domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Smaltochimica do Brasil"=Novo fornecedor de auxiliares têxteis chega com muita competitividade


Que já existem muitos fornecedores de auxiliares têxteis no mercado não é nenhuma novidade para ninguém. Tanto que as vezes nem damos bola para os recém chegados. Porém a empresa chamada "Smaltochimica do Brasil" está adentrando no mercado da região Sul e Sudeste ofertando uma grande vantagem aos seus clientes de tinturaria e beneficiamento têxtil e inclusive para alguns revendedores também: "Um preço adequado (baixo) dos auxiliares e aprestos têxteis". A filosofia desta empresa está embarcada no cenário mundial, com filiais em praticamente todos os continentes, incluindo o mercado mais competitivo atual, o da Ásia, palco de incríveis preços em matéria-prima. A Smaltochimica tem sua matriz na Itália e é líder mundial no mercado cerâmico faz tempo, e há poucos anos vem conquistando espaço no têxtil, através da prática do pensamento voltado ao "fazer os seus clientes venderem com preços adequados", e com isto impulsionando as vendas para ambos os lados: Se as tinturarias conseguem preços menores nas suas malhas, fios, tecidos, felpudos, consequentemente irão vender mais, e produzir mais também.

Atualmente a Smaltochimica está em ampla expansão e conta com vários clientes têxteis nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, que se dizem muito satisfeitos com o fornecimento. Mas não param por aí, pois já existem projetos de atuação em outras regiões também, logicamente incluindo o Nordeste. Porém tudo é uma questão de tempo e estruturação, pois o crescimento deve e precisa ser muito bem planejado e estruturado, de modo a fidelizar os clientes atuais e encantar os novos em potencial. Nada mais, nem nada menos !

É proibido proibir as Redes Sociais nas empresas


Um líder olha para o lado e vê aquele funcionário conversando pelo MSN com outro colega e logo pensa: “Preciso bloquear isso na empresa!”. De fato, se olharmos apenas para um lado, o MSN pode até tirar um pouco a produtividade dos profissionais, paralisando a atividade deles para trocar piadinhas sobre o chefe, enviar dicas de jogos e até receber links daquela mulher fantástica! Mas você pode resolver isso estabelecendo uma política de rastreio das mensagens indesejáveis que circulam internamente por ele. Só de mencionar esta idéia os funcionários com certeza terão mais cuidado com o que digitam. Mas visto por outro lado o MSN também traz alguns benefícios: agilidade nas comunicações internas e externas, dicas para aquela ferramenta freeware útil para o trabalho interno da empresa, dicas de links para novas idéias para aquela campanha publicitária e etc. Todos os líderes já pensaram em algum momento coibir a comunicação externa pela internet dos seus funcionários. É melhor estudar mais o assunto antes de cometer este crime.

O mundo mudou radicalmente, e estamos diante de uma nova forma de gerir as empresas e as pessoas. Os jovens que se formam hoje já vêm para o mercado com DNA digital. Ou seja, quase todos eles têm uma visão de mundo dentro da internet, como buscar informações ou se apoiar em estratégias rápidas para solucionar problemas usando a web como ferramenta. É como se eles tivessem nascido com a internet debaixo do braço. O comportamento desta nova geração que está chegando ao mercado de trabalho também vem com um comportamento diferente. Eles aderem radicalmente a ondas, modas ou idéias malucas com uma facilidade incrível. Lembram da idéia de andar no metrô apenas com as roupas de baixo? Posso citar aqui dezenas de outras que apareceram há pouco tempo. É como se eles precisassem que uma nova revolução nascesse todos os dias. Cabe aos líderes abrir espaço para algumas destas “revoluções de um dia só”, mas procurando ter pulso para que eles assumam a devida responsabilidade pelas consequências. Antes que as empresas pensem em estudar ou bloquear o uso do Twitter, é bem provavel que ele já seja uma ferramenta comum na empresa. Por isso sua empresa já pode estar refém desta situação. Está na hora de você correr para não ficar para trás.

Desde o início do ano passado as redes sociais caíram nas graças do mercado de internet brasileiro. O Brasil já se tornou um campo de testes ideal para novas ferramentas e tecnologias de redes sociais. Depois do crescimento do orkut, veio o Facebook crescendo em larga escala, e logo depois o twitter em um ritmo bem mais acelerado. A história do índice de crescimento no uso do MSN, Orkut e até o Facebook não chegam perto do que está acontecendo. Até junho do ano passado apenas 15% do mercado, estava conectado no “Twitter”. Ele já havia crescido 70% nos meses anteriores. Para se ter uma noção, até junho de 2009 apenas 2% dos usuários do serviço vinha do Brasil. Agora respondemos por 8,8%, ou o segundo maior mercado de uso da ferramenta no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (segundo estudo da Sysomos, divulgado pela revista IDGNow). Isso significa que ultrapassamos mais de 9 milhões de usuários do serviço no Brasil, um crescimento espetacular chegando quase a 25% dos internautas brasileiros. Isso significa que é natural esperar que o índice de uso cresça quase na totalidade do mercado de usuários da internet no Brasil e no mundo. E por isso mesmo, as empresas precisam olhar para as redes sociais como a ferramenta web de 2010. As redes sociais na internet representam mais uma oportunidade de negócios para um empreendedor ou empresa. E são justamente o uso destas novidades que podem fazer uma empresa ser mais atraente que outra. Mas o que fazer então?

Primeiro jamais pense em bloquear ou limitar o uso do Twitter na empresa. Se você fizer isso você quase que estará bloqueando o acesso à internet. Imagine os prejuízos que isso pode causar! Você estará fechando os olhos e o futuro da sua empresa. Seus profissionais precisam de informação para continuar evoluindo ou simplesmente ajudar seu negócio a permanecer no mercado. O Twitter é uma imensa ferramenta, muito poderosa em todos os sentidos. É preciso montar uma estratégia que abranda a divulgação de informações internas, externas até o marketing virtual.

No caso das informações internas você pode estabelecer um perfil geral por departamento e analisar se isso precisa ser privativo ou não. No caso de novas propostas ou informações externas você pode ou criar novos perfis para cada uma ou estabelecer um perfil por produto. Tudo vai depender do objetivo. O fato é que você deve pensar o que pode sair ou não sobre a empresa na internet de origem interna. As lideranças devem conversar com suas equipes internas e estabelecer uma política. Cuidado ao postar mensagens! É preciso lembrar que as redes sociais divagam notícias muito mais rapidamente que qualquer spam ou marketing pela TV. As pessoas em geral talvez não fiquem 8 horas por dia ligadas na TV, mas estarão muito mais conectadas daqui para frente na internet do que antes. E isso significa que uma mensagem mal colocada pode chegar a milhões de usuários em questão de minutos. Por isso a equipe interna deve pensar bastante se vale a pena ter algum acompanhamento interno para aquele perfil estratégico. Tudo deve ser analisado caso a caso.

No caso do marketing virtual através das redes sociais ofereça um benefício para seu cliente ter interesse em acompanhá-lo pela internet, seja pelo Facebook ou pelo twitter. Cada ramo de negócio vai exigir uma estratégia diferente, desde fornecer informações e dicas importantes até descontos em produtos aos seguidores. A qualidade e a necessidade das mensagens vai definir se seu cliente vai ou não segui-lo. Estabeleça uma frequência de divulgação das informações de forma que seu cliente se acostume com elas, mas assuma isso como definitivo, pois ele vai te cobrar se notar que as informações não estão mais chegando.

Não é fácil para as empresas e para seus líderes acompanhar as novidades com a velocidade que elas ocorrem hoje. Com certeza proibir o acesso às redes sociais não será a solução, será sua pior alternativa. Censurar a busca de novos caminhos vai limitar sua busca pelo crescimento e pelas inovações.

Por Márdel Vinicius de Faria Cardoso: tem 43 anos. É Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG. Pós-Graduado no MIT-Master Information Tecnology pela FIAP-SP.

Fonte:administradores.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Os 10 empregos mais perigosos da América

Antes de começar a se queixar sobre o seu emprego, veja a lista abaixo. Talvez você não goste do café e nem de seu chefe, mas pelo menos a ameça de morte ou grave lesão não paira sobre a sua cabeça. A ordem pode mudar, mas estes são normalmente os empregos mais perigosos na América.

1. Lenhador
2. Piloto
3. Pescador
4. Aço/ Soldador
5. Lixeiro
6. Fazendeiro/ Boiadeiro
7. Telhador
8. Eletricista
9. Motorista de caminhão
10. Motorista de táxi/ chofer

- Onde mora o perigo no Brasil

De acordo com o Anuário Brasileiro de Proteção de 2008 houve uma diminuição no número de mortes por acidente de trabalho no Brasil. Isso se deve em parte pela evolução da área de Saúde e Segurança do Trabalho que passou a exigir cada vez mais o uso de equipamentos de segurança. Em 2007 foram registradas 2.845 mortes decorrentes de acidentes de trabalho enquanto que em 2008 esse número caiu para 2.757.

Os acidentes tendem a ser fatais quando acontecem em locais onde o
trabalhador não consegue escapar, como mergulhadores profissionais, e
trabalhadores em minas subterrâneas e em plataformas petrolíferas. No
Brasil, porém, de acordo com dados da Fundação de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) o setor que mais mata é o madeireiro (no ano 2000 foram 37 óbitos para cada 100 mil empregados). Em seguida vêm as profissões ligadas à extração mineral como a extração de petróleo e a mineração subterrânea. Confira o número de mortes por atividade (a cada 100 mil empregados):

- Indústria madeireira: 37
- Extração mineral: 29
- Construção civil: 26
- Refino de álcool e petróleo: 25
- Setor energético: 18

Fonte:empresasefinancas.hsw.uol.com.br

Operários de tecelagem querem manter empregos com cooperativa


O fechamento da fábrica de tecidos Carmen, em Fernão Velho, no dia 15 de janeiro, após 154 anos de fundação, mobilizou os 230 trabalhadores, junto com o Sindicato de Fiação e Tecelagem da categoria para a luta em defesa da manutenção dos postos de trabalho na própria fábrica.

O secretário do Trabalho, Emprego e Renda de Alagoas, Regis Cavalcante, recebeu, na Secretaria, um grupo de operários da Carmen, acompanhados pelo presidente do Sindicato, José Maria Malta da Silva. Eles pediram apoio em busca de alternativas para resolver o problema que afeta centenas de famílias.

