sábado, 7 de maio de 2011

Procon multa 26 lojas por inadequação de informações

O Procon-SP iniciou nesta semana operação para fiscalizar comerciantes de diversas regiões da Capital e na Grande São Paulo sobre a obediência ao CDC (Código de defesa do Consumidor). Apenas nos dois primeiros dias da operação, dos 173 estabelecimentos visitados, 26 foram autuados e poderão ser multados.

De olho na proximidade do dia das Mães, os fiscais percorreram o centro e diversos bairros verificando lojas da que comercializam itens de vestuários femininos, acessórios (bolsas, sapatos, bijuterias), joias, roupas de cama, mesa e banho, eletrônicos e aparelhos de celular.

Foram encontradas 30 irregularidades, sendo que a principal foi a falta ou inadequação da informação de preço. A mesma empresa pode ter apresentado mais de uma situação irregular, o que resulta no número de infrações superior ao total de estabelecimentos autuados.

Os fornecedores responderão a processo administrativo, assegurada ampla defesa, podendo ao final ser multados com base no artigo 57 da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). As multas variam entre, aproximadamente, R$ 405,00 a R$ 6.085.800,00, sem prejuízo da adoção das outras penalidades previstas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

A fiscalização vem sendo feita em conjunto com o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), que verifica se os itens à venda seguem as exigências do Inmetro. Produtos têxteis devem ter, obrigatoriamente, etiqueta com informações sobre dados do fabricante ou do importador, CNPJ, país de origem, composição têxtil, símbolos de cuidados com a conservação e indicação de tamanho, tudo em português. Na falta de alguma informação ou na existência de avisos conflitantes que prejudiquem o consumidor, o responsável pelo estabelecimento comercial é notificado pelo Ipem-SP e o órgão de defesa determina que o produto seja retirado do ponto de venda para devida correção.

O consumidor que notar a falta de informações em vitrines também pode apresentar queixa no Procon da sua cidade e solicitar a fiscalização.



FONTE: http://www.dgabc.com.br/News/5883942/procon-multa-26-lojas-por-inad...

Duas empresas vão produzir 3 milhões de peças após venceram licitação nacional do Ministério da Educação.

Empresas de Apucarana e Jandaia estão credenciadas a produzir 1,9 milhões de bonés, 862 mil camisetas e 254 mil bermudas. Elas venceram licitação nacional do Ministério da Educação. A inclusão do boné no kit do uniforme escolar está sendo comemorada pelo APL do Boné, ANIBB e ABIT e empresários boneleiros de Apucarana.

Porém, como houve demora no processo, empresários acreditam que não irão vender a totalidade destes lotes, porque dependem da adesão de prefeituras e estados.

A Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) acaba de concluir o registro de preços para cada peça do kit de uniforme escolar, de acordo com cada região do país. E, ao mesmo tempo, já disponibilizou os lotes para compra das prefeituras e governos estaduais de todo o Brasil.

Da região de Apucarana, duas empresas foram habilitadas como fornecedoras. Uma delas é a B2 Brindes, de Apucarana, e a outra é a Janbonés Indústria e Comércio de Bonés, de Jandaia do Sul. Elas estão autorizadas a produzir cerca de 1,932 milhão de bonés, 862 mil camisetas e 254 mil bermudas. Para comprar, prefeituras e governos estaduais devem fazer adesão à ata de registro do FNDE.

A conclusão do registro de preços do kit é considerada uma vitória dos empresários apucaranenses do setor, através de luta encampada pelo Arranjo Produtivo Local (APL) de Bonés e Associação Nacional das Indústrias de Bonés e Brindes (Anibb), com apoio da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT).

Com essa soma de esforços, os empresários conseguiram a inclusão dos bonés no kit de uniformes escolares. A expectativa do setor é que as compras governamentais possam beneficiar, a longo e médio prazo, outras empresas da região, principalmente de Apucarana, considerada a “capital nacional do Boné”.

Para o presidente da Anibb e coordenador de Imagem do APL, Valdenilson Vado Domingos da Costa, a aprovação do boné como parte integrante do kit e o registro de preços foi um grande passo para o setor, que vinha lutando para a sua inclusão.

Segundo Vado, o resultado para a economia local deve ser de longo prazo, já que as empresas da cidade devem começar a participar gradativamente das licitações. “Como o volume de compra para atender o ensino público é muito grande, com certeza as empresas vencedoras das licitações devem terceiriz ar a produção, e com isso mais empresas serão beneficiadas com o pregão, movimentando toda a cadeia produtiva”, informa.

O empresário Muriel Aguiar, proprietário da Janbonés, também prevê benefícios em longo prazo para o setor. Segundo ele, a inclusão do boné é uma conquista para a região, mas admite que a demora por parte do FNDE na conclusão do registro deve frustrar a produção esperada.

A empresa está habilitada a produzir 1.106.529 peças de bonés e 307.551 peças de camisetas. “O registro deveria ter saído em janeiro. Agora, a maioria das prefeituras e governos já negociou a compra de kits para entrega no início do ano letivo. A demora deve reduzir os pedidos”, diz. Segundo ele, o programa de compra do governo ainda deverá passar por alguns ajustes no próximo ano e sua empresa deve participar de novas licitações. “O valor do kit é bem mais em conta do que as prefeituras e governos estaduais conseguiriam comprar de forma isolada, já que o volume licitado pelo governo é muito grande. A expectativa é que as adesões aumentem nos próximos anos, chegando ao resultado esperado pelo setor”, diz. Ele também confirma que se os pedidos atingissem a produção aprovada, a sua empresa iria terceirizar parte do material, já que sua empresa tem potencial para produção de cerca de 300 mil peças de bonés/mês e o mesmo volume de camisetas.

Atraso na licitação prejudica vendas

Gilberto “Biba” Cavalini, da empresa B2 Bonés, também explica que não espera resultado imediato. Sua empresa ficou com lotes de 826.286 bonés, 555.325 camisetas e 254.683 bermudas. No entanto, ele prevê que a partir do segundo semestre as adesões devem aumentar, já que as prefeituras começam a se programar para o próximo ano. Com a demora na conclusão do registro de preços, o empresário diz que as empresas estarão habilitadas até maio de 2012 para atender pedidos das prefeituras e governos. Apesar do atraso, Biba considera uma grande conquista a inclusão do boné no kit escolar. “Toda a cidade será beneficiada, já que a produção de bonés e camisetas pode gerar mais empregos e movimentar mais a nossa economia”, completa.

O proprietário da B2 avalia ainda que todo o processo depende da contrapartida das prefeituras e governos, por meio de adesões à ata de registro do FNDE. “A partir dessas adesões poderemos passar a receber pedidos e iniciar a produção”, afirma.

