quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Por que colaboradores e não "Recursos Humanos"?


O modelo tradicional de administração praticado por muitas empresas, até bem pouco tempo adotava um estilo de administração com paradigmas voltados para o entendimento e a crença de que as pessoas eram um recurso dentre muitos existentes e necessários para a condução das atividades. Nele as pessoas ocupavam posições de trabalho e eram intituladas como recurso, mão-de-obra e outros.

Como podemos observar, tal concepção denota um tipo de cultura um tanto quanto ultrapassada onde velhos paradigmas e crenças equivocadas cuidam por direcionar as atitudes gerenciais. É bem verdade que, ainda encontramos, infelizmente, este tipo de equívoco na gestão de algumas empresas, onde práticas e atitudes estão voltadas para o “mandar” e “obedecer”, sem considerar o que o outro pensa, como apertar o botão de uma máquina para que a mesma venha funcionar e produzir o necessário, porém um parêntese: até a máquina precisa ser bem cuidada para funcionar de forma eficaz.

Hoje já existe um grande movimento que permeia o âmbito empresarial no sentido da busca de uma nova concepção nos estilos de gestão, onde o foco principal são as pessoas.

Reconhecemos que tal movimento felizmente nos leva para uma nova Era, aquela que vem trazendo uma mudança de mentalidade, de consciência, de crenças e valores, retratada quer seja na forma de pensar ou de agir nas organizações.

Esta nova era adota uma visão humanista, que valoriza, observa e prestigia ambientes de qualidade, boas relações e o bem-estar coletivo. Estamos falando da era da valorização e reconhecimento do potencial humano, a era dos que pensam, dos que sentem; do momento de perceber que as pessoas são dotadas de inteligência e potenciais que afloram ou que muitas vezes, necessitam ser incentivados para aflorar ou até mesmo serem resgatados; a era de se compreender que pessoas possuem necessidades, expectativas, ideais profissionais e pessoais e que precisam e devem ser cuidados e atendidos.

A mentalidade advinda desta nova era vem trazendo, também, relevante mudança que podemos perceber até mesmo na forma de como as pessoas são reconhecidas em algumas organizações: Nossos Colaboradores. Esta forma de reconhecimento deve objetivar, não uma troca de nome, de título ou até mesmo uma massagem no ego, mas sim de destacar cada dia mais a importância da colaboração de cada indivíduo para a melhoria da qualidade, na construção de organizações com bases de crenças e valores sólidos, em um ambiente participativo, motivador onde o ser humano seja o verdadeiro centro, e que realmente encontre-se e encontre espaço para suas realizações.

As empresas que vêm adotando tal estilo de gestão, na verdade estão buscando o acreditar no ser humano, em seu potencial, que trará o devido sucesso e a excelência esperada. Muitas delas já fazem parte do ranking das melhores destacando-se na gestão de pessoas e não, somente, de recursos.

Através da adoção dessas práticas que valorizam seus colaboradores e cuidam para sedimentar as mudanças que estão ocorrendo no campo das relações humanas, muitos executivos estão apostando nesta nova realidade de gestão, como sendo o verdadeiro diferencial competitivo.

Acreditamos serem essas mudanças o princípio de uma nova consciência de que somente com as pessoas é possível fazer mais, melhor e quando necessário, de forma diferente.

Tal condução podemos identificar retratadas nas excelentes performances de grandes empresas que atuam no mercado.

É necessário que as pessoas que fazem parte do dia-a-dia nas fábricas, nos escritórios e em todos os postos da organização, sejam percebidas e tratadas como colaboradores, parceiros, onde todos tenham a devida importância e acima de tudo, sejam respeitados e tratados como seres humanos, e não como um recurso dentre outros mais, seres únicos e que precisam ser bem cuidados e de uma forma muito especial.

Fonte:Cláudia Patrícia S. F. Guimarães – Consultora Empresarial em Gestã

Para onde vai o emprego



O mercado de trabalho brasileiro sofreu um baque nos últimos meses - mas, apesar da crise global, as estimativas mostram que a economia do país ainda vai gerar centenas de milhares de empregos formais em 2009

Em menos de dois meses, o clima entre os 2 000 funcionários da subsidiária brasileira da MWM International - uma das maiores fabricantes de motores de carros, ônibus e tratores do mundo - mudou radicalmente. Eles, que vinham trabalhando em ritmo frenético quase até o final de 2008, e por isso fizeram jus às mais altas bonificações pagas em razão dos resultados da empresa, iniciaram o ano novo sob a angustiante dúvida de permanecer empregados ou não. "Em 31 de outubro, finalizamos o melhor ano fiscal de nossa história e, até meados de novembro, não sentimos nenhum reflexo da crise", afirma Waldey Sanchez, presidente da MWM no Brasil. No fim de novembro, porém, as programações de produção das montadoras que compram os motores da MWM começaram a sofrer cortes. Em dezembro, as revisões de pedidos dos clientes - que enviam nessa época o planejamento de encomendas do ano todo - passaram a indicar que, em 2009, a empresa venderia quase 30% menos motores que no ano passado. A MWM replicava, assim, o movimento quase generalizado de redução brusca nos negócios no país. A economia brasileira, que chegou a setembro crescendo a um ritmo anualizado de 7%, passou por uma reviravolta em outubro, a ponto de os economistas estimarem que houve recuo do produto interno bruto no último trimestre de 2008.

O capítulo mais recente da história vivida pela MWM ocorreu em 29 de janeiro, quando os funcionários reunidos em assembléia na fábrica, em São Paulo, aprovaram acordo para reduzir, a partir de fevereiro, 20% da jornada mensal de trabalho e 17,5% de seus salários. Contrariamente ao que ocorreu em outras empresas, os funcionários da MWM aprovaram o acordo sem protestos. Talvez essa aceitação só tenha sido possível graças à postura do presidente da companhia. Sanchez não enviou um advogado para tratar com os sindicalistas. Foi pessoalmente expor a situação da empresa na sede do sindicato dos metalúrgicos, no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo. Em troca da concessão feita, os funcionários da MWM conseguiram a garantia de manter os empregos por mais alguns meses. A esperança dos trabalhadores e da cúpula da empresa é que a redução dos salários permita a travessia do período mais agudo da crise para o momento em que as encomendas voltem a crescer, um cenário vislumbrado para abril. "O objetivo é manter todos os funcionários, pois, como disse Henry Ford, um desempregado é uma pessoa a menos para consumir e uma a mais para alimentar a crise", diz Sanchez. Ele próprio também receberá o holerite de fevereiro mais magro.

O efeito mais concreto da crise econômica mundial finalmente chegou ao Brasil neste começo de ano com a divulgação do balanço de demissões ocorridas em dezembro - o corte foi de 655 000 postos, quando o esperado seria de no máximo 400 000 - e com novos anúncios de demissões em janeiro. A rapidez do agravamento da situação assustou, com razão, trabalhadores e empresários no país inteiro. Como o encolhimento do mercado é hoje um drama mundial, também se disseminou a dúvida sobre o que acontecerá com o emprego ao longo de 2009. Na tentativa de jogar luz sobre esse cenário ainda nebuloso, EXAME consultou dezenas de economistas, especialistas em trabalho e empresários. Teve acesso exclusivo também a um estudo realizado pela LCA, uma das consultorias econômicas com mais tradição em projeções na área de emprego. A opinião geral é que, sim, o desemprego aumentará em 2009. Porém, o impacto sobre o mercado de trabalho ficará longe das piores crises sofridas pelo país no passado.

O estudo da LCA projeta dois cenários para 2009. O que a consultoria considera mais provável é que a taxa média de desemprego suba para 8,5%, ante os 7,9% registrados em 2008, quando o país teve a menor taxa de desocupados desde que o acompanhamento passou a ser feito. Esse cenário toma como premissa um crescimento do PIB de 2,8%. Isso permitiria que, neste ano, o Brasil obtivesse um saldo positivo - resultante da diferença entre admissões e demissões - de 875 000 postos de trabalho com carteira assinada. No outro cenário, mais adverso por se basear nas previsões predominantes no mercado de que a economia crescerá apenas 1,8%, o número de vagas criadas cairia para 578 000, o que elevaria a taxa de desemprego para 9%. "Os resultados são bastante inferiores aos do ano passado, quando o saldo entre pessoas admitidas e demitidas foi positivo em 1,5 milhão de empregos", afirma o economista Fábio Romão, autor do estudo. "Mas, com as informações que temos hoje, mesmo a projeção mais conservadora não deve provocar uma situação muito pior que a de 2002, quando muitas empresas demitiram em razão das turbulências provocadas durante a pré-eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva." Não se trata de uma boa notícia - longe disso. Estima-se que o Brasil precise criar mais de 1 milhão de novos postos formais a cada ano para dar conta da chegada de jovens ao mercado. Gerar menos vagas, como tudo indica que vá acontecer em 2009, significa deixar mais gente de fora. Mas o ponto é que o Brasil abrirá centenas de milhares de novos empregos neste ano - mesmo em meio a um dos piores anos da economia internacional. Em dezembro, portanto, haverá mais brasileiros no mercado de trabalho formal do que há hoje.