Regis Cavalcante disse aos operários que o governo do Estado se mobiliza para manter o empreendimento e garantir o emprego para dezenas de famílias. “O diálogo é a melhor forma para encaminhar as soluções, no momento de muita preocupação para os trabalhadores”, observou o secretário Regis Cavalcante.

O fornecimento de cestas básicas será providenciado e, através da Secretaria do Trabalho, deverá ser implantada uma política de qualificação de mão de obra e de intermediação de empregos, nas empresas alagoanas, para os operários.

Eles disseram que existe a possibilidade para formação de uma cooperativa que daria continuidade à produção de 8.500 metros de tecidos por dia, nas mesmas condições em que vinha ocorrendo até o fechamento. A fabricação de tecidos da Carmen vinha atendendo a encomendas de vários Estados, como São Paulo, que compra para a demanda de confecções de alto padrão de qualidade.

José Maria Malta disse que a proposta para formação de uma cooperativa tem o apoio da própria fábrica, conforme transmitiu aos operários o diretor Roberto Brito. “Existem, na Carmen, 48 máquinas mais novas e 100 máquinas mais antigas, de um investimento feito ainda em 1973, que deveriam continuar produzindo”, declarou José Maria Malta.

A fábrica de Fernão Velho enfrenta crises desde a década de 70 e chegou a fechar durante um ano, em 1978, quando uma parte dos funcionários recebeu indenizações que incluíram as casas em que moravam, construídas pela indústria.

Em 1979, três sócios do grupo Othon reabriram a tecelagem com mais 40 máquinas, reforçando o processo de produção. Mas as crises não tardaram, provocando constantes atrasos de pagamento salariais, como ocorreu em 2007, e geraram processos de 360 pessoas que foram demitidas e não receberam seus salários. Há pendências ainda relativas a FGTS e imposto sindical.
Tags: fim



Fonte:gazetaweb.globo.com

Que tipo de experiência você quer para sua carreira?


Um dos pré-requisitos para muitas empresas na contratação de um profissional é a experiência que ele acumulou na sua área de atuação ou até mesmo em sua vida como um todo. Mas afinal de contas, como definimos se uma pessoa é experiente o suficiente para ocupar uma posição e alcançar os resultados esperados? O que conta nesse caso: o tempo de experiência, o conhecimento adquirido, as empresas pelas quais passou? Ou será que o potencial de adquirir experiência também conta?

Para analisar esse conceito, é imprescindível, antes de tudo, eliminar qualquer tipo de preconceito, que pode estar relacionado à aparência, idade ou origem de um indivíduo. Falo isso porque, nem sempre um profissional alinhado, de terno e gravata, com uma boa comunicação e 15 anos de experiência numa multinacional vai gerar os resultados esperados. Da mesma forma que, muitas vezes, um jovem de 25 ou 27 anos, apesar do pouco tempo de atuação no mercado de trabalho, já possa ter adquirido a experiência necessária para assumir tal função.

Experiência é bem diferente de tempo de experiência, ou seja, experiência é o quanto se aprende com o que se vive. Existem pessoas que passam anos fazendo a mesma coisa, enquanto outras realizaram durante o mesmo período, mais atividades, conhecendo culturas diferentes e empregando seus talentos estrategicamente para fazer a diferença por meio do aprendizado diário. Obviamente, o tempo de experiência pode ser um facilitador, mas como as mudanças ocorrem em um ritmo cada vez mais acelerado, a capacidade de aprender e se adequar a essas transformações passa a ser mais importante que os conhecimentos do passado, que nos servirão apenas como base e referência.

Em 2008, o Serviço Social da Indústria (SESI), publicou uma pesquisa que divulga o novo perfil do industriário no Brasil, para esse estudo foram avaliados os setores de alimentos, construção civil, têxtil, vestuário, metalúrgica, madeira e mobiliário, químico, petróleo e calçados. Trabalhar em equipe, ser flexível, dominar o processo produtivo da empresa e estar aberto a mudanças no ambiente de trabalho, foram os pontos mais relevantes necessários para a formação do profissional do futuro.

A sua capacidade de se adequar será vital para adquirir experiência, por isso, esteja atento às tendências hoje, para ser um dia, a partir do conhecimento que você obteve, aquele que dita as regras. O desafio é usar a experiência, explorar as oportunidades no presente para aprender incessantemente com o foco em resultados.

Não se prenda na idéia de que o tempo necessariamente trará a experiência. Com apenas 19 anos, Bill Gates com a ajuda de Paul Allen fundaram a Microsoft, hoje a maior empresa de softwares do mundo. Nesse empreendimento, Gates demonstrou não só conhecimentos técnicos e científicos extraordinários, mas também visão de futuro e uma estratégia para fazer do negócio uma fonte de lucro extraordinária. Essas características, portanto, não são privilégio apenas daqueles que possuem mais tempo de vida, mas sim dos que atuam de forma pró-ativa e são caçadores de oportunidades.

Para concluir, anote os passos para utilizar a sua experiência a partir de agora e moldar o seu crescimento:

· Seja Pró-Ativo. Não espere que o tempo e a insistência trarão a você os conhecimentos necessários, tenha iniciativa e adquira experiência.

· Para isso, seja flexível. A sua capacidade de acumular aprendizado está diretamente ligada à sua capacidade de atuar como um agente de mudanças. O mundo coorporativo muda a cada minuto, esteja atento a essas transformações e tenha o poder de se adaptar rapidamente.

· Utilize o seu potencial de acúmulo de experiência. Entenda que o ser humano aprende constantemente e nem sempre é necessário esperar 10, 20 ou 30 anos para se julgar preparado.

· Para agir dessa forma, antecipe-se. Tenha visão de futuro e invista sempre no autoconhecimento.

Fonte:administradores.com.br

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dez sinais de que a relação com o chefe não vai bem

Como é o seu relacionamento com o chefe e colegas de trabalho? O clima é tenso em seu setor, as pessoas não se falam direito ou o convívio é agradável e harmonioso?

O ambiente de trabalho é o lugar onde os profissionais passam grande parte do seu dia, por isso, a convivência com pessoas de diferentes personalidades pode resultar num ambiente prazeroso e de aprendizado ou, num lugar extremamente desagradável. Infelizmente, o segundo caso é uma situação que assola muitos setores nas empresas.

Diversos motivos podem levar a um mau relacionamento entre profissionais no ambiente de trabalho. Fofoca, pressão dos superiores, mal resultados, duelo de egos e até, há situações que nem ao menos se sabe o motivo inicial desses indesejáveis conflitos. Mas, tudo se torna pior quando o relacionamento ruim é logo com o chefe.

Essa situação no trabalho, principalmente entre “comandantes” e “comandados”, afeta de forma significativa a produtividade e desempenho de toda a equipe. Mas, como identificar que o relacionamento no trabalho não anda bem? E qual seria a melhor forma de procurar soluções para resolver esses problemas?

De acordo com a consultora de desenvolvimento organizacional da empresa Across, Cecília Lapertosa, para evitar conflitos e intrigas no ambiente de trabalho, todo profissional deve adotar uma postura respeitosa e focar nos assuntos e atividades da organização. “Os relacionamentos profissionais devem ter leveza, porém sem perder a seriedade que o trabalho e os resultados dele exigem. A troca de feedback verdadeiros e construtivos é a forma mais eficaz de se relacionar no trabalho, mas exige maturidade. Na maioria das vezes, aprendemos mais com quem é diferente de nós do que com aqueles que se parecem mais conosco”, afirma Cecília.

Em momentos de intrigas ou mal estar, Daniel Spinelli, consultor de desenvolvimento Humano da PS Treinamento Empresarial, afirma que não importa quem dará o primeiro passo para melhorar o relacionamento, tanto chefes, quanto funcionários devem cuidar da qualidade da relação. “É responsabilidade de cada um trabalhar na qualidade das relações interpessoais em todas as áreas da sua própria vida, inclusive as do trabalho. Não se deve delegar ao outro o poder de resolver os problemas que são seu”, aconselha o especialista.

Para Carlos Rosa, diretor da consultoria Trilha do Sucesso, empresa especializada em treinamento comportamental empresarial, quando já estiver instalado um conflito, a melhor opção é procurar o diálogo e a conversa com os companheiros de trabalho. “Sem dúvida, o dialogo é o principal caminho, mas bons gestores percebem o conflito ainda não revelado, em fase latente e buscam, através do diálogo, o entendimento. O maior erro é achar que o conflito desaparece se for evitado ou ignorado. Isto não ocorre, todo o conflito deve ser solucionado”, conclui o consultor.
Os especialistas Carlos Rosa, Daniel Spinelli e Cecília Lapertosa apontaram alguns sinais que revelam que a relação entre chefe e funcionário não andam bem. Confira dez situações que indicam essa situação e veja as dicas de como resolver esses problemas.


1) Falta de feed back entre chefe e funcionário – Muitas vezes, falta contato entre esses dois profissionais. Abra a porta para o feed back, tanto para dar, quanto para receber. Pergunte como o outro está vendo seu trabalho e que possibilidades de melhoria pode haver. Uma vez aberto esse canal, que deve ser cultivado de preferência a cada uma ou duas semanas, você poderá monitorar a qualidade da relação.

2) Falta de motivação do profissional – Há momentos que o afastamento entre chefe e funcionário favorece ao baixo rendimento. Busque melhorar a produtividade. E isso pode ser conseguido se você procurar constantemente saber se há uma melhor maneira de atuar para que seu trabalho contribua mais para o resultado final das atividades.

3) Falsidade – Sempre há aqueles que falam bem pela frente, e mal pelas costas da pessoa. Busque transparência. Uma relação madura é aquela em que as pessoas podem expressar seus sentimentos de forma aberta. Mantenha o hábito de expressar para o outro o que está sentindo, de uma forma respeitosa e em busca de amadurecer o relacionamento profissional. Use de franqueza e se prepare para ouvir a opinião da outra parte para então ajustar a sua visão do todo.

4) Boicote nas atividades de funcionários – Isso ocorre pela insegurança de alguns chefes que absorvem os créditos ou boicotam o trabalho de funcionários com medo de perderem seu cargo para eles. A solução é o superior do chefe perceber este boicote - às vezes é difícil - e se constatado, avaliar se compensa ter um líder com este pensamento tão mesquinho.

