segunda-feira, 16 de julho de 2012

5 dicas para conseguir um aumento e aproveitar boas oportunidades


Com um contexto tão favorável, faça a diferença e aproveite para surfar nesta onda.

Uma das maiores dúvidas de um profissional é como obter aumento de salário e tirar proveito do bom momento da empresa onde atua. Segundo o International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton, 88% dos empresários brasileiros pretendem aumentar o salário dos seus colaboradores nos próximos doze meses. O índice está acima da média dos outros países (65%). O estudo envolve mais de 11.500 mil empresas privadas em 40 países.
O que justifica essa "boa vontade" dos empresários é que a baixíssima taxa de desemprego e a enorme falta de mão de obra qualificada, aliada à necessidade de reter seus talentos, praticamente obriga as empresas a darem bons aumentos salariais, principalmente a seus melhores funcionários.
Seguem algumas dicas para os profissionais aproveitarem o momento e serem contemplados com um bom aumento ou promoção.
1- Apareça – Não perca oportunidades de mostrar seus diferenciais. Apresente análises, dê sugestões, faça apresentações curtas, opine em reuniões. Quem não é visto não é lembrado.
2- Colabore - Ajude colegas, subordinados e até outros departamentos a resolver problemas. As pessoas proativas são muito valorizadas.
3- Evite críticas destrutivas ou fofocas – toda empresa tem ilhas de excelência e incompetência e todo mundo sabe onde estão. Aproxime-se e conviva com os melhores.
4- Abasteça seu chefe de informações úteis – Quando alguém competente é promovido, sempre sua equipe sobe junto.
5- Aprimore seu network - treinamentos, workshops e congressos, são excelentes oportunidades de relacionamento. As pessoas estão sempre à procura de bons profissionais.
Com um contexto tão favorável, faça a diferença e aproveite para surfar nesta onda.

7 características de profissionais indispensáveis


De acordo com especialistas, entregar resultados é essencial, mas não é tudo; veja o que também importa para ter uma carreira de sucesso.

São Paulo – Profissionais com um currículo de tirar o fôlego e com um histórico bom de entrega de resultados, como era de se esperar, sempre ficam na mira das empresas. Mas, de acordo com especialistas, para se tornar um profissional indispensável (daqueles que todo chefe adoraria ter na sua equipe ou colegas, na baia ao lado) é preciso mais. Confira o quê:
1 São proativos
“Esses profissionais, geralmente, se colocam em situações sem que sejam mandados”, afirma o psicanalista Luiz Fernando Garcia, autor do livro “Inconsciente na sua vida profissional” (Editora Gente). Ou em outros termos, ser proativo.
Agora, atenção, ser proativo não é sinônimo de ser workaholic. Profissionais indispensáveis, geralmente, têm uma percepção aguçada sobre o que precisa ser feito.
“Essas pessoas são comprometidas com o trabalho. Não no sentido de ser reativa. Elas fazem o que precisa ser feito, vão além e trazem outros com ela”, diz o antropólogo Luiz Marins, autor do livro “Tudo o que é fácil já foi feito” (Editora Saraiva).
2 Assumem riscos
Nessa toada, profissionais indispensáveis não se restringem à zona de conforto. Antes, volta e meia, ultrapassam os limites daquilo que lhes é confortável e assumem riscos.
Mas não é preciso estar na mesa de operações ou em posições estratégicas para vivenciar riscos. Basta se abrir para o novo e ultrapassar as próprios limites de si, rotineiramente.
3 Enxergam soluções
Independente do cargo que estão, profissionais indispensáveis são capazes de ligar os pontos, solucionar problemas e trazer novas propostas para a companhia. Geralmente, são pessoas criativas, que estão um passo à frente da maior parte da população. “Em média, bons gerentes, tem uma visão de até 3 anos, bons diretores, de até 10 anos. Agora, quem tem uma personalidade empreendedora, tem uma visão de longo prazo de 30 anos”, diz Garcia.
4 São “gente boa”
“Saímos da era da intrapessoalidade para uma época de interpessoalidade”, afirma Garcia. “As organizações estão atrás de pessoas que saibam pensar em conjunto”.
Isso significa que, dentro de qualquer companhia, ganha pontos quem não se enclausura dentro do próprio sucesso, mas que pensa no todo. Aquele que veste a camisa e valoriza, de fato, todas as pessoas.
Em termos práticos, segundo Garcia, as pessoas indispensáveis sabem dar feedback, transmitir conhecimentos e valorizar todos com quem trabalha.
Se não estão em cargos de liderança, geralmente, são capazes de gerar vínculos e contribuem para um ambiente corporativo amigável.
5 Levam outras pessoas junto
Essa capacidade de gerar vínculos, geralmente, é fundamental para que estes profissionais também sejam capazes de influenciar outros, sem manipulá-los. “Uma coisa são os engajados, outra, os ativamente engajados. Os últimos, além de proativos, engajam outras pessoas também”, explica Marins.
“Por exemplo, em todo processo de fusão são necessárias pessoas que tenham habilidade para gerar vínculos. Quem tem este potencial acaba se tornando um agente catalisador de mudanças”, diz Garcia.
6 Entregam resultados de qualidade
Resultados sempre falam mais alto. Mas, no contexto corporativo atual, o que leva a eles também conta. E muito. Se o profissional bate todas as metas, mas sob as penas de burlar leis, afugentar outros bons profissionais e cometer desvios éticos, provavelmente, não durará muito tempo. Porque, no longo prazo, o custo benefício deste tipo de combinação pode acabar no prejuízo.
7 Têm olhos que brilham
“Tem gente que não brilha por nada. Tem aquelas que os olhos só brilham quando se fala de salário ou férias”, diz Marins. “Agora, tem gente que brilha quando recebe um desafio novo, quando tem algo a aprender. São essas pessoas que eu contrato”.
Mas o que está por trás de olhos brilhantes diante de novos desafios profissionais? Paixão pelo que faz e ponto. A base de todos os outros atributos das pessoas insubstituíveis está em, realmente, gostar do trabalho que se exerce. Sem isso, fica difícil tomar iniciativa, assumir riscos, influenciar pessoas e contribuir para um ambiente motivador no trabalho.

