, é considerável podendo ultrapassar seus 30%.
Quando o comercial não vá lá muito bom, ou há sazonalidade de vendas.Fica muito transparente na cabeça das operadoras que não houve um ganho maior por não haver venda ou que elas foram ineficientes.
O empresário consegue perceber realmente,quanto precisa que o grupo produza.Quando a produção está abaixo daquilo que o grupo produz.É notório que o grupo não conseguiu se pagar-se naquele mês.Mostrando para as operadoras(costureiras) que a empresa precisou retirar do seu caixa para pagá-las e não o conceito de pagamento da remuneração,porque elas produziram abaixo do ponto de equilíbrio.Cada produto têm um valor,por esta razão fica fácil de mensurar o ganho R$.
Diversas vezes, elas(operadoras) pedem para trabalhar aos sábados e ficam quase todos os dias duas horas excedentes.
A única coisa que algumas empresas implementam, que não é uma regra, é pagar com esta nova metodologia de acordo com os minutos,que uma ou outra operadora do grupo trabalha a mais ou a menos,fazendo uma regra de três para efeito de pagamento.
Pela CLT, o que é problemático é não pagar esta nova forma de premiação na CTPS.Por que muitos afirmam, que aumentam o valor dos já estabelecidos encargos sociais.Por outro lado há um ganho considerável no aumento da produção e o fim por definitivo das horas excedentes(horas extras).O mês para a operadora começa com valor R$ zerado de remuneração,ela vão se pagando na medida que vai produzindo.
Deixo uma pergunta para todos vocês leitores do meu Blog.Quanto
suas operadoras,cortadores,acabadeiras precisam efetivamente produzir para pagar aquilo que ela se propoz a receber á título de salário.Mil peças,cem peças,cinquenta peças,quanto?
A nova forma que expus neste artigo é exclusivamente para costureiras, mas não deixa de ser tudo aquilo que está ligado a produção.
Respondendo,não conheço até aqui,nada que se possa envolver não só a operadora(costureira), mas todas os colaboradores da corporação.



Continuarei dando mais enforque deste artigo,mais para frente.

Indústria têxtil prevê crescimento de 4% para 2010


Após o registro de perdas econômicas em 2009, o setor têxtil está otimista para os próximos meses do ano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), a expectativa para 2010 é de crescimento de 6% na indústria de transformação, 4% no setor têxtil, 3,7% no de confecção e geração de mais de 40 mil novos postos de trabalho

Após o registro de perdas econômicas em 2009, o setor têxtil está otimista para os próximos meses do ano. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) estima crescimento de 6% na indústria de transformação, 4% no setor têxtil, 3,7% no de confecção. Na geração de empregos, espera-se que sejam criados mais de 40 mil postos de trabalho. Segundo dados da associação, o faturamento anual do setor superou a marca de US$ 47 bilhões em 2009, com cerca de 1,7 milhão de trabalhadores empregados nas mais de 30 mil empresas do País.


Para este ano a entidade ainda prevê um crescimento de 10% nas exportações. No ranking mundial, o Brasil é o sexto maior produtor da indústria têxtil e de confecção. Segundo a ABIT, um dos principais diferenciais brasileiros em relação aos outros países está na sustentabilidade do setor.


Em Santa Catarina, segundo lugar do ranking nacional de exportadores do setor, a produção no segmento representa mais de 15% do PIB têxtil brasileiro. Em Brusque, principal pólo catarinense, com 290 fábricas, esses dados refletem não só na economia, mas também na crescente preocupação ambiental. Mais de 30 empresas da região encontraram na terceirização do serviço de tratamento de efluentes líquidos industriais uma alternativa para a adequação à legislação ambiental, sem deixar de lado a economia de custos.


Responsável pela administração da Estação de Tratamento de Efluentes Industriais de Brusque, a Riovivo Ambiental tem 34 quilômetros de rede destinada a atender seus clientes. Os maiores são servidos por essa rede, com contratos garantidos de 20 anos, e os demais são por caminhões-tanques coletores. Para o diretor comercial Guilherme Ennes, optar pela terceirização significa associar sustentabilidade com a queda da informalidade.

