terça-feira, 9 de março de 2010

Josué Gomes - Coteminas - "Eu só não posso fazer coisa errada"


Josué Gomes, o filho de José Alencar, herdou do pai não só o império têxtil da Coteminas, mas a humildade e um forte espírito de liderança


por Hélio Campos Mello, Nirlando Beirão e Ricardo Kotscho

"Vocês que entrevistam tantas pessoas, tantos brasileiros importantes, virem aqui me entrevistar... Puxa vida...", comenta, ao final de duas horas de conversa, o engenheiro e advogado Josué Christiano Gomes da Silva, 46 anos, mineiro de Ubá, comandante do grupo multinacional Coteminas e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Se tem uma característica que ele herdou do pai, o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, é esta: a humildade. Josué carrega o fardo e a honra de ser filho do homem que virou unanimidade nacional na vida pública brasileira ao enfrentar vários achaques de câncer, que já o levaram a 15 cirurgias, com sorrisos, esperança e fé.

Ao contrário do pai, de origem muito humilde, que saiu de casa aos 14 anos, levando apenas uma maleta de mão e muita disposição para trabalhar, sem nenhum diploma, Josué já nasceu rico. Formou-se nas melhores escolas de Engenharia e Direito de Minas Gerais, e depois foi fazer mestrado em Administração de Empresas nos Estados Unidos.

Caçula e único filho homem (tem duas irmãs, Patrícia e Maria da Graça), acompanhou o pai nas fábricas e nos depósitos da empresa desde pequeno. Hoje, ele está à frente de um império têxtil com 14 mil funcionários, distribuídos em 15 fábricas, em nove cidades brasileiras, além de cinco unidades industriais nos Estados Unidos, duas no México, uma na Argentina e uma trading na China.

Na entrevista à equipe da Brasileiros, Josué falou da sua relação com o pai, que só entrou na política depois que ele assumiu a presidência da empresa, dos momentos difíceis enfrentados pela família na luta contra a doença de José Alencar e dos rumos do Brasil neste começo de 2010. Elogia a política social do governo e o enfrentamento dado à crise econômica mundial, mas, como o pai, faz restrições à política financeira, em especial ao câmbio e aos juros: "Precisamos desatar o nó da economia". Nas páginas seguintes, leia a entrevista deste jovem líder empresarial que tem apenas um medo na vida: "Eu só não posso fazer coisa errada".

Brasileiros - Vamos começar por uma pergunta que já devem ter feito umas quinhentas mil vezes para você, mas que tem de ser feita. Como é ser filho do José Alencar?
Josué Christiano Gomes da Silva - É fácil... (risos)

Brasileiros - Como é?
J.C.G.S. - É ótimo... (falando sério). Você sabe que a minha relação com o papai sempre foi de muita amizade. Acho que não é só uma relação de pai e filho. Obviamente que eu tenho um respeito enorme por ele, até porque a nossa educação é mineira. Educação mineira é aquela de pedir benção, respeitar os mais velhos, respeitar as autoridades, respeitar pai, mãe, avós, mas é de muita amizade também. Eu sempre fui muito próximo do papai, muito amigo do papai.

Brasileiros - Você é o único filho homem?
J.C.G.S. - Sou o único filho homem. Sou o caçula, tenho duas irmãs. Não sei se é por isso, mas sempre tive uma proximidade maior com ele. E sempre gostei de acompanhá-lo, de estar ao lado dele, em reuniões que fazia... Eu, menino, já o acompanhava, ia com ele ao BDMG (Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais), que até hoje presta importantes e relevantes serviços ao Estado. Tinha uns oito ou dez anos de idade, eu ia mais era para comer a broa que eles serviam lá no café, maravilhosa. Ouvia muita conversa de negócios. Até hoje, o papai fala assim: "Eu vou para o armazém". Porque, de fato, ele era atacadista de tecidos. O nosso escritório em Belo Horizonte era inicialmente na Santos Dumont com a Espírito Santo, no fundo do depósito de tecidos, que tinha também os escritórios. Então, ele pegou esse costume de falar "armazém". E eu ia junto para o armazém porque gostava de brincar nas peças de tecidos. Quando ele ia visitar fábricas, eu ia também. Ele ficava em reunião no escritório e eu ia para dentro da fiação emendar fio. Às vezes, o fio se rompe e então a fiandeira tem de ir lá emendar. Como eu era baixinho - até hoje sou, não cresci muito... - tinha a altura ideal. Tinha muita agilidade para emendar fio. Ficava ali o dia inteiro me divertindo, às vezes saía tarde da noite. Então, eu sempre tive essa proximidade e ele sempre me permitiu estar ali a seu lado. Eu não falava nada, só ouvia, mas você vai aprendendo um pouco, vai ganhando jeito pra coisa.

Brasileiros - Para você, qual episódio marcou essa amizade, essa relação de pai com filho, uma lembrança que nunca vai esquecer?
J.C.G.S. - A gente tende a ficar mais marcado com as coisas mais recentes, é natural, elas são mais fortes na lembrança. Mas, sem dúvida alguma, eu falo que tudo que aprendi de bom, aprendi com o papai para que ele não seja responsabilizado pelos meus erros... Até porque, como ele mesmo diz, eu sou muito teimoso e experiência não se transfere, que tenho de quebrar a cara para poder aprender por conta própria. Ele fala assim: "Olha, eu também aprendi muito errando, a pessoa aprende errando. Mas é impressionante: os meus erros não estão servindo para você, porque eu te dou recomendação e você erra do mesmo jeito..." (risos). Esses últimos quatro anos foram, sem dúvida, os mais difíceis. A luta do papai contra o câncer começou, de fato, há 13 anos. As primeiras três ocorrências foram facilmente solucionadas, a do rim, a do estômago e a da próstata. De 2006 para cá, é que foi a luta mais difícil. Mas, graças a Deus, agora ele está no caminho da cura de forma até bastante positiva. O comportamento dele durante esses últimos quatro anos, a forma como ele lidou com tudo isso, acho que foi uma lição enorme para todos nós da família.

Brasileiros - Nesses quatro anos, qual foi o momento mais difícil para a família, para você, para o seu pai?
J.C.G.S. - Eu acho que para mim, foi quando nós viajamos aos Estados Unidos, depois daquela cirurgia de 18 horas em janeiro do ano passado. Foi uma cirurgia de altíssimo risco. Eu, pessoalmente, tinha conversado com um médico americano, o doutor Paul Sugarbaker, conhecido e respeitado oncologista de Washington, que desenvolveu essa técnica radical com a combinação de três intervenções em um único procedimento em casos complexos de sarcomatose, que é quando o tumor invade a cavidade peritoneal. A técnica tem sido usada por ele com relativo sucesso. Mandamos as imagens dos exames e conversei muito tempo com ele. O doutor Paul, se recusou a fazer a cirurgia, ele não recomendava, dizendo inclusive que o risco de morte era enorme no próprio procedimento. Mas indicou um médico brasileiro, o doutor Ademar Lopes, que dominava o procedimento cirúrgico com aquelas três etapas e que acabou fazendo a cirurgia no papai. O próprio doutor Ademar já tinha nos alertado dos riscos, nós estávamos muito conscientes de que a cura era até improvável com o procedimento. Mas é aquilo, ir administrando, convivendo e ganhando tempo. Como o papai mesmo diz: "Qual é a coragem de alguém que não tem, vamos dizer, outra opção. Eu tinha de fazer aquilo e pronto". Porque, de fato, se ele não tivesse feito, o caso teria se complicado enormemente. Então, ele fez de forma consciente, sabendo que a possibilidade de cura não era grande, pelo contrário, era até remota com aquela cirurgia. Mas era com o objetivo de ganhar tempo. E já fez 15 cirurgias no total, três só no ano passado. Os médicos todos se surpreendiam. Em 2006, antes do primeiro turno da eleição, ele ligou para o presidente Lula e falou: "Olha, Lula, você vai ter de arrumar um outro candidato a vice porque foi diagnosticado um sarcoma, e eu tenho de fazer uma operação complicada". "Não, de forma alguma, em hipótese alguma. Esquece da campanha e vai cuidar da sua saúde", respondeu o presidente. Ele fez a operação, saiu do hospital, sei lá, em três ou quatro dias, e foi direto para a inauguração de um comitê eleitoral do Aloizio Mercadante...

Brasileiros - Ah, eu me lembro disso. Eu estava lá com ele.
J.C.G.S. - Pois é, Kotscho. Ele saiu do hospital, mamãe brigando com ele, foi para a inauguração do comitê do Aloizio que era candidato ao governo, e fez a campanha toda. Ele atrasou o novo exame de imagem que precisava fazer até passar o segundo turno, porque ele estava na campanha. Fez o exame de imagem e de fato teve de se submeter a uma nova cirurgia. Então, fomos para Nova York, ele fez a segunda cirurgia e daí para frente a história vocês conhecem bem. Quando ele fez a operação das 18 horas, um mês depois apareceram 13 novos tumores. E agora, o que fazemos? Procuramos o tratamento com uma droga experimental nos Estados Unidos, mas também não surtiu efeito. Aquilo foi um momento muito difícil. Nós conversamos com os médicos e eles já tinham, de forma muito transparente, até porque papai não aceita que seja de outra maneira, dado um prognóstico difícil. Dessa vez, foi um prognóstico assim meio de, olha, não tem jeito.

Brasileiros - Isso foi em meados do ano passado, não é?
J.C.G.S. - É. Foi mais ou menos em agosto. Aquele momento talvez tenha sido o mais difícil. Eu até falei com a mamãe para ela se preparar. Mas mamãe tem uma fé extraordinária. Voltamos já sabendo que tínhamos de tentar alguma outra coisa. Aí, veio essa combinação mágica e milagrosa desses quatro medicamentos que ele tem tomado, a notícia mais, vamos dizer, alegre que nós poderíamos ter. Eu estava na China para participar do congresso anual da Federação Internacional de Fabricantes Têxteis (ITMF), da qual eu sou vice-presidente. Eu acordei de madrugada com aquilo na cabeça, peguei meu celular e encontrei uma mensagem do nosso médico, Paulo Hoff, pedindo para que eu ligasse, porque os exames tinham terminado. Liguei na hora e ele me deu a notícia. "Olha Josué, aconteceu aqui um negócio..., quase um milagre..." E o Paulo é um sujeito muito assim, ponderado, mas estava exultante. Foi quando eu liguei para o papai e para a mamãe e, de fato, eles estavam ali no hospital ainda tendo aquela notícia fantástica. Houve uma redução de 30% dos tumores. Então, de fato, a medicação da quimioterapia está funcionando.

Brasileiros - E como é que a família recebeu a notícia no dia em que teu pai comunicou ao presidente Lula que seria candidato ao Senado por Minas Gerais?
J.C.G.S. - Você sabe que, num primeiro momento, a família, talvez até por ciúme, não gostou da ideia. Porque quando um familiar vai para a política, de fato ele vira homem público, você perde a exclusividade. Talvez seja por esse desejo de o querermos só pra nós...

Brasileiros - E essa coisa da pancadaria, do fato de o homem público se tornar uma vitrine?
J.C.G.S. - A gente lida bem com isso, porque o papai lida bem com isso. Quando ele entrou para a política, nós poderíamos ter achado que aquilo era ruim para a empresa. Desde o primeiro momento, a orientação que ele deu foi a seguinte: "Olha, quem quer que seja, repórter de qualquer veículo, de qualquer nível dentro do veículo ou que queira qualquer informação da empresa, você pessoalmente atenda e dê todas as informações da maneira mais transparente possível, se você tiver a informação. Se você não souber, procura saber, vai se informar, pede um tempo e dá a informação. Responsabilidade não se transfere. Na empresa, você pode delegar autoridade e, graças a Deus, nós temos uma equipe excepcional, mas a responsabilidade última é nossa". Então, senti uma mudança muito clara na postura dos repórteres porque, no início, eles, obviamente, têm aquela desconfiança. Mas, depois de certo tempo, vendo a forma transparente com que as informações são passadas, a gente vai ganhando um grau de credibilidade e de respeito. Essa convivência foi tranquila. Eu acho que a gente tinha mais era um ciúme de perdê-lo, porque perde mesmo, não adianta. Mas vou te falar uma coisa, o problema dessa doença talvez tenha feito com que a gente até respeitasse mais essa vida pública. De certa maneira, isso até ajudou na própria superação dele, com todo o apoio. A solidariedade que ele recebeu, uma coisa tão bonita, não tem preço, não tem nada que pague isso. Por mais oportunidades que ele tenha perdido eventualmente na carreira empresarial, por ter ido pra política, essas manifestações de solidariedade já terão valido a pena.

Brasileiros - Vocês da família têm alguma participação em campanha eleitoral com seu pai?
J.C.G.S. - Não. Nunca tive. Na primeira campanha que ele fez ao governo do Estado, em 1994, e, depois, ao Senado, em 1998, eu já morava em São Paulo e estava cuidando da empresa. E ele até diz que só pôde ir para a política depois que viu que a empresa teria uma sucessão natural, tranquila, administrada de maneira muito competente por uma boa equipe, não sou só eu.

Brasileiros - Ou seja, ele só foi para a política quando você assumiu o comando da empresa, foi isso?
J.C.G.S. - É, porque o papai fala o seguinte: "A atividade política e a atividade empresarial são incompatíveis, porque ambas são de dedicação integral". Veja bem, agora vão terminar os oito anos. Eu já tinha voltado dos Estados Unidos há cinco anos e já tinha assumido a posição de principal executivo na empresa, que era a superintendência. Ele era o presidente e eu o superintendente.