5) Boicote nas atividades dos chefes - O lado inverso também é uma insegurança do funcionário, por alguma razão, até de auto-estima o funcionário começa a procurar frequentemente o superior do chefe ou gerar boatos prejudicando o clima organizacional. Nesse caso, o chefe deve buscar ouvir mais o funcionário e dar a segurança necessária para o seu desempenho.

6) Ambiente “hostil” no trabalho – Caso o clima seja tenso em seu setor com grupos divididos e pessoas que não se falam direito, tenha iniciativa e procure deixar o ambiente leve. Cultive uma relação pessoal (na medida do bom senso e da autenticidade) com seus colegas de trabalho. Evite ficar 100% da relação com foco só em trabalho. Grandes oportunidades de amizades podem estar ao seu lado na empresa. De qualquer forma se isso não funcionar não se preocupe. Duas pessoas não precisam se amar para produzirem bem juntas.

7) Mau Humor -Você é um funcionário ou chefe que está sempre mal humorado no trabalho? Exercite o bom humor. É muito mais fácil e prazeroso se relacionar com pessoas bem humoradas. Aprenda a cultivar o sorriso e a simpatia.

8)Demonstração de desinteresse no que o colega de trabalho diz - Alguns profissionais tem o hábito de não dar atenção ao que outro fala, seja propositalmente ou por falta de atenção. Caso você seja assim, coloque-se no lugar da outra pessoa. Queremos muito falar e somos impacientes ao ouvir. Ouça com atenção sem julgamento e preconceitos que as arestas serão aparadas e o conflito eliminado.

9) Quando a divergência de opinião transforma-se em discórdia pessoal - Conflitos de opiniões são comuns no ambiente profissional, na qual, diversas decisões são tomadas diariamente. Entretanto, quando atuamos como se a divergência de opinião fosse uma discórdia pessoal, impedimos nossa capacidade de julgamento pragmático, pois somos emocionais e, geralmente perdemos a razão e a possibilidade de visualizar outro ponto de vista ou perceber a questão sob uma perspectiva mais ampla.

10) Fofocas na hora dos intervalos - É comum que nos intervalos na hora do expediente ou na parada para o almoço, funcionários tenham papos informais entre si. Mas, cuidado. Nesse momento evite comentários sobre as atitudes de outras pessoas (principalmente dos chefes), o que seria facilmente caracterizado como fofoca e pode trazer conflitos de relacionamento futuros.

As dicas acima, se incorporadas no comportamento de um profissional, podem aumentar consideravelmente suas chances de ter boas relações de trabalho e de sucesso profissional. Busque aplicar os conselhos dos especialistas em sua rotina com autenticidade e bom senso. É importante aprender a lidar com as diferenças, melhorar no que for necessário e buscar evitar guardar o conflito na gaveta pois, mais cedo ou mais tarde, este vai gerar algum efeito e prejudicar a sua relação com seu chefe ou colega de trabalho.

Fonte:administradores.com.br

Moda Italiana prepara particpação em evento no Brasil.


FLORENÇA (ANSA) - Um conjunto de pequenas e médias empresas da moda italiana participará no Brasil, em janeiro de 2011, da primeira edição da São Paulo Prêt-à-Porter.
A presença do país se tornou possível por meio de um novo projeto da Ente Moda Italia (EMI) em parceria com o Sistema Moda Italia (SMI) para promover o "Made in Italy" no mercado brasileiro e em toda a América do Sul.
O encontro terá uma área dedicada especialmente à moda italiana, que buscará criar associações com outros dois eventos de projeção internacional que ocorrem no início do ano na capital paulista: a Couromoda, feira de calçados, e a São Paulo Fashion Week.
"Entre os mercados emergentes do grupo dos chamados Bric [Brasil, Rússia, Índia e China], o Brasil e toda a área do Mercosul estão entre os mais atraentes para a produção de moda italiana", disse Gianfranco Di Natale, diretor-geral do SMI.
A participação no São Paulo Prêt-à-Porter é o resultado de uma série de missões empresariais organizadas com o apoio do Instituto para o Comércio Exterior da Itália. O evento abrirá oficialmente o calendário de atividades do "Ano da Itália no Brasil", que será celebrado em 2011. (ANSA)


Fonte:ansa.it/ansalatinabr/notizie

Vicunha, maior indústria têxtil da América Latina, irá para Cuiabá


O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, informou nesta semana que está articulando a instalação de uma grande indústria têxtil em Cuiabá. Olhar Direto apurou hoje, em Sinop, com o prefeito que se trata do Grupo Vicunha Têxtil.

De acordo com Santos, a planta da indústria será uma das mais modernas do mundo e vai gerar até 10 mil empregos. “Serão dois mil empregos diretos e outros oito mil indiretos. A chegada dessa indústria fará de Mato Grosso provavelmente o maior produtor de algodão do mundo”.

Santos afirma que as negociações estão avançadas e em breve deve começar a construção. “Cuiabá já foi definido pela empresa e a prefeitura já está adquirindo a área e buscando soluções de logística. Cuiabá tem localização estratégica, água e energia suficiente, além de que o Estado tem grande potencial para a produção de algodão. É realmente um ‘presentaço’ para todo o Mato Grosso e não só para Cuiabá.”

Wilson disse que o processamento do algodão aqui no Estado vai proporcionar a verticalização da produção: “Teremos condições de verticalizar a produção, desde a produção de algodão de fibra longa, até camisetas, calças jeans e outros produtos do ramo vestuário”.

A Vicunha é a maior indústria têxtil da América Latina, com mais 40 anos de experiência no mercado. Empresa de capital aberto e líder em diversos segmentos da indústria têxtil, conta atualmente com unidades nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Parte significativa da produção é destinada à exportação ou comercializada através de subsidiárias na Argentina e na Europa.

A empresa produz e comercializa índigo, brim, fibras e filamentos. Está entre os maiores produtores mundiais de índigo e brim, sendo responsável por cerca de 40% da produção nacional.

Fonte:olhardireto.com.br

Me amassa, me dobra, me joga dentro do forno.


Calças grossas, com textura emborrachada, parecendo feitas de plástico. Outras prateadas, como uma folha metálica maleável. Vincos e amarrotados que dificilmente serão desfeitos. Em um primeiro olhar, para obter efeitos assim tão diferentes entre si, seriam necessários diversos materiais. Mas são usados apenas dois, combiandos. Conheça o jeans resinado. Ele já existe há um tempo e é o que vai aparecer na coleção outono/inverno de algumas marcas.


Textura e brilho do jeans ficam alterados com a resina

A Cavalera, por exemplo, tem calças, jaquetas e coletes dourados, pretos e cinzentos – estes últimos, com jeitão de que foram esfregados em fuligem. A Reserva criou calças com brilho metálico. Já a Ellus até patenteou sua criação: o ‘leather denim’, um jeans com cara de couro.


Alguns tipos são transparentes e não alteram a textura do jeans

“A resina é um material de uso bastante amplo”, explica Patrícia Ribeiro, gerente de desenvolvimento dos jeans da Vicunha (que fornece para a Reserva). “Existem vários tipos, que podem ser combinados entre si.”

Não é só para mudar a cor e a textura que os resinados servem. Há alguns formatos que só são possíveis graças ao material. É o caso do ‘bigode 3D’ – as rugas no começo da coxa, que começam perto do zíper e se estendem pelas laterais da pélvis. Há ainda as resinas que seguram os vincos da peça, as que mantêm a coloração da roupa por mais tempo e as que dão uma mãozinha nos efeitos de lavagem. Existe até uma que estica, para ser aplicada em peças mais elásticas.


A resina também cria efeitos de lavagem nas peças

O produto, de origem sintética, pode ser aplicado tanto na tecelagem como na peça já confeccionada. “Só que quando é feito na lavanderia, o efeito não é tão uniforme por causa dos bolsos, dos passadores”, conta a diretora de marketing da Vicunha, Renata Guarniero. Mas pode haver suas vantagens: costuras podem ser cobertas, dando a impressão de que a peça é feita de apenas um corte.

A resina é pastosa, com consistência semelhante ao silicone – e, como tal, existe em várias consistências. Pode ser “passado” sobre a peça, tal como uma geleia, ou a jato, como um spray. Depois da aplicação, ela vai para o forno (!). “O calor polimeriza a resina e faz com que ela se funda ao jeans e tenha maior fixação”, explica a coordenadora de jeanswear da Ellus, Camila Zoldan.

Muitas das aplicações em roupas, como brilhos e paetês, podem deixar as peças frágeis. Não é o caso da resina. “Esses processos aumentam a durabilidade do produto”, diz a gerente de marketing da Canatiba (que fabrica para a Ellus, 2nd Floor e Mário Queiroz), Marli Vernille Guth. “A vida útil, porém, está atrelada ao uso de cada consumidor.”

Então, a peça pode ser lavada numa boa? “Depende do tipo da resina”, diz Camila. “É importante ler as instruções de lavagem na etiqueta de cada calça.” Isso porque a Ellus possui um tipo específico de resina, até patenteada, que faz com que a peça fique parecendo feita de couro. Batizado de ‘leather denim’, o material precisa ser lavado a seco.

Quem andou comprando roupas do tipo deve ter tido transtornos com a lavagem. Mas o problema parece ter ficado para trás. “Antigamente, as resinas eram de qualidade inferior e se desgastavam mais rápido”, diz Camila. “Mas, hoje, são melhores e feitas com maior fixação.” A Vicunha até recomenda o uso do ferro de passar em algumas peças, para que o brilho da resina seja retomado – levando em conta, claro, as instruções da etiqueta.

Em todo caso, valem algumas dicas, válidas para todo tipo de jeans, resinado ou não: estender diretamente ao sol, lavar com água quente ou usar secadora são proibidíssimos. Além de desbotar a coloração, podem danificar o elastano presente na composição do jeans.

Fonte:Blogs.estadão.com.br/moda




Exploração de estrangeiros na cadeia têxtil é debatida


Recentes notícias de operações policiais que acabaram em prisões de donos de oficinas de costura bolivianos (que empregavam outros imigrantes bolivianos) vieram à baila durante o 1º Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo

Por Bianca Pyl
São Paulo (SP) - "Vimos prisões dos imigrantes donos de pequenas oficinas de costura, mas não vimos nenhuma punição aos proprietários de grandes magazines que contratam os imigrantes", reclama Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante (Cami). As recentes notícias de operações policiais que culminaram na punição de bolivianos que exploravam outros bolivianos vieram à baila no 1º Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo, realizado semana passada na capital paulista.

