terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tecelã nº 1 da Feira Expõe Trabalhos há 38 anos


"A Feira do Largo é como cachaça, você começa e não quer mais largar". Com bom humor de mineira, a tecelã Zélia Scholz resume os 38 anos de trabalho na Feira de Artesanato do Largo da Ordem. Dona Zélia, que completou 80 anos de vida, no último 24 de novembro, tem a carteirinha número 1 da feira que, nas manhãs de domingo, cobre calçadas e ruas do Setor Histórico de Curitiba.
Se não chover ou esfriar, é possível encontrar dona Zélia em sua barraca perto do Palacete Wolf, na praça Garibaldi. Foi o local escolhido por ela desde os anos 1970 para expor e vender mantas, cachecóis e tapetes feitos em teares, de pedal e de mesa. "Compro lã de carneiro em uma fazenda", conta ela. "É um trabalho rústico e que sempre fez muito sucesso, chama a atenção".
A qualidade do artesanato de dona Zélia impressionava artistas nos anos 1970 e veio então o convite para expor os trabalhos no Setor Histórico. A feira, na época, foi a maneira encontrada para revitalizar a região. Eram pouco mais de 20 feirantes. Hoje são cerca de 1.300.
"No início, a feira era apenas uma quadra nos arredores da Igreja do Rosário e não tinha barracas. Eu escolhi meu ponto porque ficava na sombra de um poste, assim conseguia me proteger do sol", conta ela.
Dona Zélia mantém a tradição de apresentar ao público e aos turistas a legítima tecelagem artesanal. Ela também é professora da arte que aprendeu na infância, com a avó na cidade de Jacutinga, no interior de Minas Gerais, onde nasceu.
A mineira se mudou para o norte do Paraná nos anos 1950 e é mãe de sete filhos - Renê, Marcelo, Cley, Gustavo, Pedro, Carlos Eduardo e José Wille, jornalista da Rádio CBN em Curitiba.
A feira - a Feira de Artesanato do Largo da Ordem funciona das 9h às 14h e recebe aproximadamente 23 mil pessoas a cada domingo. Ela é administrada pelo Instituto Municipal de Turismo. São dez quadras do Setor Histórico com 1,3 mil barracas. É possível encontrar tecelagens, roupas, objetos de decoração, pinturas, livros, bolsas, bijuterias, calçados de couro.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Invasão Asiática Leva Ceará a Passar de Exportador a Importador de Têxteis