domingo, 8 de julho de 2012

Os 4Fs que vão mudar a sua Vida!


Não se preocupe em encontrar tempo para chorar por mim, ou encontrar palavras para falar por mim, ou energia para brigar por mim, apenas tire esse monte de LIXO de perto de mim. 
 
Em 1959, um consultor tiozinho chamado Philip Kotler percebeu que 4 fatores diferentes de negócios quando alinhados com os planetas do sistema solar e as nebulosas de Capricórnio fazem uma empresa funcionar, eram eles: Preço, Produto, Propaganda e Ponto de Venda, os famosos 4Ps do Marketing.

Realmente, se o seu problema é fazer uma empresa funcionar, os 4Ps são o bicho. Basta definir a política de preços – olhando os custos da empresa ou os preços da concorrência; contratar uma bela agência de publicidade cheia de estagiárias boazudas com prêmios conquistados em Cannes para vomitar propaganda para cima do público-alvo; fabricar o produto na China ou no Brás via os bolivianos escravizados por uma ou outra rede de lojas de shopping; e colocar os produtos para vender nos principais canais de distribuição do Brasil, onde bola, luvas, fee, comissão, mensalão são o pedágio necessário para furar o bloqueio do mercado.

De lá para cá, um monte de consultores gringos e brazucas percebendo o filão de mercado inventando pelo Kotler – teorias que ninguém coloca em prática – criaram os 6Ps, 8Ps, 10Ps, 10Js, 5As, 15Ws, blá blá blá.

Agora, é a minha vez.

Baseados em estudos profundos realizados com 7.698 profissionais do alto escalão de 5.464 mega corporations e empresas emergentes que mais crescem em 79 países pelo mundo, e contando com o apoio do Instituto de Qualidade para a Excelência Corporativa, da Associação para a Sustentabilidade do Meio Ambiente Empresarial, e da ONG para os Direitos dos CEOs e Gurus Aposentados, eu descobri quais são os 4Fs críticos para o sucesso na Vida e no Trabalho.

São eles:

1. FOCO! Para quê perder tempo fazendo análise dos 4Ps de marketing sobre produtos que você não gosta, para vender o que você não sabe, para pessoas que não te valorizam? Você deveria fazer o que você gosta MUITO baseado no que você conhece UM POUCO e que tem uma GRANDE possibilidade de crescimento. 20% de tudo que você faz na vida traz 80% dos resultados que você consegue. E 30% de tudo que você faz na vida, debaixo para cima (em um gráfico), traz prejuízos imensos para a empresa. 30% dos vendedores, 30% dos produtos, 30% dos processos, 30% dos sistemas, 30% do seu web site, 30% da missão corporativa da sua empresa não servem para absolutamente nada, a não ser confundir a cabeça das pessoas sobre qual é afinal o FOCO da empresa. Foco é tudo na vida!

2. FÉ! O mundo corporativo como o próprio nome diz trata-se de um corpo de coisas. Sem alma, sem paixão, sem compromisso com a Vida. 99% da galera trabalha alucinada fazendo coisas baseadas em fatos e não crenças e valores. Curiosamente, a meritocracia é o sistema ideal para a corrupção existir. Métricas de performance, índices de desempenho, planilhas de fluxo de caixas e sistemas de análises de qualquer coisa são forjadas todos os dias para atender a meritocracia corporativa. Meritocracia não é a saída para nada, é o buraco de tudo.