Não se pode esquecer que a crise atual ainda está em andamento - e possivelmente apenas no início. Seus desdobramentos dependem não só de novos acontecimentos mas, sobretudo, da reação de empresários e consumidores a cada novo capítulo. Essas reações, por sua vez, dependem fundamentalmente da fidelidade das informações a que as pessoas têm acesso. É particularmente importante entender o grau de contaminação da economia. "Apesar da multiplicação das notícias de demissões, vale observar que, pelo menos por enquanto, não há uma onda generalizada de cortes", afirma José Márcio Camargo, doutor em economia do trabalho e sócio da Opus Gestão de Recursos. Até agora, as demissões estão mais localizadas em três grupos de empresas: nas exportadoras, em razão da desaceleração da demanda internacional, na construção civil e nas indústrias de bens duráveis de preço alto, como os automóveis, cujas vendas no mercado interno dependem da oferta de crédito e da confiança do consumidor. A redução do crédito fez com que as montadoras de veículos fossem rapidamente atingidas e apelassem para a demissão de empregados temporários e para acordos de redução de jornada e salário.

No caso da construção civil, a queda do emprego já foi forte. "De outubro a dezembro, tivemos uma perda líquida de 40 000 postos de trabalho", afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. Trata-se de uma mudança drástica, considerando que o setor havia criado 300 000 novos empregos de janeiro a setembro. Ainda assim, Simão acredita que haverá uma boa recuperação no segundo semestre, especialmente se forem confirmadas novas medidas do governo de apoio ao setor. Entre as medidas aguardadas pelas construtoras e pelas incorporadoras como parte de um pacote em gestação na Casa Civil e no Ministério da Fazenda há planos para estimular a construção de casas populares e para ampliar os financiamentos à classe média (até o fechamento desta edição, em 2 de fevereiro, nada havia sido anunciado). Também há estudos de novas concessões de estradas. "Este ano será uma ducha fria se comparado com 2008, quando estávamos superaquecidos", diz Simão. "Mas não deve ser um dos períodos mais difíceis que enfrentamos caso o governo faça o que tem dito que irá fazer." Apesar do relativo otimismo, Simão sabe que, caso o crédito permaneça restrito por muito mais tempo, não há governo que consiga evitar uma mortandade de postos de trabalho no setor. "Antes levantávamos dinheiro nos bancos em apenas 15 dias. Agora, os processos se arrastam e, consequentemente, as incorporadoras não lançam mais nada", diz ele. Por enquanto, as empresas do setor vão se virando como podem para tentar manter as vendas. A paulista Goldfarb, uma das maiores incorporadoras e construtoras de residências para classe média baixa no país, manteve de novembro até o final de janeiro uma promoção para tirar o receio de quem anda preocupado em assumir financiamentos diante da crise econômica. "Em vez de nos retrair, optamos por uma estratégia de investir em marketing. Anunciamos que garantiríamos a recompra dos imóveis, com devolução integral do valor pago, aos clientes que perdessem o emprego durante a construção do imóvel", diz José Antonio Grabowsky, presidente da PDG Realty, empresa de investimentos que é sócia da Goldfarb.

O mapa do emprego

O impacto sobre o emprego irá variar entre os setores produtivos e as várias regiões do país. O epicentro da crise, pelo menos por ora, são as áreas mais ricas e industrializadas. O investimento das empresas, que vinha funcionando como um motor do crescimento, deve recuar, passando de uma expansão de 17% no ano passado para apenas 4% em 2009, de acordo com previsão da consultoria econômica MCM. Essa queda afeta não apenas as fabricantes de máquinas e equipamentos como também a siderurgia. São indústrias concentradas principalmente no Sudeste. Também a Zona Franca de Manaus está no grupo das mais afetadas, devido à concentração de montadoras de motocicletas e de produtos eletroeletrônicos. Na outra ponta estão as regiões Nordeste e Norte. Por terem economias menos sofisticadas e mais dependentes de transferências do governo, devem sentir menos os efeitos da crise. "Boa parte da população nordestina vive de benefícios da Previdência e do Bolsa Família, e esses recursos são garantidos, com crise ou sem crise", diz o consultor Camargo. Sul e Centro-Oeste, com grande presença do agronegócio, estão numa posição intermediária - a maior preocupação é com o desempenho de suas exportações.

Em meio a um cenário difícil, há verdadeiros oásis de tranquilidade. "Estamos na contramão do noticiário, pois nosso problema hoje é contratar, não demitir", afirma Angelo Bellelis, presidente do Estaleiro Atlântico Sul, instalado junto ao porto de Suape, no litoral pernambucano. Neste ano, a empresa passará dos atuais 1 500 funcionários para pelo menos o dobro para atender às encomendas de 15 navios petroleiros, da Transpetro, empresa que gerencia a frota de navios da Petrobras, e de um casco de plataforma de petróleo. Até agora, não houve sinais de adiamento de nenhum pedido. Pelo contrário: o primeiro navio a ser entregue teve o prazo antecipado de agosto para abril de 2010. A cada dois meses e meio entram 300 novos funcionários no estaleiro. Antes do início do trabalho, eles recebem seis meses de cursos de qualificação, dada a dificuldade de encontrar mão-de-obra treinada depois que a indústria naval foi ressuscitada. "É um privilégio não só empregar essas pessoas mas principalmente qualificá-las", diz Bellelis.

Os navios petroleiros estão na mesma categoria de grande parte das obras de infraestrutura, que levam anos até ficar prontas. É o caso da construção de usinas de geração de energia, da prospecção e exploração de petróleo, dos reparos em estradas já concedidas ao setor privado e de outras obras. A maioria desses projetos tem recursos garantidos, e sua interrupção causaria mais prejuízo do que sua continuidade. Em janeiro, quando a onda de desemprego já batia no Brasil, a construtora OAS admitiu 1 000 funcionários com carteira assinada. Todos vão trabalhar nas obras da hidrelétrica de Estreito, um empreendimento de 3,3 bilhões de reais, do grupo franco-belga Suez. A usina, localizada no Maranhão, é uma sociedade entre Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. A obra, iniciada em 2007, será concluída em 2010 e terá capacidade de gerar energia para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Apenas na construção de Estreito trabalham hoje 6 000 pessoas. Além de Estreito, a Suez está construindo a hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que vai consumir 9 bilhões de reais de investimento e gerar 28 000 empregos diretos e indiretos até 2012. Por enquanto, o canteiro emprega 600 pessoas, mas o plano é chegar em dezembro a 6 500 funcionários e a 10 000 em 2010. "Não vamos diminuir ou interromper nenhum projeto", diz Mauricio Bähr, presidente do conselho de administração do grupo Suez no Brasil. "Os recursos estão garantidos e a energia que será gerada ali já foi vendida."

A aposta dos especialistas é que o mercado doméstico também funcione como um amortecedor da crise sobre o país e ajude a preservar empregos, especialmente nos setores de produtos básicos. O varejo de alimentos e de medicamentos, por exemplo, sofrerá menos impacto que os demais, sobretudo porque alimentação e remédios são necessidades básicas da população e têm prioridade em caso de algum aperto financeiro. Até agora, a crise não se refletiu no resultado das vendas da rede francesa Carrefour, que não só manteve seu quadro de funcionários como prevê contratações. A empresa confirma a abertura de 70 lojas neste ano, incluindo todas as suas bandeiras - Carrefour, Carrefour Bairro, Atacadão e Dia %. A expansão criará 4 000 novos postos de trabalho. Até o final de 2010, o grupo realizará investimentos de 2 bilhões de reais. "O Brasil continua a ser um dos países prioritários para os investimentos do grupo", afirma Jean-Marc Pueyo, presidente da rede no país.

Há razões para a confiança de multinacionais, como o Carrefour, no país. Se é verdade que o Brasil está sendo duramente afetado pela crise, também é certo que poucos países estão mais preparados para enfrentá-la. Afinal, temos um mercado doméstico forte e uma economia suficientemente diversificada - e isso pode fazer a diferença em 2009. Vamos gerar menos emprego do que no ano passado? Certamente. Mas, diante da magnitude dos problemas em escala global, não deixa de ser uma boa notícia o fato de o Brasil ainda conseguir ampliar sua força de trabalho.

No cartão ou no celular?


Com a chegada da concorrência, a Oi remodela seu programa de pagamentos por celular -- um serviço com poucos ganhos no presente, mas que pode ser decisivo no futuro

Celular no Japão: o aparelho já é utilizado até para pagar bilhetes nas estações de metrô.
Nos últimos três meses, a operadora de telefonia Oi mobilizou-se para o relançamento do Oi Paggo, seu serviço de pagamentos por celular. Uma equipe de 250 promotores de vendas visitou 100 000 lojas em 21 cidades das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil, conversando com lojistas e propagandeando as vantagens do serviço. A publicidade em torno dessa nova ofensiva foi pequena -- afinal, era o relançamento de um produto colocado no mercado há apenas dois anos e não havia uma história de sucesso a ser contada. Lançado em julho de 2007, o Paggo nunca atingiu as metas estabelecidas. O plano da Oi era ter, até o final de 2008, 100 000 pontos de venda equipados e 2 milhões de usuários do sistema, que substitui cartões de crédito e débito como meio de pagamento de produtos e serviços. Mas, até abril deste ano, a rede credenciada para vender produtos via celular tinha apenas 72 000 estabelecimentos e o número de usuários não passava de 200 000. Trocando em miúdos: o Paggo não pegou. Embora o serviço contasse com uma tecnologia considerada inovadora e segura até pela própria concorrência, sua chegada ao mercado foi tumultuada por erros estratégicos e dificuldades que todo produto ainda desconhecido arrisca enfrentar. O desafio do relançamento parece ainda maior. O Paggo nasceu como a única opção do mercado e, agora, tenta deslanchar num cenário de concorrência que envolve outras operadoras de telefonia e instituições financeiras. "Pagamos o ônus do pioneirismo, mas nosso serviço ainda é o melhor. Pretendemos popularizar o Paggo de tal forma que ele passe a ser o padrão", diz Roberto Rittes, diretor de meios de pagamento da Oi.