Líder nacional na produção de fios, índigos e lingeries, o Ceará está perdendo mercado para importados e fábricas para outros Estados
O Ceará é líder nacional na fabricação de fios, índigos e lingerie, mas está perdendo espaço no mercado externo e interno por causa da concorrência com os asiáticos - e com outros Estados, mais agressivos na guerra fiscal. Enquanto em 2000 o setor têxtil cearense respondia por 30,6% das exportações de produtos industrializados feitas pelo Ceará, hoje caiu para 8,32%.
O ano de 2011 foi considerado perdido para o setor. No primeiro semestre, a balança comercial do setor têxtil cearense registrou o maior déficit da última década: US$ 132,35 milhões. Trocando em miúdos, essa é a diferença entre o que foi exportado (US$ 44,26 milhões) e o que foi importado (US$ 176,6 milhões).
Os tecidos índigos de algodão (jeans) correspondem a mais de 50% da pauta de produtos exportados pelo setor têxtil cearense neste ano de 2011. Os principais países destinos das exportações são a Argentina e a Holanda, com participação de 46,7% e 11,6%, respectivamente.
A cadeia produtiva têxtil cearense gera 70 mil empregos, distribuídos em mais de 2.500 confecções. O setor responde por 16% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial cearense. Entre indústria e comércio de moda, o Ceará tem 1.980 empresas e 5.965 estabelecimentos.
Dificuldades. O industrial Ivan Bezerra Filho, da Têxtil Bezerra de Menezes (TBM), diz que, apesar da indústria cearense ser bastante competitiva, tem grandes dificuldades em relação ao câmbio e aos impostos em cascata praticados no Brasil. "O maior desafio pelo qual passa o setor hoje está relacionado às reformas que o Brasil teima em não fazer", comenta.
A TBM é uma das mais importantes fábricas de fios de algodão e fibras sintéticas do País e deve fechar 2011 com uma queda de 2% a 3% na produção em relação a 2010. "Da porta da fábrica para dentro, o segmento é extremamente competitivo. Agora, quando há impostos em cascata e gastos excessivos do governo, que fazem com que o País não baixe seus juros e o câmbio seja depreciado, fica complicado manter a competitividade lá fora", afirma Ivan Bezerra Filho.
Segundo ele, o problema não é causado pela Ásia, mas pelo próprio governo brasileiro que não faz reformas. "A consequência disso é que o produto asiático entra aqui mais barato, já que a nossa folha de pagamento é a mais pesada do mundo, provocada pelos altos encargos", acrescenta o industrial cearense.
Importações. Para tentar resolver o problema, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no fim do ano passado que o governo está mudando o regime tributário de importação para produtos têxteis, que era baseado no sistema ad valorem (em porcentual do preço do produto) para o ad rem (tributação tendo como referência o peso da mercadoria). O objetivo seria combater a importação feita de maneira desleal, com preços subfaturados, especialmente dos países asiáticos.
Mantega ressaltou que o governo fará uma petição na Organização Mundial do Comércio (OMC) para que essa proteção se torne uma salvaguarda provisória para o setor têxtil, que eventualmente pode durar 10 anos, como já ocorre com o segmento de brinquedos. "Acredito que em três meses a medida já estará em vigor", comentou.
"O ad rem torna mais difícil a entrada de produto ilegal, porque ele é um valor específico por unidade de mercadoria, de no mínimo um dólar e não um porcentual. Então, acaba com o subfaturamento", explica Bezerra Filho.
Guerra fiscal. Mas outro problema que afeta o setor é a guerra fiscal entre os Estados. Algumas empresas, como Vicunha, Santana Textiles e a própria TBM, já migraram e estão instalando unidades fabris em Mato Grosso, maior produtor e exportador nacional de algodão.
Enquanto as reformas não são feitas, para se manter competitivo, o setor aposta no diferencial da moda cearense. O Ceará carrega influência da cultura portuguesa em seu artesanato rico em rendas e bordados, como o ponto cruz e a renda renascença. Herança que contribui para despertar a vocação cearense do trabalho artesanal que se tornou referência no Brasil e no exterior pela peças decoradas com bilros, filés, labirinto e richelieu - bordado vazado feito à máquina no linho branco.
Projeto de desenvolvimento. O Brasil fechou o ano com um déficit comercial de US$ 5 bilhões no setor têxtil. Isso por causa do impacto nas empresas do chamado "risco Brasil", como a pesada carga tributária, os juros altos e os elevados encargos trabalhistas, além da desvalorização do câmbio.
Falta ao Brasil um projeto de desenvolvimento que indique até onde o País planeja chegar, segundo o economista Pedro Jorge Ramos Vianna, gerente da Unidade de Economia e Estatística do Instituto de Desenvolvimento. Industrial (Indi), ligado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). "Planos pontuais e isolados não levarão ao crescimento sustentável."
Dumping social. Na opinião do superintendente do CIN-CE, Eduardo de Castro Bezerra Neto, não há como o setor têxtil cearense ser competitivo no mercado internacional enquanto houver o "dumping social da Ásia". Isso porque, diz Bezerra Neto, enquanto o trabalhador brasileiro tem horário predeterminado pela legislação, remuneração negociada anualmente com o sindicato e a empresa paga tributo determinado pelo governo, no sistema asiático o operário trabalha em torno de dez horas por dia, não existem encargos, a tributação é mínima e as necessidades dos trabalhadores não são atendidas na proporção devida.
Para a diretora de Assuntos Internacionais da Fiec, Verônica Perdigão, a crise no segmento é um fenômeno nacional que se reflete no Ceará. Ela informa que houve uma queda de 16% na produtividade do terceiro trimestre de 2011 em relação a igual período de 2010.

Câmbio "Tira Roupa do Ceará"


Real valorizado deixou setor têxtil do estado no vermelho ano passado 


O Ceará deixou de ter superávit na comercialização de tecidos, tanto em relação a outros estados brasileiros, quanto nas trocas com o exterior. Em vista disso, a participação do setor têxtil nas exportações de industrializados na economia cearense caiu de 30,6%, em 2000, para apenas 8,32%, atualmente. 