"O tratamento de efluentes é essencial para a preservação do meio ambiente e a sua terceirização possibilita que pequenas empresas estejam de acordo com as leis ambientais, reduzindo a informalidade no setor", garante.

Para o supervisor de manutenção da SBA Surfwear, Sérgio de Oliveira, optar pela terceirização traz também o melhor aproveitamento de espaço nas empresas. "Possuíamos nossa própria estação de tratamento, mas optamos por terceirizar o serviço devido à praticidade na manutenção e ao know-how da Riovivo. Com isso, podemos aproveitar o espaço que a estação ocupava na empresa", explica o supervisor.


Fonte:administradores.com.br

O LADO SOMBRIO DAS FRANQUIAS


Eu já publiquei um texto meu aqui nesse espaço sobre assunto e principalmente no meu blog www.mostradanus.zip.net/ "cairam de pau" em cima de mim. Agora essa reportagem no site UAI que reproduzo e que, em outras palavras referenda tudo que eu escrevi anteriormente. Eu repito, muito melhor dar uma de Paulo Coelho, clonar aquilo que já está pronto e não pagar nada, do que se tornar um cachorrinho nas mãos de alguém que quer expandir o proprio negócio e quer se livrar de pagar um alto salario a um executivo ou pagar o aluguel de um excentente ponto e simplesmente inverte a situação. Risco nenhum, pelo contrário, recebe do "pato", que se torna seu empregado de luxo.


Mas vejam o que a reportagem diz:





Franqueado corre risco de virar empregado dentro do próprio negócio




Sandra Kiefer - Estado de Minas

Publicação: 11/04/2010 08:13 Atualização: 11/04/2010 08:51



Beto Magalhães/EM/D.A press
As multinacionais redescobriram o Brasil por meio das franquias e inundam o país com sabores e marcas consagrados nas outras línguas. Em menos de cinco anos, o faturamento do setor mais que dobrou, saltando de R$ 31,6 bilhões em 2005 para R$ 63,2 bilhões no ano passado, segundo cálculos da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Diante das apetitosas promessas do mercado, parece fazer sentido quebrar o porquinho, raspar o Fundo de Garantia ou o PDV e investir as economias de uma vida na abertura de uma loja de grife, o que pode custar a partir de R$ 90 mil a mais de R$ 1 milhão, dependendo do nome do seu ‘sócio’.



Saiba mais...
Veja o raio X do setor de franquias no Brasil Água de Cheiro tem novos donos Uma aposta alta de R$ 5 milhões
Só que ninguém avisa que, a partir desse momento, o franqueado está abrindo mão de ter um negócio próprio, onde vai mandar e desmandar, para seguir as regras de uma marca que já está consolidada na praça. Quem dá as rédeas é, na verdade mesmo, a franqueadora. Em outras palavras, ele vai se sentir como um funcionário dentro da própria empresa e, em alguns casos-limite, poderá até ganhar como tal. “A pessoa aposta todas as economias dela naquilo, pois confia que a ideia já está testada e vai render mais que o comércio isolado. Mas não estou tirando mais de R$ 4 mil”, compara Z., franqueado da Cacau Show no interior de Minas. “Como empregado, a gente investe só o tempo. Na minha franquia deposito meu tempo, dedicação e meu dinheiro. Se tivesse aplicado R$ 120 mil, tirava R$ 1 mil sem fazer nada”, diz.

Z. e outros donos de lojas ouvidos em diversos pontos do país participam de movimento nacional de mais de 150 franqueados para formar entidade capaz de se defender contra as extravagâncias da Cacau Show, que concorre diretamente com a Doce Cacau. “Sei que loja do interior é diferente de loja da capital, mas a franqueadora não tem abertura para diálogo. A última deles foi colocar uma câmera filmando a gente 24 horas por dia. Não posso tirar férias nem folga. Arrisquei no carnaval, sob o risco de levar advertência. Com duas advertências, perco a loja”, afirma Z.. A entidade acusa a Cacau Show na Justiça de negar o fornecimento de chocolate como forma de coerção (leia matéria adiante) e já tem sentenças favoráveis. A paulista Cacau Show nega.