A questão sobre qual padrão de funcionamento vai prevalecer é essencial para definir os rumos desse mercado, à semelhança do que aconteceu nos primórdios do videocassete, quando havia uma discussão sobre se o melhor formato era o BetaMax, da Sony, ou o VHS, da também japonesa JVC. Em países africanos onde o pagamento por celular é um sucesso, o sistema se parece com o da Oi, no qual a compra é feita pela comunicação entre dois aparelhos. No Paggo, o lojista manda o pedido de aprovação da compra via mensagem de texto e o usuário a autoriza digitando a senha. É a própria operadora que envia a fatura, faz a análise, dá o crédito e tem de cobrar, depois, os inadimplentes. Já no Japão, mercado no qual metade dos donos de celular usa o telefone para pagar contas, domina um padrão mais parecido com o que está sendo lançado agora pela Vivo, em parceria com Itaú e Redecard. O número do celular substitui o do cartão de crédito nas maquininhas que as lojas já têm e o cliente usa o telefone apenas para digitar a senha. A conta vem na fatura do cartão de crédito, o que libera as telefônicas de operar como bancos. Há ainda um terceiro modelo, lançado pelo Banco do Brasil e pela Visa, que funciona basicamente como uma mistura dos dois primeiros e pode ser usado com qualquer operadora. "Ainda é cedo para dizer qual sistema vai prevalecer", diz Raul Moreira, gerente de cartões do Banco do Brasil e integrante do grupo que estuda o assunto na Febraban, a federação que reúne os bancos. "Mas está claro que a barreira tecnológica não existe mais."

Sem a vantagem de estar sozinha à frente em tecnologia, a Oi não pode se dar ao luxo de repetir os erros do começo. O primeiro foi apostar que a adesão dos lojistas seria rápida e fácil. Como já possuía até duas máquinas de cartão de crédito, pelas quais pagava taxas de aluguel e de administração, a maioria dos comerciantes não viu vantagem em aderir a um serviço que ainda não tinha uma base grande de clientes e que também cobrava taxas de administração, ainda que menores. A equipe inicial incumbida de disseminar o serviço era formada por apenas 60 pessoas, responsáveis por credenciar restaurantes, lojas, drogarias, hotéis e todo tipo de estabelecimento nos 16 estados onde a Oi atuava. Com um time reduzido, o processo tornou-se muito mais lento do que o esperado. Mesmo os estabelecimentos que aderiram ao sistema não tinham funcionários bem treinados para usá-lo, o que fez com que uma transação que deveria ser prática e rápida se transformasse num desafio à paciência. Aos poucos, também ficou claro que a Oi havia oferecido o serviço a clientes errados. Os usuários que receberam as primeiras ofertas de adesão já tinham cartão de crédito e não se interessaram. Ao mesmo tempo, a maior parte dos que buscavam voluntariamente o serviço tinha o crédito negado após a avaliação de risco. Apenas 15% do 1,3 milhão de clientes que se interessaram pelo produto no primeiro lançamento teve o crédito aprovado. Justamente por não ter experiência na concessão de crédito, a operadora passou a cobrar taxas de juro ainda mais altas do que as dos cartões.

Na nova estratégia, a Oi dará atenção especial à classe C. No roteiro da equipe de vendas que trabalha no relançamento estão pequenos varejistas e pontos de táxi. Os procedimentos para a análise de crédito foram reformulados e as equipes passaram a oferecer linhas de crédito pré-aprovadas. Um novo produto Paggo, que torna possível carregar o celular com créditos para gastar nas lojas, será lançado até o fim do ano. Um novo logotipo, mais chamativo, foi desenvolvido e funcionários dos estabelecimentos credenciados receberão treinamento. Entre abril e junho, 8 000 novos pontos de venda entraram para a rede e a média de transações no sistema aumentou 35%. É um avanço, mas ainda muito pequeno, considerando-se o tamanho das verdadeiras concorrentes do Paggo, que não são as outras operadoras, mas sim as empresas de cartão. A Redecard, que filia lojas para a bandeira Mastercard no Brasil, tem 1,2 milhão de lojas e realiza uma média de 75 milhões de transações de crédito por mês. A Visanet, responsável pelo credenciamento de lojas para a marca Visa, está em 1,5 milhão de estabelecimentos e faz mensalmente 140 milhões de transações. Ambas pesquisam a melhor forma de entrar no mercado de pagamentos via celular há pelo menos dois anos e, segundo seus executivos disseram a EXAME, só não tinham apostado pesado no filão porque ainda não estavam certas de qual o melhor padrão para fazê-lo.

Embora o início tenha sido difícil, ainda há tempo para a Oi convencer o mercado de que seu sistema é o melhor. Mas a janela está se fechando. As administradoras de cartão e os bancos, que patrocinam um grupo de estudos a respeito na Febraban, devem chegar a um consenso sobre o melhor modelo tecnológico em poucos meses. Segundo os analistas do setor, não é credenciando lojinhas que a Oi vai sobreviver e convencer a concorrência de que seu modelo deve ser adotado. "Para emplacar, será preciso abrir o serviço para outras empresas de telefonia e firmar parcerias com as administradoras de cartão", diz Julio Puschel, consultor do Yankee Group. "A briga para credenciar lojistas é muito acirrada entre as administradoras, que podem esmagar a Oi em pouco tempo." Mesmo no mercado japonês, modelo que todos querem copiar, o celular é o meio, mas os clientes escolhem se querem ser cobrados pelo banco ou pela operadora. "Parcerias serão inevitáveis", diz Rittes, o diretor responsável pelo Paggo. A questão, pelo jeito, é saber por quanto tempo a Oi conseguirá resistir sozinha ao ataque da concorrência.



Manual do entrevistador


De todas as etapas do processo seletivo, a entrevista pessoal é uma das que mais tira o sono dos candidatos. Mas não só deles. Do outro lado estão os selecionadores, responsáveis por acertar na mosca e encontrar o profissional ideal para as vagas de emprego.

Sem planejamento adequado, é praticamente impossível conciliar o tempo necessário para planejar e estudar as entrevistas e os perfis dos candidatos, além de todas as outras responsabilidades na empresa. Se você trabalha em consultoria ou agência de emprego, deve saber que o ritmo é muitas vezes mais alucinante do que nas organizações, já que é preciso fechar rapidamente os processos seletivos de vários clientes.

Diante disso, o Empregos.com.br conversou com Ana Maria de Freitas, gerente de seleção personalizada do IPO (Instituto de Psicologia Organizacional), para montar o Manual do Entrevistador. Com ele, é possível organizar seu cronograma de atividades e tirar o máximo proveito do seu tempo, realizando entrevistas eficazes.

1. Antes da entrevista:

• É essencial conhecer bem os objetivos da empresa e o que ela busca no candidato. Desse modo, sua triagem de currículos será mais rápida

• Faça uma pré-entrevista por telefone. Ela é considerada a primeira triagem, na qual você tem conhecimento do interesse do candidato, pretensão salarial, e já pode perceber se ele preenche os requisitos básicos do perfil do cargo.

• Conheça bem o currículo do profissional. Leia com bastante atenção cada parte que o compõe. Isso evita que, na hora da entrevista, você fique procurando as informações do currículo para aprofundá-las ou confirmá-las

• Procure conhecer detalhadamente o perfil da vaga, para que você possa confrontá-lo com o do candidato

• Quando ligar para o candidato marcando a entrevista, diga a ele a duração média da entrevista. Ele pode ter outro compromisso ou estar em horário de almoço. Não é só porque ele está à procura de emprego que tem disponibilidade total de tempo

• Faça um roteiro de tudo o que deve acontecer e de suas prioridades. Assim, você não corre o risco de perder o foco da entrevista.