O evento marcou o Dia Nacional do Auditor Fiscal do Trabalho - 28 de janeiro, juntamente com o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, oficializado pela Lei nº 12.064, de outubro de 2009 - e foi realizado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP).

Para o presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Paulo Sérgio de Almeida, as grandes empresas que contratam as oficinas de costura também devem ser responsabilizadas em caso de trabalho escravo. O representante do conselho, que é vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), lembrou que somente o visto provisório, viabilizado pela recente anistia a imigrantes em situação ilegal, não é capaz de impedir que os imigrantes sejam explorados e submetidos à condições degradantes de trabalho.

De acordo com Renato Bignami, auditor fiscal da SRTE/SP, a Seção de Fiscalização do Trabalho buscará estreitar relações com o Departamento de Polícia Federal de São Paulo (DPF/SP) com o objetivo de investigar juntos, cada qual dentro de suas competências, os casos de trabalho escravo (envolvendo estrangeiros) denunciados e flagrados até o momento.

"Enviarei um oficio para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para solicitar informações sobre o andamento dos casos que foram divulgados na mídia recentemente. Nosso objetivo é abrir investigações por parte da fiscalização do trabalho para buscarmos os responsáveis, tendo em vista a rede de relações empresariais e comerciais estabelecido entre oficinistas, donos de confecção e grandes magazines", anuncia Renato.

Para o auditor, é preciso aferir o envolvimento dos variados agentes envolvidos no negócio. "Os que colaboram, de alguma maneira, para que as condições de vida dos trabalhadores sul-americanos sejam tão precárias, por meio apenas do exercício do poder econômico - terceirizando os serviços de costura para essas precárias oficinas -, devem ser responsabilizados".

As prisões em flagrante de donos de estrangeiros donos de pequenas confecções, por si só, não resolvem muita coisa. "Melhor serviço à sociedade prestará a Polícia se investigar inteira e completamente todas as relações jurídicas que fizeram os oficinistas chegarem a esse ponto de precariedade, compreendendo as subcontratações em cadeia [terceirização] em sua plenitude, e não apenas buscando responsabilizar criminalmente o empregador direto desses trabalhadores escravizados", sugere Renato.

Estudos sobre a cadeia produtiva no ramo das confecções poderiam servir como argumento para que grandes magazines possam se comprometer com a verificação das terceirizadas contratadas, de acordo com Maurício Monteiro Filho, da ONG Repórter Brasil. Maurício apresentou o exemplo do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que conta com mais de 200 empresas comprometidas a cortar relações comerciais com fornecedores que utilizam mão-de-obra escrava em diversos setores da economia.

Responsabilização
Para Daniel Augusto Gaiotto, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2), todos os envolvidos na cadeia produtiva têxtil têm responsabilidade pelas obrigações relativas aos empregados. Segundo ele, a assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), nos quais as empresas se comprometem a verificar as condições de trabalho nas oficinas contratadas, já foi adotada como estratégia para atrair grandes varejistas.

"Em nossas fiscalizações, nós procuramos notas fiscais que comprovem o vínculo com as empresas contratantes. Além disso, tiramos fotos das etiquetas para reforçar essa comprovação. Com isso, dificilmente uma empresa irá se negar a assinar o TAC. Pelo menos nenhuma até agora se recusou", explica o procurador Daniel, que também é representante regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete).

O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário Feminino e Infanto-Juvenil de São Paulo e Região (Sindivest), Ronald Moris Masijah, afirmou que a linha que separa o trabalho escravo e a terceirização é muito tênue. Partiu, contudo, para uma relativização da caracterização do trabalho escravo contemporâneo. Em plenas atividades do 1º Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo, ele apresentou fotos de fábricas na China e disse que "lá as pessoas trabalham até 72 horas por semana e não é trabalho escravo".

Ele afirmou ainda que o Sindivest é a favor da terceirização como mecanismo para obter maior competitividade. Na visão dele, a solução para a degradação das condições de trabalho seria a elaboração de um cadastro negativo com empresas prestadoras de serviços que pagando corretamente os funcionários e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). Assim, bastaria consultar a lista para contratar os terceirizados "em situação regular". O Sindivest participou de algumas discussões para a elaboração do Pacto Municipal Tripartite Contra a Fraude e a Precarização, e pelo Emprego e Trabalho Decentes em São Paulo, mas acabou não assinando o compromisso.

Formalização
Os proprietários imigrantes que detêm visto provisório não conseguem sair da informalidade porque o artigo 99 da Lei de Estrangeiros determina que "é vedado [a quem não é brasileiro e vive no país na condição de temporário] estabelecer-se com firma individual, ou exercer cargo ou função de administrador, gerente ou diretor de sociedade comercial". Com isso, não contratam os empregados com registro na Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS). "Os proprietários que conseguiram regularizar a situação com a anistia, não conseguem abrir empresa, ter CNPJ. Então, como vai regularizar os funcionários?", questiona Juan Villegas Zuazo, do Sindicato dos Proprietários de Oficinas de Costuras da Comunidade Boliviana.

A SRTE/SP enviou uma consulta técnica para o CNIg para que a norma que vem sendo aplicada (Lei de Estrangeiros) se adeque aos princípios constitucionais. O CNIg se reuniu em novembro do ano passado com o Departamento Nacional de Registros do Comércio, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), para recomendar a revisão da Instrução Normativa 108, do referido departamento, para que estenda seu alcance a todos os estrangeiros beneficiados com a anistia, bem como com o Acordo de Residência do Mercosul. "Aguardamos apenas a manifestação definitiva daquele órgão no sentido de acatar as recomendações do Conselho Nacional de Imigração [CNIg] e igualar plenamente os direitos e obrigações de nacionais e estrangeiros", explica o auditor fiscal da SRTE/SP, Renato Bignami.



Fonte:reporterbrasil.com.br

Exportadores Brasileiros poderão parcelar crédito prêmio do IPI.


SENADO FEDERAL PERMITIRAR QUE REFIS DA CRISE SEJA REABERTO POR 30 DIAS.
Tramita no Senado Federal, projeto de lei de conversão nº. 18 de 2009, como redação final da Medida Provisória 470, aprovada pela Câmara Federal em dezembro de 2009 que permitirá por trinta dias, uma nova chance de enquadramento aos benefícios outorgados pela Lei 11.941/2009, cuja conversão aprovada, concederá reduções de juros, multas e correção monetária, além de manter o prazo elástico de até 180 meses, para quitação dos débitos tributários, (SRFB, PGFN, INSS E OUTROS).
A segunda chance, que se realizará com a conversão nº 18/2009, entre outras alterações aprovadas, em ser artigo 7º (1) prorroga por 30 (trinta) dias o prazo para adesão ao parcelamento da Lei 11.941/2009, assim como, concede os mesmos 30 dias para pagamento à vista, prazo esse contado da publicação da lei de conversão da citada MP.
Existe, grande movimentação por parte dos exportadores brasileiros, no que tange aos extintos Crédito Prêmio do IPI, onde milhões de dólares desses créditos, encontram-se sem soluções, e, carecidos estão de decisões do Governo Federal. A inserção do NOVO PRAZO é o esqueleto oriundo dos débitos das empresas exportadoras relativos ao extinto CRÉDITO PRÊMIO DO IPI.
A matéria vai a Plenário no Senado, inclusive, por estar trancando a pauta naquela Casa, que está sendo aguardada por toda área Empresarial Brasileira, que não se utilizaram das disponibilidades legais vigentes até 30 de novembro de 2009.

Boas ideias podem trazer resultados surpreendentes para os negócios

Você já está deve estar acostumado a ver na internet, televisão e no seu próprio dia-a-dia, diferentes empresas buscando, a cada momento, surpreendê-lo com um produto ou serviço que tenha algum diferencial ou inovação referente à concorrência.

Mas será que a prática de “reinventar” um produto o tempo todo dá certo? Ideias demais podem prejudicar o negócio?

A resposta parece estar no próprio resultado de empresas que buscam inovações a todo o momento. Google, Apple, Microsoft e Dell são alguns exemplos que demonstram: ideias demais são sempre bem vindas. A verdade é que, no mundo dos negócios, o sucesso das grandes corporações começa por terem acreditado e investido em uma ideia.

Em todos os lugares há pessoas que arriscam alternativas diferentes das tradicionais e conseguem conquistar bons resultados na venda de produtos, ou agradar clientes pelo serviço e agregar valores a sua marca. Até ideias aparentemente simples, podem mudar a trajetória de uma empresa, desde que sejam feitas de forma adequada e planejada.

De acordo com a equipe da Associação Comercial Empresarial do Brasil a gama de novas ideias para empresas é grande e muitas vezes até inusitadas. “Elas vão desde loja de amostras grátis até fertilizantes. São inúmeras as ideias interessantes para serem adotadas e existem até mesmo algumas inovações aparentemente estranhas, mas que no final das contas podem trazer bons lucros. Basta uma pesquisa de mercado, procurar saber mais sobre o assunto e colocar a mão na massa”.

Mas, antes de qualquer empreitada, o empreendedor deve pesquisar muito sobre o ramo que escolher para que não acabe escolhendo um caminho que acabe sendo um fracasso. O editor de empreendedorismo do Dinheirama, Bruno Biscaia, explica que “é importante estabelecer metas e, a partir de um plano de negócios bem detalhado, priorizar os resultados e a aplicação das ideias.”

De acordo com a equipe da Associação Comercial Empresarial do Brasil, o planejamento aliado a uma equipe motivada são outros trunfos para as ideias de sucesso. “É importante ter a vontade de arriscar algumas vezes, porém, os pés no chão devem ser mantidos para que não ocorram transtornos no meio do caminho e o empreendedor ou os seus funcionários acabem perdendo a motivação, inibindo o crescimento do negócio. Mudar é sempre bom! Desde que seja pesquisado, explorado. Nada é melhor para um bom empreendedor do que o interesse em aprender”, afirma a entidade.