Segundo a Agência Estado, 2011 "foi considerado perdido pelo setor", que amargou, somente no primeiro semestre, déficit de US$ 132,35 milhões, o maior da década. 


Apesar de reconhecer problemas como elevada carga tributária, infra-estrutura deficiente, burocracia e, principalmente o câmbio sobrevalorizado, o vice presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, observa que o Ceará está migrando para o ramo de confecções, que tem maior valor agregado, menor custo de mão-de-obra e necessita de menos espaço físico para operação do que as tecelagens. 


"Talvez o Ceará esteja pulando um estágio da produção. A produção de roupas não utiliza muita tecnologia, mas é um trabalho mais elaborado que a produção do tecido. Além disso, produzir tecidos exige mão-de-obra pouco qualificada e aí, o custo salarial faz a diferença", disse, acrescentando que até a China já está perdendo espaço para outros países asiáticos de mão-de-obra mais barata. 


"Sem dúvida, seria ideal unir o útil ao agradável e produzir, não apenas a roupa, mas também o tecido no Ceará. No entanto, se dentro da fábrica até se consegue melhorar a produtividade, o chamado "Custo Brasil" inviabiliza qualquer iniciativa", critica., destacando o efeito deletério do câmbio sobre a competitividade do setor.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tablet dos 10 mandamentos de gestão para revitalização empresarial


A frase “torne a sua empresa obsoleta antes que alguém o faça” é a dura realidade no mundo dos negócios.

Ainda que para muitos a chave da questão seja a tecnologia, uma reflexão cuidadosa nos levará ao ponto crucial: a cultura de gestão.

Pouco adianta colocar tecnologia nova a serviço de idéias velhas.

Os pontos fundamentais para condução de um projeto de sucesso são:

  1. Visão

É necessário responder, fundamentalmente, a seguinte pergunta: Qual é o nosso negócio?
Ao estabelecer o que queremos fazer, poderemos definir para quem, quando e como conduziremos nossas ações.
Mercados podem ser explorados ou criados, mas para isso precisamos de foco.
Indubitavelmente, o foco será determinado por nossa visão e dará o norte a todas as ações.

  1. Produtos

A visão nos dirá quais produtos fabricaremos e qual tecnologia deverá ser empregada, de forma a atender o público alvo.
Empresas buscam sempre mais clientes, quando poderiam explorar oportunidades naqueles conquistados. Produtos que tenham aderência no segmento alavancarão mais as vendas do que a busca de novas relações comerciais.
A produtividade da equipe de vendas pode ser substancialmente aumentada reduzindo os deslocamentos.
A venda é facilitada quando o cliente tem um fornecedor no qual confia e que lhe apresenta um leque de soluções.
Entender as necessidades do mercado, simplificar produtos, torná-los mais úteis, fáceis de usar, amigáveis, interessantes, charmosos, desejados, é a base para se manter competitivo.

  1. Materialização. Transformando ideias em realidade

Estabelecer relações com empresas que criam o futuro determina o futuro das empresas.
Quem não supera as próprias limitações já está superado. Para isso a adição de competência é determinante. Essa competência pode estar na mesa ao lado, como do outro lado do oceano.
A consciência da limitação, a curiosidade, o inconformismo, são poderes agentes inovadores.
A materialização de uma idéia demanda tecnologia e organização. Nesse ponto nasce o processo produtivo e se consolida a cultura de transformação.
O que fazer e como fazer estabelece quão competitivos poderemos ser, economicamente e tecnologicamente para o consumidor.

  1. Capital intelectual

Apesar de não ser um discurso novo, poucas empresas se dão conta do poder do pensamento coletivo.
Não fosse assim, os debates internos sobre produtos e futuro seriam mais frequentes.
Empresas, de modo geral, são reativas. Umas seguem as outras. Com produtos, formas de divulgação e canais de distribuição. Por essa razão, tornar empresas obsoletas, mais do que produtos, pulveriza os concorrentes e reduz sensivelmente a competição.
O grande trabalho nas empresas é aprimorar as relações humanas, com mapeamento de ideias potenciais e manutenção de talentos, criando alicerces para gestão do capital intelectual.
A criação do futuro é o futuro da criação. Criação não de artifícios, mas de soluções. Atualização de produtos não é suficiente em um mundo revolucionário e inovador.
Pense e aja ou pereça, esse é o mandamento.