Brasileiros - Você fez Engenharia e Direito. Esse Direito, aí na sua cabeça, tinha a ver com a política ou não?
J.C.G.S. - Não. Eu sempre gostei muito de matemática, tinha muita facilidade pra matemática. Fui para o curso de Engenharia muito mais por isso. E também porque a Coteminas é uma empresa industrial, tem muita ligação com Engenharia, muito conhecimento dessa área que é aplicado no dia a dia da empresa. Mas a verdade é que quando a gente entra em Engenharia, logo vê que o curso é excelente, mas não complementa a gente no lado humano. O curso de Direito é mais enriquecedor nesse aspecto. Além do mais, o conhecimento jurídico também é importantíssimo no dia a dia da empresa.

Brasileiros - E você já estava focado na empresa?
J.C.G.S. - Estava. Mas eu gostava tanto de Direito, eu era o melhor aluno do curso, tanto é que, sem falsa modéstia, me deram a medalha Milton Campos por causa das minhas notas. Eles acharam que tinham de criar um prêmio para me dar. Fui o primeiro aluno a ganhar esse prêmio. Gostava tanto de Direito que o papai falou: "Meu filho, porque você não vai ser juiz de Direito? Carreira de magistrado é uma carreira linda e você vai ser um magistrado com independência absoluta, porque eu vou te deixar um patrimônio, e então você vai poder ter uma renda. Você vai começar numa comarca de primeira entrância e, depois, já que gosta tanto de Direito, é tão bom aluno, vai continuar estudando. Vai ser um ótimo magistrado e, talvez, quem sabe, chegar até a ministro do Supremo, que é o ápice da carreira. Além do mais, a empresa é um sacerdócio. Isso aqui é muito duro, é uma vida muita dura, tem de ter muita dedicação. A empresa é viver para ela, não é viver dela. Isso é quase que uma escravidão. Porque você não vai ser um magistrado?". Acho que ele falava isso porque via que eu gostava de Direito, mas também porque talvez quisesse me abrir os olhos para outras alternativas, com coisas assim: "Olha, não se sinta obrigado a assumir a empresa, dar continuidade ao que eu fiz, porque você não tem essa obrigação". Ou até talvez para testar a minha vocação, meu interesse mesmo na empresa. Mas eu já tinha me decidido, talvez até por osmose, as broas lá do MDMG já tinham me impregnado...

Brasileiros - Mas você acabou fazendo política empresarial, política classista... Você participou de uma eleição na Fiesp, muito disputada, quando era da oposição e faz política até hoje como vice-presidente da entidade.
J.C.G.S. - É verdade, eu sempre participei das entidades de classe. Quem fez política para se eleger na Fiesp foi o Paulo Skaf, eu só ajudei ou não atrapalhei. O Skaf presidiu antes a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e, no primeiro mandato dele, convidou o papai para ser primeiro vice-presidente e eu, que era também da chapa, como diretor da entidade. Na reeleição do Paulo para a ABIT, o papai falou que não podia continuar por falta de tempo. O papai já estava então na política. O Paulo então tomou a iniciativa de me convidar, não foi o papai que orientou, em hipótese alguma o papai faria isso, e não faz mesmo, vocês o conhecem. O Paulo falou: "Então, eu vou convidar o Josué para ser o primeiro vice-presidente". Na ABIT, o Paulo fez um trabalho excepcional, ele é muito dinâmico, muito trabalhador e muito dedicado. Quando ele pleiteou, vamos dizer, fazer aquele mesmo trabalho à frente da Fiesp, nós todos do setor achávamos que ele tinha todos os méritos e todas as condições para fazer uma ótima gestão. No primeiro mandato, eu não fiz parte da chapa, só pedi votos. O primeiro vice era o Benjamin Steinbruch e é até hoje. Só na reeleição do Paulo é que eu assumi uma das vice-presidências.

Brasileiros - Agora o Paulo Skaf está se lançando candidato ao governo paulista pelo PSB. Isto não vai contra aquela afirmação do teu pai de que a atividade empresarial é incompatível com a atividade política?
J.C.G.S. - Mas ele pode ser candidato e, se for eleito, eu tenho a certeza de que ele vai se dedicar 24 horas por dia à política e deixar a atividade empresarial.

Brasileiros - Mas você acha que ele tem alguma chance de se eleger?
J.C.G.S. - Eu acho que ele tem. Acho que ele é uma pessoa com uma capacidade de trabalho incomum. Ele tem muita disposição, o Paulo é uma pessoa que gosta de prestar serviço, ele se realiza prestando serviço. Então, acho que ele tem todas as condições e chance. É aquela história: tem mais chance de se eleger se vier a ser candidato do que se ele não for candidato... Então, o primeiro passo para ele se eleger é ser candidato e espero que seja, espero até que ganhe. Com todo o respeito aos demais candidatos, acho que o Paulo tem todos os méritos.

Brasileiros - Você teria vontade de entrar na campanha, fazer campanha para ele?
J.C.G.S. - Hoje, eu compreendo melhor que antes que é preciso atuar também na política. Em um sistema democrático, é absolutamente imprescindível que todos nós estejamos engajados, estejamos atuando na política. É por meio dos partidos políticos e do sistema eleitoral que se pode defender legitimamente seus pontos de vista. É muito mais legítimo até dessa forma que tentar ficar fazendo enorme pressão sobre os governos. Não significa que a entidade de classe também não seja uma atividade política legítima. A política classista é importante e útil, mas acho que mais empresários têm de entrar na política, assim como também de todas as classes sociais. As pessoas têm de entrar na política, participar da vida política. Eu faria campanha para o Skaf, por que não? Só não sei se eu vou ajudar subindo no palanque... É aquela história que o presidente Lula sempre fala: "O problema daqueles que falam que não gostam de política, é que acabam sendo governados por aqueles que gostam". Ele falou isso dentro da Fiesp durante a campanha dele de 2002, chamando os empresários para participar. É igual ao papai. O papai, por exemplo, hoje eu admiro, respeito a decisão dele de ter ido para a vida política partidária, tentando levar a contribuição dele.

Brasileiros - Josué, vamos falar um pouco da economia brasileira hoje. Como empresário, vice-presidente da Fiesp, viajando pelo mundo todo e conversando com todo tipo de gente, como você está vendo as coisas?
J.C.G.S. - O Brasil está vivendo um momento de fato espetacular. Temos hoje uma combinação de crescimento econômico com uma inflação em patamares muito satisfatórios, respeitabilidade no campo internacional e perspectivas de investimentos em diversos campos muito fortes. O Brasil, por exemplo, tem todo esse projeto do Pré-Sal a ser desenvolvido. Só a indústria de óleo e gás vai carrear investimentos excepcionais para o Brasil. Esses são aspectos altamente positivos, o mercado interno forte e crescente. Mas existem algumas coisas, que já vêm de muito tempo e que precisam ser corrigidas, sob pena de não aproveitarmos de forma plena toda a potencialidade que está se abrindo para o Brasil. São problemas antigos, são problemas que merecem uma atenção maior.

Brasileiros - Você está se referindo às reformas que todo mundo reclama e nunca acontecem?
J.C.G.S. - Pois é. Tem a reforma tributária por exemplo. O sistema tributário nacional é absolutamente anacrônico. Uma coisa que me preocupa é essa política esparadrapo, política band-aid, como se diz. O Brasil tem uma carga tributária alta sobre o trabalho, tem uma carga tributária alta sobre a produção, tem uma carga tributária alta sobre os investimentos. A carga tributária brasileira é alta e é complexa. Veio a crise e, corretamente, houve uma atuação decisiva do Governo Federal e do Ministério da Fazenda de promover a desoneração fiscal em alguns setores. O problema é que essas desonerações setoriais são remendos que tinham de ser feitos, porque era uma situação emergencial, e foram muito benfeitos. Mas o ideal é que seja dada uma solução definitiva ao sistema tributário nacional. É aquela velha história, estamos tributando a produção desnecessariamente. Mas aí se desonera setorialmente, ao invés de se adotar as políticas horizontais, que são sempre preferíveis às políticas verticais que atendem alguns setores, mas também criam distorções.

Brasileiros - Além da reforma tributária qual seria outra prioridade no momento?
J.C.G.S. - A infraestrutura nacional tem progredido, mas ainda está muito aquém das necessidades do País. A infraestrutura tem de estar à frente do crescimento porque gera crescimento, e a infraestrutura nacional é deficiente e é cara. Agora, talvez, o maior problema seja essa distorção cambial produzida por uma política monetária extrema e desnecessariamente austera. No sistema de câmbio flutuante, existe a possibilidade de o câmbio se ajustar e encontrar o seu patamar pelas forças do mercado. O problema é que os fluxos de capital são muito mais céleres e muito mais ágeis que os fluxos da economia real. Durante um período relativamente longo de entrada de recursos pelos fluxos de capital, pode haver uma sobrevalorização cambial que pune enormemente o lado real da economia, que não tem a mesma agilidade de adaptação do mercado financeiro, por razões naturais, porque os ciclos industriais são mais longos. Hoje, acho que as pessoas começaram a se dar conta de que o Brasil estava perdendo competitividade. A indústria de transformação brasileira, principalmente, estava perdendo competitividade com o patamar de sobrevalorização cambial que o Brasil alcançou. O problema é que o câmbio veio se valorizando ao longo de quatro, cinco anos seguidos, seis anos ou mais até, sete anos seguidos. As empresas vão se tornando menos competitivas. Num primeiro momento, elas mantêm os seus contratos, num segundo, elas tentam repassar preços, e já começam a perder um pouco o mercado. Chega num ponto que ela não consegue mais aumentar o preço para compensar a sobrevalorização cambial, que é muito maior que todo ganho de produtividade que a empresa consegue ter.

Brasileiros - E qual é a saída para esse impasse?
J.C.G.S. - A empresa começa a abrir mão de alguns pedidos porque ela não pode, vamos dizer, ficar no prejuízo. O prejuízo tem de ser condenado sempre. Então, ela começa a abrir mão de alguns contratos. Cumpre, religiosamente, todos os que ela tinha feito antes, mas começa a abrir mão de alguns contratos novos. É óbvio que o cliente lá fora terá de substituir aquele produto por algum outro fornecedor. Na hora em que o câmbio volta ao normal, tem de começar tudo de novo na busca de compradores. Isso está acontecendo com um número enorme de empresas e a balança comercial vai se deteriorando. Até você reconquistar aquele cliente, até você aumentar a produção de novo, tudo isso demora, os ciclos industriais são longos. Então, esse problema é grave, o Brasil não podia ter deixado isso acontecer.

Brasileiros - E você ainda não falou dos juros, o tema predileto do teu pai ao criticar a política monetária...
J.C.G.S. - Pois é... Tem também outras razões que levaram à sobrevalorização cambial - não foi só por causa da política monetária brasileira e o patamar dos juros brasileiros. Em parte, porém, os juros também são responsáveis pela sobrevalorização cambial. Os juros, veja bem... Muitas pessoas até falam: "Puxa vida, o Alencar é uma pessoa de uma nota só". O que ele tenta fazer é formar opinião sobre o tema. É obvio que ele não acha que apenas os juros são os culpados pelos nossos problemas. Mas esse é um problema tão grande e tão relevante, que ele precisa formar opinião em torno dessa questão e, por isso, ele repete, repete e repete, tentando formar opinião. E, de fato, o Banco Central brasileiro tem sido muito conservador ao longo de todos esses anos.

Brasileiros - Se você comparar com três, quatro anos atrás, os juros hoje estão muito mais baixos no Brasil.
J.C.G.S. - É preciso que se reconheça isso. Mas ainda estão em um patamar mais elevado do que deveriam estar, o mais importante é o seguinte: quanto o Estado gastou sobre a dívida pública em pagamentos de juros. Comparando isso com qualquer outro país do mundo, você vê que é ilógico. Hoje, todos reconhecem que não tem essa necessidade, acho que isso é um consenso já. Finalmente, se construiu um consenso em torno disso. Houve evolução? Houve. Mas foi muito lenta, muito gradual.

Brasileiros - Além dos juros e da dívida pública, o que você não gosta no governo, o que te incomoda, o que poderia mudar?
J.C.G.S. - Eu até compreendo que, uma vez que existam dificuldades para adoção de políticas mais macro, se atenda setores de forma individualizada. De novo, eu acho que a questão da reforma tributária precisava ser de fato retomada no Brasil. Entendo as dificuldades, porque também não depende apenas do Executivo. A adoção de políticas, às vezes, muito específicas para resolver o problema, ao invés de resolver de forma cabal e definitiva, é alguma coisa que vai complicando mais do que descomplicando. E tudo que é complicado não funciona. Vai se criando um sistema tão complexo e com algumas distorções, que fica cada vez mais difícil de reorganizar. Precisamos desatar esse nó da economia.

Brasileiros - E qual área você destacaria como positiva, a principal marca do atual governo?
J.C.G.S. - As políticas sociais são, sem dúvida, o ponto mais forte desse governo. As medidas adotadas nessa área, que permitiram inclusive o fortalecimento do mercado doméstico, foram essenciais para que o Brasil se recuperasse tão rapidamente dessa crise econômica de grandes proporções. Eu acho que é o ponto fortíssimo desse governo, graças à sensibilidade que o presidente Lula tem de levar o governo a implementar políticas sociais realmente importantes, que resultaram na criação de uma nova classe média. Isso foi fantástico.

Brasileiros - Alguns setores empresariais e da mídia queixam-se, porém, de uma crescente intervenção do Estado na economia. O que você pensa disso?
J.C.G.S. - Eu não sou daqueles que acham que o Estado não deve estar presente na economia, que o Estado deve estar completamente afastado da economia. Mas a verdade é que o setor privado é mais ágil. E, portanto, esse avanço do Estado, que veio em momentos emergenciais, quando todo mundo retraiu o investimento, precisa ser visto com cuidado. Vamos dizer a verdade. A Petrobras entrou de novo na Petroquímica. É uma grande empresa de petróleo e é absolutamente legítimo que ela tenha uma presença na Petroquímica. Mas é de novo o Estado participando de um setor, de uma atividade econômica da qual ele já havia se afastado. Isso é bom ou isso é ruim? A Petrobras é uma empresa extremamente bem gerida, mas tem um conjunto de investimentos gigantescos a serem feitos para o desenvolvimento do Pré-Sal. Caberá a ela 30% de qualquer uma das novas áreas a serem licitadas. Então, a Petrobras tem já um volume muito grande de investimentos a ser feito. Houve avanço do Estado também em vários outros setores, a verdade é essa. Os bancos estatais cresceram... Mas também a gente tem de compreender que cresceram num momento em que os bancos privados se retraíram.