Fonte:administradores.com.br

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Considerações sobre as características dos sistemas produtivos tradicionais: uma abordagem para a logística enxuta

1. Introdução
Nos últimos anos, as indústrias brasileiras vêm enfrentando um novo paradigma de organização da produção que confronta acentuadamente com o modelo tradicional que rege a gestão da maioria dos sistemas produtivos. Este novo paradigma, denominado lean manufacturing ou produção enxuta, baseia-se em conceitos já bastante conhecidos como just in time, células de produção, polivalência, estoque zero, produção puxada, lote unitário e parcerias com fornecedores, entre outros.
Entretanto, somente nos últimos anos é que muitas indústrias têm, de fato, experimentado a aplicação destes conceitos em detrimento das propostas tradicionais, especialmente caracterizadas por grandes volumes de estoques, filas, altos lead times - que contribuem acentuadamente para o baixo desempenho das atividades logísticas do sistema. Nota-se que, em geral, estas adequações nos sistemas produtivos (fundamentadas na necessidade de maior agregação de valor para os clientes através dos critérios de desempenho agilidade e flexibilidade) ocorrem com maior intensidade por conta das exigências das grandes montadoras no ramo automobilístico.
Dessa forma, o objetivo deste trabalho é descrever as principais características dos sistemas produtivos convencionais, especialmente em termos de elementos relevantes para logística como estoques, filas, lead times, relações com fornecedores, transporte e armazenagem e valor agregado no serviço ao cliente. O objetivo é apontar o comportamento dessas principais características do sistema produtivo convencional e comparar seus efeitos para aplicação da logística fundamentada na mentalidade enxuta, denominada logística enxuta.
2. O conceito Lean
As organizações têm vivido um novo paradigma de satisfazer rapidamente às exigências do cliente (especialmente a velocidade), obedecendo também ao critério flexibilidade. Assim, estes novos imperativos para a competitividade impulsionam as organizações a entregarem produtos e serviços de forma rápida e associada à capacidade de oferecer diversidade de itens. Há de se concordar que (de acordo com os leiautes departamentais tradicionais associados às práticas de demorados setups, grandes lotes de fabricação e critérios não claros na priorização de seqüenciamento de lotes na fabricação e entrega) estes novos imperativos enfrentam sérias restrições práticas para serem levados a efeito.
Assim, para enfrentar a estes desafios, as empresas estão recorrendo à aplicação da mentalidade lean, visando, sobretudo, respostas adequadas à demanda de modo diferente aos antigos paradigmas de produção em massa.
O termo lean, em português traduzido como enxuto, é um termo utilizado a partir dos anos 80 pelos pesquisadores Womak e Jones, do Massachusetts Institute of Technology – MIT e está associado ao sistema de produção eficiente, flexível, ágil e focado na agregação de valor ao cliente. Este é um termo genérico usado para definir o sistema de manufatura da Toyota, denominado Sistema Toyota de Produção – STP, que foi estruturado por Taiichi Ohno, vice-presidente da companhia na época. Womack (2004) aponta as principais características do modelo enxuto:
a) possui enfoque no fluxo de produção em pequenos lotes, segundo a filosofia Just in time e um nível reduzido de estoques;
b) envolve ações de prevenção de defeitos em vez da correção;
c) trabalha com produção puxada em vez da produção empurrada baseada em previsões de demanda;
d) é flexível, sendo organizada através de times de trabalho formados por mão-de-obra polivalente;
e) pratica um envolvimento ativo na solução das causas de problemas com vistas à maximização da agregação de valor ao produto final;
f) trabalha com um relacionamento de parceria intensivo desde o primeiro fornecedor até o cliente final.

3. Logística enxuta
É importante salientar que a literatura clássica de Shingo (1996) e Ohno (1997) já apontavam para os sete desperdícios mais comuns nas empresas: superprodução, defeitos de qualidade, processamento inapropriado, esperas, estoques desnecessários, transporte excessivo e movimentação desnecessária. Aqui, deseja-se destacar os quatro últimos itens (esperas, estoques, transporte e movimentação) já que eles se relacionam diretamente às atividades logísticas nas organizações, interferindo negativamente numa das mais importantes de suas funções: a continuidade do fluxo de materiais e de informações através do sistema (BOWERSOX et al., 2006).
De acordo com Ferro (2008), estes tipos de desperdícios podem ser eliminados ou minimizados se os conceitos lean forem adequadamente implementados dentro dos fluxos de valor porta-a-porta, dentro da fábrica. Ao conjunto das práticas logísticas fundamentadas no pensamento enxuto e que visam fluir de maneira contínua o fluxo de informações e de materiais é o que se tem chamado de lean logistcs, ou Logística Enxuta. Assim, está estabelecido o propósito do modelo: fluxo contínuo, eficiente (com atendimentos das necessidades do cliente, nas quantidades e momentos certos, sem problemas) e eficaz (com economia e racionalização dos recursos) de materiais e informações.
Ao contrário da cadeia de suprimentos tradicional, que tem excesso de estoques e que tolera muitas ineficiências, a idéia contida na Logística Enxuta consiste em maximizar o fluxo de valor, reduzir os desperdícios, as perdas, os tempos de entrega e os estoques e dispor de maior flexibilidade e melhorar o nível de serviço ao cliente, sem impacto nos custos. Em síntese, Figueiredo (2006) aponta que a logística enxuta envolve ações que objetivam a criação de valor para o cliente, através de um serviço logístico realizado com o menor custo total para a cadeia de suprimentos. Este pensamento é capaz de subsidiar um diferencial logístico para o incremento da competitividade, baseado em um serviço de qualidade, menor custo, a partir da flexibilidade e agilidade (BOWERSOX et al., 2006).