OVOS DE OURO

“A relação da franquia tem de ser um tripé, onde todos ganham. O franqueador não pode se unir com o fornecedor e se esquecer do franqueado, porque ele é quem vende o produto. Não adianta espremer a galinha dos ovos de ouro”, alerta Mauro Pinhel, masterfranqueado do Bob’s, à frente de 14 das 15 lojas da marca em Belo Horizonte, com 500 funcionários. Ele já enfrentou graves dificuldades financeiras e jurídicas em relação a outra rede do mesmo setor. Quem o conhece sabe que se trata da maior rede de lanchonetes do mundo, mas Pinhel não quer nem dizer o nome, prefere tentar apagar 11 anos do seu o passado. “Com todas as dificuldades, posso dizer que venci, ganhei dinheiro e continuo fazendo o que sei fazer. Sou um fazedor de hambúrgueres”, diz.

Para este ano, Pinhel aprovou plano de negócios de aumentar em quase 50% o número de lojas Bob’s. Só em BH, serão mais cinco. Para cada loja aberta, porém, ele ainda tem de ir pessoalmente pedir permissão aos tribunais devido às pendências deixadas em aberto por sua franqueada anterior. “Quero ajudar as pessoas que pensam em entrar no negócio. Antes de se decidir, é preciso pesquisar muito. Ver se os fornecedores atendem, se a empresa tem logística pontual para entregar os produtos, se tem escala de fabricação, conversar com franqueados de sucesso e principalmente com quem está tendo problemas”, ensina.

Se houver desentendimento na relação comercial, Pinhel recomenda um divórcio amigável. “Em um possível desligamento da rede, é melhor procurar o franqueador e explicar os motivos de peito aberto e encontrar uma saída negociada, antes de buscar os meios jurídicos. Tem de ter equilíbrio para entrar e para sair”, diz ele, que não está se referindo ao Bob’s. Ao contrário, Pinhel se mostra surpreendido positivamente em relação à rede norte-americana, que, segundo ele, é “parceira” para os únicos quatro franqueados de Minas, dos 600 no Brasil. Eleito por 40 franqueados no país para fazer parte do conselho consultivo, Pinhel afirma que, na prática, o órgão se revela deliberativo, apesar de o estatuto não ter sido alterado. “Cerca de 70% das sugestões dos franqueados foram aceitas”, jura.

Na época, ao sair do McDonald’s, 23 franqueados no Brasil rejeitaram a proposta de acordo com a rede, movendo um pesado processo contra os norte-americanos, que incluiu acusações de canibalismo comercial. A franquia foi formalmente acusada de usar os franqueados para crescer no Brasil. Em Minas, apenas um dos franqueados comprou a briga. Saiu ganhando (dinheiro, inclusive) e hoje é dono de agradáveis restaurantes em bairro nobre da capital, mas prefere não se envolver mais com problemas. “Aprendi muito com o McDonalds, pois eles testam você para saber se vai dar conta daquilo. Vi pessoas dispostas a investir R$ 1 milhão que desistiram do treinamento em três dias porque não suportavam cheiro de pão. Tem de ter perfil corporativo e muita paciência para pregar o cartaz na parede que eles determinam, na posição vertical e com o prego que eles mandam. Não pode mudar um milímetro”, explica. “Não sei como suportei isso”, sorri amarelo.

sábado, 10 de abril de 2010

Eles chegaram lá - Veja como alguns executivos alcançaram o cargo mais desejado por todos os reles mortais.

O que é preciso para ser um deles:
QUOCIENTE DE INTELIGÊNCIA (QI)
a inteligência é um claro indicador do sucesso. Afinal, ao ocupar cargos de liderança, é preciso estar pronto para lidar com grande quantidade de informações - muitas vezes desencontradas e incompletas -, ter boa memória e ainda ser capaz de criar e alimentar relacionamentos nunca antes requeridos. Além disso, a inteligência também ajuda a prever cenários e preparar estratégias para manter a empresa em uma posição de destaque entre os principais players do mercado.