A meritocracia não valoriza as pessoas. No mundo que eu quero ajudar a construir as pessoas JÁ são valorizadas por aquilo que fizeram para outras pessoas e não precisam da meritocracia para fazer acontecer. Meritocracia é um sistema legalzinho para fazer as pessoas terem vontade de trabalhar para o sistema. Tá tudo errado!

Na meritocracia, quem está por cima cria o tempo todo novos índices de performance que detonam qualquer possibilidade de mobilidade de “classe”. Segundo o mundo meritocrata, as coisas só vão melhorar daqui 50 anos. Enquanto isso, o poder dos bancos e dos governos aumenta todos os dias, e a desigualdade entre as pessoas também.

O que é melhor do que a meritocracia?

Um mundo sem qualquer tipo de liderança com completa aversão as hierarquias, e onde todos os participantes trabalham pela igualdade de oportunidades e com amor pelo que fazem.
Ninguém deveria precisar de Deus, ou do Chefe, ou do Presidente ou do Papa para fazer o bem.

3. FORÇA! Sabe porque as pessoas ainda marcam reuniões com pessoas que trabalham em outras empresas? Porque as reuniões com gente de fora são uma válvula de escape para a chatice que as pessoas vivem imersas todos os dias. 80% do dia-a-dia de 80% das pessoas é pura chatice. Gente chata discutindo coisas chatas que não levam a lugar algum. As reuniões externas são uma oportunidade de conhecer pessoas mais interessantes do que os colegas de trabalho, os chefes e os funcionários. Infelizmente, nem sempre encontramos alguém suuuuuper interessante nas reuniões com outras pessoas de fora.

Sabe porque as empresas são chatas?

Porque quase ninguém tem coragem de colocar o dedo nas feridas da empresa e encarar os problemas de frente.

Uma empresa sem conflitos, porrada, discussão sobre temas críticos, decisões difíceis e escolhas complexas são um saco. O F da FORÇA significa CORAGEM, coragem para falar tudo que é preciso ser falado, e mexer em todas as feridas que são necessárias até elas se fecharem. Se ninguém mexer nas feridas abertas, como você acha que vamos fechá-las?

Por último mas não menos importante, o 4 F é:

4. FODA-SE! Foda-se o que os outros vão pensar. Foda-se se vai dar errado. Foda-se se vamos passar vergonha. Foda-se se alguém vai ficar bravo. Foda-se se vai demorar. Foda-se se alguém é melhor do que você. Foda-se se você é pior do que alguém. Foda-se se não temos todos os recursos para competir com a concorrência. Foda-se que não temos estrutura para atacar o mercado X. Foda-se que não conhecemos direito como funcionam as coisas. Foda-se que podemos quebrar a cara. Foda-se a concorrência. Foda-se se faltam fatos para embasar nossas decisões. Foda-se se o guru supra-sumo do planeta aponta para a esquerda. Foda-se se o Sai Baba pediu para você ajoelhar. Foda-se os políticos. Foda-se os corruptos. Foda-se as coisas erradas, foda-se os ignorantes e medrosos. Foda-se todas as pessoas que NÃO QUEREM se divertir. Foda-se! VOCÊ VAI FAZER. Você vai dar a cara para bater, você vai colocar ALMA na empresa, FOCO nas tarefas e FORÇA nas reuniões.

É claro que os 4Fs não são fáceis de colocar em prática; aqueles que tem medo de tomar decisões difíceis vão sabotar qualquer idéia de foco, aqueles que acreditam em meritocracia não permitirão que você invista em novas e emergentes idéias e pessoas, e aqueles que tem medo de colocar o dedo nas feridas da empresa vão evitar as perguntas difíceis.

Foda-se!

As melhores idéias da sua empresa não vão ver a luz do dia a não ser que você lute contra todos os processos feitos pela galera que comanda os processos, ou pela galera que segue os processos.
Se você não for amado ou odiado; se você não for chamado de arrogante; se você não for chamado de desinteressado; se ninguém ficar bravo com o que você diz, você não estará se esforçando o suficiente para mudar o mundo para melhor.

Foco no que você acredita com coragem para se arriscar.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?
Ricardo Jordão Magalhães
Foda-se!

E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br
BIZREVOLUTION

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Por que registrar minha marca, Por que registrar sua Patente (invenção)?