ABIT destaca a conquista

Essa ação é considerada importante pela Abit, que vem defendendo junto à União a importância das compras governamentais como fator de desenvolvimento e inovação do setor têxtil e de confecções no País. “É uma iniciativa muito importante, pois são cerca de 50 milhões de estudantes na Educação Básica. Esperamos uma significativa adesão por parte das prefeituras e governos estaduais na aquisição desses kits. Trata-se de uma boa estratégia para o presente e o futuro, envolvendo a área educacional, que é fundamental para o desenvolvimento do País e da indústria”, argumenta Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit.

O registro de preços conduzido pelo FNDE/MEC dividiu o País em regiões. Ao todo, foram registradas cerca de 17 milhões de peças, que representam a possibilidade de fechamento R$ 183 milhões em negócios. Os Estados e Municípios poderão adquirir os lotes de uniformes escolares, aderindo a este programa. O kit é composto de camisetas, bermudas, calças, calções, saias, meias, blusões, boné e um par de tênis.

 
FONTE: TNONLINE

Novas grifes confirmam presença no 19ª edição do Fashion Rio

Os desfiles serão realizados entre os dias 30 de maio e 4 de junho nos armazéns do Píer Mauá, sendo que no dia 29 de maio dez grifes do Rio Moda Hype deverão abrir a semana de moda. Trinta grifes são esperadas para apresentar as novidades para a nova temporada.

Diretor criativo do evento, Paulo Borges não escondeu a empolgação: "as novas marcas têm um DNA jovem, um frescor que é a cara do Fashion Rio". Alexandre Herchcovitch contou que a coleção levará mais de 200 itens masculinos e femininos para a passarela carioca, além de produtos licenciados, como óculos, bolsas e mochilas. "Por ser uma linha casual, denim e malharia são os pontos fortes na composição das coleções", explicou o estilista. Ceiça Gioielli, coordenadora de estilo da Ágatha disse estar feliz por entrar para o line up e declarou que sua marca procura valorizar a mulher moderna, com atitude e estilo.

As grifes já confirmadas para o Fashion Rio são:1. 2nd Floor2. Acquastudio3. Ágatha4. Alessa5. Andrea Marques6. Auslander7. Blue Man8. British Colony9. Cantão10. Coca Cola Clothing11. Coven12. Espaço Fashion13. Filhas de Gaia14. Giulia Borges15. Herchcovitch16. Lenny17. Lucas Nascimento18. Maria Bonita Extra19. Melk Z-Da20. New Order21. Nica Kessler22. OEstudio23. Patachou24. R.Groove25. Salinas26. Têca27. TNG28. Totem29. Triya30. Walter Rodrigues

 


Fonte:Exame.com.br

Raymond James rebaixa ação da Marisa após resultados

Provisão para devedores cresceu 61% na comparação com o ano anterior

“Apesar dos fortes resultados no trimestre, acreditamos as projeções de um sólido crescimento já estão precificadas”, explicam analistas

São Paulo – A equipe de análise da Raymond James rebaixou hoje a recomendação para as ações da Marisa (AMAR3) após a companhia revelar um forte aumento nas provisões para devedores. O valor chegou a 27 milhões de reais, um crescimento de 61% na comparação com o ano anterior.

“Vemos o aumento nos riscos relacionados à qualidade das receitas com financiamentos ao consumidor, porque as provisões de devedores duvidosos vieram acima do esperado em relação ao mesmo período do ano anterior”, afirmam os analistas Guilherme Assis e Daniela Bretthauer.

O lucro da Marisa, contudo, cresceu 41,4% no primeiro trimestre e chegou a 36 milhões de reais. “Apesar dos fortes resultados no trimestre, acreditamos as projeções de um sólido crescimento já estão precificadas”, explicam.

Eles afirmam que as ações da Marisa negociam a 11,3 vezes o múltiplo de valor da empresa sobre a geração de caixa, com um prêmio de 6% sobre a Renner o que seria injustificável dada a liquidez mais baixa da Marisa.

“Estamos rebaixando as ações da Marisa de um desempenho acima da média do mercado (outperform) para um desempenho em linha com a média do mercado (market perform), e reiteramos a Renner como o principal canal para participar do varejo de vestuário no Brasil”, finalizam.

 


Fonte:exame.com.br

terça-feira, 3 de maio de 2011

Contrate pelo talento, não apenas pela experiência - Ivan Postigo

Dizia um amigo, em uma conversa na hora do almoço: - O mercado está carente de profissionais qualificados!
Da mesa ao lado, ouvimos: - Sempre esteve!
Viramos para ver quem falava. Lá estava um sorriso simpático, cabelos brancos, camisa azul sem gravata e paletó marinho.
- Terminaram o almoço? – perguntou
Em face da afirmativa, sorriu: - Posso me juntar a vocês?
Levantou-se, puxou uma cadeira e se acomodou com um copo d’água na mão. - Desculpe a intromissão, não pude resistir, os anos passam, os argumentos não!

Uma grata conversa, ratificou muitos pontos de vista que defendo.
Meus conhecimentos profissionais e as oportunidades que tive de trabalhar e aprender em todos os departamentos, de muitas empresas, do chão de fábrica à área de vendas, passando pela administração e gestão financeira, não se deveu apenas à minha prévia experiência, mas à confiança que depositaram em minha capacidade de resposta.
Uma lição que pede apenas uma forma de agradecimento: Ensiná-la!

Notamos a falta de profissionais qualificados, com maior frequência, em momentos inovação e exaustão, contudo a questão é mais complexa do que se mostra.
A empresa que perde um colaborador experiente e não tem tradição na formação de substitutos – backup como também são chamados – sempre enfrenta dificuldades para contratação.

No decorrer de minha carreira, fiz muitas seleções e contratações, por essa razão trabalhei ombro a ombro com empresas de recrutamento e seleção em todo o país, e as dificuldades sempre existiram.

Para os cargos de comando, as barreiras para desenvolvimento interno são maiores. Não dependemos apenas da capacidade de aprendizado e aplicação do conhecimento. É necessário facilidade de relacionamento, um pouco de liderança e gosto por condução de pessoas e esforços.

Quando contratamos pelo talento, procuramos também essas qualidades no candidato; quando o fazemos apenas pela experiência, as luzes que iluminam em demasia um ponto colocam outros sob as sombras.

Houve um período na história empresarial, motivado pela disseminação dos carentes recursos de informatização, que a palavra de ordem era: Colaborador multitarefas, multifunções.

O foco não era o conhecimento restrito, mas sua ampliação. O objetivo era ter cada colaborador preparado para exercer variadas tarefas, substituir pares e assumir posições de maior relevância.

A própria informatização, que agiu como alavanca impulsionando o processo, se tornou pá, enterrando-o.