QUOCIENTE TÉCNICO/ OPERACIONAL (QT)
esta habilidade permite que o líder esteja pronto para gerenciar projetos, operações e entregar aquilo que se espera.


QUOCIENTE MOTIVACIONAL (QM)
esta habilidade se refere ao índice de motivação do executivo para liderar, conquistar e, muitas vezes, se sacrificar para construir uma trajetória bem-sucedida. Esta habilidade envolve sua vontade de trabalhar duro e fazer sacrifícios pessoais para conquistar seus objetivos.


QUOCIENTE DE EXPERIÊNCIA (QX)
este índice se refere ao acúmulo de experiências e referências que o executivo acumulou durante sua trajetória profissional. Isso inclui cursos, feedbacks, bons e maus chefes, mentores, projetos e desafios. Essa habilidade ajuda o líder a ampliar seu repertório para lidar com novos desafios.


QUOCIENTE PESSOAL (QP)
esta habilidade inclui quatro diferentes aspectos.


Autoconhecimento (autogerenciamento) - o executivo precisa entender quais são seus pontos fortes e fracos e saber trabalhar esses atributos a seu favor. Isso implica trabalhar sempre buscando feedback das interfaces para entender quais os impactos de suas próprias ações, crenças, valores e intenções, procurando sempre corrigir eventuais problemas. Esse atributo também envolve ser íntegro e não ser comandado por paixões pessoais.


Ser aberto ao outro - o líder precisa entender quais são as motivações de cada grupo com que se relaciona e tentar adaptar seu discurso e comportamento de acordo com elas. Isso implica ser genuinamente interessado nas pessoas, respeitando suas opiniões e, na medida do possível, envolvendo-as nas decisões.


Habilidade Interpessoal - pessoas que têm essa habilidade conseguem inspirar e motivar equipes a trabalhar juntas em prol de uma missão. São estes líderes que as pessoas querem seguir para todos os lugares. São hábeis em lidar com conflitos e estabelecer relacionamentos onde a máxima é o ganha-ganha. Além disso, são divertidos, leves e capazes de construir times de alta performance por sua habilidade de combinar diferentes perfis para atender as múltiplas variáveis do atual mercado global.


Quociente de Agilidade de Aprendizagem (QA) - este índice está relacionado à habilidade do executivo em entender o que fazer quando está diante de um cenário novo, ou, em outras palavras, saber o que fazer quando você efetivamente não sabe o que fazer. Essa capacidade ajuda o líder a aprender novas maneiras de pensar, resolver problemas, se comportar, entender novas técnicas e traçar o perfil de um novo mercado/setor.

Boas atitudes podem fazer diferença na carreira profissionalConseguir construir uma carreira profissional sólida e gratificante é desejo de todos. No entanto, além de buscar qualificação adequada, há uma série de dicas de especialistas para que, no cotidiano das empresas, os funcionários possam buscar ascensão profissional de forma ética e responsável. A maioria delas diz respeito ao comportamento que se deve ter no ambiente de trabalho. São sugestões simples, mas que podem fazer toda a diferença na carreira. Confira aqui:


1. Vista-se com discrição, mesmo que o ambiente de trabalho não exija formalismos. As mulheres devem evitar roupas decotadas;


2. Respeitar e cumprimentar os colegas, independente do cargo, além de demonstrar educação, são sinais de companheirismo no trabalho. Evite também falar alto e usar palavras de baixo calão;


3. Não ouça música em volume alto, pois pode atrapalhar a concentração dos que estão a sua volta;


4. Procure deixar os problemas pessoais em casa, para que eles não atrapalhem o seu desempenho profissional e também para não ocupar o tempo dos colegas durante o horário de trabalho;


5. Evite fofocas sobre atitudes de outros funcionários, sejam elas pessoais ou profissionais, inclusive sobre as chefias. Você pode passar a impressão de que se acha mais qualificado que o chefe;