Brasileiros - É que houve um momento, no início do ano passado, em que não havia mais crédito na praça e os bancos oficiais foram importantes para irrigar a economia e evitar a recessão.
J.C.G.S. - Mas eu espero que, voltando a economia à normalidade, eles não continuem crescendo na mesma velocidade. São bancos extremamente competentes e bem geridos. Posso dizer que tanto o BNDES quanto o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal hoje têm uma gestão primorosa. Então, cresceram também por mérito. Agora, se continuarem crescendo, isso é bom ou é ruim?

Brasileiros - Você não acha que as conquistas do atual governo na área social estão intimamente ligadas ao crescimento desses bancos ou isso não é verdade?
J.C.G.S. - Os bancos estatais cresceram muito fortemente porque, de fato, durante a crise, os bancos privados se retraíram e cortaram o crédito. Se o Brasil não tivesse bancos estatais sólidos e bem dotados na área de recursos humanos, o governo não poderia ter adotado políticas de maior crédito que permitissem ao Brasil se recuperar na velocidade com que se recuperou. Por outro lado, é aquela história: uma participação maior do Estado no setor financeiro pode trazer consequências em longo prazo, como a perda de eficiência. Isso está acontecendo no mundo todo, não é um fenômeno só do Brasil. O Estado veio resgatar a economia mundial. Eu sou muito de São Tomás de Aquino, a virtude está no meio. Tudo é meio pendular na sociedade ou, talvez, de certa maneira, cíclico. Quando Ronald Reagan assumiu o governo nos Estados Unidos e Margareth Thatcher, na Inglaterra, houve, vamos dizer, uma inflexão para aquilo que se chamou "Estado Mínimo" em que o mercado podia tudo. E aquilo provocou um avanço dramático em direção à completa desregulamentação da economia, com o Estado se afastando de tudo, até mesmo no controle e no ordenamento.

Brasileiros - Que veio dar nessa baita crise que abalou o mundo inteiro no ano passado...
J.C.G.S. - É, deu nesse desastre que está aí. Depois do desastre, agora é natural que tenhamos uma tendência a ir em direção oposta. Não estou dizendo que o estágio em que estamos hoje está errado. O que nós temos de ficar atentos é não deixar que o pêndulo vá novamente para a direção diametralmente oposta do Estado Mínimo. Só não pode acelerar o processo e chegar num ponto e cair de novo. Tem todo o custo em volta do pêndulo. Então, o melhor é que o pêndulo fique ali no meio. É mais um alerta nessa direção.

Brasileiros - Você se sentiu muito cobrado intimamente por ter um pai forte, que se tornou um grande empresário antes de entrar na política e se eleger vice-presidente da República?
J.C.G.S. - Em geral, é a própria pessoa que se cobra. Você sabe por que eu não me cobro tanto? Porque não tem como comparar. São situações absolutamente diferentes, são pessoas diferentes, por mais parecidos que sejamos... Até a voz dizem que é muito parecida, fisicamente talvez tenhamos alguns traços em comum, falam que o nosso andar é mais ou menos igual, mas são histórias de vidas diferentes. Papai é uma pessoa que saiu de casa aos 14 anos para trabalhar, levando a malinha. Dormiu num corredor de pensão durante quase dois anos...

Brasileiros - Quer dizer, ele teve uma origem bem pobre e você já nasceu filho de rico...
J.C.G.S. - É, pois é, eu nasci em uma outra circunstância, eu pude estudar, pude completar meus estudos nas melhores universidades, estudei fora do País.

Brasileiros - Mas você teve uma orientação familiar que te fez valorizar muito o que tinha.
J.C.G.S. - Ah, é claro, é claro. Tenho um nome que vem sendo construído por gerações que me antecederam e pelo qual tenho de zelar. E eu não posso fazer nada de errado que comprometa esse nome, porque eu recebi isso e esse é o maior valor que eu herdei das gerações passadas. É o nosso nome. Preciso fazer com que meus filhos, meus netos e meus descendentes se orgulhem tanto desse nome como eu me orgulho. Mas eu não tenho nem como comparar a minha história na empresa, qualquer que seja ela, com a dele. Para quem saiu do nada, construir o que ele construiu... Mas eu também peguei a empresa em um determinado estágio e estou conseguindo construir a minha parte. Agora, se me falarem assim: "Digamos que um dia você caminhe para a política". Como é que vou comparar a carreira política dele com a minha, se eventualmente eu vier a atuar na política?

Brasileiros - Você já pensou nisso?
J.C.G.S. - Atuar na política? Eu brinco que só de cinco em cinco gerações da família é que a gente pode participar da política... Então, estou afastado por, pelo menos, quatro gerações. Por isso, não me cobro tanto, tenho de fazer o meu papel e só não posso entregar aos meus descendentes um nome menos honrado do que recebi dos meus antepassados. E é só não fazer coisa errada. Se eu não fizer coisa errada, já está bom... 


Fonte:revistabrasileiros.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher - O fio da Historia



O fio da história
Dia Inter­na­ci­o­nal da Mulher
Luiz Car­los Ramos
Ede­mir Antu­nes Filho


Lá esta­vam elas, ao som dos tea­res, tecendo com fio lilás
os teci­dos que deve­riam ves­tir e aque­cer outros cor­pos — rou­pas que elas mes­mas jamais vestiriam.

Já pró­xi­mas ao limite de suas for­ças, exaus­tas pelas 16 horas de lida diá­ria, as ope­rá­rias ainda encon­tra­vam ânimo para socor­rer com­pa­nhei­ras que se esvaiam tuber­cu­lo­sas; para sau­dar cri­an­ças recém-nascidas que sal­ta­vam pra den­tro da vida ali mesmo, sob os tea­res; e para cho­rar as enve­lhe­ci­das jovens que aos 30 anos ago­ni­za­vam em seus pos­tos e se des­pe­diam de sua breve vida.

Entre­tanto, emba­la­das pelo ritmo das máqui­nas, e, com o colo molhado pelas lágri­mas, ges­ta­vam sonhos de espe­rança: salá­rios dig­nos, melho­res con­di­ções de saúde, jor­nada de tra­ba­lho que lhes per­mi­tisse abra­çar mais lon­ga­mente suas cri­an­ças, bei­jar mais ter­na­mente seus mari­dos e sabo­rear um pouco mais a comu­nhão à mesa na sim­pli­ci­dade dos seus lares.

Con­ta­gi­a­das por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão. Mas o patrão, indig­nado com tama­nho absurdo, jul­gou ser este um caso de polí­ci­a­cia e resol­veu trans­for­mar aquele sonho divino em um pesa­delo infernal.

No dia 8 de março de 1857, as por­tas da fábrica Cot­ton de Nova York foram tran­ca­das e o edi­fí­cio trans­for­mado em um grande cre­ma­tó­rio onde 129 mulhe­res foram sacrificadas.

Mas… a fumaça daquele holo­causto espalhou-se por todo lugar levando con­sigo o sonho daque­las mulhe­res, con­ta­gi­ando e sen­si­bi­li­zando pes­soas em todo o mundo que se encar­re­ga­ram de tor­nar rea­li­dade aquele ideal.

Már­ti­res cre­ma­das, fios lila­ses, ges­tan­tes de um mundo melhor, ins­pi­ra­ram Clara Zet­kin, a pro­por, durante o Con­gresso Inter­na­ci­o­nal de Mulhe­res, rea­li­zado na Noru­ega em 1910, a ins­ti­tui­ção do Dia Inter­na­ci­o­nal da Mulher.

Desde então, a cada 8 de março, mulhe­res e homens rea­fir­mam sua tarefa como tece­lãs e tece­lões de uma nova História.



Fonte:luizcarlosramos.net

Quando elas chefiam eles, respeito e compreensão fazem a diferença



O G1 conversou com mulheres que chefiam equipes masculinas.
Ouvir o que o subordinado tem a dizer ajuda a comandar.

Gabriela Gasparin e Marta Cavallini Do G1, em São Paulo



As conquistas da mulher no mercado de trabalho tornaram mais recorrente um tipo de hierarquia corporativa que, em outros tempos e contextos, seria impensável: mulheres no comando de equipes formadas, na maioria, por homens.





Elianna Melo e seus "meninos": para a engenheira, a chave da boa convivência é o respeito (Foto: Daigo Oliva/G1)
A engenheira civil Elianna Melo, de 36 anos, chama seus funcionários de “meninos”. Ela trabalha com obras há 15 anos e é proprietária há cerca de dois anos de uma construtora de pequeno porte, especializada em acabamento fino de imóveis. Na sua empresa atual, a Série 7 Engenharia, localizada em Santo André, no ABC paulista, ela chefia 12 homens, entre encarregado, mestre de obras, pedreiros e ajudantes de pedreiros, mas já liderou 60 quando coordenou uma obra na Avenida Faria Lima. Para a engenheira, a chave da boa convivência é o respeito.


“Nunca tive dificuldade de me impor. Eu tenho o respeito deles porque eu respeito as pessoas. Eu não faço sozinha uma obra, cada um tem sua função, não existe essa história de engenheiro se achar melhor que os outros. Quem usa marreta é tão importante quanto quem coordena. Meus meninos sabem que eu penso assim, a gente entende que é uma equipe”, afirma. Elianna diz que é necessário ouvir os funcionários e trocar experiências para cumprir as metas.

Durante suas visitas às obras – ela está tocando quatro atualmente, todas em São Paulo – ela troca vestidos curtos e justos, as roupas com decote e o salto alto pela bota, o capacete e a calça jeans.

“Não é para ser dondoca, eles têm que sentir que você é um deles, aí eles veem que você faz parte da equipe, isso é importante, chama o cara para a responsabilidade e valoriza ao mesmo tempo o trabalho dele. Quando dá errado eu falo, quando dá certo eu também falo diretamente para quem executou o serviço”, diz.

E, segundo Elianna, sua equipe nunca a deixou mão. “Se precisar trabalhar à noite e no fim de semana eles estão dispostos”.





"Eu não faço sozinha uma obra, cada um tem sua função, não existe essa história de engenheiro se achar melhor que os outros", diz Elianna (Foto: Daigo Oliva/G1)
O marido de Elianna é engenheiro eletricista e, segundo ela, entende o fato de ela trabalhar sempre com equipes compostas só de homens. “Tem que pôr o pé no barro, na argamassa, eu subo no telhado, na caixa d’água, em andaime, e se precisar falo palavrão quando algo dá errado”, diz.

Sem preconceito
Aos 62 anos, Vera Gabriel está acostumada a trabalhar e chefiar equipes compostas por homens. Presidente da distribuidora de produtos químicos Carbono Química há cerca de dez anos, Vera conta que 80% do quadro de funcionários é formado por profissionais do sexo masculino.


Vera Gabriel comanda empresa que tem 80% dos funcionários homens. (Foto: Divulgação)
Logo abaixo dela estão cinco diretores, sendo que quatro são homens. Segundo a vice-presidente, a empresa possui muitos funcionários homens por conta do próprio ramo de atuação, composto majoritariamente por eles, como motoristas, carregadores, técnicos e engenheiros químicos.

A fatia de 20% representada pelas mulheres está principalmente nas áreas administrativas da empresa, como os setores de recursos humanos, marketing e vendas.

Vera afirma que nunca sofreu preconceito por ser uma mulher e estar no comando de uma empresa onde o sexo predominante é o masculino. Pelo contrário, para ela é muito mais fácil trabalhar com o homem do que com a mulher.

“Quem comanda precisa saber dar ordens. O homem aceita melhor receber ordens de uma mulher do que as próprias mulheres ”, diz. Ela revela, entretanto, que para dar ordens é preciso saber escutar. “Não funciono no esquema ‘eu mando você obedece’.”


Na opinião da presidente, as mulheres, apesar de serem mais persistentes, “travam” quando são conduzidas por outra mulher. “O homem é mais equilibrado nesse sentido”, diz.

Vera, entretanto, tem suas estratégias de comando: “O sucesso de trabalhar com homem é não interferir na forma como ele trabalha, deixar ele desenvolver. As interferências devem acontecer somente nos resultados”, indica. Para elas, as mulheres precisam de um acompanhamento maior, uma vez que são mais competitivas.

De qualquer forma, a presidente defende que uma empresa precisa de ambos os sexos para funcionar e ter um equilíbrio. “No meu modo de ver, um complementa o outro”, diz.

Evolução
Para Vera, a inserção cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho acontece paralelamente à participação cada vez maior dos homens nas atividades domésticas. “Hoje vejo meu filho e meu genro ajudando as mulheres no lar. Os homens vão se acostumando a trabalhar com as mulheres e não estranho quando isso acontece também na empresa”, afirma.


Ela é formada em direito e assumiu a presidência da empresa após a morte de seu pai. Vera afirma que, no início da carreira, trabalhava em seu escritório de advocacia. Depois da aquisição da empresa por seu pai, há cerca de 30 anos, Vera passou a atuar nos dois ramos, o que faz até hoje.

Sem diferenças



Para Denise, não há diferença entre trabalho dos homens e das mulheres. (Foto: Divulgação)
Para Denise Romanelli, de 42 anos, que também comanda uma equipe composta majoritariamente por homens, não há diferença entre o trabalho deles e o delas. Ela é diretora financeira do Grupo GR, empresa especializada em segurança.