Muitos trabalhos, ainda que complexos, não demandam conhecimentos teóricos profundos para sua execução – embora importantes.

Para um cálculo financeiro você precisa saber deduzir fórmulas? Não, com uma calculadora financeira e atendendo algumas regras de uso das teclas “i, n, PV, PMT, FV”, realiza proezas. 

Muitos lembram que FV=PV*(1+i/100)^n?  Hum, será que está certo? Alguém, que realmente sabe, dirá!

Se estiver certo, como calcular o “i”?

O que é esse “i”, mesmo?

Nossa vida ficou mais prática, mas está mais simples? De forma nenhuma!

Reunidos, debatendo sobre empréstimos, onde as fórmulas para cálculo de juros consideravam em um contrato o método hamburguês e em outro juros compostos e pagamentos postecipados, os gerentes da instituição financeira, com suas calculadoras e computadores portáteis, com fórmulas prontas, nos diziam: - Usamos estas planilhas e na calculadoras estas teclas. As fórmulas não sabemos como são!

Para aquele momento, nem precisavam...

Quantos profissionais, lotados em departamentos contábeis, conhecem todos os métodos e sistemas para apuração de custos e suas variantes. Muitos dominam apenas aquele que a lei estabelece como regra: Custeio por absorção.
Isso os impediria de aprender rapidamente os conceitos de custeio variável? Claro que não, principalmente se a tônica estiver no preenchimento de campos, simples digitação e emissão de relatórios de programas super, hiper, informatizados.

A escola da vida ensina na mão inversa do mundo acadêmico.

No segundo recebemos primeiro a teoria e depois fazemos as provas. Na escola da vida recebemos algumas dicas, fazemos a provas e daí sim seguimos para o aprendizado.

Os Mestres do Universo partem do pressuposto que somos todos capazes. Nosso entusiasmo vem do poder que possuímos por termos um deus dentro de nós - do grego “en” dentro, “theos” Deus e “asm” ação, Deus dentro de nós em ação.

Ensinam e nos cobram até que mostremos nossas limitações, nunca desistindo de seus eternos alunos.

Na vida – uma aventura para titãs- somos multitarefas e multifunções, sempre, por que nas empresas não?

Simplesmente porque somos recrutados pelos Mestres do Universo pelos nossos talentos e não pela nossa experiência.

Para estes jamais faltarão colaboradores qualificados.

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo
Autor dos trabalhos

Escravidão na confecção: ministério do Trabalho aumenta fiscalização

Mesmo que não sejam os empregadores diretos, também os lojistas que compram dessas facções podem ser acionados judicialmente por irregularidades trabalhistas


No início de abril, a rede Pernambucanas com 272 lojas recebeu uma multa de R$ 2,2 milhões emitida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O ônus sobrou para a rede varejista porque uma confecção subcontratada (fabricante de abrigos de moleton) por seu fornecedor mantinha trabalhadores bolivianos em condições de servidão por dívida, em São Paulo. Em setembro do ano passado, o grupo Marisa (que tem 280 lojas em todo o país, com mais de 90 milhões de peças vendidas no ano passado) assinou um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta junto ao MPT, após fiscalização do ministério ter constatado o uso de trabalho análogo à escravidão em fornecedores da rede.

Os flagrantes registrados resultam de operação que intensificou fiscalizações e autuações em confecções de São Paulo desde julho de 2009, informa o MPT, chamando atenção para a co-responsabilidade do varejista quanto às ações de seus fornecedores. "Na área trabalhista, pode-se responsabilizar toda a cadeia econômica, se conseguir estabelecer o vínculo entre as partes. Não precisa ser responsável diretamente pelo trabalho escravo; a formação do grupo econômico informal já é suficiente. O varejista se beneficia do produto, então, ele tem que ter responsabilidade social pelo que está comprando", afirma a advogada Débora Tito, coordenadora do Programa Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT.

A co-responsabilidade do varejista não isenta de culpa, no entanto, as confecções flagradas utilizando trabalho análogo à escravidão. “Nessas confecções, a questão criminal fica mais direta”, observa a coordenadora. Além disso, segundo informações do Ministério do Trabalho, a confecção fiscalizada pode ser imediatamente interditada se constatado grave risco à saúde e segurança do trabalhador. É instaurado um processo administrativo, e a empresa deve apresentar a regularização dos itens notificados para conseguir suspender a interdição.

Para o varejista o Ministério do Trabalho impõe inicialmente autuação em âmbito administrativo, que pode incluir multas, além da assinatura de um termo em que a empresa se compromete, dentro de prazo definido, a reestruturar sua cadeia de fornecedores. Se, mesmo depois de vencido o prazo, a situação permanecer nas confecções, o caso pode ir a julgamento na Justiça do Trabalho. Segundo a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil, que representa o grande varejo), foi criado em 2010 um Programa de Qualificação de Fornecedores, com participação de oito dos maiores varejistas do país: C&A, Grupo Pão de Açúcar, Leader, Renner, Riachuelo, Walmart Brasil, Marisa e Pernambucanas. De acordo com a associação, esse grupo terá até dezembro de 2013 para qualificar todos os seus fornecedores em relação à legislação trabalhista vigente.
Fonte  www.gbljeans.com.br





Projeto obriga anunciante a informar que foto de modelo foi retocada

Manato
Manato diz que a edição de fotos cria um padrão irreal de beleza.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 704/11, do deputado Manato (PDT-ES), que obriga anunciantes e publicações a informar quando uma fotografia de modelo tiver sido editada, retocada ou tiver passado por qualquer processo de manipulação estética.
Conforme o projeto, a regra valerá para fotos divulgadas na imprensa ou em qualquer meio de propaganda, inclusive embalagens e material de campanha política, além de fotografias de arte. A imagem deverá ser acompanhada do seguinte texto, em tamanho visível: "Fotografia retocada para modificar a aparência física de uma pessoa".
O desrespeito à regra, segundo o projeto, resultará em multa de até 50% do custo do anúncio. Manato argumenta que essa medida já vem sendo discutida em outros países, devido à preocupação com "o impacto que a busca irrefreada de um padrão artificial de beleza vem causando à saúde da população”.
“Essas imagens [manipuladas] podem fazer as pessoas acreditarem numa realidade que não existe”, aponta o deputado, citando casos de jovens que morreram de anorexia e outros distúrbios alimentares em razão da "ditadura da moda”.
Tramitação
A proposta foi apensada  ao PL 6853/10, que torna obrigatória a informação ao público sobre a manipulação de imagens de pessoas em peças publicitárias. Os projetos serão analisados, em caráter conclusivo, pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:|camara.gov.br/agencia/noticias|

Como Luiz Falco foi 'frito' no comando da Oi

Após meses de desgaste com os controladores da Oi, Luiz Eduardo Falco, presidente da operadora desde 2006, já tem data para deixar o cargo — e o prazo é mais curto que o previsto

 
 
 
 
 
Luiz Eduardo Falco, da Oi
Luiz Eduardo Falco, da Oi: ele deixa a empresa com um bônus 50% maior do que o recebido em 2009

Nos últimos três meses, dois processos sucessórios se tornaram alvo preferencial nos bate-papos entre altos executivos brasileiros. O primeiro foi o da Vale, maior companhia privada brasileira. A substituição de Roger Agnelli, presidente da mineradora por mais de dez anos, foi discutida publicamente durante quase três meses, até que, em 4 de abril, os controladores da empresa decidiram finalmente indicar para o cargo o administrador de empresas mineiro Murilo Ferreira.