Pode ser que a Marca que sua empresa utiliza já seja parte do nome fantasia de sua empresa registrada na Junta Comercial do Estado. Este registro, porém, limita-se à Razão Social da sua empresa, não à Marca (mesmo que seja seu nome de fantasia). Como a área de atuação das Juntas Comercial é o Estado onde se encontram, não é incomum empresas do mesmo ramo de atividades escolherem ou utilizarem uma mesma Marca como nome fantasia se estiverem registradas em Estados diferentes. Isto ocorre porque a entidade competente para conferir registro de Marcas no Brasil é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI.

Por que registrar sua Marca?

No mercado globalizado uma marca é instrumento importantíssimo na distinção de produtos e ou serviços. 

Diante de um cenário cada vez mais competitivo, registrar sua marca é o principal passo para garantir seus direitos no mercado.

Hoje é mais fácil para os concorrentes imitar a sua marca do que reproduzir seu produto ou serviço. Portanto, proteja-se.

Com a marca registrada, você tem garantias contra seu uso indevido, resguardando-se contra a concorrência desleal e atos de má-fé praticados por terceiros.

É um respaldo legal que constrói valor para a marca, fornece mais segurança à sua atuação no mercado, além de viabilizar transações comerciais nas quais sua marca é o maior objeto de negociação.

Na maioria das vezes, constituem o ativo mais valioso das firmas, sendo inclusive alvo de transações comerciais sem precedentes.

Marcas inspiram qualidade, evocam lembranças, atraem desejos.

Portanto, merecem investimento e proteção. E a maior proteção de uma marca é o seu registro junto ao INPI. 

Cabe lembrar que pode ser considerada bem móvel a propriedade industrial, pode ser protegida por várias medidas judiciais relativas à sua natureza jurídica (por exemplo interdito proibitório) e os institutos do direito das obrigações( por exemplo, o condomínio, a compropriedade, a locação, a compra e venda).

Cuidado você pode estar cometendo um crime sem saber!

Você não pode simplesmente criar uma marca ou inventar algo e sair utilizando sem antes procurar saber se alguém já a utiliza.Veja que sem querer, você poderá responder por crime contra marcas ou patentes. Analise o art.189, I da Lei da Propriedade Industrial, como você poderá ter uma grande "dor de cabeça" pelo seguinte fato:
"Art. 189 - Comete crime contra registro de marca quem:

I - reproduz, sem autorização do titular, no todo ou em parte, marca registrada, ou imita-a de modo que possa induzir confusão.

II - altera marca registrada de outrem já aposta em produto colocado no mercado. 

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. " 

Portanto, muito cuidado, antes de utilizar uma marca, procure um profissional da área para evitar qualquer problema que possa lhe dar muitas dores de cabeça e prejuízos por ter de indenizar o titular da marca.

Por que registrar sua Patente?

A Patente é um privilégio concedido pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, ao autor de um novo invento ou de aperfeiçoamento a coisas já existentes. 

A Patente possibilita unicamente ao titular da patente comercializar ou produzir o objeto patenteado ou se desejar, poderá firmar contratos a fim de que outras pessoas ou empresas explorem a patente registrada. 

Para ser aceita como Patente, é preciso que o a criação do Autor seja realmente nova e seja aplicada a utilização industrial. 

As Patentes são divididas em:
Patentes de Invenção

Algo único, não conhecido, criado pelo homem e possível de ter aplicação industrial. É importante ressaltar que, não poderá ser pedido o registro de patentes que tenham-se tornado acessível ao público antes da data de depósito do pedido de patente, por descrição escrita ou oral, por uso ou qualquer outro meio, no Brasil ou no exterior,

Patentes de Modelo de Utilidade

São Melhorias, as patentes já existentes, sendo que toda alteração (detalhe de funcionamento ou de utilização) realizada em uma patente registrada, que seja caracterizada por nova forma ou disposição diferente e que resulte em sua melhor utilização será considerada como Modelo de Utilidade. 

Conforme o Art. 10 da Lei 9.279/96, não são consideradas Patente, nem mesmo Modelo de Utilidade:

I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;
II - concepções puramente abstratas;
III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
IV - as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação estética;
V - programas de computador em si;
VI - apresentação de informações;
VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.
Desenho Industrial

É a forma plástica ornamental de um objeto, de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto,apresentando um resultado visual novo e original na sua configuração externa, necessário ainda que tenha aplicação para fabricação industrial.
Não são considerados Desenhos Industriais aqueles em que a forma necessária do objeto é comum ou vulgar ou, ainda, aquele determinado essencialmente por considerações técnicas ou funcionais. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pechincha? - Esqueça os eletrônicos baratos – a China como a conhecemos acabou...