• Cada entrevista tem um tipo de abordagem. Tudo depende do cargo e do que o selecionador pretende descobrir. Entretanto, existem alguns itens básicos e importantíssimos, que não devem faltar no seu roteiro:

- análise dos pontos fracos e fortes de personalidade do candidato

- formação profissional, focando em resultados e atividades exercidas

- formação cultural - se já morou fora ou se gosta de viajar

- hobbies e esportes praticados

- atividades sociais nas quais ele está inserido

2. Durante a entrevista

• Cumpra os horários combinados com o candidato, tanto de início, como de término da entrevista. Confirme a disponibilidade dele para o tempo de duração combinado e, caso ocorra algum imprevisto, avise o candidato logo no início da entrevista, para saber se a entrevista pode mesmo acontecer

• Receba o candidato de forma agradável e descontraída. Lembre-se de que ele pode estar um pouco apreensivo. É uma etapa muito importante na vida dele

• Leve-o para uma sala, onde certamente não serão interrompidos com telefonemas ou pessoas transitando constantemente

• Tente relaxar o candidato antes de começar a entrevista. Pergunte como ele chegou até lá, se foi difícil, ofereça água ou café, fale sobre algum assunto atual, enfim, estimule um pequeno diálogo informal para aliviar a tensão

• Antes de começar a entrevista, explique o real objetivo para o candidato. Procure esclarecer todas as dúvidas que ele tem, para que vocês dois não percam tempo

• Procure ouvir mais do que falar, mas fique atento para não perder o foco da entrevista. Essa é a hora do candidato "vender" suas qualidades e você deve dar a ele a oportunidade de mostrar porque pode atender às necessidades da empresa

• Pergunte se ele conhece a empresa onde vai trabalhar. Se não, procure lhe mostrar informativos e vídeos institucionais. Em determinadas vagas, o nome da empresa costuma ser confidencial, mas mesmo assim procure situar o candidato, explicando o tipo de atividade que a empresa contratante realiza. Mostre a importância que o cargo que ele ocupará tem para empresa, onde ele se situa na hierarquia da organização e o plano de carreira oferecido por ela

• A entrevista é o momento de complementar e aprofundar informações. Tanto selecionador quanto candidato têm o direito de fazer perguntas. Ninguém pode sair com dúvidas. Daí a importância de se fazer um roteiro para não esquecer nenhum detalhe

• Faça anotações das informações mais importantes. Não se esqueça de avisar o candidato sobre essa atitude e procure não ficar a entrevista inteira anotando

• Fique atento à comunicação não-verbal do candidato - postura, gestos. Ela pode revelar muito sobre si mesmo, o que ajuda na hora da avaliação

• Situe o candidato no processo seletivo. Diga a ele se há mais candidatos a serem entrevistados ou que ainda vai entrevistar, as etapas que sucedem a entrevista e uma data média para dar o feedback, de forma que o candidato fique a par de tudo e preparado para o próximo passo

• Termine a entrevista deixando o candidato à disposição para ligar para você. É importante o candidato saber que pode tirar dúvidas sobre todo o processo seletivo. O fato de ele ligar diversas vezes não significa ansiedade, e sim interesse pelo que acontece durante o processo seletivo

3. Depois da entrevista

• Faça uma análise de tudo o que foi conversado. Veja os pontos fortes e fracos do candidato de forma crítica, para que essa análise possa definir a permanência ou retirada do candidato do processo seletivo

• Evite qualquer tipo de preconceito. Se o candidato usa algum tipo de perfume que você não gosta ou é amigo próximo de alguém com quem você não se relaciona muito bem, não significa que ele não está apto para a vaga. Caso o perfil dele realmente não se encaixe na vaga, procure falar sobre isso no feedback. Não deixe seu rosto ou seus gestos demonstrarem descontentamento

• Não se esqueça do feedback. Essa é uma atitude que demonstra respeito pelo candidato. Seu conteúdo varia muito. Você pode simplesmente agradecer sua presença no processo seletivo ou falar de forma sucinta os tópicos do perfil do candidato ou requisitos técnicos que não se encaixaram no perfil do cargo. Esse retorno pode ser realizado também por meio de carta mas, independente da forma, nunca deve ser deixado de lado

• Não há hierarquia padrão na hora de dar o feedback. Apenas não se esqueça de ligar para todos dos participantes. Se o processo seletivo for composto por diversas etapas, é importante que o feedback seja feito ao final de cada uma delas

• Não deixe de acompanhar a pessoa selecionada. Se a seleção foi realizada na empresa, procure ver como anda o desempenho dela nos primeiros meses de trabalho. Se a seleção foi realizada por meio de consultoria, ligue para a empresa e veja como o candidato está se desempenhando, se ele atende às necessidades da empresa e vice-versa.



Utilize o Manual do Entrevistador não somente como referência para agir, mas também como forma de avaliar seu desempenho durante a entrevista de seleção. Desse modo, você perceberá suas falhas e saberá como retificá-las para tornar-se um profissional cada vez mais competente.


Fonte: http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/artigos/241001-como_entrevistar.shtm

Funcionário banho maria.


A famosa água que muita vezes colocamos no fogão para esquentar,alguma   alimentação que precisamos ingerir.Tratamos logo de colocar no fogo para que aos poucos possa esquentar ou até ferver.Não muito diferente quando tratamos os funcionários nas corporações,Existe inúmeros deles, que não conseguem trabalhar atarvés de cobrança e resultados mais rápidos.Ficam sempre em cima do muro, em continuar na corporação empurrando as suas tarefas com a barriga, ou optar por fazer a difernça.De que lado vc está, naquele funcionário BANHO MARIA, ou aquele  funcionário que precisa se DESTACAR.Muitas das vezes estes funcionários desempenham suas tarefas com má qualidade e empenho, porque  veêm nos seus gestores ou proprietários da empresa,tamanho desleixo quando precisam recorer aos mesmos para determinada  tefefa que precisa  ser  cumprida.

De onde vem o tradicional labirinto Cearense ?


O nome lembra espontaneamente uma trama de solução complicada, um caminho difícil ou de difícil saída, sinuoso, intrincado. Mas, labirinto é a denominação dada, no Ceará e, creio, em alguns outros lugares do Brasil, a um tipo de bordado que se faz desfiando o tecido, unindo fios e preenchendo espaços com cerzimentos em linha mercerizada, de calibre distinto da linha do urdimento ou da trama para formar desenhos decorativos. Valdelice Carneiro Girão diz que o labirinto é um “trabalho que merece o nome pelo emaranhado dos pontos, é o bordado de fio cortado, distendido numa armação de madeira, quadrada ou quadrilateral, chamada grade; é a seguir cheio, isto é, recoberto de bordados feitos à agulha” (SERAINE, 1983).

O labirinto seria então uma renda de agulha onde se emprega os pontos de corte, de fios tirados, milindro, cruz, relevo e cerzimentos. Mas também deve-se notar que alguns autores fazem reservas a qualificação das rendas de corte e de fios tirados como rendas posto que “toda a decoração executada num fundo preexistente (tecido) é um bordado, e o que distingue principalmente a renda, é ser aberta e não composta duma trama e barbim ou teia, mas de pontos semelhantes e diferentes, obtidos por uma disposição especial dada aos fios no trabalho, de modo a produzir um desenho que se faz com o próprio fundo, sobre o qual se destaca e do qual é inseparável” ( MAGALHÃES, sd).

O LABIRINTO NO BRASIL E NO CEARÁ

“A introdução do labirinto ou crivo no Brasil foi feita pelo povoador português. Mulheres portuguesas, tanto insulares como peninsulares, já conheciam tal lavor de agulha e linha” (RIOS, 1963), cita Oswald Barroso no seu ensaio “O labirinto em Canoa Quebrada (1977). Indiscutivelmente foram as portuguesas de trouxeram o labirinto para o Brasil, mas ainda não se sabe como se deu a difusão e a popularização dessa arte no estado.

Renda ou bordado o labirinto tem como principais áreas de incidência no Brasil, segundo a publicação da Funarte Artesanato Brasileiro: Rendas, as circunvizinhanças das cidades de Arez e Tourinho, no Rio Grande do Norte; Juarez Távora, Serra Redonda e Caldas Brandão, na Paraíba; Marechal Deodoro, em Alagoas; e as localidades de Três Riachos e São Miguel no município de Biguaçu e Celso Ramos, em Santa Catarina. Embora o livro não cite, o labirinto também pode ser encontrado em povoados do Piauí e Maranhão. No Ceará, o labirinto se manifesta em toda a orla marítima, principalmente em Beberibe, Aracati, Fortim, Icapuí e Aquiraz. Mas, em algumas localidades ribeirinhas do Jaguaribe também são encontradas labirinteiras.
Sobre o lugar e quando o labirinto chegou ao Ceará também não existe dado preciso. Oswald Barroso diz que, no Aracati, “chegou através de seu porto, nos navios que ali comerciavam, no início do século XVIII”. Pode-se fazer algumas outras suposições.

No tempo do início da colonização cearense, cem anos depois da chegada dos europeus, embora aqui e acolá já houvesse no país quem manipulasse com perfeição um tear e mesmo plantasse algodão para fazer o seu ofício, ainda poucos eram os brasileiros que se vestiam com tecidos. Apenas se fazia tecidos bastante grosseiros para cobrir os corpos de índios missionados e africanos escravos em momentos mais solenes como festas ou rituais religiosos. Mesmo no trabalho era pouca a roupa que se usava e até os padres tinham dificuldades de obter tecidos para as suas vestimentas. Num ambiente assim, de complicada obtenção de tecidos, fica difícil se imaginar o desenvolvimento de atividades ligadas aos bordados ou as rendas.
Pode-se imaginar também que, algum tempo depois, em meados do século XVII, no período do domínio holandês no Nordeste, alguns nobres ou funcionários da corte de Maurício de Nassau fizessem uso de rendas em seus vestuários o que era grande moda na Europa, principalmente sabendo-se que os países baixos eram na época, como ainda hoje, importantes produtores desses trabalhos. Também não seria de estranhar se donos de engenhos que, segundo Gilberto Freire, viviam vida extremamente luxuosa fizessem uso de rendas orientais ou européias.