4. Características dos sistemas produtivos convencionais e a logística enxuta
Os itens a seguir buscam discutir os entraves associados à aplicação da logística enxuta frente à realidade encontrada na maioria dos sistemas produtivos, que são gerenciados pelos princípios convencionais, conforme nomenclatura.
4.1. O problema dos estoques nos sistemas produtivos convencionais
Tradicionalmente, a existência dos estoques nos sistemas produtivos convencionais está associada à necessidade de evitar descontinuidades no processo produtivo que sejam decorrentes de:
a) problemas de qualidade ao longo do processo: neste caso, o estoque, denominado pulmão, impediria a interrupção de materiais nas etapas produtivas;
b) alterações no seqüenciamento de ordens de produção, bem como maximização do tamanho do lote, visando minimizar horas improdutivas com setups;
c) problemas no fornecimento de materiais, especialmente quando não se possui uma relação de parceria com fornecedores de forma a garantir pontualidade e qualidade dos itens entregues;
d) programação e fabricação de lotes maiores de forma a minimizar o custo unitário de fabricação.
O principal argumento que embasa o pensamento lean consiste no fato de o nível de estoque esconder as ineficiências do processo. O fato é que, no sistema produtivo tradicional, as ineficiências, como as citadas acima, são encobertas pelo nível de estoque e à medida que se reduz este nível, tais ineficiências são evidenciadas. Tal princípio, já amplamente discutido nas bibliografias, é utilizado pela lógica enxuta de forma a minimizar os estoques a partir de uma atuação para eliminação das causas dos problemas que estão visíveis e que, dessa forma, são alvos de ações no sentido de eliminá-las.
Há que se ressaltar dois aspectos típicos do pensamento lean na aplicação deste princípio. O primeiro é que as pessoas diretamente envolvidas com os problemas nas empresas são convidadas a atuarem nos grupos de trabalho, através dos Kaizens (Imai, 2000) utilizando-se, em geral, das técnicas de solução de problemas conhecidas como MASP – Metodologia de Análise e Solução de Problemas (Campos, 1995). Neste caso, julga-se um maior envolvimento e motivação das pessoas, características do ambiente da Qualidade Total, onde se utiliza o potencial intelectual dos funcionários, tipicamente subestimado no sistema produtivo convencional. O segundo aspecto é que os problemas devem ser tratados de forma sistemática para que se obtenha efetividade nos efeitos das ações sobre as verdadeiras causas e, assim, ao eliminar ou minimizar tais problemas, pode-se reduzir ainda mais o nível dos estoques, quando, então, novos problemas antes encobertos são evidenciados, o que caracteriza o princípio da Melhoria Contínua.
4.2. O problema do tamanho dos lotes e filas em sistemas produtivos convencionais
Na lógica tradicional, baseada no princípio de “empurrar a produção”, as operações são disparadas pela disponibilidade de material a processar. Assim, após a primeira operação, o lote é empurrado para a operação seguinte e o lote espera sua vez de encabeçar a fila de lotes a serem processados, conforme o nível de prioridade. Na lógica enxuta, que se baseia no princípio de “puxar a produção”, uma operação só é disparada se o material por ela produzido é requerido pela operação subseqüente do processo, minimizando, dessa forma, o tempo de espera em filas e, consequentemente o lead time de fabricação do lote e tempo de entrega ao cliente.
Uma premissa básica dos sistemas produtivos convencionais, associada ao tamanho dos lotes, consiste na fabricação de lotes maiores - os chamados lotes econômicos - de forma a obter uma economia de escala e minimização do custo unitário de fabricação. Um argumento comumente utilizado nas indústrias para justificar tal prática repousa na minimização da freqüência de setups, especialmente se os mesmos demandam grande soma de tempo para a realização. Assim, a redução da freqüência de setups pela programação de lotes maiores no equipamento reduz o tempo improdutivo com máquinas paradas para trocas. Entretanto, observa-se que, na prática, a fabricação de lotes ditos econômicos pode incorrer em um volume produzido superior ao volume necessário para atender aos pedidos (produção não nivelada à demanda do cliente), além de contribuir para a elevação dos níveis de estoques, maior tempo de processamento e conseqüentemente maiores filas, haja vista que uma tarefa individual aumentará o seu tempo de processamento proporcionalmente ao tamanho da fila de tarefas que está a sua frente.
A fabricação de lotes maiores acarreta também em minimização da flexibilidade. Este critério de desempenho, apontado por Tubino (2007) como um ganhador de pedido e tido como fundamental para aumento da competitividade, acaba sendo minimizado à medida que a utilização da capacidade produtiva instalada focada na fabricação de lotes maiores - típicos da produção em massa - e com priorização para a minimização de setups nos equipamentos, diminui a capacidade de fabricação de itens variados e de mudanças de referências em curto prazo.
Portanto, conseqüências inconvenientes dos lotes maiores, sob o ponto de vista da logística enxuta consistem em perda de flexibilidade, aumento do lead time de fabricação e entrega, incorrendo, portanto, em maior tempo de resposta ao cliente. Uma solução do ponto de vista lean consiste na minimização dos tamanhos dos lotes, o que por sua vez acarretará em menor lead time, aumento da velocidade de resposta e da flexibilidade e, conseqüentemente, melhor nível de atendimento de serviço ao cliente.
É óbvio que, de acordo com o modelo tradicional, lotes reduzidos são responsáveis pelo aumento do número de setups, com conseqüente queda acentuada do volume de produção e aumento do custo unitário de fabricação e indicadores negativos de rendimento de máquina. Entretanto, o que a lógica enxuta prega é que grupos de trabalho compostos por funcionários devem concentrar esforços na minimização do tempo de setups, a partir da aplicação de uma técnica conhecida como Troca Rápida de Ferramentas - TRF, desenvolvida por Shingo ainda na década de setenta. A ação desta ferramenta é minimizar ao máximo o tempo de parada de máquinas para realização do setup e para tanto, busca-se fazer uma conversão do setup interno (atividades desenvolvidas enquanto a máquina está parada) em setup externo (atividades desenvolvidas quando a máquina está operando), além de propor a simplificação das atividades de setup interno que restarem ou mesmo a sua eliminação (SHINGO, 1983). Assim, vencida a barreira do tempo improdutivo de setups, passa a ser possível obter a redução do tamanho dos lotes.
4.3. O problema das entregas em sistemas produtivos convencionais
Na lógica tradicional, observa-se com freqüência conflitos entre potenciais parceiros, acarretando, dessa forma alguns inconvenientes como atrasos nas entregas, entregas de itens de segunda qualidade e erros na documentação (entre outros), que, por sua vez, ocasionam perdas de tempo, retrabalhos e relações não-amigáveis entre clientes e fornecedores, comprometendo seriamente a constituição de uma cadeia.
A existência de uma política de aquisição de matérias-primas e produtos acabados em volumes maiores acaba sendo uma decisão que possibilita a minimização da descontinuidade do fluxo de produção - ou entrega aos clientes em sistemas produtivos convencionais. Com isso, há a possibilidade de ganho de escala (devido ao aumento do poder de barganha), a falta de pontualidade na entrega e a possibilidade de recebimento de itens de segunda qualidade, entre outros. Entretanto, deve-se considerar que tal estratégia de aquisição de volumes maiores também implica em descapitalização de recursos financeiros, que poderia ser postergado ou realizado quando ocorrer o efetivo processamento da matéria-prima ou venda produto.
A parceria, baseada na relação ganha-ganha, é o princípio que rege a relação entre fornecedores e clientes na lógica enxuta e, nestes casos, as partes envolvidas trabalham juntas para eliminar problemas que acarretam prejuízos (Figueiredo, 2006). De acordo com este princípio, denominado por Schonberger (1993) como JIT externo, busca-se trabalhar com poucos, mas com elevado nível de qualificação de fornecedores que, por sua vez, são incumbidos de manter uma relação de elevado nível de atendimento, especialmente quanto aos critérios pontualidade e qualidade da entrega, mantendo uma relação de mútua confiança. Tubino (1999) já apontava que, para que a cadeia logística seja eficiente, três fatores seriam importantes: desenvolver fornecedores confiáveis, diminuir a base de fornecedores (para, preferencialmente, um) e promover a integração da produção do cliente com a dos fornecedores.
Neste sentido, um dos benefícios para a logística enxuta desse modelo de relação é que as entregas dos itens passam a ocorrer de forma mais freqüente e pontual, além de ser feita em lotes menores, acarretando em menor estoque na planta dos clientes, na minimização da incidência de atrasos de por falta de material, diminuição da necessidade de áreas destinadas ao armazenamento do material e dos eventuais desperdícios, que se tornam obsoletos.
4.4. A busca da eficiência no modelo convencional
Um problema existente na lógica tradicional decorre da busca da eficiência de forma isolada das partes que compõem toda a cadeia. Nestes sistemas, predomina uma preocupação com o maior rendimento das partes isoladas do sistema, sem levar em consideração todo o processo (JONES et al., 1997). Uma evidência desse fato consiste no emprego de máquinas de maior rendimento, busca de melhores tempos de produção e na fabricação de lotes maiores em cada um destes recursos, o que, em geral, resulta em maiores estoques, devido ao desbalanceamento entre eles.
Por outro lado, uma outra conseqüência consiste em maiores lead times dos lotes produzidos, devido às filas geradas, implicando mais uma vez nos objetivos básicos da logística, ou seja, na descontinuidade do fluxo produtivo e no baixo nível de serviço pela demora para atendimento ao cliente. A lógica enxuta prioriza a otimização em toda a cadeia e não em etapas isoladas, utilizando-se, para tanto, do balanceamento de lotes menores em todos os recursos em função da demanda, de forma a privilegiar a continuidade do fluxo e o aumento da velocidade de resposta ao cliente, pela minimização do lead time de fabricação. Observa-se, assim, que a busca pelo maior rendimento dos recursos em centros produtivos isolados (utilizando-se de maiores capacidades de produção nestes centros) acabam gerando maior impedimento ao alcance dos objetivos da logística, por gerarem maiores tempos de espera em etapas posteriores e um lead time total maior.
4.5. Transporte e Armazenagem
A necessidade de armazéns no sistema convencional é justificada pelo fato de que as peças são armazenadas de uma só vez para, então, serem entregues aos clientes. Além disso, há uma ausência dos canais de comunicação entre os processos e, dessa forma, a produção é totalmente descomprometida com o processo cliente. De acordo com a lógica convencional, considera-se somente a eficiência do transporte com a utilização de maiores equipamentos, visando o maior aproveitamento da capacidade para reduzir o custo do frete.
No sistema enxuto, o abastecimento é ritmado e com maior freqüência de entrega que permite coletar informações da necessidade do cliente com uma maior freqüência. A informação das quantidades necessárias coletadas no processo cliente é transmitida ao processo produtivo - característica que, segundo Corbett et al. (1999), define o sucesso nos relacionamentos e que, por sua vez, deve produzi-la na mesma seqüência em que recebe a informação. A premissa para viabilizar a produção do que é necessário no momento certo é melhorar a eficiência e a velocidade do setup.
No sistema convencional os lotes reduzidos aumentam a freqüência de movimentações. Neste sentido, busca-se consolidar as cargas, acarretando aumento do tempo de resposta ao cliente. Na lógica enxuta, o aumento da velocidade de resposta por meio de lotes reduzidos é obtido por meio de adequação de leiautes e redução de tempos de separação dos pedidos e de embarque de caminhões.
5. Considerações Finais
Com o intuito de manter elevados níveis de competitividade, especialmente observados nas indústrias automobilísticas a partir dos últimos anos, as organizações estão sendo impulsionadas a focar suas atividades logísticas na agregação de valor ao cliente por meio de um fluxo de materiais sem interrupções e concebido de tal forma a minimizar desperdícios como estoques, esperas, transporte e movimentações.
Neste sentido, é possível observar que os sistemas produtivos convencionais dotados de antigos paradigmas de otimização - baseados em lotes maiores de fabricação, minimização da freqüência de lead time, relações não amigáveis entre fornecedores, otimização individual de máquinas e cargas de transporte - são terrenos áridos para o que se deseja alcançar com a aplicação dos conceitos relacionados à logística enxuta: aumento de resposta ao cliente, redução do prazo de entrega dos pedidos e flexibilidade.
É possível, entretanto, apontar diferenças o sistema convencional e o sistema enxuto. A partir delas, surgem características dos sistemas enxutos que são capazes de sustentar os verdadeiros objetivos das atividades logísticas nas organizações, sejam eles continuidade do fluxo de materiais e informação e melhoria do nível de serviço ao cliente. Assim, percebe-se nitidamente que um avanço do desempenho na organização, em termos de melhoria dos serviços logísiticos, converge para aplicação dos conceitos e formas de gestão baseados no pensamento enxuto e que contribuem para o que se tem chamado de logística enxuta.
De outro modo, é importante salientar que a mudança destes paradigmas requer uma intensa mudança de mentalidade dos gestores nas indústrias de um modo geral (WOMACK, 1998), já que se rompe com conceitos extremamente arraigados na forma de condução dos sistemas produtivos, como a otimização do equipamento pelo tempo de máquina em funcionamento, custos unitários menores pelo aumento do tamanho de lote, relação ganha-perde com seus clientes e transporte otimizado pela lotação da capacidade, entre outros. E assim, enquanto perdurarem tais paradigmas, melhores desempenhos no nível de serviços logísticos serão limitados às iniciativas de melhorias pontuais.

Referências
BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J.; COOPER, M. B. Gestão logística da cadeia de suprimentos. Porto Alegre. Bookman, 2006.
CAMPOS. V.F; TQC controle da qualidade total :(no estilo japonês) 6.ed. - Belo Horizonte : UFMG : 1995.
CORBETT, C. J.; BLACKBURN, J. D.; WASSENHOVE, L. N. V.. Case study partnerships to improve supply chains. Sloan Management Review, v.40, n.4, Summer 1999.
FERRO, J. R. Logística lean: passo seguinte na transformação. 2006 disponível em . Acesso em 02 abr. 2008.
FIGUEIREDO, K. F. A logística enxuta. Revista tecnologística, São Paulo, V.12, n.131, p.59-63, out/2006.
IMAI, M.. Gemba Kaizen :estratégias e técnicas do Kaizen no piso de fábrica -2.ed. - São Paulo : IMAM, 2000.
JONES, D. T. et al. Lean logistics. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management - MCB University Press, Vol. 27 No. 3/4, pp. 153-173., 1997
OHNO, T. O sistema toyota de produção além da produção em larga escala , Trad. Cristina Schumacher, Artes Médicas, Porto Alegre, 1997.
SHINGO, S.. O sistema toyota de produção - do ponto de vista da engenharia de produção. Porto Alegre, Bookman, 1996.
SHINGO, S. A Revolution in Manufacturing: The SMED System. Productivity Press, Cambridge, 1983.
SCHONBERGER, R. Técnicas industriais japonesas: nove lições ocultas sobre a simplicidade. 4ª ed. São Paulo: Pioneira, 1993.
TUBINO, D. F. Planejamento e controle de produção: Teoria e prática: São Paulo, Ed. Atlas, 2007.
TUBINO, D. F. Sistemas de produção: a produtividade no chão de fábrica. Porto Alegre: Bookman,1999.
WOMACK, J. P.; JONES, D. T. A. Mentalidade enxuta nas empresas: elimine o desperdício e crie riqueza. Rio de Janeiro: Campus, 1998
WOMACK, J. P.; JONES, D. T. A. A máquina que mudou o mundo; tradução Ivo Korytovski. - 8.ed. - Rio de Janeiro : Campus, 2004.
Fonte:Prof. André L. A. Bastos

ABIT - Agenda setorial propõe ajustes na política industrial têxtil


Indústria têxtil e de confecção defende aplicação do poder de compra do governo para produtos nacionais, como uniformes escolares, tarifa especial de energia elétrica e flexibilizar regras do Simples

A ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) trabalha com a expectativa de que em 2010 o PIB brasileiro cresça 6%. O desempenho da indústria do setor, porém, não deverá acompanhar esse nível de expansão. Fernando Pimentel, diretor superintendente da entidade, estima crescimento de 4% para a indústria têxtil e de 3,7% para a indústria do vestuário.