  1. Gestão de imagem

Poucos são, muitos jamais serão!
A armadilha não é falta de potencial, mas de consciência. É fundamental saber o que fazer com o que se tem.
Podemos simplesmente vender a matéria ou o produto da matéria. Essa é a essência da riqueza nos negócios.
Como sua empresa e produtos são vistos pelo mercado é muito importante, como serão vistos, determinante.
O lançamento de um produto pela concorrência, pode colocá-lo no passado imediatamente. Quem digam os gestores das áreas de alta tecnologia.
Uma vez no passado, passado está.
A construção de marcas relevantes é a única maneira de manter a atração por empresas e produtos. Materiais e tecnologia estão cada vez mais disponíveis e acessíveis.
Relevância de marca e obsolescência de produtos são agentes poderosos na luta por um espaço na mente do consumidor e um lugar no coração.

  1. Relacionamento com o mercado

O sucesso não faz mais ninho apenas para o vencedor da competição, mas da coopetição. Aqueles que competem cooperando.
O consórcio em alguns projetos impede ações mercadológicas suicidas em outros.
Em uma competição, pouco resolve reduzir o preço quando o concorrente tem fôlego para mais.
Mais por menos, está transformando tudo em commodity, degradando produtos e descartando ideias. 
A princípio perdem as empresas e no final o consumidor, pois na tentativa de se manterem lucrativas acabam prejudicando os produtos para reduzir os custos. Nada é muito barato sem motivo. A quantidade de lixo espalhada no mundo, resultado de produtos descartáveis, é o espelho de nossas atitudes.
A relação com o mercado permite descobrir oportunidades de negócios lucrativos e eliminar aquelas cujo futuro não se mostra promissor.
Como distribuir os produtos, aproximar empresas e fãs, têm suas raízes na ciência do relacionamento.
Conhecer ansiedades e potencialidades nos permite afastamento das ideias commodities.

  1. Desenvolvimento comercial

O que tem feito muitas organizações venderem diretamente aos consumidores, sem intermediários, é o desejo e necessidade de potencializar os serviços de seus produtos.
A excelência comercial não é ter clientes, mas fãs. Aqueles que fazem fila na madrugada e acampam nas portas das lojas em dias de lançamentos. Que compram revistas pela expectativa de futuro, que são defensores de marcas e propagadores boca a boca.
Fãs que se dispõe a ouvir, para aprender e criar seu futuro.
Empresas comprometidas com o futuro quando se reúnem produzem imensa energia nas nuvens do progresso.
Os modelos comerciais tradicionais trazem um viés, onde os representantes comerciais por trabalharem com várias empresas e marcas se concentram nas vendas, enquanto os vendedores (com carteira assinada e trabalho exclusivo) é que representam as empresas, levando produtos, mensagens e imagens.

  1. Financiamento dos projetos

Empreendimentos precisam de três componentes: ideias, dinheiro e trabalho.
Ideias o mundo está repleto, embora muitas, ainda que valiosas, fiquem congeladas por anos e décadas.
O trabalho se obtém com a reunião da disposição e da competência. O homem é ávido por participar de algo que valha a pena. Mostre isso ao mercado e terá imensa fila em sua porta.
O financiamento de projetos no nosso país é assunto embrionário.  
Quantos anúncios você vê, por dia, mostrando ideias interessantes em busca de recursos?
Quantas empresas abrem as portas para ouvir criadores, inovadores e inventores?
A maldição da associação reside no modelo de sociedade. O capital precisa estimular a idéia e não sufocá-la.
No nosso modelo, o investidor, detentor de cotas, não nomeia representantes, vira gestor.  
O grande pecado ocorre quando o homem investe no paraíso e também quer morder a maçã.
“An  apple a day keeps the doctor away” não é uma boa prescrição no mundo dos negócios.
A busca por parceiros investidores ainda é o pesadelo da nossa engenharia financeira.