No século XVIII, açorianos trazidos para o Brasil acrescentaram à fiação e tecelagem do algodão e outras fibras, a do linho e da lã. É nesse tempo que surge o tecido de padronagem axadrezada ou riscada de cores contrastantes, ainda assim eram tecidos grosseiros.

Muito provavelmente, apenas em meados do século XIX é que são difundidas, no Ceará, as rendas de corte. Levantamos essa hipótese em virtude da importação de mão de obra mais especializada, principalmente oficiais e artesãos, que foi promovida pelo presidente José Martiniano de Alencar, durante o seu governo, resultando na vinda ao Ceará de 120 emigrantes açorianos, região onde os bordados em ponto de crivo ou labirinto são bastante difundidos e de elevada qualidade. Acreditamos que a partir daí essa arte propagou-se de modo caseiro sem um processo de ensino determinado, isto é, seguindo o simples princípio da imitação. Também muito provavelmente, os usos iniciais desta arte se deu na decoração de roupas brancas e tecidos de uso doméstico como toalhas de mesa e colchas de cama das famílias mais abastadas, assim como nos paramentos e outros adereços religiosos.

No Ensaio Estatístico da Província do Ceará, de 1863, Thomaz Pompeu de Sousa Brasil diz que os tecidos grosseiros e redes de dormir “fazem-se em teares movidos a braço das tecedeiras”, que as “obras de agulha, costuras e labyrinthos são todas a mão” e que “as mulheres costureiras, tecedeiras, fiandeiras, etc. elevar-se a 40.000 o seu número”. Note-se que nessa época havia no estado onze lojas de roupas e calçados feitos, sendo seis brasileiras e cinco estrangeiras; e que todos os tecidos vinha do exterior, principalmente da Inglaterra. Nos anos de 1855, 1856, 1857 aparecem nas estatísticas de exportação para o pais o item “rendas”.

No catálogo dos produtos do Ceará remetidos a Exposição Preparatória do Rio de Janeiro da Exposição de Chicago de 1892, onde foram expostos palas, lenços, fronhas, casaco, frente de saias, e toalhas de labirinto, pode-se ler que em se tratando de Crivo, bordado, costura, etc., “pouco o Ceará tem que invejar”. E comenta: “Não são conhecidos os pontos de Bruxellas, Malinas, Alençon, etc., da indústria européia, mas o cearense rivaliza com estes”. Chama a atenção a informação que “os produtos desta indústria não são cotados pelo seu justo valor; ao trabalho de um mês de aturada aplicação, paga-se como se fosse de um ou dois dias”, revelação que diz do secular pouco desprestígio que se dá ao trabalho de nossas artesãs.

Fonte:olharaprendiz.com.br

Calça Jena agora é lavada no freezer


A urgência em economizar água fez brotar uma alternativa que deve movimentar o mercado da moda: o jeans que não é lavado nem precisa passar. A novidade foi apresentada em uma feira sobre sustentabilidade, em Berlim, no ano passado, e inspirou a empresária mineira Jandira Barone, da Tristar, que estava no evento alemão.

De volta ao Brasil, Jandira criou o jeans que fica limpo apenas no processo de congelamento, no freezer caseiro. A peça será vendida junto com uma sacolinha com vedação, própria para temperaturas baixas. Doze horas dentro do freezer são suficientes para matar as bactérias e tirar o cheiro de uso, mas o ideal é deixar o dobro deste tempo.

“Nossa preocupação é prioritariamente com a ecologia. Vai economizar água, sabão e energia para passar”, diz Jandira, lembrando que o freezer já fica ligado à geladeira mesmo.

A empresária explica que as peças são orgânicas – algodão, fibras e tingimentos que não levam agrotóxicos em nenhuma das etapas – da matéria- prima à calça jeans pronta. Mas não poderia ser totalmente fashion se não apelasse para o que há de mais disputado nessa área: a exclusividade. “À medida que vai congelando e descongelando, o tecido amacia e a calça fica com o formato do corpo da pessoa”, defende Jandira.

Da mesma forma, se algo respingar na peça, o resfriamento fará com que a mancha seja incorporada ao modelo, tornando-o mais pessoal ainda. “Os consumidores não compram calças puídas, detonadas, manchadas? O conceito é o mesmo, só que será um detalhe produzido pelo próprio usuário”, diz.

Mas se o líquido derramado na roupa for, por exemplo, graxa ou gordura e a pessoa quiser lavar, não há nenhum problema em usar água e sabão. A diferença é que a lavagem muda um pouco o formato da peça, característica que o congelamento mantém. Calças e shorts jeans com embalagens para o freezer são as primeiras unidades que a Tristar vai lançar com sua própria marca.

Há 35 anos no mercado, a fábrica, do Rio de Janeiro, abastece grifes como Animale, Espaço Fashion, Enjoy, Checklist, Ecletic e Botswana. A comercialização será feita a partir de abril, através de consultoras de vendas, do tipo das que vendem de porta em porta, e também em lojas multimarcas. Jandira ainda não definiu o preço, mas acredita que as lojas devem fixar algo em torno de R$ 300 para as calças, que são dupla face. Além de não precisar lavar, é só virar pelo avesso para usar a mesma roupa como se fosse outra. Isso é que é otimizar.

Mercado do artesanato têxtil


Como costureira minha ocupação atual fixa-se no artesanto têxtil, ou seja, faço e crio produtos para casa e para uso pessoal a partir de tecidos e linhas.
O que observo é que o mercado brasileiro oferece uma gama de tecidos nem tão baratos e acessíveis a todos e que pelo custo deixa muito a desejar.
Nosso produto peca em qualidade, não tem comparação com o importado e isso é uma lástima.

Um exemplo é o cânhamo nacional, produto muito usado para o bordado, mas que nunca oferece aquele visual delicado e clean que se espera. Logo, falta-nos um bom linho para bordados, que seja acessível a compra e para a composição de preço do produto final.

Outra coisa que fica muito ruim quando vamos às compras de tecidos é que nem todos trazem a composição e a origem. Já que se cobra tanto as etiquetas nas roupas penso que uma fiscalização quanto aos tecidos também seria muito bem aplicada.

O Patchwork é uma técnica que transforma retalhos em peças de arte. Embora alguns nos chamem de doidas porque gastamos pequenas fortunas comprando tecidos, para depois picotá-los, essa é uma arte antiga e muito difundida nos Estados Unidos, Europa, Ásia e outros, mas fora isso é uma técnica que aproveita diversos tipos de tecidos e aceita vários ornamentos, o que dá a cada peça criada seu estilo e personalidade.

Algumas peças são especificamente criadas para concursos e normalmente tornam-se decorativas, mas a pratica é da criação de peças utilitárias em cama, mesa, banho, presentes... em época de consciência ecológica as bolsas, sacolas e mochilas são peças muito bem aceitas.
Visite nosso site conheça as muitas artesas da área e o quanto são valorizados os produtos têxteis.

http://saladecostura.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Indústria têxtil: Brasil tinha Haiti como trampolim para exportação


RIO - A ideia da indústria têxtil brasileira era usar o Haiti como trampolim para suas exportações aos Estados Unidos, mas o desastre natural no país caribenho adiou por tempo indeterminado os planos da comissão de empresários que esteve lá em setembro de 2009. O Haiti é beneficiário do programa americano Haitian Hemispheric Opportunity and Partnership Encouragement Act (Hope), que concede tarifa zero para a exportação de peças de vestuário confeccionadas no território. Já para os produtos têxteis brasileiros, as taxações chegam a 22%, o que levou empresários a buscar no Haiti a mesma dinâmica da China: o baixo custo de produção pela mão de obra barata.

Empresas de outros setores que têm filiais na região do terremoto não foram prejudicadas pelo desastre e estão ajudando a população com o envio de alimentos, máquinas, equipamentos, serviço social e dinheiro. Há um ano no Haiti, a construtora OAS se colocou à disposição da Organização das Nações Unidas para questões humanitárias. A construtora fica a 200 km da capital Porto Príncipe, com 22 funcionários. A AmBev, que tem fábrica na República Dominicana (país vizinho ao Haiti), aproveitou parte ociosa das instalações para engarrafar 420 mil litros de água em embalagens de 1,5 litro para as vítimas do terremoto – o que não é uma prática da empresa – em parceria com a Pepsi e a Fundação Antônio e Helena Verrenner.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, o Haiti tem cerca de 23 confecções de capital estrangeiro e exporta US$ 500 milhões em peças de vestuários para os Estados Unidos por ano, quase o dobro do volume vendido pelo Brasil (US$ 240 milhões). Segundo Diniz Filho, o incentivo concedido aos haitianos pelo governo americano pretende estimular o comércio exterior e contribuir para o desenvolvimento econômico do Haiti.