A barata mão de obra chinesa está chegando ao fim, e o mundo, que se acostumou a tirar proveito disso, terá que se adaptar aos novos

Controle de qualidade do MacBook Pro, da Apple, em Xangai, China
Fábrica do MacBook em Xangai: funcionários da Foxconn  tiveram reajuste salarial de 25% este ano. Custos na China não param de crescer, mas isso gera novas oportunidades
São Paulo - Faz já alguns anos, os chineses são responsáveis por produzir bens desejados e exportados efetivamente para todo mundo. iPhonesiPads, tênis de marca e muitos outros itens saem de lá para as mãos de ávidos consumidores nos quatro cantos do globo. Para as grandes indústrias internacionais, a China é um local impossível de ignorar, com concentração de mão-de-obra barata por metro quadrado superior a qualquer outro lugar do planeta.
Mas a má-notícia para alguns é que os chineses não querem mais apenas fabricar aparelhos de todo tipo: querem tê-los. É sobre este cenário e como se adaptar a ele o livro “The End of Cheap China: Economic and Cultural Trends That Will Disrupt the World” (O Fim da China barata - Tendências econômicas e culturais que vão abalar o mundo, em tradução livre), lançado em março deste ano nos Estados Unidos e ainda sem previsão no Brasil.
Para o autor Shaun Rein, Manager Director da empresa de consultoria e pesquisa China Market Research Group, de Shangai, o papel que o país desempenhou nas últimas décadas se encontra em plena reversão. “Em vez de ser uma força deflacionária na economia global, a China vai exportar inflação para o resto do mundo”, afirma ele, norte-americano que vive há 15 anos no país asiático, e atende clientes como Apple e DuPont.
Apenas em 2011, 21 das 31 províncias chinesas aumentaram o salário mínimo em 22%, em média. Em fevereiro deste ano, pesquisa da Câmara Americana de Comércio em Shangai revelou que para 91% dos empresários atuando no China, “custos crescentes” é a principal dificuldade enfrentada, muito a frente de pirataria, por exemplo.
Para as companhias, uma solução seria se deslocar para mercados onde a rubrica mão de obra pesa ainda menos. Mas segundo Rein, isso não acontecerá nos próximos 5 anos, pelo menos. Para o autor, a produtividade e infraestrutra chinesas não podem ser replicadas de imediato em países como Vietnã e Indonésia. Na prática, portanto, as companhias terão que se acostumar com margens mais apertadas de lucro ou repassar os custos.
“A evaporação da mão de obra barata chinesa vai abalar as cadeias de fornecimento e os hábitos de consumo ao redor do mundo. Executivos e formuladores de políticas precisam se preparar antes da curva, evoluir e aproveitar as mudanças - ou então enfrentar a extinção”, afirma o livro.
Apple e Dell são apontadas como empresas que aprenderam que devem tirar proveito também do crescente mercado consumidor chinês. De acordo com o autor, somente a classe média chinesa representa um mercado de 350 milhões de pessoas.
Usando estatísticas, anedotas e revelando o que viu após vários anos entrevistando bilionários chineses, executivos do governo - e, acredite, até prostitutas - Shaun Rein mostra também, em "The End of Cheap China", o momento de otimismo que vivem os chineses, particularmente os jovens, que visualizam carreiras profissionais mais promissoras que seus pais – cenário não de todo diferente do otimismo que cerca os brasileiros hoje.
FONTE: PORTAL EXAME

Cadê os técnicos?


Segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral, estes profissionais são os mais raros no mercado brasileiro. Para suprir a demanda, as opções de cursos aumentam a cada dia.


O trabalho de diarista não satisfaz mais os objetivos profissionais de Kelly Santos de Oliveira, 32 anos. Ela concluiu o ensino médio na adolescência e, desde então, ficou longe da sala de aula. Quando surgiu a oportunidade de se especializar em uma área técnica, não pensou duas vezes. Esta semana, está terminando o curso de qualificação para reparador de aparelhos de refrigeração e climatização no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A área, totalmente nova e diferente da que está acostumada, não intimida. "As vantagens são o salário maior, a carteira assinada e a possibilidade de subir na carreira. Quem sabe um dia eu viro chefe?", diz, rindo. O primeiro passo para que isso aconteça já foi dado: Kelly tem agendada entrevista de emprego em um hospital. Em agosto, ela pretende voltar a estudar. Fará o curso de eletricidade para complementar a formação.

A diarista foi indicada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) para receber uma das bolsas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e não paga nada pelo curso. Criado em outubro de 2011, o Pronatec pretende expandir, interiorizar e democratizar a oferta de turmas de educação profissional e tecnológica no Brasil. Das 7,9 milhões de vagas prometidas, 1,1 milhão já foram ocupadas. Uma das formas de criar essas oportunidades é ampliando a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Atualmente, há 427 câmpus em funcionamento, e 208 (48%) ainda não estão prontos. O investimento que o governo federal anunciou para o Pronatec é alto: R$ 24 bilhões até o fim do programa, em 2014.


O professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Paulo Resende concluiu, no segundo semestre de 2011, estudo sobre a carência de profissionais no Brasil. A pesquisa ouviu executivos de 130 empresas de grande porte e apontou que os mais raros no mercado são os técnicos de nível médio. Mais de 45% das organizações têm dificuldade em encontrá-los. Além disso, eles são os que possuem pior qualificação. Esse foi um problema apontado por 64% dos entrevistados. "Estamos passando pela consequência de uma situação que aconteceu muito na década de 1980 no Brasil. Criamos uma cultura de que a falta do diploma universitário significava muita dificuldade de colocação no mercado", afirma o professor.


Nessa época, a situação econômica do país era ruim. Com o aquecimento da economia nos anos 2000, as empresas começaram a crescer e a precisar mais de profissionais no nível técnico. Mas aí, porém, o país já havia passado, segundo Rezende, por um processo de desvalorização da formação de técnicos. "O Brasil perdeu capacidade de formação de técnicos justamente por causa de uma cultura de formação de graduados", aponta. A partir do diálogo que manteve com os empresários durante a pesquisa, ele acredita que o momento é de pensar na quantidade da oferta.


Carolina Freire Mota da Silva, 18 anos, e Sérgio Henrique Soares Castro, 33, são outros dois dos 800 alunos bolsistas do Pronatec que fazem um dos 30 cursos ministrados pelo Senai-DF. Ela está no 3º ano do ensino médio e entrou para o curso de técnico em administração, com duração de dois anos. "Hoje, não basta ter só o ensino superior, o curso técnico é um diferencial no mercado de trabalho. Além disso, há alguns concursos com vagas para técnico, e o salário é maior que o de nível médio", afirma. Sérgio foi contemplado por receber o seguro-desemprego e se matriculou no curso de capacitação de mecânico de freio, suspensão e direção. "Tenho a intenção de abrir um autocentro, meu próprio negócio na área automobilística. Já realizei um estudo do mercado de onde eu moro, em Águas Claras, e vi que há pouca oferta e um público carente desse serviço."


Segundo Zuleica Ferreira, responsável pelo Pronatec no Senai-DF, os cursos proporcionam acesso rápido ao mercado de trabalho. "A vantagem é que eles estão alinhados às demandas da economia do DF. Os jovens e adultos podem entrar logo nas empresas, uma vez que a necessidade de mão de obra qualificada é crescente."


O professor PhD em educação João Batista Oliveira acredita que o programa criado pelo governo federal é apenas um paliativo para a falta de técnicos. "O Pronatec não cuida do que precisamos: fortalecer uma política permanente de formação de mão de obra. Isso se faz com instituições, com programas regulares de formação profissional, de ensino médio profissional", afirma João, que preside o Instituto Alfa e Beto (IAB), ONG criada para disseminar e promover políticas e práticas de educação.


Como solução para valorizar os profissionais de nível técnico e incentivar as pessoas a buscarem esse tipo de profissionalização, João Batista aponta o uso da tecnologia. Em vez de varrerem as ruas, os profissionais podem dirigir um veículo de coleta de lixo, por exemplo. Com mais qualificação, o perfil do trabalhador vai mudando e esse tipo de serviço passa a ser mais valorizado. Mas o presidente do IAB alerta: esse é um processo lento. "O importante é que as autoridades e a sociedade reflitam sobre isso, reconheçam que precisam e usam os serviços, e, portanto, devem valorizar e preparar bem as pessoas para as várias ocupações. Se o encanador não for profissional, vaza água", exemplifica.


Público e privado


O Pronatec atende alunos do ensino médio da rede pública, trabalhadores, pessoas reincidentes pela terceira vez em 10 anos no seguro-desemprego, beneficiários de programas federais de transferência de renda e praças que dão baixa do serviço militar. O financiamento, nesse caso, é para estudar em cursos de instituições públicas federais. Está em fase de implantação o Fies Técnico, que oferecerá uma linha de crédito para matrículas em escolas privadas. Tanto o Pronatec quanto o Fies Técnico oferecem bolsas também por meio de instituições do Sistema S (Senai, Senac, Sesi etc.).


Mais 40 mil vagas


Com a proximidade de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, profissionais de nível técnico serão ainda mais procurados. Na última segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação de 40 mil vagas em cursos para áreas ligadas ao turismo pelo Pronatec, justamente para suprir essa demanda.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

InBrands pretende dobrar número de sites de e-commerce em um ano


De olho na tendência do varejo de moda nacional, grupo manterá 16 lojas virtuais em 2013.