“No mundo atual não tem mais essa diferença. Depende da postura que a mulher se coloca. Independente de ser mulher ou homem, são profissionais”, diz. Ela complementa que, talvez, a única diferença que pode haver entre ambos está na questão física.


Romanelli diz acreditar que os homens até preferem trabalhar com mulheres, pelo fato de elas terem visões diferentes em determinadas situações, por serem mais “femininas”.

Fonte:g1.globo.com

Novidade mundial em roupa íntima masculina: empresa australiana desenvolve roupa íntima feita de fibra de banana


SYDNEY - "A aussieBum tem uma responsabilidade com a pesquisa e o desenvolvimento contínuos de novas tecnologias de tecido. A fibra de banana apresenta como característica um bom brilho, é leve, tem ótima absorção de umidade e é considerada uma das mais ecologicamente corretas do mundo de hoje. Estamos muito orgulhosos da nossa contribuição para o desenvolvimento deste tecido. É animador e mais uma vez aproxima a Austrália do mundo!" Sean Ashby, fundador da aussieBum


Imagens e vídeos com qualidade de transmissão: http://medianet.multimediarelease.com.au/bundles/2f4d341b-4b18-4091...


Todo mundo sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, e finalmente aconteceu. A aussieBum se "embananou", e estamos extremamente satisfeitos com o resultado. Até pode parecer estranho à primeira vista, mas as vantagens da fibra de banana são inúmeras. Em primeiro lugar, ela produz um tecido completamente natural, feito da casca da bananeira. Além disso, a banana, que tem uma fibra facilmente maleável, produz o resultado macio, liso e extremamente confortável que as pessoas se acostumaram a esperar de marcas de roupas íntimas de alta qualidade. A fibra da banana é reconhecida hoje como uma das fibras ecologicamente corretas mais confortáveis que já foram feitas, definindo um alto padrão para tecidos sustentáveis.


As bananas usadas também são 100% australianas, garantindo um produto e um design ambientalmente sustentáveis e de alta qualidade no verdadeiro estilo da aussieBum. Levando tudo em conta, parece que o pessoal da aussieBum acertou em cheio mais uma vez, pois pesquisas mostram que os consumidores estão cada vez mais exigindo quantidades maiores de produtos sustentáveis e ecologicamente corretos. Até mesmo Alan Greenspan declarou que usa a roupa íntima como o principal termômetro do clima econômico. E não há melhor maneira de começar o ano do que vendo a Austrália sair gradualmente da pior recessão financeira das últimas décadas e a aussieBum sair com uma roupa íntima que mostra o caminho rumo a um futuro sustentável.


A inovação e o design sempre foram os mantras criativos que impulsionam as roupas da aussieBum rumo ao futuro, e a empresa dá agora mais um passo à frente. Marca em crescimento depois de um início modesto, a aussieBum é guiada pela paixão por oferecer roupas de última geração, divertidas, sexy e inovadoras a clientes fiéis. Mas de onde a aussieBum tira essas ideias? Na maior parte, este tipo de inovação só é possível porque a empresa se comunica e se compromete com o inestimável feedback dos seus clientes, tomando providências com base em sugestões e reunindo contribuições da comunidade por meio de tecnologias como Facebook, Twitter e, mais recentemente, "Four Square". Hoje em dia, as pessoas exigem roupas de baixo confortáveis e elegantes que também levem em conta a sustentabilidade ecológica e econômica, e é justamente isso que elas terão à disposição.

Fonte:br.noticias.yahoo.com

domingo, 7 de março de 2010

O inferno da demissão: dificuldades de chefes e funcionários na hora da má notícia


Sinceridade e respeito são fundamentais para minimizar os impactos.


Quando o delicado momento da demissão pega o profissional de surpresa, os impactos podem ser imensos. A queda na auto-estima, a crise financeira pessoal e a dificuldade para se recolocar no mercado são grandes vilãs. Entretanto, o embaraço nessa hora não é só do demitido. Superiores responsáveis por dar a má notícia também têm dificuldade para lidar com a situação. "Ainda que um profissional experiente possa ter realizado várias ao longo da sua vida, cada demissão continua sendo um momento extremamente estressante", afirma Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, no artigo "O céu turbulento da demissão".

O que dizer? Como dizer? Trevisan explica que é preciso ter muita cautela, por parte do superior, na hora de fazer a demissão. "O momento é extremamente delicado, e por isso deve ser tratado com o máximo de cuidado e respeito", afirma Fernando. Norberto Chadad, CEO da Catho Consultoria em RH, lembra ainda que "a pessoa responsável pela demissão nunca deve esquecer que o demitido estará fragilizado no momento imediatamente seguinte à notícia e deve usar todas as ferramentas disponíveis para minimizar o impacto".

Na hora de demitir é fundamental o olho no olho, ter uma conversa franca, mostrando as falhas do profissional que ocasionaram a demissão e deixando claro que a saída pode abrir espaço para novos projetos. "A conversa deve ser pessoal, nunca por telefone, muito menos por email ou telegrama. Esses pequenos detalhes fazem grande diferença para que o profissional que está sendo demitido não sinta sua auto-estima rebaixada", lembra Trevisan. Norberto Chadad complementa: "uma boa solução para minimizar os impactos é oferece um processo de recolocação (outplacement)".

Fui demitido. E agora?!

O profissional também precisa fazer sua parte. Não se deixar abater é o primeiro passo depois da notícia. "Uma demissão pode servir para tirá-lo da zona de conforto e se arejar profissionalmente", afirma o diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios. "Não adianta se lamentar. O importante é absorver com sinceridade os motivos que o levaram à demissão, analisar os erros e olhar adiante com uma nova postura", complementa.

Manter-se sempre preparado para o pior também é fundamental. Aliar planejamento financeiro com iniciativas preventivas voltadas para o mercado de trabalho deve ser a regra. "Sem dúvida, reservar uma parte da renda para emergências é uma atitude sempre prudente. Mas existem outras iniciativas importantes que podem ajudar o profissional demitido a se recolocar rapidamente", afirma Fernando Trevisan. E ele complementa: "manter uma rede de relacionamentos ampla e diversificada é essencial, já que grande parte das contratações se faz por indicação. Mas não adianta buscar essa network só quando precisa. O ideal é aparecer sempre, contribuir de alguma forma e ajudar quando é solicitado". Como lembra Norberto Chadad, "o networking é responsável por 50% das recolocações".

A formação continuada também pode ajudar o profissional na hora de buscar um novo espaço no mercado. Além de desenvolver competências, a sala de aula é uma vitrine importantíssima, pois os colegas serão recrutadores altamente confiáveis para as empresas onde trabalham. "São eles que vão dar boas ou más referências sobre seu caráter e desempenho profissional. É importante estar atento para deixar uma boa impressão, já que ao fechar uma porta talvez você esteja fechando três", diz Trevisan.

Especialista ou generalista?

Estar aberto a exercer novas funções pode ser um caminho para se realocar profissionalmente. Francisca Ribeiro, 53, que tem no currículo três demissões, afirma: "me tornei uma profissional a cada dia mais polivalente, podendo exercer inúmeras atividades em diversas funções e áreas". Ela diz que foi tradutora, intérprete, professora, comunicadora social, relações publicas, agente de pessoal, gerente de RH, assessora internacional, recepcionista, baby sitter, promotora de eventos, diretora de sociedade de amigos de bairro e relações institucionais.Segundo Fernando Trevisan, o segredo está em o profissional ter flexibilidade. "É claro que um profissional especialista que seja flexível e também consiga tratar de outros assuntos, e um profissional generalista que consiga se aprofundar quando for necessário, vai se destacar em relação aos outros". Já Chadad incentiva o foco em uma área. "A especialização é o melhor caminho. Participar de seminários, muita leitura e pesquisa constante farão toda a diferença em um processo de seleção de profissionais", afirma Chadad.


Fonte:administradores.com.br

sábado, 6 de março de 2010

SC em Cena - O Fio da História - Entre agulhas e tecidos


O documentário O Fio da História, que foi exibido na RBS TV no dia 6 de março, é um especial que faz parte do Projeto SC em Cena e foi dividido em duas partes. No primeiro episódio, Entre Agulhas e Linhas, a diretora Kátia Klock recupera a história da indústria têxtil que começa no final do século 19 no Vale do Itajaí. O segundo episódio Na Ciranda da Moda, que será exibido dia 6 de março, tem foco no atual mercado.






Fonte:http://textileindustry.ning.com/profiles/blogs/fio-a-fio-a-epopeia-textil-de?xg_source=msg_mes_network

Flexíveis materiais fotovoltaicos - Envolvido em têxteis solar


Sheila Kennedy, um especialista na integração da tecnologia da célula solar na arquitetura está agora no MIT, cria projetos para materiais fotovoltaicos flexíveis que poderia mudar a forma de edifícios receber e distribuir a energia. Estes novos materiais, conhecidos como os têxteis solares, funcionam como well-known as células fotovoltaicas em painéis solares. Feitos de materiais semicondutores, absorvem a luz solar ea convertem em eletricidade.

Kennedy usos 3-D de software para design têxtil com energia solar, gerando superfícies de membrana que pode ser tão eficientes em termos energéticos para telhados ou paredes. Têxteis solares podem também ser utilizadas como cortinas.

“As superfícies que definem o espaço pode ser produtores de energia”, disse Kennedy, um professor de arquitetura. “As fronteiras entre as paredes tradicionais e utilitários estão mudando.”

O principal arquiteto da empresa Boston, Kennedy & Violich Arquitectura, Ltd., e seu diretor de design do grupo de pesquisa de materiais, KVA mATX, Kennedy veio ao MIT este ano. Senti-me encorajado, disse por plano do presidente Susan Hockfield MIT para tornar a universidade “energia” e pelo currículo interdisciplinar do MIT, que integra a pesquisa ea prática.

Esta Primavera, Kennedy ministrou um curso de arquitetura do MIT, Soft Space: estratégias sustentáveis de têxteis para construção. Ela incentivou os alunos a elaboração de propostas de arquitetura para uma nova estação ferroviária e um mercado público de Porto, Portugal.

Para Mary Hale estudante de pós-graduação, em arquitetura, Soft curso Space foi uma inspiração de Kennedy para buscar tecnologia fotovoltaica em sua tese de mestrado.

“Eu sempre me interessei em energia fotovoltaica, mas antes deste estudo, não tenho certeza se eu pudesse integrá-lo em um projeto pessoal”, diz ele.

Kennedy, entretanto, vai continuar sua investigação sobre a eficiência energética e arquitetura. Um projeto recente, “Soft House”, exibido no Vitra Design Museum em Essen, na Alemanha, mostra o que Kennedy disse que quando ele diz que as fronteiras entre as paredes e os utilitários estão mudando.

Para Soft House, Kennedy transformou as cortinas superfícies móveis, o cultivo de energia integrada flexível com iluminação forte. Cortinas Soft House mover-se para seguir o sol e pode gerar até 16.000 watts-hora de eletricidade - mais de metade da energia de um agregado familiar médio.

Embora a escala real do protótipo Soft House foram concluídas com sucesso, o projeto visa a inovação da energia e outras invenções, diz Kennedy. “As tecnologias emergentes tendem a ser pouco desenvolvido em relação às tecnologias de núcleo dominante.

Por exemplo, as células fotovoltaicas orgânicas (OPV), um nano-solar emergente equipamento de tecnologia utilizada pelo projeto Casa Soft, são atualmente menos eficientes do que as tecnologias solares com base em vidro “, diz Kennedy.

Mas essa menor eficiência não é necessário um controle insuperáveis no mercado, Kennedy diz, porque Soft House oferece as vantagens únicas do material nano-tecnologias solar, sem ter que competir com uma rede centralizada.

O que leva de volta para o protótipo de hands-on de construção que Kennedy tem previsão de lançamento no seu ensino e de trabalho no MIT.

Protótipos “de trabalho são uma ferramenta de demonstração muito importante mostrar às pessoas que existem muitas maneiras diferentes de olhar energia!, Diz Kennedy.


Fonte:gstriatum.com

Lucro da Hering triplica para R$ 114,5 milhões em 2009


SÃO PAULO - A companhia de varejo têxtil Hering apurou lucro líquido de R$ 114,554 milhões no ano passado, três vezes acima do ganho de R$ 37,722 milhões registrado em 2008.

O resultado segue um crescimento de 39,4% na receita bruta do grupo, que ficou em R$ 876,951 milhões em 2009. Desse total, R$ 861,568 milhões corresponderam a vendas no mercado interno, enquanto R$ 15,383 milhões são referentes a exportações.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em R$ 154 milhões no ano, 46,2% superior ao registrado em 2008 e marcando margem de 21,4%, acima da margem de 20,5% do calendário anterior.

Em seu balanço, a empresa também informa que investiu R$ 31,2 milhões no ano passado, sendo a maior parte dos recursos (R$ 14,4 milhões) destinada para a ampliação da produção. Outros R$ 9,3 milhões foram investidos nas lojas, entre abertura de novas unidades e reforma das existentes.

A Hering ainda diz que as expectativas sobre o futuro são "otimistas". O plano do grupo é ampliar a rede da Hering Store de 276 lojas para 325 lojas até o final deste ano, chegando a 405 lojas até o final de 2012. Só no ano passado, foram abertas 46 lojas da Hering Store, que inclui unidades próprias e franqueadas.


Fonte:oglobo.globo.com/economia

sexta-feira, 5 de março de 2010

Coteminas cresce e investe na produção


A Coteminas, do vice-presidente da República José Alencar, está comemorando o crescimento das vendas no mercado interno em 2009. No setor de cama, mesa e banho, as vendas cresceram 22% em relação a 2008.


Fios e tecidos, 6%. E, no varejo, 5%.

Segundo o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, a empresa já decidiu que vai investir na expansão da capacidade instalada das quatro fábricas de Montes Claros (MG), aumentando o número de empregados dos atuais 2,8 mil para a 3,2 mil. Metade de sua produção vai para o mercado externo (EUA, Canadá e Argentina).