A segunda troca de presidente mais aguardada do país envolve outra companhia de proporções colossais — a Oi, quarto maior grupo privado do país, com uma receita de 46 bilhões de reais em 2010 e uma carteira de 64 milhões de clientes.

A saída de Luiz Eduardo Falco do comando da companhia — posto que ocupava desde 2006 — era carta marcada. Mas estava prevista para acontecer somente no segundo semestre deste ano, quando o contrato de Falco venceria.

No dia 13 de abril, porém, os controladores da Oi anunciaram que a saída de Falco seria antecipada para 30 de junho, seis meses antes do prazo previsto. “Falco foi muito importante para o crescimento da Oi.

Mas estamos encerrando um ciclo”, diz Pedro Jereissati, vice-presidente do Grupo Jereissati, que, ao lado de Andrade Gutierrez, Portugal Telecom e de fundos de pensão, faz parte do bloco de controle da operadora. “O novo presidente da Oi passará 60% de seu tempo em Brasília. E esse não é o perfil de Falco.”

Internamente, a decisão de não renovar o contrato de Falco já havia sido tomada desde dezembro passado. O desempenho da Oi ao longo de 2010 teria desagradado a alguns dos controladores da empresa, sobretudo o Grupo Jereissati. Das seis metas estipuladas para o ano, Falco cumpriu plenamente apenas duas: a redução da dívida e o lucro líquido.

As demais, todas operacionais, ficaram aquém do esperado. A Oi perdeu participação de mercado em todos os setores em que atua — na telefonia fixa, foi a única das grandes operadoras a perder clientes. Foram 1,3 milhão de linhas a menos. O desgaste aprofundou-se em janeiro, quando a receita líquida prevista para o mês ficou 70 milhões de reais abaixo da meta estabelecida.

Embora se trate de um valor pequeno para uma companhia com uma geração de caixa de 10 bilhões de reais ao ano, o resultado funcionou como a gota d’água para o fim de uma relação que havia meses estava desgastada. “Não dá mais para aceitar números abaixo do esperado”, diz um membro do conselho de administração que pediu que seu nome não fosse revelado.

 
Saída antecipada
No final de fevereiro, os acionistas cederam à pressão de Pedro Jereissati para antecipar a saída de Falco de dezembro para junho. A transição, no entanto, deveria ocorrer em sigilo. Otávio Azevedo e Sérgio Andrade, presidente e presidente do conselho de administração da Andrade Gutierrez, exigiram que a troca de comando acontecesse apenas quando um sucessor fosse encontrado.

O processo, entretanto, rapidamente se tornou público. Com o passar do tempo, os boatos se intensificaram. Isso mais o enorme ruído gerado pela substituição de Agnelli na Vale tornaram a antecipação do anúncio da saída de Falco inevitável. Em telefonemas trocados no domingo 10 de abril, Jereissati e Azevedo decidiram, enfim, comunicar ao mercado o novo prazo de saída do executivo.

Falco, que havia retornado recentemente de um curso de uma semana sobre inovação no setor de telecomunicações no MIT, recebeu a notícia dois dias depois, na sede da Andrade Gutierrez, no Rio de Janeiro. O comunicado oficial foi enviado à CVM na mesma semana.

O desgaste de Falco com os controladores começou depois da aquisição da Brasil Telecom, em abril de 2008, dando origem ao que foi batizado de “supertele”. A aquisição custou 12 bilhões de reais e elevou a dívida líquida da Oi para 22 bilhões de reais. Em 2009, o conselho de administração determinou que no ano seguinte fosse feito um corte de 40% no volume de investimentos.

Falco defendeu a posição de que a medida comprometeria o crescimento da empresa no futuro — o que de fato viria a acontecer. Embora discordasse, o presidente da Oi liderou um profundo corte de custos. O objetivo era reduzir a dívida líquida a pelo menos 21 bilhões de reais. Falco conseguiu diminuí-la bem mais que o previsto, para 18,7 bilhões de reais.

Como 40% da remuneração variável do alto escalão da companhia estava atrelada à redução da dívida, os executivos receberam um bônus 50% maior em 2010.

Em agosto do ano passado, os controladores encomendaram à consultoria McKinsey um estudo para definir um novo organograma para a Oi. O modelo proposto pelos consultores previa a divisão do cargo de presidente em dois — um executivo comandaria todas as funções operacionais, e o outro ficaria responsável pelas relações institucionais —, modelo semelhante ao adotado pela Telefônica.
 
A partir daí, Falco passou a ter de submeter todas as suas decisões estratégicas a três comitês formados por representantes dos acionistas: remuneração e RH, finanças e riscos. Em dezembro, o executivo precisou reapresentar sua proposta de orçamento para 2011 ao conselho de administração pela terceira vez até que os controladores aprovassem os planos.

“Ao final do processo, Falco concordou com as metas impostas pelos acionistas, mas deixou muito claro que não as garantiria”, diz um conselheiro da Oi. Em março deste ano, o irlandês James Meaney, então presidente da empresa de call center Contax, assumiu o recém-criado posto de diretor de operações da Oi, reunindo abaixo de si oito das 13 diretorias.

Com a saída de Falco, em junho, Meaney deverá ser mantido no cargo, e outro executivo será contratado como presidente, cuidando das relações institucionais.
Enquanto os controladores definiam o futuro de Falco, os sócios da Portugal Telecom se preparavam para imprimir sua marca na administração da maior empresa de telefonia brasileira. A operadora portuguesa entrou para o grupo de controle da Oi em 28 de março, depois de realizar um aporte de 8,3 bilhões de reais.

O português Zeinal Bava, presidente da PT, participará do conselho e comandará o novíssimo comitê de tecnologia da Oi, responsável pela expansão da banda larga e do serviço de TV por assinatura no país. A ideia é realizar uma reestruturação na Oi ao longo deste ano, de modo que a companhia esteja pronta para brigar com Net, Telefônica e GVT a partir do início de 2012.