 Mas, como empresário e presidente da Abit, lamento quando uma empresa sai do Brasil e vai gerar emprego em outro país – critica Diniz Filho. – Também lamento muito ver o exército brasileiro ajudando no Haiti vestindo fardas fabricadas na China – completou.

O diretor da construtora Odebrecht para a República Dominicana, Marcos Machado, esteve no país na última segunda-feira. A empresa enviou como auxílio ao Haiti dez máquinas e dez operadores, cabanas de camping, mantas, lonas, gasolina para aeronave, água potável e remédios.
Tem muita coisa caída a impressão é q a cidade foi bombardiada – conta. A Odebrecht está na república Dominicana desde 2002, aonde tem seis projetos em andamento.

Fonte:jbonline.terra.com.br

Tecido 100% PET reclicado para camisas esportivas


As empresas fabricantes de camisas esportivas se desdobram em inovações para aperfeiçoamento de tecidos, tramas e para ganhar a atenção dos consumidores. Tratamento antimicrobiano, tecnologias dry fit, tec dry, aplicação de nanopartículas para melhorar a performance e vida útil do tecido, aplicação de design por sublimação etc. No entanto, ainda não encontrei quem utilize o PET reciclado para confecção dessas camisas, que em sua maioria são feitas 100% de poliéster, como as de ciclismo.

Alguém conhece alguma solução esportiva que traga toda essa tecnologia já divulgada no mercado feita a partir da reciclagem de garrafas PET?

Fonte:Daniel Colucci

daniel@dosualdocolucci.com.br
                                           http://www.dosualdocolucci.com.br/

Saiba mais sobre a moda ecológica



Indústria da moda vem respondendo à demanda por moda ecologicamente sustentável e bonita Reuters.
Os consumidores vêm se conscientizando cada vez mais com relação às mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e as más condições de trabalho no setor têxtil, especialmente na Ásia.
Alguns processos convencionais como a limpeza de lã, o curtimento e descoramento de couros e o tingimento e estampamento de tecidos consomem grandes quantidades de água, energia ou substâncias químicas tóxicas, além de emitir efluentes.
Lucas Assunção, da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), disse que a indústria da moda vem respondendo à demanda por moda ecologicamente sustentável e fibras naturais que sejam belas.
Hoje a moda ecológica atrai entre R$ 270 milhões (US$ 150 milhões) e R$ 362 milhões (US$ 200 milhões) em vendas por ano, o que para ele representa "uma parcela cada vez mais importante do mercado.
A estilista britânica Sarah Ratty, da Ciel, usa tecidos feitos de fibras naturais ou produzidos de maneira ambientalmente correta, muitos dos quais ainda não chegaram ao conhecimento da maioria dos consumidores.
Quando pensam em moda verde, muitas pessoas pensam apenas em algodão orgânico. Mas há muitas outras fibras que podemos usar, como sedas de cânhamo, um tecido muito verde que devolve nitrogênio ao solo.
O estilista cameronês de alta-costura ecológica Anggy Haif trabalha há dez anos com fibras naturais que incluem ráfia, casca de árvores e sementes colhidas na floresta.
Comecei porque vi que, em meu país, os têxteis modernos tinham tomado o lugar dos tradicionais, que estavam desaparecendo. A ideia foi revigorar o artesanato tradicional local. Hoje o mercado está ótimo em meu país e está se espalhando na África.
Mas o estilista dinamarquês Ingwersen disse que a moda verde pode perder força se os consumidores não encontrarem roupas que tiverem vontade de vestir.
Se não inspirarmos outros estilistas, o usuário final e a mídia da moda, esta tendência vai morrer dentro de dois ou três anos e não terá passado de um modismo passageiro.

Fonte:entretenimento.r7.com


Tecido 100% PET reciclado para camisas esportivas


As empresas fabricantes de camisas esportivas se desdobram em inovações para aperfeiçoamento de tecidos, tramas e para ganhar a atenção dos consumidores. Tratamento antimicrobiano, tecnologias dry fit, tec dry, aplicação de nanopartículas para melhorar a performance e vida útil do tecido, aplicação de design por sublimação etc. No entanto, ainda não encontrei quem utilize o PET reciclado para confecção dessas camisas, que em sua maioria são feitas 100% de poliéster, como as de ciclismo.
Alguém conhece alguma solução esportiva que traga toda essa tecnologia já divulgada no mercado feita a partir da reciclagem de garrafas PET?
Obrigado e um grande abraço,


Fonte:Daniel Colucci



daniel@dosualdocolucci.com.br


www.dosualdocolucci.com.br

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Produção de vestuário arrasada no Haiti


Na sequência do terramoto que assolou o país, os estragos causados ao setor de vestuário afetaram grande parte da produção e vão demorar meses até serem eliminados. Num dos países mais pobres do mundo, o setor tem um papel fundamental na economia.

O setor de vestuário, que é crucial para o Haiti, viu a sua produção cair de 50% a 70%, na sequência do terramoto que assolou o país, de acordo com executivos do setor. Segundo estes responsáveis, a retoma da atividade vai demorar pelo menos três meses. «A situação é muito crítica e está ainda a ser avaliada», afirmou Fernando Capellan, dono do Grupo M, fabricante dominicano de têxteis, que possui uma fábrica com 4.000 trabalhadores na extremidade Norte da ilha.

O Norte do Haiti não foi tão danificado como a capital Port-au-Prince. Por isso, a empresa do Grupo M tem trabalhado em plena capacidade, segundo Capellan. No entanto, o responsável referiu que o terramoto destruiu muitas outras fábricas e que o principal porto do país está paralisado, mantendo parada a maior parte da sua produção.

Um dos produtores mais afetados foi o Palm Apparel Group, segundo o qual centenas de trabalhadores foram soterrados quando uma das suas fábricas desmoronou, no pior terramoto registado no país em 200 anos. De acordo com uma fonte, a empresa de vestuário Quick Response, também foi duramente atingida e «provavelmente nunca vai reabrir».

Mike Todaro, diretor da American Apparel Producers Network (APPN) revelou que «poderá levar pelo menos um mês para o porto principal reabrir», acrescentando que «cerca de 70% da produção do país está estagnada. O local não foi tão duramente atingido como muitos pensavam e o governo está a apressar-se para reconstruí-lo, de forma a receber muito material médico necessário para o país tragicamente devastado».

Um porto inoperante significa que os produtores precisam de deslocar as suas mercadorias por camião para a fronteira com a República Dominicana, uma tarefa que é difícil de conseguir, pois muitas estradas estão paralisadas e lotadas com milhares de refugiados que procuram ajuda através da fronteira.

Mas, apesar da tristeza, os executivos estão optimistas no regresso à normalidade em poucos meses. No entanto, afirmaram que o impacto real do terramoto vai atrasar os muito necessários melhoramentos à infra-estrutura do Haiti.

O Haiti produz principalmente t-shirts, roupa interior e uniformes para exportação para o mercado norte-americano. A confecção é um dos principais setores econômicos do país, o mais pobre do Hemisfério Ocidental. «Muito do que existe é produção ligeira com maquinaria básica que pode ser restaurada rapidamente», afirmou Capellan, acrescentando que «a maior parte da produção deverá ser retomada no prazo de três meses, pois os maiores fabricantes não foram afetados».

No entanto, o governo do Haiti vai precisar trabalhar arduamente para recuperar o investimento no setor, que estava previsto aumentar após a recente aprovação da legislação HOPE II Act (Haitian Hemispheric Opportunity through Partnership Engagement), que permite aos produtores importar matérias-primas a preços mais baixos ou isentas de taxas alfandegárias.

«O Estado vai ter de introduzir incentivos fiscais para motivar as empresas a re-investir e vão precisar de fazer algumas reformas», referiu um observador anônimo. «Também estamos a pedir aos países desenvolvidos, onde esses fabricantes estão sedeados, para fornecerem incentivos para ajudar o Haiti a sair desta catástrofe», prosseguiu.

Muitos produtores norte-americanos, mexicanos e de outras nacionalidades, estavam a aumentar os investimentos no Haiti, devido aos benefícios fiscais. «Muitos tinham a esperança que esta legislação ajudaria a trazer o Haiti para fora da obscuridade», explicou Todaro, concluindo que «grande parte dos investimentos previstos verá agora atrasos significativos, à semelhança da esperança do país de melhorar a sua economia em declínio».


Fonte:portugaltextil.com

Palestra de toda a cadeia textil sem utilizar nenhuma palavra


Convido a todos para entrar no "youtube" e na seçao de vídeos teclar "marciocantanhede". voces verao um vídeo ( SANYO200). Trata-se de uma palestra que fiz na Universidade Politecnica de Catalunya em Barcelona. Antes de apresentar o projeto de minha empresa denominado "Advanced Denim", o diretor da Universidade me pediu para que mostrasse em 5 minutos para os alunos, como é a cadeia textil desde o algodao crú até a fabricaçao de uma calça jeans. O vídeo dura aprox 3 minutos. Espero que gostem.


VALE APENA CONFERIR ESTE VÍDEO.

Novas empresas aceitam mais idéias e projetos inovadores, diz pesquisa


Ideias e projetos inovadores são mais aceitos por empresas que estão buscando se colocar no mercado do que pelas grandes empresas, segundo estudo realizado pelo IP (Instituto de Psicologia) da USP (Universidade de São Paulo).