Fonte:ultimosegundo.ig.com.br

Natação promove tecidos


A utilização do poliuretano no vestuário de natação de competição é apontada como responsável por 235 recordes do mundo nos últimos dois anos. Mas, com a proibição de utilização deste material em competições a partir do início de 2010, a solução passa agora pelo desenvolvimento de tecidos capazes de assegurar iguais resultados.


De acordo com a decisão da Fina (Federação Internacional de Natação), o órgão internacional máximo para este desporto, desde o dia 1 de Janeiro de 2010, os fatos de competição devem ser fabricados exclusivamente a partir de «tecidos têxteis».

As novas regras têm um grande impacto sobre os principais fabricantes de roupa de banho, incluindo a Adidas, Arena, Jaked, Speedo e Tyr, mas as regras são também susceptíveis de impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico de produtos têxteis, de acordo com um novo relatório publicado na Performance Apparel Markets. O relatório refere que o mercado mundial de swimwear de competição vale cerca de 20 milhões de dólares (14,66 milhões de euros), com base em estimativas de 2008.

Deste valor, cerca de 60% é detido pela Speedo. E é comum afirmar-se que o lançamento do LZR Racer pela Speedo em Fevereiro de 2008 alertou os reguladores para a necessidade de mudar as regras.

O LZR Racer assolou o mercado e teve um papel fundamental para os nadadores estabelecerem novos recordes mundiais. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, por exemplo, 23 dos 25 novos recordes mundiais foram estabelecidos por nadadores que usavam o LZR Racer, incluindo o campeão mundial, Michael Phelps, que é patrocinado pela Speedo.

Além disso, de acordo com a Speedo, 89% de todas as medalhas na natação, incluindo 94% das medalhas de ouro, foram entregues a nadadores que utilizaram o LZR Racer.

O fato LZR cobre o atleta até aos tornozelos e deixa apenas os braços, pés e pescoço expostos à água. É fabricado a partir de uma mistura de nylon e elastano e possui painéis muito finos de poliuretano colocados sobre «pontos críticos de arrasto». O arrasto, termo que descreve a resistência de um fluído, é um dos principais factores que impedem os nadadores de maximizar a sua velocidade através na água.

Durante o processo de desenvolvimento do fato, a Speedo realizou digitalizações dos corpos de mais de 400 nadadores de elite. Também realizou testes em mais de 100 tecidos e combinações de tecidos diferentes. Estes revelaram que os nadadores que utilizavam o LZR Racer conseguiam um aumento médio de 4% na sua velocidade.

A Speedo já reagiu às novas regras e, em Dezembro de 2009, lançou o seu LZR Racer Elite. Este fato incorpora a mesma construção e costuras do seu predecessor, mas é feito exclusivamente a partir de um tecido ultra-leve e de baixo arrasto, composto por nylon e elastano e designado por Pulse.

A nova regulamentação da Fina também impede o uso de fatos de corpo inteiro. De futuro, o vestuário de banho utilizado em competições não deve prolongar-se além da cintura até ao joelho, no caso dos fatos de banho dos homens, e do ombro até o joelho no caso das senhoras.

A Performance Apparel Markets também relata que uma das principais fibras componentes do swimwear, o elastano (também conhecido como spandex), registou um grande crescimento ao longo da última década. Entre 2000 e 2008, o consumo de elastano subiu das 153.000 toneladas para as 300.000 toneladas, embora tenha registado um declínio em 2008. Até 2015, o consumo deverá subir para cerca de 438.000 toneladas.

Fonte:portugaltextil.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

Planejamento de Produto – Grandes marcas economizam errado e perdem clientes


Você já passou por esse problema: calça jeans feminina com cós que não se ajusta ao corpo e forma um vão na parte de trás. Insatisfeita, você fez duas pences como na foto, certo? Nenhum consumidor merece isso.

As calças jeans de cós reto são, na verdade, um artifício barato usado por empresários com mentalidade antiga. Se o cós da calca jeans, mesmo estreito, fosse cortado em viés ou em círculo, se ajustaria ao corpo como uma luva.

Para cortar o cós em viés ou em círculo, o consumo de tecido na produção aumenta em até 10%, dependendo da largura. Por outro lado, quando se corta o cós em linha reta, pode-se aproveitar muito mais tecido, mas o consumidor acaba levando uma calça que nunca veste bem.
Durante os 3 anos em que atuei como Gerente de Produto em confecção de Jeans no Brás, meu foco sempre foi usar tecidos de qualidade que proporcionassem varias lavagens – De modo que, com a compra de um tecido, eu pudesse criar várias peças com visuais finais diferentes entre si; uso variado de aviamentos; e nunca fui de aprovar lavagens com muitas misturas de técnicas que gritassem entre si. Vejam, por exemplo, as calças da Zara. Tanto o masculino como o feminino, possuem um visual impecável. Nem sempre o feminino veste bem, mas em matéria de tecidos e lavagens, eles estão de parabéns.




A escolha de uma lavanderia como parceira é fundamental. Quanto mais caro for o tecido, menos voce precisa investir em lavanderia para obter um bom resultado.

Mas minha grande discussão sempre foi contra a economia de tecido no cós. Para mim, uma peça deve vestir bem, ser confortavel e ter um preço justo. De que adianta desenvolver catalogos, etiquetas, botões, aplicar strass, investir no salario de uma Gerente de Produto, de uma Estilista e de todos os funcionários que compõem uma empresa – sem contar as lavanderias e as facções – para cortar milhares de calças com cós reto para ter alguns centavos – se muito R$ 1,00 – de economia? As calças jeans do Brás, por exemplo, são vendidas para todo o Brasil. Existem empresas no Brás que fazem peças maravilhosas. Não estou generalizando. Mas, imagine uma loja, no sul do país ou lá no Mato Grosso, com uma vitrine linda, cafezinho, sofás e revistas espalhadas para o cliente comprar com conforto. Daí, a cliente vai ao provador com 4 ou 5 calcas. Prova uma, prova outra, prova a última e todas têm um vão na parte de trás do cós. Para não mostrar o que nao deve, lá vai a cliente para a costureira, fazer duas pences e pagar exatamente R$10,00 reais pelo conserto. Será que o cliente não pagaria R$10,00 a mais na calça só pra sair da loja com ela vestindo perfeitamente bem?

Supondo que só um modelo tivesse um vão atrás, justamente a calça que leva a sua marca, com sua linda etiqueta, botões de strass e com aquela lavagem linda!!! A cliente vai deixar sua peça de lado.

Se as diversas lojas que comprarem suas peças no atacado sentirem que o cliente rejeita seu produto no provador, é provavel que essas lojas deixem de comprar a sua marca.

Agora, você sabia que esse não é um problema só das confecções no Brasil? Aqui em Nova York, o problema com o cós das calças é tão sério, que mesmo marcas famosas estão gastando muito mais do que o necessário para remediar o problema. Por exemplo, a marca MUDD, voltada para um público jovem, vende as calças com elástico regulador no cós. Isso mesmo, aquele usado em calças de criança. Imagine o custo de fazer os caseados, pregar o botao interno, passar o elastico por dentro do cós… tenho certeza de que o tempo e o material gastos nessa operação custam muito mais do que se eles cortassem o cós no viés.



Por outro lado, veja as fotos do catalogo virtual da ViaFinal.com.br e da Equus.com.br, lavagens sem agressividade, caimento impecável e visual jovem, atual, com apelo de venda, com cós perfeito.

Essa falta de engenharia adequada na construção das pecas de algumas marcas gerou um negócio curioso. Uma empresa nos EUA, está vendendo uma faixa elástica que tem a função de cobrir o cós das calcas e nao deixar aparecer o “cofrinho”. Veja as fotos abaixo:



Agora veja o custo: U$ 32,00, isso mesmo. Cerca de R$58,00 Reais por duas peças ou U$ 19,95 por uma peça – cerca de R$36,00. A ideia é tão simples e tão boba que não dá para acreditar que tantas pessoas estão dando cobertura a essa “invenção” http://www.myhip-t.com/press.htm quando na minha opinião bastava as empresas fazerem calças jeans de cós mais alto, (quando o gancho em vez de 16 ou 17cm, poderia ter de 19 a 21cm) e o cós poderia ser cortado no viés ou em círculos e o problema estaria eliminado. Veja que se o cliente está comprando essa faixa, se esse produto esta fazendo tanto sucesso, significa que o consumidor não esta satisfeito com as calças jeans que ele compra, existe aí uma demanda por um produto que não está sendo atendida.

Outros tipos de economias bizarras que alguns donos de confecções usam achando que estao lucrando: barra da calça jeans com 1,5cm. Bolso de trás pequeno (mesmo no masculino. Mal dá para colocar a carteira) bolso frontal falso, gancho baixo em todas as modelagens femininas e por aí vai.

Tenho certeza absoluta de que o cliente pagaria mais por uma peça que veste bem ao invés de uma peça que precisa de consertos ou de paliativos para poder ser usada confortavelmente. Solução: escute seu cliente. Observe o que ele compra e por quê. Construa uma marca desejável. O mercado está cheio de marcas que não significam nada, apenas geram dinheiro para pagar despesas. Para construir uma marca de sucesso, comece com a escolha do tecido, lavagem apropriada, modelagem adequada com caimento de acordo com as curvas do corpo, aviamentos que não caem e nem enferrujam e, por último, apresentação visual que chame a atenção do cliente e que o leve a provar e comprar sua peça.

Fonte:fashionbubbles.com

quarta-feira, 3 de março de 2010

Redução de custos


A cada ano a economia vem vivenciando a importância crescente do varejo devido ao aumento do consumo interno. A melhoria na distribuição de renda no País tem propiciado a entrada de novos consumidores no mercado. Isso tem exigido dos comerciantes de varejo uma atenção especial a este cliente para o qual o preço é variável importante no momento da escolha.

Como o valor final de um produto está intimamente ligado ao custo de produzi-lo, para se tornar competitivo o empresário terá que rever sua estrutura de gastos para crescer de forma sustentada e aproveitar as oportunidades que se oferecem.

Quando focamos a redução de custos, devemos entender primeiramente as diversas causas que impactam diretamente no desperdício: processos ineficientes, falta de informação, estrutura inadequada, dentre outros.
Para atacar a origem dos problemas e impulsionar os programas de redução, deveremos estar atentos ao controle adequado das despesas, a informação atualizada e a motivação da equipe.

Para controlar as despesas, crie uma planilha com as naturezas de gastos, pelos últimos três meses, estabelecendo uma média mensal de despesas por natureza. Identifique aqueles gastos que correspondam a 80% do total; analise cada um deles de forma a identificar possíveis oportunidades de economia; estabeleça uma meta de redução; e não deixe de envolver os funcionários , pois podem surgir soluções mais criativas. A adesão deles é fundamental para o êxito da empreitada, porque dela depende a sua empregabilidade.

Com certeza o foco de atenção recairá sobre os processos de vendas, compras e distribuição, sendo que para cada um deles deverão ser analisados alguns aspectos, como os esforços direcionados para produtos pouco ou não rentáveis, dispersando o foco do negócio; a revisão da política de compras; o estabelecimento de parcerias com fornecedores, criando contratos maiores com margens de desconto também maior; a redução dos estoques fazendo programação de entregas, alinhadas às estimativas de vendas; e a análise dos custos com transporte próprio: combustível, motoristas, seguros, IPVA, gastos com manutenção versus terceirização, dentre outros itens.

Isso é apenas o começo, pois a partir dessas atitudes e constatações, tendo introduzido uma cultura de controle de gastos associada a um sistema de informação mais eficiente, os próximos passos são planejar e manter atualizado um orçamento financeiro contemplando todas as naturezas de despesas, com previsão de investimentos; ter uma visão mais econômica e menos financeira; estabelecer uma curva de custos; exercer um controle mais efetivo sobre estes custos de maior incidência; rever os principais processos internos; estabelecer metas e objetivos visando à redução de custos; e envolver os colaboradores nesta tarefa.

O mais importante, em qualquer momento da empresa, é sempre estar próximo de seus clientes, ouvi-los e estabelecer uma estratégia para fidelização e conquista dos mesmos. Estas são as chaves para o pleno sucesso dos negócios.

Funcionários Móveis e Utensílios


Várias empresas de RH,empresários e instiuições que contratam colaboradores fazem comparações e deduções extremamente errôneas na hora da entrevista em uma das etapas do processo seletivo.Percebe-se quando não há qualificação por parte destes colaboradores tendem os mesmo a ficarem por muito tempo nas empresas.Vão aguentado até onde conseguem antes de chegar a demissão,muitas trocados por colaboradores mais qualificados.Para não dizer empresas que não existe uma política de Cargos e Salários para aqueles que são qualificadas.Quando acontece a qualificação por parte dos colaboradores,os mesmo procuram lugares que possam planejar a sua vida útil na empresa,criando motivação para galgar cargos melhores na devida corporação.Então tome cuidado que o tempo que será avaliado ao candidato que ficou na empresa.Ainda para não ir muito longe, tempo de empresa não é sinônimo de experiência.Digo isto porque existe diversos profissionais que às vezes ficam bastante tempo na organização e não se atualizam com o mundo que corre a todo vapor ao seu redor e não se atualizam.Muitas das vezs são muito bom em determinada tarefa,porém em outras são totalmente inexperientes.Hoje gestor de Confecção de roupas no Rio,é igual a técnico de Futebol.O próprio Joel Santana,já passou pelo Botafogo em outras duas ocasiões e voltou mas uma vez para ser campeão.Então por favor,funcionário não é moveis e utensílios e agem e ficam nas corporações de acordo com seus emprendedores,quando deixam o gestor gerir a fábrica de acordo com sua experiência.Retirando da cabeça que os resultados têm que ser imediatos,os conhecidos empreendedores IMEDIATISTAS.