Para isso, Bava contará com a ajuda do carioca Shakhaf Wine, presidente da PT no Brasil, e do português Pedro Gutierrez, responsável pelas operações de planejamento e controle em Portugal e recém-apontado vice-presidente executivo da PT no Brasil.
A partir de agora, começa uma nova fase para a Oi. E, dessa etapa, Falco, que permaneceu na companhia por uma década, desde o bem-sucedido nascimento da operação de telefonia móvel, não vai participar.

FONTE: EXAME

Seu currículum, sua competência e o emprego desejado

Quer esteja você procurando novas oportunidades ou não, sempre se depara com o assunto currículum.

Os modelos são variados, as teses sobre o que deve integrá-lo também.  

Não faltam empresas especializadas na preparação do material, eu mesmo tenho uma infinidade de modelos. Quando acho que já não há mais nada para aprender sobre o assunto, pronto, surge algo novo!

Deve ter fotografia ou não? Depende, você é bonito ou feio?

Foto em pé ou 3 x4? Você é alto ou baixo?

Idade? Esse é um detalhe delicado, depois da casa dos trinta já o consideram velho. Gostamos da sabedoria, mas não temos a mesma consideração pelos sábios.
Nesse aspecto você pode ouvir: - Idade não comprova sabedoria! Diz o velho ditado “o diabo é mais sábio por ser velho do que por ser diabo!”. Sabedoria é resultado da experiência, nesse caso “tempo de estrada” conta muito.

Informo que não sou fumante?  Ser casado é uma referência importante? Filhos. Ter filhos deve mostrar responsabilidade!

Um grande amigo não menciona que os têm. Quando lhe perguntam por que, ele diz: - Tenho seis, como você acha que avaliarão essa questão? Jamais me chamarão para uma entrevista.

Beber nem pensar e quando lhe perguntarem você diz: - Socialmente!

Hobbies! Simples, passear com a família, cinema, leitura. Hum, e quem é paraquedista, conta ou não?

Isso é só o começo, ainda tem o capítulo instrução e experiência.

Na hora de falar da instrução como mostrar que frequentou escolas pouco comentadas, mas muito boas, obtendo sempre as melhores notas, se o concorrente, ainda que péssimo aluno, esteve em escolas consagradas? Você, uma pessoa de família sem muitos recursos, apelou para as bibliotecas e sebos, tornando-se um autodidata, mas não tem MBA. Leu tudo que encontrou, dos clássicos aos técnicos, passando pelas bulas dos remédios.

Chegou a hora de falar das experiências. Você é pau-para-toda obra, sem um “CV” encorpado, começou de baixo. Tem muito para contar do que fez, mas pouco para falar de cargos que ocupou. A vontade de aprender, mais do que a ausência de preguiça, o levou a “navegar” por todos os setores da empresa.  Oportunidades por lá tem aparecido, mas você já sentiu que para deslanchar na carreira vai ter que procurar novos ares. Essa é a razão de ter saído em busca de informações para desenvolver um “CV” competitivo.

Ao nosso lado estava um consultor ouvindo a conversa que resultou neste artigo. Ele se lembrava de uma história sobre comprovação de competência e tentava encontrá-la na internet. Não demorou muito, nos trouxe uma folha e disse: - Aqui está uma forma de demonstrar competência.

Lia-se:

Um lenhador, em busca de trabalho, chegou em uma região que estava sendo desmatada. Apresentou-se na empresa carregando seu machado e pediu uma oportunidade para demonstrar sua competência.

As pessoas presentes riram de seu jeito simples e lhe explicaram que o trabalho era feito com motosserras, machado era coisa do passado.

Precisando trabalhar disse que faria o serviço por um valor que considerassem justo, mais a refeição do dia.

Vendo que poderiam ter alguma vantagem, os responsáveis pela derrubada o contrataram e lhe deram uma área onde pudesse trabalhar e não incomodasse os demais.

Machado “comendo solto”, as árvores iam caindo, levando o que encontravam pelo caminho. Experiente e determinado, o lenhador limpava a área em volta e deixava os troncos prontos para que fossem puxados pelos tratores.

Pouco antes do encerramento do expediente “os chefes” foram inspecionar o trabalho que ele havia feito e ficaram espantados com tamanha perícia que o permitira abrir enorme clareira em uma mata fechada.

Curiosos queriam saber um pouco mais sobre o homem, onde vivera, que trabalhos fizera, do que gostava e como adquirira tanta experiência e habilidade.

Calmamente respondeu todas as perguntas e disse que aprendera muito sobre madeira, técnicas de corte e desenvolvera sua habilidade no deserto do Saara.

Os entrevistadores confusos, sem entender aquela afirmação, lhe disseram: - Não há floresta no deserto do Saara!

O lenhador olhou-os todos nos olhos e respondeu: Havia quando lá cheguei!

Depois que terminamos a leitura o consultor nos disse: - O aspecto mais importante não é a informação que você coloca no currículum, mas a oportunidade de entregá-lo pessoalmente, com o machado nas mãos.

Ah! Vou comprar um machado!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Twitter: @ivanpostigo

Nem Todos Querem Exportar Valor Agregado

Com os preços de commodities nas alturas e a perspectiva de que a China deverá manter por muitos anos o apetite por matérias-primas, a discussão sobre se é melhor exportar produtos básicos ou investir em agregar mais valor se torna mais complexa. Alguns analistas perguntam, por exemplo, por que a Vale deve investir em siderurgia num momento em que há excesso de produção de aço e as cotações do minério de ferro aumentam com força ano após ano.

Vários economistas, contudo, ainda defendem ferrenhamente a estratégia de agregar valor às vendas externas, para que o país não fique dependente dos preços de commodities, historicamente muito voláteis, e aposte em setores com maior desenvolvimento tecnológico e empregos de melhor qualidade.

Ex-ministro das Comunicações e ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros diz que, em princípio, é "melhor exportar produtos com maior valor agregado". Como regra geral, o processo traz benefícios à economia do país, afirma ele. "A questão é que cada caso precisa ser analisado detalhadamente. Não há respostas prontas, pré-concebidas", pondera Mendonça de Barros, tomando como exemplo a questão se a Vale deve ou não investir com mais força em siderurgia.

Além da escalada de preços do minério e da sobra de aço no mundo, ele levanta duas questões que podem colocar em xeque a conveniência de a empresa apostar na siderurgia. A primeira é que, se entrar agressivamente nesse mercado, a Vale passará a concorrer com seus principais clientes. "É preciso um estudo para ver o impacto de a empresa competir com os principais compradores de seus produtos", afirma ele, hoje sócio da Quest Investimentos.

O segundo ponto é que produzir aço consome muita energia elétrica, o que não ocorre com a extração de minério de ferro. "Será que o Brasil tem oferta de energia suficiente para isso, a preços competitivos?" São perguntas, segundo ele, que precisam de um estudo detalhado para serem respondidas.