Passarela de verão 2013 da Ellus, uma das marcas do InBrands.
“O e-commerce é um dos principais vetores de crescimento do varejo de moda no Brasil.” Essa afirmação foi feita pelo sócio fundador da empresa de consultoria Azov, Luiz Antônio Secco, durante palestra no segundo dia do Seminário ELLE Grandes Nomes da Moda nesta quinta-feira, 21 de junho. Segundo ele, o comércio virtual de roupas e acessórios cresce 40% ao ano e é atualmente o setor que mais cresce no país. “Há quatro anos, as vendas online de moda eram praticamente zero e, em 2011, elas já somavam 7% do total do comércio eletrônico brasileiro”, explicou Secco.
De olho nessa tendência de mercado, o InBrands, grupo que detém marcas como Salinas, Ellus eAlexandre Herchcovitch, pretende dobrar seu número de sites de e-commerce em 2013, passando de oito lojas virtuais em funcionamento em 2012 para 16 no próximo ano. “Estamos fazendo um investimento na ordem de 2 a 5 milhões de reais, o que representa o custo de inauguração de apenas uma loja física de 150 m² em um shopping, por exemplo. Olhando assim, os valores são relativamente baixos, mas os desafios são enormes”, disse o diretor de e-commerce do InBrands, Flavio Nijs, ainda durante o seminário. Entre os desafios citados pelo executivo está a logística de transportes e serviços como o dos correios que, muitas vezes, impedem o cumprimento dos prazos das entregas pelas marcas.
Outra barreira para o crescimento do varejo de moda online é a ausência de padronização da numeração das roupas. No entanto, para Nijs, essa é uma questão para a qual nunca haverá solução, mas que não impede o desenvolvimento do e-commerce. “Mesmo que haja uma norma da ABNT, os tamanhos das peças continuarão variando até por uma questão da modelagem criada pelo estilista. Eu acredito que o vai acontecer é que as pessoas vão comprar mais pela internet baseado em sua relação com a marca e pelas garantias de troca que ela oferece”, explicou.

Problemas com o filho do dono da empresa? Resolva o conflito e não se prejudique


Líderes devem tomar cuidado ao tentar solucionar impasses com parentes do proprietário da empresa. Veja como agir

Trabalhar em uma empresa familiar nem sempre pode ser tão fácil quanto se imagina, especialmente quando se percebe que o filho do dono, a esposa ou o irmão tem carta branca para fazer o que bem quiser na companhia. Nesta hora, difícil mesmo é não ceder à pressão e questionar o trabalho e a autoridade de cada um.
Contudo, essa não é a atitude mais recomendada, principalmente se a sua intenção for manter seu emprego na empresa. Por isso, tenha calma antes de sair arrumando conflitos por aí e seja inteligente.
“O gestor jamais deve levar a queixa dele para o lado pessoal ou fazer do problema uma fofoca. O ideal é que ele procure a pessoa [parente] com quem ele tenha uma divergência e tente resolver a questão de forma rápida”, diz o sócio-diretor e fundador da consultoria de gestão Muttare, Tatsumi Roberto Ebina.
Segundo ele, comentar o fato com terceiros apenas desfavorece o clima corporativo e não soluciona problema algum e, por tal razão, essa atitude deve ser evitada.
Explique o problema

Durante o bate-papo o líder deve informar, de forma clara e racional, o que está acontecendo que não condiz com as políticas da empresa. É a partir desta conversa que o gestor perceberá então a linha de conduta do colaborador envolvido no problema, bem como a da empresa.
“O gestor deve observar se a pessoa que tem um certo grau de parentesco se preocupa em solucionar o conflito ali mesmo ou se resolve a situação no almoço de domingo com a família”, diz o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.
Se a resposta for a primeira, ótimo, página virada. Agora se for a segunda, cuidado! Certamente você estará trabalhando em uma empresa que favorece mais aqueles que são da família do que os demais profissionais que trabalham lá dentro. E como já diria, Ebina, “em uma briga de elefantes quem sofre é a grama, e neste caso, a grama é o gestor”.
Por isso, se percebido que o valor da empresa for ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’, tentar uma solução de nada adiantará e o líder ainda correrá o risco de perder seu emprego, já que a corda tende a romper sempre do lado mais fraco desta relação.
“Essa é a maior estupidez que acontece nas empresas familiares: a complacência de poder de mando com grau de parentesco”, diz Ebina, que garante que em uma situação como esta a melhor saída é ficar de cabeça baixa e conviver com a situação ou procurar outro emprego.
É preciso um mediador