Fonte:Amauri Maia,Emanuel Leal de Souza(Técnicos Têxtil,especializado em Confecção do Vestuário)


Empreendedores Desqualificados


A grande parte dos problemas da indústria de Confecção de Roupas passam por muito tempo por desqualificação de seus proprietários, e não como dizem algumas pessoas, que os problemas estão quase na sua totalidade na mão-de-obra-direta.Enganam-se que pensa assim.Toda empresa é o reflexo de seus proprietários e refletam em suas personalidades.Devemos acordar para isso,porque é muito mais fácil transferir os problemas das empresas para seus funcionários.Inúmeros erros cometidos são visto,como alguns com vasta experiência financeira,mas as empresas vivem em negativo,arquitetos que conhecem muito bem o mundo das cores e relutam em pintar suas fábricas com cores totalmente inadequadas conforme solicita as normas do Inmetro com os estudos das cores.Outros não seguem o cronograma industrial, implantado pelo Gestor,fazendo com que diversas etapas do processo industrial viram um verdadeiro quartel general com bombeiro para todo lado.
Fonte:Amauri Maia(Técnico Têxtil,especializado em Confecção do Vestuário)

A lista “negra” da Peta


A organização não-governamental, que trabalha em prol da defesa dos animais, acaba de lançar a sua lista de celebridades mais mal vestidas. Uma eleição feita tendo em conta as personalidades que continuam a ser apologistas do uso de peles.


A organização não-governamental (ONG) Peta, que trabalha em prol da defesa dos animais, já apresentou a sua lista de celebridades mais mal vestidas do ano 2009, onde a actriz Catherine Zeta-Jones foi a principal eleita. A referida lista da Peta inclui, para além da actriz de filmes como “Zorro” e “Chicago”, todas as restantes celebridades que manifestaram, segundo a referida organização, «pouca preocupação com os direitos dos animais, ao optar por vestir indumentárias em pele».

A actriz Catherine Zeta-Jones, de 40 anos, pode ser reconhecida mundialmente pela sua beleza e pelo seu estilo, mas as suas escolhas no uso de peles não agradaram a entidade, fundada em 1980 e que tem como lema “animals are not ours to eat, wear, experiment on, or use for entertainment” ("Os animais não são para comer, vestir, usar em experiências ou para entretenimento"). Com mais de dois milhões de activistas, esta ONG conta com um orçamento anual superior a 30 milhões de dólares (22,18 milhões de euros).

«Com as suas horríveis calças feitas de pele de vaca, com o seu casaco de raposa e a sua mala de jacaré, Catherine Zeta-Jones parece que quer fazer parte da arca de Noé», salientou a Peta, num comunicado enviado ao site Access Hollywood, acrescentando ainda que «na melhor das hipóteses, a actriz deve estar a compor uma personagem para um “serial killer”».

Na lista elaborada pela Peta constam ainda nomes como os das cantoras Jennifer Lopez, Aretha Franklin, Rihanna e Jessica Simpson, assim como as actrizes Kate Hudson e Goldie Hawn.


Fonte:portugaltextil.com

No limiar de um novo tempo" - Tecidos anti-bacterianos


Muitas coisas novas estão sendo desenvolvidas a partir da nanotecnologia. Só no laboratório do professor Oswaldo Luiz, na Unicamp, há desenvolvimento de produtos como tecidos anti-bacterianos e materiais para retirar a poluição de efluentes

Juliana Matos Brito

Em 1989, ele já estudava sistemas nanoestruturados. Em 1991, ele publicou o primeiro artigo sobre o assunto em publicação internacional. De lá pra cá, são muitos artigos, muitas pesquisas, 17 patentes nacionais e uma internacional em nanomateriais. O professor Oswaldo Luiz Alves, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é um dos principais pesquisadores na área de nanotecnologia.

Ele esteve, na última semana, em Fortaleza para participar de uma banca de tese no Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC) e para ministrar a aula inaugural do programa de pós-graduação em Química da UFC sobre nanotecnologia, desenvolvimento, oportunidades e desafios.

Além da pesquisa e dos produtos desenvolvidos, ele e sua equipe conseguem firmar uma interessante interação entre universidade e empresas, o que resulta em produtos que podem beneficiar a sociedade. Hoje, segundo ele, eles já desenvolveram, por exemplo, um tecido anti-bacteriano com nanomateriais e um nanoecomaterial para retirar a poluição colorida de rios e lagoas. ``Você não faz desenvolvimento tecnológico dentro da universidade. Todo o desenvolvimento tecnológico é feito no chão da fábrica``, acredita.

Em entrevista ao Ciência & Saúde, o professor Oswaldo fala um pouco do início dos estudos na área de nanotecnologia, quando ainda nem usavam esse nome para o estudo de sistemas nanoscópicos, além de um pouco sobre o panorama atual brasileiro das pesquisas na área.

O POVO - O senhor é formado em Química. Como surgiu o interesse em estudar nanotecnologia?
Oswaldo Luiz - A questão da nanotecnologia está bem lá atrás. Nós estudamos esse sistema pequeno muito antes dele ter o nome de nanotecnologia. A gente chamava de sistema nanoscópico. Nós tínhamos um contrato com a Telebrás e dentro desse contrato nós tínhamos de fazer o desenvolvimento de materiais com propriedades óticas bem especiais, na Unicamp. Foi nesse momento que nós começamos a estudar as nanopartículas de semicondutores embebidas em vidros, para usar como eventuais substratos para as telecomunicações óticas. E lá em 1989, nós fizemos as primeiras nanopartículas. E fizemos a nossa primeira publicação internacional sobre o assunto em 1991. Desenvolvemos muito conhecimento sobre esse tipo de partículas, mas aí veio a privatização da Telebrás. E essa privatização foi terrível porque os contratos todos foram encerrados. E aí como a gente já tinha esse conhecimento, começamos a desenvolver esse trabalho no Institudo de Química da Unicamp. E a coisa foi indo, foi se desenvolvendo, de maneira que hoje temos um grupo bastante consolidado na área de nanomateriais. Trabalhamos com vários aspectos da nanotecnologia, inclusive com os riscos da nanotecnologia, na medida que todos os trabalhos que produzimos estão sendo usados para testes.

OP - Há alguma novidade sobre os riscos que os nanomateriais podem porventura trazer?
Oswaldo - A novidade é que na verdade existe uma zona cinzenta entre os impactos da nanotecnologia no meio ambiente e na saúde humana. Como a nanotecnologia está se transformando em uma grande indústria, adicionou-se a esse tipo de problema a questão de problemas ou doenças em pessoas que trabalham com isso em setores industriais. Então, tem que haver respostas para isso porque tem que haver regulações para isso. E a melhor regulação é conhecer esse sistema. Foi aí que eu parti para uma rede bem grande, de 15 laboratórios, que estão fazendo os mais diferentes testes envolvendo diversos tipos de nanoestruturas.

OP - O senhor já tem algumas patentes de nanomateriais produzidos pela sua equipe, não é?
Oswaldo - O laboratório tem 18 patentes e dessas 18 patentes uma delas é internacional. E essa patente internacional está relacionada com tecidos anti-bacterianos, ou seja, são tecidos impregnados com partículas que apresentam essa propriedade anti-bacteriana. São tecidos para a área hospitalar.

OP - Esse produto já está sendo produzido?
Oswaldo - Esse não. Esse ainda tem uma patente internacional, estamos em negociação. Mas um outro produto que nós desenvolvemos, o nanoecomaterial, é um produto licenciado, pela Unicamp para uma empresa, e está em fase inicial de comercialização. O produto é desenvolvido em laboratório, com características nanométricas, e cuja a função é fazer remediação ambiental de efluentes de indústrias téxteis. Ele sequestra a cor dos rios. Tira a poluição colorida. Nós ainda temos patentes em vidros especiais para a área de telecomunicações, e em nanocompostos.

OP - Qual a importância da interação entre Univer sidade e empresas para a pesquisa?
Oswaldo - Essa é uma questão chave porque o conhecimento científico é feito dentro da universidade. A concretude do conhecimento científico aparece dentro das empresas. Você não faz desenvolvimento tecnológico dentro da universidade. Todo o desenvolvimento tecnológico é feito no chão da fábrica. Não é só o problema de você ter uma coisa que funcione, mas precisa ter mercado, precisa de matéria prima disponível, de marketing da empresa para ela poder vender e precisa atender uma necessidade da sociedade. Da nossa experiência do relacionamento com o setor produtivo, você tem que, ao fazer um contato com a empresa, estabelecer uma cumplicidade, ou seja, o projeto científico que vai ser desenvolvido é de interesse da empresa mas ambos tem de trabalhar juntos .

OP - E acaba dando um retorno para a sociedade em relação ao que é produzido na Universidade...
Oswaldo - Isso é importante porque você dá visibilidade ao trabalho que é feito nos institutos de pesquisa, nas universidades... E a gente tá vivendo uma situação muito importante. O Brasil deixa de ser um país caudatário, isto é, que está na cauda dos processos, e assume um protagonismo.

OP - Hoje, no Brasil, está mais fácil essa comunicação entre Universidade e empresa?
Oswaldo - Certamente nós temos muito o que caminhar, mas já avançamos bastante.

OP - Qual o futuro da nanotecnologia?
Oswaldo - Acho o seguinte, nós estamos no limiar de um novo tempo e nós estamos observando que vários fenômenos que nós jurávamos de pé junto que ele funcionava de determinado jeito, e a gente tá vendo que a gente tem que deixar nosso olhar mais rigoroso sob determinadas coisas. E se você me perguntar quais as áreas serão mais impactadas pela nanotecnologia, talvez eu tivesse coragem de fazer uma observação: áreas de materiais, sem a menor dúvida, que pode servir para aviação, para transporte, para siderurgia; e sob as ciências da vida. E quando eu falo de ciências da vida, eu falo de tratamento, diagnóstico, em coisas que afligem sobremaneira a população.

OP - Quando o senhor começou a estudar a nanotecnologia em 1989, tinha essa dimensão?
Oswaldo - Não. Essa dimensão fui construindo ao longo do tempo. Eu tinha a ideia de que a gente estava trabalhando com um sistema que tinha um grande potencial para as telecomunicações. Hoje temos uma concepção clara de toda essa evolução. Junto com isso, uma questão nos preocupava muito era o impacto da nanotecnologia para o meio ambiente e para o ser humano.

OP - Há algo negativo? Algum prejuízo já foi identificado?
Oswaldo - Não. Até esse momento nós não temos nenhum caso absolutamente concreto. O que a gente tem são casos que acham que é nanotecnologia, mas não é. O exemplo mais emblemático disso foi um produto de limpeza usado em hospitais da Alemanha, há uns dois anos. Se imaginava que o produto, cujo nome era Magic Nano, tivesse causado problemas respiratórios e estomacais em algumas pessoas. Depois ficou claro que o produto só usava o nome nano como fantasia, não tinha nada de nanotecnologia. De qualquer forma, o que é importante é que esse debate sobre riscos têm de começar a acontecer. Tem que ir para a sociedade.


Fonte:noolhar.com

terça-feira, 2 de março de 2010

Série CARREIRA




Deve-se mencionar idade acima de 45 anos no currículo?

O mais indicado é que o profissional não mencione idade acima de 45 anos no currículo, uma vez que há preconceito em relação aos profissionais maduros, por serem, devido à ampla experiência profissional, considerados mais caros para a empresa do que profissionais jovens.

Neste caso, deve-se omitir não só a idade como qualquer outra data citada no currículo que possa indicar a idade do profissional.

É importante ressaltar que essa recomendação não se aplica aos profissionais da área de Saúde, advogados ou professores, pois, nesses casos, a idade é um indicador da experiência e qualificação do profissional.


Como fazer para mudar de área de atuação?

Seguem abaixo alguns pontos importantes a serem avaliados pelos profissionais que desejam mudar de área de atuação:

Tenha certeza
O primeiro passo é se perguntar: "Será que eu realmente desejo mudar de profissão? Um novo emprego poderia resolver meu problema?". Pode parecer óbvio, porém, as duas opções podem confundir-se. A pessoa está com problemas no emprego e culpa a profissão.

Prepare-se
Não jogue tudo para o alto de uma hora para outra. Mudar de profissão exige um bom preparo. Conforme a escolha, talvez necessite fazer outra faculdade ou cursos preparatórios. Nesse período, precisará mais do que nunca da renda que a atual profissão lhe proporciona.

Planeje-se financeiramente
Na maioria das vezes, recomeçar significa ganhar menos ou, em alguns casos, partir do zero. O ideal é dispor de uma reserva financeira para os primeiros meses ou, se possível, para o primeiro ano na nova profissão.

Encare as mudanças
Você provavelmente terá de começar por baixo na nova profissão. Ocupará um cargo inferior e não desfrutará de regalias ou privilégios com os quais estava acostumado, como flexibilidade de horário ou livre acesso a todos os setores da empresa. É importante encarar a mudança com humildade.

Seja paciente
Quem muda de profissão pode se deparar com a estranha sensação de "andar para trás", pois poderá ser necessário conviver com profissionais mais jovens e inexperientes, tanto na nova faculdade quanto nos cursos preparatórios ou, até mesmo, no novo ambiente de trabalho.

Busque satisfação profissional
Quanto mais cedo a decisão for tomada, maiores serão as chances de sucesso na nova carreira. E se a certeza só vier depois dos 30 ou 35 anos? Isso, sem dúvida, pode dificultar a mudança, mas não a impede. Existem inúmeros casos de pessoas mais velhas que mudaram e obtiveram sucesso na nova carreira. O fundamental é ir em busca de satisfação profissional.

Tendo certeza de que realmente deseja mudar de área, o profissional deve elaborar um currículo focado na nova área de interesse e investir no seu envio para o maior número possível de vagas, aumentando assim suas chances de conseguir uma colocação.


Como aumentar o retorno das empresas?

A busca de um novo emprego é uma atividade trabalhosa. O profissional deve estar bem preparado para gerar entrevistas e ter um bom desempenho nelas.