“O motivo principal é o que chamamos de ambidestria organizacional, que é o fato de uma empresa ter de, ao mesmo tempo, manter aquilo que já conquistou e inovar permanentemente para não ficar atrás e sair do mercado”, explicou a psicóloga e autora do estudo, Lisete Barlach.

A pesquisa destacou que a maioria dos novos empreendedores entrevistados tentou vender uma ideia dentro de uma grande empresa, a qual resistiu em levá-la adiante.

Criatividade e inovação

De acordo com Lisete, o tema criatividade no trabalho é muito próximo de inovação, mas não é igual, pois existe diferença entre os dois termos. O profissional pode ter uma ideia criativa, mas não produzir inovação.

“Por exemplo, um cata-vento de criança e uma usina eólica têm o mesmo princípio de funcionamento. A ideia de transformar um cata-vento em uma usina é uma ideia criativa. Já uma inovação é o ato de investir em pesquisa, desenvolver a usina e conseguir pessoas que patrocinem esse empreendimento, ou seja, é transformar a ideia criativa em realidade”, afirmou Lisete.

Cultura da empresa

O mercado de trabalho atualmente exige que cada profissional seja um empreendedor inovador e criativo, já que as tarefas não são sempre previsíveis e lineares. Mas, para que as pessoas possam ser criativas e inovadoras, a cultura da empresa deve ser de incentivo.

“Um fator que ajuda é a segurança psicológica. Uma pessoa precisa de sentir confortável para colocar uma ideia na mesa, assim como precisa aprender a receber críticas. É preciso um clima favorável para novas ideias”, finalizou Lisete.


Fonte:administradores.com.br

Pós graduação de Moda à distância


O Senai Modatec de Belo Horizonte, em parceria com o Senai CETIQT do Rio de Janeiro, está
lançando o curso de Pós-gradução à distância, Especialização em Design de Moda e o MBA
em Gestão Estratégica de Vendas para os Mercados da Moda e Têxteis. Os cursos têm o
objetivo de promover a especialização e a formação profissional para atender à indústria da Moda.
Os alunos que optarem, no ato da inscrição, pelo pólo de Minas Gerais terão aulas presenciais em
Belo Horizonte, na unidade do SENAI Modatec, no Horto. Nesta unidade, estão disponíveis:
laboratório de informática e biblioteca complementar para consulta.

Para mais informações, consulte o edital dos cursos no endereço www.fiemg.com.br/senai ou
www.cetiqt.senai.br ou entre em contato pelo telefone (21) 2582-1001.

Fonte:taistozatti.blogspot.com

Indústrias Têxteis de São Paulo estão livres de novo FAP.


As empresas continuam contando com a Justiça para impedir o aumento da alíquota de contribuição previdenciária a ser paga em 2010. Com a mudança no cálculo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) feita pela Previdência Social no fim do ano passado, há quem tenha um aumento de até 100% na parcela patronal ligada aos riscos de acidentes de trabalho. Por isso, o Sinditextil, que representa indústrias ligadas à confecção no estado de São Paulo, pediu e conseguiu uma liminar impedindo que suas filiadas sofram os aumentos.

Anexo liminar
Liminar a favor do sinditextil.pdf
A decisão é da 20ª Vara Federal Cível de São Paulo. Nela, a juíza Tânia Zauhy deixa claro não concordar com a falta de clareza do novo método. “Há ofensa à segurança jurídica, dado que as regras entre a administração e o Fisco, sobretudo aquelas que envolvem o recolhimento de tributos, devem ser transparentes.” Por isso, para a juíza, enquanto a Previdência não publicar oficialmente de que forma os Riscos Ambientais do Trabalho passaram a ser apurados, fica obrigada a cobrar da forma antiga. A decisão foi obtida pelo advogado Helcio Honda, assessor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

O Decreto 6.957/09, editado em setembro, é o responsável pelo descontentamento. A norma mudou a maneira como incidem os Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) — que variam em função do Fator Acidentário de Prevenção — no valor final da contribuição previdenciária. O novo cálculo, válido a partir de 1º de janeiro, usa o índice da faixa de risco do setor ao qual a empresa pertence. Os níveis leve, médio e grave ganham as alíquotas de 1%, 2% e 3% sobre a folha de salários, respectivamente, compostas pelo fator multiplicador chamado Fator Acidentário de Prevenção, o FAP. O assunto é detalhado pela Lei 8.212/91. Em 2003, a Lei 10.666 criou o cálculo do RAT.

A definição do FAP leva em conta os acidentes informados pela empresa no anterior, que geraram o pagamento de benefícios previdenciários aos empregados acidentados. É justamente isso que está intrigando as empresas. A reclamação é que o cálculo feito pelo site da Previdência mostra apenas o índice do FAP e lista alguns eventos de acidentes registrados em nome da empresa, mas não explica o método usado. A variável da Previdência se baseia na gravidade e na frequência dos incidentes, mas não revela como essa classificação é feita.

Em maio, o Ministério da Previdência Social baixou a Resolução 1.308/09, em conjunto com o Conselho Nacional da Previdência Social. Nela, listou os percentuais referentes à frequência, à gravidade e ao custo dos acidentes para o fisco. Os critérios para as alíquotas dependem de cada caso e, por isso, apenas o contribuinte pode saber o que influenciou na sua situação. São esses dados que ainda não foram liberados pela Previdência. A data para a entrada de recursos administrativos contra o índice fixado expirou na última terça-feira (12/1).

Segundo informações divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria, as mudanças feitas no seguro de acidente de trabalho devem gerar aumentos de até 200% nos custos das empresas com seguro. Das 1,3 mil atividades econômicas catalogadas pela Receita Federal, 866 serão afetadas pelas alterações.

A justificativa do governo para a criação do novo cálculo é o aumento de 13,7% no número de acidentes de trabalho em 2008, divulgado no Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho do Ministério da Previdência, no fim do ano passado. Os casos de incapacidade permanente decorrente de tarefas profissionais também aumentaram. Foram 28,6% a mais em 2008, em comparação a 2007. Em todos os casos, é a Previdência Social quem tem de pagar os benefícios mensais aos trabalhadores.

Reação em cadeia
Antes da liminar concedida pela Justiça paulista às indústrias têxteis paulistas, a Justiça Federal de Santa Catarina já havia dado duas liminares contra o novo cálculo. O juiz Claudio Roberto da Silva, da 3ª Vara Federal de Florianópolis, determinou a suspensão da aplicação do FAP às alíquotas do RAT das empresas Ondrepsb Limpeza e Serviços Especiais e Orcali Serviços de Segurança.

O juiz explicou que o FAP “é sim integrante do núcleo do tributo, importando, eventualmente, aumento da alíquota, por isso que incidente o artigo 150, I, da Constituição Federal, o qual cuidou de limitar o poder de tributar do Estado”. Por isso, a criação de uma “alíquota móvel, e móvel ao sabor de ação da administração”, acarreta em uma enorme insegurança jurídica no cenário tributário. Clique aqui e aqui para ler as decisões.

Fonte:estudandoodireito.blogspot.com

Você conhece a piaçava?


Quem nunca viu, ao menos ouviu falar. Está na cara que é uma fibra natural, mas você sabe de que planta vem? É um capim, é uma planta do brejo, é uma raiz? Afinal, de onde é extraída?

As piaçaveiras são palmeiras. A espécie de maior importância econômica é a Attalea funifera, endêmica do litoral sul da Bahia. Esclarecendo que uma espécie é considerada endêmica quando é encontrada somente em uma determinada região. “Piaçava” vem do tupi, das palavras pya e acaba, significando amarrar, nó, tecer, trançar, juntar. Os indígenas chamavam a Attalea funifera de “Japeraçaba”.

A fibra é extraída do pecíolo das folhas, não sendo necessário cortá-las para isto. A fibra “de primeira” tem várias aplicações, sendo a mais conhecida a fabricação de vassouras; e a “de segunda”, chamada borra, é usada como cobertura de construções rústicas, como quiosques e bangalôs.

A piaçaveira, além da fibra, fornece grande quantidade de frutos. A polpa pode ser empregada para fazer farinha. E o caroço, carvão de qualidade. As fibras naturais ganham cada vez mais importância como substitutas das fibras sintéticas. Tanto que 2009 foi o “Ano Internacional das Fibras Naturais”, instituído pela FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

O consumo é cada vez maior, porém a extração de piaçava é feita de forma extrativista. Em breve, em mais um Técnica Rural de Gestão e Inovação, você vai ver o trabalho do engenheiro agrônomo Carlos Alex Lima Guimarães, na região de Ilhéus, na Bahia, que está transformando a piaçaveira em cultura agrícola.




Fonte:clicrbs.com.br/blog/jsp

domingo, 24 de janeiro de 2010

Primeiro dia de trabalho:como causar uma boa impressão?


O profissional passou por todas as fases de um processo seletivo e conseguiu o tão almejado emprego. Mas agora, as dúvidas começam surgir... Como agir? Alguma preparação diferente deve ser feita para começar bem no primeiro dia? Deve-se procurar conhecer a empresa, pesquisar sobre ela?