O professor Fernando Cardim de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vê com maus olhos a ideia de produtos como o minério de ferro ganharem tanto espaço na pauta de exportação brasileira. "Há nesse caso um conflito entre os ganhos de curto e os de longo prazo. Neste momento, certamente exportar minérios para a China é um dos melhores negócios que existem, mas como fica a situação num período maior?", diz Cardim, observando que os preços de matérias-primas são muito voláteis.

"Estamos surfando na fase boa da volatilidade, mas nós conhecemos o que ocorre quando vem a fase ruim." Para ele, apostar que o apetite chinês por matérias-primas não vai arrefecer é ignorar a história econômica "dos últimos 250 anos". Cardim também defende a estratégia de buscar mais valor agregado por causa do seu impacto sobre o emprego. A produção de commodities costuma gerar poucos postos de trabalho, em geral de baixa qualificação, diz ele. Na fabricação de manufaturados, há maior desenvolvimento tecnológico e a geração de melhores empregos.

Mendonça de Barros vê um período bastante longo de commodities em níveis elevados, dada a perspectiva de que a China continue a crescer a taxas robustas por vários anos. "Já a tendência dos produtos industriais é continuarem muito baratos", observa ele. Cardim, por sua vez, diz que a queda das cotações dos bens manufaturados, num cenário de ganhos de escala, não impede que a fabricação siga bastante rentável. "A manufatura sempre foi assim, basta ver a estratégia da própria China."

O ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman tem uma visão oposta à de Cardim. Para ele, há maniqueísmo de muitos economistas brasileiros, que consideram a produção de bens de maior valor agregado como algo intrinsecamente bom. "A questão é que não é algo absoluto. A rentabilidade hoje de produzir minério de ferro é muito maior do que a da siderurgia. O que é melhor para a empresa, ser a Vale ou a Usiminas?"

Schwartsman diz ainda que há grande capacidade ociosa no setor siderúrgico no mundo, além de não ver no radar um tombo dos preços de commodities. Mas essa não seria uma visão de curto prazo? "Pode haver incertezas em relação aos preços, mas não ignore o que mercado está dizendo. A diretoria da empresa tem que tomar decisões que afetam a vida da empresa vários anos à frente, com os acionistas fungando em seus cangotes." Para Schwartsman, quem está no dia a dia da empresa e conhece o mercado em que a companhia atua está muito mais capacitado para definir a estratégia do que um burocrata em Brasília. "E as empresas de commodities não operam num enclave. Elas estão integradas à economia, gerando demandas por produtos manufaturados e serviços nas suas cadeias", conclui ele.

Um ponto que torna a discussão mais complexa é que um produto primário muitas vezes tem um processo de produção que envolve muita agregação de valor. A extração de petróleo em águas profundas é um exemplo eloquente. A tecnologia e a mão de obra empregadas no processo deixam claro que se trata de algo complexo e avançado, como concordam - pelo menos nesse ponto - Schwartsman e Cardim.

O professor Fernando Sarti, da Unicamp, considera que a discussão sobre o assunto é feita muitas vezes de modo simplista - a polêmica minério de ferro X aço no caso da Vale seria uma dessas simplificações. Ele dá um exemplo interessante para ilustrar como a discussão é hoje mais complicada: as exportações brasileiras de soja, uma commodity, têm mais conteúdo tecnológico que as de telefones celulares, um produto manufaturado. Enquanto a produção de soja envolve um investimento grande em sementes, química fina e biotecnologia, a de celulares muitas vezes se limita a montagem de componentes importados.

O assunto, contudo, não se esgota aí, diz Sarti. No caso da soja, nota ele, o Brasil é extremamente competitivo na produção, mas não na comercialização internacional do produto, nas mãos de três grandes empresas multinacionais. No caso da Vale, focar na produção de minério de ferro pode talvez de fato ser mais indicado, dada a sobra de aço no mundo, mas seria importante que os investimentos da empresa em logística beneficiassem outros setores da economia -a construção de ferrovias pela companhia, por exemplo, tem aumentado a demanda pela produção de mais locomotivas e trilhos no país? "É importante haver um transbordamento para outros segmentos da economia."

A exploração do petróleo do pré-sal pode garantir esse tipo de benefício, com a montagem de uma cadeia de fornecedores dos equipamentos que serão necessários para a Petrobras. "Essa estratégia é uma boa opção, desde que seja equilibrada, e não faça a empresa ter fortes aumentos de custos", diz Mendonça de Barros.
Fonte:|direitoaduaneiro.blogspot.com|

Facções têxteis têm um peso expressivo na economia da região de Jaraguá do Sul

O Núcleo das Facções Têxteis da Acijs - Associação Empresarial de Jaraguá do Sul - e Apevi - Associação das Micro e Pequenas Empresas do Vale do Itapocu - está completando um ano de atividades.

Na região existem mais de 500 empresas têxteis e do vestuário que empregam 24.576 colaboradores, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged), revelado pelo coordenador do núcleo, Jairo Kienen.

Somente em Jaraguá são pelo menos 300 empresas do ramo, com mais de 17 mil trabalhadores. As facções representam em torno de 250 empresas legais, que geram 2,5 mil postos de trabalho e um faturamento anual calculado em R$ 79,5 milhões, de acordo com Jairo. “Esse valor representa quase 2% do Produto Interno Bruto (Pib) da região”, comentou Kienen.

Embora as facções representem um peso significativo na economia, ele relata que muitas atuam na informalidade. Reverter esse quadro é uma das metas do núcleo formado há um ano com o objetivo de levar informações para manter as empresas trabalhando e aumentar o número delas integradas ao movimento associativista. De 250 empresas, dez participam do núcleo.

O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário, Neocir Dalri, disse que a entidade apoia a iniciativa do Núcleo das Facções Têxteis. Ele entende que a informalidade é desleal porque prejudica não somente a economia como também quem trabalha nas facções que não são registradas.

 
FONTE: FOLHABLU

Gestão de alto desempenho é assunto para profissionais

Gosto de esporte, entre outras razões, pela lição que nos deixa separando principiantes, amadores e profissionais.

O principiante começa a dar os primeiros passos, motivado, mas sem a paixão do amador. Este, por sua vez, não tem a preparação física, técnica e objetividade do profissional.

Para o profissional, resultado é determinante. Ele avaliará, cobrará e assim será cobrado. O sucesso determina seu valor e de seu time.

Esse conceito profissionaliza a pessoa, a equipe, o mercado.

Extrapolando, ouvimos de vez em quando a frase: Este time se tornou uma empresa!

Interessante, será que podemos aplicar esse raciocínio às nossas organizações? São estas principiantes, amadoras ou profissionais?