Mas e quando a situação não se resolve na conversa e também não avança para a esfera familiar, o que fazer? Nesta caso, o gestor terá ainda uma outra opção: a de requisitar um mediador para o conflito.
“Se após a conversa os envolvidos não tiverem um entedimento sobre a questão, eles podem pedir que outro profissional, um gestor ou até mesmo o dono da empresa, avalia a situação”, recomenda o sócio-diretor e fundador da consultoria de gestão Muttare.
E nada de amenizar o fato! A conversa deve ser franca, direta e tratar exclusivamente de como a postura adotada pelo contratado pode impactar negativamente o desempenho do negócio.
“Se o pai tiver uma concordência com esse aspecto, ele certamente conversará com o filho para harmonizar o cenário”, conclui Ebina.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Executivos: 7 erros que podem destruir uma empresa


Há alguns dias escrevi um artigo listando sete erros frequentes que devem ser evitados por profissionais de diversos níveis hierárquicos, baseado em atitudes e comportamentos. Fui solicitado a pensar nas falhas mais comuns cometidas por executivos e profissionais de alto escalão. Tarefa um tanto quanto simples, considerando que apenas precisei observar meu próprio comportamento, assim como o de colegas e superiores. Difícil foi conseguir uma brecha na agenda lotada e extenuante, considerando que estamos em junho, mês de fechamento do segundo trimestre. Vamos então as dicas, as quais, espero, possam ser úteis. Os fins justificam os meios: metas irrealistas, pressões por resultados de curto prazo e cobranças desmedidas das chefias, podem fazer com que o executivo acabe cometendo deslizes ou faltas éticas, ferindo princípios contábeis e normais internacionais. É comum fabricantes estocarem seus parceiros de canal, oferecendo descontos para que comprem além da quantidade normal. Verbas de marketing, prorrogações de títulos e devoluções são algumas das consequências. Tudo é urgente: conheci profissionais que não distinguem a diferença entre urgente e importante, tornando todo e qualquer assunto como a hora da morte, principalmente aqueles solicitados pela chefia imediata. Esta postura de desespero acaba contaminando seus subordinados e a área, cujo clima organizacional tende a se deteriorar rapidamente, trazendo conflitos, desmotivação e desligamentos. Nem o melhor dos motores resiste andar em alto giro durante 30 dias seguidos. Efeito casulo: apesar de declinante, conheço gerentes e diretores que passaram longos períodos em uma só empresa, fechando-se para o mercado. Em alguns casos o casamento um dia acaba, trazendo uma sensação amarga de traição e negação. Como um marido recém-separado, precisam reaprender a procurar emprego. Considerando que grande parte das vagas de alto nível é preenchida pelo famoso QI, não é difícil prever que terão dificuldades. Sei que pode parecer chavão, porém manter uma rede de networking é um hábito salutar. Um almoço por semana basta. Palavra de quem já sofreu na pele. Longe da escola: da mesma maneira que existem profissionais que vivem para estudar, aproveitando suas férias para cursos de atualização, há aqueles que só pensam em trabalhar, passando longe dos bancos escolares. Um currículo repleto de realizações e conquistas, obtidos a custa de muitas horas extras e finais de semana. Ter apenas a graduação no CV poderá atrapalhá-lo, uma vez que perderá a noção das teorias e modelos aplicados em outras empresas e setores. O alpinista: há muitos executivos que acabam pulando etapas em sua carreira, ocupando rapidamente postos de direção. Em geral, profissionais com escolas de primeira linha, idiomas e experiências internacionais, utilizam sua inteligência criando estratégias que os levarão ao topo. Pouco jogo de cintura em relacionamentos interpessoais e falta de liderança, frutos da experiência, podem ocorrer. Em épocas de organogramas horizontalizados, promoções laterais são também interessantes. Faça como os políticos: em anos eleitorais tudo é possível, até coalizões entre Maluf e Lula, aqui em São Paulo. Não obstante o disparate, o importante é aprender a habilidade em formar coalizões e costurar acordos, imprescindíveis no alto da hierarquia. Em grandes corporações, conhecer e trafegar bem nas complexas estruturas organizacionais pode fazer a diferença, por exemplo, na aprovação ou não de um projeto. O efeito formiga: muitos chefes acabam sempre com a mão na massa, seja por gostarem do trabalho do dia a dia, não confiarem em seus subordinados ou não delegarem de maneira apropriada. Sempre atolados de trabalho, acabam se escondendo das maiores decisões, sendo vistos como operacionais pela chefia. Apesar do nobre propósito, um dos papéis a desempenhar pelo executivo é o marketing pessoal. Como já dizia o ditado, quem não é visto não é lembrado. Com raras exceções, grande parte dos setores e indústrias tem vivido momentos de queda em seus faturamentos, cujos planos, construídos com base no eufórico ano de 2011, estão muito aquém do previsto. O humor das empresas e dos executivos costuma refletir o clima econômico vigente, apesar das previsões otimistas de Guido Mantega. Neste cenário um tanto quanto encoberto e com os nervos a flor da pele, nunca é demais tomar alguns cuidados.