6. Não seja oportunista, utilizando-se de privilégios de sua função para tirar proveito de alguma situação. Isso é muito mal visto no mercado de trabalho;


7. A sociabilidade, a atenção e a paciência são também comportamentos esperados de um bom profissional, que deve saber ouvir e não se envergonhar de pedir opinião aos colegas;


8. Seja pontual, pois chegar atrasado ao trabalho, a alguma reunião ou até mesmo não estar preparado para uma apresentação pode comprometer a sua imagem;


9. Exerça sua função com ética, responsabilidade e competência, pois estes são os principais instrumentos para construir uma carreira sólida.

Temperamento explosivo? Saiba como lidar e até transformá-lo a seu favor


Para especialista, temperamento explosivo é prejudicial quando o profissional tem dificuldades de lidar com as próprias emoções.

Existem pessoas que são naturalmente competitivas, estressadas, ansiosas e até mesmo agressivas, comportamentos que, conforme especialistas, se trabalhados, podem até ser positivos no ambiente de trabalho. Entretanto, quando essas características passam do limite e a pessoa passa a adotar uma postura intimidatória, de enfrentamento, é melhor ligar o sinal amarelo.

De acordo com o gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, o temperamento explosivo torna-se prejudicial quando o profissional começa a ter dificuldades para lidar com as próprias emoções. Nessas horas, diz ele, é preciso parar, refletir e tentar reverter a situação.

“Uma dica que pode mostrar ao profissional que ele está com este tipo de problema é o andamento das relações interpessoais. Se a pessoa percebe que está sendo excluída dos eventos sociais, por exemplo, ela deve repensar a própria postura. Contudo, se a dificuldade for grande, vale procurar a ajuda de um coach ou mesmo de um terapeuta”, diz.


O que leva à explosão?


O estresse do dia a dia, juntamente com algumas situações que podem ocorrer no ambiente de trabalho, podem levar uma pessoa à explosão. Dentre estas situações, a vice-presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Sâmia Simurro, destaca o ambiente hostil, a injustiça, o assédio moral, a falta de reconhecimento, de autonomia para tomar algumas decisões, e até mesmo de comunicação clara.

“A pessoa precisa saber claramente o que o chefe espera dela. Trabalhar em um ambiente hostil e constantemente engolir sapos podem fazer com que, uma hora, a pessoa se manifeste de maneira agressiva”.


Entretanto, antes de chegar a esta situação, diz ela, é preciso tentar resolver a situação, procurando, por exemplo, conversar sobre o motivo com a pessoa causadora do estresse. Porém, caso isso não resolva e acabe acontecendo a explosão, Raffa orienta ao profissional que ocorra à famosa desculpa.

“Somos humanos e momentos de raiva podem ocorrer com qualquer um. Se houver o exagero, um pouco de humildade não faz mal e o melhor a fazer é pedir desculpas. Contudo, antes que isso ocorra, é melhor tentar conversar e reverter a situação”.


A raiva é sempre má?


Como já dito anteriormente, contudo, se bem trabalhada, a raiva pode trazer resultados positivos ao profissional, que podem se traduzir em aumento de criatividade e produtividade.


Assim, diz Raffa, algumas situações podem ser utilizadas como estímulos para que o profissional melhore. Porém, para que isso aconteça, acrescenta Sâmia, ele precisa adotar uma postura conciliatória e desenvolver a assertividade.


Além disso, diz ela, é importante que o profissional saiba se observar, seja honesto em suas colocações e diga claramente o que pensa e deseja.


Ainda no que diz respeito à transformação da raiva em algo positivo, dizem os especialistas, o líder pode ajudar, administrando conflitos, estimulando um ambiente tranquilo e conhecendo cada membro da equipe para saber como e quando intervir.


“É importante entender que a liderança é o modelo. Na maior parte das vezes, o clima da equipe reflete a postura do líder”, finaliza Sâmia.

Fonte:administradores.com.br