  1. Modelo de gestão

Essa é uma das complexas questões com que se deparam as empresas. Principalmente quanto mais inovadoras forem ou exigir o segmento de negócios.
Ideias não bastam ser revolucionárias, precisam ser úteis, amigáveis, para serem acolhidas.
Em tempo de combustível barato ninguém queria carro pequeno. Hoje, poucos se dispõem a adquirir um carro “bebedor”.
Perceber a inovação e a lucratividade da aplicação, é trabalho para visionários. Nesse ponto reside a grande dificuldade da delegação.
Podemos delegar comando, mas não o poder da visão.
O modelo de gestão, centralizado ou descentralizado, é o grande responsável pela preparação dos comandantes e líderes do futuro.
A atenção, a possibilidade de exposição dos talentos, o exercício da vocação  nos permitirão perceber se nossos futuros líderes estarão alinhados com os pensamentos das lideranças do futuro.
Os alicerces criados hoje serão as bases de sustentação das edificações empresariais amanhã.

  1. Comunicação

Comunicação é um poderoso instrumento de aproximação e afastamento.
Uma placa no portão dizendo “Cão Feroz” afastará as pessoas, porém se estiver escrito “O cão mais inteligente do mundo”, provocará filas de curiosos.
No meio empresarial, a comunicação adequada atrairá a atenção de consumidores, conquistará clientes, reunirá fãs, canalizará ideias e recursos.
Dos tambores aos meios eletrônicos seus efeitos são mágicos.
Na porta, leves batidas indicam uma visita, fortes e rápidas pancadas, uma urgência.
Um signo, uma frase, podem mudar comportamentos e marcar toda uma geração.
A comunicação, ao alcançar mentes e corações, provoca emoções e resgata lembranças, conduzindo pessoas em busca de materialização de experiências com aquisições. Por essa razão, marcas relevantes são acolhidas com carinho.
De acordo com Hal Hiney, especialista em comunicação: “Em um mundo onde todos estão nivelados, vence meu melhor amigo”.

Empresas, de modo geral, foram criadas para durar, mas isso só é possível com o sucesso.
Alastair Johnston, empresário de atletas, tem uma declaração que merece reflexão: “Vencer não é duradouro. O que dura é o sucesso. O sucesso dura mais do que a vitória”
  
A vitória pode ser conseguida em um lance de sorte, em um chute, um arremesso, uma rebatida, um deslize do adversário. O sucesso precisa ser construído, com uma vitória de cada vez, de forma persistente e consistente.
Para as empresas, a realidade não é diferente da realidade do atleta.
Assim como o atleta repete sua rotina para aperfeiçoamento e busca a inovação para sua própria superação, a empresa também tem suas necessidades de revitalização. Estas podem ser norteadas com o  Tablet  dos 10 mandamentos  de Gestão.

Parte de nossa natureza, o exercício para perpetuação ou a acomodação para perecimento é livre arbítrio em gestão.


Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo


Autor dos trabalhos

Seguro-desemprego é reajustado a partir de janeiro (Notícias MTE)


03/01/2012 - Seguro-desemprego é reajustado a partir de janeiro (Notícias MTE)
O menor valor da parcela será de R$ 622 e o maior de R$ 1.163,76. Têm direito ao benefício os trabalhadores demitidos sem justa causa, o pescador artesanal e o empregado doméstico cujo empregador recolha o FGTS
Com o reajuste do salário-mínimo, a partir de 1º de janeiro, os valores do seguro-desemprego também serão reajustados. O menor valor da parcela será de R$ 622 e o maior de R$ 1.163,76. Têm direito ao benefício os trabalhadores demitidos sem justa causa, o pescador artesanal e o empregado doméstico, desde que o empregador esteja recolhendo o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Todos os pagamentos gerados a partir de 1º de janeiro já sairão com  novo valor,  mesmo aqueles que terão apenas a última parcela a ser liberada.
O seguro é pago com base na média dos três últimos salários recebidos. Já a quantidade de parcelas, de três a cinco,  é calculada com base no período em que o trabalhador teve vínculo empregatício nos 36 meses anteriores ao requerimento. O trabalhador que comprovar vínculo empregatício entre seis e 11 meses, terá direito a três parcelas. Se o período for de 12 a 23 meses, quatro parcelas, e o trabalhador que comprovar vínculo empregatício de 24 meses terá direito a cinco parcelas.
O cálculo do valor do benefício varia de acordo com a média salarial. Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for de até R$ 1.026,77, o valor da parcela será o resultado da média salarial multiplicado pelo fator 0,8.
 Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa estiver entre R$ 1.026,78 e R$ 1.711,45, será aplicado o fator 0,8 até o limite da faixa anterior (R$ 1.026,77) e, no que exceder, o fator 0,5. O valor da parcela será a soma desses dois valores.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for superior a R$ 1.711,45, o valor da parcela será, invariavelmente, R$ 1.163,76.
 O trabalhador pode requerer o benefício a partir do sétimo até 120º dia após a demissão sem justa causa. Para tanto, deve procurar as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs), Gerências do Trabalho, Sine, ou postos/sindicatos conveniados ao MTE.
Os recursos são do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
 TABELA PARA CÁLCULO DO BENEFÍCIO
SEGURO-DESEMPREGO
JANEIRO/2012
Calcula-se o valor do Salário Médio dos últimos três meses trabalhados e aplica-se na tabela abaixo:

Faixas de Salário Médio
Valor da Parcela
Até R$ 1.026,77
Multiplica-se salário médio por 0.8 (80%)
De R$ R$ 1.026,78 até
R$ 1.711,45
O que exceder a R$ 1.026,77 multiplica-se
por 0.5 (50%) e soma-se a R$ 821,41.
Acima de R$ 1.711,45
O valor da parcela será de R$ 1.163,76 invariavelmente

Riachuelo Persegue Estilo e Poder de Compra da Classe C


Flávio Rocha: objetivo de democratizar a moda no Brasil

Varejista faz parcerias com estilistas para atrair consumidores da nova classe média, que estão mais ávidos por novidades.
Durante muito tempo, a estratégia das grandes varejistas de moda no Brasil para conquistar o consumidor era o preço.
Hoje, com o aumento do poder aquisitivo, o brasileiro também busca o estilo e as estratégias das grandes redes de vestuário têm se mostrado eficientes para captar essa tendência.
Exemplo disso é a Riachuelo, que focada nas classes C e D, conseguiu aumentar em cerca de 10% seu ticket médio no acumulado de janeiro a setembro do ano passado, cujo valor atingiu R$ 121,55.
A aposta da marca, segundo Flávio Rocha, presidente da empresa, é em roupas de alto valor agregado, ou seja, peças que têm mais detalhes e informações de moda.
"O perfil do nosso cliente está ficando cada vez mais exigente e mais antenado em moda", afirma.
Em novembro de 2011, a Riachuelo anunciou uma parceria com cinco estilistas brasileiros - André Lima, Martha Medeiros, Juliana Jabour, Huis Clos e Maria Garcia, que foram os autores da última coleção da marca.
A estratégia é para atingir o novo conceito de consumo das classes C e D, que representam 80% da clientela da varejista.
Conceito nos moldes da Zara
Há alguns anos, a empresa adotou o fast fashion, modelo utilizado por grandes varejistas como a espanhola Zara e a sueca H&M. Segundo Rocha, o modelo de negócios consiste na cadeia integrada de varejo, indústria e financeira.
"O objetivo do movimento é mostrar que existe energia além do varejo", afirma o empresário. Em 2005, a Riachuelo se integrou ao Grupo Guararapes, fabricante têxtil fundado há 62 anos por Nevaldo Rocha, pai de Flavio.
Para ele, a integração entre varejo e indústria evita gargalos e barateia custos. "Se um produto vende mais ou vira um fiasco, a fábrica tem acesso ao dado rapidamente".
Resultados
No acumulado de janeiro a setembro do ano passado, a receita líquida do Grupo Guararapes atingiu pouco mais de R$ 2 bilhões, um aumento de 19% referente ao mesmo período de 2010.
A companhia encerrou o período com 131 unidades e ceca de 400 mil metros quadrados em área de vendas. A produção totalizou 37,6 milhões de peças no período.
No varejo, o terceiro trimestre do ano passado foi marcado por uma retração nas vendas, fator nada abala nos planos do empresário para este ano. "O cenário futuro segue com otimismo, baseado em mudanças que vieram para ficar: aumento da renda e de gastos com moda e beleza", diz Rocha.
De olhos puxados
No início de 2011, a Riachuelo resolveu colocar um pé no país que tem a maior produção têxtil do mundo: a China. O aumento das importações não deve, por outro lado, concorrer com a produção brasileira da marca.
Localizado em Xangai, o escritório de representação tem como objetivo tornar mais eficiente a compra de peças consideradas mais "básicas".
Antes da abertura do posto, as importações representavam 8% das vendas da Riachuelo. Hoje, o peso dos importados já subiu para 12%.