A previsão para o varejo de vestuário e calçados é de aumento de 6% a 6,5% no ano. "A diferença será preenchida com produtos importados", afirma o dirigente, defendendo uma política industrial de estímulo à produção nacional que priorize a isonomia de condições de concorrência com os artigos importados, especialmente da indústria asiática que tornou o Brasil um dos alvos para escoar o excedente de produção gerado pela crise que fez despencar o consumo nos Estados Unidos e na Europa.

A despeito dos problemas crônicos apontados por diferentes setores - taxa de câmbio desfavorável, carga tributária excessiva, taxação de investimentos -, a ABIT estima que o setor retorne ao patamar de investimentos pré-crise, que variou desde 2000 entre U$ 1 bilhão e U$ 1,5 bilhão por ano.

"Precisamos defender nosso maior patrimônio de ser um dos poucos setores no país a deter a cadeia completa de produção. Fabricamos internamente do fio à roupa", salienta Rafael Cervone Netto, presidente do Sinditêxtil de São Paulo. Por isso, a agenda setorial propõe medidas como o governo exercer seu poder de compra dando preferência a produtos de fabricação local. É o caso, aponta, dos uniformes escolares para estudantes da rede pública.

As prefeituras adeririam ao programa, cujas compras seriam centralizadas pelo governo federal por meio de pregão eletrônico e registro nacional de preço, segundo modelo proposto pela ABIT ao Ministério da Educação, em outubro passado. Pimentel avalia que se implantado, o programa teria potencial para movimentar a produção de 50 mil a 100 mil toneladas de produtos variados entre têxtil e calçados.

Outras reivindicações setoriais dependem de mudanças na legislação vigente. A ABIT mostra-se preocupada com os sinais emitidos pelo varejo de concentrar as compras em fornecedores com capacidade mínima de 50 mil peças produzidas por mês. Como a maioria das confecções brasileiras é formada por empresas de pequeno e médio porte, elas estariam fora automaticamente das negociações.

A reivindicação é flexibilizar as regras de enquadramento no Simples para empresas de setores com uso de mão-de-obra intensiva, como o têxtil. Essas empresas continuariam no regime do Simples independentemente do nível de faturamento. "É um modo de fortalecer o setor", defende Pimentel.

Neste ano, as entidades do setor voltam a se unir em torno do projeto-de-lei 2860/2008, do deputado federal José Carlos Machado, que cria tarifa especial de energia elétrica para indústrias têxteis. O projeto em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2008 propõe desconto de 90% sobre a tarifa da energia elétrica consumida entre as 22h00 e as 6h00 da manhã seguinte para essas indústrias. Em favor da medida, Pimentel lembra que o incentivo já vigora para a agricultura irrigada.

Fonte:gbljeans.com.br

Autonomia no ambiente de trabalho é uma necessidade para 58% dos profissionais


Entre os profissionais brasileiros, 58% necessitam de autonomia no ambiente de trabalho e se sentem mais à vontade ao trabalhar de maneira independente, mostrou estudo realizado pela consultoria Fellipelli no segundo semestre do ano passado, que contou com a participação de 300 profissionais.

Em relação às necessidades motivacionais, 44% das pessoas precisam obter vantagens e reconhecimentos individuais.

Trabalho em equipe


Apesar da maioria dos entrevistados sentirem que precisam de autonomia, não é isso o que eles demonstram para as empresas em que atuam. De acordo com a pesquisa, 75% dos profissionais mostraram atuar a favor dos interesses coletivos e ter mais facilidade em trabalhar em equipe.

"As características que mostramos às outras pessoas e as nossas necessidades motivacionais são naturalmente diferentes, pois na medida em que convivemos em sociedade, certos desejos podem ser vistos de forma negativa pela maioria das pessoas, como o individualismo e a excessiva competitividade", explicou a psicóloga e sócia-administradora da Fellipelli, Adriana Fellipelli.

Coletivo x individual

Entre os profissionais que aparentam acreditar que a recompensa coletiva é mais importante do que a individual, apenas 17% precisam de um ambiente idealista e voltado ao bem comum para se sentirem motivados.

"No ambiente corporativo de hoje, o trabalho em equipe é inevitável e traz resultados positivos para os negócios, o que justifica que a maioria das pessoas se mostre solicita a esse tipo de prática, ainda que suas necessidades motivacionais não caminhem para a mesma direção", analisou a psicóloga.

Reflexão

A pesquisa também revela que 73% dos profissionais possuem atitudes voltadas para a ação. Esse número cai para 36% quando relacionado à necessidade de ação como fator de motivação.

Apenas 8% dos entrevistados costumam levar mais tempo refletindo antes de tomar decisões. Se forem analisadas as vontades pessoais, 46% refletem antes de decidir. "Grande parte das pessoas pode perder a energia se envolvida com uma demanda muito intensa de trabalho e sem tempo para planejamento, sentindo-se pressionada diante de decisões complexas", explicou Adriana.

"Tais indicadores revelam que quando os profissionais possuem algum controle sobre as demandas e prazos que permitam reflexões e análises, eles se sentem estimulados e podem gerar resultados melhores", completou.

Produtividade


A flexibilidade das atividades também pode gerar mais produtividade ao trabalho. Segundo o estudo, 70% dos profissionais são adaptáveis a ambientes mais disciplinados, pois, em geral, são organizados e atuam dentro dos padrões estabelecidos.

Apenas 28% dos entrevistados precisam desse tipo de ambiente, quando observadas as necessidades motivacionais. "Os dados indicam que as pessoas trabalhariam melhor se tivessem oportunidades para expressar suas individualidades, atuando de maneira inovadora e independente", disse a psicóloga.

Líderes


De acordo com Adriana, os líderes precisam estar atentos às necessidades de cada membro da equipe, visando formar uma estrutura equilibrada, de forma que cada profissional se complemente e contribua para o sucesso dos negócios.

Quando um líder atribui uma tarefa que exige muito ou pouco do funcionário, o resultado pode interferir no andamento das operações. "O líder precisa identificar os limites de sua equipe, pois uma tarefa mal atribuída pode gerar frustração do funcionário", concluiu Adriana.

Fonte:administradores.com.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Seu funcionário sabe administrar o salário?


Dinheiro no bolso é um dos sinónimos de felicidade. Que funcionário feliz é mais produtivo e eficiente, tomo mundo sabe. Pensando nisso, porque não instruir seu colaborador a administrar o salário de forma congruente?

Muitas vezes, ao receber o salário, achamos que o melhor a se fazer é pagar todas as dívidas de uma vez, nos esquecendo do resto do mês. Para arcar com as despesas ao decorrer deste período, precisamos pensar nos gastos essenciais a curto, médio e longo prazo. É claro que as pessoas não podem deixar de quitar suas contas. Para tanto, pode-se avaliar, antecipadamente, datas de vencimentos, taxas de juros e possibilidades de descontos no pagamento total da fatura. São dicas que podem ser úteis para sua empresa e também para seus colaboradores.

Na indicação de pontos indispensáveis você pode, por exemplo, procurar saber como seu funcionário gastou o 13º salário. Leve em conta que o ideal para ele seria se conscientizar que o décimo terceiro é um dinheiro extra, e não parte do orçamento do mês, por isso, deve ser direccionado ao pagamento de despesas ou para algum tipo de investimento, como a poupança, e não para pagar contar do orçamento mensal.

Nesse sentido, também é apropriado indicar a utilização do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), caso o empregado não tenha imóvel próprio, para a compra de um. O FGTS é constituído por depósitos realizados pelas empresas em nome dos seus colaboradores contratados com carteira assinada e administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF). O empréstimo disponibiliza pagamento parcial ou total do valor na aquisição de imóvel residencial urbano e também financiamento na construção de um imóvel residencial.

Investir em algo concreto, como a compra de um imóvel; saber administrar os pagamentos mensais ou mesmo o recebimento do 13º salário, e ter dinheiro para as necessidades extras, são fatores que tranquilizam a vida de qualquer pessoa. Trabalhar despreocupado e confiante qualifica a produção e o ambiente de trabalho. Como empregador, transmitir informações úteis e didáticas para seus colaboradores, como gerenciamento do salário, é uma forma simples de criar um relacionamento sólido. Para o empregado, nada melhor do que ter um chefe preocupado e engajado a lhe ajudar com as dificuldades contábeis.


Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial.

Fonte:administradores.com.br

Indústria têxtil recebeu empréstimos de R$ 1,940 bi

O setor têxtil e de confecções, grande gerador de empregos e renda, é a grande prioridade do Banco do Brasil, principal apoio financeiro das ações empresariais voltadas para exportação, de acordo com o gerente executivo da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do banco, Ascletus Ramatiz.

Ele informou que atualmente o banco trabalha com mais de 155 mil pequenas empresas do ramo de confecções, às quais emprestou, no ano passado, R$ 1,940 bilhão nas principais linhas de crédito: R$ 828,5 milhões no BB Giro Empresa Flex, R$ 609,4 milhões no BB Giro Rápido e R$ 502,2 milhões em Desconto de Títulos.