Os gestores de nossas empresas são efetivamente avaliados pelos resultados?

Há compromisso efetivo com as metas estabelecidas e conseqüências por atingi-las ou não?

Quem avalia e como os desempenhos são avaliados?

Nossas empresas e gestores são submetidos à algum conselho de administração que possa avaliar com isenção a condução dos negócios e os resultados alcançados?

Gestores que arriscam a carreira, com ações arrojadas, gerando resultados excepcionais, são devidamente recompensados?

Quantas empresas, no mercado brasileiro, podem ser consideradas de alto desempenho?

Podem ser muitas, poucas, para esta conversa não importa, sua empresa é de alto desempenho? Você é um profissional para atuar nesse modelo de gestão?

Empresas de alto desempenho são concorrentes terríveis e competidores temíveis. Quando entram em um segmento é para conquistá-los e obter a liderança.

São criativas e incansáveis. Atraem e retém talentos. Desenvolvimento de habilidades e exploração de oportunidades, com sentido de urgência, integra sua cultura.

O alto desempenho as destaca, assegura visibilidade, gera respeitabilidade e inconfundível reconhecimento.

Seus produtos quando lançados não são contestados, mas festejados. Seus erros inaceitáveis e duramente criticados.

Seus clientes são fãs e motivados defensores. Sua marca uma referência de qualidade, segurança, bom-senso e status.

Integrá-las como colaborador uma aspiração, um desafio e uma referência para o currículum.

A oportunidade atrai candidatos determinados, as exigências afastam os despreparados.

Inovação, atualização, desempenho e sucesso são temas dos debates diários, impedindo a acomodação e o desânimo.

Nas organizações de alto desempenho sente-se uma eletricidade no ar, gerada pela alta movimentação e dinâmica do processo.

Benchmarkings são necessários, estudos de mercado são efetuados, concorrentes são observados, mas as barreiras detectadas e pontos a serem superados são as próprias limitações.

Um profissional sabe que seu maior desafio é a auto-superação e que suas limitações são aqueles que ele se impõe.

Em gestão de alto desempenho limitações podem existir no homem, não na equipe. A superação dessa fragilidade é feita com adição de competência.

Nessas organizações seus gestores sabem que de alto-desempenho é resultado da excelência do homem.


Gestão de alto-desempenho é ou não assunto para profissionais?







segunda-feira, 2 de maio de 2011

Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo

Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo

O Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo - ABVTEX tem por objetivo permitir ao varejo qualificar e monitorar seus fornecedores quanto às boas práticas de responsabilidade social e relações do trabalho.

O Programa da ABVTEX possui duas vertentes principais:

Qualificação e Monitoramento da cadeia têxtil:

O Programa de Qualificação prevê a realização de auditorias independentes para o monitoramento de práticas, compromissos e aspectos de gestão ligados aos seguintes temas: trabalho infantil, trabalho forçado ou análogo ao escravo, trabalho estrangeiro irregular, liberdade de associação, discriminação, abuso e assédio, saúde e segurança do trabalho, monitoramento e documentação, compensação, horas trabalhadas, benefícios, monitoramento da cadeia produtiva e meio ambiente.

Capacitação:

O objetivo da vertente de Capacitação é desenvolver e apoiar os fornecedores e seus subcontratados para que se adequem ao Programa de Qualificação da ABVTEX.

O Programa dá início a um importante processo a favor da estruturação da cadeia têxtil. A iniciativa significará a abertura de novas e boas oportunidades de negócios para quem tiver a qualificação, dando condições para que grande parte da cadeia atue com melhores condições de trabalho, respeito à legislação e demais aspectos ligados à responsabilidade social.


Mais informações na ABVTEX : www.abvtex.org.br














Sobras de retalho serão usadas em trabalhos com detentas

O estado do Rio terá um programa de aproveitamento de retalhos da indústria têxtil como matéria-prima para trabalhos de detentos. O programa, batizado de “Tecendo a Cidadania”, é determinado pela lei 5.960/11, publicada no Diário Oficial do Executivo desta quarta-feira (27).

A iniciativa, proposta pelo deputado Átila Nunes (PSL), defende a medida com o argumento de que ela auxilia na solução de dois problemas: “damos destino aos retalhos, reduzindo o lixo produzido pelo setor, e garantimos mais material para ocupação e formação profissional”, explicou o parlamentar.

A regra, sancionada com veto parcial ao artigo segundo, determina que o Governo irá, através da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, promover parcerias com empresas ligadas à indústria têxtil para recolher os retalhos e separá-los por tipo de tecido. O Executivo terá 60 dias, a partir da publicação da lei, para regulamentar a matéria.

 

FONTE: Jornal do Brasil

Um plano de negócios é muito mais do que um pacote de boas intenções

O rumo que segue a sua empresa segue você também.

Quer comprar uma casa, trocar o carro, fazer a viagem dos sonhos? O atendimento a esses desejos só deve ser feito com o lucro gerado pelo empreendimento.

Você não é acionista e a parte que lhe cabe na divisão dos lucros é mínima? Se a sua participação na geração deste for significativa, poderá receber o que lhe cabe, ou que você estabelece, a título de salários.

Ainda assim não está acontecendo? É hora de repensar como está conduzindo não apenas a sua carreira, mas a construção de seu futuro.

Vamos encontrar muitos casos onde a frase “pessoa rica, empresa pobre” parece verdadeira. Esteja certo que não é.

São situações onde as reservas de lucros ou recursos financeiros foram dirigidos para atendimento de interesses pessoais, exaurindo a capacidade de evolução dos negócios. Empresas e empresários assim estão fadados ao fracasso.

Chegará o tempo que os ativos fixos e o capital intelectual estarão obsoletos e ultrapassados.

Poucos, nessa situação, são capazes de vender os bens pessoais e injetar novamente o dinheiro na empresa.

Quando o fazem é porque os sinais de fracasso são evidentes, e o comprometimento bancário tão alto que o crédito já não lhes é mais oferecido.

Não faltam empresas tomando dinheiro emprestado de agiotas, sustentando fantasias existenciais de pessoas incautas.

Essa é uma questão muito séria e não pode ser tratada apenas com foco em gestão empresarial. É preciso rever e tratar conceitos pessoais.

Mas, e quando encontramos pessoas focadas, trabalhadoras, determinadas, e os resultados não aparecem?

Há uma frase que parece um tanto cruel e que merece atenção: “Na vida, fazendo tudo direito, você tem cinquenta por cento de chance de sucesso”.

O que quer que você faça, perceba que terá que usar sua vocação, seu talento, sua determinação e ainda adicionar competência.

Como equacionar esse problema?

Será que tem solução?

A reflexão nos leva a entender que ninguém que queira ter sucesso poderá consegui-lo sozinho!