O primeiro passo é elaborar um excelente currículo, destacando seu objetivo, formação e experiência na área de interesse. Tenha cuidado com os erros de digitação ou ortografia, pois estes são eliminatórios.
Elabore cartas de apresentação com um resumo de sua carreira destacando seus pontos fortes e encaminhe-as a todas as empresas que possui interesse em atuar.
Prepare uma lista de referências.
Estabeleça contatos com muitas pessoas da área. Peça dicas, conselhos, orientações. O networking é muito importante.
Faça cursos rápidos em sua área. Além de melhorar seu currículo, poderá conhecer pessoas e aumentar sua rede de contatos.
Utilize o Cadastro Catho para enviar seu currículo ou uma carta de apresentação para as empresas de seu maior interesse.
Procure manter-se informado. Leia jornais, revistas, matérias da área. Você pode descobrir excelentes oportunidades, como empresas que estão chegando ao país.
Prepare-se para as entrevistas. Cuide de sua aparência. Compre boas roupas e sapatos;
Quando for chamado para uma entrevista, esteja informado sobre a empresa. Faça pesquisas na Internet, buscando sites das empresas.


Fonte:Catho.com.br

Série PROCESSOS SELETIVOS


Como devo me comportar em uma dinâmica de grupo?

Para ter um bom resultado nas dinâmicas de grupo é muito importante que o profissional siga alguns procedimentos, conforme destacamos abaixo:

Esteja calmo e sem pressa;
Mantenha-se atualizado (leia jornais, revistas, navegue pela Internet);
Seja participativo;
Seja simpático;
Fale na medida certa;
Tenha boas colocações.
Seguem seis itens considerados importantes em uma dinâmica de grupo comportamental:

Participação;
União do grupo;
Integração;
Liderança participativa;
Respeito de limites;
Criatividade.

Como se comportar em uma entrevista de emprego?

Alguns comportamentos são muito valorizados pelos selecionadores, sendo interessante apresentá-los durante a entrevista de emprego.

Destacamos abaixo algumas dicas para sair-se bem nas entrevistas:

Chegue sempre no horário marcado, sabendo com quem vai falar.
Esteja com a aparência impecável. Use roupas clássicas e discretas. O mais indicado é um tailler de cor sóbria, um bom sapato, relógio e pouco perfume. Mãos e cabelos também devem estar bem cuidados.
Além de estar apto a esclarecer pontos de sua vida profissional, o candidato tem de mostrar que está bem informado sobre assuntos relacionados com a empresa que quer trabalhar. Dessa forma, mostra interesse pelo cargo e pode diferenciar-se dos demais candidatos.
Esteja preparado para responder sobre sua pretensão salarial, a sua disponibilidade para viagens e limitações de horário.
Não se limite a enumerar cargos que ocupou em empregos anteriores. Procure mostrar também as contribuições que você trouxe à empresa e o que aprendeu.
Não fale mal de antigos chefes e empresas.
Evite assuntos polêmicos como política, futebol e religião.
Não fume durante a entrevista.
Desligue o celular.

Quais as características mais valorizadas pelos selecionadores?

Seguem abaixo algumas das principais características valorizadas pelos selecionadores:

Energia: O candidato deve demonstrar, durante a entrevista, toda sua energia e disposição para trabalhar.
Motivação: Transmitir entusiasmo para trabalhar e superar as dificuldades que poderão surgir.
Persistência: Às vezes vale mais do que a inteligência. O profissional que vence pelo cansaço e que não desiste da tarefa até atingir o objetivo desejado é procurado pelas empresas.
Responsabilidade: O profissional deve mostrar que possui preocupação em arcar com suas responsabilidades.
Honestidade: Esse é um ponto muito importante nas empresas. Estamos sempre suspeitando de uma pessoa que fala de sua própria honestidade. É muito melhor apresentar referências convincentes que comuniquem sua integridade.
Dedicação: É muito importante a presença de profissionais que "vestem a camisa da empresa", se dedicando sempre ao seu trabalho. Essa é uma característica que deve ser destacada.
Analítico: O profissional precisa ser calculista e analítico para um melhor resultado no seu trabalho. Comunique essa qualidade.
Orientação para objetivos: Demonstre que você sabe definir e atingir objetivos.
Essas são as qualificações que os entrevistadores estão procurando e, se você quiser ser contratado, procure apresentar essas qualificações durante a entrevista. Mas sempre através de fatos verídicos.

Existe um traje adequado para os processos seletivos?

Para saber qual o tipo de roupa mais adequada para usar durante o processo seletivo em determinada empresa, a melhor maneira é informar-se sobre o traje comum usado pelos funcionários.

Se você não tiver idéia, escolha peças discretas e de cores neutras e fuja da calça jeans ou tênis, informais demais para a ocasião.

Para as mulheres: Caso a entrevista seja realizada em ambiente fabril, não é aconselhável o uso de saia ou vestido. Um conjunto de calça e camisa ou blazer ficam mais adequados. Use maquiagem leve e sapatos de boa qualidade. Se seus cabelos forem longos, é indicado prendê-los, para evitar que você fique passando a mão no cabelo durante a entrevista.

Para os homens: Uma pesquisa realizada em 2007 pela Catho Online mostrou que o terno preto e azul marinho são os preferidos, tanto por homens como por mulheres. Caso não possua um terno de uma dessas cores, escolha uma outra cor que seja sóbria, como o cinza, por exemplo. Os sapatos e as meias devem ser pretos e a gravata não deve ser esquecida.

O que responder quando me questionam os pontos fracos?

Não existe uma regra exata para mencionar os pontos fracos quando questionados pelo selecionador, por se tratar de algo muito pessoal. Respostas como "perfeccionista" ou "detalhista" são bastante conhecidas, mas como estão mais relacionadas a aspectos positivos dificilmente são aceitas pelos selecionadores mais experientes.

Por essa razão, o ideal é mencionar um ponto considerado negativo que não interfira diretamente na atuação do profissional. Por exemplo: se um analista de sistemas mencionar como ponto fraco "desatenção", este certamente será visto de modo bastante negativo, pois para a realização segura de seu trabalho é primordial a atenção naquilo que está fazendo. Se esse mesmo profissional mencionar como ponto fraco "timidez", a resposta não será vista negativamente, uma vez que o fato de ele ser tímido não interfere negativamente em seu trabalho.
Deve-se mencionar idade acima de 45 anos no currículo?

O mais indicado é que o profissional não mencione idade acima de 45 anos no currículo, uma vez que há preconceito em relação aos profissionais maduros, por serem, devido à ampla experiência profissional, considerados mais caros para a empresa do que profissionais jovens.

Neste caso, deve-se omitir não só a idade como qualquer outra data citada no currículo que possa indicar a idade do profissional.

É importante ressaltar que essa recomendação não se aplica aos profissionais da área de Saúde, advogados ou professores, pois, nesses casos, a idade é um indicador da experiência e qualificação do profissional.

Como fazer para mudar de área de atuação?

Seguem abaixo alguns pontos importantes a serem avaliados pelos profissionais que desejam mudar de área de atuação:

Tenha certeza
O primeiro passo é se perguntar: "Será que eu realmente desejo mudar de profissão? Um novo emprego poderia resolver meu problema?". Pode parecer óbvio, porém, as duas opções podem confundir-se. A pessoa está com problemas no emprego e culpa a profissão.

Prepare-se
Não jogue tudo para o alto de uma hora para outra. Mudar de profissão exige um bom preparo. Conforme a escolha, talvez necessite fazer outra faculdade ou cursos preparatórios. Nesse período, precisará mais do que nunca da renda que a atual profissão lhe proporciona.

Planeje-se financeiramente
Na maioria das vezes, recomeçar significa ganhar menos ou, em alguns casos, partir do zero. O ideal é dispor de uma reserva financeira para os primeiros meses ou, se possível, para o primeiro ano na nova profissão.

Encare as mudanças
Você provavelmente terá de começar por baixo na nova profissão. Ocupará um cargo inferior e não desfrutará de regalias ou privilégios com os quais estava acostumado, como flexibilidade de horário ou livre acesso a todos os setores da empresa. É importante encarar a mudança com humildade.

Seja paciente
Quem muda de profissão pode se deparar com a estranha sensação de "andar para trás", pois poderá ser necessário conviver com profissionais mais jovens e inexperientes, tanto na nova faculdade quanto nos cursos preparatórios ou, até mesmo, no novo ambiente de trabalho.

Busque satisfação profissional
Quanto mais cedo a decisão for tomada, maiores serão as chances de sucesso na nova carreira. E se a certeza só vier depois dos 30 ou 35 anos? Isso, sem dúvida, pode dificultar a mudança, mas não a impede. Existem inúmeros casos de pessoas mais velhas que mudaram e obtiveram sucesso na nova carreira. O fundamental é ir em busca de satisfação profissional.

Tendo certeza de que realmente deseja mudar de área, o profissional deve elaborar um currículo focado na nova área de interesse e investir no seu envio para o maior número possível de vagas, aumentando assim suas chances de conseguir uma colocação.
Como aumentar o retorno das empresas?

A busca de um novo emprego é uma atividade trabalhosa. O profissional deve estar bem preparado para gerar entrevistas e ter um bom desempenho nelas.

O primeiro passo é elaborar um excelente currículo, destacando seu objetivo, formação e experiência na área de interesse. Tenha cuidado com os erros de digitação ou ortografia, pois estes são eliminatórios.
Elabore cartas de apresentação com um resumo de sua carreira destacando seus pontos fortes e encaminhe-as a todas as empresas que possui interesse em atuar.
Prepare uma lista de referências.
Estabeleça contatos com muitas pessoas da área. Peça dicas, conselhos, orientações. O networking é muito importante.
Faça cursos rápidos em sua área. Além de melhorar seu currículo, poderá conhecer pessoas e aumentar sua rede de contatos.
Utilize o Cadastro Catho para enviar seu currículo ou uma carta de apresentação para as empresas de seu maior interesse.
Procure manter-se informado. Leia jornais, revistas, matérias da área. Você pode descobrir excelentes oportunidades, como empresas que estão chegando ao país.
Prepare-se para as entrevistas. Cuide de sua aparência. Compre boas roupas e sapatos;
Quando for chamado para uma entrevista, esteja informado sobre a empresa. Faça pesquisas na Internet, buscando sites das empresas.


Como elaborar um bom currículo?

O currículo deve descrever de modo bastante organizado e atrativo a experiência do profissional. Um currículo bem elaborado deve apresentar as seguintes informações:

OBJETIVO (nesse campo deve-se mencionar o cargo e a área pretendidos);
SÍNTESE DE QUALIFICAÇÕES (principais qualificações, adquiridas ao longo da vivência profissional);
FORMAÇÃO ACADÊMICA (cite o curso, nome da instituição em que o realizou e ano de conclusão, por ordem de importância);
IDIOMAS (mencione os idiomas e nível de conhecimento que possui);
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL (basicamente contém o nome das empresas nas quais trabalhou, período, cargo ocupado e suas atribuições);
CURSOS (cursos relacionados à área e nomes das instituições em que os realizou);
INFORMÁTICA (conhecimentos nessa área).
Além disso, é essencial que o currículo seja escrito corretamente, sem erros de digitação ou ortografia. Procure destacar sua experiência profissional e as atividades desenvolvidas de acordo com o seu objetivo, deixando o currículo focado em seu interesse.

Certo X errado na elaboração de um currículo.

Certo

Destacar os dados de contato logo no início do currículo.
Indicar apenas um objetivo profissional.
Ressaltar as mais importantes atividades desenvolvidas nas empresas em que trabalhou e os resultados obtidos.
Ter preocupação com a estética do currículo: é importante utilizar letras fáceis de serem lidas, colocar espaços entre itens e evitar letras ou papéis coloridos que possam poluir o currículo.
Sintetizar as informações mais relevantes de sua carreira: um currículo extenso se torna cansativo e difícil de ser avaliado. Uma ou duas páginas são suficientes para demonstrar seu talento.
Errado

Cometer erros de digitação e ortografia.
Colocar diversos objetivos profissionais: o currículo sempre deve ser focado para a vaga que está se candidatando. Caso contrário, o selecionador terá a impressão de que você não sabe o que quer fazer.
Citar no currículo atributos e qualidades pessoais.
Colocar idioma com nível básico: conhecimento básico não é significativo. Por isso, se o seu currículo tiver essa informação, poderá ser descartado caso outro profissional com um perfil parecido com seu tenha um nível de idioma melhor.
Inserir pretensão salarial no currículo: colocar um valor no currículo pode fazer com que você perca oportunidades de trabalho e a possibilidade de negociar uma faixa salarial ou benefícios melhores.

O que é uma carta de apresentação?

A carta de apresentação é um contato pessoal entre o profissional e o selecionador, permitindo ao profissional que omita possíveis "falhas" em sua carreira, aborde as empresas que não possuem vagas em aberto e responda os anúncios das vagas.
Como elaborar uma carta de apresentação?

A carta de apresentação deve ser um texto simples, indicando de modo bastante atrativo a experiência do profissional em sua área de atuação.

Deve-se pensar nessa carta como uma comunicação amistosa e simples de uma pessoa (aquele que procura emprego) para outra (aquele que procura um bom empregado).

Para atingir bons resultados por meio de uma campanha por carta, você deve redigi-la com assuntos que chamem a atenção e motivem o leitor a entrar em contato.

A primeira linha da carta é muito importante. Ela deve prender a atenção do executivo, sendo um diferencial entre as demais. Depois de ter chamado a atenção do leitor, diga a ele exatamente o que você gostaria de realizar na empresa.

Prossiga a redação da carta com evidências substanciais, por meio das quais o leitor deva considerá-lo para o cargo. Não mencione um único aspecto que não seja positivo ou que não esteja relacionado com o cargo que pretende.