Mesmo com a crise financeira internacional, em em nenhum momento, tiramos o pé do acelerador, e queremos aumentar mais ainda o apoio ao setor – destaca.

Segundo ele, a instituição pretende continuar emprestando, de modo a aumentar a sua participação nesse segmento de mercado e ajudar no crescimento das pequenas empresas.

Em novembro, com o lançamento do portal Brasil WebTrade, o setor ganhou mais um aliado no sentido de potencializar a inserção de micro e pequenas empresas no setor externo – e o setor de confecções responde hoje por cerca de 34% das transações das pequenas empresas para fora do país, conforme banco de dados do BB.

Ramatiz disse que há seis meses o banco tem uma linha especial para financiamento de capital de giro, vinculada ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), com boa aceitação dos clientes empresários. É a BB Giro Arranjo Produtivo Local (APL), com 24 meses para pagamento e três meses de carência, corrigida pela Taxa Referencial (TR), mais juro fixo de 1,35% ao mês no âmbito do FGO. Sem cobertura do FGO, a correção sobe para TR, mais 1,55%.

O BB apoia 43 agrupamentos de pequenos empresários do ramo têxtil e de confecções, chamados de arranjos produtivos locais, que congregam 3,8 mil empreendimentos, e já disponibilizou para eles R$ 196,2 milhões. Um desses APLs é o de moda íntima de Nova Friburgo, que gera 25 mil empregos diretos e indiretos, e é responsável por 25% da produção nacional de moda íntima.

De acordo com Ramatiz, esse tipo de associação facilita as negociações e põe o BB muito próximo do cliente.

Além disso, o arranjo produtivo local possibilita melhores condições de trabalho e de sobrevivência das micro e pequenas empresas, que ganham competitividade nos mercados interno e externo, com mais geração de empregos e renda – diz.

O BB ainda patrocina, pela terceira vez consecutiva, a São Paulo Fashion Week

Fonte:cadaminuto.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2010

Stork Prints apresenta novidade para mercado de baixa tiragem e gravadora direta a laser para clichês ambientalmente correta


Equipamento digital que oferece altíssima qualidade de gravação não necessita de agentes químicos nocivos ao Meio Ambiente.

A Stork Prints, empresa holandesa que desenvolve sistemas de impressão rotativa e digital utilizadas por indústrias gráficas e têxteis, apresentará duas novidades em seu estande na Flexo Latino América 2010, terceira edição da Feira Internacional da Flexografia, que acontece de 8 a 12 de março, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A principal delas é a impressora digital para baixa tiragem. Apresentada em setembro do ano passado pela primeira vez na Label Expo, em Bruxelas, a tecnologia DSI (Digital System Integration) será a novidade do ano na Flexo Latino América 2010.

A impressora DSI 4330L foi desenvolvida para atender o mercado de baixa tiragem com alta qualidade de impressão, flexibilidade e custo reduzido. A impressora DSI 4330L trabalha com velocidade de impressão de até 35 metros por minuto. A DSI é concebida em formato modular e pode ser integrada com Serigrafia, Flexografia, Hot Stamping, Corte e Inspeção em linha.

Outra novidade entre os produtos de alta tecnologia da Stork Prints a ser apresentada será a máquina de gravação direta a laser DLE (Direct Laser Engraving) para clichês, que além de proporcionar nova realidade em termos de qualidade, eficiência e economia, ainda oferece o benefício de ser ambientalmente correta, pois dispensa qualquer processamento químico.

De acordo com Paulo Roberto Ruffini, gerente da Divisão Gráfica da Stork Prints Brasil, a questão ambiental sempre esteve presente no dia-a-dia da empresa.

“O lançamento da tecnologia DLE, ocorrido na Áustria, é resultado dessa preocupação constante da Stork com a qualidade de impressão e com o Meio Ambiente. Outra demonstração de tal preocupação está em nosso processo produtivo das telas, toda água é tratada antes de ser dispensada. Nosso tratamento de água industrial possui os mais modernos equipamentos, o que nos garante o descarte dentro das normas mais rígidas de controle ambiental”, explicou Ruffini.

A tecnologia DLE garante um processo de gravação para chapas e camisas (sleeves) de qualidade, eficiência e economia inquestionáveis. Completamente digitais, as gravadoras diretas a laser podem ser utilizadas tanto para os formatos de impressão para flexografia quanto dry offset, letter press e serigrafia rotativa. “É possível gravar clichês com altíssimas lineaturas para os processos descritos”, observa o gerente da Divisão Gráfica da Stork Prints Brasil.

Além do cuidado ambiental e da alta qualidade que as gravadoras a laser da Stork oferecem, a versatilidade da linha é outro destaque. São cinco equipamentos (Helios, Neos, Agrios, Morpheus e RotaLEN) que atendem aos mercados de impressão de bandas estreita, média e larga, podendo ser utilizados na gravação de polímeros, fotopolímeros, elastômeros, borracha natural em formato de chapa ou camisas e telas serigráficas.

Ruffini explica que um dos aspectos que garante a qualidade nos resultados é que a tecnologia laser é única no controle eficaz da forma do ponto, proporcionando uma impressão precisa.

Os primeiros equipamentos de gravação direta a laser no Brasil foram vendidos pela Stork há cerca de um ano e meio. Agora que o mercado conhece essa tecnologia, o interesse vem aumentando. “Essa tecnologia é um ganho muito grande de qualidade e precisão. Há algum tempo temos notado um crescente interesse do mercado brasileiro em relação a estes equipamentos, o que nos sugere que as empresas estavam aguardando por essa tecnologia”, diz Ruffini.

Serigrafia rotativa - A serigrafia rotativa é utilizada nos mercados de embalagens, cosméticos, farmacêutico, limpeza, segurança, enfim, em uma infinidade de aplicações industriais. A Stork Prints Brasil apresentará sua já consagrada tecnologia de impressão serigráfica RSI e Compact, indicados para os mercados de banda estreita e média. Fabricados em vários tamanhos e dimensões, podem ser acoplados à maioria das máquinas de impressão bobina a bobina.

Telas serigráficas - Os visitantes da Flexo ainda poderão conhecer as telas para serigrafia rotativa da Stork Prints. Com elas é possível obter um meio excepcionalmente confiável, durável e altamente preciso para impressão em uma ampla gama de larguras.

A Stork Prints Brasil apresentará a RotaMesh e a RotaPlate. Ambas são 100% de níquel com estrutura hexagonal eletroformadas. A RotaMesh foi desenvolvida para ser utilizada nos equipamentos Stork. Já a RotaPlate pode ser utilizada em máquinas com processo de serigrafia rotativa que não são Stork, utilizando o mesmo pre-press de gravação existente. Ambas oferecem alta qualidade, estabilidade, vida longa de impressão e um excelente custo benefício.

Dosadores de tinta - Para completar a extensa gama de produtos, no estande da Stork Prints Brasil o visitante poderá conhecer o sistema automático de dosadores de tinta para otimização de seus resultados no processo de impressão. Os dosadores GSE são uma solução para obtenção de cores exatas e de logística para as tintas. Com produção rápida, precisa e sob demanda, aumenta a qualidade e reduz estoques, otimizando o processo de controle de tintas.

“Essa será nossa segunda participação na Flexo Latino América. Na primeira, em 2008, fizemos bons negócios ao expor nossos produtos. Nossa expectativa é que em 2010 façamos novos bons negócios, pois teremos um público exigente e que certamente reconhece a qualidade dos produtos Stork Prints”, analisa Ruffini.

Flexo latino américa - Criada em 2006, a Flexo Latino América integra a Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, o maior evento do setor da América Latina que reúne ainda as feiras Fiepag (Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica), Brasilpack (Feira Internacional da Embalagem), o Salão Embala Inovação (Convertedores e agências de design e desenvolvimento de embalagens) e a Brasil Screen & Digital Show.

A Stork Prints Brasil - Localizada em Piracicaba, interior do Estado de São Paulo, a unidade brasileira da Stork Prints ocupa uma área total de 68 mil metros quadrados. Com mais de 30 anos de existência, é a única fábrica que produz cilindros de níquel na América Latina. Além dos cilindros, produz emulsões e comercializa toda a linha de produtos Stork.

A Stork Prints - Com 55 anos de existência, a Stork Prints é uma companhia independente pertencente, desde novembro de 2007, a Bencis Capital Partners B.V. (60%) e Stork N.V. (40%). Com 14 unidades pelo mundo, o grupo opera globalmente e está presente na Holanda, Alemanha, Áustria, Turquia, Estados Unidos, México, Paquistão, Índia, Indonésia, Japão, China, Reino Unido, França e Brasil. É a única companhia que desenvolve e produz sistemas e tecnologias para todas as etapas do processo de impressão, para as indústrias têxteis e gráficas. Em 2008 o volume de vendas do grupo a nível mundial ascendeu aos €180 milhões.


Fonte:revistafatorbrasil.com.br

Governo apoia venda de sisal


A comercialização do sisal ou agave, fibra biodegradável que sofre forte concorrência das cordas sintéticas, terá apoio do governo com a realização de leilões do PEP - Prêmio para Escoamento de Produto, pela Conab - Companhia Nacional de Abastecimento.

“Trata-se de um incentivo para que os produtores de sisal se mantenham na atividade sem vender a fibra por um preço abaixo do mínimo”, resume a chefe da Divisão de Acompanhamento de Fibras e Oleaginosas do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Andressa Beig.

Ela lembra que, na safra 2009/2010, o preço mínimo do sisal foi elevado, de R$ 0,99 para R$ 1,04 por quilo. Beig observa ainda que a cultura do sisal tem um grande impacto na economia nordestina, principalmente pela capacidade de tornar produtivas regiões semi-áridas, com baixo índice de desenvolvimento humano.

Dados divulgados pela Conab indicam que a cultura desta fibra beneficia cerca de 700 mil trabalhadores, gerando emprego e renda. De acordo com Andressa Beig, a medida expressa pela portaria nesta sexta-feira (29/01), permite a realização do leilão de PEP do sisal, já em fevereiro.

O edital será divulgado no site da Conab. Ela informa, ainda, que a escolha do leilão de PEP justifica-se pela economia de recursos públicos no apoio à comercialização do produto. Serão aplicados R$ 16 milhões para apoiar a venda de 59 mil toneladas de sisal.


Fonte:revistagloborural.globo.com