O saber popular diz que a primeira impressão é a que fica. E a verdade é que essa premissa também é válida para o primeiro dia de trabalho. Um novo funcionário deve ter a preocupação em causar uma impressão positiva, mas deve ter em mente também que terá oportunidades de mostrar quem ele é, suas habilidades e capacidades durante todo o tempo em que estiver trabalhando nesta empresa, o que causará outras impressões mais ou tão importantes quanto a primeira. Procurar se sair bem é preciso, mas isto não deve ser motivo de preocupação em demasia, já que nem sempre é possível agradar a todos.

Sim, o início em uma nova empresa sempre é motivo de ansiedade, tanto para o novo empregado quanto para os colaboradores que já estão lá. Mas isso é perfeitamente normal, dizem os especialistas.

“Considero normal certa tensão no primeiro dia de um novo trabalho de qualquer pessoa, afinal, trata-se de uma situação nova, desconhecida e as pessoas realmente têm medo do desconhecido, mesmo sabendo que a mudança poderá ser para melhor. Sugiro aos iniciantes que tentem relaxar e sejam autênticos. Nada de excessos (camaradagem, entusiasmo ou mesmo interação com os novos colegas). É natural querer impressionar o chefe e os colegas, mas não se deve forçar a barra ou fazer promessas que não se pode cumprir, do contrário este comportamento tende a reverter negativamente para o novo profissional”, diz Reinaldo Silvestre da Silva Júnior, sócio-proprietário da empresa ZAP Trade (prestadora de serviço de TI) e consultor especialista em TI-GED, planejamento e gestão estratégica.

Ainda segundo ele, a ansiedade do primeiro dia de trabalho pode se tornar negativa quando ela impede o profissional de interagir ou mesmo de prestar a devida atenção na função a ser desempenhada. “A ansiedade, principalmente em ser aceito e em causar uma excelente impressão, podem atuar em detrimento do mais importante, o desempenho... e para ter um desempenho adequado é preciso estar em sintonia com as habilidades e conhecimentos que a função requer”, informa.

Mas é possível amenizar esta tensão: basta lembrar que este é apenas o primeiro dia de muitos que virão, e é preciso dar tempo ao tempo. “Um novo relacionamento está começando, e não é no primeiro dia que todos se conhecerão com profundidade ou que se formarão opiniões definitivas e consistentes. Enfatizo que o melhor é ser autêntico, assim as pessoas terão uma melhor oportunidade de estabelecer relações saudáveis. Minha dica para controlar esta ansiedade consiste em um exercício bem simples: antes de sair de casa, imagine como você quer que seja seu dia, sinta-se bem recebido e crie mentalmente uma atmosfera agradável. Quando o expediente começar de verdade, se você ainda se sentir tenso, discretamente, feche os olhos, respire fundo e tente sentir aquela atmosfera imaginada. Isto, com certeza, o ajudará a se acalmar”, complementa Reinaldo.

Uma boa estratégia é travar diálogos claros e abertos com parceiros, pois, segundo Jonas Kaffka, diretor da Holden Consultoria e RH, independente de qualquer situação, esse tipo de atitude demonstra interesse em conhecer o trabalho, as pessoas e a empresa. E isto é sempre bem visto. “Além disso, manter sempre o equilíbrio, mostrar-se humilde e competente ao que se é designado a executar são boas estratégias caso seja verificada alguma resistência de colegas com a chegada de um novo funcionário”, complementa Jonas.

O sentimento de ‘peixe fora d’água’ também é muito natural, porém, convém atentar-se para o fato de que ele é passageiro. Nem sempre as pessoas são empáticas, mas ingressar em novo emprego implica em estabelecer novos relacionamentos. “É preciso respeitar os espaços e não “pular” etapas. As pessoas irão interagir de maneira natural, e afinidades serão estabelecidas. Só não deixe que este sentimento, quando presente, atrapalhe seu desempenho profissional”, alerta Reinaldo.

Nesse quesito, trabalhar um pouco seu marketing pessoal pode ajudar a tornar as pessoas mais receptivas. Mas os especialistas no assunto alertam que, nesse sentido, todo cuidado é pouco, e o exagero pode depor contra você. Reinaldo nos diz que uma dura lição que aprendeu em sua carreira profissional, quando trabalhava em uma grande empresa do setor financeiro, está diretamente ligada a este assunto. “Eu não dava importância ao relacionamento interpessoal dentro da instituição como forma de me promover. Acreditava que apenas o resultado do meu trabalho falaria sempre por mim. Deixei de ser promovido algumas vezes por causa disto e, pior, não conseguia entender o real motivo. Na realidade, eu tinha uma falsa impressão de que quem cultivava relacionamentos com o ‘chefe do chefe’ na realidade era um grande “puxa saco” ou alguém que queria tomar o lugar do chefe direto, de forma leviana. Em verdade, isto era mais do que uma falsa impressão; era um preconceito meu. A duras penas aprendi que é extremamente saudável e necessário cultivar relacionamentos não só com as pessoas que convivem com você no dia-dia. É preciso que o resultado de seu trabalho chegue ao conhecimento das pessoas que fazem a diferença na hora da promoção ou que podem contribuir direta ou indiretamente para que isto aconteça. Não é preciso prejudicar ninguém pra se fazer isto, e conhecer estas pessoas, por mais que não seja um contato rotineiro, é imprescindível. Seu supervisor, seu diretor, seu superintendente e, claro, o cliente que você atende precisam saber quem você é e do que é capaz”, confessa.

E para aconselhar os profissionais em seu primeiro dia de trabalho, os especialistas dão as seguintes dicas: sim, procure causar uma primeira impressão positiva, mas não se preocupe tanto com isso. Seja bem humorado. Evite pequenos conflitos e aceite que você está em um momento de adaptação. Conheça as pessoas e permita que elas te conheçam. Seja disponível e acessível. Consiga o máximo de informações possíveis sobre o trabalho que irá executar e sobre a empresa em que vai trabalhar, mas vá além, procure saber também exatamente o que esperam de você como profissional. “Além de tudo isso, estabeleça objetivos e metas. Planeje-se, prepare-se e, acima de tudo, seja comprometido. As corporações precisam disto, de comprometimento, de gente que chame a responsabilidade e não que fuja dela. O problema não está em não saber, o problema está em não querer descobrir como se faz, em não ter o compromisso de descobrir e colocar em prática. Pense nisso!”, finaliza Reinaldo.

Fonte:Catho.com.br

Première Brasil supera as aspectativas


Estandes lotados, com gente sendo atendida até nos corredores, demonstraram, na primeira edição do Première Brasil, o quanto o mercado brasileiro estava carente de um evento de moda, focado na informação e na inovação. A primeira edição, não só do Brasil, mas de toda a América Latina, foi realizada no espaço Transamérica Expo Center, em São Paulo. A chancela da Première Vision – maior salão da indústria têxtil mundial, com sede em Paris (França), foi um dos principais atrativos para o grande público, estimado no primeiro dia em mais de 4.500 pessoas. Embora de curta duração - se encerra hoje, às 20 horas -, a feira, segundo expositores e visitantes, elevou o Brasil à categoria de lançador oficial da moda verão, já que as tendências da próxima estação foram apresentadas pela diretora de moda da Première Vision, Pascaline Wilhelm, antes mesmo de Paris – cujo salão acontecerá de 9 a 12 de fevereiro.
Fazer o Brasil se tornar líder no lançamento de tendências no Hemisfério Sul foi, aliás, o propósito anunciado pelo diretor geral da Première Vision, o francês Jacques Brunel, durante a abertura do evento. “Num país onde a criação é sofisticada e a indústria forte, esse tipo de evento é fundamental”. Otimista com o mercado brasileiro, Brunel já pensa na edição outono-inverno 2011, que, segundo ele, poderá vir a se realizar ainda este ano.
Expositores e visitantes também ficaram animados, mas ressaltaram que é preciso melhorar a estrutura de serviços da feira que, segundo muitos, deixou a desejar em termos de eficiência.

Evento compacto
As principais indústrias têxteis brasileiras como Cedro Têxtil, Tavex, Dalutex, Canatiba, Santanense, Tecnoblu, entre outras, estavam ao lado de fabricantes europeus como Miroglio Tessile (Itália), Deveaux, Philea Textiles (França) e Gratacós (Espanha), mostraram coleções de tecidos, malhas, estampas e aviamentos para o Verão 2011. “Estou muito bem impressionada com esta feira. Compacta, bem sinalizada e com foco em novidades. Para quem não pode viajar para a Europa, aqui tivemos uma boa mostra do que está sendo desenvolvido no Brasil e no mundo. Estávamos precisando de um evento assim”, elogiou a confeccionista Dora Machado, que veio de Minas Gerais e pagou para visitar a Première Brasil. Além de estilistas e empresários brasileiros, o salão também recebeu visitantes estrangeiros, a maioria sul-americano, como argentinos, colombianos e peruanos.

Organizado pela empresa Fagga Eventos, o salão reuniu 67 expositores de oito países como Brasil, França, Espanha, Itália, Turquia, Inglaterra, Alemanha e Uruguai e contou com apoio da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e no Sinditêxtil.

Fonte:textilia.net/sitenovo/portal_eventos