Extraia os pontos fortes de seu currículo inclua-os na carta (promoções, nomes de empresas conhecidas onde trabalhou e resultados). Você jamais deve mentir, mas pode omitir dados como idade acima de 45 anos, inglês básico e formação incompleta.

Termine a carta solicitando ao leitor que entre em contato para uma entrevista.

O que é o resumo do currículo?

O resumo do currículo é a primeira informação que a empresa vai ver sobre você ao realizar uma busca de currículos. Ele deve explicitar de forma sucinta quais são os pontos mais atrativos em sua carreira, para que assim o selecionador tenha interesse em visualizar seu currículo completo. Devem constar em seu resumo do currículo seu objetivo profissional, formação acadêmica e experiência profissional.

Não é recomendado citar características pessoais, uma vez que estas somente devem ser apontadas durante o processo seletivo.

Como elaborar o resumo do currículo?

Para elaborar um resumo do currículo adequadamente, siga as instruções abaixo:
Inicie seu resumo do currículo indicando seu objetivo profissional atual;
Em seguida, é interessante mencionar sua formação acadêmica para dar maior ênfase aos seus conhecimentos;
Elabore um resumo com os principais conhecimentos e atividades desenvolvidas em sua carreira que estejam relacionadas ao seu objetivo profissional;
Não é adequado indicar qualificações pessoais no resumo do currículo, nem no currículo. Deixe para mencionar essas características de seu perfil somente no momento propício durante as entrevistas de emprego;
Se possuir disponibilidade para viagens ou mudança de cidade é apropriado indicar, uma vez que tais disponibilidades são muito admiradas pelos empregadores.
Modelo de resumo do currículo

Veja abaixo um exemplo:

Objetivo: Analista Contábil. Graduado em Administração de Empresas. Inglês fluente. Experiência na legalização de empresas, elaborando contrato social/estatuto e notificando encerramento junto aos órgãos competentes. Responsável pela administração dos tributos da empresa, bem como pelo registro de atos e fatos contábeis. Gerenciamento de custos. Disponibilidade para viagens e mudança.


Fonte:catho.com.br

Mídias sociais se tornam caminhos obrigatórios para as empresas?


Clientes e agências comprovam na prática a eficácia dos resultados de pesquisas. Desenvolver relacionamentos e usar informações dirigidas garantem a atenção do público e compensam no baixo custo
Uma pesquisa realizada pela Altimer Group e Wetpaint, comprovou que empresas que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e receitas. A pesquisa foi feita com as 100 empresas mais valiosas do mundo, apontadas pela Business Week. O investimento em mídias sociais representou um crescimento, em média, de 18% nos últimos 12 meses. Por outro lado, as empresas que investiram menos ou se mostraram pouco engajadas tiveram uma queda de 6%, em média, na receita no mesmo período. Quais os motivos para esses resultados?

Por causa da democracia e da possibilidade de atingir mercados mais que específicos, garante quem trabalha com isso. "Já saiu na frente quem percebeu que a Internet não é apenas mais um 'canal' de contato com o consumidor. É o lugar onde se constroem marcas", comenta Karina Sabbag, gestora de projetos da Agência WX, agência web de Curitiba. " Imagine fazer uma linda campanha que vai ao ar em rede nacional e não cuidar das críticas que o produto recebe nas redes sociais? Sempre digo, pra falar bem de alguma coisa é difícil. Agora, para jogar pedra, tem muitos na fila. As empresas tem que monitorar e ter uma maneira efetiva para atingir seu público com suas mensagens."

Quando você coloca sua marca e suas ideias nas mídias sociais, está falando diretamente com seu público-alvo. Pode vender os hits musicais dos anos 60 para a Carla; a primeira edição do Harry Potter para o Marcos, ou ainda, suas calças jeans customizadas para os grupos de rock que ensaiam nas garagens.Também pode trocar ideias sobre política, religião ou qualquer outro assunto, virando inclusive uma referência no tema.

"E em qual outro tipo de mídia você consegue esse nível de monitoramento, de objetividade e de resultados realmente garantidos?", pergunta Karina. "O que a gente espera daqui pra frente é que muito mais gente descubra esse poder. O poder de dissipar uma mensagem para milhões de espectadores que estão realmente interessados no que você está falando. O conteúdo produzido é imenso e é tudo muito rápido. Logo, se você não é - e permanece - desinteressante, vai perder audiência. Simples assim."

Um turista na rede social - Um bom exemplo de uso das redes sociais em prol de quem usa a web para buscar informações confiáveis, é o setor de turismo. "Pessoas interessadas em turismo procuram grupos, páginas e pessoas que falem exclusivamente sobre esse determinado assunto, e os assuntos podem ser comentados por visitantes", confirma Ana Carolina Bau, da MalaPronta.com. Nos EUA, 6 entre cada 10 turistas procuram informações na web, em sites como o Facebook e Twitter.

Por isso, a MalaPronta.com atua fortemente nas redes sociais, oferecendo informação e suporte aos usuários do seu site de reservas de hotéis e carros. "A cada semana, temos dezenas de novos seguidores de nossa página no Facebook, além do perfil no Twitter", afirma Ana. Para dinamizar os perfis, a MalaPronta.com divulga diariamente ao menos duas promoções e pacotes, "e cuidamos para que nossos visitantes estejam sempre satisfeitos com o conteúdo veiculado. Dicas de lugares para viajar e detalhes relacionados a turismo são postados frequentemente em nosso blog, fazendo com que as pessoas que se interessem pelo assunto possam sempre ter a MalaPronta.com como fonte de informação."

Segundo Francisco Millarch, diretor da MalaPronta.com, com o uso das mídias sociais é possível apresentar com maior facilidade o perfil da empresa aos visitantes. "Assim, podemos mostrar que mais do que o serviço de reservas online, nos preocupamos com a garantia de boas viagens. E por entendermos a importância e relevância das mídias sociais para a população, possuímos um setor de marketing voltado especificamente para isso", complementa.

Quem está plugado? - A gestora de projetos da Agência WX explica que existem dois tipos de "gente plugada": os geradores de conteúdo - onde entram os blogueiros, o pessoal do twitter, os fissurados por tecnologias - e o "público passivo", que não deixa de gerar conteúdos, mas que participam mais em sites de relacionamento, em comentários em blogs e pequenos tweets. O que todos procuram? Um lugar cheio de pessoas interessantes - e porque não dizer empresas, instituições, etc., etc. - com quem elas possam interagir e trocar ideias.

"É preciso apenas disciplina para alimentar as ferramentas. Se você quiser ser um gerador de conteúdo, precisa estar antenado nas tendências. Saber o que está rolando no momento para poder se comunicar com os outros. Na Internet, quem lança conteúdo primeiro é pop. Quanto às empresas, as pessoas só seguem quem gera conteúdo interessante. A internet é rápida demais e milhões de informações novas estão sendo geradas enquanto você lê este parágrafo. Se o que eu estou falando não te interessa, você apenas pula para o próximo texto. Mais rápido do que um piscar de olhos", complementa Karina. As redes sociais hoje movem o mundo. É perfeitamente viável construir uma empresa através deles.


Fonte:administradores.com.br

Desfiles no Brás definem tendências para a moda outono/inverno


Ideia é mostrar exatamente o que estará nas ruas.
Evento começa nesta segunda e vai até quarta.

Do G1, com informações do SPTV


O Brás, tradicional centro de comércio popular de roupas de São Paulo, apresenta desta segunda-feira (1º) até quarta as tendências para o próximo outono/inverno. E se depender da pressa das comerciantes, a moda fabricada no Brás vai chegar às ruas antes mesmo do verão acabar.


Com uma plateia formada por dezenas de lojistas de todos os cantos do país, os desfiles não são feitos com aquelas roupas que só se vê na passarela. A ideia é apresentar aos compradores as roupas que estarão nas ruas no outono/inverno.

Os curtos continuam em alta, e as cores das próximas estações terão como base os tons escuros, como o preto e o cinza. Há brilho em todo lugar, com muitas peças de alfaiataria.

Após os desfiles, a plateia esvazia. É sinal de que as pessoas já foram às compras. Em alguns minutos, Daniela conseguiu comprar 30 peças. Ela tem pressa, pois o lançamento da loja dela em Santana, na Zona Norte, será ainda nesta segunda.

Serão quatro desfiles por dia de evento. No entanto, ele só é aberto para os lojistas. O credenciamento é feito na hora com apresentação do CNPJ no Shopping Mega Polo Moda.


Fonte:g1.globo.com

JUTA - A nobre fibra da Amazônia


Como, após décadas de esquecimento, a juta volta com toda a força, impulsionando os negócios na mais conhecida floresta do mundo
Lívia Andrade

O trabalhador lança a juta no ar. O movimento estica a fibra, que na sequência é colocada no varal para secar. Este é o trabalho rotineiro de centenas de agricultores no Estado do Amazonas. A juta ali é fonte de subsistência de diversas famílias de ribeirinhos. De ciclo anual, a planta é uma erva que chega a alcançar de três a quatro metros de altura. Sua introdução no Brasil deve-se a uma missão japonesa chefiada por Tsukasa Oyetsuka em 1931. Toda fibra encontra-se entre a casca e o talo. Para extraí-la, depois de colhidos, os feixes de juta são colocados na água e permanecem ali por cerca de dez dias, o que facilita a tarefa. O processo é totalmente manual, empregando centenas de pessoas. Por isso, o governo do Estado, via Agência de Fomento (Afeam), firmou uma parceria público-privada com o grupo do empresário Mário do Nascimento Guerreiro para a criação da Brasjuta, uma empresa verticalizada voltada ao processamento e beneficiamento de duas fibras vegetais: a juta e a malva. “O investimento para a instalação da fábrica é de R$ 20 milhões, a Afeam entrou com R$ 9 milhões e a família Guerreiro com R$ 11 milhões”, diz Fernando Alberto Silva, diretor-executivo da Afeam.

A aposta tem seu respaldo na expertise de Guerreiro no assunto. O pai do empresário, hoje com 89 anos, foi o criador da Brasiljuta, empresa de processamento da planta, inaugurada com a presença do então presidente Getúlio Vargas em 1951. Naquela época, todo produto agrícola era vendido em sacaria de juta, o que fez da fibra vegetal um dos produtos de maior importância econômica para o Amazonas. Em 1965, a produção atingiu seu ápice: mais de 47 mil toneladas, e assim a juta reinou soberana até a década de 80. No entanto, com o aparecimento das sacarias de prolipropileno e ráfia, ela foi perdendo o posto, o que levou à paralisação da Brasiljuta em 1991.

Fonte:terra.com.br

Empresa espanhola lança vestido de noiva aromático


Uma empresa espanhola está lançando vestidos de noiva com aromas para ajudar a diminuir o estresse no dia do casamento.

Os chamados tecidos inteligentes misturam moda com nanotecnologia e aromaterapia, e, segundo as criadoras, o resultado são roupas que produzem efeitos de tratamentos relaxantes.

Com a novidade tecnológica o vestido de noiva pode ter cheiro de jasmim, lavanda ou baunilha que, segundo as estilistas, têm a propriedade de tranquilizar.

Se a noiva já é calma demais e prefere ficar um pouco mais "esperta" as opções são morango e maçã verde, aromas considerados estimulantes.

"Eu chamo estes vestidos de 'Nossa, que paz!'", disse à BBC Brasil a estilista catalã Laura Morata, criadora dos modelos e co-proprietária da loja Madre Mia del Amor Hermoso, em Barcelona.

Ela explica que usou a tecnologia de engenharia industrial nos tecidos inserindo microcápsulas com essências naturais concentradas.

Essências como a lavanda (também conhecida como alfazema) contém propriedades relaxantes, combatem o estresse e soltam um leve aroma floral suficiente para atingir o sistema nervoso.

O jasmim também tem função tranquilizante, é antidepressivo e relaxa até espasmos musculares e a baunilha contém propriedades sedativas, harmoniza e reduz o estresse, afirma a estilista.

"O objetivo é conseguir que o dia da noiva seja perfeito. É um momento em que normalmente o estado de nervos é tenso, então se a roupa puder contribuir para acalmá-la e ajudar a eliminar o estresse, tudo fica mais fácil", disse Morata.

"As essências estão pensadas para proporcionar relaxamento. Sem emitir cheiro muito forte porque estão em cápsulas minúsculas e imperceptíveis espalhadas pela roupa, alcançam um efeito semelhante a um tratamento corporal", completou.


Fonte:oglobo.globo.com

Modelos com deficiência física participam de desfile em João Pessoa


Se você pensa que possuir uma deficiência física pode encerrar o sonho de uma menina em ser modelo, prepare-se para mudar seu conceito. Modelos paraibanas portadoras de necessidas especiais estão mostrando que desfilar e posar para fotos é uma forma de superação.
A fotógrafa paulista Kica de Castro, especializada em fotografia de pessoas com deficiência, selecionou modelos em João Pessoa (PB), que participam no próximo dia 8 de março de um desfile inclusivo cujo tema é “Adversidade na Passarela”. Legal, né?
O evento acontece no Espaço Culturale e integra a programação comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, promovido pelo Governo da Paraíba, através do Programa Estadual de Políticas para Mulheres.
O desfile contará ainda com a participação de modelos nacionais e internacionais na passarela, fazendo uso de equipamentos ortopédicos como cadeiras-de-rodas e muletas. Durante o evento, haverá ainda uma exposição fotográfica, tendo como modelos mulheres com deficiência, algumas delas paraibanas. “É importante a sociedade compreender que as pessoas com deficiência também são consumidoras e podem fazer parte do mercado publicitário, trabalhar como modelo. Esse evento começa a ampliar os horizontes nesse sentido, aqui na Paraíba”, explica Kica de Castro.

Texto com informações de Fabiana Nóbrega, da Assessoria de Imprensa da Casa Civil da Governo da Paraíba.


Fontedegradedamoda.blogspot.com/2010/02