As redes sociais nos permitem o desenvolvimento de um networking substancial para obtenção de conhecimentos, e os novos conceitos empresariais conduzem à criação da coopetição. Isso significa ir além da competição. Cooperar, mesmo competindo!

O homem primitivo se reunia para caçar por uma razão muito simples: Ele e sua família não comeriam um mamute sem que parte se perdesse. E, sozinho, jamais teria sucesso na caçada. Poderiam sim, virar a caça.

Algumas danças tinham como objetivo preparar a empreitada, onde cada integrante saberia exatamente o que fazer.

Quando a caça é farta, os erros são tolerados. Desde que o saldo seja positivo e não prejudique a sociedade.

Por que razão pessoas instruídas não observam as lógicas vantagens da associação e cooperação?

Não faltam orientações a esse respeito, não é verdade?

O homem, embora seja um ser social, busca autosuficiência para exercício e exaltação do poder.

Em determinado momento de minha vida, estava negociando uma parceria com uma empresa que venderia nossos treinamentos. Avançamos bastante no processo; quando chegamos à preparação do material de divulgação, nos deparamos com uma barreira que fiz questão de não transpor e preferi não continuar.

O pretendente à parceria nos dizia: - No processo de divulgação apenas minha empresa será “exaltada”. Você poderá apresentar seu curriculum e sua organização ao iniciar o curso, mas quero que, mesmo nas projeções, apenas meu ícone apareça.

Tomando emprestada a palavra que ele usou, para não me “exaltar”, preferi lhe dizer: - Ora, vá caçar mamute! E que seja sozinho.

Um plano de negócios precisa de participação e cooperação dos envolvidos. Aqui cabe bem a palavra “entrega”.

As pessoas precisam se “entregar” ao que estão fazendo.

Um plano de negócios precisa estabelecer o que, quando, como, por quem, para quem, para que, onde, quanto, e todas as questões que forem possíveis serem formuladas.

Perguntas respondidas estabelecem parâmetros para ação.

Com boas intenções os caçadores primitivos corriam atrás de um mamute e arremessavam lanças, sob o risco de serem atacados pelos demais. Isso, quando não o largavam e iam atrás da primeira presa que se mostrasse mais fácil, e acabavam de mãos vazias.

Com um plano de negócios, com tochas acesas, provocavam o estouro da manada, em direção a um abismo, derrubando vários, obtendo melhores resultados, reduzindo os riscos de serem atropelados.

A incompetência estratégica quando não dispersa esforços provoca a imobilidade operacional.

Nos momentos em que todas as técnicas de gestão não permitem que conduzamos nossas empresas ao desenvolvimento de um plano de negócios com sucesso, um bom caminho é dar uma olhada para trás, no tempo, e ver como nossos antepassados lidavam com os mamutes!

Afinal, um plano de negócios é muito mais do que um pacote de boas intenções.

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Autor dos trabalhos
Livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área ...
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Simulador de resultados adotando premissas
Simulador: Cálculo de Prospecção de Clientes para Metas e Cotas de Vendas



O alto custo da troca de profissionais de vendas

Vendedor, uma profissão que testa os limites do homem. Nem mesmo a alta tecnologia e todos os recursos de gestão superarão a “boa lábia”.

Estou defendendo a velha tese do homem sedutor que convencia todos com seus argumentos e truques? Quase isso!

Estamos, então, dando um passo para trás, já que muitas teses tem o objetivo de enterrar essa imagem? Não, dando um passo para frente!

O mercado saturado, com produtos vindos de todos os cantos do mundo, sem diferenças visíveis, reserva espaço a quem souber fixar sua marca e for capaz de propagar sua mensagem. Esta mensagem quem leva, divulga e faz uso intenso é o vendedor.

Decisões de compra acontecem por influências psicológicas como percepção, motivação, experiências passadas, crenças e comportamentos aprendidos.

 
O consumidor não é capaz de notar todos os estímulos que o cerca, contudo é seletivo em relação ao que ignorar ou dedicar atenção.

Um estudo que li há pouco tempo mostra que um consumidor está exposto a 2.500 mensagens publicitárias por dia, mas só é capaz de notar entre 11 e 20.

Nesse sentido, o vendedor é uma peça importante no processo de propagação da informação e consolidação da marca. Não com seus truques, mas com a devida preparação técnica e de oratória para que seja ouvido e entendido.

Uma mensagem, ao ser transmitida, precisa ter seu retorno avaliado para ratificação ou retificação. Essa é a essência da comunicação e uma arte que o vendedor deve dominar.

Para quem não gosta do conceito do vendedor sedutor, por que não trocar o termo “boa lábia” por “lábia boa”?

Nossas empresas não têm mostrado vocação para desenvolvimento e fixação das marcas, o investimento em mídia tem sido tímido, com isso grande parte desse trabalho é executado pelo vendedor.

Há alguns anos, o diferencial de qualidade dos produtos era um forte argumento, hoje estão todos muito parecidos, de forma que o marketing emocional tem se tornado um requisito fundamental.

A empresa quando troca o profissional de venda, sem que se de conta, acaba criando uma barreira. O novo profissional, provavelmente, repetirá o que o antecessor dizia, aspecto que confundirá o comprador ou consumidor.

Quais são as novidades que este novo profissional está trazendo?

O que houve com o anterior?

O vendedor anterior é que não se empenhava ou o produto não tem aceitação no mercado?

Devo realmente acreditar na mensagem?

Não seria melhor fazer algumas experimentações?

Nessa linha, há uma série de questões que são levantadas e que podem levá-lo a escolher produtos dos concorrentes ou rejeitar a empresa e marca.

É importante lembrar que muitos profissionais atuam como representantes comerciais e não são exclusivos. Representam mais de uma empresa, ou, como tratamos no mercado, “trabalham com outras pastas”. Dessa forma, continuarão visitando os clientes com as marcas das outras empresas e, não raro, passam a vender produtos dos concorrentes, aumentado ainda mais as barreiras para a empresa.

Há situações em que a troca do profissional se torna necessária. Este pode não se adaptar com o produto e as mensagens ou estar com dificuldades para desenvolver o trabalho em função das atribuições com as demais que representa. Pode ainda, ter área de venda incompatível, devido à reorganização de uma ou outra marca, contudo não é só dispensa deve ser avaliada com toda atenção. A contratação também é um processo, muitas vezes, feito às pressas, que leva a empresa a arcar com o alto custo da decisão de substituição.

Um profissional de vendas precisa de treinamento e reciclagem constante, assim como a marca precisa de novas roupagens, sem isso quem fará a substituição será o mercado. Este não costuma pagar o alto custo, afinal não faltam boas opções e “lábia boa”.

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira...
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